Uma monstra assasina. A pior arma que eu já tinha visto era aquela que eu me tornara. Cerrei os punhos e baixei a cabeça.

Novamente eu era o monstro e nada poderia mudar aquilo. O destino novamente trouxe de volta meu pior lado, só que mais intensificado pelo odio e rancor que eu sentia.


Eu estava jogada na minha cama enorme irritada com toda aquela situação idiota e deprimida por estar a tanto tempo longe de onde eu realmente queria estar.

- Não tem razão de eu ficar fazendo massagem se você vai continuar assim, Bells – Chelse falou.

Ela estava sentada ao meu lado na cama, massageando minhas costas.

Chelse sempre tentava fazer eu me sentir melhor, o que era meio impossível. Mas eu ainda tentava ficar agradecida por ela tentar.

- Tudo bem, tudo bem. Eu vou relaxar – murmurei.

- Você vai mesmo! – eu pude sentir sua voz ganhando um tom irritado e sorri.

- Sim, senhora mamãe – murmurei com a voz obediente.

- Eca! Nunca mais me chame assim Isabella! – ela rosnou.

Eu ri.

- Fala baixo, ou então alguém vai ouvir! – murmurei ainda rindo.

Sempre havia guardas nas portas e em todos os lugares. Então conversávamos sempre em voz baixas. Nossos ouvidos vampiricos deviam servir pra alguma coisa.

Ela revirou os olhos e me deu um tapa no ombro.

- Não fique brava comigo – disse fazendo cara de cachorro-sem-dono.

- Para de se fazer de santa, filhinha – ela disse com a voz já brincalhona.

Eu sorri amarga.

- Ainda não acredito que você fez isso tudo por mim – disse.

Ela deu de ombros como se não fosse grande coisa.

Eu me levantei e pousei minha cabeça em sue ombro.

- To falando sério, Chelse. Eu realmente agradeço. Apesar de ainda achar muito nojento você estar dormindo com o John. – falei.

Seu corpo se sacudiu numa risadinha silenciosa. E eu sorri com isso.

- Eu faria qualquer coisa pra te ver bem, amiga – ela disse a passou os braços gentilmente por meu corpo.

Ao menos isso eu tinha. Uma amiga de verdade pra me ajudar a passar por isso tudo. Por toda essa idiotice.

De repente senti um cheiro forte e inebriante, um cheiro que fez minha garganta arder com desejo. Apertei com força a mãe de Chelse.

- Quem é o idiota que ta bebendo sangue humano no corredor? – rosnei.

- Relaxa, Bells. Deve ser um dos guardas – ela se levantou e me estendeu a mão – vamos caçar, assim você vai ficar melhor.

Eu já tava irritada antes, e agora isso! Levantei da cama e fui direto no closet.

- Deixa eu trocar de roupa primeiro.

Retirei rapidamente meu vestido de algodão do corpo, e vesti um jeans preto, uma blusa qualquer e um moletom por cima.

- Ponto? – Chelse perguntou.

Ela nunca precisava trocar de roupa, já era mestra em caçar sem se sujar. Mas eu, é claro, não tinha toda essa graça.

Assenti, e seguimos lado a lado pra fora da mansão que era a casa de John.

Passamos direto pra fora da cidade em direção a uma floresta. Enquanto andava pude ver ao longe o campo de treinamento. Havia alguns mestiços treinando lá.

Suspirei. O tempo estava passando rápido, pelo menos. Faltava apenas uma semana para a batalha.

Eu já tinho descoberto algumas coisas sobre nossos adversários. Eram vampiros. Então se eles estivessem preparados para a batalha, e eles estavam, teriam alguma vantagem sobre nós por serem bem treinados e antigos. E principalmente, eram muitos.

Mas ninguém parecia preocupado com isso, estavam confiantes. Principalmente os soldados. Mas eu conhecia bastante de batalhas pra saber que deveríamos nos preocupar.

Eu estava treinando com afinco cada soldado pra deixá-los o mais preparado possível. Eu não gostava de perder vidas em batalha. Então eu tinha que ter certeza que eles saberiam se cuidar.

Essa batalha não seria tão fácil como John afirmava. Mas eu não podia me deixar vencer. Eu precisava encarar essa batalha, vencê-la. Sair de lá viva e voltar para Edward.

Uma lágrima caiu pelo meu olho direito quando pensei nele. Ele devia estar tão decepcionado comigo...

Senti uma mão se enroscando na minha.

