Oi gente como foi a semana? Espero que mais tranquila que a minha hihiih
Nossa Chorei de rir nesse cap essa Bell é mais atrapalhada que uma girafa correndo kkkkkkkkkkkkk
Espero que gostem do cap... e desculpa por não ter postado ontem sábado com aula na facul e ainda correndo atrás das provas que já estão chegando oO
Mas aqui esta mais um cap...
Deixem sua marca ;)
Capítulo 10
- Há... um cavalo em meu salão - Edward murmurou com descrença.
- Eu sabia que cheirava algo estranho - Sir Spencer murmurou com satisfação, e então foi em direção as mesas, seguido por Joseph. O bispo vacilou por um momento para olhar curiosamente o cavalo, então seguiu aos outros dois homens, atuando como se não houvesse nada estranho.
- Há um cavalo em meu salão - Edward repetiu bastante ofuscado.
- Sim, isso parece – Carlisle Cullen concordou. Cruzando o recinto, ele começou caminhar lentamente em torno do animal, vendo que mal podia ver o cavalo por debaixo de toda aquela roupa. Não havia um centímetro da pele do animal que estivesse descoberta. Nem sequer podia ver a cor da besta. A única coisa visível era sua cara, e também estava meio escondida.
- Há um cavalo em meu salão. - Edward estava começando a soar como um lunático.
Agora que o fato tinha sido estabelecido, ninguém, mas prestava-lhe atenção. Robert se uniu a Lorde Cullen para examinar à besta e murmurou.
- Acha que é macho ou fêmea?
- Bem... - Gordon vacilou - Não se pode dizê-lo pelo vestido. Há um vestido em volta de uma perna. Mas há uma camisa aqui. Mas isso parecem ser calças. E se não me equivoco é a capa grande de Edward que está sobre seu lombo.
As sobrancelhas de Robert se arquearam enquanto observava de mais perto a capa em questão.
- Tem razão, é sua capa.
- Minha capa? - Edward gritou alarmado, avançando para olhar o objeto em questão. Então disse - Meu Deus! É minha capa. Há um cavalo em meu salão vestindo minha capa.
- Então... - Robert reprimia a risada diante da angústia de seu amigo.
- Esta usando vestidos e calças. Isso explica uma coisa para mim.
Lorde Cullen levantou uma sobrancelha.
- Que está castrado? - ele sugeriu secamente. Robert sorriu.
- Não, e não estou ansioso por descobrir.
- Então o que quer dizer a roupa?
- Que isto é obra de lady Isabella. - Quando Lorde Cullen levantou suas sobrancelhas com surpresa, Robert sorriu. - Ela é a única pessoa que conheço que usa tanto calças como vestidos.
- Não acredito? Realmente? - Carlisle perguntou com interesse.
- Há um cavalo em meu salão! - Edward rugiu, atraindo a atenção dos dois homens para seu rosto furioso.
- Sim, Edward. Nós já notamos - seu pai assinalou. Algo que parecia diversão aparecia na cara do homem.
Edward abriu a boca para gritar um pouco mais, mas as palavras travaram em sua garganta com um som altamente suspeito que saiu do setor traseiro do cavalo.
- O que foi isso? - ele estalou.
- Nada - Lorde Cullan murmurou, levantando uma mão para cobrir o nariz. - Soou ah... uh... cheira como se o pobre animal estivesse sofrendo de... flatulências e cólicas.
- Flatulência... - quando Edward repetiu a palavra inexpressivamente, Robert escondeu sua risada com uma tosse e murmurou o termo mais vulgar.
- Foi um peido, Edward.
- Um peido? Um peido! - Seus olhos aumentaram com horror quando o som e o aroma se repetiu pela segunda vez. - OH, meu Deus! Ele está cagando em meu salão!
Sacudindo freneticamente uma mão diante do nariz, ele foi para um lugar mais seguro e distante.
- Esse foi sem dúvida o cheiro que senti quando entrei - Sir Spencer gritou alegremente da mesa, da qual estava a uma distância segura. Suas palavras causaram um comentário apreciativo do bispo Shrewsbury.
- Tem um olfato muito bom, cavalheiro - o homem elogiou. - Eu não senti cheiro de nada quando entramos.
- Obrigado. - Sir Spencer deu de ombros e aceitou o elogio. - Quando perde-se a vista, os outros sentidos tendem a se aguçar em uma tentativa de compensar.
- Esse chapéu que o cavalo esta usando me parece bastante familiar, Edward - Robert comentou, tirando sua atenção da conversação da mesa. - Não é o novo que comprou em sua última viagem a Londres?
Edward olhou de volta para o cavalo e repentinamente paralisou, sua boca articulando, mas nenhuma palavra saiu dela. Seu amigo tinha razão. Esse chapéu pendurando da cabeça do animal! Era seu chapéu mais novo.
Edward ainda estava parado e paralisado um momento mais tarde quando Isabella desceu correndo as escadas, sua atenção concentrada nas meias longas que trazia nas mãos.
- Aqui cheguei. Estas meias devem te ajudar a manter os pés quentes. Não têm nenhum buraco - ela gritou alegremente enquanto alcançava a parte inferior das escadas e cruzava o salão em direção ao animal. - Agora, só devemos conseguir meter-lhe nos pés. - Parando ao lado do animal, ela se agachou. O cavalo levantou sua pata imediatamente, aparentemente disposto a cooperar, e foi então quando Edward achou sua voz, conseguindo atrair sua atenção com um berro.
