Olha quem está de volta? Hahaha
Apenas uma coisa. APROVEITEM!
Nos falamos lá em baixo.
Capítulo X - Encontros e Desencontros
Uma parte da mente de Snape não conseguia desviar sua atenção do corpo pendurado por sobre a mesa. Ele trabalhara com ela, sabe-se lá quantos almoços não compartilharam através dos anos, e agora ele a veria morrer?! Deixaria o Lord das Trevas ceifar mais uma vida?!
Ele não olhava diretamente para o corpo de Caridade Burbage, não como Draco, que parecia incapaz de desviar o olhar mesmo que sua vida dependesse disso. Mas de alguma maneira sua mente estava focada nela, e no modo como todos apesar de conscientes da presença do corpo erguido sobre a mesa pareciam ignorá-la... Ignoravam essa vida, assim como tantas outras.
Ele não prestou atenção quando todos riram de algo relacionado a Belatriz, sua mente só voltou a realidade quando ouviu falarem sobre a transferência do Potter, era sua deixa.
- Milorde - disse o mais servil que conseguiu, consciente que todos os olhares voltaram-se para si - A Ordem da Fênix pretende transferir Harry Potter do lugar seguro em que está, no sábado ao anoitecer. - enquanto sustentava seu olhar, Snape viu o brilho assassino se espalhar pelo rosto de Voldemort, os lábios se abrindo em um aparente sorriso.
- Bom. Muito Bom. E essa informação veio de...?
- Da fonte sobre a qual conversamos - disse Snape significativamente.
Snape observou quando Yaxley, falou com Voldemort, dando outra data para transferência, como era previsto. Então, Hermione conseguira plantar o boato, mais um ponto para sabe-tudo, ou seriam dez pontos para a grifinória? Snape deixou o homem terminar de falar e o despachou com uma resposta ferina, e um sorriso de escárnio de seu feitio.
- Minha fonte informou que planejam divulgar uma pista falsa; deve ser essa. Sem dúvidas lançaram em Dawlish um Feitiço para Confundir. Não seria a primeira vez, já que todos conhecem a sua suscetibilidade a feitiços.
O homem replicou, Snape observou Voldemort, sabia que o bruxo já não acreditava no que quer que fosse que Yaxley ou Dawlish pudessem dizer, sua mente já planejava o ataque no sábado. Mas mesmo que soubesse que o Lord comprara sua ideia, ele respondeu a Yaxley.
- Se foi confundido é óbvio que parecia seguro - disse Snape - Garanto a você, Yaxley, que a Sessão de Aurores não irá participar da proteção de Harry Potter. A ordem acredita que estamos infiltrados no ministério.
Yaxley ainda atentou ganhar a confiança do mestre para si. Mas Voldemort já parecia um tanto alheio quando o ignorou e se voltou para Snape.
- Em seguida a onde irão esconder o garoto?
- Na casa de um dos membros da Ordem - respondeu Snape - Minha fonte não sabe precisar o local, já que este será escolhido apenas momentos antes. O lugar recebeu toda a segurança que o ministério e a ordem juntos podem dar. Acredito que sejam mínimas as chances de pormos as mãos nele uma vez que chegue ao destino desconhecido, Milorde, a não ser, é claro, que o Ministério tenha caído antes do sábado, o que talvez nos desse a oportunidade de descobrir e desfazer um número suficiente de feitiços, e passar pelos demais.
Depois desse comentário, onde evidenciou a incompetência de mais um comensal, Snape se permitiu relaxar, ainda que um pouco. Até ali, tudo saía como o planejado. Quando Snape falou que Potter não utilizaria nenhum meio de transporte que pudesse ser monitorado pelo ministério, Voldemort apenas assentiu, e se "alegrou" por sua presa ser obrigada a se movimentar em campo aberto. Em momento algum o mago negro duvidara de Snape ou ainda das informações privilegiadas provenientes de dentro das trincheiras do inimigo.
Snape deixou a mente vagar, seus olhos acompanhavam a movimentação de Voldemort, a forma que se referiu aos prisioneiros, Snape não pode deixar de sentir um pesar por Olivaras, apesar das poções fortificantes que ele vinha derramando sorrateiramente na pouca água dada ao bruxo, o velho mago parecia definhar ainda mais. O mestre de poções não pôde deixar de sentir pena de Lucius quando o viu entregar a varinha a Voldemort, o loiro que outrora fora um bruxo tão cheio de si, hoje era apenas uma sombra... Um fantasma do seu próprio passado.
Voldemort o chamou novamente e o momento que mais temera chegara. Todos os comensais olhavam para o corpo da mulher, como se esperassem apenas a aprovação do mestre. Voldemort perguntou se ele a conhecia, e Snape não conseguiu fazer mais do que assentir brevemente com o semblante em desdém onipresente.
- Severus...
Ela pediu, e Snape continuou apenas lá, olhando-a como se ela não fosse mais importante do que um animal pronto para o abate, enquanto ela claramente implorava pela vida... Apenas lá vendo as lágrimas escorrerem pelos olhos cansados, enquanto Voldemort falava de seu "crime" de defender os nascidos trouxas... Apenas lá, quando o mago negro ergueu a varinha e sem um segundo pensamento lançou o feitiço mortal, como se fosse apenas um accio, o corpo caiu sobre a mesa os comensais se retraíram quando o viram chamar por Nagini. Snape, porém continuou impassível não obstante tudo o que já tivera que ver durante sua vida dupla, ele nunca poderia se acostumar com a morte, e talvez fosse isso que o diferenciasse dos outros, ele era um assassino de princípios, se é que isto existia.
