Disclaimer: Naruto e seus personagens pertencem à Masashi Kishimoto.

Cap 11: Rescaldo

Por Kappuchu09

- Quanto tempo mais pretendem permanecer assim? – perguntou ácida.

A voz feminina acordou a ambos os homens sobre a cama e rapidamente, Sasuke puxou uma das mantas que anteriormente cobria a cama e ergueu-se, contendo um gemido ao sentir o membro, agora flácido, do loiro resbalando por seu corpo. A única coisa que não precisavam naquele momento era mais uma prova de que estavam juntos.

Naruto pareceu compartilhar o mesmo sentimento que o moreno e, segundos depois, ergueu-se nu. Vestiu rapidamente a primeira boxer que encontrou pelo caminho, uma boxer negra, a de Sasuke. Logo após foi a vez da calça, que felizmente conseguiu pegar a sua. Ao colocar, os dedos atrapalhavam-se, o que resultou no dobro de tempo do que seria necessário para apenas erguer um zipper e fechar um botão.

- Yume...

- Vocês são uns cachorros.

- Naruto. – os olhos azuis viraram repentinamente para o moreno, que já encontrava-se vestido, o que fez Naruto supôr que não era o único em choque no quarto – Eu vou... Eu vou levar a Sakura para o hospital e...

- Tudo bem, vá cuidar do seu filho. – apesar dos pesares a voz do loiro era sincera, não havia desprezo, dor, nem nada. Apenas a simples sinceridade e o desejo de que nada de mal tenha acontecido ao pequeno que nem sequer havia visto ainda a luz do sol. – Quando nós sairmos eu fecho tudo.

Os ônix e as safiras se chocaram, e o que viram pareceu os absorver em algo muito mais profundo e único, tão único que por mais egoísta que pudesse parecer ambos se esqueceram de Sakura, de Aki e de Yume que assistia a toda a cena com ainda mais raiva.

Nunca precisaram de palavras para dizer o que sentiam, e não seria agora que precisariam, uma simples troca de olhares seria mais do que o suficiente para que ambos soubessem o que deveriam fazer.

- Mais tarde eu te ligo. – sem mais palavras, Sasuke desviou o olhar e foi em direção de Yume, e pegou Sakura no colo, arrumando a cabeça rósea da melhor forma possível sobre seu bíceps, e logo após direcionou o olhar a morena que sustentava uma máscara de nojo e puro desprezo. Ambos se encararam, e Sasuke pôde ver claramente o olhar desafiador, que queria subjulgá-lo, mostrar a ele quem era o melhor, provar que ela era muito superior a ele. – Eu sinto muito. – foram as últimas palavras que o moreno disse antes de retirar-se do recinto com a rosada no colo, em direção ao carro na garagem.

Um longo tempo, que Naruto não sabia ao certo afirmar que foram segundos, minutos ou até mesmo horas, se passou em um extremo silêncio. Yume olhava do loiro para a cama e vice versa, não parecia estar surpresa como Sakura, nem ao menos receiosa, parecia saber que aquilo aconteceria, parecia confiante do que havia encontrado momentos antes no quarto, parecia ter a certeza absoluta que...

- Você planejou isso. Você as trouxe para cá. – acusou o loiro ao perceber o jogo da esposa.

- Acho que sim.

- Se... Se você sabia por que não me disse? Eu...

- Saber é diferente de comprovar, não acho que eu estivesse pronta para ver o que vi, mesmo sabendo o que acontecia. – soltou a morena com uma ponta de amargura na voz.

- Você foi baixa.

- Eu, baixa? EU? NÃO ERA EU QUE ESTAVA FUDENDO COM O PUTO DO UCHIHA. – explodiu a mulher, adquirindo uma cor mais do que avermelhada nas maçãs do rosto.

- Não o ofenda – a frase foi curta, mas carregada de raiva enquanto agarrava o antebraço da morena. – Não permito que o ofenda. Nunca, entendeu?

- POR QUÊ? POR QUÊ? POR QUE NARUTO? EU NÃO FUI SUFICIENTE PARA VOCÊ? – a mulher desvencilhou-se da mão do loiro e as grossas lágrimas escaparam dos olhos negros, escorrendo pelas bochechas rosadas.

