Esta história e os personagens contidos nela não me pertencem.
A história é uma adaptação do livro Sua Amante, Sua Lei (His Mistress, His Terms) da autora Trish Wylie.
Personagens de Masashi Kishimoto.
Boa leitura! :D
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Capítulo 11 - Descobertas e Talvez o Fim...
O chalé era tão pequeno que parecia uma cabana. E tantas árvores e arbustos tinham crescido ao redor durante os anos que quem não conhecesse o lugar mal poderia avistá-lo. Sakura riu, aliviada.
Talvez não fosse tão mágico quanto a sala favorita de Sasuke na mansão, mas era o lugar favorito dela, o esconderijo da época de adolescente. Ninguém os interromperia lá. E ela poderia gritar à vontade...
A voz profunda de Sasuke soou quando ambos saltaram sobre galhos em favor de um caminho gramado mais macio.
— Que lugar é este?
Ela sorriu quando olhou por sobre o ombro.
— É o meu esconderijo. — Sakura entrelaçou os dedos nos dele e o puxou para a frente. — Todo meu. Este era meu lugar de "fuga" de toda a loucura.
— Você precisava fugir?
Sakura suspirou, não querendo perder o momento sexual ao falar sobre o mundo "não muito perfeito" no qual crescera.
— Às vezes.
— De seus pais?
— Sim. Tente ser um adolescente onde as conversas durante o jantar giram em torno de orgasmos profundos e alinhamento de chakras, e você vai querer cinco minutos para se esconder. Não pode correr mais rápido, Sasuke?
Ele devia ter ouvido a irritação na voz dela, porque parou completamente e a puxou para os braços antes de informá-la:
— Depois de toda essa espera, não faremos a coisa de forma apressada, Haruno. Vamos nos amar devagar, vamos explorar...
Sakura suspirou.
— Muitas explorações não serão necessárias, confie em mim. Depois daquela aula tola...
Ele a beijou de modo ardente e demorado, efetivamente calando-a e provando o próprio ponto de vista ao mesmo tempo.
Mas ela sorriu contra a boca de Sasuke.
— Tudo bem. Contanto que você esteja dentro de mim e terminemos o que começamos, ficarei feliz.
Ele ergueu um pouco a cabeça, a voz rouca.
— Você estava perto, não estava?
Sakura recomeçou a andar, levando-o consigo.
— Muito perto.
— Vou agradecer à sua mãe durante o jantar.
Ela riu enquanto abria a porta.
— Se você fizer isso, eu o matarei e deixarei seu corpo nesta floresta.
— Você não vai fazer isso. Precisa deste corpo.
Mais do que ele poderia imaginar. Mas não apenas o corpo de Sasuke. Precisava dele. Como jamais precisara de alguém. E uma parte dela o detestava por isso... A parte que sentia muito medo.
Mas poderia lidar com aquilo mais tarde. No momento, apenas queria se perder em Sasuke.
Sakura soltou a mão dele para pegar um cobertor, jogando-o sobre a cama estreita de ferro fundido antes de se voltar para olhá-lo.
Sasuke estava analisando as redondezas, com as sobrancelhas arqueadas, quando se aproximou.
— Você ainda usa este lugar?
— Quando venho visitar meus pais, sim. — Ela começou a desabotoar a blusa. — Podemos falar menos agora?
Ele parou as mãos dela, prendendo o olhar ao dele.
— Eu faço isso.
Então Sakura começou a desabotoar a camisa dele, os dedos roçando contra a pele quente, o corpo latejando em antecipação, até que havia botões abertos o suficiente para que ela pudesse tocar o peito largo com a boca.
Podia sentir o coração de Sasuke batendo forte contra os lábios, ao mesmo tempo em que usava as mãos para abrir os botões inferiores da camisa. Ela o queria com tanto desespero que chegava a doer.
Quando Sasuke abriu-lhe a blusa e segurou ambos os seios, Sakura gemeu em quase agonia. Ele praguejou baixinho.
— Você me deixa louco, sabe disso, não sabe?
— Hã-hã.
Ela lhe desabotoou o jeans, as mãos tremendo quando desceram o zíper e sentiram a longa extensão da virilidade. Queria-o tanto dentro de si que podia sentir o corpo chorando de desejo.
Polegares quentes provocaram-lhe os mamilos com gentileza. Mas Sakura não queria gentileza agora. Queria que ele a tomasse de modo ardente e apressado, para que pudesse aliviar a pulsação interna.
