Disclaimer: O Skup é meu. Serve?
N/A: Uma parte minha gostou de escrever esse capítulo... Outra não. Sei lá. Eu não sirvo para escrever Romances nem Comédias e isso é justamente o que essa fic é. Não liguem, estou em um bloqueio terrível, mesmo! Então vocês poderiam me dar suas opiniões sinceras no botãozinho roxo abaixo e dizer se eu devo ou não largar de ser escritora de fan fic! Espero sinceramente que você goste pelo ao menos um pouqunho.
Capítulo X
Julho – Mudando Conceitos
Sábado, 8 de Julho.
Veado remete a Cervo?
10h. - Lily, você está acordada?
- Ups, acho que sim.
- Então abre os olhos!
Abri. Droga de claridade que me acorda inesperadamente.
- Quero dormir mais... - emburrei.
- Então vai pro quarto porque você está obstruindo a passagem do corredor.
Ups. Dormi no tapete.
- Vou parar de falar "Ups...".
- Han? Lily, vai logo.
Ups. Parei.
- Ta, ta... - falei cansada para a Rose.
O show dos Beatles foi maravilhoso. A não ser, lógico, pelo imprevisto que eu e a Rose TINHAMOS que ter. To começando a formular algumas hipóteses como: a) Merlin me odeia; e b) o destino me odeia.
Ontem saímos excitadas para o Show. Pulamos a janela da casa da praia (que não é tão alta), pegamos o carro da Rose e saímos na clandestinidade. Nem nos demos ao trabalho para ver se o Black, o Potter e a Rebeca já estavam dormindo ou sabe-se lá fazendo alguma coisa muito nojenta à três. Que cabeça a nossa.
O Clube estava lotado. Carros para todos os lados e adolescentes excitadas e histéricas. Eu e Rose (que já estávamos meio loucas) acabamos nos contagiando com o momento, entramos pulando e gritando "Beatles! BEATLES!" com a multidão alvoroçada.
Mas tudo na minha vida quando está bom aparece alguém para estragar. E esse ser atende pelo nome de quem mesmo? De quem? Quem?
- POTTER! - ele esbarrou "sem querer" em mim. Sim, eu sei que foi de propósito.
- LILY! QUE FELICIDADE TE VER AQUI!
- Não seja cinico Potter, você está me seguindo. Ou melhor, você não me segue, você me persegue!
- Eu não Lily, eu e o Almofadinhas aqui – e apontou pro Black que cantava uma garota morena – viemos ver o Show dos Bitoles.
- Não me estresse, Potter. E não é Bitoles é BEATLES.
- O que seja!
- Saia da minha frente, Potter! Vá cantar alguma garota por ai!
- Só se você vir comigo.
- Potter, se toca, eu não vou cantar uma garota com você.
- Hum, então eu vou ficar por aqui mesmo.
Tentei ao extremo ignorar a presença do Potter.
- Você vem sempre aqui? - perguntou ele tentando galantear.
Bufei. Revirei os olhos.
- Potter, você me jogou nessa cidade, você me trouxe aqui. E esse era o último lugar que eu passaria minhas férias se soubesse que você estivesse ao menos a 1000 metros de distância.
Ele teve que calar, porque o Black voltou.
- Oi Lily, o que você está fazendo aqui?
Fuzilei ele com o olhar.
- Tentando assistir um Show e conseguiria plenamente se vocês não tivessem me seguido!
- Não seja ridícula, Evans. Nós não te seguimos. Nós só viemos caçar algumas gatinhas.
- Pois então volte para as suas caças Black e leve o seu amigo junto com você! Talvez o Cachorro e o Veado consigam algum Dragão hoje. - disse irônica e sorrindo amarelo.
- Não é Veado, Lily. É CERVO.
- O que seja, Potter! Os dois tem chifres na cabeça.
Potter emburrou. Black sorriu.
- O único Dragão que nos tivemos a infelicidade de encontrar por aqui foi você, Evans.
E o Black saiu puxando o Potter antes que eu desse uma cacetada na cabeça deles.
- DRAGÃO É SUA MÃE, BLACK!
Rose, que até então estava calada, pronunciou-se.
- Isso ainda vai dar em casamento.
Que Merlin NÃO te ouça.
15h. Uma felicidade enorme se apoderou de mim nesse momento por dois motivos. O primeiro é que a Rebecca não foi deixada só por mim e a Rose ontem, mas pelo Black e Potter também. E hoje ela está dando mil sermões a eles que ouvem pacientemente e merecidamente (lê-se impacientemente e quase dormindo) na mesa da cozinha.
A segunda é que a Rose me disse que talvez, digo talvez, ela vá embora amanhã. EBA! Nessa hora que nos agradecemos a metade da população masculina de Durmstrang e a insensibilidade do Black e do Potter. AE!
18h. Preparativos para voltar a Sheffield amanhã e a ida de Rebecca para o raio da varinha de Merlin que a parta!
- Porque a alegria, Lily? - perguntou a Rose me ajudando com a mala.
- Nada em especial... - e sorri debilmente.
- Eu também estou animada porque ela vai embora... - confessou Rose.
- Já não era sem hora!
- E olha que você só passou três dias com ela! Merlin te deu MUITA sorte. - vou considerar isso como um presente de Merlin por todos os anos que ele me proporcionou de desgosto e destinos cruéis.
- Pelo ao menos nisso então! - comemorei feliz.
- E com o Tico?
- Tem alguma chance de você entender que nós nunca teremos nada?
- Não.
- Então não adianta falar.
- Calma, ainda tem o resto do mês.
Odeio quando esses comentários são verdadeiros. E olha que só se passaram 8 dias.
Domingo, 9 de Julho.
Tentando iniciar uma trégua.
8h. Merda! Quem está batendo na porta uma hora dessas? Sinto uma intensa repetição nos fatos da minha vida.
8h05. - Black, pare de bater na minha porta!
- Saída para Sheffield em 10 minutos!
10 míseros minutos? Quem ele pensa que é?
- Quem você pensa que é?
- O motorista Evans! - disse ele sarcástico.
