"Não há nada no mundo que pague um sentimento. Dizem que o amor não supera o tempo. Sim, ele supera, o tempo e a distância. Mas o que será que acontece quando a esperança acaba e uma nova paixão surge? É dessa nova experiência de onde surge o maior e mais arrebatador tipo dos amores: O amor apaixonado. È aonde o caminho se bifurca e tudo que é certo parece ser errado." – Gabriel M.
"Quien me va a entregar sus emociones?
Quien me va a pedir que nunca le abandones?" – Corazón Partío- Alejandro Sanz
Capítulo 11- Não como eu pensava...
A tarde caíra e a noite já estava tomando conta dos céus daquela região. Estavam perto do litoral caribenho, e leve brisa que fazia balançar os cabelos loiros de Helen, que estava debruçada na borda do navio, em meio a um convés um tanto vazio, assustava-a mais do que muita coisa. Não era exatamente a brisa que a assustava. Era o fato de que ali, naquele lugar ao qual estavam chegando seria finalmente selado o seu destino. Ela sabia que errara ao se entregar daquele jeito, de corpo e alma, a um homem que de alguma forma era preso ao seu passado. Naquele caso era ainda pior. Ele estava preso não somente a mulher, mas também a dois filhos. E ela não sabia exatamente até que ponto ele estava preso à Lizzie. Não sabia se ela deixara mesmo de ser a dona dos sentimentos de Will. Não sabia nada, estava vivendo de incertezas. Cada parte do corpo de Helen ainda selava o calor do corpo de Will, e cada uma dessas particulazinhas parecia querer poder gritar, berrar: Aqui esteve Will Turner. Mas ela estava ali, sem falar, nem poder falar nada. E apesar de Ter plena noção de que não podia fazer nada para alterar as escolhas de Will, e que talvez o que era inesquecível para ela pudesse passar para ele como apenas um sonho bom ou um mero devaneio, ela sabia que poderia fazer algo. Deveria, nem que fosse para provocar. Qualquer coisa que disfarçasse toda a insegurança (tremenda) que ela sentia naquele momento.
Will em sua cabine estava acabando de abotoar alguns dos últimos botões de sua camisa, enquanto seus pensamentos estavam em um fluxo demasiado rápidos, de modo que nem ele próprio podia acompanhar. Estava pensando no que aconteceria nessa noite. Ele, que esperara tanto para poder finalmente pisar em terra novamente, que estava tão ansioso por ver Lizzie.. Que havia agora com ele? Não, ele não queria Ter de ir e deixar Helen desolada. Mas ao mesmo tempo ele queria ver sua família, queria abraçá-los, sentir o calor daquelas pessoas que significavam tanto para ele e também o calor daquela que um dia fora dona de seus sentimentos. E para falar a verdade ele não sabia se ela ainda o era ou não. De qualquer modo, ele gostaria de no momento poder prever as reações, não somente as de Helen e Lizzie, mas também as dele próprio. Como ele agiria quando visse Lizzie vendo Helen e vice-versa? E como as duas reagiriam, uma ao ver a outra? Ele gostaria de poder evitar tudo aquilo, talvez de voltar no tempo, primeiro falar com Lizzie e depois ficar com Helen.. ele sabia bem que isso evitaria possíveis magoas em ambas. Mas não, ele não podia prever o futuro, nem alterar o passado, e agora ele possivelmente iria pagar pelos pequenos erros... erros dos quais ao mesmo tempo que ele se arrependia tinha certeza de que se arrependeria mais se não os tivesse cometido.
Logo ele subiu ao convés, parando em determinado ponto, observando as estrelas que pairavam sobre ele. A luz que vinha delas lhe lembravam duas coisas: os olhos de Lizzie e os cabelos de Helen. E ele sentia sua garganta apertar-se quase que formando um nó. A primeira mulher era aquela que ele escolhera para passar a vida junto...Mas ele estava vivo naquele momento? A Segunda era a nova mulher que ele sim, esperava passar a existência( já que aquilo não era classificado vida) ao lado. Mas seria ela a mulher certa?
Foi interrompido em seus pensamentos por Jack:
"Will, Will, Will... O que está planejando falar quando vir a Sra. Turner? A verdade?"
"Jack, bem sabe que não posso, pelo menos por enquanto... peço que você também não mencione o assunto..."
"E o que eu ganho com isso?"- questionou Jack, um ar de quem estava analisando um problema demasiadamente complexo.
" O que você ganha? Ora, nada, mas também não perde..."
