Fic: De Mãos Atadas

Resumo: Draco é Comensal da Morte. Sua missão é sequestrar a namorada do Potter, mantê-la em cativeiro e torturá-la. Mas o que fazer com ela agora que decidiu fugir?

Disclaimer: Nada me pertence. Todos os personagens, ambientes e situações pertencem à J.K. Rowling, Warner Bros Pictures e Editoras. Essa fic não possui fins lucrativos e nem a intenção de violar direitos autorais.


Capítulo 10


A noite caiu sobre a pequena Doagh. Ginny ainda estava adormecida no duro banco de madeira, enquanto Draco olhava através da janela a movimentação dos pescadores do lado de fora. Alguns voltavam do rio com baldes carregados, despejando-os nos galpões em que armazenavam a mercadoria. Outros saíam de suas cabanas e iam em direção ao rio para a pesca noturna.

Quando tudo estava calmo, sem ninguém à vista, Draco decidiu que chegara a hora certa para saírem dali.

Acordou delicadamente a ruiva. Esta despertou assustada de um pesadelo, fazendo Draco sobressaltar-se.

- Calma, Weasley. Está tudo bem.

- Certo. Desculpe-me.

- Não foi nada. Agora, vista-se. Precisamos sair imediatamente daqui. – Ele disse estendendo as vestes de Comensal para Ginny.

Sem responder nada, ela pegou as vestes e foi para o mesmo local onde tinha trocado suas roupas anteriormente.

Já pronta, com a capa negra, máscara e capuz escondendo seus cabelos, foi em direção a Draco, que mantinha vigília do lado de fora.

- Estou pronta.

- Ótimo. Vamos.

De forma instintiva, o loiro segurou a mão de Ginny e saíram para a fria noite de outono, despertando arrepios em ambos pelo contato. Mantendo olhos e ouvidos alertas, conseguiram, através de magia, colocar uma das embarcações dos pescadores na água.

A ruiva agora possuía uma varinha, e tinham mais duas reservas. Todas dos comensais que foram mortos no dia anterior.

Atravessaram o largo rio em silêncio. Por causa da escuridão que caía sobre eles, as ondulantes águas do rio estavam negras.

Sem muita dificuldade, eles remaram juntos até a margem oposta, atracando na orla de uma imensa floresta.

- Você tem certeza que nossa única alternativa é essa floresta? – A ruiva perguntou, ao perceber que não conseguiria enxergar um palmo diante de si depois que se embrenhassem pela mata.

- Infelizmente sim. E precisaremos do triplo de atenção para sobreviver aí dentro.

Os dois estavam parados, lado a lado, olhando para as árvores à sua frente. A lua cheia lançava sua luz prateada sobre eles e sobre as plantas, dando um ar mais fantasmagórico à paisagem.

Ginevra deu o primeiro passo em direção à floresta, sendo seguida de perto pelo loiro. Assim que atravessaram as primeiras árvores, engolfaram numa escuridão incômoda.

- Lumus. – Disseram ao mesmo tempo.

Com os corpos muito próximos eles seguiram floresta à dentro. Desviavam de galhos baixos e raízes traiçoeiras. As árvores eram bastante próximas, o que dificultava muito o caminho deles.

Tropeçavam algumas vezes e se assustavam com qualquer ruído, fosse o farfalhar da copa de uma árvore ou o pio de uma coruja. Afinal, além de imersos em escuridão, também havia o silêncio.

- O que foi isso? – Ginny sussurrou assustada.

- Cascos. – Draco disse ao apurar os ouvidos. – Suba, rápido.

Ele a empurrou para uma árvore. Como tivera uma infância de "moleque", Ginny subiu com destreza no enorme salgueiro, sendo seguida por Draco. Esconderam-se como puderam atrás dos galhos.

Ouviram um zunido e, bem próximo de onde estiveram há poucos segundos, uma lança atingiu o tronco de uma árvore.

"Eles não estão aqui, Pilatos" – Disse Tasso, um centauro negro, com a cabeça sem cabelos, reluzente, arrancando a lança do tronco da árvore e devolvendo-a a outro centauro.

"Mas estiveram aqui. Ouvi-os." – Disse Pilatos, que era moreno e com longos cabelos negros. – "E você também ouviu Ceneus." – Ele completou olhando para um terceiro ser metade homem, metade cavalo. Ceneus também era moreno, mas de cabelos claros.