- Não, não foi. – respondeu o loiro mordendo o lábio inferior, resposta da qual fez a mulher erguer os olhos e olhá-lo diretamente – Ninguém seria.

- Óh, claro. Ninguém é bom o suficiente para Uzumaki Naruto...

- Sasuke é bom o suficiente para mim.

- O QUE? E... E você ainda tem coragem de dizer isso para mim? Na MINHA cara Naruto? – questionou exasperada.

- Estou sendo sincero com você.

- Já é tarde para isso, Naruto. Você me enganou por nove anos.

- Infernos, é por isso que eu não quero mais mentir. – disse em desabafo - Entenda Yume, você caiu de para-quedas na minha vida.

- Você adorou que eu tenha caido de para-quedas nela. – comentou entre furiosa e maliciosa.

- Yume, eu nem ao menos lembro o dia em que concebemos a Aki.

- O que? Eu me lembro que você dizia que foi bom e... – perguntou surpresa.

- Naquele dia... – o loiro abaixou a cabeça, se era para ela saber, que soubesse de tudo – Naquele dia, eu tinha recebido a notícia de que estavam planejando desligar os aparelhos do Sasuke e... E eu acabei não suportando e me embebedando naquela boate junto com os meus amigos. Eu não sei o que eu te disse, nem o que fizemos, mas...

- MENTIRA! Se você amasse tanto ele, nunca teria ido para cama comigo.

- Eu pensei que era ele. – mordeu o lábio inferior.

- MENTIRA! – as lágrimas corriam com mais frequência agora.

- Quando eu vi você, naquela boate, morena, alta, olhos negros...

- MENTIRA

- ...E com aquela eterna expressão de antipatia, tédio, de superioridade... Eu vi ele, vi como não via a meses desde o acidente e antes que eu pudesse perceber algo, eu já estava indo até você.

- MEN...mentira... – o grito se tornou um quase sussurro. A exasperação parecia ter-se ido e deixando para trás apenas a dor – Você... Achava que estava transando com ele? – a dor era evidente na pergunta.

- Perdão.

- É tarde para dizer isso...

- Eu sei, mas mesmo assim... Entenda...

- Por que se casou comigo?

- Como?

- Se foi um erro, por que se casou comigo?

- Você estava grávida.

- Era só ter pagado uma pensão.

- Yume, eu fui criado sem pais, nunca permitiria que meu filho nascesse da mesma forma.

- É, mas fez pior que abandonar, você assumiu, mas simplesmente não se importava, vivia só para aquele hospital e para o Uchiha. Acha que a Aki sentia como se tivesse um pai?

- Sim, eu acho. – disse confiante de si mesmo - Yume, eu posso não ter dado cem porcento da minha dedicação a ela, mas com certeza eu me esforcei ao máximo e...

- E o que conseguiu? Eu vou te dizer o que! Não conseguiu absolutamente nada, exceto fazer-la sentir esse carinho maluco pelo Sasuke, aposto que planejava isso desde o início. – disse desequilibrada.

- O que? Você está louca Yume. Esse 'carinho' que ela criou pelo teme, foi... Foi extraordinariamente repentino. Eu nunca a forcei a nada. – disse rotundo.

- Mas...

- A Aki é diferente de tudo o que eu já vi na vida, ela é perceptiva, entende coisas que nós nunca entenderiamos e... Já que estamos falando dela, por que a trouxe para ver isso?

- Por quê? Para ela ver o que o pai dela faz com aquele maldito do Uchiha que ela tanto insiste em adorar. O showzinho de vocês dois. Mostrar como vocês são baixos, vis e...

- Você que é tudo isso. Você que meteu nossa filha no meio de tudo isso apenas por ciúmes e inveja.

- Ela merecia saber.

- Saber é diferente de ver, você mesma disse. – retrucou o loiro com maestria, deixando a morena sem resposta. – Desde quando você sabe?

- Eu sempre soube.

- O que? – a incredulidade cruzou o rosto bronzeado.

- No início eu pensei que fosse porque vocês foram grandes amigos, mas depois o tempo foi passando e você continuava a ir ao hospital diariamente, me deixava sozinha, esquecia de buscar a Aki no colégio para...