- Bella, por favor. Só mais uma semana, fique firme amiga. Por mim, por eles – Chelse falou me olhando carinhosamente.

Eu assenti e limpei qualquer vestígio de choro.

Eu iria ficar bem. Eu tinha prometido a mim mesma e a Edward naquela carta.

Corremos rapidamente entrando cada vez mais na floresta procurando algum animal que pudesse me satisfazer.

Deixei meus instintos me levarem.

O bom de caçar era isso.

Eu não precisava pensar, era só deixar meu corpo seguir seu instinto natural.

Algumas horas depois eu já estava novamente no campo de treino, vestindo apenas um short e uma regata.

Por mais que John insistisse que eu estava exagerando eu me recusava a aceitar. Eu iria treinar, eu não podia perder essa batalha. Se eu perdesse, eu perdia minha vida também. Eu não iria querer viver se não pudesse ver Edward novamente.

Os soldados já estavam melhorando. Eu os colocava pra treinar comigo, um por um. Eles precisavam encarar alguém forte. E no momento eu era a mais forte ali.

Claro que eu não lutava com toda minha força, era apenas um treino pra testar a força e resistência deles. Não estávamos mal, talvez nós conseguíssemos sair dessa bem. Sem grandes danos. Sem grandes perdas.

Eu mentalizava isso o mais forte que eu conseguia. Eu me empenhava praquilo. Quanto mais rápido aquilo acabasse. Mais rápido eu voltava pra onde meu coração estava.

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PoV Edward

- Saia! – eu rosnei.

- Edward, por favor! Você não pode ficar ai pra sempre! – Alice gritava do outro lado da porta.

Eu ignorei.

Eu estava trancado em meu quarto desde o dia em que Bella partiu. Desde o dia em que eu não a vi na escola.

Flashback

Eu estranhei o fato de Bella não ter ido a escola. Tentei ligar para o seu celular, mas simplesmente não respondia.

Então esperei o intervalo seguinte sai da escola sem que ninguém percebesse. Eu iria ate sua casa pra ver o que estava acontecendo.

Quando cheguei, tudo estava silencioso. Eu quase podia sentir a tensão no ar.

Respirei fundo, mas Bella não estava aqui. O cheiro era forte, ela havia saído a algumas horas atrás.

Pulei a janela de seu quarto e me sentei pensativamente na cama. Onde será que ela estava.

Será que havia acontecido alguma coisa?

Sobressaltei-me quando vi Rachel entrando no quarto. Seu rosto foi o que mais me assustou, estava caído. Triste. Como se alguém que ela amasse tivesse acabado de morrer.

Meu coração de pedra se apertou com esse pensamento e me levantei num instante indo em sua direção.

- Rachel, o que aconteceu? – falei preocupado.

Ela apenas estendeu sua mão pra mim, nela havia um envelope azul claro, selado.

Peguei o envelope de sua mão confuso.

- Apenas leia – ela falou baixo se virou e saiu do quarto me deixando sozinho.

E abri o envelope e me sentei na cama de Bella.

Reconheci no mesmo instante a caligrafia de Bella, mas estava mais embaralhada do que o normal, como se ela tivesse escrevido com pressa. Vi uma marca de água já seca na carta, uma lágrima.

Prendi minha respiração desnecessária por instinto e comecei a ler. Mesmo antes de lê-la eu já sabia que não era coisa boa.

Edward...

Perdoe-me, mas eu tive que ir. Lembra-se da minha história? Eles queriam vir me buscar... eles me levariam a força e matariam qualquer um que entrasse em seu caminho. Eu sabia que você tentaria me proteger, e eu simplesmente NÃO podia deixar você morrer. É a mim que eles querem, é apenas uma promessa sendo cumprida.

Eu só preciso estar lá e reger uma guerra. Mas eu prometo, eu vou voltar.

Vou voltar pra você. Me espere Edward, se você me ama me espere. E não me siga. Não coloque em risco sua vida... apenas confie em mim. Tente fazer isso, eu tenho um plano; nos veremos em breve. Digo a todos que sinto muito, eu realmente não queria que fosse assim, mas a vida nunca foi justa comigo. Estou apenas cumprindo meu destino... se esforce Edward, e tente me perdoar. Tente me entender. Nos veremos em breve.

Para sempre sua,

Bella.

Fiquei paralisado com aquela carta nas mãos. Aquele simples pedaço de papel foi tudo que ela me deixou.

Eu não conseguia acreditar que ela havia me abandonado. Depois de todas as juras de amor. Depois de tudo.

