N/A: Fiquem agora com o último capítulo da fic! Se possível, deixem reviews logadas no site, para que eu possa respondê-las. Eu sei que o site anda dando problemas na hora de deixar comentários, mas experimentem voltar depois, ou me mandar uma mensagem particular, ao menos para eu saber a opinião de vocês.

Bjinhos!


Capítulo 10 – Happy Ending

Uma leva de testrálios voava a toda velocidade para o vilarejo. Blaise foi o primeiro a descer, e se deparou com o caos. Pessoas corriam de um lado para o outro carregando bagagens, crianças choravam.

- É o fim do mundo! – uma mulher gritou – mais demônios chegaram!

- Acho que o Malfoy já passou por aqui – Sirius comentou, aterrissando ao lado de Blaise – e causou um belo impacto, huh?

Blaise olhou para o lado, vendo o testrálio de seu amigo parado. Ele estava ali. Segurou um homem que corria na sua frente, mas este começou a gritar orações e a segurar a cruz que carregava em seu peito.

- Argh, como vamos descobrir aonde ele está? – perguntou com raiva a Sirius, soltando o trouxa.

Lucio, que acabara de chegar, respondeu por ele. Levantou a varinha, sacudindo-a.

- Imperio! – declarou para um dos passantes – viu para onde um rapaz loiro foi?

O trouxa, comandado por magia, levantou a mão, apontando para o final da rua. Mais membros da Ordem aterrissavam enquanto isso: Lupin, Luna, Colin, Narcisa, todos os irmãos Weasley, Molly e Artur.

- Onde eles estão? – perguntou um Rony eufórico, e Blaise não respondeu, enquanto corria com os outros em direção à casa apontada.

Se ela estivesse viva... Ela precisava estar, ou perderia seu amigo. Estavam apenas a alguns metros da casa, quando ouviram um grito desesperador. Um grito feminino. Pararam assustados, e um Draco de olhos arregalados surgiu na porta.

- Malfoy! – Sirius gritou – o que houve?

Mas Draco não respondeu, apenas os encarou assustado, sua boca se movendo sem sair som. O grito foi ouvido de novo.

- A minha irmã! – Rony gritou, correndo para lá, mas antes que chegasse perto, Draco recobrou a consciência.

- A BOLSA ESTOUROU! – gritou de uma única vez, e todos pararam de se mover. O grito foi ouvido novamente.

No mesmo instante, um alvoroço começou.

- O St. Mungus é muito longe! – Blaise rosnava – não temos como levar para lá a tempo!

- Não tem nenhum hospital trouxa aqui por perto? – Rony perguntou, desesperado.

- SEUS FILHOS DE TRASGOS, EU ESTOU EM TRABALHO DE PARTO NESTE INSTANTE! – a voz de Gina foi ouvida – DECIDAM O QUE FAZER!

Draco, que olhava desesperado para dentro da casa e para as pessoas do lado de fora, parecia que ia desmaiar. Mas alguém tomou as rédeas da situação: Luna.

- Abram caminho! - ela gritou, enquanto passava – Sra. Malfoy, preciso de toalhas e água quente! Sra. Weasley, precisarei de sua ajuda durante o parto!

Luna entrou na casa seguida pelas duas mulheres, deixando um Draco atordoado na porta. Ao longe, gritos na aldeia eram ouvidos.

- Alguém precisa conter aqueles trouxas – Lupin falou, percebendo que tinham outros problemas – Artur, venha comigo e me ajude a paralisá-los até que os reforços cheguem!

Sr. Weasley, que encarava tudo assustado, apenas assentiu, andando bambeante para a aldeia. Sirius e Lucio foram atrás, onde poderiam ser úteis, mas os irmãos Weasley permaneceram do lado de fora, observando a casa.

Colin foi até Draco, levando-o para dentro e fazendo-o sentar-se em um sofá que estava ali.

- Respire, Malfoy – ele falou, conjurando um copo d'água – e acalme-se.

Mas era impossível para o loiro se acalmar. Outro grito foi ouvido, agora do quarto, e ele deu um pulo em seu assento.

- Ela está tendo os bebês – ele repetia a frase, trêmulo, olhando para o nada como se fosse um louco – meus filhos... Ela está tendo...

Blaise aproximou-se e deu um cascudo na cabeça do loiro.

- Ai! Por que...?

- Recobre a consciência, homem! – o moreno disse, mas parecia tão nervoso quanto o amigo. Pegou o copo de água que Colin havia conjurado e virou de uma vez, olhando para tudo assustado.

