No Capítulo Anterior...

Um tremor e uma explosão

Um tremor e uma explosão. Os dois separaram-se imediatamente e olharam ao redor. Saíram correndo para fora da caverna e no céu, viram uma fumaça dispersar-se no ar.

"Os Drückgeisters... (2)" – disse Evelyn, pasma.

O Seu Mais Leve Olhar

Capítulo Onze

"Algumas Explicações"

"Quem?" – perguntou Alberich.

"Não tenho tempo para explicações... Vamos!" – pegou-o pela mão e puxou-o para fora da caverna.

Corriam pela floresta o mais rápido que podiam. Com Alberich do seu lado, ela não podia usar toda sua velocidade e por mais que quisesse terminar logo de uma vez com os drückgeisters, não podia deixá-lo para trás. Mais um tremor de terra fez os dois pararem de correr. Olhavam pasmos para o fogo que começava a consumir a floresta.

"Droga!" – xingou, voltando a correr e a puxar Alberich pela mão.

"Você pode me explicar o que está acontecendo?" – gritou Alberich, enquanto corria.

"Depois Alberich... Depois!" – respondeu.

Siegfried mantinha-se na frente de Hilda, na intenção de protegê-la. Aquelas aberrações apareceram de repente que eles mal tiveram tempo de contra-atacar. Afinal, o que eram aquelas coisas? Os outros cavaleiros estavam ao redor deles, em posição de ataque. Eram vários homens e mulheres, com feições distorcidas e malignas. No meio deles, havia também alguns lobisomens e berseks(1). Parecia que tinham saído de um conto de terror. Viam-se completamente cercados e para piorar a situação, haviam pegado Freya.

Um lobisomem, de aparência mais assustadora que os demais e mais forte, deu um passo á frente. Olhou para Siegfried com seus olhos verdes, como se o analisasse.

"Não queremos vocês" – a voz assustadora e rouca fez com que Hilda se encolhesse – "Queremos apenas Hilda de Polaris".

"Jamais a levarão!" – rebateu Siegfried.

Novamente o mesmo lobisomem ficou a analisá-lo. Ele realmente não parecia querer lutar contra eles. Ledo engano. Os olhos dele poderiam transmitir uma calma estranha, mas seu instinto assassino estava presente, louco para dilacerar a carne.

"Então, tiraremos á força!" – uivou e logo, uma gritaria foi ouvida á metros de distância. Era hora da batalha.

Assim que ouviu o uivo daquele monstro, Evelyn parou de correr. Logo ele? "Droga" – pensou. Ia voltar a correr, quando Alberich impediu-a. Olhou-o, irritada. Não tinham tempo a perder e aquele idiota ainda a segurava!!

"Não temos tempo a perder Alberich!" – disse.

"O que está acontecendo afinal?" – perguntou ele, respirando aceleradamente.

"Hilda está em perigo... Você não sentiu nada?" – perguntou.

"Não..." – disse ele.

Foi então que viu. Sua mão estava pálida e as veias saltadas. Arregalou os olhos. Estava sugando a energia vital dele! Soltou-se dele com tudo, assustada. Estava prestes a matá-lo se ele não tivesse parado. Por Odin! Como não notara aquilo? Fez ele se sentar no chão e olhou-o.

"Fique aqui... Você não vai conseguir seguir adiante" – disse.

"O que?" – perguntou, surpreso.

"Depois eu explico... Agora fique aí e não saía por nada. Deixa que eu cuido da proteção de Hilda" – disse e sem dizer mais nada, saiu a toda velocidade entre as árvores.

Quando seus ataques tocavam os corpos dos oponentes, eles atingiam o adversário, mas depois o ferimento curava-se num instante, como se nada tivesse acontecido. Aquela era uma luta inútil! Como poderiam vencer um oponente que sequer podiam ferir? Siegfried foi mais uma vez lançado longe, mas correu até Hilda, ficando na frente dela novamente.

"Você é forte, guerreiro" – disse o lobisomem – "E muito resistente".

Sua visão estava péssima. Estava nebulosa e seus sentidos estavam prestes a se perder. Não ia agüentar mais um ataque dele. Porém, não podia desistir! Tinha que proteger Hilda de qualquer forma. Ele não morrera e voltara á vida á toa. Viu seu oponente erguer a mão direita para o céu e viu uma bola negra de energia se formar ali. Ele sorriu, vitorioso.

