Em seus sonhos

Isabella Swan x Edward Cullen

Comentários da Autora: Ei flores, como estão? Espero que bem! Cá estou com mais um capítulo da fic e... Bem, ultimamente estou menos falante — o que é bom, por sinal, afinal isso aqui vira literalmente a metade de um capítulo quando eu escrevo — então, vou partir logo para as reviews.

Agradecendo eternamente de coração à: julliah; adRii Marsters; Anna S. Cullen; Lara Brasil; roosi; Ana Krol; amabille; Biia04; mariasilva; Kaena H. Cullen; Alice's Doll; Gibeluh; Angel Cullen McFellou; Alice Carolina Cullen; BiiaCastro; Bruna Beck; L. Cullen; MrSouza Cullen; Maarii; Paola Moura; Lizzie; Cris Turner; Luana!D; Dany Cullen; Regina Swan Cullen; ewhit; Claire Adamson; Obrigado mesmo, gente! Vocês são uns amores. *-*

Agora, as perguntinhas: Vai rolar briga num dos próximos capítulos? Talvez sim. Não sou boa para escrever brigas... AUHAUH. Quando vai rolar um beijinho entre o casal? Logo? Em breve... AUHHUAHU O Edward sabe que a Bella é quem a garota com quem ele sonha? Ou ambos ainda não descobriram? Isso seria um certo spoiler, se eu responder realmente... Porque o Edward pode ser, mas também pode não ser o garoto dos sonhos da Bella. Confuso, hein? UAUAHUHAU. Falta quantos caps pra festa da ilha? Alguns ainda. Mas será em breve, acredite! Quantos mais vão gamar nela? Mais ninguém, acredito. Chega de tornar a Bella o centro das atenções. UAHHUAHUAHHAUUAHU. O que é gincana? É um tipo de "Olimpíadas", mas de maneira menos puxada, digamos assim. Os grupos juntam pontos para vencê-la e ganhar algum prêmio.

Teve mais perguntas, sim. Mas era tudo sobre o que vai acontecer. E não vou responder isso, né! XD AUHHAUHUAHUA. E segunda-feira ou terça tem post! Aguentem as pontas! \o/

Beijos, J.


Capítulo 11

O que realmente faltava para me completar o dia era ver Tanya Denali me encarando de maneira nada amigável, à minha frente e apenas nós duas no corredor.

O dia estaria perfeito, é claro. Sem ironia alguma.

— Certo, o que você quer? Eu não quero perder o meu tempo com você aqui, Tanya — as palavras saíam automaticamente da minha boca. Eu nem estava me dando conta do que estava saindo, apenas queria sair o mais rápido de lá.

— Eu já disse: que fique longe de Edward. — ela disse de maneira amarga.

— E de James também, não é? — ironizei — Por Deus, Tanya. Deixe-me em paz.

— Olhe — Tanya foi se aproximando, estreitando os olhos para mim. Sua unha rosa choque encostou na ponta do meu nariz — sabe porque Edward fica com você? Digo, em sentido de amiguinho? — eu fiquei calada, apenas encarando-a — Porque ele tem pena. Nada mais que isso, queridinha. Alice só conversa com você porque você está no mesmo quarto que ela. Rosalie e Kate, hm, apenas para serem legais. Porque no fundo, ninguém quer ser amiga da bolsista.

Eu mordi meu lábio inferior com força, logo sentindo o gosto metálico do sangue. E se talvez aquilo tudo fosse verdade? Talvez eu devesse dar ouvidos para Tanya...

— Então, Swan, é melhor que você levante essa bundinha pálida para James e saia da cola do Edward, certo? — ela deu um sorriso de coitadinha.

... Ou não.

Minha mão fechou-se em punhos e acertei em cheio o rosto dela. Por pouco não pega no nariz, mas creio que deva ter quebrado uns dois ou três dentes, da maneira como ela cuspiu sangue.

Ou ela deve ter mordido aquela língua preta que ela tem. Oh, que dúvidas, hein?