Os minutos passavam lentamente, os gritos não cessavam. Os irmãos Weasley entraram na sala, olhando assustados para o cômodo, vendo todas as imagens de Draco presas na parede, e o quanto aquela parecia ser uma casa de trouxas.

- Minha irmã não conseguiu esquecê-lo – Gui sussurrou – ela deveria estar com a memória apagada, mas não o esqueceu...

Draco ouvia o que estava sendo dito, e parte do seu cérebro funcionava. Potter nunca conseguiu matá-la, ou a seus filhos. Mesmo com a influência de Voldemort, o sentimento que ele tinha pela ruiva era forte demais. Com isso, apenas apagou sua memória e a colocou vivendo em um vilarejo trouxa escondido, para que permanecesse viva.

Mas Potter não esperava que a ruiva nunca fosse esquecer Draco de verdade. Olhando para aqueles desenhos, o loiro sabia que o amor dos dois era eterno, e que a ruiva nunca conseguiria tirá-lo do coração. Tal como ele.

Mais gritos. Voltou a se desesperar, e os irmãos Weasley andavam de um lado para o outro dentro do pequeno cômodo.

- Filho, venha cá! – Narcisa apareceu no corredor – ela quer você ao lado dela!

Assustado, Draco não conseguiu se mover, e Blaise o levantou, empurrando-o em direção ao quarto. O loiro entrou tremendo, e deparou-se com a cena mais assustadora de toda a sua vida. Batalhas, lutas, guerras, nada se comparava àquilo.

Gina estava deitada na cama com as pernas abertas, o vestido levantado. Luna estava no meio, olhando e gritando.

- Respire fundo e faça força!

A Sra. Weasley ficava ao lado da filha, fazendo a respiração no ritmo certo, e sua mãe conjurava toalhas e aquecia uma bacia cheia de água.

- Mais força! – incentivou Luna outra vez, e Gina gritou novamente. Quando a ruiva encontrou um Draco assustado a olhando, começou a gritar.

- É sua culpa, seu bastardo, filho de hipogrifo... AAAAAAHHHH!

Draco não sabia como reagir. Narcisa pegou sua mão, levando-o até perto da cama e colocando a mão de Gina entre a sua.

- Desculpa meu amor, eu te amo... – Gina gemeu – eu não quero ficar longe de você, eu... AAAAAAHHHH!

Sua mão apertava a de Draco com tanta força que ele achou que ficaria aleijado. Ele não conseguia dizer nada, só olhava tudo com os olhos arregalados.

- Diga que a ama! – A Sra. Weasley falou – sirva para alguma coisa!

Draco olhou para a noiva, completamente suada, vermelha e com a expressão cheia de dor, demonstrando todo o esforço que estava fazendo. E nunca a achou tão linda antes.

- Eu te amo – ele falou, e de repente, tudo parecia certo. Ela estava ali, ao lado dele, tendo os filhos dos dois – eu nunca mais me separarei de você. Nunca mais deixarei que ninguém te tire de mim.

E a ruiva sorriu, mesmo sentindo dor, e ele sabia que não se afastariam mais. Nunca mais.

- Está saindo! – Luna gritou, excitada – já consigo ver a cabeça de um deles! Mais força, Gina!

E Gina se esforçou para empurrar. Ela gritava de dor, apertando a mão de Draco, mas nada no mundo o tiraria dali.

- Força, meu amor! – Draco tentou incentivar, mas descobriu que era melhor ficar calado.

- Você não está em meu lugar, seu desgraçado! AAAAAHHHH!

- Está saindo! – Luna parecia emocionada – só mais um pouco!

E como se tudo estivesse em câmera lenta, como se o momento inteiro tivesse parado, um choro de bebê preencheu o ambiente. Um sorriso começou a surgir na face de Draco, mas, ao olhar para Gina, viu que ela ainda sofria.

A Sra. Weasley se adiantou, enrolando o primeiro bebê nas toalhas, enquanto Luna mantinha-se no lugar.

- O outro está aparecendo! Mais força, Gina!

E ela se esforçava para empurrar, mas parecia ter perdido a energia.

- Eu estou aqui, meu amor – Draco tentou dizer – eu estou do seu lado, não vou te abandonar.

E a ruiva continuou. Fazendo um último esforço, um novo choro foi ouvido. A respiração de Gina estava ofegante, o segundo bebê foi enrolado em uma toalha por Narcisa, e as duas avós seguravam os netos.

Luna terminava o serviço, usando sua varinha para evitar uma hemorragia, mas Gina só queria saber de outra coisa.

- Meu filhos... – ela sussurrou.

Molly aproximou-se, lágrima escorrendo pelo rosto.

