Fred, Jorge e Lino fizeram Hydra ficar acordada até tarde fazendo uma poção de envelhecimento e acordar cedo para que eles a usassem.

Eles desceram para o café, viram umas vinte pessoas andando por ali, alguns comendo torrada, todos examinando o Cálice de Fogo. A peça fora colocada no centro do saguão sobre o banquinho que era usado para o Chapéu Seletor. Uma fina linha dourada fora traçada no chão, formando um círculo de uns três metros de raio.

Fred, Jorge e Lino desceram na frente de Hydra que ainda estava sonolenta, animadíssimos.

Quando os alcançou, ouviu Hermione falando com eles:

- Não tenho muita certeza de que isso vai dar certo – disse Hermione em tom de aviso. – Tenho certeza de que Dumbledore provavelmente terá pensado nessa possibilidade.

- Eu avisei isso para eles e não culpem minha poção se não der certo, eu realmente acho um plano estúpido. – Disse Hydra, se sentindo mal humorada de tanto sono.

Fred, Jorge e Lino não lhe deram atenção.

- Pronto? – perguntou Fred aos outros dois, tremendo de excitação.

- Vamos então, eu vou primeiro... Fred tirou do bolso um pedaço de pergaminho com as palavras "Fred Weasley – Hogwarts".

O garoto foi direto à linha e parou ali, balançando-se nas pontas dos pés como um mergulhador se preparando para um salto de quinze metros. Depois, acompanhado pelo olhar de todos que estavam no saguão, ele respirou fundo e atravessou a linha.

Por uma fração de segundo Hydra ficou chocada achando que o plano deu certo, Jorge certamente pensara o mesmo, porque soltou um berro de triunfo e correu atrás de Fred –, mas no momento seguinte, ouviram um chiado forte e os gêmeos foram arremessados para fora do círculo dourado, como bolas de golfe. Eles aterrissaram dolorosamente, a dez metros de distância no frio chão de pedra e, para piorar a situação, ouviram um forte estalo e brotaram nos dois longas barbas brancas e idênticas.

O saguão de entrada ecoou de risadas. Até Fred e Jorge se riram depois de se levantarem e dar uma boa olhada nas barbas um do outro

- Eu avisei a vocês – disse uma voz grave e risonha, ao que todos se viraram e deram com o Prof. Dumbledore saindo do Salão Principal. Ele examinou Fred e Jorge, com os olhos cintilando. – Sugiro que os dois procurem Madame Pomfrey. Ela já está cuidando da Srta. Fawcett da Corvinal e do Sr. Summers da Lufa-Lufa, que também resolveram envelhecer um pouquinho. Embora eu deva dizer que as barbas deles não são tão bonitas quanto as suas.

Hydra se sentiu sem graça, como se Dumbledore fosse adivinhar que ela era a autora da Poção. Fred e Jorge seguiram para a ala hospitalar acompanhados por Lino, que rolava de rir, mas dispensaram Hydra falando para ela ir tomar café e deixar que eles resolviam isso.

- Ok, mas eu avisei! – Disse ela.

Hydra então viu Angelina se aproximando.

- Hydra, eu vou colocar o meu nome – Disse ela sorrindo.

- Vai, vou torcer por você! – Disse ela, animando a amiga.

Ela então entrou na linha e depositou seu nome no cálice, As pessoas estavam aplaudindo no saguão de entrada e Hydra entrou com Angelina no salão principal.

Angelina e Hydra sentaram perto de Harry, Rony e Hermione.

- Bom, está feito! Depositei o meu nome!

- Você está brincando! – disse Rony, parecendo impressionado.

- Então você já fez dezessete? – perguntou Harry

- Claro que sim. Você está vendo alguma barba? – respondeu Rony.

- Fiz anos na semana passada – disse Angelina.

- Fico feliz que alguém da Grifinória esteja concorrendo – comentou Hermione. – Espero sinceramente que você seja escolhida, Angelina!

- Obrigada, Hermione – agradeceu Angelina, sorrindo para ela.

- É, e melhor você do que o Zé Bonitinho Diggory – disse Simas, um aluno do quarto ano fazendo vários alunos da Lufa-Lufa que passavam pela mesa amarrarem a cara para ele.

Hydra achou melhor não comentar que achava Cedrico uma pessoa muito educada, além de lindo, apesar de torcer é claro para Angelina.