Ela abriu a boca para falar algo. Mas antes que ela soltasse uma sessão de palavrões, coloquei meus cabelos para frente — para que ela não puxasse, porque realmente, o que eu mais odeio é que puxem meu cabelo — e saí andando calmamente. A ouvi reclamar algumas coisas em uma língua pelo qual não entendi.

Abri a porta rapidamente do meu quarto e a fechei atrás de mim. Respirei fundo, deixando que meu corpo deslizasse. Depois, ri alto. Eu havia perdido uma grande chance de levar umas unhadas e puxadas de cabelo de Tanya — talvez até umas porradas.

Fui até o banheiro e tomei um banho. Terminando, me joguei na cama e apenas fiquei observando o teto. Lentamente, meus olhos se fecharam.

.xxx.

"Você parece que vai explodir de rir a qualquer momento" ele me disse, enquanto segurava minha mão e balançava lentamente.

Fora realmente, inevitável não rir naquele momento.

"O que houve?" ele perguntou, quase rindo também, como se já soubesse do que havia acontecido.

"Dei um soco na cara de Tanya Denali" falei entre uma risada e outra "Foi hilário! Ela começou a falar um monte de coisas que realmente me irritaram, e simplesmente fechei a mão e dei na cara dela"

"Por Deus, amor!" ele disse, rindo "Não duvido que agora mesmo que ela vai querer fazer de tudo pra te infernizar"

"Você acha, ou tem certeza?" perguntei com um sorriso.

"Tenho absolutíssima certeza" ele sorriu para mim e depois, depositou um beijo na ponta do meu nariz "Mas" ele disse, com os lábios perto dos meus "Eu não vou deixar que ela te machuque" ele sorriu abertamente para mim e eu sentia que minhas pernas iriam vacilar a qualquer momento.

"Qual... Qual a dica de hoje?" perguntei, sentindo meu rosto ferver e meu corpo estremecer ao sentir o toque dele na minha cintura.

"Eu gosto de ler" ele sorriu.

.xxx.

O som alto do despertador ressoou pelo quarto. Acordei num pulo e quase caí da cama junto com o travesseiro. Alice se sentou na cama, sonolenta. Eu pude sentir minha cabeça latejar, latejar, latejar... Eu não sabia o que tinha feito para que ela ficasse daquela maneira.

Alice se levantou da cama e foi tomar um banho. Seus movimentos eram lentos e cansados. Provavelmente ela devia ter ficado até tarde de novo vendo as coisas da gincana, que seria na próxima semana.

Eu fiquei deitada na cama. Eu não teria aula naquele dia por causa da suspensão. Em compensação, teria que arrumar as salas de aula com Edward e James. Porcaria.

Não seria nada agradável olhar para aquela cara de galinha do James. Nada mesmo. Mal podia imaginar o dia insuportável que me esperava... Assim que eu tivesse vontade de sair da cama, é claro.

Continuei deitada na cama. Alice já sabia que eu não iria para as aulas por causa da suspensão. Ela vestiu o uniforme, sorriu pra mim e saiu do quarto, quase que saltitante. O mais engraçado, é você comparar Alice depois de acordar e Alice depois do banho. São duas pessoas completamente diferentes. É como se o banho que Alice toma todas as manhãs lhe fornecessem energia para suportar o dia.

E como eu queria um chuveiro assim...

Nem com vontade de dormir eu estava. Juro.

Fechei meus olhos e cochilei. Creio que fora por uns dez minutos, ou menos, até alguém bater na porta. Torci para que não fosse Tanya querendo me arremessar pela janela do quarto ou me afogar no ralo do banheiro, ou para que não fosse Francine, me forçando a sair do quarto para limpar alguma parte do colégio.

Seria a treva. Falo mesmo.

Me dirigi sonolenta até a porta do quarto. Esfreguei levemente meu olho com a costa da mão e abri a porta. E quase tive um susto.

— Ainda de pijama, Bella? — Edward perguntou, de braços cruzados. Algumas meninas passavam por ele e ficavam olhando curiosas. Outras já comentavam que estávamos namorando, sendo que nem sequer chegamos perto disso.