- Foi só uma vez, e você sabe muito bem o porquê. – disse e logo após arrepiou-se com a lembrança. Aquele havia sido um dia normal, até que Hinata o ligou do hospital avisando que Sasuke havia tido uma parada cardíaca e que de maneira alguma o coração queria voltar a acelerar. No mesmo momento havia saído correndo para o hospital e esqueceu-se de buscar Aki, mas só daquela vez.

- ...Então uma vez eu ouvi você conversando com o Uchiha em coma... – continuou o monólogo, como se não houvesse sido interrompida, a boca de Naruto se abriu em um pequeno 'o' surpreso - ...Você dizia que tudo ia ficar bem, que quando ele acordasse tudo seria como antes, que vocês iriam finalmente morar juntos, você falava da Aki, dizia como ela lembrava ele, como parecia ser filha dos dois... Disse que o amava, você nunca me disse isso e... – fechou as mãos em punhos - Foi quando eu percebi que tinha algo a mais, mas não sabia o que era exatamente, afinal amigos dizem que se amam e... Droga, eu tentava me enganar, fingir que tinha entendido mal, mas... Quando ele acordou do coma, e eu vi como vocês se tratavam, como se olhavam, eu cada vez me convência mais, mas o casamento foi a prova final.

- O que...

- Não minta para mim. Os dois sumiram por meia hora, e quando voltaram, por mais que disfarçassem dava para perceber que as roupas estavam amassadas, e o cheiro dele impregnado no seu. Mesmo não querendo admitir, eu me obriguei a seguir em frente e...

- E armar essa confusão toda. – completou, ele. – Sabe Yume, nós tinhamos combinado que esse seria nosso último encontro, mas agora que vocês já descobriram... Eu não sei a decisão dele, não sei o que dirá a Sakura, mas... Mas eu quero a separação.

- O QUE? NÃO, NÃO. Naruto, eu posso mudar, podemos nos acertar, se é por causa de sexo...

- Nem mesmo você acredita no que está dizendo, Yume – suspirou - Você sabe que não é só sexo. – disse com cansaço.

- Por favor, não... – a mulher ajoelhou-se aos pés do loiro e agarrou-se nas calças do homem.

- Eu vou procurar a Aki, amanhã eu passo para pegar as minhas coisas. – disse o mais rápido que pôde se desvencilhando da mulher, pegando sua camisa e saindo do quarto.

- NÃOOOOOOO. – gritou a mulher, rompendo-se em mais lágrimas. Era tudo culpa do Uchiha, ele lhe tirou seu bem mais precioso... O amor de Naruto.

Não. Nunca havia tido o amor de Naruto, tudo havia sido uma ilusão da sua mente apaixonada, tudo um grande mal entendido que resultou em um casamento de nove anos e uma filha. Mas apenas isso. Havia se contentado a vida inteira com as migalhas que Naruto lhe dava, mas agora. Agora não possuía mais nada, nem mesmo migalhas.

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- Como o bebê está? – perguntou o moreno, tentando ocultar sua exaltação à enfermeira.

- Ele está ótimo, não se preocupe. Foi apenas um susto, mas nada de grave aconteceu.

- Nenhum risco?

- Nenhum. Vocês têm sorte dela ter sido amparada antes de cair no chão, o golpe poderia ter sido fatal para o bebê. Bem, se você quiser vê-la, ela já deve estar acordada. Com licença – disse a moça por fim, seguindo pelo corredor branco.

Naquele momento, Sasuke não sabia se agradecia ou culpava Yume. Aquilo não teria acontecido se ela não tivesse levado Sakura lá, mas seu bebê poderia estar morto se não houvesse sustentado o peso da rósea no momento do desmaio. Em suma, Yume parecia, mesmo sem ter percebido, concertado seu erro com um acerto.

Com um longo suspiro Sasuke foi em direção ao quarto particular da esposa, abrindo a porta e se deparando com a mesma recostada sentada sobre a cama, com os olhos vermelhos, o nariz inchado, e os rastros de lágrimas ainda pelo rosto. Fechou a porta e se aproximou, sentando aos pés da cama e trançando as suas duas mãos.

- Nosso... Meu... – a voz quebrada de Sakura preencheu o ambiente com um sussurro.

