Capítulo Anterior

Meu coração começou a bater de forma desenfreada. O olhar de Yuki era meigo, cheio de promessas e acalmava todos os meus medos. Ele levou um de seus dedos ao meu rosto, contornando as minhas feições.

Ele sorriu e beijou-me a face, me abraçando forte logo em seguida. Aquele abraço era tão quente e aconchegante... Poderia viver nele pro resto de minha pobre existência.

Pouco depois, senti o olhar dele direcionado aos meus lábios, ainda inchados pelos beijos violentos de Kyou, e ele os tocou... Beijando-os levemente.

O que eu estava fazendo? Eu era o pior de todos os seres! O mais sujo... O mais nojento. Desvencilhei-me de Yuki, vociferando um inaudível pedido de desculpas. E corri sem parar até o meu quarto, trancando-me nele.

Apaixonada por dois irmãos! Eu amaldiçoava o meu próprio destino, as três facas cravadas nele. Quem eu deveria escolher? Kyou, com sua crueza e sua sede desesperada? Ou Yuki, com o coração amoroso que tranqüilizava minha mente, sem deixar espaço para a mágoa e a solidão, fazendo com que eu não precisasse de mais nada? Um poderia morrer por mim. O outro poderia não viver sem mim.

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N/A: Olá gente. Desculpem a demora, mas já estou de férias. O terceiro ano acabou graças a deus e entrei na universidade! Sim! Estou na universidade! Ta bem puxado, mas estou me aplicando o máximo possível.

Obrigada a todos pelo carinho, pelo incentivo através das reviews. Li todas e fiquei sempre muito emocionada pelo fato de estarem gostando. Esta é minha primeira fic e gostaria de dizer que finalmente estamos chegando ao fim dela.

Sim, o final está próximo! Mais uma vez agradeço a todos e agora vamos acompanhar o fim com muito carinho! Esta fic cresceu e evoluiu comigo. É muito gratificante ver um trabalho ficando pronto.

Obriagada a todos vocês!

Vamos as deliciosas respostas aos meus amados leitores!

Millady: Muito obrigada pelo carinho! Que bom que não decepcionei, fico contente em saber. Também fico alegre por conseguir passar o sentimento de Tohru de verdade. Ela é uma personagem bastante densa e conflituosa e é bem difícil me pôr na pele dela. Mais uma vez eu agradeço do fundo do meu coração e espero que este capítulo também não lhe decepcione.

Anaisa: Ah, minha querida leitora de tanto tempo. Sempre acompanhando e deixando sua marquinha em cada capítulo não é? Sempre lembro de você. Obrigada pelo carinho e pelo comentário.

Carolly-Sohma: Oh, nossa. Não abandonaria a fic e não vou abandoná-la. Sinto muito pela demora... O ano passado foi um ano difícil e decisivo. Este está mais tranquilo, mas estou me adaptando a uma nova realidade. Obrigada por sempre acompanhar a fic e por sempre fazer questão de deixar o seu comentário. Isso me alegra muito! Hahaha você tem suspeitas? Hum... Eu não sei de nada. Pois é, Tohru é espertinha. Sorte dela! Beijos pra você!

Karerin: Oh que fofo! Muito obrigada pelo carinho Karerin! Não é nada bobo, muito pelo contrário! Achei uma atitude muito linda de sua parte! Obrigada pela consideração! Beijos e tudo de bom pra você sempre!

Iamashi: Nossa! Muito obrigada por estar gostando tanto assim da fic! Pode deixar que o final já está próximo! Beijos e continue acompanhando!

Charlotte Alice: Obrigada por estar gostando. Pode deixar que continuarei sim! Beijos!

Elyon the Witch: Oh! Muito obrigada pelos elogios. Fico encabulada, inclusive. Por favor, continue acompanhando mesmo. Esta fic realmente cresceu junto comigo e o fato de estarmos próximos do fim me alegra e ao mesmo tempo me entristece um pouco. Obrigada mais uma vez. Beijos.