- Ninguém se arruma em 10 minutos!
- Você só tem agora 9 minutos e 10 segundos! - e saiu gritando para quem quisesse ouvir – SAÍDA PARA SHEFFIELD EM 10 MINUTOS!
- EI! E POR QUE EU SÓ GANHO 9 MINUTOS E 10 SEGUNDOS?
- 8 MINUTOS AGORA PORQUE A EVANS RECLAMOU!
Droga! Black, eu te odeio!
9h. Saímos às 8 e meia. Potter atrasou dessa vez simplesmente porque não acordou durante a primeira, a segunda, a terceira chamada do motorista Black. Rose está voltando para Sheffield conosco.
- Estou com fome - ela reclamou – Siriusinho, você nem me deixou terminar o meu café.
- Eu sequer tomei café... - completei sentindo o estômago reclamar.
- Comida agora só em Sheffield! - Black informou.
- Almofadas, até eu estou com fome! - disse o Potter.
- Não tenho culpa se você acordou tarde!
- A culpa tinha que ser do Potter... Acreditem, ele não consegue evitar... - me pronunciei.
Potter emburrou.
- Tem como você passar algum dia sem brigar comigo? Não, não precisa ser um dia, só um segundo, Merlin, e eu agradeço.
- Você me provoca... - respondi emburrada.
- Eu não fiz nada dessa vez! - defendeu-se Potter.
- Você me trouxe pra cá! - rebati.
- E você anda se divertindo pelos Shows de Bitoles da vida...
- Potter, pela décima vez, é BEATLES.
Quando Potter ia abrindo a boca, Black se irritou.
- Vocês podiam parar de brigar um segundo?
- Ela briga comigo! - defendeu-se Potter.
- Ele me irrita! - acusei.
- E os dois se...
- SIM! - respondemos eu e o Potter em uníssono.
- AMAM!
Emburrei pra Rose.
- Se ODEIAM... - completei corretamente.
- PARADA PRO CAFÉ! - berrou o motorista Black.
9h45. - O que você pediu para nós comermos, Evans? - perguntou Black.
- Me chame de Lily... - respondi para irritar o Potter.
- O que você pediu para nós comermos, Lily? - respondeu Black tediosamente prevendo as minhas intenções.
- Comida saudável... (N/A: Tudo bem, eu estava lendo CdL agora JhU... u.u)
- Você não tá falando de coisas verdes e verduras não, né? - perguntou Rose.
- Claro que não. Desde quando isso é saudável?
Rimos alegremente.
- 4 pratos de cheeseburguer duplo acrescentado de bacon e ovo, sem salada... - informou a garçonete.
- Lily, você está tão legal hoje! - disse Rose pegando o seu.
- C-Concrodo... - disse Sirius com a boca cheia de comida.
Potter só acenou com a cabeça.
- É pra pedir... hum... hum...
- Pedir o quê? Vocês querem suco, é? - perguntou Black acenando para a garçonete desesperadamente.
- Pedir desculpas... - falei cansada.
Os três prenderam a respiração.
- D-desculpas? - engasgou o Potter.
- É... Pelos transtornos promovidos... - disse seca.
- Por mim... - Rose balançou os ombros com um sorrisinho no rosto e olhando de mim para o Potter.
- Tudo bem... - respondeu o Potter simplesmente.
- Ok.
Hum, trégua com o Potter? Será que eu consigo?
21h. Passamos o resto do dia de pernas pro ar, jogando Snaps Explosivos e Xadrez Bruxo. Amanhã o Black vai fazer um churrasco, ajudado pelo Potter (dispensando os mil pobres elfos domésticos) e vão sair para comprar os ingredientes pela manhã.
Desconfiança mental: Pretexto para passar a manhã fora cantando as mulheres de 15 a 95 anos de Sheffield.
Dormir.
Segunda, 10 de Julho.
Remo, o lobinho, chegou!
10h. - LILY, ACORDA! ACOOOORDA! - gritou Rose desesperada no pé do meu ouvido.
Abri os olhos e me deparei com a cara enorme dela entrando em foco. Tomei um susto.
- VOCÊ ESTÁ LOUCA? - berrei assustada.
- Ele está aqui! - ela soltou gritinhos excitados.
- Acordando os outros assim...
- AQUI! - berrou ela me sacudindo.
- Deve ser a convivência com o Black... - continuei brava.
- O que eu faço?
- Do que você está falando? - perguntei suspirando pesadamente. E era bom que fosse importante para tirar do sonho maravilhoso que eu estava tendo com... Bom, que eu estava tendo.
- Remo! - ela sussurrou excitada.
- E cadê ele? - perguntei num tom psicólogo como se estivesse falando com uma mulher louca.
- Lá embaixo, tocando a campainha! - respondeu ela sem dar atenção – O que eu FAÇO?
Tentei ouvir o som distante da campainha. Nada.
- E o que você está fazendo aqui, vai abrir! - respondi num tom óbvio.
- É mesmo! - concordou ela.
Merlin, será que todas as pessoas ficam idiotas assim quando estão apaixonadas? Rose acabou saindo do quarto e indo abrir a porta pro Remo. Decidi ir tomar banho (já que já estava completamente acordada).
10h20. - Oi Remo! - cumprimentei meu amigo. Ele e Rose estavam sentados no conjuntinho de mesas do jardim, que ficava de frente pro Lago.
- Oi Lily, ainda viva?
- Inesperadamente, sim! - respondi trágica – Pensei que não agüentaria nem um dia.
Remo sorriu misteriosamente. Rose fingia olhar para os pés. Que boba.
- Então, ele saíram?
- Hum, pra comprar algumas coisas... - falei sarcástica.
- Eles não foram agarrar ninguém... - respondeu Remo rindo.
- Você está usando Legilimência?
- Não, ouvindo o tom da sua voz...
Soltamos algumas risadinhas, na maioria das vezes Rose permaneceu calada.
Quando Potter e Black chegaram cheios de sacolas e avistaram o Remo, foram abraçá-lo animadamente.
- Aluado! Que honra ter você por aqui! - respondeu Tiago cordial.