- O primeiro a nascer foi o menino – ela estava emocionada. Inclinou-se para que Gina pudesse ver, mas esta não tinha forças para estender as mãos. Narcisa fez o mesmo, apresentando o outro bebê, uma menina.

- Ah, meus filhos... – a voz de Gina estava embargada, lágrima escorrendo pelo seu rosto. Ao olhar para Draco, viu a mesma expressão. Emocionado, rosto molhado, olhando dela para os bebês e voltando a olhá-la.

- Eu nunca vou abandonar vocês – Draco falou, sua voz tremendo – eu nunca vou deixar que nada aconteça a nenhum de vocês.

E Gina acreditou naquela promessa.


Depois de toda tempestade, vem sempre a calmaria. Draco estava sentado no beiral da cama de Gina, vendo-a dormir tranquilamente, depois de todo o esforço que havia feito naquele dia. Seus filhos dormiam serenamente em berçários transfigurados no canto do mesmo quarto. Nunca mais sairia do lado deles.

Acariciou o rosto de sua noiva, aproveitando cada segundo ao lado dela. Queria repor o tempo perdido, e se recusava a sair de seu lado. Também precisava dormir, se encontrava exausto da batalha que teve, mas não conseguia se afastar.

Ouviu um som atrás dele, e Blaise apareceu na porta. Todos de sua família e dos Weasley já haviam aparecido por ali para ver os bebês. Nunca viu tantos homens chorando de uma única vez antes, e se ele mesmo não estivesse emocionado, teria rido da cena. Até mesmo seu pai carregava um olhar de emoção quando olhou para os berços.

- Já decidiram os nomes? – o amigo perguntou, sua voz quase em um sussurro para não incomodar.

- Ainda não – Draco respondeu depois de alguns momentos em silêncio – esperarei Gina melhorar antes de decidirmos.

- Mas já pensou em algo, não é? – Blaise o conhecia bem, e recebeu um sorriso gentil como resposta.

- Já. Alexander e Anya – seu sorriso aumentou – mas não sei se a Gi vai gostar.

O silêncio pairou no ar, Blaise apenas observando a cena. Seu amigo, sempre com sofrimento nos olhos, era agora outra pessoa. O mesmo rapaz que viu em Hogwarts, observando uma ruiva de longe.

- Como está tudo? – Draco perguntou.

- Bom, a aldeia trouxa já foi controlada – Blaise começou – mais membros da Ordem chegaram e perderam um bom tempo para alterar as memórias deles. Os Weasley estão dormindo na sala, depois de terem aumentado-a magicamente, e o resto dos membros voltou para a sede, onde estão comemorando.

O loiro ficou em silêncio, pensando no que ouviu.

- Você é um herói agora, Draco – Blaise continuou – todos os jornais estarão publicando amanhã fotos suas, de seu heroísmo. A história de que você fez tudo isso para recuperar uma garota vazará, e o amor dos dois será enaltecido.

- Eu não quero nada disso – o loiro respondeu – eu só quero viver em paz com a minha família. Se eu precisar sumir por conta disso, sumirei.

O loiro levantou-se, indo até os berços, inclinando-se para observá-los. Dois lindos bebês loiros, como ele; mas os olhos eram castanhos, como os de Gina.

- Só quero que nos deixem em paz – repetiu.

O moreno assentiu sem que ele visse. Colocou a cabeça para fora, olhando para o corredor, e depois entrou novamente.

- A família dela não deixará vocês fazerem isso. Nem a sua.

- Não me importo! – apesar da intensidade, a voz de Draco estava baixa – eles não fazem ideia do que passei para tê-los de volta, e não vou deixar mais nada entrar entre nós.

Blaise suspirou.

- Bom... Sempre há o feitiço de fidelidade. Vocês podem ir morar em outro país, e ninguém saberá do paradeiro. Podem mudar de nome, começar uma nova vida... E somente as famílias saberão que estão vivos.

Parecia um bom plano para Draco. Ele agora só queria viver no paraíso com sua família; porque, pelo inferno, ele já havia passado.

Seu amigo se retirou, deixando-o ali. Ele precisava de tempo para se acalmar e entender que já havia conquistado tudo que queria, e que agora podia descansar.

Blaise estranhou não ver Luna na sala; pulou alguns Weasley que estavam roncando por ali e foi para o lado de fora, encontrando sua namorada olhando a paisagem. O sol estava se pondo, e aquele havia sido um dia bem longo.

Abraçou-a por trás, sentindo-se mais leve. A guerra tinha acabado, nada mais poderia os separar. Ficaram assim por um bom tempo, antes que a voz da corvinal cortasse o ar.

