N/a: Maravilindos! Hey you, pra vocês Hahahaha Ah, tenho que dizer, quase não consegui escapar das lágrimas com Mione… Anyway, boa leitura!

Ah, claro, as palavras em itálico são os pensamentos de Harry ou meras ênfases.

Disclaimer: Harry Potter e CIA Ltda. não me pertencem. Tudo da brilhante J.K. Rowling. Mas vocês já sabiam, certo? Senão, ei, acordem, isso aqui é uma fanfic Harmony ;)


O Clã dos Granger

Uma flecha.

Fora a primeira visão de Harry após a massiva porta de carvalho ser parcialmente aberta a sua frente revelando três pequenos seres. Nas mãos de um deles descansava um arco no qual o objeto repousava.

Apontado para minha testa.

O rapaz deveria se sentir ameaçado, se as pessoas diante de si não fossem crianças. Seis, sete anos, no máximo. O menino, que estava no meio, empunhava o arco. Os cabelos loiros dele fixos por gel reluziam nos óculos de Harry.

— Quem é você, senhor? — inquiriu desconfiada a menina à esquerda.

Ela tinha os cabelos igualmente loiros presos numa longa trança. Só que, em vez de um arco em mãos, ela carregava um pedaço de um graveto, aparentemente polido, que lembrava o rapaz com flores vagamente de sua própria varinha, apenas um modelo bem mais grosseiro. Mirando as costas dela, já que estava de lado, viam-se pequenas asas.

Devem ser de uma fada…

— Meu nome é Harry — disse recuando um tanto para dar segurança a eles.

— Isso foi bastante informativo — replicou sarcasticamente a menina à direita.

Harry sorriu em resposta simplesmente porque o tom de voz lembrava muito o qual Hermione costumava usar demasiado quando mais nova. A menina a frente era peculiar. Ela tinha os cabelos negros, ondulados, que caiam graciosamente por suas costas; e magníficos olhos verdes brilhando em sua pele branca. Um arrepio percorreu o corpo de Harry. Se ela não empunhasse uma espada — de brinquedo, obviamente — se poderia dizer que era uma frágil e linda princesa.

Os três estavam desconfiados. Mesmo que suas armas fossem meras imitações, eles ainda acreditavam nelas e as apontavam para o bruxo.

— Desculpe — disse encarando os três com as mãos para o alto. — Sou Harry. Harry Potter.

Os infantes permaneceram imóveis, como se a informação não fosse relevante de forma alguma. E não era realmente. O rapaz sorriu outra vez confortável com a situação.

Estou no mundo trouxa! Ninguém sabe quem sou.

— É um começo — resmungou a menina com a espada. — Sou Amy. E eles são Ian e Spencer. Spence?

A menina pegou um pedaço de papel ligeiramente amassado de seu vestido e começou a passar os olhos rapidamente por ele.

— Nope — respondeu após dobrar o papel. — Nada. O nome não está aqui.

Os olhos de Amy se estreitaram.

— Olhe, eu não fui exatamente… convidado — explicou o bruxo. — Só quero falar com minha amiga Hermione.

Eles ainda não estavam convencidos. O nome mencionado, entretanto, relaxou um tanto os ombros das garotas.

— Acho que devemos chamar o tio Henry — sussurrou ele a loira.

— Não — atalhou Spencer.

— Vamos falar com ela — disse Amy. — Você espera aqui.

Com isso, a porta se fechou deixando Harry nos degraus. Sozinho.


As três crianças saíram em disparada pelo hall em direção a enorme sala de estar, onde todos os convidados aproveitavam o calor vindo da lareira e a música suave preenchendo o recinto bem iluminado. Eles corriam desviando capengamente dos corpos espalhados pelo salão, até que pararam num grupo de três pessoas.

— Tia Hermione! — chamou Ian.

— Ian — sorriu a bruxa.

— Vocês são primos, maninho — explicou o rapaz ao lado de Hermione, cujos cabelos eram da mesma cor do menino e de Spencer.

— Tanto faz — atalhou Spencer com um revirar de olhos.

— Tia Herms — — chamou Amy indicando para a garota descer ao nível de si.

Hermione usava um elegante vestido na altura dos joelhos, cujo brilho o fazia mudar de cor dependendo da iluminação local. Os cabelos castanhos estavam presos num coque, mas seus cachos ainda estavam a vista. A bruxa, apesar dos saltos, se abaixou para falar com Amy sem que ninguém mais ouvisse.

— Lembra quando me contou sobre seus melhores amigos da escola? — um aceno de cabeça a fez prosseguir. — Qual era mesmo o nome deles?

O semblante da garota transpareceu sua confusão ante a tal inesperada pergunta da prima, o sorriso caiu um tanto, mas a resposta escapou de seus lábios da mesma forma.

— Harry e Rony. Por que isso agora, Amys?

— Mas há mil Harrys no mundo! — Reclamou a menina.

— É verdade. Só que há apenas um Harry James Potter — replicou a bruxa.

