Olá! Bom, depois de quatro anos, eu finalmente tomei vergonha na cara e voltei a escrever essa fic. Não vou explicar todos os motivos que me levaram a esse hiatus tão grande por mais que vocês mereçam essa explicação, eu só posso pedir perdão mesmo por ter demorado tanto. Eu não queria que essa atualização tivesse demorado, mas acabou acontecendo. Sei que a maioria esqueceu do que acontece na fic, então fiquem firmes que eu escrevi um resumão antes do cap começar!
Ah, e espero que as pessoas que certa vez acompanharam a fic ainda tenham interesse em ver ela terminar. Sei que é pedir demais, mas não me abandonem agora que voltei, prometo que dessa vez a coisa vai :) (Até porque eu já tenho o próximo cap pronto!)
Obrigada a todas as reviews, foram todas lindas e maravilhosas. Muitas me fizeram rir, me deixaram com uma sensação boa no peito e todas aquelas pessoas que me tratavam com intimidade... Só quero falar que CONTINUEM! SHUAHUSAHSUHAHUS Gosto demais de fazer amizades. Espero rever todas nos próximos capítulos ein! Então um obrigada ENORME à Loli, Kate Simon Cullen (Paaaam!), Rafinhaa, -Granger , Misa3000 , Bibi, Cecilia23 , Paola Moura , Maria Clara Sifuentes, Jens Zero, Izz Masen , Adorable Anna, nessinha, Joanna Prado, Camilinha EGO, Dada Cullen, Hebe, Steufss, Regina Swan Cullen , aline, Tamiris R , ItGirl, kagome sami , Agome chan, daniidomene , carol s, Elise Garcia, Angelica Nunes, Lucia2, Annie, , Alice Roberts, Amanda C. Cullen, Annyllorak , nathyzenha, vnia J, Cammy, Amaanda Roolim , mary alice, Dayane Cullen, gby00, , Katryna Greenleaf (Katyyyy você sumiu! KD tu minha amiga D:), Alice Cullen, Vivi LeBeau, Juuh Malfoy , Rita Maria, amaanda cullen , ClarissaWinte, Isinha, CM, leticia , Alice Brandon Masen Cullen , beeelss, Liziie Cullen , Rafaela, Kathyanne , nataalya13 , Vanessa Setbal, Mandy-M, Rita Maria, Dora , Bia Fernandes, Guest, Anny S.C.M, manicoba, Rebeky, elohguedes , Ethiene e Llian Granger!
Me desculpem se esqueci de alguém ou se até repeti a mesma pessoa! Quando os nomes mudam fica difícil de saber se a conta é a mesma do coment guest XD
MARAVILHOSAS, VOCÊS SÃO TUDO NESSA VIDA SUAS LEITORAS LINDAS S2 Agradeço de coração a cada review. Mesmo.
Então, vamos ao super-duper-mega resumo (que de RESUMO mesmo não tem nada hahahaha) da fic?
Bella foi testemunha do assassinato de seu chefe quando começou a trabalhar no turno da madrugada em um supermercado (mesmo que nesse horário ele nem abrisse). Ela insistiu em trabalhar nesse lugar, porque tinha que ajudar Charlie nas despesas de casa e queria ter durante o dia para ajudar o pai a não ficar pensando o tempo todo na mãe, Renée, morta há alguns anos. Depois de presenciar o assassinato (cometido por James, Victoria e Laurent) ela foi encarregada à família Cullen no sistema de proteção à testemunha.
Porém, ela não podia ficar sob custódia deles na própria casa que a família morava. Então, enquanto o FBI organizava uma casa com toda a segurança possível, Bella ficou no apartamento de Edward por alguns dias. A cada dia eles faziam uma atividade diferente, desde ela ser ignorada por ele (quando ele tentava criar uma parede entre os dois, por medo de criar laços e depois a perder da mesma forma que tinha perdido Tânia), até um fazer academia enquanto o outro dançava alegremente na sala (e sendo flagrado pelo que estava na academia sem nem saber), jogarem xadrez, brincarem de Verdade ou Consequência e até mesmo começarem a provocar um ao outro com a atração que ambos sentiam. Até que, um desses dias, Bella convence Edward a levá-la para o Shopping (em um ímpeto de impedir que ele voltasse a se fechar), e assim o que deveria ser só por algumas horas vira um verdadeiro encontro dos dois por um dia inteiro. No final do encontro, eles são encurralados pelos Volturi, e então Jacob Black entra em cena mais ativamente.