- Esposa!
Soltando a pata do cavalo, Isabella abruptamente se endireitou, seus olhos aumentaram-se horrorizados quando viu o grupo que estava na mesa.
- Marido! Já retornou! - ela gritou com desânimo, então parou diante do cavalo como se pensasse que podia esconder seu grande tamanho atrás de seu pequeno corpo.
- O que está fazendo aqui?
- O que estou... - Edward começou a dizer, em seguida mudou de idéia - Que diabos está fazendo ele aqui?
- Quem? - ela perguntou com ingenuidade enquanto Edward começava a atravessar o salão para ela.
O animal agora tinha colocado sua cabeça sobre o ombro dela como se tentasse recordar-lhe de sua presença e assinalando que ele era o "ele" em questão.
- Esposa - Edward começou a dizer novamente.
Os ombros dela se afundaram, Isabella suspirou, e então moveu nervosamente e impacientemente seu pé direito.
- Não deveria ter retornado tão cedo. Não voltou até a hora do jantar ontem, e eu pensei que iria voltar tarde novamente hoje. De outro modo eu já o teria movido para outro lugar - ela reclamou, de algum jeito fazendo com que isso soasse como se fosse culpa dele. Então seu olhar foi para os dois homens que o acompanhavam e ela arregalou os olhos.
- OH! Lorde Shambley. Seja bem-vindo a Good Masen Hall! - Com um sorriso radiante em seu rosto, ela avançou para oferecer sua mão como se nada estivesse acontecendo.
Ignorando a ira de Edward, Robert tomou sua mão entre as suas, e se curvou elegantemente para colocar um beijo sobre seus dedos.
- Milady - ele a saudou, seus olhos brilhando com humor. - É um prazer vê-la novamente. - Endireitando-se, ele virou ligeiramente para apresentar o homem mais velho a seu lado. - Não acredito que tenha conhecido o pai de Edward, Lorde Carlisle Cullen. Lorde Cullen, apresento-lhe lady Isabella, sua nova nora.
Sorrindo tranquilizadoramente para o rosto horrorizado de Isabella, o homem avançou, tomando sua mão das de Robert.
- É um prazer dar-lhes as boas vindas à família, minha querida. Espero que Edward não seja um marido difícil para você.
Edward bufou com esse comentário.
- Eu? Difícil? Recordo a você que há um cavalo em meu salão - Outro pum escapou do animal em questão e isso o fez endurecer-se e corrigir-se. - Há um cavalo que solta peidos em meu salão.
- Marido! - havia um tom de reprimenda em sua voz, Edward a olhou sobressaltado enquanto ela se apressava a acalmar o animal aparentemente ofendido.- Não deveria envergonhá-lo. Não é sua culpa que tenha flatulências. Ele está doente.
- Então, é um ele - Lorde Cullen murmurou balançando a cabeça. Quando Isabella o olhou curiosamente, lhe explicou. - Não estávamos seguros. Ele está usando vestidos e calças.
Sem ver a faísca de humor em seus olhos, Isabella franziu o cenho enquanto considerava esse fato.
- Não acredito que isso possa causar vergonha ou algum tipo de confusão, verdade?
Robert e Carlisle riram. Edward não estava achando nada divertido.
- Esposa. Tira este cavalo de minha fortaleza.
- Não.
Seus olhos se arregalaram em descrença com sua rebelião. Era a primeira vez que ela dizia não para ele.
- O que?
Mordendo o lábio, Isabella considerou o fato de que ela estava desobedecendo seu marido, apesar da promessa que tinha feito de obedecer, tanto diante de Deus durante a cerimônia de casamento quanto a seu pai posteriormente. Mas ela havia decidido que essa promessa não era para seu próprio benefício. Afinal, esse assunto afetava a saúde e a vida do cavalo. Além disso, era evidente, que seu marido estava equivocado! Certamente não se podia esperar que ela obedecesse quando ele estava tão claramente equivocado, verdade?
Com sua consciência salva por esse raciocínio, Isabella forçou um sorriso e virou-se para explicar-lhe a situação para que ele percebesse o engano de sua decisão.
- Ele está doente, milorde. Ele tem um resfriado, que pegou com a umidade desses estábulos velhos. - As palavras saíram um pouco abruptamente, pois o estado do estábulo era culpa de seu marido por não escutá-la. Recuperando seu equilíbrio, ela continuou. - Ele deve ser mantido em um lugar quente e seco. O único lugar para fazer isso é aqui dentro do castelo, perto do fogo. Além disso... - ela adicionou rapidamente quando Edward abriu a boca para gritar novamente. - Este não é qualquer cavalo. É o Negro.
Os olhos alarmados de Edward foram para a besta coberto de roupa, mas foi seu pai quem se adiantou e levantou o chapéu que cobria seu rosto.
- Sim, - Carlisle disse com surpresa. - É o Negro! Não o reconheci com o disfarce.
Robert soltou uma gargalhada, mas Edward avançou rapidamente na direção do cavalo, olhando para os olhos molhados da besta com consternação, em seguida, foi surpreendido quando, de repente Negro espirrou em sua cara.
