Mundial

POV FINN

Me sentei na frente a filmadora.

- "Hoje é Sábado, 2 de junho de 2014." – sorri apertando a caixinha entre minhas mãos. "sei que sou um covarde, demônios." – me queixei batendo na cama. "levo dois anos e seis meses junto com a mulher perfeita." – sorri. "eu farei quando voltar do Brasil." – beijei a caixinha e a guardei em minha mala. "Te amo Rachel Berry!" – disse antes de apagar a câmera e guardá-la entre a bagagem.

- "Finn, o ônibus." – gritou o treinador batendo na porta do meu quarto.

Saí do quarto puxando minhas duas malas. Peguei o elevador junto com Puck e Mike, quando chegamos no lobby os demais estavam nos esperando. Fomos saindo do hotel rodeados de jornalistas antes de partir para o Brasil.

Por fim consegui subir no ônibus e cumprimentei da minha janela os torcedores que estiveram presentes para nos apoiar. Sorri ao ver um senhor que carregava seu filho com uma camisa da seleção. Um momento depois saímos rumo ao aeroporto. O lugar estava repleto de gente, igual que a saída do hotel. Descer do ônibus não foi uma tarefa fácil.

Quando finalmente passei pela corda de segurança, sorri ao ver Rachel me esperando. Deixei minhas malas jogadas e corri para abraça-la.

- "Vou sentir sua falta." – sussurrou para mim no ouvido e sua voz se quebrou. Senti como todo meu mundo caia ao sentir ela chorando entre meus braços.

- "Rach, minha vida." – disse sentindo como eu também começava a chorar. Me separei para limpar suas lágrimas. "Te amo!" – murmurei antes de beija-la. Ela apertou seus braços em meu pescoço e suas pernas em minha cintura.

- "Finn..." – disse o treinador tocando meu ombro e fazendo com que nos separássemos. "temos que ir." – eu apenas fui capaz de emitir um som de afirmação.

Havia passado uma semana já em concentração e agora um mês inteiro sem ver ela, seria um calvário, o único que me fazia ilusão é pensar que ela estaria me vendo no campo em cada partida e só por isso daria o melhor de mim, para voltar a seu lado sendo um campeão mundial.

- "Busquem um motel." – sussurrou Puck passando perto de nós.

- "Cale-se Noah!" – gritou para ele Rachel, enquanto se separava um pouco de mim. "Te amo!" – me disse antes de me dar um curto beijo. "nos vemos no Brasil." – assegurou e eu concordei incapaz de emitir um som coerente.

Ela retrocedeu para ficar junto de Santana e Quinn. Eu peguei minha bagagem e me virei para olha-la novamente. Ela sorriu. Lhe dediquei um sorriso meio de lado e fui atrás da minha equipe. Subimos no avião e eu nem sequer pude conversar com nenhum de meus companheiros.

- "A ama muito." – disse o treinador se sentando ao meu lado.

- "Muitíssimo." – assegurei.

- "Eu também amo minha esposa." – admitiu. "mas não me deprimo quando me separo dela." – sorri ao ver aonde ia. "Sim, me dói... mas quando estou longe recordo os lindos momentos que passamos juntos e isso ajuda."

- "Entendo." – respondi respirando fundo.

- "Espero que essa separação não te afete muito." – esboçou um sorriso.

- "Só o necessário." – lhe contestei.

- "O necessário para que?" – questionou me olhando.

- "Para saber que a amo e que quero passar o resto de minha vida ao lado dela." – Del Bosque sorriu, colocou sua mão em meu ombro e se foi.

Finalmente chegamos ao hotel em que estaríamos durante a primeira fase do campeonato mundial. Nos registramos e depois o treinador nos reuniu em uma sala.

- "Senhores, por favor me entreguem seus celulares e computadores." – bufei. Odeio com todo meu coração essa regra. "como sabem, uma vez por semana poderão usa-los e cada um terá uma hora diária para fazer suas ligações." – me adiantei com meu computador e celular em mãos, como capitão devo dar o exemplo, mesmo que não goste. "os demais..." – ordenou e os meninos me seguiram.

- "E agora o que?" – perguntou Blaine quando chegamos em nosso quarto. Ele seria meu companheiro de quarto.

- "Trate de dormir um pouco." – era umas 21:00 horas e não havia muito o que fazer. Ele concordou e foi para o banheiro. Eu me recostei na cama e pouco depois começou a me vencer o sono.

- "Finn..." – disse Blaine me sacudindo. "está quase na hora do primeiro treino." – me incorporei rapidamente para olhar o relógio e eram quase as 7:00 horas. "temos o tempo certo para tomar café da manhã." – concordei e tomei um rápido banho.