O sorriso mal disfarçado de Amy foi tudo o que Hermione viu antes da menina sair correndo outra vez com seus parceiros atrás de si.


O bruxo andava de um lado ao outro na entrada da casa, nervoso.

Vamos lá, Potter. Pense. O que vai dizer a ela?

A verdade era que o apanhador passara o dia anterior e essa manhã e tarde tentando convencer os Weasleys e Luna — e, claro, a si mesmo — de que a ideia de aparecer na casa de Hermione no Ano Novo, com todos os parentes dela presentes, enquanto a mesma parecia preferir a companhia de Bellatrix a dele, era péssima. Com esse enorme gasto de tempo, em nenhum minuto o indivíduo parara para se indagar o que diria a garota no momento quando a encontrasse.

E, agora, seus nervos estavam quase colapsando ante ao pensamento de que ele poderia bagunçar ainda mais a situação já complicada em que estava a amizade deles.

— É só Hermione, por Merlin — zombou uma mulher de trás de si.

Harry deixou cair as flores e por pouco não cai nos degraus de madeira. O riso de Tonks o fez se recompor e recuperar o presente do chão. Elas foram ideia de Fleur, para entregar a Sra. Granger.

Merlin, não. Não pense nos pais dela. Não pense neles.

O buquê quase tremia junto com as mãos de Harry ao imaginar um Sr. Granger furioso lhe fazendo milhares de perguntas.

"Não seja tão frouxo, Harry Potter!"

Brilhante, agora Luna fala em minha mente também. Só falta Gina e o pacote está completo!

— O que está fazendo aqui? — indagou o rapaz se virando para Tonks e Lupin. — Ou melhor, estão.

— Eu poderia perguntar o mesmo, mas é bem óbvio — retorquiu a auror. — Assim como, se acaso não se lembra, eu sou encarregada de você hoje. Você não esperava que eu não notasse sua ausência, né?

— Seria pedir demais, certo? — ironizou o rapaz para se desvencilhar do próprio nervosismo.

— Certo — replicou Tonks sorrindo.

Lupin observava tudo quietamente.

— Então — suspirou o rapaz entre cansado e decepcionado por todo nervosismo em vão —, onde está o portal? Vamos logo com isso.

O que será que ela teria dito? Gritaria outra vez? Provavelmente Mione iria me azarar. E ela nem precisaria de uma varinha com toda raiva que está…

— Portal para quê? — inquiriu Tonks.

— Não vai me levar de volta? — indagou o bruxo incrédulo.

Lupin sorriu.

— Por que eu faria isso? O meu trabalho é te manter seguro, e as maiores ameaças que vi até agora foram brinquedos. Só não deixe aquela espada parar no seu olho. Bem, o único que não posso prometer é proteção contra Hermione — riu a bruxa.

— Isso, e ela está de olho naqueles galeões guardados na Toca — disse Lupin maroto.

— Quê? — perguntou Harry confuso.

— Ora, não seja um mal perdedor, Remo — repreendeu divertida. — Só porque você apostou que o Harry resolveria as coisas até o dia seguinte ao Natal… Deixe a diversão para quem ainda está no páreo.

— Vocês apostaram sobre Mione e eu! — acusou o rapaz corando.

— Claro que apostamos — disse secamente. — Nós, os Weasleys, Luna… E eu disse que o Ano Novo seria o dia — sorriu vitoriosa.

Harry abriu a boca para retorquir, mas o som de passos as suas costas lhe dizia que a porta se abriria em segundos. Com uma piscada, os adultos desapareceram de vista. O rapaz se virou para a entrada, seu nervosismo retornando.

— Estaremos por perto — sussurrou Lupin a sua direita.

Harry quase dera um salto em surpresa.

— Não tão perto. Pode ficar tranquilo — riu Tonks.

Amy retornou seguida de seus primos de perto. Harry notou que a espada dela estava presa em seu vestido, não empunhada.

— Pode vir com a gente — informou a menina.


Após se livrar do pesado casaco que usava, Harry andava guiado pelos três meninos, tendo a manga de seu terno puxada gentilmente por Amy. As flores ainda estavam em suas mãos, as quais ainda estavam indecisas se tremiam ou não.

— Você trouxe flores para ela? — perguntou Spencer caminhando de costas a frente de sua prima.

— Por que ele traria flores para tia Herms? — indagou Ian confuso.

Amy revirou os olhos.

— É romântico, seu bobo — replicou a morena.

Harry sentiu seu rosto esquentar.

Não haveria problema em dar as flores a Mione… Elas estão dizendo que é romântico. Mas Fleur insistiu que eu as desse a Sra. Granger. Merlin, o que faço?

Os três chegaram ao salão. Hermione estava fora de vista.

Melhor escutar as garotas…

— Na verdade, as flores são para a Sra. Granger…

— Verdade? — sorriu Spencer. — Então aí está a sua chance!

O quê?!

A menina apontou para algum lugar a esquerda deles. Amy mudou o trajeto de súbito parando em frente a uma mulher de costas para eles.

— Tia Marie! — chamou Spencer puxando de leve o vestido da mulher.