— Ah, dá um tempo. Eu quero dormir até que possamos arrumar as salas de aula.

— Na-na-ni-na-não — ele disse — Vá lá e se arrume. Tem vinte minutos. Vou te esperar ao lado do elevador. Se você não aparecer lá em vinte minutos, eu venho aqui e te arrasto para um canto qualquer, seja lá como você estiver vestida.

— Você não teria coragem.

— Não me provoque, Bella. — ele sorriu de maneira sacana.

— Não vou fazer isso.

— Um... Dois... Três...

Eu fechei a porta na cara dele e corri para o banheiro.

.xxx.

Ele estava encostado na parede ao lado do elevador. Algumas garotas que estavam atrasadas para a aula passavam por ele e quase tinham um ataque cardíaco. Tudo bem. O Edward era mesmo bonito. Mas era digno de tanto drama como elas faziam? Não.

Cheguei perto dele e o olhei. Ele baixou os olhos verdes para mim — porque, de fato, ele era uns... Dez centímetros, eu acho, maior do que eu. Eu era muito baixinha. Ele sorriu de maneira agradável e ouvi uma garota suspirar profundamente do meu lado.

— Para onde queres me arrastar, Edward? — perguntei, bocejando.

Ele sorriu: — Ainda não sei. Apenas quis te tirar da cama cedo. Não é porque tu estás com as aulas suspensas, que tens o direito de dormir até tarde, não é mesmo?

— Vai. Se. Catar. — falei pausadamente, sentindo a raiva fluir. Eu poderia ter dormido mais um monte! E ele me tira da cama só porque acha que eu não tenho o direito de poder dormir até tarde. — Aliás — falei — Francine disse que deveríamos ficar em "estado vegetativo" em nossos quartos, não? — fiz aspas no ar quando falei estado vegetativo.

— Isso não vem ao caso. Desde que não coloquemos fogo no colégio, para ela não tem tanta importância. Além do mais — ele disse, apertando o botão do elevador — eu sou o preferido dela.

— Mas é claro — bufei —, com esse rostinho de anjo, de quem você não seria o preferido, Edward? Você já seduziu a diretora do colégio.

Ele olhou para mim com um sorriso sacana. Eu poderia ver que ele estava formulando uma piada constrangedora para esfregar na minha cara durante um mês. Bufei e olhei para o lado.

Edward não falou nada. Mas no momento que a porta se abriu, vi um daqueles garotos que sempre ficam no térreo. Os funcionários.

— Eu estou procurando Isabella Swan. — ele disse, parecendo cansado.

Olhei para Edward, confusa. E depois olhei para o garoto.

— Sou eu.

— Por favor, Senhorita Swan. Poderia me acompanhar até o térreo? A senhorita tem visita hoje. — ele disse, calmamente.

Visita? Pelo o que eu saiba, os dias de visita são apenas nos finais de semana. E não em uma plena quarta-feira.

— Tudo bem — falei. Entrei no elevador e olhei para Edward, para que ele me acompanhasse. Ele assentiu com a cabeça e veio logo atrás de mim. O garoto apertou o botão do térreo e as portas se fecharam.

Comecei a pensar em mil e uma pessoas que poderiam me visitar. Será que era Renée? Charlie? Tia Daisy? É, talvez seja Tia Daisy. Provavelmente ela veio dar algum recado para mim da mamãe... Se bem que ela poderia ter ligado, sim?

A porta se abriu e nos dirigimos até o saguão do térreo. Eu olhei para os sofás dourados e não vi ninguém. Continuei procurando com os olhos, até que escutei:

— Senti saudades, Bells.

Olhei para o lado e quase tive um ataque cardíaco por causa do susto.

— O que diabos você está fazendo aqui, Jacob Black?! — berrei, com a mão no peito, sentindo meu coração bater de maneira acelerada e descompassada.

— Você não respondia meus e-mails, fiquei preocupado. Pensei que havia sido engolida pela escola e... — ele desviou os olhos negros de mim para Edward — ... Pelos alunos.