Descemos para tomar café da manhã e nos sentamos com Mike, Puck e Sam.

- "Como passaram a primeira noite?" – perguntou Mike se servindo um pouco mais de torrada com geleia.

- "Finn roncou muito." – se queixou Blaine e todos começaram a rir.

- "Aii não Rachel, eu não poderei dormir de tanto que vou sentir sua falta!" – zuou Puck.

- "Muito engraçadinho..." – disse revirando os olhos.

Fomos para a primeira prática. Fizemos duas equipes e jogamos os titulares contra os reservas. Ao voltar para o hotel, Puck e eu saímos para correr.

- "Como vai a gravidez de Quinn?" – perguntei correndo mais devagar.

- "Bem irmão!" – suspirou. "Beth será a menina mais linda desse planeta." – disse o pai orgulhoso.

- "O que se sente?" – questionei parando.

- "Fazer ela?" – inquiriu e eu bati no braço dele.

- "Não seja idiota..." – lhe disse rindo.
- "Bom amigo, com isso de que já quase é virgem de novo, achei que tinha se esquecido." – zuou.

- "O que sente ao ver sua filha, sentir ela?" – perguntei ignorando suas brincadeiras.

- "O que você sente quando está com Rachel?" – me devolveu a pergunta.

- "Que sou completamente feliz, que estou completo e que a amo." – contestei sorrindo.

- "Eleva isso ao quadrado porque terá um filho com a mulher que te faz sentir todas essas coisas." – concordei. "é assim que me sinto."

Chegamos ao hotel justamente no momento em que o Del Bosque estava nos entregando os celulares para realizar nossa ligação diária. Peguei o meu e corri para meu quarto. Blaine já estava ali, falando com Kurt, então me tranquei no banheiro e liguei para Rachel.

- "Finny!" – disse ela.

- "Olá minha vida!" – a cumprimentei sentindo meu coração pular de emoção. "como foi sua chegada ao Brasil?" – lhe perguntei.

- "Santana e Kurt querem comprar tudo o que veem. Artie e Britt se perderam, não me pergunte o que fizeram e Quinn enjoa com tudo que cheira." – rimos. "e eu sinto sua falta!" – bufei baixinho.

- "Eu também meu amor." – admiti. "mas não sabe..." – disse um pouco mais feliz. "... hoje enquanto íamos para o treinamento vi um painel com sua foto." – ela riu baixinho. "quase pulei pela janela."

- "Não invente." – refutou.

- "Claro que sim, disse: 'Bendita seja Adidas!'" – Rachel começou a dar gargalhadas e eu a segui. "e o que planejam fazer esses dias?" – perguntei desejando estar a seu lado.

- "Bom, as meninas tem uma lista de lugares turísticos que querem ir." – bufou. "queria ir com você." – disse triste.

- "Poderia tirar fotos dos que mais gostar e depois podemos voltar aqui de férias." – propus.

- "Adoraria isso." – sorriu mais feliz. "além do mais tem o negócio da Adidas!"

- "A visita aos lugares?" – perguntei e ela afirmou. "bom, então cada vez que te ligar você terá muitas coisas para me contar." – haviam momentos em que desejava escapar e correr para busca-la, mas evitava pensar nisso, a carne é débil e não quero me ver em um problema. "então minha pequena..." – disse quando faltavam apenas cinco minutos para acabar a hora. "vai sonhar comigo?" – lhe perguntei.

- "Sonharei que está ao meu lado me abraçando e me beijando." – contestou feliz.

- "E também que te digo que te amo com todo meu ser." – agreguei e ela riu suavemente.

- "E você sonhará comigo?" – questionou séria.

- "Com quem mais seria?" – disse suspirando.

- "O que vai sonhar?" – perguntou curiosa.

- "Que dorme sobre meu peito e eu aspiro seu delicioso aroma. Ahhh e não pode faltar que diga que me ama entre seus sonhos." – ela riu.

- "Te amo!" – murmurou.

- "Eu também te amo!" – contestei. "Rach, pode ligar para minha mãe?" – agreguei.

- "Sim." – respondeu rapidamente.

- "Diga que eu amo muito ela e que me desculpe por não ligar para ela." – lhe pedi.

- "Finn Hudson." – disse Rachel em tom mandão. "a chamarei, mas de agora em diante antes de me ligar deve ligar para ela." – me recriminou.

- "O que você mandar." – contestei divertido. "adeus minha vida."

- "Adeus Finny Bear!" – lançou um beijo e eu devolvi, para finalmente com dificuldade acabar a ligação.