A mulher se virou. O primeiro que entrou no campo de visão do rapaz foram os olhos castanhos. Os mesmos de Hermione. Os cabelos também eram cacheados, porém de tom mais escuro. Ela sorria para as meninas quando vislumbrou o bruxo.

— Harry! — exclamou surpresa.

Merlin!

— É-é… Sim. Sim, Sra. Granger — tartamudeou ele.

— Ele trouxe isso para a senhora — disse Amy apontando para as flores.

A mulher abriu um sorriso doce, que trazia algum conforto para os nervos do bruxo.

— É verdade? — indagou ela.

— Sim — Harry limitou-se a dizer por medo de perder o controle da fala outra vez.

— Ah, obrigada, querido — disse aceitando o buquê encantada. — Hermione não me contou que você viria.

— Ela não parecia saber — disse Ian.

Spencer o acotovelou.

A mulher exibiu um olhar de entendimento e sorriu mais ainda.

— Ah, eu vejo — disse fazendo o rapaz corar.

— Olhe, Sra. Granger, eu…

— Não precisa se explicar, querido — cortou apertando os ombros dele de leve. — Aposto que ela vai adorar a surpresa.

Havia algo no tom dela que aumentou o nível de sangue nas bochechas de Harry. Ela o olhava como se soubesse o que ele tinha vindo fazer ali.

Ela consegue ver? Não. Impossível. Sou o melhor amigo da filha dela. É isso.

— Marie, você viu o Ryan? Estávamos falando de golfe, ele pediu para ir ao banheiro e sumiu… — indagou um homem se aproximando do grupo, que estava em frente ao mini bar.

O Sr. Granger…

O homem tinha praticamente a mesma altura de Harry, os cabelos castanhos claros, e um sorriso branco. Ele notou, após um leve olhar da mulher, a presença de Harry.

— Ah, Harry! Desculpe — disse estendendo a mão para o rapaz. — Estou procurando um amigo e não tinha lhe visto… Então, como vai? Hermione não…

— Querido, Hermione não sabe ainda — respondeu a Sra. Granger oferecendo um olhar simpático ao rapaz.

— Não sabe? — inquiriu confuso ainda apertando a mão de Harry.

A mulher sorriu com complacência.

— Onde está Ronald, Harry? — perguntou o homem, a sobrancelha ligeiramente arqueada.

Merlin, tenho de fechar minha mente. Se ele descobrir porque vim aqui…

— Oh, Henry, Ronald deve estar na Toca. Chamam de Toca, certo? — indagou a Sra. Granger.

— Sim, Sra. Granger. E-ele ficou com os Weasleys — respondeu o rapaz.

— E você veio fazer uma surpresa a minha filha? Sozinho? — perguntou o homem em tom suave.

Vamos, Harry. Por Merlin, você é um bruxo!

— Sim, senhor — replicou o jovem mais controlado.

A Sra. Granger sorriu ante a resposta do rapaz e se virou a Amy, que ainda segurava a manga do terno do apanhador, seus primos ao seu lado.

— Querida, você poderia levar Harry até Hermione? Sei que sabe onde ela está — pediu gentilmente.

Com isso, o Sr. Granger largou a mão do rapaz e Amy os guiou até o outro lado do salão. Não levou muito tempo até que Harry enxergasse quem queria.

O bruxo prendeu a respiração.

Hermione estava de pé ao lado de um dos sofás. Ao seu redor, algumas pessoas. A garota sorria levemente escutando uma das garotas dizer algo.

Como pode estar tão encantadora?

Um sorriso involuntário se desenhou nos lábios de Harry.

— Tia Herms! — Chamou Amy ainda há uns quantos passos de distância.

Hermione se virou de súbito com a chamada da menina e sua expressão congelou por dois segundos, como se ela houvesse parado no tempo. O sorriso de seu melhor amigo ainda permanecia intacto. Como poderia ele se desvanecer? Antes que desse tempo para que o rapaz começasse a se preocupar com a falta de reação da bruxa — que se encontrava boquiaberta, com os braços no ar num movimento que nunca foi completado —, os cantos da boca de Hermione começaram a se levantar até que formaram um sorriso estonteante em seu semblante incrédulo. Ela começou a andar até eles.

Amy soltara a manga do terno a dois passos de distância da prima mais velha.

— Seu amigo, tia Herms — disse a menina indicando o rapaz.

O bruxo encarou os adoráveis olhos castanhos a sua frente, e teve de respirar fundo para não se perder em meio as sensações despertas em seu ser por meramente mirar aqueles orbes.

— Você veio — sussurrou a garota impressionada.

Ele acenou afirmativamente com a cabeça.

— Você…? — prosseguiu ela. — Como? Digo, aqui… Eu achava que… Achava que… Só no trem…

Harry riu. Aquilo despertou Hermione de seu discurso incoerente. Diante de um olhar interrogativo, ele respondeu:

— A Srta. Granger não costuma se atrapalhar com as palavras — disse zombeteiro, fazendo-a corar mais.

