Avisos:

Não liguem aos graus de parentesco para lerem esta fanfiction.

Tanto as personagens de Card Captor Sakura bem como a história não me pertencem... mas som pertencem respectivamente a CLAM ... e a Marion Mckenna..

Espero que gostem desta história bem como eu gostei, por isso resolvi posta-la.

Resumo

Quando Sakura Kinomoto regressou a Tomoeda depois da morte da sua mãe, pensou que o passado estava definitivamente enterrado. Que ninguém recordaria já o escândalo depois do qual se vira obrigada a abandonar a aldeia sete anos antes. Que nunca lhe chamariam como antes, " a amante do cigano ". Mas Sakura enganava-se. Alguém tinha esperado por ela dia após dia, mês após mês, ano após ano, ansioso por vingança. Alguém que a havia amado loucamente e que se sentia morrer quando ela rompera o pacto de amor eterno que, na juventude, ambos haviam selado ao luar…

Ninha Souma: pois mas parece que a Saki ama mesmo o Li …. Ele é orgulhoso demais por isso trata a irmã assim …. Mas ele vai melhorar vai ver….. também queria muito torturá-lo mas a história é assim bbaaaaahhhhhhhhhh . ela o ama mesmo por isso é que o perdoa… porque ele no fundo tem rancor porque pensa que ela rompeu o pacto de amor que eles fizeram porque quis…. Já tou actualizando looool

A minha prenda para vocês é postar os últimos 3 capitulos …. Espero que gostem lol

Feliz Natal

Capitulo 11

-Tem a certeza do que me está a dizer? Não será que a rapariga se limita a dar uns passeios por ai? – Perguntou Shaoran quando a tia Tomo lhe contou que a sua governanta saía todas as noites ás escondidas pela janela.

-Duvido que uma mulher bonita como ela vá apanhar frio sem razão. Que eu saiba, já quando era jovem era dada a muitos passeios pelo rio…

Shaoran mordeu os lábios para não insultar aquela velha que, de forma tão estúpida, o censurava pelo romance passado com Sakura.

E para que aquela bruxa não continuasse a humilhá-lo, fingiu que lhe era completamente indiferente tudo o que ela lhe estava a dizer.

-Pois eu pago-lhe para trabalhar durante o dia e pouco me importa com quem se encontra à noite.

-É que eu não acho próprio que ela se encontre com homens na tua propriedade, ainda mais quando a minha filha se vai tornar a dona da casa.

-E que importância tem para ela um deslize de uma empregada?

-Pode dar mau exemplo. A minha filha é uma rapariga inocente – Acrescentou a velha, fingindo ignorar a intimidade existência entre Meyling e o seu noivo.

-Pode ser que tenha razão, Tomo. Eu encarrego-me de resolver o problema.

-Vais despedi-la?

-Quando tomar uma decisão você será a primeira a saber – Afirmou ele com autoridade.

Shaoran estava indignado. Em primeiro lugar com Sakura, que na verdade, mataria se de facto tivesse um amante. Mas, alem disso, estava farto de Meyling e da sua numerosa família, já que nos últimos tempos a velha punha e dispunha como se a casa fosse sua e todas as raparigas abusavam da sua generosidade gastando fortunas em roupas que nunca usariam.

Uma vez que não se deslocavam sozinhas à cidade encomendavam modelos caríssimos de Nova Iorque. Inclusivamente Meyling, que a princípio se mostrava dócil e activa, passava agora os dias a dormir e aos fins-de-semana queixava-se de tédio.

-Estou farta de estar aqui fechada. Quando casarmos quero fazer uma grande viajem, sem irmãs nem primas. Também quero ter um automóvel e assim poderei passear quando estiveres fora de casa.

-Primeiro precisas aprender a conduzir e a melhorar o teu inglês, querida – Tinham sido as duras palavras de Shaoran.

Alem disso, desde que Sakura vivia naquela casa já não desejava Meyling como antes. Apenas a visitara nos seus aposentos uma ou duas vezes nos últimos três meses e não tinha sido com grande convicção.

Meyling era bonita. Tinha uma cintura deliciosamente estreita, a pele macia e era carinhosa com ele entre os lençóis. No entanto, era um pouco passiva para os gostos dele. Claro que de todas as formas casaria com ela.