- Você deve deixá-lo coberto - Isabella o repreendeu, avançando para reorganizar a roupa que tinha colocado em torno da cabeça do animal. Edward secou o rosto com desgosto.
O cavalo suportou os cuidados dela sem alvoroçar-se, e até inclinou sua cabeça sobre seu ombro para lhe agradecer. Esse não era o comportamento típico de Negro.
Normalmente ele não gostava de ninguém mais a não ser Edward. Simplesmente recusava qualquer outra presença.
- Quão mal está ele? - Edward perguntou, preocupado agora, mas mantendo distância.
- Ele tem um resfriado muito forte. - Isabella acariciou o cavalo tranquilizadoramente, em seguida se agachou novamente, persuadindo-o a levantar a pata para poder colocar a meia. - Ele se recuperará se for tratado suavemente. Mas se o levar de volta para aquele estábulo úmido, ele poderia piorar, pegar uma pneumonia, e morrer.
- Morrer? - Edward perguntou com preocupação, então franziu a testa enquanto olhava o que ela estava fazendo. - Essas são minhas meias? Por Deus, sim, são! - ele disse incrédulo, olhando-a boquiaberto. - Milady, está colocando meias em um cavalo. E na verdade, são minhas meias.
- Sim, ficaram bem, não acha? - Isabella murmurou com um sorriso distraído, endireitando-se e movendo-se para a próxima perna para repetir a ação.
- Ficam bem? Bem?
Franzindo a testa, Isabella lentamente ficou de pé.
- Não é necessário gritar, milorde. Estou parada aqui mesmo. Além disso, não deve perturbar o Negro. - Como entendesse tudo, a grande besta negra soltou um relincho triste.
Isabella correu para acalmá-lo, acariciando seu pescoço.
- Querido, vais se sentir melhor logo. - olhando para trás a seu marido, sorriu-lhe angelicalmente, distraindo-o brevemente. Mas logo Edward recordou que estava irritado.
- Viu? ele não se sente bem.
- Bem! ele está doente. Mas isso não significa que deva trazê-lo aqui para dentro, colocá-lo diante do fogo, e vesti-lo com minha capa - Edward protestou, mas um pouco de sua irritação tinha desaparecido de seu tom de voz.
- Precisava mantê-lo quente dentro da fortaleza - ela pacientemente explicou. - E posso lavar sua capa, milorde. Mas não posso produzir um cavalo tão fino como o Negro - Terminando a tarefa das meias, Isabella se endireitou e foi para a cabeça do cavalo, onde Edward agora estava observando o animal. Ela parou para sorrir para uma jovem criada que trazia um balde da cozinha. - Obrigado, Maggie - Isabella murmurou, agarrando o balde e colocando um dedo em seu conteúdo antes de voltar para o cavalo.
- Que diabos é isso que você esta dando para ele comer?
Isabella fez uma careta com sua má escolha de palavras.
- É sopa de aveia, milorde. O Negrito não deve comer nada duro enquanto estiver doentinho. Uma comida leve será mais fácil de digerir, permitindo que seu corpo concentre a maior parte de sua força em lutar contra o resfriado.
- Isso explica os gases - Robert murmurou de onde estava parado, a certa distância, com Lorde Cullen a seu lado.
Edward ignorou seu comentário favorável e franzindo o cenho para sua esposa.
- Seu nome é Negro, não Negrito. E eu o quero fora daqui antes do jantar - ele disse secamente. Em seguida, girando sobre seus calcanhares, ele foi em direção à porta da fortaleza.
- Aonde vai? - Robert perguntou, apressando-se atrás dele.
- Procurar alguns homens para construir o novo estábulo.
- Isso é provavelmente o melhor - seu pai murmurou, começando a segui-los.
- Sim, - Edward concordou secamente, lançando um olhar agudo por sobre ombro onde Isabella estava alimentando o cavalo. Então, Edward acrescentou - Vou à aldeia, aonde poderei saborear uma cerveja e uma comida sem agüentar este cheiro... de peidos.
Sorrindo, Robert olhou para a mesa.
- Sir Spencer? Bispo Shrewsbury? Querem unir-se a nós?
- Claro, claro. Será um prazer - Sir Spencer murmurou, colocando-se de pé e avançando com ajuda de Joseph. Shrewsbury, também, levantou-se.
Isabella observou aos homens escaparem da fortaleza, em seguida olhou de volta para Negro, soltando um suspiro.
- Tudo está bem, não tema, meu Negrito. Eu ficarei aqui com você. - Uma nova flatulência foi a resposta do cavalo, o que a fez enrugar o nariz. - Mas é muito mal educado.
Tomando um pouco de ar fresco, Isabella sorriu, então baixou os degraus da entrada do castelo com um suspiro. Havia saído para ficar uns minutos longe do fedor e calor do interior da fortaleza. Entre as flatulências de Negro e o calor infernal do fogo que ela tinha acendido na lareira, era muito incômodo ficar lá dentro nesse momento. Ela planejava deixar que as chamas baixassem e mover Negro uma hora antes do jantar para permitir que o salão se arejasse, mas ainda não estava segura para aonde ela moveria o cavalo.
A cozinha seria um lugar quente, mas não acreditava que o cozinheiro apreciaria sua presença e seus odores. Talvez pudesse persuadir Negro a subir as escadas e levá-lo a um quarto vazio.