- Ele está bem. – respondeu simplesmente.

- Ainda bem. – comentou, enquanto brincava com as próprias mãos.

- Sakura, sobre o que você viu...

- Eu sei o que vi, não tente mentir.

- Não ia. – disse simplesmente - Só acho que está na hora de você saber.

- Eu já sei.

- Não, não tudo.

- Há ainda mais?

- Sempre haverá.

- Comece – disse a mulher olhando para um ponto qualquer do quarto, sem nunca mirar nos olhos negros, eles sempre foram sua perdição.

- Só se começa aquilo que já teve fim, Sakura. E eu não quero que eu e Naruto tenhamos um fim, por isso... A única coisa que você precisa saber é que nós tinhamos uma relação desde o colégio.

- O que? – perguntou estupefada, finalmente olhando para Sasuke.

- Houve o acidente e quando eu acordei, Naruto estava casado, e eu decidi seguir, mas sabe Sakura, certas coisas não podem ser deixadas para trás. E foi por isso que você viu o que viu.

- Por quê? Por que quando viu que não daria certo você não me disse?

- Eu ia te dizer, eu estava até mesmo preparando os papéis do divórcio e...

- Espera! Papéis? Papéis do divórcio?

- Sim. Eu pretendia me separar de você até o final do mês, mas...

- Mas a criança atrapalhou, não é? Aposto como queria que eu tivesse perdido e...

- Nunca repita isso – quase gritou o moreno – Nunca. Essa criança não tem culpa de nada, e apesar de tudo, eu já a amo.

- E você quer que eu te perdoe? – questionou em um fio de esperança.

- Não, não quero. Sei que isso que você viu não tem perdão.

- Então o que quer de mim?

- Quero sua promessa de que não tirará o nosso filho.

- Você nem ao menos vai implorar para que voltemos? – o moreno não respondeu. – É, vejo que não. Imagino o amor que devia sentir por mim.

- Eu nunca te amei – os olhos esverdeados de Sakura voltaram a se encher.

- Como tem coragem de...

- Nunca passou de uma amiga, e como amiga peço que me prometa isso, sei que não deve mais querer me ver, mas...

- Está corretíssimo, não quero mais vê-lo, saía daqui – gritou, apontando para a porta.

- Não até que me prometa – disse firmemente.

- SAIA.

- Prometa.

- SAIA.

- Sakura...

- Você me usou, como quem usa um par de sapatos, você me enganou como se eu fosse uma miserável que precisa da sua compaixão que pode viver de uma mentira, de migalhas. Você brincou com a minha intelectualidade, enquanto fodia com o Naruto, meu Deus, os dois me traíam, e eu que pensei que tivesse amigos. Agora entendo o porquê daquele desespero todo enquanto você estava em coma, vocês são uns cafagestes. – gritou apontando.

- Prometa Sakura, essa criança não tem culpa de nada.

- Pare de pensar nesse bebê por um instante e pense um pouco em mim, como acha que eu me sinto com tudo isso? Acha que tudo o que nós tinhamos... Droga, eu te amo.

- Se você me ama, não tire a vida da única coisa verdadeira que já existiu entre nós. Ele não tem culpa.

- Droga, eu sei que essa criança não tem, e eu sei que fui uma idiota achando que o amor surgiria aos poucos, mas merda como surgiria se seu coração já estava ocupado? Poderia ter sido sincero comigo. – disse mais para si mesma, do que para o moreno a sua frente.

- Estou sendo agora. Sakura, por favor...

Tudo o que sentira pelo Uchiha, continuava a preencher seu interior, isso era incontestável. Sempre o amou, como uma louca, enfeitiçada pelo jeito de ser e pela aparência dele, mas nunca foi retribuida, e quando achou que finalmente seria feliz, aparece Yume e solta uma bomba daquelas, ela era traida, mas não era qualquer traição. Ela era traida com outro homem, com o homem que ela acreditava ser o melhor amigo.

Sua vida era uma mentira, e mesmo com uma intensa vontade de pegar um dos tantos bisturis que haviam ao lado da sua cama e se matar, acabar com toda aquela dor... Não, não faria. Porque não estaria apenas se matando, estaria matando seu filho junto, a única prova de que um dia foi feliz, ou enganosamente feliz, com o homem que amava.