- E aí Aluadão?
- Cachorrão! - Remo rebateu.
- Que caras tristes são essas? – perguntou o Black animado – Hoje é dia de festa...
- E qual dia não é uma festa para você? – perguntou Remo levantando a sobrancelha levemente.
Black fingiu uma expressão pensativa.
- Então Aluado, você falou com o Pedrinho? – perguntou o Potter me olhando de canto de olho.
- Mandei-lhe uma carta, mas parece que só vem no fim do mês... – e foram andando em direção a casinha de jardim, perto do Lago.
- Então? – perguntei ansiosa pra Rose.
- Então, o quê?
- Francamente, Rose, e eu sou devagar! – ela ficou vermelha.
- Você e o Potter são diferentes...
- Eu e o Potter não temos nada...
- Tá Lily, ta. E eu sou a reencarnação de Merlin...
- Hum... Bem que eu desconfiei que você fazia as barbas de manhã...
Rimos, os garotos nos chamaram.
12h. – Ei Aluadão, o almoço vai sair ou não?
- Black, largue disso, já basta seu caso com o Potter, não contamine o Remo também... – brinquei venenosa.
- Lily, querida, eu só não mostro para você que eu sou macho porque eu prezo as minhas amizades e porque você é muito chata! – rebateu sorrindo.
Potter o olhou duplamente feroz. Sua varinha no bolso soltou fagulhas, que ele pareceu nem sentir.
- Como se eu quisesse saber, Black. Poupe-me, há pessoas mais interessantes no mundo.
- Como Tiago Potter, por exemplo. – completou Rose.
- É... EPA, não! Não sorria Potter, a mais pessoas interessantes no mundo que você também.
Humpf.
- Sei, sei, Lily. Confesse: você me ama loucamente.
Ruborizei.
- Não profane a minha pessoa com as suas loucuras, Potter. – falei sem olhar para ele.
Nem percebi que ele chegou perto do meu ouvido pelo outro lado.
- Não se preocupe, eu também te amo, ruivinha.
Tomei um susto.
- Remo, você poderia me emprestar sua faca?
- Pra quê, Lily? – perguntou ele desconfiado.
- Pra eu cometer um assassinato...
- Calma Lírio, você anda muito violenta esses dias... – respondeu Tiago se afastando de fininho.
Droga, o nome é Potter e não Tiago.
- É só quando você chega perto de mim! – falei cerrando os olhos.
- Hum, sadomasoquismo, Evans?
Fuzilei o Black com o olhar.
- Não me provoque você também!
- HORA DO ALMOÇO! – declarou Remo.
Sábado, 15 de Julho.
Conselho: nunca pule de uma janela e caia em cima de um mar de rosas.
11h. Black, Potter e Remo até agora dormem. E quando eu fui tentar acordar o Remo e a Rose o Black (claro que deixamos o Potter dormindo) eles só grunhiram, viraram de lado e disseram que estavam muito cansados. Suspeito.
- Cansados de quê? – indagava Rose pela qüinquagésima vez – Nós fomos dormir até cedo ontem.
- Sei lá, Rose. Vai ver as atividades homossexuais deles duraram a noite toda.
Rose me olhou com a cara feia. Presumivelmente porque acreditava que o Remo não era nada disso não.
- Por que você insiste em declarar a opção sexual do Tiago?
- Porque assim seria mais fácil identificar o motivo de tanta perseguição.
- E qual seria?
- Insanidade mental.
Rose bufou.
01 da Manhã. – Lily! Acorda!
Meu merlin, é uma da manhã, a Rose não tem coisa melhor para fazer do que acordar os que dormem felizes e contentes?
Grunhi.
- Lily, eu vi!
- Hum...
- Sério, eu não estou louca!
- Hum...
- Lily, abre os olhos.
Por que, Merlin, por que? Reencarne mesmo nela e diga que eu quero realmente dormir.
- Eles saíram! – disse ela triunfante.
- Legal... – falei abrindo os olhos vagarosamente e me arrependendo plenamente por causa da claridade que agora estava meu quarto.
- Saíram! – repetiu ela, como se eu fosse surda.
- Rose, eu estou com sono e não surda... – respondi mal humorada.
- Eu não acredito que eles nos deixaram!
- Típico...
- EU NÃO ACREDITO.
- O que você esperava?
Rose me olhou com uma cara feia.
- Tudo bem, o que você quer que eu faça?
- Vamos segui-los! – respondeu ela brava.
- Claro que não, por Merlin! Eu quero distância do Potter e com certeza eu não vou conseguir isso se quiser virar sua sombra!
Os olhos de Rose brilharam.
- Venha comigo! – e me deu um puxão da cama. Sai do contra.
Rose abriu a porta, rápido e saiu me puxando loucamente sem direção alguma.
- Aonde vamos? Você está louca?
- Por que eu sempre tenho idéias brilhantes?
Ah não. Egocentrismo do Black, não.
- Por Merlin, você está bêbada?
- Claro que não! Vem logo, antes que eles voltem!
Paramos em um corredor que, sim, eu já conhecia. E em frente a uma porta...
- Abra! – Rose ordenou.
- Eu não! – respondi horrorizada. Era só o que me faltava, uma hora da manhã e eu estou fora da cama só de camisola bisbilhotando a casa do Potter, enquanto ele foi se divertir com os amigos – Isso é invasão de privacidade!
Mas Rose não estava nem aí. Acredito seriamente que ela não sabe no que consiste uma invasão de privacidade. Abriu a porta toda alegre.
- Merlin, isso é... – arregalei os olhos.
- ...sim, o quarto do Tiago! Agora você entra ai enquanto eu vasculho o do Remo...
- Meu Merlin, você está louca! – falei assustada.
- Entra logo, Lily! – e ela me empurrou – Eu volto em alguns minutos!
- O que eu faço aqui? – perguntei toda lerda.
- Sei lá! Vasculha as coisas dele! – e saiu toda apressada.
Merlin, ela é insana. O que diabos ela espere que eu faça... aiai. Merlin vai me castigar dolorosamente. Ele nunca mais vai me dar nem um pouquinho de sorte. Aiai.
