Try to see it with a new perspective
Vários grupos de alunos se dirigiram ao salão principal, pois era hora do jantar.
Paul ria alegre das piadas de algum colega, sentado com os amigos na mesa gryffindor.
- Ahhahaha... Essa foi muito boa cara!
- Hey... Paul. Acho que aquele loirinho slytherin está olhando pra cá!
- Sério?
O garoto de cabelos cor palha virou o pescoço e notou que o loiro estava mesmo dando pequenas olhadas furtivas em sua direção.
- Que essa cobrinha quer, hein?
- Não fale assim dele! Ele é slytherin, mas tem bom coração.
- Eu não acredito. Para mim, uma vez serpente, sempre serpente.
- Ai ai ai... Nem vou discutir.
Continuaram a refeição sem voltar ao assunto sobre certo "slytherin". Terminado o horário do jantar, todos os alunos deixaram o salão e retornaram as suas respectivas casas. Apenas dois garotos continuaram no corredor. Julian e Paul.
- Paul?
- Oi Julian.
- Preciso falar com você...
- Claro. Fale.
- Bem... Você se lembra do Everett Jones, não lembra?
- Lembro sim. Por quê?
- Não consigo achar um jeito de te contar isso...
- Contar o que? Ele te machucou? Ou algo do tipo? Se for isso, eu acabo com ele!
- Não,não! Não é nada disso... É que... Ele me contou...
- Contou...?
- Que... Eu sou... - Julian diminui muito a voz, deixando-a quase inaudível. - O parceiro dele...
- Como disse? Você falou muito não ouvi nada.
- Eu disse que... Ele me disse que... Eu sou o parceiro dele.
- Legal. Amigos parceiros?
- Não! Você não está entendendo... Eu quero dizer... Parceiro para... Acasalamento...
- O que?
- Eu não vou repetir.
- Só pode estar brincando!
- Não estou... É sério...
- Não... Ele deve estar brincando com você! Deve ter mentido para ter a chance de transar com você! Só pode ser isso!
- Paul! Você está errado! Ele me garantiu que eu sou o parceiro destinado à ele!Os instintos veela dele apontam para mim!
- E você acreditou nessa baboseira?
- Por favor, Paul! Me escute! Eu estou falando a verdade! Você sabe que eu nunca minto!Por favor!
- Não... Isso não pode ser verdade... NÃO É VERDADE!
- Por favor, Paul!
O pequeno loiro tentava acalmar o outro garoto, que andava de um lado para o outro, massageando as têmporas.
- Isso só pode ser brincadeira. Tá legal! Eu já saquei! É uma pegadinha, não é? Aposto que é uma aposta que você fez com aquelas cobrinhas.
- Jamais ouse falar assim dos meus amigos! Eu não admito isso de maneira alguma!
- Você não está falando sério...
- Pare! Pare Paul! Me escute! Eu estou falando a verdade! Eu nunca brincaria com uma coisa séria dessas!
- Não pode ser...
- Olha aqui! Eu também estou tão assustado quanto você!Como acha que eu me sinto? Só tenho 13 anos! Por Mordred!
- Não... Não... Eu não... Eu não aceito... - os olhos claros de Paul começam a lacrimejar.
- Paul!
- Eu não aceito... NÃO ACEITO!
- Não grite comigo!
- EU GRITO O QUANTO EU QUISER!
- Chega! Eu quero que se acalme!
- Me acalmar? Me acalmar? Claro... Eu vou me acalmar... Agora que descobri que o meu primeiro amor já está comprometido por um maldito laço veela!
- Eu... Eu... Eu fui o seu primeiro amor?
- O que você acha?
- Oh Paul... Eu sinto muito...
- Não... Você não sente... Espero que esteja feliz agora! Você conseguiu me deixar em cacos. Parabéns!
- Não... Por favor, Paul! Por favor!
- NÃO QUERO OUVIR MAIS NADA!
Plaft! Paul desferiu um tapa no delicado rosto do menor, que começa a chorar, tocando no local atingido.
-... Paul...
- Espero que seja feliz... Eu espero mesmo! Afinal vocês dois se merecem!
Dizendo isto, o gryffindor deslanchou a correr pelo corredor, deixando o loiro sozinho, sentado no chão, chorando desolado. Num repente ouviu uma voz o chamar bem ao longe e logo mais foi se aproximando.
- Julian? Julian? Você está aqui?
- Estou aqui... - respondeu o loiro, bem baixinho.