Nossa primeira partida foi no Sábado, 15 de junho contra a Costa Rica. Vencemos facilmente de 4 a 0. Cinco dias depois jogamos com o Chile, apenas marcamos um gol e finalmente no dia 25 de junho jogamos contra a Argentina e o resultado foi um empate de 0 a 0. O próximo rival a vencer é a Inglaterra nas oitavas de final dentro de 4 dias, mas enquanto os demais classificados se resolviam, estávamos em um pequeno 'recesso'.

Sam, Vicente e eu entramos as 11:00 na sala de conferencia que iríamos ter com os jornalistas fazendo as perguntas. O treinador se sentou no meio e Sam do lado esquerdo e eu do direito.

- "Bom dia." – disse Shelby Corcoran, a porta-voz de imprensa da seleção. "daremos início a conferencia de imprensa. Por favor, para fazerem uma pergunta levantem a mão e eu estarei dando a palavra." – Shelby respirou fundo. "primeira pergunta." – os presentes levantaram a mão e Shelby apontou para um deles.

- "Dustin Goolsby da Fox Sport." – disse um homem alto. "Senhor Del Bosque, você planeja manter o esquema esportivo que veio utilizando?" – o treinador pensou por uns minutos.

- "Bom, esse planejamento veio funcionando perfeitamente." – Vicente explicou os tantos motivos pelos quais jogamos assim.

Cada um foi respondendo as perguntas que nos fizeram e eu já estava realmente cansado de estar ali sentado, tinhas as pernas formigando por estar na mesma posição.

- "Última pergunta." – finalmente disse Shelby. "a senhorita." – apontou para alguém lá atrás.

- "Finn Hudson." – meu coração acelerou ao escutar a voz da minha namorada. "primeiro feliz aniversário!" – atuou. Sua voz estava relaxada.

- "Obrigado!" – contestei desejando sair correndo para busca-la.

- "Minha pergunta é..." – prosseguiu. "o que mais sente falta da Espanha?" – perguntou e eu tratei de encontrá-la, mas era impossível.

- "Uma garota." – suspirei.

- "Sem mais perguntas." – disse Shelby, mas eu me apressei, me aproximando do microfone.

- "Mas não é uma garota qualquer." – a porta-voz me olhou confusa. "é inteligente, doce, sensível, bela..." – vi como as pessoas se viravam para onde deveria estar Rach. "Não, que bela o que, é perfeita." – comecei a ver o cabelo de Rachel e sorri. "é o amor de minha vida." – vi Rachel sorrindo de orelha a orelha. "de fato, é igual a você." – ambos sorrimos.

- "Pode ir com ela." – me sussurrou o treinador e eu o olhei sem entender. "considere um presente de aniversário." – sorri enormemente e me levantei para caminhar até Rachel.

- "Desculpe..." – disse Dustin o repórter da Fox Sport. "Senhor Vincente Del Bosque..." – gritou chamando a atenção de todos. "poderia nos explicar a que se deve seu favoritismo por Finn ao deixa-lo sair da concentração?" – eu já tinha segurado a mão de Rach e nós dois olhamos para o homem, com cara de ódio.

- "Como sabe..." – começou a dizer o treinador. "tenho regras para todos meus jogadores." – o homem concordou não muito convincente com a resposta. "mas assim como exijo deles, também sabe que sempre que classificamos para as oitavas de final, permito a eles durante um dia ver a pessoa que escolherem." – pegou o microfone e ficou de pé. "a senhorita aqui presente..." – apontou para minha namorada. "mudou esse dia de convivência, por um encontro a sós com seu namorado no dia do aniversário dele, então eu não vejo porque negar." – voltou a se sentar.

- "Com isso damos por encerrada a conferencia." – se apressou a dizer Shelby.

- "Vamos." – me sussurrou Rachel e eu concordei, segurando mais forte sua mão. A segurança do hotel nos resguardou até que saímos para o carro que Rachel me indicou.

Subimos para a parte traseira e imediatamente a trouxe para mim para abraça-la, enquanto o chofer começava a dirigir.

- "Te amo!" – sussurrei para ela, beijando no pescoço. Ela se safou do meu agarre e se virou par ame olhar.

- "Feliz Aniversário!" – disse enchendo meu rosto de beijos.

- "Aonde vamos? Desde quando planeja as coisas nas minhas costas?" – perguntei curioso.

- "É uma surpresa e Tina foi quem me disse para conversar com Vicente." – Rach sorriu. "foi muito amável." – assegurou e nesse momento o carro entrou em outro hotel. "corra." – disse Rachel descendo do carro e subindo em outro que nos tirou novamente para a estrada principal.