Caminhei pelo quarto do Potter, que tinha a cama completamente bagunçada e cheia de travesseiros brancos em cima.
- Merlin, que bagunça.
Abri o guarda-roupa e senti o perfume forte que emanava das roupas do Potter. Fechei antes que ofuscasse meus sentidos.
"Meu Merlin, Tiago, porque tantos papéis assim no chão?".
De novo? É POTTER – gritou minha consciência.
A mesa do POTTER estava amarrotada de papéis também. Um suporte para os seus óculos (talvez quando ele fosse dormir), algumas penas, potes de tintas, pergaminhos... E... Alguma coisa me diz que eu não deveria estar mexendo nisso, mas... Ao mesmo tempo, algo me impulsiona. Curiosidade? Talvez...
"Quem sabe quanto tempo eu te amo
Você sabe que eu te amo
Esperarei uma vida inteira solitária
Se você quiser que eu espere
Amo você para sempre e para sempre
Amo você com todo o meu coração
Amo você quando estamos juntos
Amo você quando estamos separados
Facilite tudo para eu ficar perto de você
Pois as coisas que você faz me deixam apaixonado por você
Ah, você sabe que eu vou, eu vou...".¹
Por que tudo tem que ser tão difícil com você, Lílian Evans?
- Lily? LILY? - Rose me tirava do transe.
- O-oi – falei com a voz rouca.
- O que você está fazendo? Solte isso! - e jogou o pergaminho de volta a escrivaninha – Escute-me – disse ela começando a sussurrar – nós temos que sair daqui, o carro voltou! M-mas a porta se fechou e não quer mais abrir! - completou visivelmente desesperada.
"Por que tudo tem que ser tão difícil comigo?"
- Lily! Saia desse estado de transe! Você parece não estar me escutando...
- Hum...
- Merlin, eu preciso pensar! Eu preciso pensar! - Rose correu para a porta, tentou abri-la devagarzinho, de novo, mas não aconteceu nada. Estávamos mesmo enrascadas. Ela encostou a orelha na porta tentando ouvir se alguém se aproximava.
- A janela! - disse Rose baixinho e triunfante. Me puxou (como ela anda se acostumando agora a me arrastar) – Lily! - me sacudiu novamente. Dessa vez eu despertei pra realidade.
- Hum... - fiz sinal de que, sim, estava escutando-a.
- Você estava enfeitiçada ou algo assim?
- Não, não foi nada.
Rose não insistiu. Pareceu pressentir o perigo. Alguém subia as escadas e nós ouvimos apesar dos passos estarem abafados. Olhei para Rose que arregalou os olhos imensamente, parecendo uma das corujas da Torre. Seria cômico, senão trágico.
"A janela!" ela apontou de novo e eu fiz leitura labial. Nos movemos até lá na ponta do pé, o tempo cada vez mais escasso.
"Merlin, nós vamos ser pegas..." era só o que se passava pelas nossas cabeças. Imaginei Tiago Potter chegando ao seu quarto quase pelas duas e encontrando duas garotas na janela da sua varanda... Não Potter, a orgia não chegou mais cedo para você hoje.
Estávamos encurraladas na varanda do Potter e a distância para a outra varanda era muito grande.
- Onde está sua varinha? – sibilei para Rose.
- Eu deixei no quarto!
- Eu também...
Ai Merlin, duas burras! O vento bateu nos nossos corpos e levantou a minha camisola um pouquinho. Por que essas coisas só acontecem comigo?
- Talvez se a gente desse uma cacetada na cabeça dele!
- Rose! – e a olhei severa – Eu não vou bater no Potter.
Passos no corredor. Nossos corações aceleraram mais ainda. Rose me puxou.
- Nós vamos pular... – disse olhando para baixo e pouco convincente.
- Eu não vou me suicidar! – arregalei os olhos para ela.
- Bom, são menos de dois metros daqui até o chão, a gente cai naquelas plantas do jardim... As chances de morrer são mínimas!
Olhei completamente abobada. Chegou na porta.
"Potter ou a Morte?" a Morte.
- Vamos! – puxei Rose tão rápido para a mureta da varanda que acabamos escorregando pro outro lado e ficando penduradas. Rose estava com cara de quem ia gritar.
- Não grite! – ordenei baixinho. Potter entrou no quarto.
Mas nós duas não somos nenhum super herói trouxa... É impossível tentar segurar o próprio peso por um tempo! Pelo ao menos pra mim!
Caímos com um baque surdo em cima da roseira magicamente modificada da Sra. Potter. Automaticamente Rose colocou sua mão na minha boca e eu na boca dela, para que nenhuma das duas gritasse. Olhamos assustadas para a varanda, sem escutar nenhum barulho, saímos correndo.
Domingo, 16 de Julho.
Remo, o lobisomem sentimental.
9h. Nasceu entre mim e Rose um sentimento de cumplicidade maior ainda. Onde já se viu pular uma varanda ao invés de enfrentar um simples Potter? Que loucura.
A verdade é que... Bom, eu não sei explicar e me sinto frustrada por isso. Que tipo de coisas são aquelas que o Potter anda escrevendo e metendo meu nome no meio? Ele não tem esse direito! Não pode fazer isso! Não pode gostar de mim! Eu sou uma pessoa muito chata, é impossível alguém gostar de mim... Eu tendo a afastar as pessoas com todas essas minhas loucuras... E por que simplesmente com ele não funciona também?
Talvez eu seja de uma raça estranha mesmo.
- Lílian? – me chamou a Rose.
- O-oi...
- O que aconteceu ontem? – perguntou endireitando-se na cadeira calmamente e assumindo um tom psicólogo que, em Hogwarts, seria o Remo que teria assumido – O que você leu naquele pergaminho?
Continuei comendo minhas torradas e só ouvindo.
- Por que mesmo que eu não te conheça bem, eu sei que mexeu com você...
- Não era nada de importante... Hum, ai. Minhas costas estão doendo...
E não era mentira. Além das costas doloridas eu tinha a perna arranhada, mas talvez fosse porque eu deitei sem querer em cima do Skup e ele me arranhou.