Isabella foi distraída de seus pensamentos pelo som de choro de uma criança. Franzindo a testa, Isabella procurou com os olhos até enfocar no pátio em frente. Viu uma criança pequena cambaleando sob o peso de um cão que ele carregava.
O animal estava inconsciente e sangrava. Parando abruptamente, Isabella baixou os degraus, gritando ao menino enquanto se aproximava.
- Criança? Menino! O que aconteceu?
Detendo-se, o menino virou para olhá-la, as lágrimas corriam por seu rosto. Ele acomodou o fardo em seus braços e a observou aproximar-se.
Parando diante dele, Isabella estendeu a mão para tirar a pele que o cobria para vê-lo melhor. Ao princípio ela acreditou que era um cão adulto devido a seu tamanho, mas agora podia ver que se tratava de um cachorrinho grande.
O animal mal estava respirando.
- O que foi que aconteceu com ele? - ela repetiu, franzindo ao ver a ferida em seu pescoço.
- O touro - ele respondeu atordoado. - Ele entrou no curral, estava apenas brincando. Ele é um cachorrinho e não sabe fazer outra coisa. Eu deveria tê-lo treinado melhor, e vigiá-lo mais. Agora ele está morto. - Sua voz entrecortada por soluço. - Papai me disse que devo enterrá-lo fora das muralhas.
Isabella viu a culpa e a dor no rosto do menino e seu coração se apertou.
- Qual é seu nome, menino?
- Jasper - ele disse entre soluços.
- Bem, Jasper, é melhor que não enterre seu amigo tão rápido. Ele não está morto.
- Não? - O menino ficou boquiaberto quando ela tomou o cachorrinho de seus braços. - Mas... parece estar morto.
- O que parece nem sempre é - Isabella assegurou, voltando para a fortaleza com o cão nos braços. - Venha comigo. vamos ver o que podemos fazer.
Uma hora mais tarde, depois de trabalhar incansavelmente no cão, Isabella estava satisfeita com seus esforços. Ela limpou suas feridas, colocou um curativo, e o envolvido com uma manta para diminuir o choque que ele estava sofrendo, e agora o cachorrinho estava acordado e olhando em volta muito confuso ou estava sentindo muita dor, e levaria um tempo para recuperar-se, mas ia se recuperar.
Radiante com alívio e prazer, Jasper passou seu braço ao redor dela em uma amostra espontânea de gratidão, sem sequer se importar quando ela insistiu que o cachorrinho devia ficar na fortaleza para que ela pudesse vigiar suas feridas.
O menino saiu do castelo para contar a seu pai que ela havia "ressuscitado a seu cão de entre os mortos."
Entre os comentários de Smithy e o de Jasper sobre como ela estava tratando Negro, rapidamente espalhou-se a notícia de que a nova lady do castelo tinha o dom especial para curar animais doentes. Antes que Isabella se desse conta, encontrou-se rodeada por camponeses que traziam seus porcos, cabras, ovelha, e cães à fortaleza. Galinhas, falcões, gatos, e gatinhos também foram levados. E até uma mula e uma vaca.
O grande salão se encheu rapidamente, e Isabella se encontrava rodeada por animais no final da tarde.
- Com todos os homens que designou para a tarefa, não deve levar mais que um par de dias para terminar o novo estábulo.
Edward olhou para seu pai enquanto cruzavam o pátio em direção à fortaleza.
- Sim, e pode parar com seu sermão. Já não estou zangado com minha esposa. - Um sorriso cruzou seus lábios. - Não deveria ter-me zangado em primeiro lugar. Ela somente estava tentando salvar Negro. Eu só exagerei um pouco. Quando disse a Smithy que podia consultá-la, eu não esperava que lhe dissesse que devia trazer o cavalo à fortaleza.
- Sim, claro. - Robert riu. - Uma vez que o estábulo esteja construído, ela muito provavelmente deixará os cavalos lá. Embora...
Edward ficou rígido, estreitando os olhos para o seu amigo.
- Embora me parece que isto poderia haver-se evitado se você tivesse-lhe permitido acesso ao estábulo, acredito que ela poderia ter abrigado Negro lá e ficar perto para vigiá-lo.
- E quando você estiver casado, poderá decidir como lidar com sua esposa! Enquanto isso, não se atreva a me dizer como lidar com a minha - Edward o interrompeu, recomeçando a caminhar com passos determinados para o castelo.
- Como quiser, milorde - Robert disse secamente, então correu para alcançá-lo nos degraus. Adiantou-se a seu amigo e abriu a porta antes de Edward.
Ele quase se chocou com seu pai quando Robert colocou sua cabeça no grande salão e ficou paralisado. No segundo seguinte, Robert fechou a porta com um golpe ficando do lado de fora.
- O que acontece? - Edward perguntou desconfiado.
- Nada - Robert disse rapidamente. Mas o fato era que essa palavra foi gritada, como se ele tentasse suprimir outros sons. Robert acrescentou com um tom excessivamente alegre - O que vocês acham? por que não vamos tomar outra cerveja na aldeia?
Observando a expressão estranha de Shambley, Lorde Cullen observou a porta que o jovem estava bloqueando. De repente ele balançou a cabeça.