Jurei poder ver faíscas saindo dos olhos de Jacob e de Edward. Eles pareciam travar uma batalha visual naquele momento. Bufei.

— Mas precisava sair de Forks e vir até aqui? Custava ter ligado? Sei lá, ligue para a Tia Daisy... Ela te passava o número daqui e... Mas não! — berrei — Você tinha que vir fazer cena, não é mesmo Jacob? Pegar um avião! Como você pagou a passagem, Jake?

— É claro que arranjei um emprego, não é, Bella? Juntei bastante dinheiro nessas últimas semanas. Não era bem um emprego, fui fazendo bicos. Entregava pizza, atendia pedidos, entregava coisas para não sei quem... E Charlie até me ajudou. E antes de tudo, eu vou ficar na casa da Daisy até domingo.

— E as suas aulas, Jacob?

— O colégio pegou fogo. Aquele idiota do Embry ficou brincando com o isqueiro na sala de aula.

— Tá brincando — falei — E alguém saiu machucado?

— É sério. Hm, não — ele disse — Mas, ouça. Sábado nós vamos sair.

Eu hesitei.

— Jacob, eu não sei se posso, digo, não sei se vai dar... A gincana é semana que vem e...

— Sábado, às 15h. Eu venho te pegar aqui.

— Jacob, eu...

E antes que eu terminasse, ele virou as costas e foi embora. Eu respirei fundo, deixando que a raiva saísse. Edward suspirou cansado ao meu lado.

— Esse Jacob não é lá muito amigável — ele disse — Não me pergunte porque, mas ele parece um cachorro.

Eu ri.

— Pelo tamanho dele, poderíamos dizer que ele é um pitbull. — falei.

— Que nada — Edward disse, rindo — Por dentro ele é um Chihuahua.

E sem me agüentar, eu ri.

.xxx.

Passei o pano úmido em cima da última carteira, sentindo o sol das três da tarde bater no meu rosto. Respirei fundo. Eu adorava o sol, por mais que o aproveitasse pouco e ficasse trancada em casa o dia inteiro.

Pelo menos, eu fazia isso em Phoenix. Se bem que as coisas por aqui não mudaram muito.

Passei a costa da mão na minha testa, limpando o suor. Aquele dia fora cansativo. Parece que descobriram que tinha alunos limpando as salas de aula e fizeram justamente para avacalhar bastante. Eis o fato.

Saí da sala de aula e encostei-me à parede. Olhei para o lado, e o corredor estava literalmente vazio. Suspirei. Coloquei o pano úmido dentro do balde e o peguei. Segurando a vassoura, segui até a sala das serventes. Cheguei lá e coloquei as coisas no canto e saí de fininho.

Porém, eu tombei com uma pessoa.

— Oh, Bella! — ouvi a voz de veludo bem perto de mim. — Está tudo bem com você? Eu te machuquei? Desculpe, eu...

— Alec — falei, olhando para ele. Ele estava vermelho, e seus cabelos estavam pouco bagunçados. Pude ver que tinha certo suor escorrendo pelo seu rosto. — O que está fazendo aqui? Você não tem treino hoje?

Ele ficou mais vermelho.

— É, bem... — ele começou a dizer — O treinador Mark está insuportável. Depois que James pegou suspensão, ele ficou simplesmente horrível de se aturar, entende? Não tem dado para ficar perto dele. Então eu e uns meninos, como Jasper, Garrett e Emmett saímos do treino falando que tínhamos prova amanhã e que deveríamos estudar... Sabe como é.

Eu assenti com a cabeça e continuei calada.

— Ah, Bella, eu... — ele começou a dizer — Me desculpe por aquele beijo, naquele dia. Sério mesmo. Eu pensei que... Teria um efeito bom e... Que você não ficasse chateada e tudo mais. Me desculpe, mesmo.

— O que te levou a me beijar, Alec? — perguntei, levantando os olhos para ele.

Era possível que o rosto de alguém ficasse mais vermelho do que o normal? Alec já estava no sétimo nível de vermelhidão no rosto.