Pondo ambas as mãos no cós do jeans, desceu calça e cueca ao mesmo tempo. Mas Sasuke liberou os seios e entrelaçou os dedos nos dela, deixando os braços dos dois nas laterais do corpo.
— Devagar, Haruno. — A voz profunda era rou ca. — Olhe para mim.
Ela já o olhara o bastante na aula tola dada pela mãe. Gemendo em protesto, arqueou as costas, de modo que a barriga se pressionasse contra ele, moveu os quadris e sorriu triunfante quando Sasuke gemeu.
— Olhe para mim.
Oh, pelo amor de Deus! O que ele queria dela? Não era o bastante o fato de desejá-lo tanto? Com relutância, ergueu a cabeça e lhe encontrou os olhos.
— O que foi, Sasuke?
Mas ele não respondeu. Apenas fitou-a com aquele início de sorriso que sempre a perturbava.
Porque lá estava mais uma vez: a intensidade do olhar que lhe roubava o fôlego e a fazia sentir como se estivesse se afogando. Sakura sentiu o corpo começar a tremer, quase como se estivesse com frio, um contraste marcante ao calor que queimava a pele. E ele podia causar tudo aquilo com um único olhar.
Sasuke franziu o cenho de leve.
— Aí está aquela expressão novamente.
— Sasuke... Eu não quero conversar agora.
— Eu sei, mas você precisa diminuir o ritmo para mim. Estou por um fio. E se me tocar, não haverá tempo suficiente para pôr proteção. Deixe-me fazer todo o trabalho desta vez. Confie em mim para tornar tudo ainda melhor do que antes.
Ela ergueu o queixo de modo desafiador.
— Não precisamos de proteção. Já cuidei disso.
— Desde quando?
— Desde depois de duas semanas que eu o reencontrei. — Sakura deu um sorriso travesso, a voz baixando para um sussurro rouco quando estendeu os braços de ambos na lateral e deu um passo à frente para lhe roçar o peito com os seios.
— Não há nada no caminho... Você não pode negar que quer isso. Pense em como vai ser quando estiver dentro de mim — sussurrou Sakura no ouvido dele.
Sasuke praguejou baixinho: estava cedendo em um novo nível. E ela pôde ver isso nos olhos negros quando se inclinou para trás. Depois mordiscou o lábio e sorriu, convencida de que obteria a velocidade que queria, a versão que a faria se esquecer de todas as emoções borbulhando dentro de si.
Com um gemido longo, ele encostou a testa na dela, impulsionando ambos em direção à cama.
— E agora nós realmente precisamos ir devagar.
Não... Não devagar. Por favor, não devagar. Quando Sakura abriu a boca para protestar, Sasuke silenciou-a com um beijo ardente, enlouquecendo-a de prazer. Ela lutou para libertar as mãos, mas ele não permitiu, movendo o ângulo da cabeça e beijando-a de forma ainda mais profunda.
Sakura sentiu o coração mover-se dentro do peito. Era uma sensação estranha e intensa, e com aquela boca torturando a dela, ela não podia respirar mais, e com as mãos presas, não podia tocá-lo para se ancorar quando o chão pareceu se mover.
Uma forte emoção se construiu no peito dela, estava tonta, se afogando. Por favor, Sasuke.
Quando ele lhe liberou as mãos e ambos removeram as roupas de forma frenética até que não houvesse nada no caminho, Sasuke beijou-a repetidamente, fazendo-a pensar que venceria aquela batalha.
Mas no momento em que ele a colocou sobre a cama estreita e se deitou ao lado, ele lhe emoldurou o rosto com as mãos e os polegares roçavam os lábios, enquanto olhava-a com intensidade.
Sakura tentou puxar a cabeça dele para mais perto.
— Não. Olhe para mim.
Tirando uma das mãos do rosto dela, Sasuke levou-a ao seio, provocando o mamilo com os dedos e a fazendo se contorcer em resposta.
— Olhe para mim.
Sakura sentiu a frustração. Ele sempre a estava pressionando. Podia ser muito mandão. Ainda não sabia que ela não era o tipo de mulher que podia ser mandada?
Quando ela tentou tocá-lo outra vez, Sasuke liberou o seio e guiou a mão dela para acima da cabeça, envolvendo os dedos de Sakura ao redor de uma das barras de ferro da cabeceira.