A cobra foi para o corpo da mulher, sua boca dilatando para abocanhar a cabeça, todos pareciam enojados ainda que satisfeitos, com exceção de Belatriz que parecia tão feliz que Snape desconfiou que ela gostaria de ser a própria cobra. Ele foi tirado de suas próprias divagações quando Voldemort o chamou, para o total desagrado da bruxa de cabelos desalinhados.
- Severus, estarei o esperando na biblioteca - e terminando de dizer isso, desaparatou. Ao que parecia às restrições se aplicavam apenas para meros mortais.
Snape levantou, imediatamente, o quanto antes aquilo acabasse melhor.
- Quem é sua fonte, Severus?! - perguntou Belatriz.
- Ninguém que seja do seu interesse, Bella - disse Snape - O Lord quer segredo sobre esse ponto em particular.
- Sou a serva mais fiel, o Lord não esconderia nenhum plano de mim...
- Então, pergunte para ele. - falou enquanto subia as escadas.
Snape deixou Bella para trás, e logo estava frente a frente com o Lord.
- Então a sangue-ruim está sendo de algum ajuda no final das contas?
- Sim meu senhor, apesar dos outros membros da ordem ainda estarem desconfiados do sumiço, ela não pode me ofertar mais detalhes que isto, mas com o tempo eles voltarão a confiar. Sabes como são os grifinórios, e logo ela terá acesso a ainda mais informações.
- Se tudo correr como o planejado no sábado, os serviços dela serão completamente desnecessários.
- Claro que sim, milorde...
- Diga Severus... A menina estará envolvida no resgate do Potter?!
- Sim, assim como o lobisomem e todo o clã Weasley.
- E ela não faz ideia para onde vão levar o menino?
- Não Senhor, apenas os membros mais velhos sabem... Mas isso não será problema, o menino será seu no sábado.
- Não devemos subestimar a Ordem, Severus - disse com se ponderasse - Estará ao meu lado no sábado?
- Não posso pensar em um programa melhor, senhor - disse sorrindo - Adoraria assistir a queda do Potter.
- Sim, Sim... Você a verá - falou o mago mais velho - Quero que fique de olho na menina, se algo der errado, quero poder contar com a nossa pequena espiã imunda.
- Sim, Milorde... - respondeu quase com alivio.
- Quanto ao restante da Ordem, mate quantos puder - disse Voldemort - Só quero ter o prazer de matar o maldito menino.
- Você terá senhor...
- Depois que o garoto morrer, será ainda maia fácil esmagar a resistência - Voldemort viu Snape assentir de modo servil - Ele ainda é como um chama de esperança, e espero apagá-la... - falou o ódio transparecendo em seu rosto desfigurado - Apenas mais uma coisa antes de você voltar as suas poções, Severus.
- O senhor tem toda a minha atenção...
- Hogwarts irá reabrir, iremos limpar nosso sistema educacional dos sangues ruins, e amantes dos trouxas. Quero você à frente da escola, nenhum dos idiotas faz ideia do que é dirigir uma escola, e você esteve lá dezesseis anos ao lado do velho.
- Será um prazer ensinar e formar novas mentes - escarneceu - Creio que não estarei sozinho nesta "honrosa" empreitada.
- Designei os irmãos Carrow para irem, afinal a vaga de defesa contra as artes das trevas está mais uma vez desocupado, e a nossa querida Nagini acabou de nos arranjar mais uma vaga no corpo docente.
- Como queira, mestre - disse Snape assentindo.
- Quero que se concentre no sábado, quero poder brindar com o sangue do menino. - disse falando quase que para si mesmo - Vá, Severus... E nenhuma palavra a ninguém...
-Como preferir, mestre.
Hermione estava ansiosa enquanto subia atrás de Kingleys no testrálio, vendo outras sete figuras fazerem o mesmo com seus respectivos pares. Seu olhar foi atraído para os céus, e ela sabia que o plano dera certo, de alguma forma tinha certeza que os comensais estavam à espreita.
Eles ganharam os céus, e foi uma mistura tão grande de adrenalina e medo que ela se apertou mais firmemente de encontro ao auror, a varinha presa em sua mão. Perguntando-se quando eles apareceriam, e se Severus estaria com eles. Ainda que fosse, até certo grau, reconfortante encarar os olhos negros novamente, após aqueles dias que sentira profundamente a falta do mestre de poções, ao mesmo tempo era inevitável temer pela segurança dele, já que Harry o queria tanto o quanto a Voldemort.
Como se quisessem responder as suas divagações, os vultos negros se avolumaram sobre eles, todos se dispersaram tentando confundir o inimigo, mas foi com prazer evidente que viu os comensais surpresos mesmo por entre as mascaras com o aparecimento dos sete Potter's.
Hermione lançava feitiços para proteger a si e a Kingsley, porém só podia pedir a Merlin para não atacar Snape acidentalmente. Ela viu uma parede sólida se formar no céu ao sair do escapamento da moto de Sirius, assim como Moody e Mundungo serem perseguido por ao menos meia dúzia de comensais.
E de repente, como se o tempo ficasse suspenso, ou deixasse de existir, um feitiço passou a centímetro de sua cabeça, ao olhar para trás viu um comensal cair da vassoura, e mais atrás dele havia um outro comensal. Seu olhar se cruzou com o olhar negro tão conhecido, um mínimo assentimento em sua direção e não restaram dúvidas de quem se tratava. Provavelmente ele abatera ao comensal para não machucá-la, Hermione gostaria de saber quantas mais dívidas de vida teriam que pagar a Severus Snape no final daquela guerra.