— Eu... Eu não sei. — ele disse, por fim. Eu assenti com a cabeça. — É que... Por Deus, Bella, eu estava louco por você naquele dia. Eu pensava que meu dia não iria acabar se eu não te desse um beijo. Mas não pensei que iria te afetar de maneira ruim... Você andou me evitando todos os dias que me via.

Louco por mim? Louco por mim? Qual é?! Eu tenho esse efeito sobre os garotos? Primeiro Mike, depois Jacob, depois não-sei-mais-quantos que Jessica andou comentando, depois James e agora Alec? Eu devo ser um ímã para isso. Argh!

— Eu só não gostei do que você fez, Alec.

— Por isso, eu estou te pedindo desculpas — ele disse, deixando seus ombros soltos. — Então... Amigos? Prometo que se eu quiser algo a mais que isso, eu vou tentar ao máximo não fazer nenhuma besteira... Eu acho. Bem, eu vou tentar.

Eu sorri para ele.

— Você não vai querer, acredite — murmurei. — Mas, sim. Amigos.

Ele abriu os braços para mim e me abraçou. Deu um beijo na minha testa.

— Agora eu tenho que ir — ele disse — Tenho que dar um ombro amigo para Jasper.

— Aconteceu alguma coisa? — perguntei.

— É que Alice vai na casa dele no sábado. Ele está nervoso.

— Ah, é claro — eu sorri — Deseje-me boa sorte para ele.

— Vai ser a primeira coisa que eu falarei quando o ver. — ele sorriu para mim e foi embora pelas escadas.

Eu poderia esperar de tudo naquela semana. Pelo menos, desde que dei um soco bem dado na cara de Tanya. Mas não imaginava que eu iria encontrar Alec, ele iria me pedir desculpas e... Acabaríamos sendo amigos. Isso eu nem imaginava. Não mesmo.

— Ei — ouvi a outra voz de veludo atrás de mim e me virei para trás. Os olhos verdes e brilhantes de Edward me encaravam com serenidade. — O que aconteceu por aqui? — ele perguntou e desviou os olhos de mim para o elevador.

— Ele veio me pedir desculpas sobre aquele dia — falei e sorri fraco para ele.

— Ah — ele disse — Antes tarde do que nunca. Eu acho que ele deveria ter pedido desculpas no dia seguinte, ou até mesmo ido até o palco de teatro te pedir desculpas. E vocês... Ficariam juntos e felizes para sempre. — sua voz pareceu engrossar pouco mais no final.

— Pare de ser bobo, Edward — falei, seguindo até o elevador. Ele veio logo atrás de mim — Eu e Alec nunca que daríamos certo.

— E porque você diz isso?

— Primeiro — falei —, ele é rico, e eu não. Segundo — comecei a contar nos dedos —, a família dele provavelmente não iria gostar de mim. Terceiro... Eu e ele somos completamente diferentes em relação à personalidade e quarto, ele é popular e eu sou a bolsista.

— Não leve as coisas para esse lado, Bella — Edward disse, entrando no elevador assim que a porta se abriu. Eu fui atrás dele e apertei o andar do meu quarto. — Riqueza, família, personalidade e escala de popularidade não podem definir um romance. Você nunca tentou.

— Você quer que eu tente? — perguntei, o fitando.

Ele ficou pouco vermelho e eu ri baixo.

— Como seu protetor — ele disse —, eu acho melhor não. Sou muito ciumento, e você é só minha.

Eu ri alto.

— Engraçadinho.

.xxx.

Não sei o que aconteceu. Mas foi chegar no quarto e trocar de roupa para me dar uma vertigem. Corri até o banheiro e coloquei tudo pra fora. Isso na primeira vez. Nas outras duas, foi apenas bile.

Alice chegou no quarto e me encontrou no banheiro, encurvada sobre o vaso sanitário.

— Ai, meu Deus. O que está acontecendo aqui? — ela perguntou, na soleira da porta do banheiro. — Você não está grávida, está?