- "O que foi isso?"

- "Tem que despistar a imprensa." – respondeu com uma gargalhada. Eu a abracei e ela passou o resto do caminho agarrada sobre meu peito em silencio. Em todo esse tempo conversamos muito, mas já sentíamos falta de estar juntos sozinhos, desfrutando da presença do outro.

Voltamos a descer do carro e dessa vez havia um luxuoso iate nos esperando. Embarcamos e nos levaram até uma cabana sobre o mal. Entramos e o lugar era precioso, com chão de vidro, assim de dentro poderia ver o mar. No meio havia uma mesa com comida e duas cadeiras, nos sentamos e começamos a comer, um segurando a mão do outro e sem deixar de nos olhar.

POV RACHEL

- "A comida está deliciosa!" – exclamou Finn quando quase terminava o seu prato.

- "Não imagina o que me custou cozinhar." – brinquei e Finn sorriu.

- "E como conseguiu esse lugar?" – perguntou bebendo seu suco.

- "Tenho meus contatos." – lhe disse divertida.

- "Aqui?"- disse.

- "A esposa do Kaká me ajudou." – reconheci derrotada.

- "Obrigado!" – se inclinou para me beijar. "minha quebra regras." – sussurrou com um sorriso. "te amo!" – segurei na bochecha dele para trazer ele para mim e beijar ele. Nos separamos quando Finn deixou cair seu suco sobre a manta, tratamos de limpar o desastre mas era impossível.

- "Quer ir para o mar?" – propôs com um piscar de olho, se esquecendo da mesa suja.

- "Não." – gritei. "poderíamos ter uma congestão." – Finn revirou os olhos. "prometi ao seu treinador que te devolveria são e salvo." – rimos.

Finn me pegou pela mão e saímos para o pequeno deque. Ele se sentou em uma espreguiçadeira.

- "Venha." – disse movendo seu dedo indicador. Sorri e me recostei de barriga para cima sobre ele. Meu namorado me rodeou com seus braços, provocando que nossos corpos estivessem mais unidos.

Comecei a sentir um pouco de sono, mas os beijos de Finn sobre meu pescoço não me deixavam concentrar em outra coisa que não fosse ele e seu delicioso aroma, sua respiração e seus beijos.

- "Então Rach..." – falou com seus lábios grudados em meu ombro. "a que hora podemos ir para a água?" – eu ri baixinho.

- "Dentro de uma hora." – Finn emitiu um som de queixa e bufou. Pouco depois ficamos dormindo e meu namorado me acordou ao se mexer para sair de onde estava.

Fingi que dormia até que ele finalmente conseguiu se levantar da espreguiçadeira. Abri um pouco um olho e vi ele se inclinando sobre o parapeito, depois retrocedeu um par de passos para tirar a camiseta, deixando a vista seu trabalhado abdômen. Mordi o lábio e Finn voltou a chegar perto do parapeito.

- "O que faz?" – lhe perguntei e ele pulou de susto, se virou e me olhou com um grande sorriso.

- "Isso." – deu um passo para trás e depois correu, apoiou sua mão no parapeito enquanto pulava.

- "Finn..." – disse quando escutei o 'splash' na água. "Finn Hudson!" – gritei brava, ficando de pé para olha-lo. "como te ocorre isso." – disse furiosa.

- "Mas já passou uma hora." – respondeu como criança pequena.

- "Sim, mas poderia ter uma pedra e você bater a cabeça..."

- "Não aconteceu nada." – contestou me interrompendo. "venha." – gritou e eu neguei. "vamos Rachel, venha..." – bufei e tirei o vestido, tratei de fazer o mesmo que meu namorado, mas me acovardei, então me sentei lentamente na beirada. "Pule." – disse emocionado. "quero ver esse biquini de perto." – eu vestia uma roupa de banho rosa.

- "Tenho medo." – disse olhando a distancia de onde eu estava para a água.

- "Eu estou aqui." – disse para me dar segurança. Respirei fundo, fechei os olhos e me joguei na água. Enquanto caia coloquei minhas mãos sobre meus seios porque a parte superior do biquini é tomara que caia.

Entrei na água e um momento depois senti as mãos de Finn grudadas em minha cintura, me ajudando a sair, quando tirei a cabeça passei minhas mãos pela minha cara para secar a água.

- "Finn, tenho medo." – disse ao ver que estávamos em uma parte muito funda. "poderíamos ir um pouco mais pro raso?" – ele concordou e nadou sem soltar minha mão.

- "Aqui?" – perguntou. Eu me soltei, mas ainda não conseguia.

- "Não toco o chão." – disse nervosa.