— Harry!

O bruxo ganhou um tapa no braço direito como recompensa, que só o fez rir mais. A garota não demorou a se juntar a ele. O som o lembrava da época em que passar tempo com Hermione era normal, o fazia se sentir aquecido e, estranhamente, sumia com boa parte de seu nervosismo.

Quando o riso deles se desvaneceu, Harry, sem se dar ao trabalho de pensar, esticou os braços e envolveu a garota, trazendo-a para junto de si. Um arrepio seguiu sua espinha. Por um momento, ele achou ter sentido os músculos dela se enrijecerem sob seus braços. Não demorou até que a sentisse relaxar.

— Eu sinto muito, Mione — sussurrou com os lábios rentes à orelha dela. — Desculpe. Eu sinto…

As palavras de Harry morreram em sua garganta ao escutar um suspiro demasiado longo dado pela garota. Preocupado, o bruxo se afastou o suficiente para encarar as íris da amiga brilhando. Ela tremia. Hermione respirava fundo para se acalmar, o que apenas deixava o rapaz mais nervoso.

O que está acontecendo com ela? Foi apenas o que eu disse, ou é algo mais?

— Mione? O que foi? — perguntou esfregando as mãos ao longo dos braços dela.

Harry a sentou num peitoril largo acolchoado de uma das janelas. Amy tinha sumido em algum momento com os primos. Só restavam eles dois. O rapaz persistia em agonizante espera, dando a amiga tempo para que se recuperasse de seja lá o que estivesse ocorrendo com ela. Ele bem que fizera menção de se levantar e buscar algo para que ela pudesse beber, entretanto, fora de imediato interrompido pelas mãos da garota em seu braço. Possessivas, elas diziam silenciosamente que ficasse.

— Desculpe ter te assustado — suspirou a bruxa, embaraçada. — Estou bem, Harry.

O apanhador estreitou os olhos em desconfiança. Ela apenas riu e deixou que seus dedos percorressem de leve os cabelos revoltos dele. Harry não conseguiu evitar fechar os olhos por breves segundos ante tão afetuoso toque. Ao abri-los, o bruxo encontrara Hermione o mirando de forma intensa. O brilho intrigante retornara aos orbes castanhos.

O que será isso? Mione parece confusa…

— O que há? — insistiu ele.

Hermione despertou de seu pequeno transe ao escutar a pergunta — terrivelmente corada.

— Ah, não é nada. E-eu só fiquei… surpresa! — soltou a garota nervosamente. — Isso. Apenas surpresa — terminou mais para si mesma.

Harry estreitou os olhos pela segunda vez. Algo estava errado. A sensação de que tinha alguém o mirando lhe atingiu, entretanto, desviando-o de sua linha de raciocínio. Virando a cabeça para sua esquerda, há uns metros de si, o grupo que Hermione deixara antes de vir ao seu encontro os observava. O rapaz se voltou para a amiga e indicou a direção com a cabeça.

— Ah, Merlin, deixei-os falando sozinhos! — Pasmou ela. — M-mas é que v-você apareceu e… e… Eu não podia te deixar lá, no meio do salão. Então…

— Hermione! — Cortou Harry entre divertido e preocupado com o comportamento tão atípico dela. — Tudo bem.

Ela interrompeu seu discurso para logo em seguida resmungar algo ininteligível. A única palavra que Harry compreendera fora "Circe". A garota se levantou de súbito, agarrando a mão do amigo e o levando sem uma palavra na direção do grupo em que estava.

— Olá outra vez, Herms — zombou uma garota de cabelos negros sorrindo.

Havia mais três pessoas além dela. Dois rapazes e uma moça. Todos pareciam ter praticamente a mesma idade, que não deveria ser tão distante da do casal. Pelo menos, não aparentava.

— Perdão — desculpou-se a bruxa. — É que tive essa visita inesperada — sorriu.

— Parece uma excelente desculpa — provocou a segunda garota.

Harry sentiu as próprias bochechas esquentarem ligeiramente, fazendo as duas estranhas rirem.

— Clara, você está fazendo o rapaz corar — comentou marota a moça de cabelos castanhos escuros.

Ele sentiu um aperto de leve em sua mão.

— Harry, não ligue para elas. Esses são meus primos. Kevin e Nathan — disse apontando para os dois rapazes loiros a sua frente. — Eles são irmãos de Ian e Spencer, que suponho você conheceu. Anne, que é filha única — indicou a moça a esquerda deles.

— Quem precisa de irmãos quando se tem primos? — riu Anne.

— E essa é Clara, irmã de Amy — terminou Hermione. — Pessoal, esse é o Harry.

Após a rodada de cumprimentos, a mente de Harry soou o alarme. Hermione nunca havia comentado com ele sobre a versão da história que seus parentes tinham acerca de sua educação. Claro, ele supunha que ninguém além de seus pais soubesse que era uma bruxa.

— Então você é o amigo de quem Hermione tanto fala — comentou Nathan. — Do internato, certo?