- Eu fiquei muito assustada hoje – ela confessou – nem acredito que fiz o parto da Gina! Na hora, eu simplesmente fui, pensando em ajudar minha amiga. Agora, só consigo me sentir assustada.

- Pois sinta-se orgulhosa – Blaise falou em seu ouvido – se não fosse você aqui, os homens só teriam corrido de um lado para o outro, sem saber o que fazer.

Ela riu. Como ele sentia falta do som do seu riso! A abraçou com mais força, não querendo soltá-la mais.

- Fico imaginando quando chegar a minha vez – a voz da loira de repente ficou tímida – se vou sofrer tanto quanto a Gina.

- Ah, temos muito tempo – o moreno desconversou, descendo as mãos para a cintura dela – quero dizer, nós ainda nem...

Parou a frase no meio. A cintura de sua namorada, antes lisa, estava ligeiramente volumosa. Ficou parado assim, só suas mão se remexendo para ver se era real, seu cérebro em branco.

- Err... Nós não temos tanto tempo assim – a voz de Luna foi ouvida em um sussurro.

Ela não sabia o que fazer. Blaise não se movia, e ela estava preocupada com sua reação. Não estava mais dando para esconder, e era o agora ou nunca.

- Nós... Você... – Blaise tentou balbuciar, mas não conseguia formar uma frase coerente. Lentamente, Luna virou-se de frente para ele, e o encarou.

- Você vai ser pai – falou de uma vez.

Ele a encarou com os olhos arregalados, sua boca abrindo e fechando. Luna não estava aguentando aquela reação; virou-se para sair, descendo os degraus e indo em direção à um testrálio. Precisava voltar para a Ordem, poderia ter mais feridos e Madame Pomfrey precisaria de ajuda. Durante a batalha, as duas ficaram nos túneis, e os feridos iam até elas, que faziam o possível para curá-los no mais rápido que desse.

Já estava subindo em um, quando ouviu seu namorado gritando.

- Luna, espera! – ele correu até ela – espera aí, não foge assim!

- Você não fala nada! – lágrimas começaram a aparecer em seu rosto.

- Porque você me pegou de surpresa! Eu... Eu tô em choque! Não pensei que... Bom, na verdade, nós nunca fomos muito cuidadosos mas...

Luna fechou os olhos, respirando fundo.

- Você não precisa assumir, Blaise – se esforçou para dizer – eu posso ter meu filho sozinha.

- Do que você tá falando? – ele parecia desesperado – você não pode se afastar de mim assim! Muito menos com meu filho na barriga!

- E por que não? Sou eu que estou carregando! – estava ficando com raiva da falta de atitude do moreno.

Ele a encarava com os olhos arregalados, pensando no que dizer. Abaixou os olhos, suspirando. Depois, lentamente, estendeu a mão, segurando a da garota.

- Luna, se acalme um pouco, está bem? Você não está me dando tempo para pensar, e está agindo por impulsividade.

- Eu não preciso pensar! – sentiu-se ofendida – isso é algo que eu não preciso decidir se quero ou não!

O testrálio mexeu-se de repente, a jogando para cima. Como não estava segurando, Luna desequilibrou-se, caindo no chão. Blaise jogou-se para pegá-la, parando embaixo dela.

- Você está bem? – ele perguntou, vendo a loira assustada. As lágrimas haviam começado a escorrer por sua face.

- Estou – respondeu fungando.

Ele acariciou seu rosto, fazendo-a olhar para ele.

- Escute bem, Luna Lovegood, pois eu me recuso a repetir o óbvio novamente – ele começou, com um sorriso no rosto – eu te amo. Acabamos de passar pelo inferno da guerra, e pela primeira vez, estou sem o medo de perder você. Não vou deixar que fuja para longe de mim, ainda mais levando o fruto do nosso amor.

Ela o encarou, as lágrimas ainda escorrendo.

- Mesmo? –perguntou chorosa – você me quer? Digo, a nós dois?

- Mas é lógico que sim – ele soltou um riso nervoso – eu não te trocaria por nada neste mundo! Estou surpreso com a ideia de ser pai, mas a mulher que eu amo está carregando meu filho. Como eu não estaria feliz?

Com os olhos brilhando, Luna o beijou. Ah, como tinha medo de que ele não a quisesse! Sentia que ia explodir de felicidade ali, sentada em cima dele no chão, beijando-o.

- Ah! – Luna interrompeu o beijo – acho que ele se mexeu!

No mesmo instante, Blaise inclinou-se, encostando o ouvido na barriga, sentindo um leve movimento.

- Ainda é cedo, mas ele já se mexe – Luna continuou – daqui há um mês vou sentir mais forte.