— Pare com isso, Alic... — não consegui terminar a frase quando tudo me subiu novamente. Por Deus, o que estava acontecendo? Eu não me lembro de ter comido nada que me fizesse passar mal. Ou até mesmo comido demais. Lembro que almocei bem. Tá legal, um Bob's picanha tentador, mas isso não iria acontecer comigo... Por causa de um Bob's picanha.

— Eu vou chamar a Giulia. Enquanto isso, acalme-se. Se você se sentir melhor, vá para sua cama. Certo? — eu assenti. Ela assentiu também e saiu do quarto, indo pra enfermaria.

Levei uns dez minutos para me levantar de lá e passar uma água no meu rosto. Aproveitei para escovar os dentes depois daquilo. Era meio nojento ficar com bafo de vômito. Coloquei um pijama e fui até a cama, me deitando sobre ela — e já deixando um balde do lado, caso eu sinta vontade de colocar tudo pra fora, de novo.

A porta se abriu e Alice veio até a cama dela, se sentando do lado. Giulia tinha sua maletinha de primeiro socorros. Ela começou a me examinar. Depois, começou a fazer perguntas. Perguntas, perguntas, perguntas. Se eu tinha comido demais, ou se nem tinha comido, se eu andava me esforçando demais, ou qualquer coisa do tipo. E se eu já tive virose.

— Virose não é — Giulia disse — Afinal, como você disse, você já teve. E a pessoa não pode pegar virose duas vezes. Creio que seja apenas sua má alimentação — ela deu um ênfase — Porque, um Bob's picanha pode mesmo dar um rebuliço no estômago de alguém que não anda comendo direito. Vai ficar hoje, e amanhã de cama. Eu falarei com a Sra. Gladys. E o que você tem feito depois das aulas, querida?

— Tenho ido arrumar as salas de aula com James e Edward.

— Ah, sim... Soube que pegaram suspensão. Entre aspas, é claro — ela disse, guardando suas coisas dentro da maleta. — No meu tempo, suspensão era dois dias sem ir para a escola, apanhar do diretor com uma régua e apanhar ainda mais dos pais com uma cinta. Vocês tem sorte.

Eu ri baixo, sentindo minha garganta doer um pouco.

— Certo, vou indo. Melhoras, Bella — Giulia disse.

— Obrigado, Giulia.

A enfermeira saiu do quarto e Alice olhou para mim.

— Sorte que eu já peguei virose — ela disse, parecendo aliviada. — Peguei quando tinha sete anos. Fiquei tomando aquele soro cor-de-rosa por quase uma semana. Eu não sentia apetite nenhum.

— Eu peguei em Forks — falei, com minha voz pouco rouca. — Foi ano passado. Foi horrível. Eu tinha ido pra Seattle, no cinema com o pessoal do colégio. Fiquei quase uma semana de cama.

Alice riu.

— Giulia estava certa. É sua má alimentação e seu esforço em excesso para arrumar as salas de aula. — Alice disse — Quantas vezes você tem se alimentado por dia, Bella?

— Três. Eu acho. Café da manhã, almoço e janta. Só.

— E não come nada de tarde? — balancei a cabeça negativamente. Ela grunhiu. — Você tem que comer alguma coisa antes de ir arrumar as salas de aula e depois! Amanhã, eu vou trazer seu café da manhã, eu vou trazer seu almoço, eu vou trazer seu lanche, eu vou trazer sua janta. Estamos entendidas?

Eu assenti, e no mesmo momento comecei a pensar nos filhos que Alice provavelmente teria com Jasper. Quando eles ficassem doentes, Alice iria reagir da mesma maneira, quem sabe até pior. Eu estremeci.

Ela saiu do quarto e disse que ia comprar alguma coisa para mim comer, apesar de eu falar que eu não estava com fome. Mas quando percebi, eu estava falando com uma porta. Porque Alice não estava mais lá.

Revirei os olhos e tentei dar uma cochilada, me enrolando debaixo das cobertas.

.xxx.

"Você parece abatida. Aconteceu alguma coisa?"