— Certo — sorriu o bruxo. — Estudamos juntos em Hog-… — um forte aperto na mão dele o impediu de prosseguir e o fez começar uma tosse.

— Você está bem, Harry? — indagou Hermione fingindo preocupação e lhe oferecendo um olhar significativo.

Tudo bem. Eles provavelmente não sabem o nome da escola. Só isso.

— Sim. Só… um engasgo — replicou o bruxo.

— Você estava falando que estudam juntos — instigou Kevin. — Ainda não entendo porque Hermione tem que sair do país para estudar. A Inglaterra tem excelentes escolas. Mais próximas da família.

Harry poderia jurar, apesar do tom parecer inocente, que o garoto a sua frente tinha acabado de flertar com sua melhor amiga. Num ímpeto, ele apertou de leve a mão de Hermione, como se para assegurar a si mesmo de que ela ainda se encontrava enlaçada na sua. A garota o encarou inquisidora. Expressão essa que ele ignorou a fim de não se atrapalhar mais que o normal.

— Mas essa é especial — disse Anne. — Conforme-se, Kevin, só cabeçudos como Herms conseguem entrar.

— Ah, Harry, ele bem que tentou — explicou Clara ao apanhador —, mas o rejeitaram uma porção de vezes.

Os outros riram, enquanto Hermione corava e Kevin tentava não demonstrar seu desgosto ante a tal comentário.

Harry apenas poderia imaginar o trabalho que Hermione tivera, já que as cartas de inscrição de Kevin nem deveriam chegar a Dumbledore, para falsificar as respostas negativas ao primo.

— Diga que vocês fazem algo além de estudar naquele lugar — brincou Nathan.

— Claro que fazemos — riu Harry. — Tem… esportes.

— Hermione praticando esportes! — Pasmou Clara. — Essa eu pagava para ver.

— Eu não — replicou Hermione. — Odeio aquele esporte — cuspiu com um leve arrepio.

— Que esporte? — inquiriu Kevin.

— Ah, provavelmente é futebol, certo? — indagou Clara.

Havia algo no tom sugestivo dela que aguçou o instinto de Harry. Ele não sabia o que, em verdade, mas algo ali soara um alarme.

Ela sabe.

— Sim. Harry joga. Ele é capitão do time — informou a bruxa sorrindo.

— Você não odeia Qua… futebol — replicou Harry virando-se para a amiga.

Hermione o deu um daqueles olhares complacentes, o que apenas o deixava mais confuso.

— Mas você vai a todos os nossos jogos! — Prosseguiu sem se convencer.

— Só porque você está em todos eles! — Retorquiu ela de súbito.

A garota pareceu se dar conta da semântica de seu arranjo de palavras no segundo seguinte, suas bochechas queimando. Ela virou o rosto para a prima ao seu lado. O grupo ficou em silêncio por um breve momento. Harry estava boquiaberto. Ele ainda tentava processar o que a proposição realmente significava. O rapaz se lembrava das palavras de Luna e de Gina.

Seria possível que estivessem certas? Pode ser apenas por causa do perigo. Sim, Mione se preocupa comigo.

— Sabe o que não consigo superar? — começou Anne quebrando o silêncio. — Dois verões atrás, Clara e eu te ajudamos a escolher um vestido estonteante para levar para a escola. E não há fotos disso! — terminou se dirigindo a bruxa.

Mas Mione não mencionou o nome de Rony. Ou de Gina. Ou de Neville.

— Ah, o Baile de Inverno — Harry disse.

As lembranças vistas dentro da cabine na aula de Poções assaltaram a mente do rapaz de imediato. Era como se ele pudesse ver sua melhor amiga a sua frente no Salão Principal com seu vestido azul-pervinca. Ele sorriu.

Hermione deu um leve aceno afirmativo com a cabeça.

— O vestido! — Exclamou Clara se lembrando. — Digo para cortarmos o cérebro dele e roubar a memória do dia — propôs marota.

— Se eu pudesse, mostrava a visão para vocês — riu Harry, apesar da sua frase ser genuinamente verdadeira.

— Nunca vamos saber como ela estava — resmungou Anne.

— Estava… linda — soltou o grifinório em deslumbramento.

Ah, Merlin, tenho que me controlar.

As primas sorriam com um olhar conspiratório na direção do casal, enquanto Hermione aparentava ter problemas em conciliar as ordens enviadas por seu cérebro e suas cordas vocais, encarando Harry como se não o conseguisse enxergar. Ele apenas ficava mais confuso. O contato direto com a mão morna da garota não o ajudava em nada a conseguir se concentrar e agir coerentemente em frente a ela. Harry tentava se focar num pensamento, entretanto:

Há algo ocorrendo com Mione... Ela está tão estranha. Nervosa...

E, realmente, havia algo acontecendo com Hermione ao momento, só que o apanhador estava ainda um tanto longe de descobrir os fatos por trás daquela história.

— Vocês devem ter dançado bastante — comentou Clara quase indiferente com um meio sorriso.