Jacob atira em um de seus subordinados, mostrando a frieza de um assassino. Edward, com ódio do outro (porque por mais que o Jacob não estivesse envolvido diretamente na tortura e morte de Tânia, ele esteve envolvido na sua captura), joga Bella para debaixo de seu corpo de forma protetora enquanto começa um tiroteio com os encapuzados ao seu redor. Jacob não gosta que os outros do Volturi começem a atirar sem que ele dê ordens, e enquanto ele tem um bate papo maroto com Edward, os reforços do FBI chegam e salvam os dois. Jacob e os outros somem sem deixar rastros.
Então, com hematomas por causa dos tiros que acertaram o colete a prova de balas e com Bella não gostando de ter presenciado uma situação em que viu claramente Edward ser capaz de desistir da própria vida para salvá-la, os dois tem um momento de esclarecimento na cama de casal do ruivo. Ele conta sobre Tânia, ele promete que vai proteger a Bella sempre, e os dois se abraçam.
Eles relaxam e descansam em algumas cenas de alívio e de comédia com o restante da família Cullen e, principalmente, com nosso adorável Emmett.
No dia seguinte ao do shopping, Carlisle é esperado no apartamento para decidir os planos de transferência da Bella para a casa que o FBI preparou. Mesmo que eles temessem a mudança, em que perderiam o tempo que até então tinham tido juntos e a privacidade, Edward e Bella não tem um contato mais íntimo apesar da oportunidade por acreditarem que não era o momento. Quando Carlisle chega ao apartamento, o planejamento para a transferência começa, e Edward se afasta de Bella por não querer que o pai notasse o envolvimento sentimental dos dois.
Eles dormem juntos (SÓ dormem!) e, no dia seguinte, se preparam para que de noite eles façam a operação de mudança.
Logo que começam a missão, eles têm a certeza de que foram traídos por algum espião dos Volturi infiltrado no FBI, uma suspeita que eles já tinham do dia da saída do shopping.
Em uma perseguição cheia de adrenalina entre quatro Mercedes e os carros do Volturi, os Cullen acabam separados e machucados, e Bella é pega pelo inimigo.
Ao acordar do próprio acidente, Edward descobre que Jasper está em coma, que Rose está seriamente machucada e que ele falhou na missão de proteger Bella.
Depois de conversar com Esme para saber tudo o que aconteceu realmente, ele vai de encontro a Alice e a Emmett, que reage agressivamente lhe dando um soco.
Já Bella entra em pânico assim que acorda e percebe que está no covil inimigo. Jacob a intimida, deixando-a ainda pior. Algumas horas passam sem que ela tenha noção do tempo, e já mais calma e confiante de que Edward não a deixaria ali para sempre, ela começa a conversar civilizadamente com Jacob e acaba respondendo suas perguntas curiosas com a absoluta verdade. Com sua nova postura, uma mudança tão repentina, Jacob acaba reconhecendo nela ele mesmo, e uma 'amizade' começa ali.
Algumas gentilezas são feitas e, surprise surprise, Bella descobre que Charlie, seu pai desaparecido desde o segundo capítulo da fic, está vivo.
Então, vamos à fic?
ESPERO QUE GOSTEM!
PROTECTING YOU
CAPÍTULO XI – REFORÇANDO LAÇOS, PERDENDO CASOS
Tudo se passou em poucos segundos. Edward se desequilibrou por um momento, dando dois passos para trás para tentar não cair, e Emmett partiu para cima do ruivo já o puxando pelo sweater. Alice estava exasperada, ela não tinha tamanho nem capacidade para impedi-los se eles resolvessem brigar e, além do mais, sua mente estava a mil naquele momento e nada fazia sentido no meio daquele turbilhão. Não conseguia pensar e muito menos reagir.
- Emmett! Oh meu Deus, Edward! – Ela dizia desnorteada, em um tom de voz relativamente equilibrado para a situação em que se encontravam, mas com um perceptível tom de desespero.