Ele a contemplava, ainda que fosse a figura do odioso Potter, ele sabia que ela estaria com o auror negro, mas ainda que não soubesse não teria como confundi-la, quem mais lhe daria um olhar totalmente desprovido de aversão?! Nos segundos que se distraiu uma maldição quase o atingira, mas Snape conseguira bloqueá-la no último segundo, o impacto o fez tremular sobre a vassoura, sua mascara sendo arrancada de sua face.
Snape ainda conjecturava sobre isso quando Lupin passou cercado por comensais, Belatriz nos calcanhares do lobo, não parava de lançar maldições, se continuasse daquele jeito, o "Harry" que ele carregava não resistiria por muito mais tempo. Snape discretamente apontou a varinha para Belatriz, e murmurou um feitiço particularmente cruel, porém antes que chegasse ao destino final, este foi desviado e acabou atingindo a dupla de Lupin, Snape viu as gotas de sangue salpicarem rapidamente o céu, porém não conseguiu avaliar a extensão do ferimento, viu apenas o olhar de Lupin sobre o ferido, depois encarando os olhos negros, e sabia que esse seria mais um crime depositado em sua conta.
- Hermione, mire em Snape. - mandou Kingsley, desferindo sua própria maldição sobre Belatriz.
- Kin, eles estão por toda parte - disse ignorando-o - Tire-nos daqui - continuou veementemente.
- Você tem razão, só espero que Olho-tonto esbarre em Snape.
Hermione ia falar algo, porém a repentina quietude a assustou mais do que a luta que travara.
- Para onde eles foram? - perguntou Kisley parando o testráslio.
- Harry - murmurou Hermione - Foram atrás dele. Será que...?
- Vamos torcer para que esteja bem - disse o auror - Quanto a nós, temos nossa deixa... Vamos para o esconderijo.
Quando a chave de portal a fez cair com um baque nos jardins da Toca, Hermione mal pode se conter ao ver Harry são e salvo, na ultima hora encontrou-se aterrorizada ao pensar no que poderia ter acontecido a todos, o que poderia ter acontecido a Snape.
- Graças a Merlin - murmurou enquanto o abraçava. - Pensei que algo pior poderia ter acontecido... Onde estão os outros!?
- Apenas Lupin e Fred voltaram...
- Mas Rony já deveria...
- Sim, eu sei... - disse ele solene fazendo o estomago de Hermione enrolar.
- Ele está bem, sei disso. - falou tentando convencer a si mesma - Tenho certeza que ele chegará daqui a pouco morto de fome e intacto.
- Bem, já não posso dizer o mesmo de Fred...
- O que aconteceu? - disse já adentrando pela porta, sem se importar com o fato de Lupin e Kingsley estarem em alguma espécie de discussão.
- Ele perdeu a orelha - disse Harry, seus punhos se fechando.
- Mas como?
- Devemos agradecer mais essa a Snape - disse o menino com ódio - Ele o acertou com arte das trevas, não tem como repô-la;
- Não pode ser - disse Hermione horrorizada.
- Lupin, ainda tentou acertar Snape, o filho da mãe nem usava a maldita mascara... Mas Fred estava sangrando, e mais uma vez Snape escapou.
- Merlin - murmurou em um misto de alivio e medo.
- Ele não escapará uma terceira vez - disse Harry, os olhos verdes cheios de ódio - Juro, Hermione. Voldemort pode até vencer essa guerra, mas Snape morrerá antes disso, e se eu tiver a oportunidade e o prazer de fazê-lo, tanto pior para ele.
Hermione suspirou presa entre duas lealdades, ela estava nisso á apenas algumas semanas, mas não podia entender como Snape suportou o jogo duplo por tanto tempo. Incerta sobre o que dizer, ela foi poupada de responder algo quando ao olha pela janela viu a vassoura se materializar trazendo Rony e Tonks, assim que esta última tocou os pés no chão correu para os braços de Lupin, e uma parte de Hermione só queria poder fazer o mesmo com Snape, ter a certeza de que ele se encontrava bem, mas ao invés disso correu para os braços do amigo ruivo que desmontou tonto e saiu aos tropeços ao encontro de Harry e Hermione.
O aniversário de Harry chegara e apesar da desconfiança de um dedo-duro dentro da Ordem, e a morte de Moody que abalou a todos, a Toca estava fervendo com os preparativos para a festa de casamento de Gui e Fleur, que seria dali a uns dias. Os pais da noiva haviam chegado e a casa nunca esteve tão brilhante aos olhos de quem quer que seja, parece que cada pequeno canto foi vasculhado, limpo, esfregado, encerrado e polido. Jorge se recuperara melhor do que esperava-se, Rony andava de um lado para o outro com um livro debaixo dos braços (para total descrença de Hermione), enquanto a Sra Weasley parecia resignada em fazê-los desistir da absurda ideia de sair da escola, distribuindo tarefas para os três, de preferência deixando-os bem distantes. Porém, sempre arranjavam uma forma de se encontrarem e trocar informações a cerca do novo caminho que iriam percorrer tão logo o casamento terminasse.
Tudo continuava a acontecer como o esperado, mas Hermione sabia que ainda faltava algo, Snape não havia entrado em contato, ela não podia se quer imaginar como os comensais foram tratados por Voldemort depois da fuga de Harry, ou pior, como a própria mente de Snape o estava tratando pelo ferimento que causou a Jorge. Ela só gostaria de falar com ele, saber se os planos estavam correndo como deveriam do lado de lá, verdade seja dita, ela gostaria apenas de vê-lo mais uma vez.