- "Eu sim pequena." – disse me pegando novamente em seus braços. "não deixarei que nada te aconteça." – Finn se aproximou lentamente de mim.

Pousou seus lábios sobre os meus, uma de suas mãos estava sobre meu pescoço, me atraindo para ele e a outra estava sobre a parte de baixa das minhas costas, fazendo pequenos círculos. Finn roçou com sua língua meus lábios e eu abri caminho para que introduzisse ela e unisse a minha em um delicioso movimento.

Enrolei minhas pernas na cintura dele. Finn lentamente deslizou suas mãos em meu traseiro e eu emiti um gemido. Ele me subiu, grudando mais e meus seios ficaram na altura de seus lábios. Coloquei uma mão em seu pescoço e a outra em seu ombro, enquanto fazia isso, separou seus lábios de minha boca para levá-los para minha clavícula, depois meu pescoço e lentamente deslizou dando curtos beijos até a entrada de meus seios.

Meu coração e minha respiração se agitaram, fechei meus olhos e grudei meus lábios em sua testa. Finn levou suas mãos para a parte traseira do meu sutiã e começou a tirá-lo, enquanto eu levei minhas mãos para sua bermuda e comecei a abaixá-la.

- "Espera." – disse ele com voz cortada pela agitação, começou a tratar de se soltar do meu agarre.

- "O que faz?" – questionei confusa, sentindo novamente essa ponta de desconfiança diante o pouco interesse de Finn em intimar. 'E se tem outra?' – pensei e de repente tudo deu volta ao meu redor.

- "Rach, se sente bem?" – perguntou voltando a me pegar em seus braços.

- "Não me ama, verdade?" – assegurei e ele me olhou como se tivesse um bicho no rosto.

- "Está brincando? Ao cair bateu a cabeça?" – dizia enquanto me revisava.

- "Não estou brincando." – disse séria e as lágrimas começaram a descer. Finn me abraçou forte contra seu peito e me beijou na cabeça.

- "Rachel Berry, o que te faz pensar que eu não te amo?" – me pegou pelas bochechas para me olhar nos olhos. "você é minha outra metade, recorda?" – sorriu meio de lado, mas eu ainda continuava insegura. "Rach, você é minha melhor metade." – chorei mais forte. "me diga porque pensa semelhante idiotice?" – exigiu me pegando pela lateral.

- "Se me amasse, faria amor comigo ou pelo menos me desejaria." – Finn analisou minhas palavras por uns segundos. "sempre que está a ponto de acontecer, me separa." – agreguei furiosa. "antes você se deitava com qualquer uma que cruzasse seu caminho e comigo não passa de roces que me deixam necessitando banhos frios." – Finn tinha os olhos totalmente abertos mas depois seu rosto foi se suavizando e começou a rir.

- "Isso é o que te deixa assim?" – disse tirando importância. "Rachel te pediu que recorde nosso primeiro anivesário."

- "Feliz Aniversário!" – disse Finn quando abriu a porta de seu apartamento.

Combinamos de celebrar nosso primeiro ano juntos na casa dele, já que Quinn e Puck foram de feias para a praia. Quando entrei fiquei com a boca aberta diante a linda decoração.

Tudo estava iluminado por centenas de velas e rosas colocadas em alguns lugares, a mesa estava perfeitamente organizada e Finn puxou uma cadeira para que eu me sentasse.

- "Te ajudo com a salada." – disse tratando de ficar de pé, mas ele colocou com delicadeza sua mão sobre meu ombro.

- "Me deixa te atender." – pediu e eu o obedeci sem protestar. A comida esteve estranha e a companhia ainda melhor. "o que quer fazer agora?" – me perguntou Finn enquanto me ajudava a me levantar da mesa.

- "Filmes." – propus feliz e ele concordou. Pegou minha mão e me guiou até seu quarto, me encostei na cama e em uma momento Finn estava perto de mim.

Me aconcheguei em seu peito e me dispus a olhar a TV, quando comecei a sentir a mão de Finn roçando minha cintura. Fechei os olhos diante o contato, lentamente foi deslizando seus dedos para cima, roçando minha pele, até que encontrou meu sutiã e começou a deslizar seus dedos nessa zona me provocando calafrios. Respirei fundo tratando de me manter calma.

Finn recebeu meu suspiro como um convite, então me agarrou pela cintura e minha clavícula enquanto suas mãos se deslizaram por meu ventre. Emiti um grito abafado quando um dos meus polegares tratou de meter embaixo do meu sutiã.