Blaise afastou-se, encarando-a com um sorriso bobo no rosto.

- Nosso filho... – ele sussurrou, e depois deu-lhe um beijo surpresa – nós vamos ter um filho!

Ele começou a rir, e Luna o acompanhou. Eles estavam juntos, a guerra havia acabado. E seriam uma família.


Um mês depois

- Eles estão demorando – Sirius comentou, ajustando sua gravata novamente.

A última vez em que estiveram em um casamento, foi de seu falecido amigo, e isso havia sido há anos atrás. Olhou em volta; apesar de já ser outono, o tempo estava ameno. O jardim de trás da mansão Malfoy estava florido e bem iluminado, e o sol havia acabado de se pôr. Várias cadeiras estavam posicionadas em duas fileiras, abrindo um corredor para que os noivos passassem. Estava impaciente, sentado na primeira fila; nunca gostou de esperar eventos.

- Acalme-se, Sirius – Dumbledore falou com ele, do tablado onde estava – parece que estão planejando algo diferente.

Tão logo falou, ouviram um assovio, e todos os membros da Ordem se sentaram, com exceção de Dumbledore, que permaneceu de pé atrás do tablado. O clima era leve; todos estavam calmos e felizes com o evento. Não havia mais o medo de uma guerra, o receio de um ataque repentino.

Olharam para a porta da casa, posicionada de frente para o corredor. Uma música começou a tocar ao fundo, e Blaise surgiu trajando um belo smoking negro, começando a cantar enquanto andava, sua voz magicamente amplificada.

It´s a beautiful night

(É uma bela noite)

We´re looking for something dumb to do

(Estamos à procura de uma besteira para fazer)

Hey baby,

(Ei,querida)

I think I wanna marry you

(Eu acho que quero me casar com você)

Ele parou no meio do corredor de cadeiras, olhando para a porta, onde sua agora noiva surgia com um belo vestido branco sem cauda, o cabelo preso em um coque e um véu pendurado. Enquanto ela vinha andando até ele, movendo-se ao ritmo da música, ele continuou a cantar.

Is it the look in your eyes,

(É o seu olhar?)

Or is it this dancing juice?

(Ou é esse seu jeito de dançar?)

Who cares baby?

(Quem se importa, querida?)

I think I wanna marry you

(Eu acho que quero me casar com você)

Ele a pegou no colo no caminho, girando com ela no ar e a levando até a frente do tablado, onde colocou-a no chão, continuando a cantar.

Well I know this little chapel

(Bom, eu conheço esta capelinha)

On the boulevard

(na avenida)

We can go

(Nós podemos ir)

No one will know

(Ninguém vai saber)

Oh come on girl

(Oh, vamos lá garota!)

Enquanto ele cantava, Rony e Hermione entraram juntos logo atrás, ambos com trajes sociais, dando piruetas pelo caminho.

Who cares if we're trashed

(Quem liga se nós estamos bêbados?)

Got a pocket full of cash

(Eu tenho um bolso cheio de grana)

We can blow

(podemos gastar)

Shots of patron

(Doses de tequila)

And it's on, girl

(E tá valendo, garota)

Pansy havia entrado logo atrás, acompanhada por Colin Crevey, e os dois realizavam altos passos de dança que nada tinha haver com a música, mas gargalhavam a cada movimento.

Don´t say no no no no no

(Não diga não, não, não, não, não)

Just say yeah yeah yeah yeah yeah

(Basta dizer sim, sim, sim, sim, sim)

And we´ll go go go go go

(E vamos, vamos, vamos, vamos, vamos,)

If you´re ready like I'm ready

(Se você estiver pronta como eu estou pronto)

Os gêmeos Weasley entraram logo atrás, realizando uma dancinha estranha no caminho, enquanto rodopiavam um ao outro.

'Cause it´s a beautiful night

(Porque é uma bela noite)

We´re looking for something dumb to do

(Estamos à procura de uma besteira para fazer)

Hey baby,

(Ei, querida)

I think I wanna marry you

(Eu acho que quero me casar com você)

Gui Weasley entrou logo depois, acompanhado de sua namorada Fleur, e ambos riam enquanto tentavam imitar os passos dos gêmeos Weasley, sem muito sucesso. Os presentes começaram a aplaudir ao ritmo da música, animando mais o ambiente.

Is it the look in your eyes,

(É o seu olhar?)

Or is it this dancing juice?

(Ou é esse seu jeito de dançar?)

Who cares baby?

(Quem se importa, querida?)

I think I wanna marry you

(Eu acho que quero me casar com você)

Percy Weasley entrou acompanhado de Carlinhos Weasley e, enquanto o primeiro se recusava a se mexer, apenas caminhando, o segundo realizava altos movimentos solos, se divertindo muito e sendo aplaudido.