- Hermione vai pendurar as lanternas, ou não? - perguntou Rony logo atrás dela, enquanto uma lanterna estava suspensa no ar presa pelo feitiço de levitação da morena.
Ela sorriu para o menino ao seu lado, pensando com carinho no amor que sentia por ele, e soube que independente de qualquer coisa Rony Weasley sempre seria o primeiro amor de sua vida, sempre seria o rosto que havia sido o seu céu e inferno durante a juventude. "Assim como Lily foi de Snape" pensou tristemente Hermione, sem dúvidas lutar com a idealização de alguém era muito pior, afinal que armas usar contra um fantasma?
Hermione não conseguia fazer o pedaço de bolo descer, não podia imaginar o porquê de Dumbledore ter deixado aquelas coisas para eles, afinal, de que serviria um pomo, um livro e um desiluminador? A espada a única coisa que poderia ajudar, já que com ela podia destruir as horcruxes, foi "embargada" pelo ministério, no final das contas o diretor parece não ter pensado em todos os detalhes.
Agora mais do que nunca precisava falar com Snape, ele não dissera nada sobre um testamento, eles precisavam pensar. Já que obviamente havia algo mais ali do que apenas objetos, Dumbledore deixou rastros, mas ela precisava encontrar o inicio do caminho a seguir. Quando as luzes se apagaram ela se arrastou para ao quarto de Rony, lançando o "abaffiato"sobre a escada.
- Pensei que você não aprovasse esse feitiço - implicou Rony.
- Os tempos mudam - respondeu Hermione lembrando com carinho das vezes que Snape lançara enquanto estavam juntos, já que segundo ele, ela possuía a incapacidade de permanecer em silencio por muito tempo - Agora nos mostre aquele desiluminador. - pediu.
Hermione terminou de arrumar os cabelos e olhou a figura vestida em lilás no espelho, se aquele seria o último dia deles com todos os amigos reunidos, o mínimo que podia fazer era se divertir e colocar um sorriso, apesar do seu coração está apertado pela falta de notícias de Snape. Quando estava na metade da escada, viu uma senhora com cara de poucos amigos apareceu. Ao que parecia estava brigando com seu acompanhante e carregava uma caixa nas mãos.
- Essa tiara foi feita por duentes... – Tia Muriel parou antes de subir o primeiro degrau – Ai, não, essa é a menina que nasceu trouxa? – perguntou para o menino que a ajudava a andar.
- Sou amiga do Rony... – disse nervosa, completando em seguida conforme a mulher lhe analisava dos pés a cabeça – Da escola... Sou Hermione Granger – terminou, estendendo a mão.
- Má postura – disse a mulher quase que retoricamente, olhando mais uma vez para os pés de Hermione – Tornozelos finos demais. – e continuou a subir as escadas sem dispensar a Hermione um segundo olhar.
Hermione apenas suspirou profundamente e foi em direção aos jardins, onde Rony e Harry estavam conversando.
- Que máximo – disse Rony.
- Sempre o tom de surpresa — respondeu Hermione sorrindo, contando aos amigos sobre o encontro com Muriel. Logo Fred e Jorge se juntaram a eles, e não demorou para o grupo cair em risadas ao lembrar das antigas festas da família Weasley.
Vitor Krum aparatou próximo á Toca subitamente desorientado, não tinha a sensação esquisita de que algo estava fora do normal, mas não poderia pensar naquilo por hora, já que estava atrasado para o casamento de Fleur, assim que se aproximou seu rosto se torceu em desagrado, Hermione estava junto a entrada rindo com os amigos, tudo do que ele menos precisava no momento era encontrar com ela. Porém, assim que os olhos castanhos encontraram os dele, sentiu uma sensação esquisita no corpo, como se tivesse tomado uma dose extra de wisk de fogo, e seus pensamentos só puderam girar em torno do quanto ela estava bonita no vestido lilás esvoaçante, e antes que pudesse se controlar, ele se aproximou entregando o convite a Rony e se dirigindo a Hermione
— Você está marravilhosa!
— Vítor! — exclamou ela subitamente nervosa, deixando cair a bolsinha de contas, que produziu um baque desproporcional ao tamanho. Ao se abaixar,corando, para recuperá-la, disse: — Eu não sabia que você foi... Nossa... Que prazer ver... Como vai?
As orelhas de Rony tinham mais uma vez ficado muito verme lhas. Examinando o convite de Krum como se não acreditasse em uma palavra do que via escrito, falou, um pouco alto demais:
— Por que está aqui?
— Fleur me convidou — respondeu Krum, arqueando as sobran celhas.
Harry, que não tinha nada contra o búlgaro, apertou a mão do rapaz; depois, sentindo que seria prudente retirá-lo das imediações de Rony, ofereceu-se para lhe mostrar onde sentar.
— O seu amigo não ficou satisfeito em me ver — comentou Krum, entrando na tenda agora inteiramente lotada. — Ou ele é seu parente? — acrescentou, reparando nos cabelos ruivos e crespos de Harry.
— Primo — murmurou, mas Krum parara de escutar. Sua aparição estava causando certo rebuliço, particularmente entre as primas veelas: afinal, era um famoso jogador de quadribol.
Assim que se sentaram para assistir a cerimônia, Hermione reprendeu a si mesma, afinal não tinha porque ainda está corada, aquele era apenas Vitor Krum e o que eles haviam tido no passado não passara de um lance. Ela ignorou seus pensamentos focando apenas na entrada da noiva.