Shakinha: Haha eu realmente demorei. E demorei também para postar este. Minhas desculpas pela demora. Que bom que você aprecia o ar de mistério e o triângulo amoroso. Obrigada mesmo por gostar tanto! Muitos beijos e continue acompanhando, por favor.

neeBear: Haha acredite que eu ri muito ao ler seu comentário. Obrigada por gostar tanto! Hum, haha, não posso dizer o que tenho em mente. Eu tenho um enorme carinho por todos os personagens que coloquei na fic e acredite que não tenho preferência por nenhum deles. O Kyou representa um garoto atormentado e você entenderá quando chegar a hora. Eu li o mangá e também vi o anime e gostei de ambos. Achei que a autora fez um final bastante satisfatório no mangá, pois não ficou forçado de forma alguma. De qualquer forma, tenho outros planos para minha história e não pretendo imitar o mangá. Será um fim diferente, mas não digo que será Yuki e Tohru e nem Kyou e Tohru. Espere e verá... O mistério é a graça da história! Obrigada mais uma vez pelo seu carinho, mocinha. Beijos e te espero acompanhando a fic.

HiddenStoryteller: Oh, que bom que está gostando! Fico imensamente feliz! De verdade! É sempre bom ver uma leitora nova! Meu muito obrigada a você! Beijos!

Gabiih94: Haha que bom que está gostando tanto! Também lhe agradeço por ter se interassado tanto na fic e ter deixado um comentário afirmando isso! Muito obrigada mais uma vez! Beijos!

Ultra Especial Nada Importante 8

Minhas sinceras desculpas pela demora pessoal! Como disse, anteriormente, ano passado foi meu último ano no colegial e, agora, depois de muito esforço, eu entrei numa das universidades que eu tanto queria! Ainda estou me adaptando ao novo ambiente e as exigências, mas estou dando o máximo de mim. Também gostaria de dizer que estamos chegando ao final da fic! Sim, o fim está chegando! Então não deixem de acompanhar! xD

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A Marca da Morte

Capítulo 11 – Uma Revelação

Era mais um dia comum. Olhei pela janela e reparei inicialmente num casal na rua e aparentavam estar em discussão. Quando aticei mais meus olhos percebi que o rapaz era o senhor Hatori! Mas quem era a moça?

Abri a janela de meu quarto, mas percebi que não conseguia escutar nada. Era cedo, provavelmente seis da manhã e o céu ainda estava um pouco escuro. O que faziam ali?

Desci vagarosamente as escadas depois de colocar um roupão por cima de meu pijama. Esgueirei-me até uma das janelas do grande hall, abri uma fresta dela e arrastei a pesada cortina para o lado.

Os vi na rua em frente a um carro preto que parecia pertencer ao senhor Hatori, afinal já o tinha visto antes. A moça possuía longos cabelos loiros e era muito bonita... Mesmo que mantivesse os cabelos presos num coque mal feito em sua cabeça e a roupa não lhe valorizasse tão bem as belas curvas que aparentava possuir. Ela estava contrariada... Dava para notar pelas feições.

- Hatori! Você não manda em mim! A divisão me escalou como sua parceira, então pare de reclamar!

- Reclamar?! Você tem idéia do quão perigoso isso é? Você é uma mulher, maldição!

- Ah... Aí está o problema senhor machão! Eu sou uma mulher! Mesmo assim, sinto lhe dizer, mas a divisão não acha que sou tão incompetente por ser mulher!

- Eu não quis dizer que você era incompetente e você sabe disso!

- Mas eu pude ler nas entrelinhas! Você não pode sozinho com tudo isso... Você viu o que aconteceu...

- É isso mesmo que estou tentando evitar agora!

A expressão da mulher se suavizou de repente e ela sorriu de uma forma carinhosa.

- Não se preocupe comigo. Eu já encarei situações piores...

Eu estava gelada. O que estava acontecendo ali?

- Vamos entrar no carro, Mayuko, e esperar. É perigoso alguém nos ver juntos, principalmente de dia.

Mayuko? Aquele era o nome da moça? O que Hatori e aquela Mayuko queriam? O que eu podia fazer? Eu não sabia... Talvez fosse melhor fingir que não havia visto nada e esperar uma oportunidade para saber mais. Sim, era aquilo que eu faria.