— Você não pode me olhar, pode?
Ela fechou os olhos, mordendo o lábio no instante em que ele ergueu a outra mão e a prendeu ao redor da barra.
— Por que ainda está escondendo alguma coisa de mim?
— Sasuke... — Sakura falou entre dentes cerrados, as pernas se contorcendo ao sentir um dedo quente acariciando o centro úmido.
Sasuke abaixou a cabeça e descansou o rosto contra o dela para sussurrar:
— Eu já lhe disse o quanto adoro o fato de você estar sempre pronta para mim? — Ele continuou tocando-a intimamente, enquanto sussurrava palavras sedutoras no ouvido: — Mesmo quando você tenta esconder seus pensamentos... Seu corpo nunca mente. Olhe para mim, Haruno.
Sakura manteve os olhos fechados e gemeu alto quando o corpo explodiu num orgasmo tão poderoso que a deixou tremendo mais do que antes.
Sasuke ergueu a cabeça, e murmurou em surpresa.
— Eu mal a toquei.
— Eu lhe disse o quanto estava perto antes. — Ela abriu os olhos e o encarou. — Não que você estivesse ouvindo.
Assim que Sakura soltou as mãos da cabeceira, ele olhou para cima.
— Deixe suas mãos aí. Não acabei ainda.
Ela estava prestes a protestar quando a cabeça dele abaixou e a boca se fechou ao redor do mamilo, lambendo com sensualidade. E Sakura não teve escolha senão segurar na barra da cama com mais força.
Balançou a cabeça de um lado a outro e lutou contra a nova onda de emoção, querendo que a agonia acabasse, e também desejando que nunca acabasse.
Sasuke liberou o seio para beijar-lhe o ventre, a mão grande se movendo entre os joelhos dela para abrir mais as pernas.
Sakura levantou um pouco a cabeça.
— Sasuke!
Ele olhou para cima, sem parar de beijar a barriga:
— O pedido de Cinderela está na minha cabeça por uma semana...
— Se você fizer isso...
— Eu sei. Essa é a ideia. Este corpo não lhe pertence mais... É meu.
— Sasuke, você não pode... Oh. — Sakura ia lhe dizer que ele não podia possuí-la como se ela fosse algum objeto inanimado, mas a reação ao primeiro toque da língua quente a teria feito mentir. Assim como os sons que emitiu quando Sasuke continuou acariciando a feminilidade com a boca e a língua. Ele a estava matando!
Mas mesmo enquanto se entregava às sensações indescritíveis, sabia que estava perdida. Como se uma parte dela tivesse se rendido e jamais pudesse ser recuperada.
— Sasuke... Pare. Não, não pare. Oh, meu Deus.
— Hum-hum? — A vibração da voz rouca a levou à extremidade de novo, e Sakura gritou.
Manteve os olhos fechados. Aquilo era demais. No segundo em que decidira ter um caso com Sasuke tinha sido o começo do fim. Não era mais Sakura... Apenas Haruno, a Haruno dele. Era assim que se sentia.
Lutou contra as lágrimas porque não poderia lhe dar isso também.
A voz de Sasuke soou mais perto e ela pôde sentir a virilidade dele posicionada entre as pernas macias.
— Olhe para mim, Haruno.
— Não posso.
Sakura sentiu a cama balançar, enquanto ele apoiava o peso do corpo sobre os braços e deslizava lentamente para o interior dela.
— Sim, você pode.
— Sasuke, por favor. — A voz era trêmula e parecia suplicante aos próprios ouvidos.
Ele deslizou até quase deixá-la, os braços tremendo, a respiração ofegante e descontrolada.
Ocorreu a Sakura que, em pelo menos uma coisa, eles eram iguais. Ela podia excitá-lo com a mesma intensidade e rapidez que Sasuke a excitava, não podia? Para testar a teoria, enquanto engolia o nó de emoção, contraiu os músculos internos, e o movimento arrancou um gemido quase estrangulado do peito de Sasuke.
— Haruno, olhe para mim!
Ela sorriu, determinada a encontrar forças para torturá-lo em retribuição a tudo que ele a fizera sentir. Então reprimiu a emoção e abriu os olhos.
O rosto de Sasuke estava vermelho, os olhos com intenso brilho, os lábios entreabertos. E ele movimentou os quadris, gemendo quando Sakura contraiu os músculos e o comprimiu mais uma vez.