Snape estava em pé fora da tenda, a poção que fizera para se tornar imperceptível fora eficaz, um grande risco que correu já que a Toca estava fortemente protegida, mas havia valido a pena. A ligação entre ele e o jogador de quadribol também estava muito bem estabelecida, ele não poderia ter corrido o risco de lançar um imperius sobre Vitor Krum, por isso apenas deu ao bruxo uma poção que o tornava suscetível aos pensamentos e as vontades de Snape, o jogador não perderia a consciência dos seus atos, e logo não desconfiaria que havia algo de errado.
A verdade era que "aparecer" na festa fora um risco desnecessário, poderia muito bem ter mandando alguma mensagem para Hermione, mas ele admitira para si mesmo que queria a ver mais uma vez. Por isso, quando a viu no vestido lilás, não conseguiu conter seus pensamentos, ela parecia maravilhosa, e mesmo que ele não pudesse dizer isso a ela, ele induziu Krum a fazê-lo ficando com um misto de alegria e ciúmes quando a viu corar pelo comentário.
Agora ele teria que esperar até o final da cerimônia para vê como faria para falar com Hermione a sós, nem que fosse por poucos segundos.
Snape viu quando o grupo se sentara à mesa de Luna, e rapidamente deu a "ideia" a Krum de se aproximar, sugestão que o jogador prontamente atendeu. O Mestre de Poções também se aproximou, aproveitando-se do fato de todos estarem amontoados ao redor dos noivos, e ficou satisfeito ao ver o sorriso de Rony morrer assim que viu Vitor achegar-se a mesa. Porém, diferentemente do que Snape imaginou, o jogador não se dirigiu a Hermione, mas sim fez uma pergunta a Harry Potter.
Snape não conseguia entender o porque do bruxo está interessado no pai de Luna, porém seu humor piorou exponencialmente quando viu Rony Weasley pegar uma feliz Hermione e ir em direção a pista de dança.
— Ah, eles estão juntos agora?
Snape viu Krum perguntar aquilo que ele pensara, afinal Hermione parecia bastante satisfeita nos braços de Rony.
— Ah... mais ou menos — respondeu Harry evasivo.
Snape sentiu a raiva aflorar dentro de si, então aquele beijo de despedida não havia significado nada. Mas ele não poderia esperar muito em troca, ele havia estuprado sua aluna, não haveria redenção. Como ele não poderia ir até ela, deixou a mente de Krum livre para continuar a conversar, e logo a conversa se voltou para Grindewall e fabricação de varinhas, Snape estava intrigado pela curiosidade de Harry. Quando a conversa pausou ele percebeu que não haveria mais nada que o menino quisesse saber, pois seus rosto demonstrava que ele estava considerando muitas questões. Ele precisava se livrar do garoto e a oportunidade perfeita se apresentou assim que Vitor Krum avistou Gina.
- Essa garota é muito bonita — comentou Krum, fazendo Harry voltar ao presente. Krum estava apontando para Gina, que acabara de se juntar a Luna. — Também é sua parenta?
- É — informou Harry, repentinamente irritado — e está namo rando alguém. Um cara ciumento. Grandalhão. Você não iria querer atravessar o caminho dele.
Krum resmungou:
- Qual é — disse, esvaziando o copo e se pondo de pé — a vanta gem de ser jogador internacional de quadribol se todas as moças bonitas já estão comprometidas? – essa foi a deixa que Snape utilizou levando o bruxo para longe da visão do Trio.
Hermione estava andando pela parte mais calma do jardim, conseguia observar a festa ao longe, seus pés a estavam matando, Rony parecia obstinado a fazê-la dançar até parar de sentir seus músculos, talvez aquela fosse a forma de tentar se redimir já que no baile de inverno fizera questão de humilhá-la. O sol não demoraria a se por, aquela seria a ultima noite na Toca, e depois disso teria que convencer os amigos de que o Largo Grimmauld ainda era seguro. Estava considerando as possibilidades, e se assustou quando sentiu grandes mãos pegarem no seu braço.
- Victor, você me assustou – disse sorrindo – Pode me soltar.
- Venha comigo – falou puxando-a.
- Me solte – disse ela - O que você quer?! - disse Hermione tentando se desvencilhar do jogador, ao mesmo tempo que seus olhos focavam em Harry conversando com um dos membros da ordem.
- Venha comigo, Srta Granger - disse ele. E aquelas palavras mesmo que ditas por outros lábios a fez lembrar de alguém.
- Severus - sussurrou o sorriso estampando-se em seu rosto, sendo rapidamente tomada pelo pavor de alguém descobri-los.
- Venha – disse levando-a em direção ao celeiro, longe da agitação da festa, o barulho desapareceu quando o jogador fechou a porta atrás de si.
Hermione se assustou quando imediatamente viu o corpo de Krum cair no chão.
- Severus – chamou Hermione sacudindo-o, imaginando que o mestre de poções estaria utilizando poção polisuco.
- Estou aqui, Granger – disse Snape aparecendo logo atrás dela, seus braços firmemente cruzados junto ao corpo.
- O que você fez com Victor?! – perguntou Hermione, sua mente parecia ter entrado em um mundo particular quando observou as feições do mestre de poções.
- Não se preocupe - disse mantendo uma distancia segura dela - O seu amor juvenil está vivo, apenas desacordado. Não pense que me agrada ter que partilhar minha mente com ele, mas essa foi a única forma que tive para vir aqui hoje...
- Você utilizou Imperius?! – perguntou Hermione ignorando o comentário dele sobre a paixonite que tivera por Krum no quarto ano.