- Você viu como Rose está? Viu, Edward?! – Emmett vociferou raivoso para o ruivo, segurando-o pelo colarinho do sweater e o balançando como se ele não tivesse peso algum. Ele parecia realmente possesso, o que fez com que Edward lhe lançasse um olhar de dor e de culpa.
- Eu vi, Emmett. Me per- Ele não pôde continuar a frase, porque logo recebeu outro soco forte no rosto, fazendo com que um filete de sangue começasse a sair de sua boca. Alice sentiu um grito abafar em sua garganta.
- Parem! – Ela tentou exasperada puxar Emmett para longe de Edward. Pela enorme diferença de tamanho entre os dois, ela não conseguiu fazer nem que o grandão mexesse no lugar que estava.
- Como você pôde falhar Edward? Rose está daquele jeito, Jasper ainda pior e nós não estamos no nosso melhor momento e ainda assim, mesmo com todos nós nos doando tanto por você para que desse certo, como pôde falhar? – Emmett perguntou ora raivoso, ora visivelmente entristecido. Aquelas palavras bateram em cheio em Edward doendo mais do que os dois socos que ele recebera.
- Emmett, como ousa!? – Alice vociferou raivosa, pulando contra o moreno para tentar empurrá-lo para longe do ruivo. – Ele tentou salvá-la! O Ed fez tudo o que achava que poderia fazer para salvar Bella, mas ele estava em minoria! Em incrível desvantagem, e você sabe disso! – Ela continuou dizendo e tentando afastá-los, dando socos no peitoral maciço do grandalhão, mas Emmett parecia travado. Congelado naquele momento de angústia e ódio. – Ele foi o único que eles perderam tempo para deixar uma marca, ou não está se lembrando desse detalhe tão importante? Esqueceu o que isso significa? Esqueceu que eles poderiam ter matado o Ed enquanto ele estava completamente indefeso? – Ela continuou. - E você acha que ele já não está sofrendo o bastante com tudo isso? Sem saber como ela está, se está bem ou sendo torturada? Ou então não acha que, conhecendo-o como conhece, ele já não está se culpando demais? Ele não precisa de você pra piorar a situação ainda mais! – Lágrimas de exasperação surgiram nos olhos da baixinha. Se os Volturi soubessem que eles estavam brigando entre si, estariam se regozijando com isso. Eles tinham que se manter unidos para contra-atacar e alcançar o objetivo que almejavam: recuperar Isabella Swan. Assim que ela terminou de falar, suas palavras pareceram atingir em cheio Emmett e ele libertou Edward de seus punhos fechados.
Os três ficaram em silêncio e, como coincidência, um grupo de enfermeiras entrou no corredor. Não perceberam nada anormal, nem mesmo notaram o clima hostil entre as únicas pessoas que permaneciam em pé naquele corredor além delas.
Edward olhou pra o chão e passou o pulso pela boca, traçando um rastro de sangue pela pele. Aquela situação apesar de inesperada era óbvia. Ele não poderia ter pensado que sua família esqueceria tão facilmente que tudo havia sido em vão. Justamente por serem uma família ele deveria ter se esforçado mais, ele deveria ter ultrapassado os limites e ousado mais quando percebeu que as coisas não estavam indo tão bem. Suspirou. Se pudesse voltar no tempo, faria muitas coisas diferentes.
Sem esperar aquele tipo de atitude depois do embate que tiveram, o ruivo ficou surpreso quando dois braços grandes o rodearam em um abraço de urso próprio de Emmett. Era como se todo o ódio e a angústia que antes ele havia canalizado em Edward tivesse desaparecido, se redirecionado para os verdadeiros responsáveis por toda aquela bagunça.
- Vamos acabar com aqueles filhos da puta e vamos nos vingar. Vamos fazer com que eles se arrependam do momento em que suas mães conheceram seus pais! – Ouviu-o dizer e logo sentiu bracinhos finos os rodearem também. Alice. Sorriu. Por mais que não conseguisse admitir, sentiu-se mais aliviado. Aquela situação se tornava mais tolerável com o apoio dos dois. Era como se o trio dos irmãos Cullen estivesse de volta a ativa apesar de todo e qualquer contratempo.