Draco e Ginny estavam atentos a todo o diálogo. Faziam o possível e o impossível para não se moverem. Como era outono, as folhas da árvore cairiam facilmente com o menor movimento, revelando seu esconderijo.

"Vamos sair logo daqui e continuar a busca. Não podem ter ido muito longe." – Disse Tasso, que empunhava um arco e flecha.

Ao ouvirem os três centauros se distanciarem, Draco e Ginny voltaram a respirar. Estavam em galhos diferentes, deitados e toscamente encolhidos, tentando ocultar seus corpos.

Quando já não podiam mais ouvir o barulho de cascos, os dois desceram da árvore e tornaram a acender suas varinhas.

- Essa foi por pouco. – Disse Ginny aliviada.

- Mas não fique tão tranquila. Agora eles estão nos caçando também.

- Que maravilha. Você só me mete em roubada Malfoy. Desde o dia em que me sequestrou. – Apesar do tom raivoso, Ginny ainda sussurrava.

- Quer continuar o caminho sozinha? Por que não aparata de vez? Já tem uma varinha em mãos não é? – Ele falava no mesmo tom que o dela.

- Eu realmente não sei por que não fiz isso ainda.

- Simplesmente porque você denunciaria sua posição e a localização da Ordem para Você-Sabe-Quem. – Ela suspirou baixinho, resignada. – E então?

- Vamos sair logo daqui.

Nenhuma outra palavra foi dita durante o percurso. Continuaram seguindo para o oeste, utilizando a varinha para orientá-los. Quanto mais eles adentravam na mata, mais difícil ficava o caminho.

Passaram por diversos animais, como cobras, sapos e insetos. Usavam alguns feitiços para repeli-los. A longa capa e a máscara os protegia desses pequenos animais.

Mais um tempo de caminhada, e Draco ouviu um barulho estranho atrás de si. Virou-se assustado, apontando a varinha para onde deveria estar a ruiva.

- Estou aqui embaixo. Quer me ajudar?

Ao apontar a luz da varinha para o chão, viu a garota caída. Estendeu a mão esquerda para ajudá-la a levantar, enquanto a outra ainda empunhava a varinha. Antes de alcançar a mão dela, um galho verde enlaçou seu pulso.

- O que é isso? – Ele perguntou exasperado, lutando para se soltar, sentindo seus tornozelos também sendo presos.

- Eu não sei. Mas o que quer que seja, está me machucando. Faça alguma coisa! – Ginny disse numa voz desesperada. Estava deitada no chão e boa parte do seu corpo já estava envolvido pela planta.

- O que você quer que eu faça?

- Quem é bom em poções aqui é você. Tem que conhecer essas plantas maníacas.

- Mas eu não sei do que se trata. – Ele suava frio e tentava manter-se em pé.

- É bom que descubra, por que ela já está me enforcando! – A voz de Ginny começava a ficar abafada, pela dificuldade em falar.

- Calma... Planta que tenta estrangular pessoas... Merlin... Já sei!

- Ótimo. Agora faça algo!

- Incendio.

Com a proximidade do fogo que saía da varinha de Draco, a planta foi se encolhendo e afrouxando os galhos que lhes apertavam.

Assim que Ginny se viu livre da planta, levantou-se, agarrou o braço de Draco e começaram a correr, aos tropeços.

Com muita dificuldade, passaram entre as árvores e por cima de raízes. Finalmente, depois de duas horas por dentro daquela mata fechada, chegaram a uma clareira.

As árvores espaçadas deixavam o luz prateada da lua iluminar o lugar. Com a respiração acelerada, os dois sentaram-se no chão coberto de folhas secas, recostando-se nas árvores.

- O que era aquilo? – Ginny perguntou ofegante.

- Visgo do Diabo. Fomos apresentados a eles nos primeiros anos em Hogwarts.

- Acho que sei por que eu não me interessei nem um pouco por essa plantinha.

- Vamos descansar um pouco. Precisamos continuar ainda essa noite a nossa caminhada.

- Certo.

Retiraram as máscaras e se puseram a catar pequenos galhos para uma fogueira. Depois do fogo aceso e das mãos aquecidas, os dois faziam uma refeição em silêncio. Salsichas assadas, atum enlatado e água.