Agarrando-se à barra de ferro com mais força, ela dobrou os joelhos, firmou os calcanhares no colchão e acelerou o ritmo dos movimentos.
Não deveria ter aberto os olhos. Não deveria olhar para aquele rosto maravilhoso.
Sakura viu a batalha interior naqueles olhos quando o corpo dele enrijeceu para a libertação. E então a imagem nublou, enquanto sentia o nó construído no baixo ventre se desfazendo, onda após onda de prazer cascateando e lavando a dor.
Foi quando o ouviu gemer num alívio, quando sentiu a onda de calor dentro de si. E quando finalmente tomou consciência das lágrimas escorrendo pelo próprio rosto.
Sasuke permaneceu imóvel, uma súbita chuva que escorria do telhado do chalé preencheu o silêncio, e Sakura fechou os olhos dando um suspiro. Não queria estar tão apaixonada.
As palavras murmuradas com suavidade a despedaçaram.
— O que houve?
Ela meneou a cabeça, liberando as mãos da cabeceira para empurrar o peito largo.
— Não pergunte. Pelo menos desta vez.
— Não posso, Haruno. — Mas saiu de dentro dela de qualquer forma, como se entendesse a necessidade de espaço.
Movendo-se depressa, Sakura desceu da cama para reunir as roupas e enxugar as faces úmidas. Sasuke respirou fundo.
— Nós precisamos conversar.
— Não, não precisamos.
— Sim, precisamos.
Sakura praguejou, esquivando-se da mão estendida e se vestindo. Nunca tivera problemas com nudez antes, mas após aquela conexão de almas, sentia-se mais nua do que nunca. E precisava da cobertura como uma defesa extra, enquanto tentava lidar com as emoções.
— Não quero conversar. Eu lhe disse que não queria conversar quando chegamos aqui.
— Alguma coisa acaba de acontecer e quero saber o que é.
— E Sasuke Uchiha sempre consegue exatamente o que quer, não é?
Sasuke franziu o cenho enquanto vestia o jeans.
— O que isso significa?
Ela inclinou a cabeça e quase gritou.
— O que você acha que significa?
— Eu não estaria perguntando se soubesse.
Sakura fez uma careta.
— Esqueça isso. Pelo menos por uma vez, pare de me pressionar!
Ela o detestou pelo tom vulnerável na voz quando ele respondeu:
— Eu não posso.
Porque a expressão de Sasuke, combinada ao tom de voz, indicava que ela o magoara, e, apesar do que estava fazendo e dizendo, Sakura não queria magoá-lo.
Somente não queria amá-lo tanto.
Então meneou a cabeça e foi até a porta. Enquanto Sasuke pegava a camisa, abriu-a e saiu correndo na chuva.
— Espere! Haruno... Espere um minuto!
Tentar correr mais rápido do que alguém que estava acostumado a correr em maratonas provavelmente não era a decisão mais sábia que ela já tomara, mas conhecia melhor o caminho, então correu e correu sem pensar.
Mas quando abriu a porta e colidiu com o pai, Sasuke parou bem atrás, ambos com a respiração ofegante.
Sakura tentou passar pelo pai, mas ele lhe segurou o braço e a encarou por um momento antes de movê-la para trás de si e gesticular com a cabeça, indicando que Sasuke entrasse.
Ela o olhou parado do lado de dentro da casa, a camisa abotoada errada, o peito se movimentando com a respiração dificultada, pingos de chuva no rosto. Porém, logo engoliu em seco e desviou os olhos. Doía muito olhar para ele.
— Qual de vocês vai me contar o que está acontecendo? — O pai de Sakura examinou os rostos dos dois antes de, automaticamente, colocar-se em defesa da filha, apontando um dedo acusador para Sasuke.
— Ele fez alguma coisa?
Sakura liberou o braço.
— Não.
— Parece que ele fez.
— Eu... — Sasuke silenciou-a com um olhar.
— Estou falando com minha filha. — Ele olhou para Sakura. — Então, o que está acontecendo?
— Papai... Ele não fez nada. Eu só preciso de algum espaço. Não posso pensar quando Sasuke está por perto. Ele é tão... Ele não fez nada errado. Por favor, esqueça isso.
Ela viu o brilho de compreensão nos olhos do pai, o que a deixou ainda mais furiosa.