Pude sentir ele sorrindo contra meu pescoço devido a meu pobre auto controle. Lentamente sua outra mão foi até minha calça e a introduziu um pouco para tocar a borda da minha calcinha, nesse momento senti que não somente suas mãos e sua boca estavam grudadas em meu corpo. Mordi meu lábio e me dei conta de que havia deixado que chegasse muito longe.

- "Finn, espera!" – pulei da cama, revelando uma situação realmente incomoda. Abaixei o olhar para o chão. "Finn eu não..." – comecei a gaguejar. "te amo, mas não estou pronta para isso." – apontei para seu membro e ele concordou. Me chamou com seu dedo para que eu me aproximasse, eu fiz e ele pegou meu rosto entre suas mãos.

- "Não faremos nada que você não queira." – me deu um rápido beijo. "esperarei até que esteja pronta para mim." – voltou a me beijar. "agora se me desculpa..." – se levantou da cama. "vou tomar um banho frio." – ri baixinho, me sentindo agradecida e envergonhada.

- "Disse que esperaria até que você estivesse pronta para mim." – repetiu suas palavras e eu revirei os olhos.

- "Estou pronta." – disse soando completamente desesperada. Finn se aproximou lentamente de mim e me beijou.

- "Poderia ter me dito antes." – soltou um risinho.

- "Isso foi há um ano e meio." – era quase óbvio. Ele voltou a rir e me deu rápidos beijos. Enrolei novamente minhas pernas em sua cintura.

- "Espera." – disse novamente, enquanto respirava profundamente. "te amo com loucura." – declarou me olhando nos olhos. "te desejo e te necessito mais que tudo." – eu sorri amplamente. "mas não quero que nossa primeira vez seja aqui e que depois eu tenha que ir. Não nos ver seria uma tortura." – suspirou frustrado e passou uma mão por seu cabelo. "não quero que seja um calor do momento." – sorriu meio de lado. "quero te fazer amor e que seja inesquecível." – eu sorri enquanto concordava e voltamos a nos beijar.

Dessa vez nenhum dos dois estava buscando chegar a mais, só estávamos desfrutando da deliciosa sensação de nossos lábios se movendo em perfeita sincronia. Nos separamos e então Finn olhou seu relógio.

- "Hora de ir?" – perguntei desanimada e ele concordou.

- "Vamos andando pequena, hora de nos trocar." – bufei com resignação e começamos a caminhar até a praia, para depois voltar para a casa. "o melhor será que você se banhe primeiro." – me disse sabendo que eu demoro mais em estar pronta.

Concordei e fui pela mochila que trouxe roupa e a deixei na cama, depois me dirigi para o banheiro e entrei na água pensando que não poderia ser mais sortuda. Finn era tudo o que alguma vez sonhei e muito mais. Saí envolta em uma toalha com um sorriso de orelha a orelha, caminhei até a cama e me inclinei para pegar a roupa limpa.

- "Por favor Rachel..." – disse Finn em um gemido. Me virei para encontrá-lo com a cabeça baixa e as mãos grudadas na porta. "te amo e com você planejo ser o homem mais amoroso da face da terra." – apertou os olhos e respirou. "mas não sou de ferro." – soltou levantando a voz. "poderia se tampar?" – eu ri baixinho e voltei com a roupa para o banheiro.

- "Perdão." – murmurei antes de fechar a porta.

Voltei a sair dessa vez já vestida e Finn estava sentado na cama, havia colocado música e ao me ver se levantou com sua roupa na mão, me deu um beijo na teta e pegou meu lugar no chuveiro. Saiu já preparado para irmos. Olhei o relógio e ainda faltavam 15 minutos para chegarem para nos buscar. Bufei sabendo que acabava meu tempo ao lado de Finn.

Ele notou minha tristeza e se aproximou com um pequeno sorriso.

- "Quer dançar?" – perguntou enquanto estendia sua mão em minha direção. Sorri e ele enrolou suas mãos em minha cintura e nos movemos lentamente ao ritmo da música.

Em pouco tempo escutamos que se aproximava o iate. Finn me beijou e depois descemos, subimos na embarcação e o caminho de volta foi em completo silencio. Eu ia abraçada com força ao peito dele e ele me segurava pela cintura com seu rosto afundado em meus cabelos. Ao chegar no hotel dele, voltamos a nos beijar.

- "Te amo Rachel Berry." – me disse com um de seus característicos sorrisos.

- "E eu a você Finny Bear." – sorrimos e ele se foi.

Uns dias depois era a reunião que eu renunciei para estar com Finn no seu aniversário. Não me arrependia de ter mudado, mas sem dúvidas morria por acompanhar Santy, Quinn e Kurt amanhã. Queria ver o Finn e cada noite ele me repetia que desejava me ver. Pensei durante meio segundo e decidi escrever algo para ele e enviar com as meninas.