- É isso aí. – Concordou, sem fôlego.
Os Volturi se arrependeriam de um dia terem nascido.
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Ela ficou sem reação por um milésimo de segundo. Não conseguia acreditar no que seus olhos viam, não conseguia crer que aquele poderia ser seu pai. Era como se sentir preenchida de alegria e de emoção depois de tanto tempo sem esperanças. Era como se, naquele momento, se sentisse novamente iluminada e determinada, com verdadeira fé.
Pois mesmo presa em um local como aquele, correndo tantos riscos por estar nas mãos de pessoas tão perigosas, ela ainda conseguia encarar uma surpresa boa como aquela: Charlie estava vivo! Seu pai! VIVO!
- Bells...! - Exasperado, embrenhou-se na cela da filha e se jogou de joelhos para abraçá-la como podia. Seus braços que antes eram saudáveis e gorduchos estavam com um aspecto cadavérico quando abraçaram o corpo de Bella. Estavam finos, explicitando os ossos, deixando visível o tratamento que ele levava naquele local esquecido por Deus. - Achei que não te veria mais, garota! - Ele sussurrou, empurrando-a o suficiente para encarar os olhos castanhos iguais aos seus. - Realmente achei que não te veria mais... - Ele riu, aliviado, e a abraçou novamente. Bella sorriu, deixando as lágrimas de felicidade rolarem pelas bochechas.
- Eu também achei... - Ela admitiu, apertando-o mais naquele abraço e deitando a cabeço no ombro de Charlie. Sentiu as costelas do pai com as mãos e os ossos do ombro a incomodarem, mas ignorou tudo aquilo. Era como se ele tivesse acabado de voltar do mundo dos mortos. - Achei que você tivesse morrido... - Com aquelas palavras, ditas em voz alta, foi como se as últimas fichas que faltavam para cair tivessem caído: os dois estavam vivos, mas presos no inferno criado pelos Volturi, esperando sem uma verdadeira previsão para saírem daquele lugar.
Ela já não ousava duvidar de que sairiam. Ela confiaria em Edward, como havia dito que faria.
- Bom, se não fosse por mim, esse velho já teria morrido mesmo. - Ouviram a voz de Jacob, assustando Bella que tinha se esquecido de sua presença. Apesar de toda a escuridão em que estavam submergidos, Bella ainda conseguiu ver os traços indígenas desenhados em um sorriso alegre e amigável.
- O garoto fez o que pôde... – Charlie concordou, se afastando o suficiente para encarar ambos. – mas ele não conseguiu que esse lugar fosse um hotel cinco estrelas. É simplesmente impossível. – Ele deu de ombros, fazendo com que Jacob risse divertido. Aquilo era inquestionável.
Bella olhou para seu captor sem qualquer reação. Em seu interior, ela passava por um momento de dúvida cruel: odiá-lo ou não odiá-lo?
A garota voltou seus olhos para o pai. Começou a observá-lo mais atentamente, ficando em choque ao notar conscientemente que ele havia envelhecido anos em somente uma semana. Havia mais rugas em seu rosto do que ela se lembrava, os cabelos antes mais escuros que os dela estavam grisalhos e os ossos de seu rosto estavam proeminentes. Segurou as mãos paternas entre as suas, sentindo somente a pele e os ossos de um homem que ela se lembrava de ser robusto, forte. O silêncio de sua análise aquietou os dois homens ali presentes. Ela sentiu saudades de quando sua maior preocupação era com qual cor colorir uma figura.
- O que... O que eles fizeram com você? – Perguntou, sentindo os lábios tremerem. As lágrimas de felicidade se tornaram lágrimas de ódio. – O que esses... esses... esses BABACAS fizeram com você!? – Sentiu um ódio crescer dentro de si que até aquele momento ela não julgava ser capaz de sentir. Um ódio que vinha de suas entranhas e entupia todos os seus poros, escapando de seu corpo em ondas de sentimento. Frustrada com sua incapacidade de xingar direito, Bella sentia que a qualquer momento iria explodir. Por que haviam se metido com seu pai? Por que tinham que agir por meios tão nojentos e desonestos para se livrarem da justiça?