— Por que vocês todos não podem me deixar em paz? Por que é preciso conversar sobre tudo? — Ela deu um suspiro frustrado. — Nem todo mundo quer ter cada pequeno sentimento analisado e depois alinhado às forças cósmicas!
Quando Sasuke tentou segui-la, um braço foi estendido e lhe bloqueou o caminho.
— Deixe-a. Já vi isso. Se você continuar pressionando, ela só vai lutar com mais força. Sakura sempre foi independente, quer tomar as próprias decisões.
Sasuke suspirou e passou uma das mãos sobre o rosto.
— Eu precisava dessa informação um pouco mais cedo.
O celular de Sasuke tocou, quebrando o silêncio. E ele sorriu numa expressão de desculpas quando tirou o telefone do bolso para desligá-lo.
— Atenda a ligação.
— Não, é...
O homem mais velho insistiu.
— Vá em frente, Uchiha. Tenho a impressão de que teremos muito tempo para conversar, a julgar por este episódio.
— Espero que sim.
— Atenda seu telefone. Provavelmente há alguma crise nacional que você precise evitar ou alguns trabalhadores em greve com quem negociar.
— Arquitetos não têm esse tipo de problema.
— Hum.
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— A explosão de raiva passou, minha querida?
Sakura ignorou o tom de voz alegre da mãe.
— Você sabe onde Sasuke está?
— Oh, deve estar colocando as coisas no carro. Ele veio se desculpar pela partida antecipada. — Ela continuou pondo a comida em travessas. — Ele me trouxe um adorável presente de aniversário. Você viu?
— Sasuke está partindo?
— Sim, algum problema com o hotel, aparentemente. Eu falei que nos veríamos de novo em Dublin, então... — Ela estava falando sozinha.
Sasuke a viu se aproximar e respirou fundo, preparando-se.
Sakura parou a alguns passos de distância com os braços cruzados sobre o peito.
— Sem ao menos se incomodar em se despedir?
— Teria feito isso se soubesse onde você estava. Eu me despedi de seus pais. — Ele jogou a sacola no porta-malas, ainda incapaz de encará-la. Porque, se a olhasse, aquilo iria doer.
— Então você arranjou uma desculpa para partir?
— Não. Recebi um telefonema de Naruto. Há um incêndio nos andares superiores do Pavenham e...
— Um incêndio? — Sakura deu um passo e descruzou os braços. — Houve muitos danos?
— Naruto falou que não foi tão grave. Alguém deixou um dos grandes aquecedores ligado durante a noite. E alguma coisa deve ter caído em cima dele. Mas preciso ver por mim.
Sasuke arriscou um olhar quando fechou o porta-malas e rodeou o carro... E detestou por ela ter erguido o queixo e cruzado os braços de novo.
— Então você está usando isso como uma rota de escape.
Ele comprimiu os lábios.
— Não terei outra discussão com você. Estou lhe dando espaço. Talvez seja o que precise nesse momento.
Quando Sakura não respondeu, ele abriu a porta do motorista. Apenas para ser detido pelas palavras:
— Bem, você viu por si agora. Sabe que nossas famílias são muito diferentes, então está...
A porta foi batida com violência e Sasuke virou-se, a expressão furiosa.
— Isso não tem nada a ver com nossas famílias ou com o fato de que eles vão ou não se matar durante um almoço de domingo... Portanto pare de se esconder atrás disso! Qualquer que seja o problema, está na sua cabeça. E posso lutar por isso, Sakura, mas não posso lutar sozinho!
Ele viu a breve hesitação dela. Mas quando tentou tocá-la num impulso, Sakura afastou-se, erguendo o tom de voz.
— Pare com isso, Sasuke! Você tem pressionado e cruzado todos os limites para vencer esta batalha, e para mim basta! Por que não podia simplesmente ter deixado as coisas como estavam?
Ele inclinou a cabeça e respondeu:
— Por que você acha?
— Eu não perguntaria se soubesse. — Sakura devolveu as palavras dele, descruzando os braços para gesticulá-los. — Isso é tudo um grande jogo para você, não é? Posso ser quem você quer, Sasuke, mas não sou quem você precisa! Porque jamais serei o tipo de mulher que vai se encaixar na sua vida perfeita. Como pode não ver isso?
Ele riu com incredulidade.
— Perfeita? Você acha que minha vida é perfeita? De onde tirou isso?
— É claro que é perfeita! Você é o menino de ouro Uchiha! Até mesmo sua irmã teve problemas para acompanhá-lo. Tudo vem muito fácil para suas mãos e...