Os marotos acordaram e juntaram-se a nós, ainda inspirando preguiça.
- Bom-dia... – cumprimentou Remo.
- Dia... – respondi olhando para o meu suco de abóbora e tentando agir normalmente. Meu coração acelerou quando o Potter sentou-se ao meu lado. Que diabos está acontecendo comigo?
- E ai galera? O que nós vamos fazer hoje? – perguntou o Black trazendo biscoitos quentinhos para a mesa.
Rose estava emburrada.
- Onde vocês estavam ontem a noite? – interrogou o Black e o Remo, sem olhar para o último, claro.
- No meu dormitório, onde mais Rose? – explicou-se o Black cínico. Remo enrubesceu completamente.
- Sei... – ela comentou incrédula.
- Que tal nós irmos ao Parque jogar? – sugeriu o Potter.
- É uma boa idéia... – apressou-se o Remo em dizer.
11h. Parque de Sheffield. Merlin, o Parque é muito lindo. Completamente florido e arborizado, cheio de famílias felizes fazendo piqueniques à beira do Lago e jogando bola.
- Muitos trouxas por aqui, não? – constatei para o Remo, sentada preguiçosamente sob uma macieira.
- Sim... – ele concordou observando a Rose, o Black e o Potter que faziam uma roda e giravam rapidamente sob o sol escaldante. (N/A: Alguma coisa semelhante a pão-duro, certo? ).
- Hum, o que você acha da Rose?
Remo sorriu sinceramente.
- Eu a adoro... Mas não vou iludi-la.
- Vocês se dariam bem...
- Lily, eu sou um lobisomem, alguma chance de isso dar certo algum dia com alguém?
Eu não acho que a Rose seria o tipo de garota que se importaria com uma coisa dessas, mas decidi não insistir. Não discaradamente.
- Remo, eu admito que você é muito bom em muitas coisas, mas nesse ponto é um idiota...
Ele sorriu de novo. Fomos interrompidos pelo Black que gritava:
- Vocês não vão vir brincar também?
20h. Nossa, estamos exaustos. Ou pelo ao menos, falo por mim.
Passamos o dia no Lago brincando e correndo que nem crianças. Eu odeio admitir, mas... Foi bem divertido. Na verdade, fazia tempo que eu não me divertia assim.
Voltamos suados, exaustas, corados e cansados. Potter disse que nós voltaremos lá ainda essa semana para fazer um piquenique, inclusive. Até que eu gostei da idéia, mesmo vinda de um... Potter.
Potter.
Mesmo que eu queira eu não consigo ignorar o tal do pergaminho que eu li no quarto do Sr. Irritante. Não que eu tenha acreditado ou coisa similar, mas, sim, ele pareceu sincero. Não que isso mude alguma coisa entre nós dois, claro.
Terça-Feira, 18 de Julho.
Conversa normal.
11. Merlin, dormi que nem uma pedra. Só acordei porque Skup, o Amasso-Até-Que-Bonitinho-Hoje se enroscou no meu cobertor e acabou fazendo um pequeno escândalo.
- Skup você está fedendo!
Ele me olhou com um olhar parecido com o da Professora McGonagall.
- Onde você anda aprendendo essas coisas? – perguntei a ele. Hum, como se ele pudesse me responder.
- O que seja... Saia da minha cama... Viu? Agora ta suja! – e mostrei a ele as pequenas patinhas pretas que agora estavam no meu cobertor – Merlin, onde você anda se metendo?
Tudo bem... Todo mundo sabe que eu não sou tão normal, mas conversar com um amasso já é demais.
Estava a caminho do banheiro quando observei um bilhete na escrivaninha.
"Lily,
Vamos banhar no Lago?
Estamos todos esperando você aqui!
Rose.
P.S: Bons sonhos, ruiva?".
Pff. Ele é persistente, isso ele é.
15h. – AAAAHHH! – gritei quando o Black, vulgo Almofadas me jogou com tudo (pela décima vez) no Lago.
- Almofadas! Pare de me pegar de surpresa!
- Porque só eu continuo sendo Potter? – perguntou o Potter, vulgo Veado-Cervo depois de um mergulho.
- Porque sim... – respondi simplesmente.
Rose, que pegava sol e tomava limonada em cima de uma bóia com ligeira forma de um amasso amarelo (minha vidas está cheia de amasso hoje, não? Sem duplos sentidos) começou a conversar com o Remo e o Black.
Potter nadava distraído. Vi o Skup se embromando em uma das plantas do jardim perfeito da Sra. Potter. Muito estranho esse bichinho, não?
Tentava efusivamente tirar a parte debaixo do meu biquíni do bumbum (onde ele insistentemente queria ficar). Devia estar sendo engraçado, porque o Potter parou pra me olhar rindo, mas não fez nenhum comentário.
Ele parecia estranho sem óculos e depois de inúmeros mergulhos os seus cabelos já estavam completamente abaixados e molhados. Se eu não fosse uma Evans e ele um Potter, diria que ele era um rapaz muito atraente.
- Hum... – resmunguei sem ter o que conversar... com ele.
- O Skup anda muito interessado nesse jardim... – comentou ele comigo e chegando mais perto.
- Como você sabe? – perguntei visivelmente interessada.
- Eu já vi ele saindo uma ou duas vezes de lá... – falou casualmente – quando eu venho tomar banho no Lago.
- Eu nunca vi...
- O quê?
- Você banhando aqui... – respondi um pouquinho corada. Coração acelerou de novo. Merlin?
- Eu banho geralmente a noite... A água é melhor... – respondeu ele dando de ombros.
Guardei internamente aquela informação, não sabia o porquê.
- Você está sem óculos... – soltei.
- Você notou? – perguntou ele rápido e um pouco assustado com (acredito) aquela meu apontamento.
- Hum, sim...
- É uma Poção que minha mãe inventou... – ele disse simplesmente – Eu sempre gostei de tomar banho aqui, desde pequeno, então a solução que ela encontrou foi criando uma espécie de poção temporária para mim.
- Puxa, legal...
- É mesmo.