- Não , Srta Granger. Sou bem mais sutil que isso. – ele continuou vendo-a se encaminhar para a moto destruída de Hagrid e um velho carro que parecia ser o novo substituto do Ford Anglia.
- Era você o tempo inteiro? – perguntou ao lembrar se do comentário que o jogador fizera quando a viu mais cedo.
- Não há muito tempo. – falou ignorando a pergunta que ela lhe fizera - Nós iremos atacar durante a festa.
- Nós?! - perguntou ainda confusa pela presença do mestre de poções.
- Os comensais, Srta Granger - disse irritando-se, e debochando em seguida - Você esqueceu que estamos em guerra?! Ou rodopiar nos braços do Weasley fez você perder sua capacidade mental?!
- Não esqueci que estamos em guerra - disse ela séria - E sobre Ronald estávamos apenas dançando.
- Não é o que parecia - disse sem conseguir controlar a sensação desconhecida que lhe retorcia o estômago.
- Muitas coisas parecem ser o que não são. Criar ilusões faz parte do serviço, você deveria saber – disse irritando-se com ele - Vai continuar me atacando? Ou iremos conversar sobre o que realmente importa?!
- O Lord das Trevas me deu a escola - disse sem olhá-la - Obviamente vocês na poderão voltar para lá. - falou ser referindo ao Trio de Ouro - Mas sem dúvidas seus amigos idiotas irão, sinceramente espero que Longbotton, Weasley e Loovegood não sejam mais uma dor de cabeça, Merlin sabe que tenho muito com o que me preocupar no momento, além disso, comensais também estarão na escola.
Hermione queria ter raiva da atitude de snape, porém seu coração se encheu de amor por aquele homem, ela não poderia imaginar o tipo de pressão que ele estava sofrendo do lado de Voldemort. Naquele momento estava feliz por está junto dele, mesmo com as acusações do homem contra si.
- Os comensais irão invadir a festa daqui a uma hora, quero que fique perto do Potter e do seu namoradinho Wealey - disse cuspindo as ultimas palavras - Aparate-os para o Largo assim que as proteções caírem. Não olhem para trás, não sejam estúpidos, não tentem ficar para ajudar, entendido!? No momento não há nada mais importante que o a segurança de vocês. - Snape finalmente a olhou, precisava ter certeza que ela entendia, precisava saber que ela estaria em segurança.
- Quando chegar a casa tome cuidado, Moody colocou proteção na casa, além disso, use o feitiço verificador porque a casa está exposta apesar de teoricamente apenas o Potter ter acesso a casa, já que ele é o herdeiro. E claro, não esqueça em hipótese alguma de pegar o quadro de Finneus assim que possível - disse - Será a única forma de mantermos contato, preciso saber como andam as coisas do lado de vocês para traçarmos novos planos. A partir de agora não temos nada concreto, precisamos descobrir os novos passos.
- O testamento de Dumbledore foi lido - disse Hermione - Ele deixou Os Contos do Bardô para mim, o desiluminador para Rony e o Pomo para Harry - disse ela - Além disso, deixou a espada de Griffindor que o ministério fez o favor de embargar, precisamos dela para destruir as Horcruxes, se o ministério está sobre o domínio de Voldemort, ele está com a espada, então precisamos descobrir onde ela está. Iremos procurar pistas do R.A.B assim que chegarmos ao largo, lá será nossa central até termos outro rumo. O pomo veio com uma mensagem "Abro no Fecho", você faz alguma ideia do que significa?
- Conhecendo Dumbledore isso pode se referir a qualquer coisa - disse Snape - Mas se havia uma mensagem no pomo, os outros objetos devem ter algum significado também.
- Foi o que pensei - disse Hermione encostando no carro, feliz por poder discutir algo com ele, feliz por escutar a voz aveludada despertar seus sentidos - Mas ao menos temos algo por onde começar.
- Potter parecia muito interessado no fabricante da varinha de Krum.
- Ele está obcecado – disse Hermione – Harry teve a impressão da varinha dele ter reagido sozinha e atacado Voldemort no dia da transferência dele para a casa dos tios.
Snape assentiu em silencio, tinham poucos minutos não sabia como agir, não queria tocá-la, não depois do ultimo encontro que tiveram. Como ele poderia se quer pensar em sentir a pele macia sobre sua mão, se ele a havia violentado, forçando-se sobre ela?! Como ele poderia querer provar o gosto dos lábios vermelhos contra os seus próprios, se ele havia dito que não a queria?!
- Você fez um bom trabalho com a poção Polisuco. - disse ele.
- Isso foi um elogio, professor? - disse Hermione sorrindo, o brilho voltando ao seu olhar, quase como se estivessem em mais uma das suas provocações habituais.
- Você não tem tanta sorte, Srta Granger - disse ele escarnecendo aproximando-se dela, os braços firmemente cruzados sobre o peito.
Hermione se aproximou dele, e mesmo que não fosse uma ameaça, Snape teve que se controlar para não dar um passo para trás distanciando-se, contrariando seu raciocínio lógico e os alertas que disparavam em sua mente ele permaneceu parado quando ela levou a mão em direção ao rosto dele. Sua cabeça inclinando-se em direção aos dedos macios que tocavam a pele da bochecha, seus olhos fechados mergulhados na sensação de receber o toque dela, ainda que ele estivesse esperando algum tipo de acusação por parte dela.
- Como você está?! - perguntou.
Snape sentiu algo estranho comprimindo sua garganta. Quando fora a ultima vez que alguém perguntara aquilo com tanta sinceridade?! Demonstrando real preocupação!?