Naquele momento ela entendeu como era sentir uma ira homicida, do tipo que preenche seus pensamentos com a certeza de que quando a chance surgisse ela seria até mesmo capaz de matar.
- Ei! Eu não sou babaca! – Jacob reclamou, fazendo uma careta. O silêncio da garota foi sugestivo o suficiente. – Ok, talvez eu seja um pouquinho... mas só um pouco! – Ele resmungou.
Bella respirou fundo, tentando não extravasar todo aquele ódio nas pessoas erradas e no momento errado. Ela estava com o pai, que estava vivo... Tinha que aproveitar aquele tempinho juntos e canalizar aquele sentimento negativo para a hora certa, quando ela pudesse ativamente tomar uma atitude.
- Calma Bells... – Charlie sussurrou, passando a mão ossuda nos cabelos da filha. Ele não havia gostado de ver os olhos castanhos de Bella inundados pela raiva. Já bastava a situação perigosa em que se encontravam, não era necessário que ela se metesse em maiores confusões ao tentar extravasar aquele sentimento tão passional. – Eu sei que é revoltante estarmos presos nesse lugar, sem que tenhamos chance de nos defender ou mesmo de atacar, e sem qualquer motivo além dos alegados por bandidos... eu sei, acredite, eu entendo. – Ele continuou, puxando Bella para outro abraço. – Mas pelo menos estamos vivos, garota. Nós ainda temos alguma chance de sobrevivermos. Por mais que a luz no fim do túnel não pareça estar ao nosso alcance, ela só não existirá quando nossos corações pararem de bater. – Ele sentiu o corpo miúdo de sua garotinha se encolher em seu abraço, buscando a proteção paternal que só ele poderia dar. Por mais que ele não pudesse protegê-la realmente do jeito que desejava ser capaz, ele já se sentia bem em ver que ainda conseguia lhe dar conforto.
- Profundo, velho, muito profundo. – Jacob concordou, deixando Bella admirada por não carregar em suas palavras o tom irônico característico. – Bom, por mais manteiga derretida que eu possa ser... – Ela revirou os olhos, notando que ele havia voltado a ser o sujeito sacana de sempre. – eu tenho que levar o velhote pra cela dele. Já ficamos mais tempo do que devíamos nesse reencontro repleto de lágrimas e soluços. Se não demorarmos mais dessa vez, ainda consigo trazê-lo mais algumas vezes pra você o ver.
- Aguenta firme, Charlie, só mais um pouco. – Bella sussurrou, aceitando o que o moreno dizia e ignorando a forma como ele tinha se levantado e permanecido em pé do lado da porta da cela. – Nós vamos sair daqui. – A veemência nas palavras da morena aqueceu o coração velho e maltratado de Charlie, que sorriu com carinho.
- Não duvido disso, Bells. Ah, e não seja teimosa, hm? Deixa o garoto te ajudar. – Ele comentou com divertimento na voz, rindo levemente quando viu a careta de confusão que a filha fez com suas palavras. Bella não conseguia decidir o que pensar de Jacob quando, além de trazer seu pai e aparentemente protege-lo da melhor forma possível, Charlie falava algo daquele tipo.
- Vamos lá velhinho. – Jacob brincou, segurando o braço magro de Charlie com mais gentileza do que ela uma dia pensara que ele fosse capaz de possuir. – Não se preocupe, Isabella, eu já volto. – E piscou, fazendo com que ela revirasse os olhos com o flerte desnecessário.
- Vai logo, está importunando minha paz. – Respondeu, sentindo-se até meio confusa com tudo aquilo.
De alguma forma que Bella não sabia explicar, nas poucas horas em que os dois estavam interagindo depois de terem passado pela fase inicial de 'refém' e 'bandido que manda', ela sentia que os dois pareciam estar criando um laço de camaradagem. Era como se a partir do momento em que ela já não se importava com a situação ao acreditar em Edward sem dúvida alguma e que ela já não tinha medo da mera presença de Jacob, um enorme muro tinha sido destruído entre os dois. E, além de tudo isso, saber que ele estava fazendo o possível para que Charlie permanecesse vivo a balançava por dentro.
Talvez aquilo fosse até um bom exemplo do que era a Síndrome de Estocolmo.