Ela devia ter confiado em mim, ela devia. Eu não teria a abandonado. Eu não teria permitido que ninguém a levasse. Eu fugiria com ela se fosse preciso. Meus pensamentos estavam histéricos.

Mas não, ela não quis confiar em mim. Ela mal se despediu de mim... ela apenas, se foi.

Amassei aquela droga de carta e corri o mais rápido que pude. Fechei meus olhos e apenas senti o vento em meu rosto.

Isso não estava acontecendo. Não estava!!

Quando abri meus olhos percebi que estava em nossa clareira.

Parei e olhei em volta, aquele lugar cheio de lembranças. Agora eram lembranças tão dolorosas.

Me deixei cair de joelhos no chão. Senti finalmente a dor me alcançar.

Eu nunca pensei que um vampiro pudesse sentir tal dor, tal sofrimento. Mas eu me enganei, era possível. Eu sentia.

Eu sentia como se meu coração de pedra estivesse se partindo, como se alguém estivesse ameaçando-o. Como se ele fosse uma simples massa de modelar nas mãos dela. Da minha Bella.

Ela fez com que meu coração ganhasse vida, que ele batesse pela primeira vez em um século. E agora, eu estava quebrado. Estava morrendo. E era tudo culpa dela.

- Edward – senti alguém murmurar baixo.

Alice. Ela estava parada atrás de mim. Seu rosto estava contorcido, como se mal conseguisse suportar me ver naquele estado.

- Não Alice. Eu não quero saber o que você veio falar. Apenas me deixe – murmurei, mas minha voz estava falha.

Ela se aproximou cautelosamente de mim, e pos sua mão em meu ombro.

- Edward... não – ela disse devagar.

Seus pensamentos estavam confusos, tristes. Mas também estavam culpados.

Eu senti nojo. Não. Eu fui traído pela minha própria irmã.

Me levantei e me afastei dela.

- Você sabia! – rosnei.

- Calma, Edward! – ela pediu com os olhos cobertos de culpa.

- Como você pode? – eu gritava agora – Como você sabia disso e simplesmente a deixou ir?

- Era preciso Edward! – ela gritou também.

Eu rosnei e dei um passo em sua direção.

- Você não tinha o direito de ajudá-la!

- É claro que eu tinha! Ela era minha amiga!

- Não! – berrei me aproximando ainda mais dela – Por isso mesmo devia convencê-la a ficar!

Ela me encarava, mas volta e meia seus pensamentos a traiam.

Ela estava com pena, e não conseguia disfarçar isso.

- Eu não quero sua pena, Alice. – falei já me virando pra correr de novo.

- Edward, se acalme. Me escute, por favor – ela implorou.

Respirei fundo, e me virei novamente pra ela.

- O que é?

- Edward. – ela disse delicadamente dando um passo calculado em minha direção – Ela fez isso por você também. Ela estava com medo de alguém te machucar. Ela estava tentando te proteger!

Eu dei um passo cambaleante pra trás.

- Mas ela não podia. Eu não faria isso se estivesse no lugar dela. Ela não podia ter feito. Ela devia ter confiado em mim.

- Entenda, Edward. Ela estava com medo. Confie nela. Ela vai voltar... – sua voz estava convicta, mas eu podia ver o medo por trás daquelas palavras.

Meu coração doía. Eu mal conseguia me manter de pé.

- Eu não quero... Não quero mais falar sobre isso – me virei e corri.

Fim do Flashback

Eu ainda não entendia como podia doer tanto... mas não precisava entender. Eu só sentia.

Eu queria que ela voltasse, eu estava depositando todas as minhas forças nisso. Ela prometeu, ela voltaria pra mim.

Quando ela voltasse eu iria brigar, esbravejar, xingar e reclamar ate não conseguir mais. E ela teria de ouvir tudo...

Mas depois, depois que minha raiva tivesse passado eu iria tomá-la em meus braços, e nunca mais soltá-la. Eu nunca mais a deixaria ir, pra lugar nenhum longe de mim. Ela ficaria comigo por toda a eternidade.

Minha cabeça doía de tanto remoer esse assunto. Então procurei me concentrar em alguma outra coisa. Comecei a ouvir os pensamentos da minha família.

Jasper estava em algum lugar no jardim triste. Me senti culpado. Ele estava assim graças aos meus sentimentos, ele não conseguia evitar.

Esme estava conversando com Carlisle no quarto. Estavam falando de mim, estavam com pena.

Rosalie e Emmett tinham saído. Ela simplesmente dizia que não conseguia ficar em casa com toda essa carga negativa.