- Vivo, como você pode ver?!
- Não foi isso que perguntei - falou aproximando-se seus olhos fixos no dele - Por que você quer me afastar, Severus Snape!? - perguntou retoricamente em um sussurro, referindo-se ao ataque dele sobre ela assim que chegaram ao celeiro.
- Isso nunca daria certo - respondeu, sua mão trêmula roçando sobre o rosto dela, como se temesse assustá-la, contradizendo suas palavras. – Você é minha aluna... – foi a única coisa que se permitiu dizer, como poderia lembrar daquela noite na mansão malfoy, quando se forçou sobre ela?
- Não sou mais sua aluna, professor. E você é um completo idiota - disse ela sem maldade alguma, seu polegar sobre a fina linha dos lábios dele, sua outra mão segurando o ombro forte e capaz.
- Talvez eu o seja - disse acabando com o pequeno espaço que havia entre eles, sua mão estabelecendo-se no pescoço de Hermione fazendo-a arrepiar.
Snape parecia mergulhar nos pontos dourados do olhar de Hermione, sua mente abençoadamente calada não o recriminava por ter a audácia de tocá-la depois de tudo, mesmo que ela parecesse absolutamente disposta. Ele prometeu a si mesmo que seria apenas mais uma vez, apenas um roçar de lábios e ele iria sair dali e colocar literalmente a mascara de comensal. Porém, antes que seus lábios tocassem os dela, e seu espírito fosse elevado ao Nirvana, ele a escutou falar.
- Senti sua falta, Severus - um sorriso fraco espalhando-se pelo rosto - A cada segundo do dia sua ausência me perseguia.
E aquilo derrubou algo dentro dele, talvez fosse a queda de mais uma das fortalezas que criara que o ajudava a repelir o mundo.
Os lábios se tocaram o gosto da boca dela o assaltou,fazendo-o gemer de prazer. Ele tentou se convencer que iria beijá-la apenas mais um segundo, ele não iria força-la a nada, não dessa vez. Ele manteria as coisas o mais castas possível, mas ele precisava sentir o gosto de pecado que havia na boca de Hermione. Porém enquanto ele tentava e controlar, Hermione deslizou o corpo dele para mais junto do seu, enquanto o puxava para se encostarem no velho carro.
Os seios firmemente comprimidos contra o peito de Snape fazia ela ofegar em desejo, a saudade que sentira do gosto dele era diferente de tudo que ela já experimentara. E com o intuito de prová-lo, Hermione abandonou a boca de Snape, serpenteando a língua pelo lóbulo da orelha, e em seguida a pele aquecida do pescoço.
- Hermione – disse ele com a voz rouca de excitação, ele não queria tocá-la mais que o suficiente, mas suas mãos que outrora pareciam coladas junto ao corpo passavam sobre o fino material do tecido, indo em direção a pele desnuda da costa da bruxa.
Ela mordiscou os lábios dele, resignada em quebrar o lendário controle de Snape, Hermione podia sentir a excitação dele de encontro a ela, mas o mestre de poções parecia quase petrificado junto a si. Hermione abriu o fecho do vestido, as finas alças caindo por sobre os ombros, o material delicado impedido de cair apenas pela curva dos seios.
- Tire, Severus – disse ela respirando profundamente, o colo corado em excitação e vergonha – Ou você quer que eu o faça.
Sem esperar uma resposta ela desceu o vestido delicadamente, sem desviar os olhos de Snape, o vestido ficou preso em sua cintura, deixando a mostra o sutiã de renda meia taça sem alças que ela usava, e mesmo por entre o material Snape pode ver que mamilos de Hermione estavam intumescidos de excitação, e aquilo fez o membro dele apertar ainda mais dolorosamente de encontro ao tecido da calça.
- Nós não deveríamos... Você – tentou argumentar, seus olhos ainda fixos nos dela, ele a havia estuprado e ela estava demonstrando confiança cega nele. Como ela não percebia que ele não passava de um maldito comensal da morte?
- Você me ajuda? – perguntou virando de costa, o cabelo todo puxado para o lado, deixando claro que queria que ele a despisse do sutiã.
Quando Snape alcançou o primeiro fecho os dedos estavam trêmulos em antecipação, não conseguiu controlar a si mesmo quando plantou uma linha de beijos na pele macia que recobria os ombros de Hermione, sendo recompensado com o delicioso gemido que ela soltou, suas nádegas ainda mais pressionadas contra o membro dele. Quando o sutiã ganhou o chão, as mãos dele deslizaram pela pele exposta fazendo-a arquear, suas palmas fechadas sobre os glóbulos firmes, enquanto a pressionava contra si. Hermione jogou a cabeça para trás perdida no prazer que era está nos braços daquele homem. Apenas uma fração do seu prodigioso cérebro registrou quando ele a virou, encostando-a no carro, seus olhos mesmo que cheios de luxúria ainda pediam permissão, Hermione a deu de bom grado, buscando os lábios dele, apenas para vê-lo deixá-los e ir em direção aos mamilos rosado, sugando-os duramente.
Hermione encontrou facilidade o caminho para dentro das calças de Snape, não demorou para ter o membro do mestre de poções a mercê de suas ministrações, afagou todo o comprimento apenas pelo prazer de sentir Snape ofegar com dificuldade. Ela não saberia dizer, mas algum dele utilizou magia-não verbal e o vestido dela desaparecera, pela tensão que ele demonstrou deve ter sido ela. Com medo que ele parasse ela levou uma mão dele entre suas pernas, fazendo-o sentir o material fino completamente encharcado de excitação.