Me sentei na cama com um papel e um lápis e me dispus a escrever.

Olá meu Finny Bear,

Bom, a verdade é que não podia deixar de pensar em você e decidi escrever essa carta que será um pouco diferente, só te peço que lembre que eu sou Emma e você será meu Will ok? Aqui vou...

Sorri perto da janela, estava a algumas horas sentada aqui, penando em quanto havia mudado minha vida. Recordei como me encontrava há 3 anos, estava recém separada do Carl, havia conseguido sair do país, mas ainda tinha medo, não conseguia me recuperar desse inferno.

Quase todos os dias sentia ele me espiando, esperando como um leão que eu desse um passo em falso e assim poderia me atacar novamente.

Os dias passavam muito devagar e após um ano de ter iniciado minha nova vida tudo começou a mudar, conheci ao professor de uma escola, William Schuester. Ele definitivamente era um completo idiota, sim era bonito, não podia negar, mas além disso não podia agregar nenhuma característica positiva a sua personalidade.

Desejei jamais voltar a encontrá-lo, mas para o que eu pensei ser minha desgraça, ver ele se converteu em uma constante. Sua terrível atitude e sua carente personalidade provocava que me desesperasse diante a mínima palavra que saísse de sua boca, ao ponto de quase me enlouquecer. Ele estava convencido de que eu seria outra de suas garotas que apenas levava para a cama e eu não ia permitir que isso acontecesse.

Haviam pequenos segundos aonde me parecia ver algo em Will, não sabia bem o que, mas as vezes penso que esse algo fazia que eu superasse lentamente meu passado, as crises haviam diminuído consideravelmente... até que um dia no bar, quando achei ver Carl entre as pessoas, me aterrorizei e tudo em mi ficou nublado e toda esse neve somente se afastou quando Will me pegou em seus braços e prometeu me proteger. Meu coração acelerou e pelo brilho em seus olhos sabia que faria isso, ele me protegeria.

Conforme passava o tempo eu me encontrava mais inquieta na companhia de Will. Era como se algo nele tivesse mudado, como se de repente ele fosse um homem diferente. Parecia que finalmente Will e eu começamos a nos levar bem, até podia dizer que parecíamos amigos, muito bons amigos.

E sim, eu reconheço, haviam momentos em que pensava se poderia ter uma coisa mais entre nós e nesses micro segundos em que essas loucas ideias cruzavam minha cabeça, me recordava como era quando o conheci e que isso jamais mudaria.

Mas durante a festa de Jake, quando cantávamos juntos, pela primeira vez seus lábios tocaram os meus, não havia nada além de nós, nada além de seu sabor, sua textura. Esse beijo sacudiu cada parte de mim, cada uma das minhas terminações nervosas reagiram e sabia que não tinha como voltar atrás, ao menos para mim já não teria, mas não podia ser outra em sua lista e voltar a sofrer por um homem, não permitiria.

Foi então quando tomei a decisão de me afastar dele, me esquecer daquele beijo e esquecer o bom que foi quando mudou de tática para me levar para a cama. Por mais que tentasse não esquecia nada, tão somente com o fechar dos olhos me fazia recordar dele. Pouco tempo depois voltei a encontrar Will e me envergonhava de mim mesma ao ser tão débil, só de ver ele fazia que minhas pernas tremessem.

Aquele dia Will disse que me amava. Uma parte de mim pulava e contorcia ao escutar ele declarar seu amor, mas outra parte de mim ainda não confiava em suas palavras e quando ele disse: 'Emma, eu não sou o Carl, nem em meus piores pesadelos planejo ser como ele. Eu te amo, me deixe te demonstrar', eu decidi deixar de nadar contra a maré e me arriscar.

Cada uma das palavras que saíram da boca, na realidade do coração de Will nesse dia, foram confirmado com ações e provocando que meus medos acelerassem. Todos seus detalhes fizeram que eu lhe pertencesse, de corpo, alma e coração. Ele me inspira todos os dias, jamais imaginei que poderia encontrar alguém que me complemente dessa forma.

Estou segura de que o amo, o amo com todo meu ser e seu que ele também me ama. Will chegou em minha vida para me encher de ilusão e amor. Agora só espero o momento em que possa me entregar a ele por completo meu corpo, sem receios, nem medos e juro que nas últimas noites esse tem sido o sonho mais constante que tenho tido.

William Schuester te amo, te amo tanto que dói, mas é a dor mais linda que jamais senti e sei que apenas quero passar minha vida a seu lado, dormir em seus braços e acordar encostada em seu peito com suas mãos em minha cintura, provar seus lábios cada dia, só quero isso.