- Talvez não seja uma má idéia. Eu gostaria...
- Mova-se. - foi a única palavra dita severamente por Edward.
Suspirando, Shambley se afastou da porta.
- Apenas se recorda que foi você quem se recusou a permitir-lhe acesso ao estábulo.
Edward agarrou a porta, certo de que Isabella se esqueceu de tirar Negro, e que o cavalo ainda estava parado perto do fogo. Edward se preparou para ver essa imagem enquanto lentamente abria a porta, determinado a permanecer tranqüilo.
Não perderia a compostura. Simplesmente diria em um tom razoável de voz que retirasse o animal e sua esposa o faria.
Seus pensamentos se evaporaram com o quadro que encontrou enquanto entrava no grande salão ou o que estava acostumado a ser o grande salão. Porque isso não podia ser o grande salão de Good Masen Hall, Aric assegurou-se.
Esse era o grande salão de outro castelo.
Talvez tivesse se equivocado do caminho em seu retorno da aldeia, tinha deixado suas terras e agora estava em um castelo alheio. Esse recinto, repleto de dezenas de animais - todos mugindo, cacarejando,chiando, ladrando, miando ao mesmo tempo - certamente pertencia a algum Lorde pobre, e Edward queria voltar para Good Masen Hall. No meio do movimento das pessoas e os animais, Edward viu a cadeira do Lorde na cabeceira da mesa. Sim, definitivamente era muito parecida com sua cadeira e sua mesa principal do grande salão de Good Msaen Hall. Na verdade, de repente ele teve certeza de aquela era sua cadeira, e que esse era seu grande salão.
O que o fez estar tão seguro em meio dessa situação surrealista?
Bem, foi o fato de ter um falcão pousado no respaldo da cadeira da cabeceira da mesa, e que este falcão estava cagando sobre o assento dessa cadeira. Sim.
E havia apenas uma pessoa em que Edward podia pensar que poderia permitir que um falcão fizesse suas necessidades sobre a cadeira de seu lorde e marido.
A mesma pessoa que pensava que era correto vestir um cavalo com as roupas de seu lorde e marido. E essa pessoa não era outra senão...
- Esposa!
O rugido mal deixou seus lábios quando Edward foi agarrado por trás e arrastado para fora do castelo tanto por seu pai quanto por Shambley. A porta fechou com um golpe e Edward começou a amaldiçoar e gritar enquanto era arrastado degraus abaixo.
O bispo Shrewsbury, Sir Spencer, e Joseph pararam ao pé dos degraus que acabavam de alcançar - como sempre, eles tinham ido mais lentamente - e observavam como Edward era levado pelo pátio e para o estábulo. Então Sir Spencer murmurou alguma coisa, Shrewsbury balançou sua cabeça, em seguida, subiu os degraus até a porta da fortaleza. Ele abriu a porta, colocou sua cabeça no interior, e então fechou a porta com um golpe novamente enquanto dava meia volta. Baixou os degraus e passou ao lado de Sir Spencer e Joseph.
Gritando alguma coisa aos outros que Edward não pôde escutar, o bispo correu através do pátio atrás deles. Apoiando-se em Joseph, Sir Spencer rapidamente começou a segui-los.
Segura de ter ouvido a voz de seu marido acima da cacofonia de sons dos animais que a rodeavam, Isabella se endireitou deixando de atender o pato cuja asa quebrada acabava de enfaixar e olhou ao redor do salão ansiosamente. Não havia nenhum sinal do homem, mas a culpa invadiu-a enquanto seus olhos passavam pelos animais que a rodeava, patos chiavam, os gansos grasnavam, e as galinhas cacarejavam enquanto mais de trinta camponeses esperavam sua vez para serem atendidos. Uma cabra estava amarrada à mesa. Várias ovelhas estavam dormindo perto. Um falcão estava empoleirado no respaldo da cadeira do Lorde e marido, onde ela o tinha visto fazer suas necessidades fisiológicas várias vezes. Uns porcos estavam cheirando a palha que cobria o piso. Havia vários cães aqui e ali, assim como gatos, e até uma vaca.
O grande salão fazia eco com vários sons animais, e cheirava como um estábulo. Se isso não era suficiente, Negro permanecia perto do fogo, acrescentando seu fedor ao ambiente.
Que hora seria? Isabella se perguntou um pouco incômoda. Seu marido não ficaria contente de voltar e encontrar essa loucura em seu grande salão, mas tinha perdido a noção do tempo. Desculpando-se, ela abriu caminho entre os animais e as pessoas que esperavam muito pacientemente, e foi para a cozinha. Para seu desânimo, o cozinheiro quase havia terminado de fazer o jantar. Quase a hora de jantar!
Mordendo seu lábio, Isabella voltou apressadamente para o grande salão, forçando um sorriso para o grupo de criados, granjeiros, e meninos que haviam trazido seus animais.
- Sinto muito, mas me temo que vamos ter que parar agora pelo dia de hoje. É quase a hora de jantar e devemos deixar livre o grande salão - ela anunciou.