- Você que faz isso comigo, Severus. – disse gemendo - Você pode sentir o calor?
Ele gemeu ao senti-la pronta para ele, seus dedos brincaram sobre o material, Hermione sugou o ar por entre os dentes ruidosamente, ele insinuou um dedo pela borda da calcinha, sentindo os macios pelos já úmidos pelos líquidos dela. Hermione gemeu quando sentiu acariciar suas dobras, seus olhos abertos encarando-o, apenas para fazê-lo entender que ele era o único que poderia fazer aquilo com ela, o único que conseguia reduzir Hermione Granger a gemidos.
- Por favor, Severus – pediu.
Snape estava admirado pela entrega de Hermione, o rosto manchado de paixão, os lábios vermelhos pelos beijos que pareciam querer marcar sua alma, os cabelos desarrumados, mas para ele ela ainda parecia a pintura do desejo. Ele próprio pensou que poderia explodir em um orgasmo apenas dando prazer a ela, suas suspeitas foram confirmadas quando seu dedo se afundou dentro de Hermione, o calor parecendo sugá-lo para dentro dela, e ele não pode ajudar a si mesmo quando gemeu.
- Você é deliciosa – ele disse beijando-a, enquanto um outro dedo se juntava ao primeiro, fazendo-a gemer em sua boca.
Ele começou suas próprias ministrações sobre ela, seus dedos em um ritmo cadenciado pareciam ter sido projetados para dar prazer, não demorou muito para que ele sentisse os músculos dela apertando ao redor de si, e ele só podia imaginar o quando deveria ser delicioso está enterrado nela, enquanto ela atingia o orgasmo.
- Porra, bruxa – ele xingou quando sentiu os dedos serem presos pela força do orgasmo dela.
Hermione atingiu o ápice, chamando pelo nome dele, quando sua boca encontrou os finos lábios de Snape. Ela recuperou o fôlego apenas por um segundo, porém sentiu o corpo de Snape ficar tenso ao seu lado, e viu ele segurar o braço onde estava a marca negra.
- È chegada a hora - disse ele seu rosto ilegível.
- Por favor... – disse ela tentando fazê-lo ficar apenas mais um instante, suas pernas ainda deliciosamente fracas pelo orgasmo.
- Não podemos, Hermione – disse ele acariciando o lábio dela. – Preciso ir, e você também. – Snape agitou a varinha e logo ela estava vestida.
- Obrigada – disse ela determinada a fazê-lo entender que o queria – Eu senti sua falta realmente, só queria que tivéssemos mais tempo.
- Hermione... – tentou dizer.
- Não diga nada – disse ela colocando os dedos sobre os lábios dele – Nós sabemos que você quer dizer algo que vai me machucar. Mas sinto te dizer, Severus, você não vai conseguir me fazer odiar você.
- Grifinória insolente – disse ele apenas para arrancar um sorriso dela. A marca queimou novamente.
- O que vamos fazer com Vitor.
- Deixou, ele está mais seguro aqui – disse ele apenas levitando o corpo do jogador para colocá-lo dentro do carro. – Prometa que você vai se cuidar. – disse voltando-se para ela, beijando-a uma última vez.
- Tanto quanto possível. – uma pequena faísca de esperança acendendo-se dentro dela.
- Mantenha os dois idiotas vivos – falou em uma tentativa de animá-la.
- Farei meu melhor – disse vendo-o se distanciar em direção a porta.
- Sei que fará, você é Hermione Granger.
Hermione sorriu desviando o olhar em seguida, não queria vê-lo partir. Snape pegou uma ferramenta da gaveta do Sr Weasley e criou uma chave de portal, porém antes de ir, ele falou:
- Hermione, olhe para mim – ela ergueu o rosto, seus olhos já marejado pelas lágrimas irritantes – Também senti sua falta.
Antes que ela pudesse falar qualquer outra coisa ele foi puxado pela chave de portal, indo em direção ao seu senhor.
Naquela noite, depois de terem fugido da festa ilesos, assim como dos comensais no café. Foi sobre Severus Snape seu último pensamento antes de adormecer, e mesmo no meio da guerra que mal começara não pode deixar de sorrir quando mergulhou no mundo dos sonhos.
Olá pessoas linda, sei que andei sumida, mas é tanta coisa acontecendo na real life que fica difícil, mas como eu disse no capítulo anterior. NÃO DESISTAM DE MIM NEM DA FIC.
Mas me digam, o que vcs acharam?! Foi um encontro bom não foi? Hahaha Você viram o Sevy usando o Krum para tirar uma com a cara do Harry hahahah Atooooooron o Morcego, até quando ele não é ele dá um jeito de finalizar o Potter hsaushaushah
Esse capítulo demorou a sair, mas deu para perceber que ele é bem grandinho, espero não ter enfadado vocês transcrevendo a história real, fora isso...
OBRIGADA OOBRIGADA OBRIGADA, VOCÊS SÃO TODOS MARAVILHOSOS. Seus comentários sempre me alegram.
DEIXEM SEUS COMENTÁRIO, CRÍTICAS, SUGESTÕES, ACHISMOS.
PS: Quem for o centésimo a comentar terá direito a escolher uma plot para um one shot, que eu prometo escrever (antes dos netos de vocês nascerem) e dar de presente sahuhsaush
PS¹: Por último, mas não menos importante. Obrigada as meninas do grupo Sevmaniacs que me "forçaram" a escrever. em especial a linda Nayla que betou metade desse capítulo.