Julian ouviu alguns passos pelo corredor e olhou para o garoto que chegava. Era Everett.
- Julian? Oh céus! O que houve?- disse se aproximando do menor e o abraçando contra o peito.
- O... O Paul... Ele... Não está... Nada feliz...
- Hey... O que é isso?- o moreno olhou mais de perto e pode ver a bochecha direita do menor marcada em vermelho.
- Não... Não é nada...
- Julian...
- Eu só... O Paul só se descontrolou um pouco... Não foi nada... Deixe-o em paz...
- Você etsá me dizendo que ele te feriu e que não quer que eu vá atrás dele para revidar?
- Não... Isso não é nada... Quem saiu mais ferido nessa história foi ele...Por favor,ao o machuque!
- É o que deseja?
- Sim...
- Então não o farei. Respeitarei sua escolha.
- Obrigado... Obrigado...
- Venha. Já está na hora de dormir. Eu te levo até as masmorras.
- Obrigado...
Paul não queria nem acordar na manhã seguinte. Queria ficar na cama para sempre.
Nunca havia se sentido tão desiludido como estava se sentindo naquele momento.
Também não se lembrava de ter chorado tanto em tão pouco tempo. Mas tinha que se levantar. Não podia se deixar abater tão facilmente. Tomou um rápido banho frio e colocou suas vestes, descendo as escadas devagar. Não iria tomar café da manhã, pois não estava com nem um pouco de fome. Só queria se sentar recostado em algum lugar e assim ficar até que suas aulas começassem. Chegou ao jardim do colégio e procurou por uma árvore grande, sentando-se à sua sombra. Pôde ver várias corujas que voavam em direção das janelas do grande salão, provavelmente levando as novas correspondências do dia. Olhou para o rio e depois mais uma vez para o céu, começando a chorar. Lembrando-se que aquele olhar, aquele rosto e aqueles lábios nunca seriam seus.
Mas uma vez, um Finnigan era decepcionado por um Potter. A história se repetia.
Tentou parar de chorar, mas as lágrimas teimosas não paravam de cair. Foi então que sentiu a presença de alguém se aproximando e olhou para cima.
- O que quer aqui sua cobra?
- Uhm... O senhor é muito mal educado, gryffindor.
- Já perguntei o que quer! Se quiser me humilhar ou me pisotear sinta-se à vontade. É só para isso que eu sirvo mesmo!
- Gryffindors... Sempre tão emotivos e irracionais.
- O que quer afinal?
- Só conversar. Posso?
- Se eu disser que não, você vai falar do mesmo jeito, não vai?
- Pode ter certeza.
- Olhe... Eu não estou de bom humor hoje e não estou a fim de falar com ninguém no momento.
- Eu... Sei pelo que está passando...
- Sabe? Então aquela cobrinha contou pra você?
- Não ouse chamá-lo assim. Estou avisando.
- É o que ele é!
- Não! Ele não é! Escute aqui. Você não foi o único a sair ferido nessa história! Eu também amava ao Julian tanto quanto a mim mesmo.
- Não me diga...
- Pare de debochar! Sei que está decepcionado assim como eu. Mas não... Não fique assim...
- O quê?
- Não... Não precisamos nos machucar desse jeito... Pense que o que está acontecendo é pela felicidade do nosso Julian. E também... É esquisito ver um gryffindor depressivo. Geralmente vocês são energéticos e essas coisas...
Paul esboçou um pequeno sorriso para o slytherin e enxugou as lágrimas.
- Tá legal, cobrinha... Você está certo! Não vou fica aqui remoendo o passado.
- Faz muito bem.
- Até que você não é tão mal quanto eu pensava?
- Está brincando? Slytherins nunca fazem algo sem querer receber algo.
- O que quer dizer com isso?
- Que se eu estou te ajudando... Tem algum motivo... Quero dizer... Uma mão lava outra... Nós dois fomos decepcionados pelo mesmo garoto...
- E?
- Quer dizer que temos algo em comum... Podemos até nos tornarmos amigos. Quem sabe?
- É pode ser... Até que não vai ser tão mal andar com um slytherin por aí. Vocês dão medo nos estudantes.
- De fato.
Os dois sorriem confidentes. Afinal, um problema comum acabou os reunindo.
CONTINUA...
By Vicky
Ufa! depois de 3 dias etentando postar o capt 11 eu finalmente consegui;.;
huahuahua
tenso
aguardem o próximo capt;3
Thanks pelos reviews J.P Malfoy S2 e Miss black ;33