Havia algo que Naruto não podia dar a Sasuke, esse algo era a única coisa que ela podia: Um filho. E mesmo sendo doloroso, manteria aquela gravidez, faria o correto, mesmo que não houvessem o feito com ela. Carregaria aquele que possuía o sangue Uchiha nas veias, o sangue de Sasuke. Carregaria, o símbolo de que o amor entre Sasuke e Naruto, nunca seria completo.

- Eu odeio vocês, os dois, por me enganarem, por me terem feito pensar que estava em um conto de fadas. Mas nunca, nunca, seria capaz de matar essa criança. – disse severamente – E antes que você me peça, eu permitirei que veja ele ou ela quando nascer. Quero que essa criança saiba da relação de vocês, quero que ela mostre como o que vocês têm é errado. – as palavras de Sakura foram cortantes, mas o moreno respirou aliviado com a promessa. Com isso, Sasuke ergueu-se da cama e caminhou em direção da porta.

- Sabe Sakura, eu também pensava assim no começo, mas... Está nos olhos de quem vê julgar o certo ou o errado. – comentou abrindo a porta – Meu advogado ligará para marcar o dia para assinar os papéis.

- Sasuke? – chamou em um último momento, antes que o homem desaparecesse.

- Hn? – manteve-se de costas.

- Valeu apena? – perguntou amargurada.

- Sim, e sempre valerá. – disse por fim, saindo do local e cerrando a porta logo após.

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- Itachi, por favor, reconsidere. O julgamente será daqui a algumas horas, por favor. – implorou a mãe.

Aquela parecia ser a enésima vez que Mikoto lhe pedia a mesma coisa, que reconsiderasse, que lembrasse que aquele que ele estava condenando era o pai, que Sasuke ainda estava transtornado com o coma, que seu pai podia ter feito muitas coisas erradas, mas que no fundo era alguém de bem. Parecia nunca se cansar de defender o indefendível. Afinal, era claro como água a culpabilidade de Fugaku.

- Mãe você algum dia terá de aceitar que ele é culpado.

- Mas ele não é. – exclamou ela, recebendo um par de olhares que severamente pediam silêncio. Não é como se pudesse gritar em meio a uma delegacia. – Ouça meu filho, seu pai está atrás dessa porta – ela disse apontando para a porta as suas costas – E ele precisa de você. Já imaginou o quanto ele está sofrendo por tudo isso?

- Imagino, e acho que é muito pouco, perto do que ele fez Sasuke sofrer. – disse com uma clara pitada de ódio no tom.

- Deixe de ser bobo Itachi. Sasuke está mentalmente desequilibrado por culpa do coma, ele não sabe o que diz. Sei que sempre ficou do lado dele, mas agora não é mais questão de agradar a uma criança. Seu pai corre risco de pagar por algo que não fez. Por Deus, ele nunca feriria o próprio filho.

- Nem mesmo quando descobrisse que esse filho tem um caso com o melhor amigo?

- Como? – os olhos negros da mulher arregalaram-se diante da pergunta do filho mais velho.

- Ele não te contou?

- Você não sabe do que está falando. – negou retundantemente.

- Fugaku descobriu que Sasuke namorava escondido com Naruto.

- O QUE? – recebeu outro olhar de reprimenda, porém tão pouco se importou. O que ouviu do filho nesse momento era mais importante.

- Ele tentou dar um fim a isso, mas Sasuke se negou, parece que realmente gostava, e ainda gosta, do Uzumaki. Em uma última tentativa Fugaku tentou eliminar Naruto cortando os freios da moto dele, o que ele não contava era que Sasuke estaria a bordo. – contou da forma mais profissional possível para um advogado, como quem fala do tempo.

- Oh meu Deus. – levou as mãos em frente da boca, enquanto os olhos enchiam de lágrimas.

- Realmente ainda acha que ele seja inocente?

- Eu... Eu não sei. – disse confusa – Quer dizer, Sasuke gosta de mulheres.

- Sasuke gosta do Naruto, independente do sexo.

- Mas...

- Mas o que? É nojento? Asqueroso? Errado? O que importa? Ele é o seu filho. – questionou arqueando uma das sobrancelhas.