Silêncio entre nós dois de novo.
- É legal ter uma conversa normal com você... – soltou ele.
- Não se acostume... – falei sorrindo sinceramente.
Ele só rebateu meu sorriso.
Quarta-Feira, 19 de Julho.
Pode me chamar de Lílian.
Skup veio ronronando para mim durante o café. Ele subiu no meu colo e quando eu ia fazendo um carinho nele percebi o quão sujo e fedorento ele estava.
- Eca Skup! Você andou rolando na lama?
- Ahh, você tem um amasso? Que lindo! – observou Rose.
- É, essa coisinha... Ele ficou aqui em Sheffield quando nós fomos para Blackpool...
- Coitado Lily...
- Bom, ele sumiu também... Imagino que ele preferiu se dar uma semana de férias longe de mim... – respondi sorrindo. Impressão minha ou Skup fez uma espécie de confirmação?
- Do jeito que você é... Eu não duvido! – Rose disse brincalhona.
- Mas ele voltou, viu? Por falar nisso... Você sabe de algum lugar que eu possa dar um banho nele?
14h. Bom, quando eu perguntei se a Rose sabia de algum lugar era para ela me acompanhar e não... o Potter. Ele prontamente me trouxe ao centro de Sheffield e me acompanhou até uma loja que dá banhos em animais, com uma velhinha simpática.
- Olá, que tipo de animal é o seu? – perguntou a senhora fazendo o cadastro de Skup.
- Hum... – procurei a ajuda do Potter.
- Ele é um glauto!
- Gato... – corrigi educada. A velhinha simpática olhou para o Potter como se ele fosse um retardado mental.
- Ah, sim... Cor?
- A original é laranja, ele está um pouquinho preto agora... – e levantei o bichinho pra ela ver.
- Laranja? Você usou algum tipo de coloração neste animal?
- Hum... Eu já ganhei ele assim... – e fuzilei o Potter.
- Sim, fui eu quem o deu! – disse orgulhoso.
A mulher olhou para ele e deu um sorriso, compreensiva.
- Ah sim... Então vamos pegar essa fofura e lhe dar um belo banho...
E antes que nós saíssemos para esperar a Majestade Skup se aprontar ela me puxou e sibilou no meu ouvido:
- Não o deixe chegar perto de nenhum outro animal, querida...
Potter ficou furioso quando lhe expliquei a situação, alguns minutos depois, numa sorveteria defronte ao estabelecimento.
- Hum... Se ela fosse bruxa entenderia... Essas trouxas, sem ofensa Lily.
Comemos nosso sorvete silenciosamente.
- Adoro sorvete. - comentei feliz e gulosa.
- Muito gelado... Prefiro bolinhos de chocolate ao forno dos elfos. - disse com os olhos brilhando.
- Deve ser gostoso.
Potter acenou com a cabeça.
- E você, Evans? Pronta pra voltar pra Hogwarts?
Fiquei vermelha.
- Lílian, pode me chamar de Lílian.
Potter se engasgou.
- Tiago...
E apertamos nossas mãos como se estivéssemos acabando de nos conhecer.
Sexta-feira, 21 de Julho.
Sol Nascendo e Bolacha.
5h da Manhã. Revirei na cama.
Revirei de novo.
Droga.
Não, eu não consigo dormir.
Ao contrário do Skup, que dorme espaçosamente na minha cama e está quase me expulsando da cama.
Folgado.
Vesti meu robe aconchegante, fui para a varanda.
E lá estava ele, ao longe.
Nadando de um lado para o outro, como se nada importasse.
Resolvi descer.
Tudo bem, eu não deveria estar descendo e tudo mais.
Argh. Quem procura, acha, Evans.
Sentei na beira do Lago, em cima de algumas folhas que estavam no chão.
- Tão cedo assim? - perguntou ele, prestando atenção em mim.
- Sem sono... - dei de ombros, prendendo os cabelos em um rabo de cavalo.
Ele ainda nadou um pouquinho, antes de sair do Lago, espalhar a água dos cabelos e vir na minha direção completamente... molhado.
Oh Merlin, tá começando a fazer calor, não?
Sentou-se do meu lado.
- Bom-dia Lily.
- Bom-dia Tiago.
E ficamos os dois sentados, olhando o sol terminar de nascer... Ele me abraçou e eu me permiti abraçar por ele.
10h. - O que está acontecendo entre vocês dois? - perguntava Rose me olhando desconfiada, enquanto colocávamos a mesa do café.
- Nada. - respondi sincera.
- E por que você é agora, Lílian? - perguntou incrédula.
- Estamos... Hum... Acho... Amigos.
- É visível... - dizia ela divertida – Estou tão feliz por vocês!
- Ei... Isso não significa que nós vamos casar! - protestei. Como se ela estivesse me ouvindo.
- ...Seus filhos serão tão lindos...
Só ri. Rose estava ficando era louca.
19h. Por idéia minha, maravilhosa, por sinal (narcisismo Black), fomos ao Boliche Trouxa que eu vi lá na cidade quando fomos levar o Skup pra tomar banho. E como os meus queridos amigos bruxos nunca tinham ido em um, achei uma boa oportunidade.
- Sim, o objetivo do jogo consiste em arremessar essa pequena (e apontei) bola em direção àqueles pinos...
- Só isso? Essa tal de Bolacha é bem fácil... - perguntava Sirius carregando a bola de Boliche, batendo na cabeça de Tiago que soltou um "Ai" alto e mirando em direção aos pinos.
- Boliche... - corrigi.
- Merlin, isso é muito pesado. - disse Rose pegando na bola e olhando-a como se fosse uma coisa muito interessante. O velhinho da mesa ao lado olhou com uma cara estranha.
- Ela nunca veio num Boliche... - sibilei para ele – Ela é... Hum... Chinesa. - e sorri falsamente. O velhinho pareceu não se convencer.
- Muito criativos, esses trouxas, vocês não acham? - comentou Tiago num tom informal. É, talvez trazer bruxos em um lugar trouxa não tenha sido boa idéia.
- Vocês podiam ser mais discretos, não? - pronunciou-se Remo vendo o meu embaraço.