Houve um movimento generalizado das pessoas enquanto elas começavam a juntar seus animais e a preparar-se para partir. Ninguém protestou, mas Isabella ainda sentia-se mal em mandá-los embora - apesar do fato que os casos que ficavam sem atender eram feridas ou enfermidades menores. Tinha atendido os casos mas sérios diretamente quando tinham chegado. Embora ninguém pareceu se importar com o tratamento prioritário desses casos mais críticos, Isabella não pôde evitar sentir-se culpado por saber quanto tempo algumas das pessoas tinham esperado para que seus animais fossem atendidos.
- Vou estar disponível amanhã para ajudar ao resto de vocês - ela assegurou-lhes enquanto o grande salão começava a esvaziar-se. Então seu olhar foi para a cadeira do Lorde, as mesas, os bancos, e até o piso do grande salão.
- Oh, maldição. Maldição, maldição, duplamente maldição - ela amaldiçoou. Isso era terrível. Horroroso. Espantoso. Havia fezes de animais por todos os lados. Gemendo em voz alta, ela correu para a cozinha. Abrindo a porta, ela observou a vários criados correndo freneticamente de um lado a outro. - Necessito ajuda! Agora! Neste mesmo momento! Muita ajuda! Rápido! Já! - ela gritou.
O cozinheiro viu sua expressão de pavor e se apressou em ir ver o que acontecia no grande salão. Isabella ouviu seu ofego de horror, em seguida ouviu.
- Deus santo e a Virgem! O que aconteceu aqui? - então ele fechou a porta e a observou com terror enquanto parecia recordar que ela queria ajuda para limpar essa imundície. Começou a sacudir a cabeça. - OH, não. não, não, não, não, não.
- OH, sim, sim, sim, sim, sim - Isabella gritou, desconsolada por sua negatividade.
Eles não eram seus criados? Eles não deviam ajudá-la se ela pedisse?
O cozinheiro pareceu chegar a essa mesma conclusão, deteve-se, e amaldiçoando uma vez mais em francês, dirigiu-se aos outros na cozinha.
- Todos! Vamos! É uma emergência! - ele rugiu, e todos começaram a mover-se.
Até o último criado da cozinha de repente passou correndo por ela em direção ao grande salão. Todos exceto o cozinheiro - mas Isabella não queria pressionar a situação.
Além disso, alguém tinha que cuidar para que o jantar não queimasse.
- Obrigado. - Ela sorriu para o homem enquanto saía da cozinha. - Muitíssimo obrigada.
- Bah! - Fazendo o que ela suspeitava era um gesto rude em galês, o homem virou para uma panela borbulhante sobre o fogo, deixando Isabella unir-se aos criados que agora se apressavam em limpar. Mas apenas a porta se fechou detrás dela quando um relincho e um ato ilícito e fedido atraíram seu olhar em direção ao fogo.
- Oh, o Negro! - ela suspirou, então correu em direção ao cavalo. Seu marido tinha ordenado que o tirasse do grande salão para o jantar.
- Me solte!
- Não até que recupere o equilíbrio – Carlisle Cullen anunciou com calma, colocando-se em uma posição mais estável sobre o peito de seu filho diante de Robert, que segurava a cabeça de Edward contra o piso de palha.
Eles tinham arrastado Edward até ali, e agora estavam segurando-o com a esperança de dar-lhe a oportunidade de esfriar sua cólera contra sua esposa.
- Como é, Robert? Pode segurá-lo?
- Sim, eu... eu...
- Recuperar o equilíbrio? Recuperar o equilíbrio? - Edward interrompeu com um rugido. - Essa mulher transformou meu grande salão em um estábulo!
Lorde Cullen sacudiu a cabeça solenemente.
- Sim. Isso parece. É muito bom que esteja planejando construir um novo estábulo. Talvez se adicionasse alguns homens mais, será concluído mais rapidamente.
- Isso pouco importa. Não ajudará nesta situação.
Com os olhos ligeiramente arregalados, Cullen olhou que entrava o bispo Shrewsbury.
- Por que não ajudaria?
Shrewsbury encolheu os ombros.
- Ele se recusou a permitir que ela venha ao estábulo.
- E então ela levou o estábulo para a minha fortaleza? - Edward gritou atacando-o.
- Oh, pare de gritar como um urso ferido - Cullen explodiu com irritação, impaciência, em seguida, virou em direção ao bispo.
- Então ele lhe negou o acesso ao estábulo. Ouvi isso várias vezes, mas ainda não entendo por que isso é importante. O que importa se ela tem ou não permissão para vir ao estábulo? Certamente, uma vez que os animais tenham algum tipo de proteção ela não sentirá a necessidade de interferir?
- Isto não é uma interferência. Isto é o que ela faz. Curar animais é um dom que Deus lhe deu. Essa era sua tarefa na abadia. Ela está altamente capacitada para isso - bispo Shrewsbury explicou com calma. O prelado virou para olhar ao Cullen mais jovem. - Na verdade, milorde, deve devolvê-la aonde os dons de Deus são estimados. Eu rezo para que você a envie de volta à abadia. Lá onde ela pode tomar o véu e levar a vida que ela queria viver. Ela seria mais feliz lá. Ela é infeliz aqui.
