De duas coisas Sakura tinha certeza: a primeira era que se sentia uma intrusa diante daquela reunião de família e a segunda era o fato de que Sasuke não tinha mesmo o direito de arrastá-la até ali numa ocasião tão particular.

– Essa é Sakura-san... Uma "amiga" de Sasuke. –o mais velho respondeu ressaltando a palavra amiga e a mãe pareceu compreender.

– Muito prazer em conhecê-la querida. –a mulher cumprimentou unindo suas mãos com ternura.

– O prazer é meu, senhora Uchiha. –respondeu sem graça.

– Me chame de Mikoto, por favor. É sempre bom ter mais gente em casa, seja bem-vinda.

– A-arigatô. –agradeceu por educação, mas estava muito desnorteada ali.

– Mikoto-sama, o jantar será servido. –uma criada anunciou.

– Ótimo. Coloque mais dois lugares, por favor. –pediu á mulher e Sakura se perguntou o porquê de Sasuke não ter a mesma educação da mãe.

Dirigiram-se então á sala de jantar e a Haruno pôde contemplar ainda mais o visual colonial e rústico da casa, Mikoto tinha um bom gosto.

Na falta do chefe da família, a mãe sentou-se na cabeceira da mesa enquanto do seu lado direito estava o filho mais velho e á sua esquerda o caçula, ao lado dele a rosada.

Sakura fazia de tudo para manter uma boa postura, apesar de tudo não queria passar a imagem de uma caipira.

– E então querida, você é de Tóquio mesmo? –indagou Mikoto á rosada depois da refeição.

– Na verdade nasci em Suna. Vim para Tóquio por causa dos estudos.

– É mesmo? Qual é o seu curso? –a morena parecia de fato interessada.

– Estou no quinto período de Medicina.

– Puxa! É realmente uma área complexa, mas linda. Salvar vidas... Deve ser bem gratificante.

– Onde se conheceram otouto? –Itachi foi quem questionou dessa vez.

– Num evento. –Sasuke respondeu segurando a mão de Sakura que estava repousada sobre a mesa.

Passaram muito tempo conversando, ou melhor, Itachi e Mikoto eram os únicos que falavam. Sakura só respondia quando necessário e Sasuke nem isso. O que mais a incomodava, porém era a forma com que o Uchiha lhe mantinha por perto, ora segurando sua mão, ora segurando em sua cintura como se realmente tivessem um relacionamento convencional.

– Acho que já matamos um pouco das saudades por hoje. Tenham todos uma boa noite. – Ah! –exclamou lembrando-se de algo. – Se quiser pode dormir no quarto de Sasuke, não me importo. –sussurrou essa última parte para Sakura que ficou corada.

– Já está na minha hora também. Boa noite otouto, Sakura-san. –Itachi também se retirou com seu simpático e ao mesmo tempo, misterioso sorriso.

– Venha. –disse Sasuke enquanto caminhava á frente, subindo as escadas de madeira pura. Depois abriu uma das portas e deu espaço para que ela passasse então a fechou e trancou-a atrás de si. –É, parece que somos só nós dois agora.

Ela reparou então rapidamente no cômodo: havia uma cama de casal no centro, uma escrivaninha com um moderno computador, mas o que mais lhe chamou a atenção foram os vários mangás e histórias em quadrinhos distribuídos pela mesa e outros itens variados. Aquele era sem dúvidas o quarto de um adolescente, o adolescente que Sasuke um dia fora ou ainda existia pela mentalidade que o Uchiha demonstrava.

– Porque está fazendo isso? Apresentando-me á sua família. –esclareceu.

– Essa viagem ia ser muito entediante sem você. –disse irônico.

– Não leva nada á sério mesmo. –concluiu. – Como eu queria que isso tudo fosse apenas mais um sonho ruim. –disse á si própria, porém em voz alta.

– Mas não é, então trate de se acostumar com a realidade. –rebateu prontamente.

– Pobre Mikoto, nem imagina o filho que tem. –provocou.

– Não fale sobre minha família entendido? –falou com os olhos estreitos enquanto se aproximava ficando atrás dela apertando sua cintura. – Agora vamos ao que interessa, ainda tenho que provar que gostou tanto daquela noite quanto eu. –então começou a distribuir beijos por seu pescoço.

Virou-a para si e tomou seus lábios passando os braços em torno dela, puxando para mais perto de seu corpo.

– Sasuke. –a rosada chamou enquanto ele descia as alças de seu vestido. – Sasuke. –repetiu. – Por que eu? Por que com tantas garotas você teve que escolher justo á mim para isso?