Os alunos de Beauxbatons entravam no castelo, vindo dos jardim. O pessoal aglomerado à volta do cálice se afastou para deixá-los passar, observando-os ansiosos. Madame Maxime entrou atrás dos alunos e organizou-os em fila. Um a um eles atravessaram a linha etária e depositaram seus pedaços de pergaminho nas chamas branco-azuladas. A cada nome inscrito o fogo se avermelhava e faiscava por um breve instante.

- Eu espero que a sua amiga Gabrielle ganhe – Disse Angelina quando a menina depositou o nome no cálice (Hydra aplaudia enquanto isso).

- Eu também, ela ou a Gisele – Sorriu Hydra acenando para as amigas.

Depois que os alunos de Beauxbatons se inscreveram, Madame Maxime levou-os de volta aos jardins.

- Je voulais leur parler – Disse Hydra, sem pensar.

- Hydra, você está falando francês! – Disse Angelina, olhando confusa para a menina.

- Perdão, acho que esse ano vai me deixar bastante confusa com as duas línguas pelo jeito!

Hydra seguiu para a ala hospitalar para ver como Fred e Jorge estavam depois do café.

- Vão ficar bem. – Disse a Madame Pomfrey raivosa – Foi uma tentativa bem idiota e uma poção bem forte.

Hydra se sentiu corar, afinal ela preparara a poção. Olhou para os gêmeos que tinha a barba menor e estavam deitados em duas camas.

- Eu avisei vai...

- Eu sei, mas valeu a tentativa... – Disse Fred rindo.

- Vocês até que ficam bem de barba, deveriam pensar em adotar o estilo – Brincou Hydra puxando a barba de Jorge.

- Será que suas amigas francesas iriam gostar? – Brincou Jorge de volta.

- Talvez...

- Elas estão solteiras, Hydra? – Perguntou Fred.

- Sim, mas Fred, talvez você não devesse ir atrás delas... – Hydra estava sem graça, não podia contar o segredo de Angelina, mas não sabia como iria fazer Fred desistir das meninas se não fizesse.

- Por quê? – Perguntou ele surpreso.

- Porque tem alguém que gosta de você e ficaria muito triste se você fizesse isso.

- Quem? – Perguntaram os dois ao mesmo tempo levantando da cama e se sentando.

- Uma amiga... - Hydra estava realmente muito sem graça.

- Quem Hydra? Agora fala vai, por favor! – Intimou Fred.

- Ai Fred, é a Angelina, não conta pra ela vai, por favor...

Fred ficou congelado por alguns segundos, Jorge ria muito e parecia se divertir da reação do irmão.

- Eu posso ir atrás das suas amigas então? – Perguntou ele enquanto Fred ainda estava imóvel.

- Pode, você pode... – Jorge se sentiu satisfeito com a confirmação de Hydra.

- A Angelina gosta de mim? Você tem certeza Hydra? – Finalmente perguntou Fred, ainda em choque e pálido.

- É claro que eu tenho certeza, já tem um tempo, vocês até se beijaram ano passado não foi?

- Você contou para a Hydra? – Perguntou Fred, olhando feio para Jorge.

- Não!

- A Angelina que me contou, desde quando vocês guardam segredos de mim? – Perguntou Hydra, indignada.

- É que a gente achou melhor não comentar sobre, porquê, sei lá, foi só um beijo tão rápido, eu nem achei que ela lembrasse mais... – Disse Fred.

- Você sabe como é... – Jorge, Hydra sabia do que ele estava falando, do beijo deles e ficou imediatamente vermelha.

- É, eu sei disso também! – Comentou Fred olhando para os dois.

- Você sabe? – Perguntou Hydra, agora também olhando feio para Jorge.

- Ele é meu irmão gêmeo, eu não podia evitar... – Se defendeu o menino.

- Mas isso é diferente, o Jorge e eu somos amigos, quase irmãos e aquilo foi meio que um teste segundo o Jorge, sei lá, você e Angelina... ok, são amigos também, mas não é a mesma coisa! – Disse Hydra.

- Ela é uma garota legal e bonita. – Sorriu Jorge, falando com o irmão.

- Eu nunca pensei nisso... – Fred parecia realmente muito admirado e sem fala – Eu preciso pensar sobre isso...

Hydra deixou os meninos quando Madame Pomfrey disse que já era visita o suficiente, encontrou o Prof. Snape que disse que a aula da noite seria cancelada devido a festa de Halloween e seguiu para a entrada do castelo onde encontrou suas amigas Gisele e Gabrielle.