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Eu estava aérea o dia inteiro. Não conseguia me concentrar em nada nem ninguém e daquela vez a culpa não era dos meus sentimentos conflituosos com relação aos irmãos Sohma, mas sim do carro preto estacionado em frente ao bordel.

Eles estavam lá? Esperando... Mas esperando o que? Aquilo se tornava cada vez pior e eu me sentia impotente!

Olhei para o lado tentando aliviar a dor de cabeça que sentia me distraindo, assim, com qualquer outra coisa quando me deparei com aqueles olhos amarelos... Os olhos de Kyou.

Ele estava me observando...

Virei rapidamente a cabeça para o outro lado sentindo meu coração disparar dentro do peito. As lembranças do dia anterior ainda estavam vívidas na minha mente. A maneira como me deixei levar naquele torpor de sensações...

Kyou... Yuki...

Oh deus! Perdoe a minha indecisão!

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A noite surgia mais uma vez. Mas aquela noite aparentava que seria diferente. De alguma forma sentia que algo mudaria.

Desde o acontecido do dia anterior não conseguia encarar nem Kyou e nem Yuki. Fugi deles durante todo aquele dia... Fugi de meus sentimentos e não sabia até quando poderia fazer isso.

Balancei a cabeça tentando voltar ao foco anterior. Precisava saber o que estava acontecendo! Meus sentimentos eram algo simplório diante de algo que envolvia vida e morte.

Estremeci ao pensar naquilo. Será que o senhor Hatori estaria envolvido de alguma forma com os assassinatos? Não... Não podia pensar nisso!

Eu pude sentir, mesmo que por pouco tempo, a intensidade do amor que Kana e Hatori compartilhavam um com o outro. Era impossível que fingisse algo tão puro como o amor.

Podia ver os olhos do senhor Hatori brilharem ao ver Kana entrar através do grande hall. Sorridente e feliz... Indo para os braços daquele que amava.

Não.

O senhor Hatori nunca poderia ter matado Kana e nem estar envolvido propositalmente naquilo. Mas ele sabia de algo que eu não sabia... Ele e aquela loira chamada Mayuko.

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Desci pelas escadas já esperando encontrar Kyou e Yuki no último degrau discutindo com quem eu passaria aquela noite. Suspirei ao pensar nisso, afinal, as minhas tentativas de fuga só serviram pra adiar o inevitável.

Porém algo muito mais surpreendente me aguardava.

Akito e o senhor Hatori estavam conversando algo. O senhor Hatori sorria e ambos apertaram as mãos como se selassem um acordo.

Yuki e Kyou estavam estáticos, mas pude ver que ambos se controlavam e havia um clima de tensão estranho no ar. Kyou apertava os punhos e Yuki possuía um olhar de poucos amigos.

O que estava acontecendo?

- Olha! Veja como a nossa princesa está linda. Estávamos falando de você, querida. – O senhor Akito me estendeu a mão e eu aceitei relutantemente. Estava com medo... O sarcarmos de Akito me amedrontava.

- Tohru, esta noite será a sua estréia em meu cabaré. Esta noite, finalmente, você me trará algum benefício. – Ele disse sorrindo de lado.

Meus olhos estavam arregalados e eu não conseguia dizer nada. A voz havia morrido na garganta e eu sentia a minha nuca arrepiar diante das palavras cruéis.

- C-Como assim? – Consegui perguntar com uma voz sussurrada.

- Meus queridos primos já se divertiram o suficiente com você. O nosso distinto senhor Hatori pagou uma quantia bem alta para te ter esta noite, portanto faça por merecer o seu bom tratamento aqui. – Ele disse sem mais delongas enquanto pude sentir que o senhor Hatori segurava minha mão.

Ele a apertou e eu olhei para ele. Algo em seu olhar me dizia para relaxar, algo me dizia para confiar nele e que eu estaria bem. Não consegui relaxar, entretanto, meu coração acalmou os batimentos cardíacos.

- Você não pode fazer isso Akito! Você disse que podíamos ter qualquer mulher desse bordel! – Kyou gritou cuspindo as palavras e mantendo os punhos fechados.