Se eu continuar babando tão claramente em minha melhor amiga a família toda dela vai descobrir o que sinto ANTES que eu mesmo possa contar!

— Na verdade, n-nós fomos com outras pessoas — informou Hermione corada.

— Oh — fez Clara.

Espere! Estou mesmo considerando contar a ela? Tudo?

— Mas isso não impediria Harry de convidá-la para dançar — apontou Kevin.

Hermione desviou o olhar. Harry corou envergonhado. Merlin sabia o quanto o rapaz se arrependera de ter perdido tanto tempo arrumando coragem para convidar Cho e não ter pensado em Hermione primeiro.

— Isso é, como melhores amigos, claro — prosseguiu.

— Bem, sorte a de Mione que não a tirei para dançar — tentou justificar Harry com um sorriso amarelo — porque senão os pés dela estariam inutilizáveis em pouco tempo. Sou péssimo nisso.

A bruxa se voltou para ele e lhe ofereceu um pequeno sorriso, silenciosamente dizendo que tudo bem. Isso provocou um incômodo no interior do rapaz. Embora não entendesse bem porquê. A verdade é que, ele não queria que estivesse tudo bem. Em seu íntimo, desejava com ardência que Hermione tivesse ao menos pensado em dançar com ele no Baile.

— É uma pena, pois Herms gosta de dançar — sorriu Kevin.

Harry não estava gostando do rumo daquela conversa.

Kevin estendeu a mão direita e fez uma meia reverência em direção a bruxa.

— Você me acompanha?

NÃO! Ela não te acompanha a lugar algum!

Harry podia dizer que sua magia dava sinais leves de desgosto. Ou talvez ele estivesse apenas imaginando e uma brisa entrara no cômodo. O bruxo não deu indicativa alguma de que largaria a mão da amiga em tempo algum. De fato, ele apenas encarava o indivíduo a sua frente em surpresa e raiva por ter ousado convidar sua Hermione para fazer algo tão explicitamente romântico bem embaixo de seu nariz!

A garota em questão parecia demasiado surpresa em relação ao convite e, apesar de ter aberto a boca, as palavras se recusavam a sair. Então, quando a situação se tornara embaraçosa, ela se virou para Harry. Por um breve instante, ele viu um olhar que não soubera decifrar. Fora tão rápido que, antes que pudesse sussurrar alguma pergunta, Hermione gentilmente deixou sua mão e aceitou a do primo com um sorriso simpático.

Harry de súbito se sentira sozinho. Parecia um pensamento completamente deslocado, já que havia várias e várias pessoas naquele mesmo salão. E, no fim, Hermione estaria apenas a alguns metros de distância.

Uns quantos passos depois, a garota se voltou para o amigo e ele pôde ler em seus lábios: "logo estarei de volta". O gesto quase o fizera sorrir, se sua mão não se encontrasse tão gélida ao momento.

O que eu poderia fazer?! Não largar as mãos dela e dizer "como ousa tentar tocar em minha garota?!"

A verdade lhe atingiu como um martelo: Hermione não era sua garota. Era apenas sua melhor amiga. Não havia nada que o amigo pudesse fazer em casos como esses. Nem direito a ciúme ele tinha, em realidade. O rapaz suspirou tentando conter sua súbita raiva por não ter direito de sentir, mas isso não evitar, de forma nenhuma, que o sentimento viesse.

Já há um bastardo a rondando no castelo, tem de haver um aqui também! Merlin!

Harry, que ainda não tirara os olhos do casal e não se lembrava do grupo em que ainda estava, teve sua atenção tomada por algo. Kevin, em vez de levar Hermione para a pista de dança, como seu convite sugeria que fizesse, estava tomando o rumo do mini bar. E, como se um instinto primitivo o tivesse alertado, o rapaz focou seu olhar no teto. Seu estômago começou a dar voltas. Havia um visgo projetado acima do lugar onde, aparentemente, sua melhor amiga estava sendo levada.

O QUÊ? Esse… esse… Ah, se ele pensa que vai agarrar Mione está muito enganado!

E, assim, todos os pensamentos sobre direitos e amigos foram banidos da cabeça do menino-que-sobreviveu num segundo. Harry andava a passos largos, desviando das pessoas com quase a mesma suavidade que Amy mais cedo, para chegar aos dois antes que atingissem o tal local. É certo que, diferente dos visgos bruxos — e, principalmente, dos de Fred e Jorge — esse não possuía qualquer encantamento que obrigava o casal que passara embaixo dele a se beijar. Mas, como qualquer travessura, as pessoas poderiam pressionar com seus quase inocentes "vamos, é tradição" e "não é nada demais, querida".

Só que, sim, é demais!

Harry não estava disposto a ter de presenciar tal visão. Ele tinha certeza, se não chegasse a tempo de impedir os intentos do tal garoto, um rápido feitiço o desmaiaria. Simples. Não havia modo de isso ocorrer.

Não mesmo.

Quando faltava um passo para a garota entrar no terreno proibido, Harry entrou no espaço entre ela e Kevin, fazendo com os dois garotos ficassem embaixo do visgo. E, no momento em que o trouxa se virou intentando encarar sua prima com sua mais sedutora amostra de dentes, viu Harry sorrindo.