Mas antes de pensar em casamento tinha uma conta a ajustar com Sakura, uma conta que lhe tinha dado cabo da juventude e que ainda hoje o atormentava. Do que ele necessitava verdadeiramente era de a possuir. Supunha que assim a sua obsessão por ela desapareceria e deixaria de a desejar.

Primeiro iria segui-la para verificar se ela tinha de facto um amante. Depois, se isso fosse verdade, torná-la-ia sua. Por fim despedia-a e punha-a fora de casa, uma vez que a sua conduta indecente permitia das por terminado o contrato que tinham assinado.

Foi assim que Shaoran Li, um homem jovem e rico, se escondeu no seu próprio jardim nessa mesma noite com o olhar fixo na janela de Sakura.

Quando a rapariga saltou a janela com os sapatos na mão e se escapuliu em bicos de pés, tomando o caminho que dava para o rio, ele seguiu-a a uma distância prudente.

Era sexta-feira, havia lua cheia e estava muito frio. Mas alem disso não era uma sexta-feira qualquer pois fazia sete anos desde o pacto de amor que Sakura Kinomoto e Shaoran Li haviam celebrado.

Sakura estava triste, muito triste. Shaoran casar-se-ia em breve com Meyling e ela passaria o resto da vida com o pai.

Nunca lhe passara pela cabeça gostar de outro homem como, por exemplo,Eriol Hiiraguisawa. Mas o seu amigo estava loucamente apaixonado por Tomoyo, e Sakura sabia que também Tomoyo estava entusiasmada com o seu carinhoso protector.

Para não fazer esperar Eriol, Sakura acelerou o passo. Estava, mais nervosa do que era habitual. Talvez fosse a lua cheia que tivesse influência no seu estado de ânimo.

Mas sentia-se observada. Quando viu Eriol á sua espera tranquilizou-se. No entanto, nessa noite, Sakura não se distraiu como era costume com os relatos de Tomoyo. Por isso deixou mais cedo aquela carinhosa companhia e regressou ao seu quarto, disposta a abraçar a almofada, como tinha feito durante todos aqueles anos.

Ver Sakura com aquele homem tinha despertado em Shaoran um odeio que ele pensava já ter superado.

Escondido no bosque, observou os namorados desaparecerem no bosque e não foi capaz de os seguir, pois sabia que se os visse beijarem-se ou fazer amor acabaria por os matar.

No dia seguinte à sua discussão com Tomoyo mandara um dos empregados de confiança verificar o paradeiro da rapariga. Era sua irmã e não a deixaria numa situação crítica. Claro que a sua ajuda seria anónima pois preferia que Tomoyo o considerasse um canalha do que algum dia ser acusado por um dos seus não ter honra.

Estranhava que os seus homens não tivessem descoberto o paradeiro da irmã. Esperava que ela estivesse bem, longe da polícia.

Esqueceu por momentos aquele problema e recordou Sakura a cumprimentar o misterioso homem que a aguardava. Quando os imaginou a atravessar o bosque de mão dada, fez-lhe um nó na garganta.

Desesperado, mergulhou a cabeça no rio. O frio permitiu-lhe pensar e tomar uma decisão.

Tal como havia planeado antes, esperá-la-ia no seu quarto. Nessa mesma noite tomaria posse do seu corpo, ainda que ela levasse na pele o cheiro de outro e o sabor do outro nos lábios.

Shaoran Li regressou a casa, envolto na escuridão, como um bandido.

Avançou em bicos de pés até ao quarto de Sakura. Fechou a porta à chave e aguardou com a calma de um caçador que sabe ter a presa segura.

Ela não se fez esperar.

Ele admirou a sua figura delgada quando ela entrou pela janela. Era bela, sem dúvida. E mais bela lhe pareceu quando fechou a janela, cerrou as cortinas e se despiu.

Shaoran nem sequer esperou que ela vestisse a camisa de dormir. Desligou o candeeiro e saltou sobre ela.

A mulher quis gritar mas ficou paralisada pelo medo. Primeiro medo, depois a surpresa.

Porque reconheceu o cheiro do seu homem logo que ele a empurrou sobre a cama, assim como reconheceu o doce gosto dessa boca tão amada, quando uma língua exigente lhe separou os lábios e lhe começou a percorrer a boca.

Era Shaoran.

Shaoran que a beijava, que a mordia, lhe apertava os mamilos, lhe afastava as pernas e lhe acariciava o sexo com uma impaciência muito diferente do passado. Ele não tinha a mesma consideração que o homem que tinha respeitado a sua virgindade.