"Diga adeus a sua vida!" – e lançou-a em direção á Siegfried.

Não tinha como se esquivar. Se o fizesse, Hilda seria atingida e isso não iria permitir. Abriu os braços, pronto para receber o golpe. Os olhos claros da jovem asgardiana estavam marejados. Quando viu a bola de energia á poucos metros de seu amado, fechou os olhos.

"Siegfried!!" – gritou Hilda.

Silêncio. Até mesmo a batalha que estava acontecendo ao redor deles, cessou. Afinal, não era qualquer um que impedia um ataque daqueles. Hilda abriu os olhos, por não escutar o som de um corpo cair no chão. Ficou pasma ao ver Evelyn na frente de Siegfried. Viram a bola negra de energia ser segurada pelas duas mãos dela, antes desta atingi-la no estômago.

"Recomponha-se, Siegfried... Não vai proteger a Hilda dessa forma" – olhou-o, desafiadora.

"Hati..." – disse o lobisomem.

"Como vai velho companheiro?" – sorriu, sarcástica – "Vejo que não mudou em nada Aaron...".

"Mais uma vez, atrasando os planos do mestre" – disse ele.

"Cansei dessas suas intromissões..." – ela disse algo em outra língua e apertou a bola, fazendo-a se desfazer em uma névoa negra – "Saía daqui agora, antes que eu mande você de volta ao local de onde nunca deveria ter saído".

"Ele me tirou de lá e somente Ele pode me colocar de volta".

"Ingenuidade de sua parte... Eu e Skoll guardamos o portal de Niflheim á séculos, desde o aprisionamento dele. E Ele só conseguiu liberta-lo porque usufrui dos poderes de minha irmã" – ela sorriu, com a surpresa dele.

"Você já não mais serve aos ideais dele" – disse, sério.

"Eu nunca servi. Apenas usei deles para meu benefício próprio".

"Sua liberdade..." – completou o outro.

"Vamos papear ou vamos acabar logo com isso?" – perguntou ela, com um sorriso divertido nos lábios.

"Pediu, agora agüente!".

Apenas viram dois vultos moverem-se entre a batalha que recomeçara. Assim que os dois se chocaram, devido ao primeiro golpe, sentiram até mesmo o chão tremer. O poder que emanava daquela batalha era impressionante. Os dois pararam no chão e olhavam-se, fixamente.

"Vou dar um jeito de vocês acabaram com eles" – disse Evelyn, sem deixar de encarar seu oponente.

"E como pretende fazer isso?" – perguntou Hagen.

"Simples" – sorriu, maldosamente – "Tornando-os seres viventes novamente".

Viram-na fazer sua espada aparecer e fincá-la no chão, pousando as duas mãos na bainha. Ajoelhou-se, sem deixar de tocar na bainha de sua espada e começou a murmurar palavras estranhas e desconhecidas. O chão começou a rachar e dessas rachaduras, uma luz azul começou a se formar. Vendo que aquilo poderia acabar com a luta, os lobisomens e berseks tentaram impedi-la, mas os cavaleiros a protegeram com seus cosmos. Ela continuou a proferir aquelas palavras e ficaram assustados ao verem estranhos espectros surgirem das rachaduras no chão. Possuíam uma cor azulada e meio transparente. Quando viram os drückgeisters, foram até eles velozmente e entraram em seus corpos. Mais e mais espectros apareciam e entravam nos corpos deles, logo, todos os drückgeisters estavam caídos no chão. Silêncio. Evelyn levantou-se e encarou Aaron a sua frente, que lutava contra Hagen e Siegfried. Ficou parada, apenas observando-os levarem uma surra. Viu uma abertura e saiu a toda velocidade até ele. Um grito de dor. Evelyn havia acabado de acertar Aaron no coração. Ele, numa ultima tentativa, agarrou-a pelo pescoço. Ela apenas sorriu, maldosamente.

"Vou te mostrar quem é a verdadeira guardiã do portal de Niflheim...".