Te amo e sempre serei sua...

Te amo Finny Bear!

Entreguei a carta para Santana e supliquei a ela que desse para Finn. Ela prometeu me ligar quando pudesse para me contar o que ele havia dito. No dia seguinte se foram rumo ao hotel e eu fiquei com Britt e Artie. Umas 4 horas depois o telefone do quarto tocou e eu corri para atender.

- "Olá." – disse.

- "Rach..."

- "Santy, me diz o que ele te disse? Gostou?" – gritei cortando suas palavras.

- "Primeiro ele também tinha algo para você." – disse enquanto ria. "então já vamos com seu presente."

- "O que é?" – questionei feliz.

- "Disse que te déssemos como surpresa, então não te direi mais." – contestou segura. "e ele parecia uma menina." – voltou a rir.

- "A que se refere?" – perguntei um pouco irritada.

- "Pois, ele ficou chorando muito emocionado com sua carta." – uma lágrima escorreu por minha bochecha.

- "Obrigada Santy." – disse suspirando.

- "Logo chegamos. Trata de não incomodar a Britt com seus ataques de ansiedade." – zuou.

- "Muito simpática!" – terminamos a ligação e me sentei no sofá do lugar, esperando que chegasse com meu presente.

Finalmente a porta se abriu e corri até eles.

- "Me dê!" – gritei desesperada e todos começaram a gargalhar, provocando que eu me irritasse. "Santana, me dê agora." – exigi de mal humor.

- "Eu disse." – conseguiu dizer Quinn enquanto recuperava o ar. "nem sequer nos cumprimentou."

- "Vamos, dê logo ou estourará a veia." – agregou Kurt me abraçando, enquanto minhas amigas concordavam.

Santy me estendeu uma caixinha com um DVD e Quinn me entregou uma rosa, contive as lágrimas enquanto lia a nota na caixinha.

Para o amor da minha vida.

Sorri apertando a rosa contra meu peito e me dirigi até a TV para colocar o vídeo.

As meninas se sentaram perto de mim no sofá e apertei play. Nesse momento apareceu Finn na tela sentado na cama com seu violão em mãos.

- "Olá minha pequena." – disse em um sussurro. "falo assim porque Blaine está dormindo." – moveu a filmadora para nos mostrar seu cunhado babando a almofada, o que provocou um suspiro de Kurt. "foi cedo para a cama porque está emocionado pela visita de amanhã." – sorri, porque ele gravou isso justamente quando eu escrevia sua carta. "sabe que te amo?" – perguntou se aproximando da câmera e eu concordei. "te amo Rachel Berry." – gritou e atrás dele se escutou a reclamação de Blaine.

- "Que tarado." – disse Santana em meio a uma gargalhada e eu a fulminei com o olhar.

De novo me virei para a TV e Finn estava rindo.

- "Perdão Blaine." – tratou de se desculpar. "acho que farei um pouquinho mãos de barulho." – disse enquanto olhava para ele e ele lhe lançou uma almofada em resposta. Eu ri da briga deles. "bom, enfim..." – se virou novamente para a filmadora. "espero que goste do meu presente." – acomodou o violão e começou a tocar.

(Finn)

Te dou uma rosa

A encontrei no caminho

Não sei se está nua

Ou tem apenas um vestido

Não, não sei

Se rega no verão

Ou a embriaga de esquecimento

Se alguma vez foi amada

Ou tem amores escondidos...

Nesse momento eu estava chorando e quase entrando pela tela da TV para não perder nenhum detalhe, atrás de mim os garotos cantavam em coro a música e aplaudiam.

... Ai ai ai aiiii amor!

É a rosa que me dá calor

É o sonho da minha solidão

Uma letargia azul

Um eclipse no mar, vida...

Ai ai ai aiiii, amor!

Eu sou o satélite e você é meu sol

Um universo de água mineral

Um espaço de luz

Que só você enche, ai amor!

Limpei minhas lágrimas e me virei para sentar no sofá. Escutava Blaine aplaudindo ao fundo, igual que nós.

- "Obrigado!" – disse para seu cunhado. "Rachel, morro por voltar a estar ao seu lado, te abraçar e beijar." – lançou um beijo. "te amo, minha pequena." – sorriu meio de lado, enquanto piscava. Depois disso vi o vídeo umas 10 vezes mais e em cada uma, o sorriso e as lágrimas jamais desapareceram do meu rosto.


OBS. 1: História original escrita por IRINA MONTEITH na fanfic EL JUEGO DEL AMOR ( s/6979169/1/El_Juego_del_Amor)