- Finalmente a Madame Maxime deixou a gente sair um pouco – Disse Gisele, vindo em sua direção enquanto observava um grupo de alunos do sétimo ano de Hogwarts que também a olhavam.

- Gisele, você parece às vezes que não tem jeito... – Brincou Gabrielle vindo logo atrás.

As três se sentaram em um degrau de pedra do castelo e ficaram conversando (as duas meninas francesas com frio) sobre o ano que tiveram separadas.

- Eu não acredito que seu pai fez isso! – Disse Gabrielle quando Hydra contou sobre a Copa Mundial de quadribol.

- Acredite, ele é capaz de coisa pior...

- Ele ainda te machuca, Hydra? - Perguntou Gabrielle com simpatia pela menina.

- Infelizmente sim, mas eu não quero deixar mais Gabi, não quero!

- Por que você não veio ficar conosco Hydra? A gente ia te acolher como sempre com maior prazer... - Disse Gisele.

Hydra explicou como ficou com os Macmillans para as meninas e de como sua mãe parou seu pai e que Draco não sabia de nada dessa vez.

- Ainda acho que você deveria denunciar ele Hydra. - Disse Gabrielle séria - Nunca nos conformamos que não tenha feito ainda...

- Um dia meninas quem sabe, meninas, quem sabe um dia...

Nesse momento Draco passou em direção as três parecendo muito sem graça, acompanhado de seus dois capangas de sempre, Gisele aproveitou a situação para como sempre, provocar Draco.

- Draco, como está crescido... – Disse ela sorrindo e deixando o rapaz vermelho.

- É, é, você também está, quero dizer, está... – Draco se atrapalhou tanto com as palavras que simplesmente saiu sem dizer coisa com coisa correndo em direção ao castelo com os amigos o seguindo.

- Você tem que parar com isso! – Disse Hydra.

- Não é como se eu estivesse brincando com os sentimentos dele nem nada, ele só tem uma quedinha por mim, nada demais – Disse Gisele.

- Você gosta, né Gisele? – Brincou Gabrielle.

Nesse momento, vindo da floresta, Pierre Buvenu vinha na direção das três.

- Boa-tarde meninas! – Disse ele galante se sentando em frente para Hydra.

- Pierre, quanto tempo, não? – Disse Hydra seca desejando que ele fosse embora.

- Sim, vejo que seu francês não enferrujou, isso é bom, continua muito bonita também, isso é ótimo...

- Pierre, deixa a Hydra em paz vai... – Disse Gisele, o olhando meio irritada.

- Eu não estou fazendo nada, estou aqui como um antigo amigo e queria ver esse tal namorado que vocês disseram tanto que ela tem, cadê ele? – Disse ele sarcástico.

- Ele já se formou... – Respondeu Hydra seca

- Ah! Então não está aqui? – Hydra notou o sorriso irônico de Pierre enquanto ele falava – Que peninha, não? Ele vai estar esse ano inteiro fora enquanto eu estarei aqui, ao seu lado todos os dias, todos os dias... Bem, vejo vocês depois – O rapaz se levantou rindo e foi em direção ao castelo.

- Qual é o problema dele? – Perguntou Hydra irritada.

- O problema dele é que ele e Gisele tem muito em comum, se é que você me entende, mas ele é uma versão babaca da Gisele, a Gisele pelo menos tem mais caráter, ela nunca enganou ou iludiu ninguém sobre o que queria... – Respondeu Gabrielle sem que Gisele ouvisse.

As meninas voltaram para a carruagem para se preparar para o jantar e Hydra foi até a torre da Grifinória para se preparar também, a presença de Fleur com certeza foi um dos motivos que a fez se vestir da melhor maneira possível para o evento.

- Uau, vai a um encontro ou algo do tipo? – Perguntou Alicia quando a viu.

- Não, só quis me arrumar um pouco mais... – Afirmou Hydra, um pouco sem graça.

O salão na hora do jantar estava iluminado por velas estava quase cheio. O Cálice de Fogo fora mudado de lugar; agora se encontrava diante da cadeira vazia de Dumbledore, à mesa dos professores, Hydra se sentou ao lado de Fred e Jorge que já estavam de cara lisa novamente.

- E aí meninos, estão melhor? – Perguntou Hydra,

- Pensando nas coisas... – Disse Fred, sendo vago.