I'll go get a ring

(Eu vou te arranjar um anel)

Let the choir bells sing like oooh

(que o coro cantará "oooh")

So what you wanna do?

(Então, o que você vai fazer?)

Let's just run, girl

(Vamos só fugir, garota)

Lucio Malfoy apareceu, orgulhoso ao lado da esposa, que carregava uma linda menininha trajando um vestido de princesa. A avó balançava a garotinha toda boba, enquanto Lucio mantinha um ar arrogante, não conseguindo controlar quando a esposa colocou o bebê em suas mãos. Tentou segurar desajeitadamente, enquanto os presentes riam.

And if we wake up

(E se nós acordarmos)

And you wanna break up that's cool

(E você quiser terminar, tudo bem)

No, I wont blame you

(Não, eu não vou te culpar)

It was fun girl

(Foi divertido, garota)

Molly e Artur Weasley entraram depois, carregando um garotinho, que usava um smoking azul escuro. O avô estava todo bobo, fazendo caretas para o bebê que se encontrava no colo da esposa.

Don´t say no no no no no

(Não diga não, não, não, não, não)

Just say yeah yeah yeah yeah yeah

(Basta dizer sim, sim, sim, sim, sim)

And we´ll go go go go go

(E vamos, vamos, vamos, vamos, vamos,)

If you´re ready like I'm ready

(Se você estiver pronta como eu estou pronto)

E então, surgindo na porta de supetão com um sorriso de orelha a orelha, um Draco extasiado pulou para fora da casa, dançando e andando de costas, sem retirar os olhos do batente.

'Cause it´s a beautiful night

(Porque é uma bela noite)

We´re looking for something dumb to do

(Estamos à procura de uma besteira para fazer)

Hey baby,

(Ei, querida)

I think I wanna marry you

(Eu acho que quero me casar com você)

Gina surgiu, com o mesmo sorriso, usando um belo vestido branco decorado, seus cabelos soltos e uma tiara floral, feita com pedras preciosas, em seu cabelo.

Is it the look in your eyes,

(É o seu olhar?)

Or is it this dancing juice?

(Ou é esse seu jeito de dançar?)

Who cares baby?

(Quem se importa, querida?)

I think I wanna marry you

(Eu acho que quero me casar com você)

Ela caminhou até Draco dançando, e ele a pegou no colo girando, enquanto ela ria.

Just say I do

(Basta dizer "Eu Aceito")

Tell me right now baby

(Me diga agora, baby)

Tell me right now baby, baby

(Me diga agora baby, baby)

Just say I do

(Basta dizer "Eu Aceito")

Tell me right now baby

(Me diga agora, baby)

Tell me right now baby, baby

(Me diga agora baby, baby)

Eles foram dançando até a frente do tablado, fazendo passos de valsa e tango, parando ao lado de Blaise e Luna, olhando para Dumbledore. Em um último momento da música, quase como se cantasse à capela, Blaise finalizou, enquanto os casais davam as mãos e se posicionavam.

Iit´s a beautiful night

(É uma bela noite)

We´re looking for something dumb to do

(Estamos à procura de uma besteira para fazer)

Hey baby,

(Ei, querida)

I think I wanna marry you

(Eu acho que quero me casar com você)

Is it the look in your eyes,

(É o seu olhar?)

Or is it this dancing juice?

(Ou é esse seu jeito de dançar?)

Who cares baby?

(Quem se importa, querida?)

I think I wanna marry you

(Eu acho que quero me casar com você)

Todos os convidados haviam se levantado para assistir melhor e, quando a música terminou, aplaudiram entusiasticamente. Dumbledore teve que fazer um sinal pedindo silêncio, e depois sinalizou para que sentassem. Quando todos pareciam bem acomodados, começou.

- Estamos aqui para unir estes dois casais, que decidiram passar o resto de suas vidas juntas – ele falava com a voz cheia de orgulho, um sorriso no rosto – perante todos os membros da Ordem da Fênix, que lutaram aos seus lados, eles declaram que se amam e não desejam viver um sem o outro.

Draco e Gina trocavam olhares sorrindo, assim como Blaise e Luna.

- Eles nos serviram de exemplo, pois demonstraram que a força do amor pode não só mover montanhas, como um exército inteiro – os convidados riram, assim como os noivos – eles demonstram maturidade em formar a própria família, e aceitam a responsabilidade como pais.

Molly e Narcisa, que estavam próximas, seguraram os bracinhos dos bebês, fazendo-os acenar para os pais. Luna passou a mão livre por sua barriga, e Blaise olhava contente para a noiva. O pai de Luna, sentado na primeira cadeira, fungou, emocionado.