- Você tem poção cicatrizante no seu kit? – Ginny perguntou depois que terminou de comer.

- Claro. – Ele disse mexendo na bolsa e retirando dois vidros e um lençol. – Onde você se feriu?

A ruiva mostrou os pulsos e tornozelos cortados por causa do Visgo. Além de pequenos arranhões no rosto.

Ela pegou os frascos, misturou-os e umedeceu um pedaço do tecido. Passou-o nos seus cortes, sob o olhar atento do loiro.

- Você também está machucado. – Ela disse quando se aproximou dele para devolver o material.

- Não é nada.

Sem permissão, ela segurou o queixo dele e a fez encará-la. Começou passando o tecido nos pequenos arranhões que tinha por ali.

Ao sentir o olhar dele sobre si, corou um pouco, mas tentou continuar seu trabalho sem encará-lo. Quando terminou, o rosto dele estava novamente pálido e limpo. A única cicatriz que havia era a que ela já tinha percebido desde o primeiro dia.

- O que aconteceu? – Ela perguntou, passando delicadamente o dedo sobre o que um dia fora um corte.

- Não é da sua conta, Weasley. – Os olhos dele perderam o brilho e escureceram. Ele segurou o pulso dela, não tão delicadamente, e afastou-o de seu rosto. Levantou-se em seguida e ficou de costas para ela, fitando o fogo.

- Desculpe. Eu só...

- Esqueça. Não tem importância. – Ele disse sem se virar, passando a mão nervosamente nos cabelos.

Ginny encostou-se a uma árvore e ficou com um olhar perdido, na direção de Draco. Não sabia se sentia pena ou raiva do loiro. Pena por saber que, apesar de ter escolhido se transformar num Comensal, ele parecia ter sofrido bastante com isso. E raiva pelo sequestro e por tudo que ela estava passando, longe de sua família, sem notícias.

Ela estava tão perdida tentando analisar o que se passava dentro de si, que não percebeu que Draco sentara-se ao seu lado.

- Precisamos continuar. – A voz dele era rouca. Falou sem olhar para Ginny, apenas encarando o fogo crepitante.

- Certo. Vamos.

- Vocês não irão a lugar algum.

Imediatamente os dois se levantaram, um de costas para o outro, com a varinha em punho, apontando para a escuridão no meio das árvores.


N/A: Oi genteeeee!

Espero que tenham gostado do capítulo... Bem, o cap. passado teve muuuuitas cenas DG... Mas esse cap e o próximo será mais da aventura deles... Os capítulos 12/13 vão ter mais dos dois juntinhos!

Pra quem ainda não sabe como esses dois vão realmente ficar juntos, aviso-lhes que já está tudo arquitetado em minha mente e que emoções fortes estão por vir! AGUARDEM...


RESULTADO DA ENQUETE

No começo estava empate entre as opções 1 e 3... Mas no final, quatro leitoras votaram na opção 1, portanto, a opção 1 foi a escolhida.

Continuarei com rápidas atualizações de "De Mãos Atadas" e, em breve, postarei minha nova fic, "O Fruto Proibido". Mas vai demorar um pouquinho ainda para postá-la, porque é um universo completamente diferente e uma cultura nova que irei abordar. Será algo inédito aqui no FF (pelo menos eu nunca li nada igual e minha beta tb não). Como eu to tendo de pesquisar e ler muito, e pretendo fazer capítulos longos, então vai demorar um pouquinho... Enfim, é só aguardarem!


Agradeço imensamente às reviews do capítulo passado. Foi o record de DMA:

Mimsy Riddle, fermalaquias, Kandra (Que bom q ainda deu pra ler o capítulo Querida... Espero q seu note volte rápido para continuar acompanhando a fic! Beijooooos), To-chan, 'Srta. Mandy Malfoy', Schaala, AmandaLuiza, Nanda (Oi querida... Obrigada pelos elogios! Que bom q está gostando da fic... Obrigada por votar. Beijoooos), Yela, Maryana (Espero q esteja gostando da fic Flor! Obrigada por votar. Beijooos), Thamiinha, Biela Bells.


Acho q é tudo! Não esqueçam de dizer o que estão achando da fic!

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Beijoooooooos

Tati Black