- Como você reagiu quando ele te contou?

- Ele não me contou, eu descobri sozinho. Sabe, não era difícil de imaginar o que dois garotos bonitos de quinze anos faziam dentro de um quarto por mais de horas, trancados. Fora que Naruto sempre acabava saindo todo amassado. – um meio sorriso torto surgiu nos lábios de Itachi

- Você aceitou isso tão bem?

- Eles não querem que nós aceitemos, apenas querem que não nos metamos na vida deles. Eles não são mais crianças, sabem o que fazem e sabem que muitos não gostam, mas continuam, prova de que é algo muito mais que sexo.

- Hn.

- Então, agora eu volto a te perguntar: Acha realmente que Fugaku é inocente? – questionou Itachi seriamente, tendo como resposta, apenas um olhar decidido por parte de Mikoto.

Poderia não concordar com toda aquela loucura, mas se era em Naruto que estava a felicidade de Sasuke, então era do lado de Naruto que Mikoto iria ficar, e era somente isso que Mikoto sabia, quando em passos firmes, abriu a porta, adentrou na pequena sala onde Fugaku estava preso e lhe deu o maior e mais forte tapa que já havia dado em alguém.

Do lado de fora a única coisa que Itachi pôde ouvir foi o forte estalo da mão ao tocar a face do pai. E logo após, uma onda quilométrica de chingamentos foi-se ouvido, alguns inclusive, que Itachi e a maioria dos policiais que pararam seus afazeres para ouvirem a briga em que somente a recatada e submissa Mikoto falava, eram desconhecidos.

Outro meio sorriso desenhou-se nos lábios finos do Uchiha, definitivamente, não negava ser filho de quem era.

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- Alô, já a achou dobe? – questionou incerto.

- Bem, sim. Hinata acabou de me ligar, parece que a Aki foi para lá. – falou a voz do outro lado da linha.

- Já conversou com ela?

- Não. Vou ir agora para lá. - suspirou

- Estou indo também.

- Não precisa, você tem a Sakura e o bebê...

- Eu já conversei com ela.

- E? – perguntou apreenssivo.

- E nada. Terminamos.

- Sasuke... – começou em um tom repreendedor.

- Ela nos viu, Naruto. E meu único interese nisso tudo é a criança, meu filho. Agora me diga qual o endereço da Hyuuga.

- Sasuke, não sei se é uma boa ideia...

- Não adianta discutir, eu estarei do seu lado e te ajudarei a resolver isso. – disse resoluto, o que fez o homem do outro lado da linha, esboçar um meio sorriso.

- Certo, o endereço é Rua Konoha, número quinze. – disse em sinal de desistência

- Okay, estarei lá em uns cinco minutos.

- Eu também. Tchau.

- Tchau. – o moreno desligou por fim o celular.

Não sabia o que havia acontecido com Yume e Naruto, mas não era hora para perguntar isso, muito menos por telefone. Agora deviam enfrentar outro problema, que poderia ser o mais simples ou o mais complexo, já enfrentado por ambos os homens.

O Uchiha respirou fundo e pressionou o pé sobre o acelerador e deu a ignição no carro.

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Cerca de vinte segundos após pressionar a campainha a porta abriu-se e por ela o moreno pôde observar os lânguidos olhos perolados o mirando de cima àbaixo, para logo após dar-lhe passagem.

Ao entrar na casa Sasuke pôde ver uma Hinata um tanto quanto aflita, que entregava ao loiro, sentado em uma das poltronas, uma xícara com algo que cheirava como chá de camomila. Naruto parecia estar transtornado, os olhos cansados, sem brilho, os lábios paertados um contra o outro, as mãos se fechando tão fortemente em punhos, que os nós dos dedos ficavam brancos. A única vez que o viu tão alterado daquela forma foi quando seu pai havia descoberto sobre eles.

- Sasuke! – exclamou o loiro, ansioso. Seus olhos expressavam medo.

- Onde ela está? – foi a primeira coisa que perguntou. Todas suas dúvidas podiam esperar.

- Lá em cima – comentou timidamente Hinata.

- Eu não sei o que fazer Sasuke. Ela... Não me deixa falar com ela, não quer me ver.