Jacob trancou a porta enquanto ria do comentário, e logo depois começou a guiar Charlie para longe da cela. Em poucos segundos Bella já não podia ouvir mais os passos do pai, sabendo então que eles tinham entrado mais profundamente naquele labirinto de pedra.
Ficando sozinha por aqueles instantes, ela tentou absorver o fato de que Charlie estava vivo e mantido na mesma prisão que ela. Bella tentou analisar os motivos que poderiam levar Jacob a tentar ajudar seu pai a pelo menos não sofrer tudo o que os Volturi provavelmente planejaram fazê-lo sofrer; mas, ainda assim, mesmo com a pequena reflexão e com todos os questionamentos feitos dentro de sua mente, ela não conseguiu criar uma hipótese crível e muito menos conciliar o homem que ela encontrara no shopping, que a perseguira naquela noite fatídica e que a intimidara sem restrições nas primeiras horas em que ela tinha acordado com o mesmo homem que depois tinha mantido uma conversa normal com ela e que tinha, indo além de qualquer compreensão, trazido seu pai até sua cela e prometido que repetiria tal atitude mais vezes.
Nada fazia sentido.
- Acho que eu nem precisava dizer nada, porque você não deve ser tão burra pra já não saber disso. – Bella pulou de susto com o surgimento repentino da voz de Jacob. – Mas você não deve comentar com ninguém que eu trouxe seu pai para vocês passarem um tempinho juntos. – Os dois se encararam e, pela primeira vez desde o primeiro momento de intimidação, os olhos escuros e os traços indígenas de Jacob transmitiam um ar ameaçador e extremamente perigoso, lembrando-a com facilidade de que ele era um assassino.
- Tudo bem, não vou falar nada. – Ela concordou sem dificuldades, sabendo que ela nem mesmo teria com quem conversar sobre o assunto se ela quisesse. Nem mesmo a tal da Heidi tinha lhe dado abertura para bater algum papo.
- Se alguém vier te questionar você vai ter que convencê-los de que meu único objetivo é deixar vocês dois assustados, que eu ameaço ambos com a vida de ambos para que vocês dois soltem qualquer informação que tenham que possam nos ajudar. – Ele se inclinou mais contra as grades, encaixando o rosto masculino entre duas barras enquanto continuava a encará-la sombriamente. Bella engoliu em seco, não sentindo o pavor de antes mas ainda assim sentindo como se a temperatura do lugar caísse ainda mais.
- Tudo bem. – Ela respondeu lentamente, dando ênfase a cada sílaba que dizia. Bella podia não entender a conexão que parecia insistir em ser criada entre os dois mesmo quando Jacob era claramente perigoso e não tão bonzinho assim, mas ela conseguia compreender bem o que ele estava dizendo naquele momento, e tudo que ela pudesse fazer para manter aquelas visitas acontecendo ela faria.
- Ótimo. Durma bem, Isabella, você vai precisar do descanso. – Ele comentou com quietude, fazendo com que ela o encarasse com ainda mais intensidade.
Bella começava a aprender que encarar Jacob de frente fazia com que ele se tornasse mais amigável em suas colocações. Ela sabia bem que aquele aviso poderia ter sido entregue de forma mais aterrorizante.
Sem dar qualquer resposta ao que ele tinha dito, ela se virou de costas para a grade da cela e se deitou mais ao fundo, encolhendo-se em posição fetal em uma última tentativa de se manter aquecida.
Ela não o ouviu se afastar, mas ela não precisava verificar para saber que estava sozinha novamente naquela escuridão.
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Os corredores que saíam da ala hospitalar e que iam para a ala de investigação forense estavam relativamente vazios. Os inúmeros funcionários que compunham aquele quartel do FBI tinham um sistema de rotatividade que impedia que as missões e os diferentes casos ficassem sem supervisão ou simplesmente parados, mas ainda assim o enorme prédio em que se localizavam não permanecia em plena atividade vinte e quatro horas por dia.
Depois de se entenderem melhor, os três irmãos Cullen tinham trocado olhares significativos em uma comunicação silenciosa. O trio sabia bem que havia uma grande urgência em salvar Bella de seus captores e, por isso mesmo, eles logo se colocaram em ação para poderem alcançar tal objetivo. O mais rápido que agissem, maior a chance de conseguirem chegar até ela ainda viva.