- Eu começo! - interrompeu Sirius.
Sentamos esperando ele arremessar. Sirius pegou uma das bolas mais pesadas (numa tentativa de impressionar a garçonete que servia sucos de laranja na mesa do lado), andou até a pista e numa atitude teatral jogou a bola... que foi para o canto e desceu sem acertar nada. Ele pareceu desapontado.
- Não está funcionando... - disse emburrado para gente, mas sem tirar o olho da garçonete, que, agora, ria.
- Claro que está! - confirmei confusa.
- Não, não está. - ele continuou – A bola não foi em direção aos pinos... - disse ele num tom óbvio.
Caiu a ficha em mim e no Remo.
- Almofadinhas, você tem que arremessar... A bola não vai chegar lá por mágica.
- Ahh! - ele exclamou pensativo – Que chato.
- Não, não é... - e fui demonstrar como se fazia. Juntei todas as minhas forças e lançei a bola, que seguiu em linha reta e derrubou alguns dos pinos.
- AHHHH! - entendimento geral. Nada como a prática para demonstrar a teoria.
Começamos o jogo, de novo e dessa vez os meninos pareceram acertar. Tiago e Sirius estavam em primeiro no ranking, seguidos por mim, Remo e Rose, que parecia não ver objetivo algum naquilo, era a segunda vez que ela escorregava tentando lançar a bola.
- Sério gente, eu não nasci para isso!
Rimos da cara dela, jogamos mais um pouco e no fim, o glorioso Almofadas ganhou o primeiro lugar por... trapaça.
Minutos antes da jogada final de Tiago.
Tiago se concentrava para a jogada final. Já estava agoniante. E na hora que ele ia jogando...
- OLHA A LÍLIAN SEM CAMISA! - gritou Sirius. Eu enrubesci e dei umas cacetadas na cabeça dele, enquanto Tiago se atrapalhou e jogou a bola de qualquer jeito, virando para trás para conferir a mentira. Acabou acertando só 2 pinos, perdendo por 4 pontos para o Almofadas, o Disgranhento.
- Sirius seu trapaçeiro! - falei dando pequenos tapas na nuca dele, que ria alto e tentava (em vão) comemorar a vitória.
- Siriusinho isso foi injusto... - comentou a Rose rindo – Você sabe que brincar desse jeito com o Tiago é pecado.
- Nojento... - dizia Tiago me ajudando com os tapas e um pouco desconcertado por ter caído na idiotice.
Remo só balançava a cabeça.
- Tá bom! Tá bom! Porque eu ganhei o Aluado vai pagar sorvete para todo mundo!
- EBA! - gritamos eu e a Rose em uníssono.
- Abusado... - foi só o que o Remo disse, sorrindo.
Terça-feira, 25 de Julho.
Nada forçado.
8h. Rose veio me acordar para nós conversamos um pouco.
- Como estão as coisas entre você e Tiago?
- Rose, eu não acredito que você veio me acordar essa hora para me perguntar isso... - falei sonolenta.
- Claro! Você não me conta as coisas!
- Se eu não contei é porque não há nada para contar!
- Ah é? Então porque foi que eu ouvi ainda agora o Tiago, o Sirius e o Remo na cozinha falando que vocês tinham visto o nascer do sol juntos, hein?
- Ele estava falando disso? - levantei de supetão.
- Sim... - confirmou ela rindo – E pasme! Eu nunca vi ele tão sonhador...
- Como assim? - perguntei interessada, não que eu estivesse, é claro. Bom, não que eu estivesse muito interessada.
- Os olhos brilhando... Você sabe... Do jeito que ele fica quando esta falando de você!
Vasculhei minha memória entre "Não Potter!" e "Me deixe em paz, Potter Nojento!".
- Bom, eu sempre achei que ele fica meio retardado perto de mim... - confessei sincera – Na verdade, até alguns dias atrás eu realmente pensava que ele era...
- Viu? Ele não é tão ruim quanto você pensava!
- E nem tão bom pro meu padrão de normalidade...
- Então, do que ele estava falando?
- Bom, provavelmente do dia que eu estava sem sono, desci, olhei ele nadando no Lago e depois nós olhamos o nascer do sol...
- Só isso? - disse ela murchando.
- Bom... - enrubesci – Ele me abraçou e eu... não gritei.
- Ai merlin! Que bom sinal!
- Eu não ter gritado? - perguntei confusa.
- Também! - exclamou ela excitada agora pulando na cama – Veja bem Lily... Ele te abraçou e não tentou nada.
- Hum... Vendo por esse ângulo realmente...
- Viu? Você não acha que ele realmente quer algo sério com você?
- É, talvez...
- Eu posso ser a madrinha do seu primeiro filho? - perguntou ela com os olhos brilhando. - Posso, vai?
Madrinha? Merlin, ela está definitivamente super louca.
- Madrinha?
- Prometa Lily! Prometa que só eu poderei ser a madrinha do seu primeiro filho... - forçou ela feliz.
- Tá bom, só você está apta para o cargo!² - respondi sorrindo e entrando na brincadeira.
23h. Por que eu tenho a impressão de que a Rose armou um plano?
Jantamos maravilhosamente na belíssima sala de jantar da Sra. Potter.
- Aproveitem a comida... - comentou Almofadinhas. - Vamos passar Agosto comendo quase nada e em companhia do Pedrinho, lógico, que também é fator determinante porque come por dez!
- O Pettigrew está vindo? - perguntei cortando bolinho de carne.
- Está indo... - corrigiu Sirius – Ele vai nos encontrar em Londres...
- E nós já estamos voltando para Londres? - perguntei confusa.
- Ah, que lerda... Esqueci de te avisar... - comentou a Rose – Nós vamos para o apartamento do Siriusinho!
- Você tem um apartamento? - perguntei incrédula. Quantos amigos de 16 anos você tem que já são donos de um imóvel por ai?
- Finalmente a Marily vai se ver livre de mim! - comentou ele feliz.
- Você sabe que mamãe nunca ia querer se ver livre de você... - respondeu Tiago.