- Talvez eu devesse ir lá em cima e falar com ela, talvez se sinta melhor comigo e...

- Não, Hinata. Eu vou. – disse resoluto o moreno. O que fez Hinata e Naruto arregalarem os olhos.

- O que? Não. Você está louco. Se ela não que me ver, o pai dela, acha que vai querer ver o cara que... que... Ai meu Deus – exclamou o loiro desesperado, escondendo o rosto entre as mãos.

- Naruto está certo, Sasuke.

- Na verdade não. – pronunciou-se pela primeira vez Neji

- Como assim? – questionou Hinata, ao mesmo tempo em que Naruto erguia o rosto.

- Você contou para ele Hinata?

- Desculpe Na...Naruto, mas ele...

- Tudo bem – esboçou um meio sorriso.

- É bastante compreenssível que ela não queira ver o Naruto, afinal ele enganou ela...

- Eu não...

- Hinata, você seria uma boa opção se não fosse o fato de que você sabia de tudo e também a enganou. Agora o Uchiha, ele é um dos pivôs de tudo isso, a pirralha deve querer que o 'culpado' de tudo vá até ela e se explique, e até onde a Hinata me contou... Ela parece gostar do Sasuke...

- Neji tem razão Naruto. Deixe que o Sasuke faça uma tentativa, se não der certo...

- Dará. – disse resoluto - Aonde é o quarto?

- Segunda porta à direita.

- Já volto – disse por fim o Uchiha subindo as escadas e desaparecendo pelo corredor do segundo andar.

- Será que vai dar certo? – perguntou apreenssivo Naruto.

- Se Neji diz que vai, então vai. Neji é um gênio – comentou Hinata encabulada, enquanto recebia um meio sorriso torto e um selinho do namorado. O que fez Naruto sorrir internamente por ver a felicidade da morena. Ele devia muito a ela.

Mais do que poderia calcular.

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Uma leve batida se fez ouviu por todo o escuro quarto, que era iluminado porcamente por um pequeno abajur perto da cama, onde estava uma garotinha morena de olhos azuis, encolhida sobre si, com o rosto escorado contra os joelhos.

- Saí! Já disse que não quero falar com você, papa. – falou em um tom razoavelmente alto como que para se fizesse ouvir o do outro lado, contudo, surpreendeu-se quando pela porta ao invés de passar um loiro, foi um moreno de densos olhos negros que preencheu seus olhos – O que... O que o senhor faz aqui? – perguntou surpresa.

Sasuke limitou-se a dar um suspiro e adentrar ao quarto, fechando a porta logo atrás de si. Os olhos ônix do homem fixaram-se profundamente nos azuis da menina.

- Vou te contar a verdade. Toda a verdade.

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Notas da Autora: Olá! Este cap não teve mto sasunaru, não é? Mas creio que foi necessário esse acerto de contas. Por fim, os casamentos 'terminaram' (ou algo assim). Descobrimos pq naruto se casou com Yume, uma mescla de fragilidade com dever de não deixar mais uma criança sem pai, como ele.

Hn... Não tenho muito que falar desse cap, acho que cabe a vocês decidirem o que acharam das reações de Yume, Sakura e da pequena Aki. O que será que próximo cap nos reserva? XD Enfim, que tal reviews? *-*

Obrigada por lerem, beijos ;*

Agradecimento: À Uzumaki. Nah-chan, por ter amavelmente betado este capítulo. Muito obrigada mesmo, meu amor *-*

Resposta as Reviews: (Anônimos abaixo, ao restante através do 'reply reviews', obrigada!)

Uzumaki. Nah-chan: Olá! Eu não aprontei 'tudo isso', mas é vdd. Vc sumiu mesmo por vários meses D: AOKSOKASA Oin, fico feliz por vc estar gostando da fic, e devo dizer: onde tu vai colocar todos esses filhos que tu pariu? D; (?) Enfim, tbm te amo, coração - E obrigada por betar esse cap pra mim. Beijos ;*

I'м. ̽ Λмα'αн: Olá! Realmente, por mais que eu queira defender a Yume, e dizer "ela não é malvada" e tals, eu devo admitir que ela estrapolou, levando até mesmo a Aki para ver o que viu. Quer dizer, ela devia ter contado a filha e a Sakura de outra forma, mas ela queria vingança, e que melhor vingança do que todos verem eles juntos? Acabar com as meias verdades. E sobre a Sakura e o bebe, com esse cap já deu para se ter uma ideia do que ela quer fazer, não? Ela quer mostrar Sasuke como um bastardo e superficial e volúvel, basta saber se isso dará certo. E sobre Aki, bem a resposta sobre ela virá no próximo cap.