Ele pegou-a nos braços e a colocou sentada em uma das mesas, derrubando os objetos que haviam sobre a mesma. Depois olhou em seus olhos verdes e apertou levemente uma de suas bochechas como se procurasse uma resposta àquela questão:

– Não se sinta especial. Porque você é apenas mais uma entre tantas garotas. –disse e Sakura sentiu vontade de chorar, mas não era decepção e sim raiva.

Seu punho se apertou com força e se moveu em direção à face do Uchiha, porém ele segurou á tempo.

– Isso não pode. –ele falou como um adulto corrigindo uma criança.

Em seguida deu um sorrisinho de canto e ocupou seus lábios com um dos seios da rosada. Espalhou também leves mordiscadas em sua barriga esguia e deitou-a retirando sua peça íntima e apalpando suas coxas torneadas.

Sasuke então agachou-se diante de sua intimidade e percorreu-a com a língua. Sakura surpresa com o ato arfou e sentiu uma estranha sensação de frio na barriga. Quando deu por si estava sendo penetrada pela ávida língua do Uchiha que buscava explorar todos os seus pontos vulneráveis.

O moreno então a pegou novamente e posicionou-a sobre a cama de joelhos, o corpo projetado para frente e as mãos apoiadas na cabeceira. Passou a mão por seu bumbum dando um tapinha no final e deslizou seu membro já ereto para dentro dela.

Com as investidas, o aperto das mãos de Sakura na cabeceira aumentaram assim como, a cama batia de encontro a parede. O Uchiha segurou seus cabelos fazendo com que sua cabeça se inclinasse e ordenou:

– Diga Sakura! –a Haruno que permanecera até então apertando os lábios um contra o outro na vã tentativa de abafar seus gemidos, sabia que ele se referia á mesma ordem da outra noite.

Mas ela não falou nada. Ele então deu mais um tabefe em seu bumbum, dessa vez um pouco mais forte:

– Sa-su-kee... Sas-ukee...

Satisfeito, deixou-se despejar dentro dela e pendeu sobre o colchão mantendo-a por perto num abraço enquanto aspirava o cheiro doce de seus cabelos.

Sakura abriu os olhos e tentou se mexer, mas sentiu que algo a segurava. Viu que se tratava do Uchiha. Com certa dificuldade desvencilhou-se de seus braços e levantou-se notando que ele permanecera dormindo com uma expressão inocente e tranquila de uma criança.

Abriu uma das portas e encontrou o banheiro, onde tomou um banho. Secou-se com uma toalha que estava ali mesmo e como tinha trazido a mala até o cômodo vestiu-se com uma calça cinza e uma regata em tom salmão.

Saiu do quarto fazendo o menor ruído possível para não chamar a atenção do moreno. Nem conhecia a casa que era enorme e estava um tanto perdida lá dentro.

Duas mulheres com uniformes de empregadas passaram por ela, cochicharam algo entre si e deram risadinhas. Sakura corou se perguntando se aquilo tinha algo á ver com os ruídos da noite passada.

Quando enfim saiu da mansão pôs-se a refletir: estava num paraíso. Na casa de uma família de pessoas que pareciam ser boas, exceto pelo homem que lhe trouxera ali.

Sasuke era desprezível por ameaçá-la daquele jeito e mais ainda por ficar usando-a daquela maneira. E o pior de tudo era que ela estava começando a se odiar por algo que era extremamente estúpido: mesmo com tudo o que o Uchiha lhe fazia, quando suas mãos a tocavam, não conseguia evitar a ardência que percorria seu corpo e isso a irritava ainda mais. Só podia ser uma maldição ou um castigo por durante tanto tempo ficar criticando Ino por gostar de cafajestes. Ótimo, agora estava pagando por suas próprias palavras!

– Ohayou Sakura-san. –ouviu a voz grave dando de cara com Itachi e seu sorriso... Questionável.

– O-ohayou Itachi-sama. –respondeu tímida.

– Apreciando a boa vista? –ele perguntou olhando para o horizonte, onde podia se ver as colinas, os campos e o belo amanhecer daquele dia.

– Oh sim, realmente a vista daqui é linda. Não tem coisas assim na cidade e isso me faz falta. –desabafou.

– Eu não consigo viver sem essa beleza toda, por isso quase não fico em Tóquio. –ele voltou-se para ela: – Vamos para dentro Sakura-san, o dejejum será servido e você não vai querer esperar o dorminhoco do Sasuke acordar. –convidou-a.

Ela respondeu com um pequeno sorriso e no momento em que o acompanhava a subir um dos degraus que dava acesso á entrada da mansão tropeçou e teria caído com a cara no chão se não tivesse sido segurada pelo moreno ao seu lado.

Encararam-se diretamente nos olhos enquanto a rosada sentia seu rosto queimando.

– Itachi! –chamou uma voz não muito distante deles.