HÁ!

— O que diabos…? — indagou Kevin.

— Harry! — exclamou a garota em meio ao susto.

Por pouco ela não esbarra no moreno.

— Ah, perdão. Mas é que estávamos conversando e reparei que no visgo — disse com sua voz mais inocente apontando para acima de suas cabeças.

Hermione suspirou em aparente alívio. Kevin não parecia compartilhar do sentimento. Ao longe, Clara e Anne riam vigorosamente.

— Então, para evitar esse acidente drástico, vim impedir, sabe — prosseguiu. — Achei que você não ia querer beijar sua prima. Quero dizer, eca, ela é sua prima! Deve haver algum tipo de lei contra isso — pontuou fazendo uma careta.

Hermione tinha um olhar indecifrável vestindo seu semblante.

— Como é apenas uma tradição boba, nós — continuou apontando para Kevin e si mesmo — não precisamos cumpri-la.

— Claro que não precisamos! — Concordou Kevin desgostoso.

— Ótimo! — Terminou o apanhador. — Você deve ter vindo aqui para beber algo.

— Sim! — Pontuou Kevin. — Vim pegar bebidas para Herms e eu.

— Então, pegue — soltou Harry. — Enquanto isso, tenho que conversar com Mione — informou agarrando a mão da amiga. — Até mais.

Sem esperar por uma resposta ou qualquer sinal de entendimento, Harry saiu com Hermione das vistas do primo em velocidade e sutileza impressionantes. Ela ainda não pronunciara uma sílaba.

— Mione? — Um aceno de cabeça o saciou. — Onde podemos…?

— Escadas — atalhou ela, com uma voz que nem parecia a sua, o direcionando ao local.

A casa estava, literalmente, repleta de pessoas. Havia indivíduos circulando por toda parte. E a propriedade era surpreendentemente grande. Assim que os dois chegaram ao segundo andar, apesar de não tão cheio, ainda se viam algumas portas entreabertas com mães ninando bebês ou trocando fraldas. Sozinhos não era a palavra para o local. Hermione parecia consciente disso, uma vez que ainda andavam.

Uma porta a esquerda de um corredor adjacente entrou no campo de visão. Uma vez dentro, Harry caminhou timidamente no cômodo que se encontrava perfeitamente iluminado por lua crescente. Talvez por isso a garota não tenha se movido para acender luz alguma após ter selado a porta e ter murmurado alguns feitiços.

— Esse é o meu quarto — informou quase baixo o suficiente para ser considerado um sussurro, suas costas ainda tocando a porta de madeira.

Harry engoliu em seco. De repente, as possibilidades que o assombravam poderiam realmente virar realidade. Fora que o sentimento de estar no quarto de Hermione aguçava extremamente sua imaginação.

Concentre-se! Por Circe, não arruíne tudo!

Dando uma olhada ao seu redor, Harry tentava absorver o lugar. Havia uma cama a sua frente, perfeitamente arrumada. Atrás de si, uma escrivaninha resguardava alguns pergaminhos e livros. Uma pequena estante abrigava mais volumes do que certamente fora feita para carregar. Um olhar cuidadoso perceberia que nada relacionado a magia estava visível. Havia outros detalhes, mas isso era o que o rapaz conseguira ou queria notar. Em verdade, o fato de que, durante sua exploração visual, Hermione começara a se mover em sua direção, fizera o pensamento sobre conhecer ou explorar se desviar por completo de sua mente.

— Parece mesmo com você — disse quietamente quando ela chegou a sua frente.

Ela sorriu ligeiramente.

— Eu o modifiquei aos poucos com magia. Não podia correr o risco de que ninguém visse minhas coisas da escola — explicou. — Os livros, por exemplo, você apenas pode ver se pensar num volume específico.

— Incrível, Mione — babou o rapaz.

Ele podia ver a vermelhidão nas bochechas dela. A garota sorriu, mas havia algo a mais ali. Não era bom. Harry poderia dizer que algo subitamente a deixara triste.

— O que há com você? — inquiriu outra vez naquela noite.

Ela abaixou o olhar e suspirou. Harry poderia dizer que a garota estava em profundo pensamento.

— Nada, eu… Apenas gosto quando você me chama assim — sussurrou ela levantando os olhos. — E isso só não vinha acontecendo nos últimos tempos.

Harry suspirou. Ele não conseguia evitar se revoltar um tanto consigo mesmo ao ver o olhar ainda machucado que sua amiga exibia.

— Em minha mente — disse sustentando o mesmo tom que ela — nunca deixei de te chamar assim.

— Então qual o grande problema, Harry, de sincronizar sua mente com a realidade? — indagou o encarando.