- Primeiro, temos que recriar todo o acontecimento. Precisamos fazer um roteiro cronológico dos eventos e incluir os problemas que surgiram nos nossos planos. – Alice comentou, caminhando rapidamente ao tentar acompanhar os passos mais largos dos irmãos, a uma altura suficiente para que somente os dois a escutassem. Os corredores mais vazios tinham suas vantagens e desvantagens, e a pequena não queria que ninguém os ouvisse por meio de ecos.
- Sim, nós precisamos analisar os acontecimentos e descobrir como eles ficaram sabendo de nossos planos, como eles conseguiram furar a parte mais importante do nosso planejamento: o anonimato que as quatro Mercedes idênticas deveriam ter garantido. – Edward completou, virando em seguida para o corredor da direita e sendo acompanhado de forma automática pelos outros dois.
- Muitas pessoas sabiam da operação, então não vai ser fácil começar nossa própria investigação pelas pessoas envolvidas. Nós temos que fazer passos de eliminação de suspeitos. – Emmett acrescentou, passando rapidamente pela saída da ala hospitalar com o corpo pulsando com adrenalina. – O que podemos pensar como primeiro critério eliminatório?
- Quem teve acesso aos carros? – Alice respondeu com outra pergunta, tentando pensar na etapa que tivesse o menor universo de possibilidades.
- É um bom começo, mas ainda assim nós sabemos que muita gente compõe esse grupo. – Emmett respondeu.
- Talvez nós devêssemos primeiro olhar os carros e tentar achar qualquer dispositivo aderido a eles que simplesmente não deveria estar ali. – Edward interveio, sabendo que o irmão estava certo e tentando ver outros caminhos possíveis de serem investigados.
- Verdade, considerando que eles identificaram sem dificuldade o carro em que Bella e você estavam, é possível que o problema esteja no sistema de comunicação. – Emmett concordou, logo pensando em outra possibilidade com as próprias palavras. – Se nós descobrirmos quem esteve envolvido na instalação do sistema de comunicação, desde quem permitiu sua adição até os responsáveis por a fazerem, nós vamos restringir um pouco mais nossa lista.
- E se descobrirmos quais as últimas pessoas que tiveram contato com os carros durante e após a instalação do sistema de comunicação sem que ninguém as acompanhasse, nós estaremos restringindo ainda mais. – Alice concluiu, sorrindo vitoriosamente.
- Exatamente, Alice. – Emmett concordou, abrindo um sorriso quase felino com a linha de pensamento que seguiam. – Nós podemos nos dividir, cada um fazendo uma parte do trabalho para conseguirmos a informação bem rápido.
- Será que o velho Alistair vai nos deixar dar uma olhada nisso? – Edwad perguntou, começando a rir quando viu as caretas sincronizadas dos irmãos com a própria pergunta.
- A gente sempre pode usar o argumento de que ele deve pro papai uns vários favores. – Emmett comentou hesitante, sabendo perfeitamente bem que o antigo amigo de Carlisle poderia ser o maior obstáculo para eles no momento. O velho Alistair era rabugento demais para seu própria bem.
- Ele vai nos odiar ainda mais. – Alice comentou com a boca franzida.
- Blah! Que se dane, nós temos que resolver isso do mesmo jeito! – O grandão reclamou, jogando as mãos pro alto. – Enquanto um de nós conversa com ele e tenta descobrir se ele achou algum dispositivo estranho nos carros, outro procura Charles e Makenna, já que aqueles dois provavelmente saberão listar o que queremos saber. A pessoa restante faz um esquema da ordem cronológica dos acontecimentos, dos caminhos que cada um seguiu e até mesmo dos acidentes. Nós temos que partir do princípio que, conhecendo nossos planos, eles criaram um plano próprio em contra partida. – Completou, ganhando acenos de confirmação dos irmãos.
- Eu fico responsável por essa parte. – Alice propôs, já tirando um pequeno bloco de notas que sempre carregava consigo. – Alguém tem uma caneta? – Perguntou, recebendo uma de Emmett na mesma hora. Os três logo se calaram quando avistaram mais a frente a entrada da ala dos laboratórios.