- Nada me daria maior orgulho do que uni-los nesta noite, na presença de todos – ele desceu do tablado, parando entre Draco e Gina e levantando sua varinha. Os dois juntaram as mãos, e ele colocou sua varinha sobre elas, acenando para que Draco falasse.

Dando um pigarro, sentindo-se repentinamente nervoso, o loiro começou.

- Eu, Draco Malfoy, aceito você, Virginia Weasley, como minha esposa, para amá-la e respeitá-la por toda a minha vida. Prometo estar ao seu lado em todos os momentos, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, e nunca deixar de amá-la a cada momento de meu viver.

Com uma lágrima escorrendo pelo rosto, Gina engoliu a saliva, antes de pronunciar suas palavras.

- Eu, Virginia Weasley, aceito você, Draco Malfoy, como meu marido, para amá-lo e respeitá-lo por toda a minha vida. Prometo estar ao seu lado em todos os momentos, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, e nunca deixar de amá-lo a cada momento de meu viver.

Quando terminou, um fio de luz dourada saiu da varinha do Diretor, entrelaçando suas mãos e depois sumindo. Ele afastou-se, indo para Luna e Blaise, e fazendo-os repetir o mesmo discurso.

Voltou para o tablado logo após, abaixando a varinha.

- Eu agora os declaro, e tenho certeza que ninguém vai se opor... Maridos e mulheres – ele deu um risinho – podem beijar suas noivas.

E quando os dois casais se beijaram, os convidados levantaram-se e aplaudiram. Os irmãos Weasley assoviaram e gritavam "vivas", enquanto muitas mulheres presentes secavam as lágrimas com um lenço de papel.

Nada mais separaria os dois casais. Quando terminaram o beijo, Draco só olhou bem dentro dos olhos de sua esposa, antes de dizer:

- Eu te amo.

Sorrindo, ela o abraçou, sussurrando em seu ouvido as mesmas palavras. A música voltou a tocar, desta vez só em instrumental, e os casais passaram correndo pelo corredor de cadeiras, onde os convidados lançavam-lhes punhados de grãos de arroz, enquanto eles riam felizes da vida.

Era o sonho deles tornando-se realidade. Era o que mais desejavam. E a festa aquele dia foi inesquecível para cada um dos presentes, pois era o gosto de comemoração. Haviam ganho a guerra e agora teriam paz. Draco e Gina estavam finalmente juntos e teriam sua própria família, junto de seus filhos Alexander e Anya. Blaise e Luna estavam contando os minutos para que Christian nascesse, pois não só já haviam escolhido o nome do garoto, como decorado um quarto inteiro só para ele em sua nova casa, na Itália.

Draco olhava os convidados dançando e bebendo, sem mais nenhuma preocupação. Não veria aquelas pessoas por um bom tempo. Ele e Gina também estavam indo para a Itália, mas para uma cidade diferente do casal de amigos: Veneza. Conversando com seu pai sobre planos futuros, descobriu que a família Malfoy possuía uma propriedade no local com um nome antigo da família, os Giardini. Assumiriam o nome e viveriam lá, e somente as famílias Weasley e Malfoy saberiam onde estavam, além de poucos amigos próximos. Fariam visitas anuais ao Reino Unido para encontrar todos, ficando no anexo reformado por sua mãe na propriedade Malfoy mas, fora isso, teriam sua vida longe deles, longe de tudo.

Os jornais exaltavam Draco Malfoy, o rapaz que trouxe esperança para o mundo bruxo e derrotou Lord Voldemort. Mas desde a batalha final este rapaz não era mais visto; repórteres procuravam por ele e pela garota por quem ele havia batalhado para recuperar, e não conseguiam descobrir o paradeiro dos dois. Eles ficaram escondidos na sede da Ordem até que Gina se recuperasse completamente, para que então se casassem, um evento privado só para os membros.

E eles partiriam aquela noite para sua nova vida.

Cortaram o bolo e abriram a champanhe, cada casal molhando o outro com sua garrafa. Fora ideia de Gina casar-se junto de Blaise e Luna, já que a amiga também o faria cedo o tarde. Após o choque inicial, Blaise estava muito feliz com seu papel de futuro papai, incentivado pelo amigo. Queria se dedicar agora à carreira musical, pois segundo ele, tinha muito material para compor. A música do casamento fora escrita por ele, e Draco sabia que o amigo tinha talento para continuar.