- Ah, é mesmo. Eu disse isso não disse? Vocês ainda podem escolher qualquer mulher deste meu belo bordel. Olhem em volta... Ainda há bastantes mulheres disponíveis.

- Mas é a Tohru que queremos! – Disse Yuki num tom de voz baixo, porém ameaçador.

- Sinto muito meus queridos, mas esta noite a Tohru não será de vocês. Um cliente a quis e a exigiu. Assim funcionam as coisas por aqui.

Dizendo aquilo Akito simplesmente virou as costas e voltou ao seu escritório deixando Kyou praguejando e Yuki de olhos fechados como se estivesse controlando algo dentro dele.

O senhor Hatori puxou-me pela mão e eu despertei do meu torpor incial como espectadora daquele drama. Percebi que não havia escolha para mim. Criei coragem e o guiei subindo as escadas em direção ao meu quarto.

Olhei por sobre o ombro e vi Yuki e Kyou nervosos como se estivessem para impedir a minha ida com o senhor Hatori.

- Não se preocupem. – Eu disse gesticulando os lábios e sorri logo em seguida.

Eles me olharam surpresos e tanto um como o outro abaixaram a cabeça.

Aquela era minha sina e eles já haviam feito muito por mim. Akito era vingativo e não queria que ambos sofressem por uma atitude impensada e saber, depois, que a causadora era eu. Além do mais, haviam muitas perguntas a serem esclarecidas e naquele momento só o senhor Hatori poderia respondê-las.

Abri a porta e o deixei entrar. Sentia-me envergonhada com a situação. Envergonhada e com um certo medo...

Quando eu tranquei a porta eu virei e o olhei. Ele parecia cansado e sua expressão sorridente no hall havia morrido dando lugar a uma expressão séria.

- Senhorita Honda, creio que esteja se perguntando o porquê disso.

- Sim, senhor Hatori, é exatamente isto.

- Bom, serei direto no que tenho a lhe dizer. Eu preciso de sua ajuda.

- Minha ajuda?

- Sim. Senhorita Honda... Eu não sou médico.

- Oh! Como assim?! Kana disse-me que era médico!

- Eu menti. Sou agente da polícia. Meu nome é Hatori, porém meu sobrenome não é Yotsu.

- Você mentiu? – Senti uma raiva crescer dentro de mim. – Você mentiu para a Kana?! Ela te amava! Como pôde?

Ele fechou os olhos. Estava, visivelmente, sofrendo.

- Não tive escolha. Também a amava senhorita Honda! E como a amava! Tem que acreditar em mim!

- Amava? Então porque não lhe disse?!

- Eu não poderia ter me apaixonado por Kana. Eu estava numa missão. Você deve saber sobre os assassinatos que estão ocorrendo freqüentemente por aqui. Kana, inclusive, terminou sendo mais uma das vítimas...

- Sim, claro que sei.

- Pois então. Eu deveria me aproximar e seduzi-la. Disfarcei-me como médico ao saber que uma das garotas havia sido hospitalizada por uma tentativa de suicídio. Era uma jovem fragilizada e eu almejava uma promoção a qualquer custo... Era perfeito. Mas eu não esperava que ela fosse me encantar da forma como me encantou. Eu não esperava sentir algo que jurei jamais sentir por ninguém. – Ele fechou os olhos mais uma vez como se estivesse lutando contra um inimigo invisível. Logo depois ele abriu os olhos e os fixou em mim. – Eu a amava. Eu tentei protegê-la. Eu armei um plano para tirá-la daqui e estava disposto a largar o meu uniforme por ela.

Eu o observei e vi a verdade por de trás de suas palavras. Sim, ele a amava e a amava profundamente. Não havia mais dúvidas em relação àquilo. Porém ele errou de não lhe dizer a sua real identidade. Kana morreu achando amar um homem que não existia e eu percebia que aquilo o estava atormentando.

- E o que você quer de mim, senhor Hatori?

- Eu já disse. Quero que me ajude a pôr esse maldito assassino para apodrecer atrás das grades e fechar este bordel para sempre!

Continua...