Quase começando a correr com a ansiedade que tinham de chegar logo ao X daquele problema, eles andaram rapidamente até as portas de vidro automáticas. Quando já estavam dentro da ala, eles buscaram a divisão que estudava grandes materiais. No instante em que entraram no laboratório de Alistair, que viram os estragos feitos nos quatro carros, eles engoliram em seco ao sentirem o peso daquela imagem crescer ainda mais na seriedade e no perigo da realidade em que se encontravam. Alice logo se pôs a fazer as próprias anotações, deixando que os irmãos lidassem com o que viria a seguir.
-... Entendido. Tá bom, ok Esme, não precisa ficar enchendo com essa repetição modo infinito, eu já entendi. – Ouviram a voz rabugenta concordar com irritação, e logo Edward viu Emmett praticamente sair correndo na direção do escritório de Charles e Makenna, abandonando-o sem qualquer vergonha. O ruivo suspirou exasperado, engolindo em seco logo em seguida ao ver os olhos escuros de Alistair se pregarem nele com uma careta. – Já até estão aqui... Blah, tchau Esme. – O velho reclamou, encarando Edward de forma intimidante enquanto já desligava o telefone. – O que veio fazer aqui, moleque? Veio olhar os carros?
Edward riu com desconforto. – Exatamente, Alistair. Eu queria saber se durante os procedimentos o senhor encontrou alguma coisa estranha... Não sei, um dispositivo de rastreamento no sistema de comunicação? – O ruivo perguntou rapidamente, coçando a nuca em um gesto de nervosismo. Por mais que a situação demandasse uma postura mais determinada e altiva, ele não conseguia se manter composto quando o velho amigo de Carlisle o encarava daquela forma. Ele tinha crescido sendo olhado daquele jeito, e por mais que devesse ter se acostumado ele não conseguia não se intimidar.
- Não posso te falar nada, garoto. – O velho bufou, logo se virando e indo até uma das Mercedes.
- Como assim não pode me falar nada? – Edward perguntou. – Vamos lá Alistair, só me diga se achou alguma coisa!
- Eu não posso te falar nada porque a própria Esme acabou de me dizer que eu não posso. – A resposta o deixou boquiaberto, com um novo sentimento de traição no peito.
- Esme? – Perguntou, incrédulo e confuso. Esme não faria algo do tipo com eles, não tinha lógica! Por que ela iria impedi-los de conseguir informações tão essenciais?
- Sim, garoto, a Esme. O que foi, bateu a cabeça e ficou surdo? – Alistair grunhiu com irritação, nem mesmo olhando para Edward enquanto continuava a mexer no carro pelos bancos da frente.
- Mas, por quê? Esse é o nosso caso, da família Cullen. Não é porque falhamos na transferência da protegida de um lugar para o outro que nós não vamos nos dedicar para consertar tudo. – Edward respondeu defensivo, ignorando as palavras ofensivas do homem quase escondido dentro do carro. Esme não podia duvidar deles, não quando ele tinha praticamente acabado de conversar com ela e mostrado ser capaz de superar aquela situação!
- Aí é que você se engana. – Alistair respondeu, grunhindo com um movimento mais forte que fez no meio das ferragens. – Esme acabou de me informar que vocês foram tirados do caso. Vocês não são mais os responsáveis pela proteção da testemunha, já que ela foi pega pelos Volturi, e nem são mais os responsáveis por tentar resolver toda essa bagunça.
Edward sentiu como se o chão sumisse sob seus pés.
- O qu-que? – Não conseguia entender. Todas aquelas palavras pareciam não ter significado real em seu cérebro.
- Isso mesmo, garoto. Não posso dizer nada pra você e pros seus irmãozinhos porque vocês já não estão envolvidos nessa bagunça mais. – Alistair respondeu com indiferença, bufando quando reconheceu o que tinha acabado de tirar do sistema de comunicação de uma das Mercedes. – Vocês estão fora do caso. Isabella Swan já não é mais responsabilidade de vocês.
Ih, e agora? :X Próximo capítulo já está escrito, a atualização será bem rápida dessa vez!
E apesar de tudo, por favor, não deixem de mandar reviews. Preciso saber se ainda tenho as minhas queridas leitoras aqui comigo :)