Assustava-a, mas ao mesmo tempo despertava nela um fogo mais intenso. Os seus lábios eram mais ásperos. Os seus beijos agressivos. As suas mãos agarravam-na com demasiada força e tirara-lhe as calcinhas com rapidez. Sakura mordeu os lábios para não gritar de dor e prazer. O sexo do homem penetrava-a com ansiedade e determinação. Tratou de se descontrair, de sentir o clímax que se aproximava, lento depois da dor que a tinha atravessado.

Depois de morrer de dor julgou morrer de prazer. E Shaoran voltou a entrar nela varias vezes. Sakura não quis perguntar-se o que estava a acontecer nem por que razão ele a possuía daquela forma selvagem. Também não foi capaz de imaginar o que sucederia depois entre eles.

A quem poderia importar o futuro quando o presente lhe oferecia tal prazer?

Provavelmente tão-pouco quis ele perguntar-lhe alguma coisa, pois ao faze-la sua manteve-se em silencio. Tinha julgado que a primeira vez entre eles seria uma delicada posse e não aquela sede insaciável, aquela busca frenética de uma satisfação que não parava de o deixar feliz. Possuir aquela mulher era morrer uma e mil vezes.

Perdê-la também seria morrer. Amava-a com desespero, com loucura.

Tanto que até pensava estar a ser vítima de uma alucinação pois quase poderia julgar que Sakura era virgem. Mas ela tinha sido casada e agora tinha um amante, por isso Shaoran pôs essa ideia de parte.

Uma vez satisfeitos os seus apetites, saiu daquele quarto enquanto pronunciava palavras que tiraram a jovem violentamente do seu êxtase.

-Dou-te uma hora para que desapareças. Se não me obedeceres esta será a ultima noite da tua vida.

-Não percebo. Então o que significa o que se passou agora entre nós?

-Há sete anos, em casa dos teus pais, eu devia ter feito o que fiz hoje. Assim talvez me tivesses respeitado e não te tivesses casado com esse velho.

-Continuo a não entender. Então, porque esta noite?

-É a minha vingança. Desta vez sou eu quem vai casar mas quis ver como eras na cama. Apanhei uma desilusão pois pensei que fosses uma mulher mais ardente. Põe-te a andar, Sakura, pois não quero ofender a minha noiva com a tua presença aqui.

-Não te preocupes – Respondeu. – Eu vou.

-Quero-te fora da minha propriedade. Vou soltar os cães esta noite e se te apanham…

Sakura estremeceu. Algo na voz dele lhe provocou pânico. Evidentemente que o ódio dele era maior que o desejo.

Na verdade, não acreditava que Shaoran fosse capaz de lhe fazer mal… mas o risco era grande. Levou-se rapidamente, vestiu-se e saiu. Durante uns minutos tocara o céu mas agora estava de novo no inferno.

-Acalma-te Sak, acalma-te – insistiu Tomoyo enquanto vestia o miúdo e preparava um pequeno saco.

-É que não resisto a isto, Tomoyo. Amo-o.

-E ele ama-te a ti, Sakura, mas o seu orgulho é mais forte.

-Não estou segura, amiga. Ele disse que eu o tinha decepcionado esta noite.

-E tu acreditaste?

-Não sei, Tomoyo, é possível. Tu bem sabes que eu nunca tinha estado com outro.

-Deverias ter-lhe dito.

-Tive vergonha.

-Porquê?

-Porque estive casada.

-Pois quem deveria envergonhar-se era quem esteve casado contigo.

-É melhor não falarmos dele.

-Está tudo pronto. Vamos?

-Sim, temos de ir depressa. Corremos perigo.

E as duas mulheres começaram a andar pelo caminho junto ao rio. Uma vez fora da propriedade de Shaoran, sentiram-se mais aliviadas.

-Toma conta do Peter – Disse Tomoyo. – Eu vou buscar uns ramos secos e faremos uma boa fogueira como nos velhos tempos.

Sakura sentou-se então, apoiando as costas contra uma árvore. Abraçou o pequeno com ternura e começou a entoar uma canção para o adormecer. Imaginou-se de regresso ao Canadá. O melhor seria ir com Tomoyo e Peter. Por algum motivo era sua amiga, a sua melhor amiga, sua irmã.