Hermione, Harry e Rony se sentaram perto deles.

- Espero que seja a Angelina – disse Fred, quando Harry, Rony e Hermione se sentaram.

- Eu também! – disse Hermione sem fôlego. – Bom, vamos saber daqui a pouco!

A Festa das Bruxas pareceu durar muito mais do que habitualmente e Hydra se dividiu entre as duas mesas, da Grifinória e Corvinal, depois trouxe as amigas para a mesa da Grifinória (elas ficaram um pouco e dessa vez, Fred não flertou com Gisele e nem com a Gabrielle).

Todas as pessoas no salão, a julgar pelas constantes espichadas de pescoços, as expressões impacientes nos rostos, o desassossego de todos que se levantavam para ver se Dumbledore já acabara de comer, simplesmente queriam que os pratos fossem retirados e os nomes dos campeões anunciados.

Hydra foi até a mesa da Corvinal com as amigas depois de um tempo e Fleur finalmente veio falar com ela.

- Rai-Drá! Que bom te ver!- Disse ela sorrindo com seus dentes brancos e iguais de maneira que quase parecia sincera.

- Que bom te ver também, querida, está linda como sempre! – Até Hydra se surpreendeu com a capacidade de falsidade que estava tendo.

- Você também, como sempre, mesmo nesse uniforme horrível de vocês... – Gabrielle pressionou o braço de Hydra com medo que ela dissesse algo, mas ela continuou com o mesmo tom de antes.

- Pois é, não é tão bonito quando o da Beauxbaton, concordo.

- Bem, nada aqui é na verdade, né? – Disse Fleur olhando ao redor – Mas bem, deve servir pelo ano, foi um prazer revê-la, espero que possamos nos falar mais depois.

- Claro, será sempre um prazer! – Hydra disse forçando um sorriso e Fleur se virou para sentar no lugar onde estava.

- Você, que atriz! – Brincou Gisele rindo.

- Incrível! – Ria também Gabrielle.

Depois de muito tempo, os pratos voltaram ao estado de limpeza inicial; houve um aumento acentuado no volume dos ruídos no salão, que caiu quase instantaneamente quando Dumbledore se ergueu. A cada lado dele, o Prof. Karkaroff e Madame Maxime pareciam tão tensos e ansiosos quanto os demais. Ludo Bagman sorria e piscava para vários alunos. O Sr. Crouch, porém, parecia bastante desinteressado, quase entediado. Hydra decidiu voltar para a mesa da Grifinória sem as amigas para esperar junto com Angelina pelo resultado.

- Bom, o Cálice de Fogo está quase pronto para decidir – disse Dumbledore. – Estimo que só precise de mais um minuto. Agora, quando os nomes dos campeões forem chamados, eu pediria que eles viessem até este lado do salão, passassem diante da mesa dos professores e entrassem na câmara ao lado – ele indicou a porta atrás da mesa –, onde receberão as primeiras instruções.

Ele puxou, então, a varinha e fez um gesto amplo; na mesma hora todas as velas, exceto as que estavam dentro das abóboras recortadas, se apagaram, mergulhando o salão na penumbra. O Cálice de Fogo agora brilhava com mais intensidade do que qualquer outra coisa ali, a brancura azulada das chamas que faiscavam vivamente quase fazia os olhos doerem. Todos observavam à espera... alguns consultavam os relógios a todo momento...

- Provavelmente qualquer segundo agora... – sussurrou Lino Jordan.

Angelina parecia pálida e sem fôlego e apertava forte a mão de Hydra.

As chamas dentro do Cálice de repente tornaram a se avermelhar. Começaram a soltar faíscas. No momento seguinte, uma língua de fogo se ergueu no ar, e expeliu um pedaço de pergaminho chamuscado – o salão inteiro prendeu a respiração. Dumbledore apanhou o pergaminho e segurou-o à distância do braço, de modo a poder lê-lo à luz das chamas, que voltaram a ficar branco-azuladas.

- O campeão de Durmstrang – leu ele em alto e bom som – será Vítor Krum

- Grande surpresa! – berrou Rony, ao mesmo tempo que uma tempestade de aplausos e vivas percorreu o salão.

Hydra viu Vítor Krum se levantar da mesa da Sonserina e se encaminhar com as costas curvas para Dumbledore; ele virou à direita, passou diante da mesa dos professores e desapareceu pela porta que levava à câmara vizinha

- Bravo, Vítor! – disse Karkaroff com a voz tão retumbante que todos puderam ouvi-lo apesar dos aplausos. – Eu sabia que você era capaz!