- Bom, tem Sirius para todo mundo! - falou ele abrindo os braços.
Só eu que não está entendo nada? Hum. Parece que sim.
- Deixa eu te explicar, Lily. - respondeu Rose lendo os meus pensamentos – Siriusinho é a ovelha negra da família...
Hum, isso eu sei. Basta ver como Belatriz, a Má refere-se ao Sirius.
- ...E como o tio dele morreu esse mês...
- Ah, meus pêsames! - respondi chocada para o Sirius.
- ...Sem problemas... - ele me tranquilizou.
- ...E como ele tinha sido deserdado...
- Você foi deserdado?
- Desde os 11 anos... - confirmou.
- ...E o tio dele deixou toda a sua fortuna pra ele...
- Agora eu tenho um lar! - concluiu Sirius.
- ...Ele comprou esse apartamento e vai nos levar para conhecer... Ai de lá vocês embarcam no Hogwarts Express e eu vou para Beux.
- Vocês já falaram com o Sr. e a Sra. Potter? - indaguei.
- Já... - confirmou Tiago.
- Ah, então tudo bem...
Mas tarde eles nos deixaram sozinhos, eu e Tiago, enquanto a comida na mesa desapareceu instantaneamente como em Hogwarts. Fomos dar uma volta na orla do Lago. Meu coração realmente deu aceleradas constantes e eu senti um friozinho na barriga incomum.
Era a primeira vez que eu via Tiago Potter assim. Na verdade, era só o Tiago sem a carapuça irritante do Potter. Os cabelos nem tão despenteados como normalmente, o semblante sério, demonstrando uma maturidade que eu nunca vi nele.
- Você está diferente... - externei meus pensamentos.
- Você acha?
- Sim... Não tão chato quanto antes... - e corei.
- Você também... - ele completou.
E um silêncio cúmplice entre nós.
- Escuta Lily... - ele falou suspirando e virando-se para mim.
- Fala... - disse olhando nos olhos dele também.
- Eu não consigo mais ignorar o que está acontecendo entre nós...
Não me fiz de desentendida. Era claro que algo estava acontecendo, meu coração não enlouquece desse jeito ao lado de ninguém.
- Assim como... Eu aprendi que com você as coisas não podem ser tão rápidas... Mas...
- Mas?
- Mas agora eu só queria que a gente esquecesse tudo... E fizesse isso.
Tiago passou uma mão pela minha cintura e com a outra acariciou meu rosto. Depois levou-a até minha nuca e me beijou. Me beijou como se nada mais existisse e o mundo parasse de girar para... nós dois.
Passei a mão pelo pescoço dele e o puxei mais para mim. A minha consciência dizia que eu não estava fazendo nada de errado, não agora. Eu queria beijar Tiago Potter, eu queria!
Era maravilhoso o encontro da sua língua com a minha e o seu hálito quente. E o seu toque que me dava arrepios.
- Tiago, eu... - sussurrei.
Ele colocou o dedo sobre os meus lábios e colou a boca na minha de novo.
¹Música dos Beatles – I Will. (Já deu para perceber que eu sou fissurada neles, não?)
²Sim, a Rose seria a madrinha de Harry quando eu a concebi. Ela já nasceu assim na minha cabeça. Assim como ela se foi como aconteceu com todos aqueles que cruzaram o caminho de Lord Voldemort. Mas, graças a Merlin, eu não vou precisar escrever sobre isso. E por isso o Harry não tem madrinha.
N/A: Merlin, nem pra fazer uma T/L action decente eu sirvo. Eu juro que vou tentar compensar no próximo capítulo. Como será que vai ficar a vida deles agora, hein? Bom, a Lílian me disse que já estava enjoada de Sheffield, sabe como é... Sem muita coisa para fazer, então... Como eu terminei de ler a Ordem da Fênix (de novo) e vi que o Sirius disse que saiu da casa do Tiago depois que herdou a herança de um tio, achei uma boa oportunidade para colocar isso na fic.
Ah, quase esqueci. A Rebecca é uma vaca, né? Mas isso todo mundo já sabe... Ela não pertence a essa fic... Na verdade, ela ainda vai infernizar muito a vida da Lílian, só que só no Diário de Lilían Potter, o que espero que seja a continuação. No Diário de Bridget Jones 2, a maior antagonista é uma tal de Rebecca também que são farinhas do mesmo saco, logo... Considerem-na uma amostra grátis.
Pouca comédia nesse capítulo, um saco, eu sei. Mas é que meu senso de humor está por um fio com toda essa história de Vestibular e eu estou dando tudo de mim para não abandonar essa fic até Abril, que é quando toda essa loucura passa. Torçam por mim!
Bom, como eu estou faminta e quero postar logo esse capítulo para vocês, vou responder as Reviews pelo e-mail, ok? Vou me dar ao luxo de responder por aqui só aquelas que não deixaram e-mail.
E quero agradecer MUITO porque foi o carinho enorme que vcs demonstraram nas reviews do capítulo passado que me fez postar esse capítulo hoje! )
Então, agradeço a:
Dayse: Menina, eu te adoro! Tu não sabes o quanto eu me divirto com teus comentários. Ri demais aqui. Não deu pra postar em duas semanas! Poxa! Ainda não consigo, huahuahua, mas um dia eu chego lá, nem que seja de jeguinho no sol quente. E, não te preocupa, porque as vésperas do teu vestibular eu vou te encher muito o saco também! Brincadeira, tudo bem, só um pouquinho, vai! Adoro teus mil comentários e não reclamo deles não! Bjinhus Darling!
Thaty: Ninguém em sã consciência sentiria falta da Rebecca, lógico! A não ser, claro, os mil alunos de Durmstrang! E nós agradecemos a eles! Irru! Adoro você por aqui! Não me larga! (Isso parece conversa de mulher insegura). Bjinhus!
Mah: Eu sei que esse capítulo não está perfeito e tudo mais, mas eu espero sinceramente que vc não deixe de ler a fic por causa disso! Bjinhus!
Reviews para REALMENTE me fazer feliz.
Bjinhus,
Ellen.