Assumiria o sobrenome Giardini, abriria uma filial das empresas Malfoy sob este nome e teria mais do que condições para sustentar sua família. Agora que estava calmo, conseguia controlar seu cérebro, mas ele ainda funcionava à todo vapor. Tinha novas ideias incríveis para sua futura empresa, e tudo o que poderia fazer para melhorar o mundo mágico. Havia destruído suas invenções criadas para a Ordem, pois poderiam ser usadas como armas de destruição em massa; ninguém se opôs, e Giorgio Zabini comemorou que ainda teria um trabalho, pois se todos usassem aquele colete, ele ficaria desempregado.

Estava distraído, olhando tudo aquilo, quando sentiu uma mão apertando a sua.

- Pensativo? – Gina perguntou, abraçando-o.

- Visualizando nosso futuro – ele respondeu, apertando-a mais forte – um onde ninguém saberá quem nós somos ou o que significamos para este país.

-Prefiro assim – ela declarou – nossos filhos crescerão longe de tudo isso, e nunca saberão do que seu pai é capaz.

- E do quanto ele ama a mãe deles – ele sorriu, puxando-a para um beijo – pronta para aprender italiano, Sra. Malfoy? Ou melhor, Sra. Giardini?

Rindo, Gina entrelaçou sua mão com a dele.

- Estou pronto para qualquer coisa, contando que você esteja ao meu lado – ela passou a mão carinhosamente pelas cicatrizes no rosto do marido.

- Ainda não se acostumou? – perguntou brincando, mas com uma pontada de receio.

- Você ficou sexy assim – ela comentou de forma maliciosa.

- Isso significa que já podemos ir para nossa lua-de-mel? – ele colocou a mão em sua cintura, a puxando para perto.

- Não até que eu saia do período da amamentação – ela riu a ver a expressão frustrada dele – os gêmeos não podem ficar sem se alimentar, e não posso arriscar ficar longe deles muito tempo.

- Mas sempre podemos arranjar alguns minutos a sós, não? – ele deu um olhar galante, e ela riu.

- Nós temos todo o tempo do mundo, Draco. Agora você é só meu, e nada poderá me separar de você.

Sim, ambos acreditavam naquilo. Enquanto riam e dançavam na pista, no meio de seus amigos, não tiravam os olhos um do outro, pois sabiam que nada iria os separar. Eles agora teriam suas vidas juntos, e a felicidade os aguardava a cada passo que dessem.


Dunquerque – França

- Chérie, j'ai peur! Jean regarde un frère alors ... Je ne sais pas ...

(- Querido, estou assustada! Jean olha para o irmão de uma forma tão... Eu não sei...)

A mulher falava com seu marido dentro do quarto dos bebês Jean e Byron. Era tarde da noite, e ela havia passado para amamentar os gêmeos de apenas um mês.

- C'est comme s'il voulait tuer Byron.

(- É como se ele quisesse matar Byron.)

O marido olhou assustado para a esposa, vendo que ela estava em choque.

- Calmez-vous, ma chère. C'est juste votre impression.

(- Se acalme, querida. É só impressão sua.)

Os dois saíram do quarto, e não notaram quando um bebê de olhos verdes olhou para o outro pela grade do berço. Seu irmão virou o rosto, mostrando olhos incrivelmente vermelhos.

**Fim**


N/A: Yeeeeeeey! Terminei!

O que acharam? Cenas fortes do parto da Gina! hahaha

E o casamento, gostaram? Diferente da versão anterior, mas também pouco usual. Me inspirei muito justamente em um casamento que tem na série "Glee", com essa mesma música, "Marry you" do Bruno Mars, mas cantada pelo elenco da série. Quem ficou curiosa com o casamento, basta jogar no youtube o nome da música com "glee", e verá o vídeo que estou falando.

Gente, estou me sentindo tão mais leve! Pra quem não entendeu, o finalzinho do cap é justamente a abertura para o que seria a trama da fase II, embora eu já tenha me decidido a não escrevê-la. De qualquer forma, quis deixar para que vocês soubesse que eu pensei, sim, na continuação.

Eu disse que estava escrevendo um livro, e ele já está finalizado e registrado na Biblioteca Nacional. Procuro alguma editora, mas só depois do carnaval é que conseguirei contato... E eu já comecei a escrever um novo livro, já que a minha mente nunca para de imaginar rsrs

Aguardo opiniões! Quero saber o que acharam do capítulo e da fanfic como um todo! Quero mtas reviews dessa vez, já q no penúltimo capítulo quase não teve! Aliás, eu sei q o site teve problemas para deixar comentários por um tempo; mas voltar depois e escrever algo, ou me mandar uma msg particular, não custa nada, né?

Bjinhos,

Princesa Chi (17/02/2012)