Um símbolo em vermelho apareceu aos pés deles e rapidamente a enorme mão vermelha os puxou para dentro da terra. Ficaram pasmos ao verem que Evelyn fora junto com ele. Escutaram um som parecido com um gemido humano e logo, todos aqueles que haviam caído se levantaram. Porém, suas aparências já não eram tão monstruosas. Agora estavam mais humanas. Seguiram o conselho de Evelyn e os atacaram. Eles se desintegraram imediatamente após seus ataques e já não eram capazes de recuperar-se. Uma luz vermelha inundou o local e viram que ela vinha de uma enorme árvore do local. Ficaram pasmos quando viram Evelyn sair de dentro daquela árvore. Ela observou a luta e resolveu acabar logo com aquilo, afinal, só sobraram os berseks. Saiu correndo, sem ser vista por ninguém e acabou com quase metade dos inimigos. Mais alguns ataques e com a ajuda dos cavaleiros, todos haviam sido derrotados. Esgotados, caíram de joelhos no chão. Seus corpos estavam debilitados, feridos e para ajudar, usaram quase todo o cosmo que possuíam.

"Parece que perdi a diversão".

Viraram-se para o homem que dissera aquilo. Era Alberich, que se apoiava em uma árvore para ficar de pé. Ele não parecia nem melhor, nem pior do que eles. Até parecia que ele tinha participado daquela batalha. Alberich direcionou seus olhos verdes para a mulher ruiva, de vestido branco.

"O que aconteceu na floresta afinal?" – perguntou.

"Meu corpo estava sugando sua energia vital" – disse, direta.

"O QUE??" – exaltou-se.

"Eu não tenho permissão para ficar na terra. Uso da energia vital dos humanos para isso. Se eu não fazê-lo, meu corpo irá morrer e meu espírito ficará preso, vagando entre o mundo dos Deuses e o mundo dos homens".

"Então, é por isso..." – disse Hilda.

"Porém, eu não tive a intenção de absorver a sua energia Alberich... Faz tempo que eu não absorvo nenhuma energia e quando eu toco um humano, meu corpo automaticamente faz o serviço. Desculpe" – disse, voltando-se para Hagen e Freya – "Quanto a você, Freya... Precisa ter cuidado. Outros viram para levá-la, assim como outros viram para matá-la, Hilda".

"Como? Do que está falando?" – perguntou Siegfried.

"Eu pararia por aí Hati!!".

Evelyn encarou surpresa, Jormungand a segurar Skoll desacordada nos braços. O que fizeram com ela? Ele sorria para si, como se tivesse vencido-a apenas ao mostrar a irmã naquele estado. Irritou-se.

"O que vocês fizeram com ela?" – perguntou Evelyn, com ódio.

"Nós? Nada... Mas sua irmã deixou de nos obedecer devidamente e tivemos que tomar providências" – sorriu, sarcasticamente.

"Desgraçados!!" – pegou sua espada, pronta para partir pra cima dele.

"O que vai ser Evelyn? Vai se voltar contra nós, ou vai cumprir a sua missão?".

Ela apenas olhou-o. Não tinha como ir contra a realidade: sua irmã estava morrendo e se não fizesse algo agora, poderia nunca mais vê-la! Desapareceu das vistas de todos, mas logo descobriram onde ela estava ao ouviram o grito assustado de Hilda. Evelyn mantinha sua espada no pescoço da asgardiana e parecia não brincar.

"Evelyn? O que está fazendo?" – perguntou Mime.

"Minha missão, desde o começo, foi me infiltrar no Valhalla, ganhar a confiança de todos vocês, matar Hilda e levar Freya" – disse tudo de uma vez.

"O QUE??" – disseram.

"Vamos Evelyn... Mate-a!" – disse Jormungand.

Continua...

Oi!!

Sim sim... Mais uma atualização, e isso graças a falta de internet

Mas... MAS... Finalmente, minha net está de volta e as atualizações serão constantes (até acabar tudo o que eu adiantei)... Claro, agora, só irei atualizar semana que vem... Talvez eu poste alguma coisa no meu aniversário também, num sei ''

Pois é gente... Tô ficando velha!! 18 anos nas costas... Tô ferrada capota

Nhaaa

Espero que tenham gostado do capítulo e preparem o fôlego!! Próximo capítulo, a Evelyn/Hati vai explicar toda a sua missão e tirar todas as dúvidas dos cavaleiros... Aguardem!!

Espero os reviews n.n

Beijos