Edward olhou ferozmente ao homem por um momento, seu rosto se avermelhou com ira crescente. A idéia de Isabella ser devolvida à abadia o irritava muito mais do que o fato dela está transformando sua casa em um chiqueiro e que permitisse que um falcão cagasse em sua cadeira! Por um momento, sua mente foi invadida pela lembrança de seu sorriso doce, seu aroma suave, sua voz melodiosa enquanto ela tentava levantar o ânimo de seu estúpido cavalo, e seus gemidos de paixão quando ele a tinha satisfeito na noite anterior. A mera idéia que esse asno eclesiástico estivesse na frente dele tentando o convencer a devolvê-la, fez com que Edward quisesse estrangulá-lo. Quando sua fúria cresceu a um ponto além da retenção, Edward rugiu.
- Saia! Saia daqui! Vá-se, maldição!
Com os olhos exorbitados quando viu a fúria de seu filho, Carlisle Cullen olhou por sobre seu ombro ao clérigo.
- É melhor... uh... que se afaste um pouco, bispo - ele sugeriu delicadamente. -Talvez um passeio seria uma boa idéia.
- Venha! - Sir Spencer disse - Voltaremos para a aldeia para o nosso jantar. Estes companheiros vão lidar com as coisas aqui. Procura Smithy, Joseph, e diga-lhe que prepare a carruagem.
Pigarreando, Smithy saiu do compartimento onde ele estava paralisado desde que Edward tinha sido violentamente arrastado ao estábulo. Ele rapidamente começou sua tarefa enquanto Joseph conduzia Sir Spencer e Shrewsbury para fora do estábulo.
Edward, Robert, e Carlisle permaneceram em silêncio até que Smithy tivesse acabado.
Uma vez que ele se foi, Carlisle voltou para seu filho com um suspiro.
- Está sentindo-se mais razoável?
- Razoável? - Edward riu amargamente. - Havia um falcão cagando em minha cadeira.
Carlisle o afrouxou ligeiramente e suspirou.
- Edward, está casado agora. Há certos ajustes que deve fazer...
- Ajuste! - Edward gritou. - Havia uma cabra comendo uma de minhas bandeiras.
- Isabella tem boas intenções - Robert tentou dizer, e Edward o olhou ferozmente.
- Havia uma vaca defecando em um canto.
Quando Shambley riu, Catlisle suspirou e perguntou.
- Por que simplesmente não permite que ela trabalhe no estábulo?
A boca do Edward se fechou imediatamente.
Estreitando seus olhos, Carilsle assinalou.
- Ela parecia muito feliz entre todos esses animais.
Edward franziu o cenho, sua memória voltou para a imagem de sua esposa atendendo a asa quebrada de um pato sustentado em seus braços.
Estava sorrindo e tinha cantarolado enquanto trabalhava no animal. Sem dúvida ela parecia ter uma afinidade especial com os animais. Mas permitir que ela fosse ao estábulo, onde os animais podiam ser trazidos a ela... com todos os homens a rodeando.
Edward franziu o cenho com a idéia.
Vendo seu olhar escuro, Lorde Cullen suspirou.
- Eu só estive aqui desde o meio-dia, e não falei com sua esposa, mas me parece que você está se comportando como um idiota.
Surpreso pelo olhar de Edward, ele encolheu os ombros.
- Você deu a Smithy o trabalho como chefe de estábulos. Por quê?
Havia confusão em seu rosto, Edward murmurou.
- Porque ele é bom com os animais.
Carlisle assentiu.
- E como você escolheu seu primeiro em comando?
Edward piscou.
- Ele é um líder natural. Ele é organizado e sabe como dirigir uma batalha.
- Muito bem. Eu o ensinei a utilizar as habilidades das pessoas, se você não faz isso, eles encontrarão outro lugar onde usar esses talentos, ou se tornarão amargos ineptos. Não o ensinei isso?
- Sim.
- Mas faz isso com sua esposa. - Edward se moveu ligeiramente debaixo do peso do seu pai como se tivesse sido golpeado. Mas o homem não tinha acabado. - Com seus medos de que ela vai ser infiel e os seus esforços para impedi-lo, você a está empurrando para fazer isso. - Carlisle soltou uma gargalhada ao ver a expressão sobressaltada de Edward. - O que? Acredita que não o compreendo, filho? Não tem nenhum problema que ela seja consultada sobre a questão dos animais doentes, enquanto o faça dentro da fortaleza. Provavelmente até não teria se importado com isso se os animais não estivessem defecando por todos os lados. Portanto se não é os animais que deseja manter longe dela, que outra coisa poderia ser?
Quando Edward baixou sua cara cheio de vergonha, Carlisle usou sua mão para forçar seu filho a olhá-lo.
- Confia em mim nisto, filho. Não gostaria que cometesse o mesmo erro que cometi com sua mãe.
Edward ficou rígido.
- O que? - Soltando seu queixo, Carlisle suspirou e saiu de seu peito, então se levantou e se apoiou contra uma parede, olhando cegamente o cavalo dentro da baia.
- Sua mãe era uma talentosa curandeira quando nos casamos - ele continuou depois de um momento.
Edward se sobressaltou.
- Eu não sabia disso.