O rapaz sentiu seu ritmo cardíaco acelerar ao mesmo tempo quando sua boca começou a ficar seca. Havia tanto a explicar a ela. E ele verdadeiramente queria contar. Porque a experiência lhe provara que ficar sem Hermione era mais doloroso do que se permitia pensar. E a ideia de ter de passar por tal privação de palavras, de toques era demasiado torturante para si. Então ele tinha de arrumar coragem em algum lugar em seu íntimo e contar a ela. Não tinha como ser pior do que o que vinha passando.

— Não suporto pensar na possibilidade de perder minha melhor amiga — disse tomando as mãos delas nas suas.

— Então não perca — ordenou enquanto lágrimas preenchiam seus olhos.

Ele suspirou em intento de evitar que o nó em sua garganta se desfizesse e criasse a mesma pressão que havia nos olhos de Hermione ao momento.

— Não se afaste de mim. Não me mande embora, Harry — disse ainda aos sussurros, embora seu tom fosse exigente.

A mão dele chegou a bochecha dela no segundo em que uma lágrima forçara saída contra a vontade da dona.

Ah, Merlin, ela nunca deveria chorar. Nenhuma tristeza deveria rondar alguém como Mione.

Quando encarar o olhar brilhante dela era quase insuportável sem que suas próprias lágrimas fugissem, o bruxo pressionou os lábios contra a testa dela. Um suspiro audível foi ouvido no recinto. Hermione tremia ligeiramente, e suas mãos ganharam vida se aferrando a camisa do rapaz, num intento de cessar a distância entre eles. Não demorou até que os braços de Harry circundassem a pequena cintura e que se sentisse arrepiar ante ao toque dos cabelos dela em seu pescoço. Ele sentia pequenas gotas atingirem seu ombro enquanto segurava o mais gentil e possessivamente que conseguia o pequeno corpo trêmulo contra si.

Eventualmente, com os sussurros de Harry de que não ia a lugar algum e as carícias do abraço, Hermione se acalmou. A posição, entretanto, fora preservada por mais tempo.

Devagar, evitando ao máximo criar sinapses, Harry afastou o rosto com ligeira dificuldade do pescoço da garota, cujas mãos iam protestar o puxando pela camisa outra vez, e parou quando suas faces estavam a meros centímetros de distância. Hermione suspirou, seus olhos adoravelmente vermelhos o encarando em confusão. O brilho que assombrava Harry aparecendo em seus olhos novamente.

— Pre-preciso… Tem algo que preciso que saiba — sussurrou.

Olhos da garota se encheram uma segunda vez, embora ela não fizesse nenhum movimento para apartar o olhar. Em verdade, de alguma maneira, Hermione mantinha o controle que seus orbes castanhos se recusavam a ter. Nenhuma lágrima se fez presente.

Harry suspirou.

— Em nossa aula de-… — começou nunca deixando o olhar dela.

CRAAAAC!

Caos.


N/a: Sem desejos assassinos para com a autora antes do fim de ano. É feio Hahahahah

Ei, Carol Granger, apareci! Hahaha Sim, me atrasei mais que o esperado. Perdão. De qualquer forma, Feliz Natal atrasado e excelente Ano Novo para nós, Maravilindos queridos!

Eu sei. Vocês devem estar… qual o termo? Um tanto frustrados. Em verdade, não sinto por isso. Significa que consegui despertar emoção em vocês. E, isso, é maravilhoso Hahahaha De qualquer maneira, as coisas estavam muito calmas por aqui. Até demais, vocês não acham? Eu certamente acho. Bem, bem, as apostas de vocês ainda persistem intactas. Por hora. Já tem vencedor, porém hahahaha Se segura Lize, quem sabe vemos isso no capítulo que vem! Mineirinho, você tem bons palpites hahaha

Camile Black, bixinhaa, não se apavore! Hahahah Capítulo que vem tende a ter beem mais ação.

Tati, é minha grande honra te dar as boas vindas ao clube. A gente é meio torto. Temos momentos de choro, frustração, mas também tem boas risadas de quando em quando hahahaha

Janis Lupin, sorry, fica amarrada aí mais um tempinho hahahah

Jully Potter, desculpa, desculpa, desculpa hahahah

Thais Lupin, fases maquiavélicas são que nem doenças crônicas, nunca te deixam de verdade hahahah

Lize e Luana, confesso a vocês que a ideia para a aparição de Cho foi uma das que mais me deu trabalho. Exatamente porque tinham muitos detalhes envolvidos para fazer dar certo e ter coerência. Boa, Lize! E, hey, conversas por fotos no SnapChat são as melhores hahahahah faço isso o tempo todo!

Thomas Black, me atrevo a dizer que nunca me senti mais lisonjeada por ser a responsável pela confusão e prolixidade de alguém hahahaha Quanto ao seu medo, e o de thaizy, não se preocupem. Ainda tem, acho, bastante antes de eu escrever esse desfecho. Nem eu quero que acabe :/

Muito, muito, muito obrigada pelas reviews! Adoro ler suas opiniões, de verdade! Não poderia ter leitores melhores ou mais engraçados que vocês hahaha

E, nossa, sem comentários sobre a pequena Amy. Ela é meu sonho frustrado... (soluço)

Até, meus Maravilindos!