Os aplausos e comentários morreram. Agora todas as atenções tornaram a se concentrar no Cálice de Fogo, que, segundos depois, tornou a se avermelhar. Um segundo pedaço de pergaminho voou de dentro dele, lançado pelas chamas.

- O campeão de Beauxbatons é Fleur Delacour!

- NÃO! – Gritou Hydra, alto o suficiente para os seus amigos a encarassem espantados, mas não alto o suficiente para que Fleur ouvissem.

- Eu sinto muito... – Disse ela movendo apenas os lábios para Gabrielle e Gisele que pareciam arrasadas, duas meninas do sétimo ano se debulhavam-se em lágrimas e soluçavam, com as cabeças deitadas nos braços.

"Pelo menos elas não estão tristes assim" - Pensou Hydra.

- É uma pena, queria que sua amiga Gabrielle ganhasse... – Disse Angelina solidária (ainda apertando a mão de Hydra com força).

Quando Fleur Delacour também desapareceu na câmara vizinha, todos tornaram a fazer silêncio, mas desta vez foi um silêncio tão pesado de excitação que quase dava para sentir seu gosto. O campeão de Hogwarts é o próximo... E o Cálice de Fogo ficou mais uma vez vermelho; jorraram faíscas dele; a língua de fogo ergueu-se muito alto no ar e de sua ponta Dumbledore tirou o terceiro pedaço de pergaminho.

- O campeão de Hogwarts – anunciou ele – é Cedrico Diggory!

- Não! – Disseram algumas vozes da Grifinória enquanto Hydra e os amigos consolavam Angelina que parecia ter aceitado a derrota bem.

Cada um dos alunos da Lufa-Lufa ficou de pé, gritando e sapateando, quando Cedrico passou por eles, um enorme sorriso no rosto, e se encaminhou para a câmara atrás da mesa dos professores. Na verdade, os aplausos para Cedrico foram tão longos que passou algum tempo até que Dumbledore pudesse se fazer ouvir novamente

- Excelente! – exclamou Dumbledore feliz, quando finalmente o tumulto serenou. – Muito bem, agora temos os nossos três campeões. Estou certo de que posso contar com todos, inclusive com os demais alunos de Beauxbatons e Durmstrang, para oferecer aos nossos campeões todo o apoio que puderem. Torcendo pelo seus campeões, vocês contribuirão de maneira muito real...

Mas Dumbledore parou inesperadamente de falar, e tornou-se óbvio para todos o que o distraíra.

O fogo no cálice acabara de se avermelhar outra vez. Expeliu faíscas. Uma longa chama elevou-se subitamente no ar e ergueu mais um pedaço de pergaminho. Com um gesto aparentemente automático, Dumbledore estendeu a mão e apanhou o pergaminho. Ergueu-o e seus olhos se arregalaram para o nome que viu escrito. Houve uma longa pausa, durante a qual o bruxo mirou o pergaminho em suas mãos e todos no salão fixaram o olhar em Dumbledore. Ele pigarreou e leu...

- Harry Potter!

Harry ficou sentado ali e todos do salão olharam para ele, Hydra ficou sem ação, sem saber o que falar ou dizer ou acreditar no que estava acontecendo.

Não houve aplausos. Um zunido, como o de abelhas enraivecidas, começou a encher o salão; alguns estudantes ficaram em pé para ter uma visão melhor de Harry, sentado ali, imóvel, em sua cadeira.

Na mesa principal, a Prof a Minerva se levantara e passara por Ludo Bagman e pelo Prof. Karkaroff para cochichar urgentemente com o Prof. Dumbledore, que inclinara a cabeça para ela, franzindo ligeiramente a testa.

- Eu não inscrevi meu nome – disse para os amigos Hermione e Rony – Vocês sabem que não.

Na mesa principal, o Prof. Dumbledore se aprumou, acenando a cabeça afirmativamente para a Prof a Minerva. – Harry Potter! – tornou ele a chamar.

- Harry! Aqui, se me faz o favor!

O garoto ficou de pé, pisou na barra das vestes e tropeçou brevemente. Saiu pelo espaço entre as mesas da Grifinória e da Lufa-Lufa. Todos observavam chocados, O zum-zum não parava de crescer. Depois do que lhe pareceu uma hora, o garoto chegou diante de Dumbledore, sentindo fixos nele os olhares dos professores.