"William..." começou ele dando uma volta em torno do rapaz " Pensamos bem diferente rapaz..Veja bem, se eu contar não ganho e nem perco nada, mas se eu não contar o que acontece é que você ganha e eu não rapaz..não acha isso injusto?"
"Ora Jack não custa nada.."
"Já disse..."
"Calem a boca os dois e vamos?"
A frase foi pronunciada por uma voz suave que ambos bem conheciam, tão bem quanto a boca que a dizia. Helen estava parada no convés, absolutamente deslumbrante, o espartilho mais apertado do que nunca. Os dois ficaram parados por alguns instantes, absolutamente estáticos olhando para ela. Por fim, Jack reuniu voz para falar:
"Helen querida...até pouco tempo eu achava que os homens que diziam que as mulheres se arrumavam para outras mulheres eram rejeitados e ..sem meu charme, digamos assim...Agora me questiono se eles não estavam certos..."
" Se quer uma resposta minha Sr. Sparrow, eu vou te dizer que sim, eles estavam certos... Pois, o que fazemos nós mulheres senão ficar em uma eterna disputa, na qual quem vence é a dona do mais belo rosto e do mais belo vestido? Todas nós fazemos parte disso Jack, não sou nenhuma exceção...E antes que algum de vocês venha me dizer que isso não passa de criancice, terei de dizer que devo concordar com os senhores...não passa de criancice, porém deixo a criancice somente para meus pensamentos. Quanto ao meu corpo, deixo somente o lado mulher...Agora vamos, sim?"
Encarava os dois, Jack parecendo se divertir com a resposta mal-humorada porém sagaz que ouvira, enquanto Will parecia incrédulo ainda. Ela deu de ombros, e dirigiu-se até o bote, onde os três entraram e foram até o litoral.
Ao chegarem os primeiros a descer foram Jack e Helen. Will permaneceu no bote, que estava sobre a parte mais rasa da praia. Estava um tanto quanto paralisado, não conseguia mover um só músculo de seu corpo. E o pior, sabia que aquilo era uma praga, um efeito maldito de sua mente. Jack olhou para cima, impaciente, enquanto Helen chegou perto dele e deu-lhe a mão para que saísse.
Foi a sensação mais maravilhosa do mundo, e ele não sabia ao certo se era produzida pelo toque da areia ou daquelas suaves mãos. O importante é que saiu, e foram caminhando até um coche, onde cada um pegou um cavalo. Novamente a sensação boa voltou a Will. Lá estava ele, correndo a cavalo, ao lado de Helen, cabelo ao vento, que corria muito mais que ele ou Jack. Com esforço tomou a dianteira para mostrar o caminho a eles.
Na porta de uma grande casa colonial estava uma menina, de uns 15 anos, morena de olhos castanhos e estatura média. Esfregou os olhos ao ver a cena que se passava. Ao vê-la Will sorriu e desmontou rapidamente do cavalo, correndo a seu abraço.
"Pai..."
"Kath..."
Logo o olhar da menina virou-se para Helen, e o rosto infantil retesou-se em uma expressão desconfiada. A loira porém se adiantou, desceu do cavalo de um pulo e estendeu a mão à Kathleen:
"Helen Dawson, muito prazer"
"Você é noiva de Peter Jackson não?"
"..."
"Suponho que sim...Kathleen Turner, prazer."
Logo entraram todos na casa, Jack parando para cumprimentar Kath antes dessa tomar a direção do que parecia ser a cozinha e os tres subirem até um cômodo que ficava no altoa da escada.
A maçaneta da porta era de prata, e as mãos de Will tremeram ao chegar perto dela. Com esforço, ele abriu a porta e deparou com Lizzie sentada em uma penteadeira.
Sentiu novamente o nó na garganta, mas no mesmo instante em que ele se moldara ela sentiu ele se dissolver. Lizzie estava muito bonita ainda mas ele percebera que seu sentimento por ela mudara mesmo. E ele não sabia ainda se isso era bom ou mal. Ela estava conversando com um garoto moreno que era muito parecido com Will, não fossem os olhos, castanho-esverdeados. Ao mirar o espelho porém ela viu o reflexo dos visitantes a porta e correu até eles:
"Will!" exclamou, dando-o um beijo.
"Pai!" exclamou o rapaz dos olhos verdes "Quanto tempo! Sentimos sua falta! Jack!"
Jack estava a porta e acenou para eles e puxou a mão de Helen, que estava atrás deles, sem querer entrar. Quando ela abriu os olhos já se encontrava no comodo.