Eu assenti, enquanto segurava a mão dele, e caminhávamos lentamente. "Passei mal. Vou ficar de cama até amanhã. Depois, estarei livre da minha 'dieta da cama'. Mas espero que eu fique até sábado. Assim não precisarei sair com Jacob"

"Jacob te convidou para sair? Como?" ele me perguntou, parecendo surpreso.

"Ele veio até aqui" comecei "Disse que estava com saudades, e tudo mais, e depois de falar coisas que não tinham nada a ver com as outras que ele estava falando, ele disse que queria sair comigo no sábado. Nem me deixou explicar que não"

"Você estando boa ou não, sabe que não precisa ir" ele disse, olhando para mim "E eu também morreria de ciúmes, mas... Tudo bem"

"Então me chame pra sair" sorri abertamente. Ele riu e depois, beijou minha testa.

"Ainda não é a hora" ele sussurrou no meu ouvido e eu senti um arrepio atravessar por todo meu corpo. Eu fiquei louca. É sério.

Fiz uma careta.

"Qual é a dica de hoje?" perguntei, olhando para ele.

"Eu tenho uma irmã mais nova"

.xxx.

— Bella? Bella, acorde.

Alice me chamava. Eu abri os olhos lentamente. Vi que ela estava com uma bandeja na mão. Eu olhei para aquilo. Um café e alguns pães de queijo. Tudo da Starbucks que tínhamos dentro do colégio.

— Você precisa comer alguma coisa. Está aqui. — ela disse, colocando em cima da cabeceira ao lado da cama. — Eu estou indo para a aula. Trate de melhorar.

Eu assenti com a cabeça. Eu anda estava meio sonolenta, e esperava poder dormir mais. Só esperava, também. Infelizmente. Me sentei na cama e senti a bile subir. Corri até o banheiro, ignorando o balde ao lado da cama.

Tomei um banho depois de mais um episódio de uma Isabella agachada ao lado do vaso sanitário. Voltei para a cama, com a mesma roupa de antes. Digo, o mesmo pijama. E devorei o que Alice tinha pego para mim. Tomei o café quente, e comi todos os pães de queijo, apesar de eu não estar com nem um pouco de fome.

Na hora do almoço, Alice voltou aqui novamente, com um prato literalmente verde e com mais algumas coisas coloridas. Eu ia protestar, mas ela disse:

— Sem Bob's por um bom tempo.

— Você parece a minha mãe. — choraminguei.

Ela fez uma careta e saiu do quarto. Relutante, eu comi aquilo tudo. E continuei na cama. Na verdade, fiquei no sofá que tinha no quarto, assistindo televisão. Mas depois bateu um sono, e eu voltei para a cama.

Acordei perto das cinco da tarde, com Alice trazendo meu café da tarde e indo se arrumar para ir para algum lugar. Minutos depois que ela saiu e que eu tinha terminado de comer alguma coisa, e nisso, entrou a pessoa que eu menos esperava que viesse me visitar.

— Como você está? — ele perguntou, fechando a porta atrás de mim.

— Não é proibido os garotos entrarem no quarto das meninas, Edward? — perguntei, me ajeitando na cama.

Ele riu baixo.

— Eu conversei com a Sra. Gladys. Ela sabe como que eu não sou disso. — ele disse com um sorriso. — E também, nunca serei. Mas, então. Como você está?

— Um pouco melhor, acho. Só passei mal uma vez hoje e foi logo que acordei. — falei, sentindo minha voz fraca. Eu forcei um sorriso.

— É, mas Alice disse que você está bem mal, mesmo. Tem se alimentado mal ultimamente.

— Estou vivendo de Bob's aqui — falei — Nunca vivi assim em toda minha vida.

— Mas sabe que não tem apenas Bob's aqui, não é? — ele sorriu, de maneira simpática. Eu assenti. — Então. Deveria experimentar o Buffet. Tem mais coisas saudáveis por lá.

— Ok, papai. — murmurei. Alice estava se tornando minha mãe e Edward, meu pai. O que não deixava de ser enjoativo. Ele riu baixo e veio até mim.