- Não é possível, como ele fez isso e a gente não? – Perguntou Fred,

- Ele não tem dezessete anos! – Gritou alguém que Hydra não viu quem.

- Não é justo!

- Cedrico é o campeão!

O barulho só crescia e Hydra continuava sem saber o que falar, Ludo Bagman e depois os diretores, Sr. Crouch e alguns professores entraram pela mesma sala que Harry passara.

- Eles vão dar um jeito, ele não vai poder competir, não é? – Disse Hydra finalmente

- Eu não sei, eu sinceramente não sei... – Disse Angelina também chocada.

- Pelo menos ele é da Grifinória – Disse Lino e todos concordaram.

- É genial, eu só não sei como ele fez, mas é genial – Disse Fred

- Eu estou feliz pelo Harry, eu concordo com o que o Lino disse, pelo menos ele é da Grifinória – Angelina parecia realmente sincera ao falar isso.

Depois de um tempo, os estudantes foram obrigados a voltar para suas salas comunais, Hydra seguiu para a torre da Grifinória ainda chocada com tudo, lá dentro, todos aguardavam a chegada de Harry ansiosos, os ânimos já estavam mais calmos e finalmente pareciam aceitar e querer comemorar o fato de um campeão ser da Grifinória, Fred e Jorge foram até a cozinha arranjar os preparativos para a festa.

O estardalhaço quando Harry entrou foi tanto que feriu os ouvidos de Hydra o menino estava sendo arrastado para dentro da sala por uns doze pares de mãos, diante dos alunos da Grifinória em peso, que gritavam, aplaudiam e assobiavam.

- Devia ter nos avisado de que tinha se inscrito! – berrou Fred; parecia meio aborrecido e meio impressionado.

- Como foi que você fez isso, sem ficar barbudo? Genial – rugiu Jorge.

- Não fiz – disse Harry. – Não sei como foi que...

Mas Angelina agora se atirava em cima dele.

- Ah, se não pôde ser eu, pelo menos foi alguém da Grifinória...

- Você vai poder dar o troco ao Diggory por aquela última partida de quadribol, Harry! – gritou a voz fina de Katie Bell,

- Parabéns Harry – Gritava Hydra.

- Temos comida, Harry, venha comer alguma coisa...

- Não estou com fome, comi bastante no banquete – Respondeu o rapaz ainda atortuado.

Lino Jordan desencavara uma bandeira da Grifinória em algum lugar, e insistia em enrolá-la em Harry como uma capa.

A festa estava animada e Hydra finalmente passada a confusão mental, estava verdadeiramente feliz por Harry.

- Estou cansado! – ouviu Harry berrar depois de quase meia hora. – Não, é sério, Jorge, vou me deitar...

- A gente comemora sem ele então! - Berrou Jorge e a festa se estendeu por muito tempo.

- Você está bem de verdade? – Perguntou Hydra para Angelina enquanto as duas bebiam cerveja amanteigada.

- Estou, realmente estou feliz por ter sido alguém da nossa casa, apesar de não eu...

- E eu estou realmente não estou satisfeita com o fato de ter sido a Fleur a campeã da Beauxbatons... – Disse Hydra

- Aquela menina bonita? Por quê? – Perguntou Jorge que sentara perto delas com Fred (que parecia nervoso ao lado de Angelina)

- Porque ela é metida, se acha a melhor de todas! – Bravejou Hydra sem sentir.

- Hydra, você é meio metida também vai, ou pelo menos era... – Disse Jorge rindo e Hydra eu um tapa em seu braço.

- NÃO SOU! – brigou ela.

- É sim, mas nós te amamos mesmo assim... – Disseram Fred e Jorge beijando cada um uma bochecha de Hydra e se levantado.

- Eu não sou metida! – Repetiu ela para Angelina que ria sem parar.

- Não com a gente, mas é a primeira impressão que você passa vai... – Disse ela delicadamente e Hydra ficou calada, realmente devia ser verdade já que ouvia isso de várias pessoas, todos os anos na casa dos Malfoy realmente deviam ter afetado ela de alguma forma.

- Mas a Fleur é de verdade, tem que ver como ela falou de Hogwarts para mim, com desprezo.

- Você também parecia ter desprezo por Hogwarts assim que chegou...

- Você está do meu lado ou não? – Brigou Hydra, irritada e Angelina riu mais ainda do que antes.