O rapaz dos olhos verdes sentiu o rosto corar quando viu a loira. Era bela, como ele nunca vira ninguem ser antes. Sorriu-lhe e ela retribuiu.
"John Turner, muito prazer."
"Helen Dawson, igualmente."
Lizzie estava conversando com will animadamente, abraçando-o, beijando-o . Não queria perder um instante perto dele. Logo porém voltou sua atenção para Heln, que conversava animadamente com John. Ela sorriu:
"Will, não acha ótimo que os dois se deem tão bem?"
X-X-X
Horas depois, helen e Jack voltaram ao navio, ignorando os protestos de John e Lizzie, que pediam que ambos ficassem. Ao chegarem ao Flying Dutchman, Helen atirou-se nos braços de Jack:
"Jack, eu sei que eles vão voltar!" dizia ela, as lágrimas escorrendo e o soluço interrompendo suas falas.
"Helen, não fique assim!"
"jack, eu não quero perdê-lo..."
"Sei que não, sou inesquecivel..."
"me refiro ao Will..."
"Olhe, Turner é ridiculamente, surrealmente, absurdamente, incrivelmente e prejudicialmente honesto! Portanto se ele diz que te ama e te adora, é verdade!"
Ouvindo aquelas palavras Helen sentiu-se melhor, enquanto um riso se misturava a um soluço. Jack prosseguiu;
"Agora, helen, porque não me conta sobre Peter?"
A loira recostou-se na cama calmamente e reunindo o fôlego começou a narrar, enquanto uma cena voltava a se formar em sua cabeça./
FlashbackEra uma noite chuvosa e ela estava ali, sentada em algum canto da cidade, seus cabelos molhados esfriando suas costas. Sentia seu coração disparado pela adrenalina de quem acabou de sair de casa. O choro começou a rolar, por causa da sensação de não Ter para onde ir. Até que apareceu um garoto, devia Ter uns 15 anos, era moreno e tinha olhos verde-esmeralda. Ele veio até ela e estendeu a mão:
"Fique calma, tá tudo bem..."
Ela não parava de chorar. Percebendo ele a abraçou e falou:
"Sou Peter jackson, e não importa o que aconteça, você vai ficar bem."
Logo tudo escureceu.
Fim do flashback"Logo quando acordei perguntei sobre ele. Depois de algum tempo a gente começou a namorar. Ele foi meu primeiro beijo, foi quem me ensinou a lutar..."
"Porque acabaram?"
"Peter nem de longe era tudo o que eu esperava, e os ciums dele ficaram cada vez piores. Até que ele matou um...um conhecido meu, Jesse. Desde aquele dia prometi que esqueceria Peter, e consegui. É claro que meu pai não gostou, era o fim do casamento milionário que ele esperava. Logo os dois deram um jeito de reverter a situação."
"Entendo.."
"Olhe Jack, não quero que Will saiba disso..."
"E porque não posso saber?"
Will acabara de adentrar a cabine, furioso. Sem fazer muita força, pegou Helen pelo braço. Ela estava lívida:
"Como você veio para cá?"
"Dei qualquer desculpa...Mas você não me respondeu..."
"Primeiro me solta, Will.."
"Parece que esse ciúme seu é só uma forma de fingir não?
"Que quer dizer com isto?"
"Quero dizer que EU tenho motivos para sentir ciumes, não voce!"
"Ah, Will, me poupe!"
Will recostou sua testa nas maos. Pegou uma roupa qualquer em sua cabine e saiu sem sar maiores explicações.
Oi genteeee...soh consegui postar o comentario hj, justo qnd vem o caps 12, logo, nem postei oq vai aconteer no proximo caps...eh q eu tava na curso e a moça do lab. de informatik soh falto me arrancar do pc, o q gerou problemas de digitaçao inclusive...mas agora estou aqui, feliz, e pretendia responder as reviews mas vo deixar tudo pro proximo caps pq to atolada de trab aqui!!!!Todos mataram a saudade da lizzie???Espero q sim...ela num eh uma personagem q eu gosto de trabalhar mto, mas ainda temos Liz no proximo caps!!!! E, pra quem gostou do momnt familia, John e Kath continuam firmes e fortes (particularmente a autora adora, simplesmente ama o John!!) bom, se eh assim, bjs, e ateh daki a pouco...mais uma vez caps dedicado, dessa vez pra Carlinha Turner e também para a super mana da Helen, Amira, ou melhor Roxanne Norris... bjs pra tds!!!