— Fácil? É assim que você pensa? — Ele praguejou. — Acha que não trabalho duro para conquistar cada vitória? Acha que não tenho lutado por isso! Porque vou lhe dizer uma coisa, Sakura: nunca lutei tão arduamente em qualquer relacionamento. Jamais!
— Somente porque sou um tipo de desafio! Você não precisa do caos que eu levaria para sua vida... Porque, acredite, Sasuke, eu levaria. Minha vida sempre foi um glorioso tipo de caos. E adoro isso!
— E como sabe do que eu preciso? — questionou ele. — Você é tão especialista em relação à minha vida, então fale do que eu preciso.
— Você não precisa disto!
Sasuke fez uma careta.
— Tem razão, não preciso disto! Mas então, independentemente de quantas vezes eu a questiono, você não me conta o que é isto.
— E lá está você me pressionando de novo.
Ele precisou de cada gota de controle para não continuar gritando. E levou mais de um minuto para que pudesse se controlar antes de olhá-la novamente. Então focalizou as árvores atrás da casa e as flores em vasos no peitoril das janelas, enquanto cerrava os dentes e combatia as emoções.
Deu um passo, o olhar fixo no topo da cabeça de Sakura, a voz baixa e ainda emocionada.
— Cansei de pressionar. Tenho enfrentado uma batalha constante desde que a conheci, e agora basta.
— Então é um rompimento.
— Não, isto sou eu lhe dizendo que não haverá mais pressão. Estou lhe dando o espaço de que precisa para refletir. E talvez você me conte o que passa por sua cabeça.
Ela meneou a cabeça.
— Não é espaço que quero...
Sem poder evitar, Sasuke praguejou com violência.
— Você não sabe o que quer, sabe? E talvez, na realidade, não seja de mim que precisa. Talvez necessite de um homem mais forte que eu, porque por mais que eu tente evitar, estou sempre atravessando seus limites, certo? E o problema é que não posso lhe prometer que pararei de fazer isso um dia.
— Por que, Sasuke? Por que não podemos ser como éramos, quando apenas ríamos, brincávamos e fazíamos sexo incrível?
Sasuke inclinou-se até que o rosto estivesse acima do dela.
— Quando você descobrir a resposta, talvez me procure. E se não fizer isso, então entenderei.
Ele voltou para o carro, a mão na porta enquanto tentava forçar o coração a diminuir o ritmo.
Então se virou mais uma vez, puxando-a para si de maneira tão abrupta que Sakura quase perdeu o equilíbrio. Passou os braços ao redor dela e a beijou, colocando tanta raiva, frustração e desejo nos lábios quanto era fisicamente possível, em seguida a liberou.
— Isto foi para o caso de você não me procurar.
Sakura permaneceu imóvel e observou-o entrar no carro e partir sem olhar para trás. Mesmo quando começou a chover, ela ficou ali, envolvendo os braços ao redor do corpo e tentando parar de tremer, lágrimas escorrendo pelas faces. Finalmente deixou o primeiro soluço escapar, olhando para o céu enquanto a chuva batia no rosto.
E não sabia há quanto tempo estava parada lá quando uma voz soou ao lado.
— Eu lhe trouxe um chá de camomila.
Ela riu entre as lágrimas quando olhou para a mãe.
— Não vai resolver desta vez.
— Você está perdidamente apaixonada por ele, não está?
— Sim. — Sakura fungou e levou as mãos ao rosto para secar as lágrimas. — Terrivelmente.
— E você sabe como ele se sente?
— As vezes acho que sei, mas ele parece ter o mesmo problema de comunicação que eu quando se trata de emoções verdadeiras.
Então lhe ocorreu que aquilo era um defeito, não era? O que o tornava menos perfeito... E tão humano quanto ela. Porque talvez, apenas talvez, quando alguém amava profundamente, significava que queria proteger o coração do sofrimento. E se Sasuke a amasse a metade do que ela o amava...
O que havia acabado de fazer? Teria perdido todos os sinais? O que não tinha visto que estivera lá o tempo todo?
— Hum. — A mãe uniu os braços de ambas. — Você viu o presente de aniversário que Sasuke me deu?
Oiii galerinha! Mil perdoes pela demora!
Mas para compensar postarei este e o último capitulo juntos!
Bjaaaaaao Gente!