— James está louco de raiva porque teve que arrumar sua parte das salas de aula — Edward disse — Eu falei que iria ver como você estava e a Sra. Gladys disse que James teria de arrumar sua parte.

— É isso aí, Francine Gladys — murmurei, alegre. Eu ri e ele acompanhou. Seu rosto aproximou-se do meu e eu senti o sangue subir até meu rosto. Nossos lábios estavam quase se encostando.

Até que eu apenas vi seu queixo. Ele havia beijado minha testa.

— Trate de melhorar. — ele murmurou.

Eu sorri, e ele também. Ele se levantou e saiu do quarto, me deixando com meu coração batendo mais forte e descompassado do que normal.

Muito mais do que o normal.

.xxx.

Sábado.

Fiquei a tarde inteira enfornada no quarto. De vez em quando, eu ia até o banheiro e vomitava. Comecei a pensar que talvez fosse uma virose, em vez de má alimentação. Alice trouxe comida para mim e disse que Jacob Black apareceu na recepção do colégio e perguntou de mim mais de quinze vezes para os atendentes.

— É sério — ela disse — Ele está louco. Já são 15h45. — ela olhou para o relógio. — Vocês iam sair, não é mesmo?

Íamos — falei — Boa escolha de palavra, Alice. Aliás, eu nem queria sair com ele... Ele provavelmente tentaria me convencer a voltar para Forks. Ele faz isso todas às vezes, pelo menos, por e-mail.

— E você checa seus e-mails todos os dias — ela murmurou — Isso deve ser um saco. Digo, aturar ele te pedindo para voltar pra Forks.

— E é. — murmurei. Logo depois, tomei um gole do suco de laranja que ela trouxe para mim.

Eram quase cinco horas da tarde quando Jacob apareceu no quarto. Estávamos jogando Banco Imobiliário — eu estava deitada no sofá, é claro — quando ouvimos a porta bater. Kate foi abrir a porta e sem mesmo ela falar, Jacob veio até mim.

— Por Deus, Isabella Swan, o que está acontecendo com você? — ele perguntou, olhando para mim. Seus olhos negros explodiam de raiva.

— Jake, eu... — antes que eu falasse, ele levantou o dedo para mim e pediu para as garotas se retirarem.

— Não — Kate disse — Não podemos deixar um garoto e uma garota a sós no quarto. Ainda mais quando não é alguém de confiança. — ela grunhiu. Os olhos negros de Jacob se estreitaram. Ele deu de ombros e veio até mim, se ajoelhando na frente do sofá.

— Jake, o que você... — antes que eu novamente terminasse de falar, ele levantou um dedo novamente, na minha direção, indicando silêncio.

— Não diga nada, até eu terminar de falar tudo — ele murmurou. — O que eu tenho pra te falar é muito, muito sério. O real motivo de eu estar aqui, Isabella. — a coisa estava ficando tensa. Jacob nunca me chamava de Isabella, ao menos que o negócio fosse realmente sério. Eu apenas assenti com a cabeça.

Ele respirou fundo. Pude ver que suas mãos tremiam um pouco. Por Deus, o que Jacob queria?

— Isabella Marie Swan — ele disse, de maneira gentil — O meu amor por ti é puro; imenso; do tipo que deixaria qualquer um louco. Passo horas pensando em ti, em como tu estás, se tu estás feliz, ou triste — até a maneira como ele falava era diferente. Meu Deus! — Eu me preocupo, eu me importo muito contigo. Eu te amo de maneira tão intensa que me queima inteiramente por dentro. E eu quero queimar, de uma vez só, numa paixão imensa que sinto por ti. Quero te amar para sempre, e quero que você me ame também, e acredite, eu tornarei isso possível.

Ele respirou fundo. Eu dei uma rápida olhada para Kate, que estava boquiaberta, assim como Alice e Rosalie, que estavam apenas observando tudo do lado dela.

— Então, Isabella — ele disse, e tirou algo do bolso. — Você aceita se casar comigo?

E aí, continuo ou não? Depende de vocês!