Quando comecei a procurar pelos pensamentos de Alice fiquei confuso. Ela estava longe. Mas não o suficiente pra me incapacitar de ouvir seus pensamentos.

Concentrei-me. Ela estava tendo visões... Visões de... Bella.

Arfei quando entendi o que era aquilo.

Era Bella, em algum lugar distante, uma cidade. Seus olhos estavam mais vermelhos do que jamais tinha visto; seu corpo forte, esguio e pequeno estava em posição de ataque, mas ela tinha um sorrisinho nos lábios, não um sorriso feliz. Parecia um sorriso amargo. De repente um outro vampiro ou mestiço, sei lá, veio com tudo pra cima dela. Ela desviou elegantemente e num único movimento imobilizou o vampiro colando seus lábios no pescoço dele. Ela parecia irritada e frustrada agora, reclamava que nenhum deles estava se esforçando que iriam morrer rapidamente se não melhorassem, que os adversários eram fortes.

Minha Bella... minha pequena e frágil Bella. Estava mesmo liderando uma guerra.

Eu não conseguia acreditar. Eu nunca a tinha visto daquele modo.

Tão imponente, forte e confiante. Era diferente da menina doce e meio insegura que eu conheci; mas ao mesmo tempo era incrivelmente sexy.

Pensar nisso, vê-la. Deixou-me com ainda mais saudades. Mas eu não iria parar agora. Se eu não pudesse estar com ela, pelo menos eu iria vigiá-la.

Ela poderia viver o presente longe de mim, mas eu estaria de olho em seu futuro... e se algo desse errado nessa guerra, o tempo estaria do meu lado e eu poderia salvá-la.

Mas eu duvidava que alguém pudesse vencê-la. Enquanto lutava com os mestiços, ela aprecia se divertir de um jeito sombrio. Era incrivelmente forte e habilidosa.

Levantei-me da cama pela primeira vez desde que li aquela carta.

Corri direto para onde eu precisava no momento. Pude ouvir a confusão de meus familiares com minha súbita movimentação.

Mas eu não precisava explicar nada agora.

Alice se assustou quando sentiu eu me aproximar dela. Ela estava sentada em posição de lótus no meio da floresta, sozinha.

- Edward... – ela murmurou, seu rosto era um misto de confusão e culpa.

- Não estou aqui pra brigar Alice – disse calmamente me sentando ao seu lado.

Ela pos uma mão em meu rosto.

- Você também quer ver o futuro dela?

- Como eu poderia não querer ver? – perguntei.

É obvio que eu queria, obvio que eu me importava. Por mais irritado que eu pudesse ter ficado, ela ainda era a MINHA Bella.

Alice abriu um sorrisinho pra mim, mas logo seu rosto ficou serio de novo. Ela fechou os olhos em concentração.

Ficamos assim por algumas horas naquele dia. As vezes as imagens ficavam turvas e difíceis de enxergar, Alice dizia que era porque havia muitos mestiços por ali. O único destino que ela conseguia ver com clareza era o de Bella, os outros só atrapalhavam.

O dia estava amanhecendo quando Alice se levantou.

Eu a olhei confuso.

- Eles vão ficar preocupados, Edward. Eu posso me concentrar em casa também. Vamos – ela disse me estendendo a mão.

Eu suspirei e me levantei sozinho ignorando sua mão. Não estava em meu melhor humor.

Ver Bella tão triste, parecendo sofrer enquanto vivia cada segundo daquilo tudo me fazia mal. Mas eu ainda tinha que agradecer e muito pela sua amiga, Chelse. Era a única que dava algum apoio ali para a minha Bella.

Quando cheguei em casa fui direto para meu quarto novamente.

Joguei-me na cama e apenas fiquei vendo as visões de Alice por seus pensamentos.

Os dias foram se passando.

Eu não me mexia... eu mal saia pra caçar. Eu só ficava jogada na minha cama vendo Bella por meio das visões de Alice.

Seu exercito estava melhor, e logo eles partiriam para a guerra.

Por enquanto eles estavam só treinando, mas em seu futuro eu podia ver. Bella ficaria um pouco mais esperançosa. Mais confiante de ganhar aquela batalha.

Sorri internamente com isso. Estava acabando. Logo ela voltaria pra mim.

Comecei a lembrar-me das vezes em que eu Bella ficávamos juntos naquela floresta, meu coração de pedra se apertava com aqueles pensamentos. Mas eu me recusava a esquecer qualquer um deles.