- Não, bem, é minha culpa. - Sacudindo a cabeça, Carlisle disse. - Mas ela era. Ela ajudava a sua própria mãe a atender aos doentes quando era menina. Então nos casamos. - Sua cabeça baixou brevemente antes de continuar. - Ela queria continuar com esse trabalho, mas eu me recusei a permitir-lhe. Nós já tínhamos uma curandeira na aldeia que se ocupava dessas coisas e não via nenhuma razão para que minha esposa nobre fizesse isso. Ela me pedia isso constantemente, mas eu me mantive firme em minha posição... Eu era obcecado, nem mas nem menos - Carlisle murmurou amargamente.-Disse-lhe que sua tarefa era ter meus bebês e atender meu castelo. Depois de um tempo, ela desistiu e pareceu renunciar a isso. Ao princípio ela estava... bem, eu me convenci que ela estava feliz. Mas não estava. Ela acreditava que eu somente a considerava uma reprodutora. Enquanto ela amava a você, a seu irmão e a suas irmãs, ela começou a ressentir-se de mim. Seu amor morreu.
Fazendo uma pausa, Carlisle suspirou e sacudiu a cabeça, cansado.
- Ela era uma mulher bonita. Eu não deveria ter-me surpreendido que os outros pudessem ver o que eu não via. Mas sua infelicidade não passava inadvertida para outros, e eventualmente outro homem a persuadiu a partir com ele. Eu teria visto isso acontecer se tivesse incomodado em deixar por um minuto minha tarefa de ser o lorde do castelo. - Carlisle disse essas palavras com desgosto, então fez uma pausa um momento antes de voltar-se para onde Edward estava. - Não repita meu erro, filho. Valorize as habilidades de sua esposa. Usando-as. Dê-lhe um lugar aqui com alguma coisa mais que não seja apenas mãe de seus filhos.
- Maldição - Edward disse quando compreendeu o que seu pai estava lhe dizendo. - Mas se isso foi o que aconteceu, por que sempre esteve tão amargurado a respeito da sua partida? Nunca insinuou que...
- Claro que estive amargurado - Carlisle replicou impacientemente, em seguida deu-se a volta novamente.
- Ela estava sendo feliz sem mim, enquanto eu estava amargurado e sozinho, voltei a vê-la novamente uma vez antes de sua morte. Ela tinha sido muito feliz atendendo aos doentes, sendo valorizada por isso mais do que pelos meninos que tinha produzido. Embora ela nunca pôde casar-se com o homem com quem estava, ela sabia de seu amor. Inclusive quando caiu doente. Bem, ela morreu contente sabendo que tinha feito o que ela tinha sido destinada a fazer nesta vida. E eu fiquei sozinho para lamentar meus enganos.
Ficando de pé, Edward colocou uma mão sobre o ombro de seu pai.
- Obrigado por me dizer isto, pai. Eu sei quão difícil deve ter sido para você.
- Sim. Muito difícil. Mas vale a pena se você aprender com meu erro. Eu o poupei de uma grande dor, filho - ele murmurou, olhando fixamente para frente.
- Acredito que sim - Edward assegurou-lhe solenemente - É melhor que eu vá conversar com Isabella. Direi-lhe que pode atender os animais aqui no estábulo, como fazia na abadia.
Robert se manteve calado quando Edward deixou o estábulo, sentia-se incômodo com a revelação. Ele se moveu ligeiramente e murmurou qualquer coisa na falta de algo que dizer.
- Então a mãe de Edward também era uma curandeira? - ele tinha ouvido falar sobre a mãe de seu amigo, mas nunca tinha ouvido toda a história.
- Hmm?
Olhando em volta inexpressivamente, Lorde Caullen olhou para o amigo de seu filho por um momento, então fez uma careta.
- A mãe de Edward era uma puta. Deitou-se com todos os meus amigos e conhecidos, tenho muito poucas lembranças dela em posição vertical.
- Mas toda essa história sobre vê-la feliz antes de morrer, e fazer o que queria fazer - Robert disse com descrença.
O pai de Edward fez uma careta.
- Ela não possuía o conhecimento ou o desejo de curar a ninguém. Nem a seus próprios filhos. Ela morreu em uma colônia de leprosos. Contagiou-se de um amante leproso. Só Deus sabe qual.
- Mas você disse...
- Menti, Robert - Cullan disse secamente. - Edward ficou traumatizado pelo comportamento de sua mãe. E o comportamento de Irina não ajudou em nada a situação.
- Então mentiu para que ele não estragasse as coisas com Isabella? - Shambley perguntou.
Carlisle encolheu os ombros.
- Não provei ser um bom juiz de mulheres. Talvez Isabella queira traí-lo também. Não sei. Mas não acredito, e ela merece que lhe dêem uma oportunidade. As mulheres devem ser julgadas por suas ações, não pelo gênero a que pertencem. - Seu olhar tornou-se afiado de repente. - Manterá esta informação em segredo, verdade? - Carlisle sorriu. - Pode contar-lhe quando vocês dois forem velhos.
Robert sorriu ligeiramente.
- Espero ansiosamente por isso.
- Bem! - Lorde Cullen riu, batendo levemente nos ombros do jovem e levando-o para a porta do estábulo. - A ceia já deve estar preparada, não acha? Parece-me que as mentiras me causam apetite.
- Disse-as muito bem - Shambley o elogiou.
Cullen sacudiu a cabeça orgulhosamente.
- Fui inventando enquanto falava. Não houve buracos na história?
- Não notei - Shambley assegurou.
KKKKKKKKKKKKKKKKK! Então oq acharam do negrito?
Essa bella nao tem jeito mesmo kkkkk
Comentem flors
bjs