Bem, uma coisa eu posso te afirmar: Fugaku não sairá ileso, não se preocupe. E Itachi owna -

Aki, sim. Ela é uma criança, mas com atitudes bem adultas,s e formos analisar. Eu não posso dizer o que Aki fará, mas eu espero que ela te surpreenda sim, Aki é como se fosse meu xodózinho d; koaskoaksa

Não posso tbm te dizer nada sobre a criança que nascerá, mas vc está certa a ciencia hj em dia é mto avançada, mas não tanto assim, ainda, apesar de haver chances de homens engravidarem mesmo... :D Enfim, obrigada por comentar a fic. Espero que tenhas gostado deste cap. Beijos ;*

'-': Olá! Dois dias? Nuss, que rápido para ler tudo, fico feliz por isso, é sinal que vc realmente gostou da fic. Obrigada por ler e comentar. Espero que tenhas gostado do cap 11. Beijos ;*

Ana: Olá!

Fico contente por conseguir ter passado o quão puro e profundo é o amor desses dois,a quele tipo de amor utópico, e cliche, mas que no fundo é o mais belo que existe. E eu devo admitir, eu suspiro toda a vez que penso na cena do sasuke salvando o naruto do acidente de moto. *-*

Ahh, Yume. Todos me disseram o mesmo "odeio a yume", mas sabe que a única coisa que eu sinto por ela é pena? Pena por ter que viver dos restos dos restos do Sasuke, por nunca ter conhecido o amor recíproco, por ter até mesmo perdido o carinho da filha para Sasuke. Sentimento que se repete com Sakura, por ser (como vc mesma disse) "tapada' para não reparar nada, por ter se cegado pelo sonho de infancia de ser esposa de sasuke. Aki, essa foi a minha intenção, mostrar aki como uma partilha dos dois. Naruto por ser o pai dela e ter ocnvivencia com ela. Sasuke por ser a pessoa que o naruto mais falava, mas admirava. Aki é mto adulta para a idade dela, eu admito.

Concordo plenamente contigo, Itachi é foda sim, ele owna mto. Adorei escrever ele dessa forma aoksaoksa

Espero que vc tenha gostado deste cap, e obrigada por ler e comentar. Beijos ;*

minimini-san: Olá! Tudo em um dia? OMG, isso é mto o.o Mas por outro lado fico feliz por saber que a fic te agradou para tal ato. Obrigada por ler e por comentar. Espero que esse cap 11 tenha satisfeito suas curiosidades, ou uma parte delas. Beijos ;*

Lady Yuraa (pptusachan): Olá! Bem, concordo que no fim eles serem descoberto foi bom, pelo menos não precisam mais se esconder. Mas ainda assim é uma situação complicada, um choque. Sobre Yume, eu só sinto pena por ela. Quer dizer, ela é movida por essa atmosfera de desprezo, de precisar de vingar do sasuke, por tudo o que ela sofreu nos 10 anos. E a Sakura, nesse ponto vc está certíssima, ela podia ter perguntado a sasuke o que ele achava de ter um filho, mas acredito que não o fez pq se achava certa de que ele amava ela e queria construir um futuro juntos, enfim uma pobre coitada.

Sobre Aki, não posso revelar nada (senao perde a graça do proximo cap), mas posso te dizer que o que mais vaiz pesar nessa descoberta vai ser o fator "enganação". Certo, melhor eu parar de falar, senao eu conto tudo D:

Aoskaokas E osbre o Itachi com alguma mulher, hm... Eu estive pensando em uma coisa, mas infelizmente não será o seu nome. Sinto mto D; oaksokasa Mas acho que vc irá se surpreender com quem será \õ

Obrigada por ler a comentar Recomeçar. E espero que vc tenah gostado desse cap. Beijos ;*