Eram preciosos de mais. Um amor tão puro, tão bonito. Tão... Nosso.

Assustei-me quando Alice irrompeu no meu quarto.

Rosnei instintivamente me colocando em posição de ataque. Ninguém ousava entrar no meu quarto há dias.

- Edward... – foi só o que ela conseguiu murmurar enquanto caia no chão inconsciente.

Me desesperei naquele instante. Vampiros não desmaiavam. Pelo menos eu nunca tinha visto um desmaiar.

- Carlisle! Esme! – gritei desnecessariamente.

Eles já estavam na porta. Esme com a mão na boca e com olhos arregalados com a cena. Carlisle logo tomou a posição de responsável da família.

- Ponha-a na cama. Agora. – ele me orientou.

- Como é possível? Vampiros não desmaiam! – eu falava ríspido com meu pai.

- Acalme-se Edward. Você não vai ajudar assim! Ela estava tendo algum tipo de visão antes de desmaiar?

Eu hesitei. Alice não havia contado pra ninguém que estávamos vigiando Bella. Mas parece que agora eu teria de contar.

- Ela estava vigiando o futuro de Bella – eu disse olhando apenas para minha irmã fadinha.

Carlisle pareceu pensar um pouco.

- Você sabe qual foi a ultima coisa que ela viu? – ele perguntou com a voz um pouco mais intensa.

- Eu não prestei atenção nas ultimas visões. Distrai-me. Só me dei conta da realidade quando Alice entrou em meu quarto e desmaiou. – eu disse em tom de desculpa.

- Edward, ela pode ter visto alguma cena que a fez entrar em estado de choque – Carlisle pronunciou as palavras cuidadosamente, porque ele sabia que elas também me atingiriam.

Eu arfei e coloquei a mão instintivamente sobre meu peito frio.

- Não! – murmurei, minha voz não conseguindo se elevar mais que um sussurro.

- Filho, espere ela acordar. É só uma teoria. – ele tentava me acalmar.

Eu comecei a andar pra trás ate sentir meu corpo se chocar contra a parede, deixe-me escorregar até o chão.

Minha Bella. O futuro dela... Eu não permitiria que nada de ruim acontecesse. Eu iria salva-la! Custe o que custar!

- Edwa... – ouvi Alice se esforçar pra murmurar.

- Alice! – coloquei-me de pé num instante. Peguei sua mão e encarei seus olhos dourados – O que você viu?

Ela fechou os olhos e seu rosto fez uma expressão de dor, como se quisesse chorar lágrimas inexistentes. Ela se lembrou de sua ultima visão.

Foi como seu eu levasse um soco.

- NÃO! – berrei.

- Você tem que salvá-la Edward! Rápido! – Alice gritava compulsivamente agora. Estava se desesperando.

- Me ajude, Alice! Eu não vou conseguir chegar lá sem você! – eu gritava tentando faze-la levantar.

- Ela ainda está fraca, Edward! Por Deus! O que é? – Carlisle falava, como se quisesse me fazer voltar a razão.

- Você não entende! Ela tem que ir comigo!– eu gritei.

- Ir pra onde, filho? - Esme perguntou preocupada.

- Bella precisa de mim. Agora! – eu falei.

Eu sentia que minhas pernas queriam ceder. Mas eu não ia permitir, eu ia alcança-la. Iria salva-la.

Alice se levantou da cama. Carlisle tentou, inutilmente, fazê-la deitar-se novamente.

- Vamos logo, Edward! – Ela falou com a voz ainda entrecortada.

Assenti e comecei a correr.

Eu não ia deixar que isso acontecesse.

Nunca.

Bella era minha só minha! E nada nem ninguém iriam tirá-la de mim.

Corri com todas as minhas forças, o mais rápido que eu conseguia.

- Por ali! – Alice gritou. Estava um pouco atrás de mim. Pois eu era o mais rápido.

Ela me guiava por um caminho totalmente desconhecido a mim.

Mas eu sentia meu coração se aquecer. Estava perto, eu sabia que estava.


N/A: Poooooooooooooovo !

Perdão! eu sei que demorei, tipo, um século inteiro pra postar mas nao foi totalmente minha culpa. rs

Culpe o destino ;P

Mas entao, já estamos na reta final! vai acabar logo logo.

o Nosso querido Ed ta vigiando a Bellinha. Logo eles ficam juntos e felizes. Claro qeu antes tem que encarar algumas coisinhas mais. rs

Voltando só pra avisar que vo viajaar entao proximo post so fim de semana que vem ;D

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