N/A: Depois de um longo e tenebroso inverno... hahuahhuahau Cá estou.

Gente, esse capítulo ficou absurdamente grande, por isso eu vou dividi-lo em dois. Hoje eu posto a primeira parte e amanhã a segundo, blz?

Maria Lua: Hahaha Você não é a única ;)

Loo Lupin: Hahaha Obrigada flor!

Zia Black: Obrigada ^^ Ah, isso mesmo, firme nos estudos ai!

Taiis Fernandes: hahuauhahua Bom argumento ;) hahahaha

Miah Brandon Cullen: Bem vinda flor ^^ E muito obrigada ^^

Juuh Malfoy: Hahahah Da pra ver q você ta se divertindo hein? Pode esperar q a Lizzie e o Sirius estão cheios de amor pra dar, já q é Natal... hauhauhauha

Naathy Weasley: Hum, nunca se sabe flor quando o amor pode surgir né? Huauhahua Muito obrigada ^^

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Capítulo 9: ...deixam o Natal passar em branco

As meninas combinaram de dar um castigo nos Marotos. Mesmo tendo concordado em passar o Natal la eles tinham tentado manipulá-las e isso merecia um castigo.

Então daquele dia até o começo das férias elas os ignoraram totalmente. Nem uma palavra sequer na direção deles. Nem Lucianne estava falando com Peter o que o fez ficar furioso com os amigos. Remus já estava esperando por isso e Sirius aparentemente não ligava, mas James também estava a um passo de subir pelas paredes. Graças a Merlin as férias logo chegaram.

O grupo, agora um tanto numeroso, pegou o trem na Estação de Hogsmeade e desceu em Londres, onde eles foram até o bar bruxo mais perto para poderem ir via Pó de Flú até a residência dos Potter.

As meninas foram as primeiras a irem. Saindo da lareira as quatro se depararam com uma enorme sala de estar, belamente decorada em cores vibrantes, principalmente vermelho e dourado. Uma residência Grifinória.

Pelas enormes janelas de vidro a luz laranjada do por do sol entrava, mas o lugar parecia deserto.

-Não tem ninguém aqui? –Remus perguntou estranhando o silêncio. Ele tinha acabado de chegar pela lareira.

-Aparentemente não. –Lily falou olhando em volta.

-Ué, cadê a tia Giulia? –Sirius perguntou também saindo da lareira.

-É o que nós estávamos nos perguntando. –Remus informou.

-Cadê a Giulia? –Peter perguntou curioso, saindo da lareira.

-Não sabemos ainda. –Remus e Sirius falaram ao mesmo tempo.

-Acho bom vocês não estarem pendurados na minha mãe! –James avisou saindo da lareira.

-A gente bem que queria, mas a tia Giulia não ta aqui. –Sirius falou.

-Como não? –James perguntou confuso –Ela sempre está aqui...

-"Tia Giulia" seria a mãe do Potter? –Lily perguntou confusa.

-A própria. –Elizabeth confirmou –Se prepare, você vai ficar de queixo caído.

-Por que? –Lucianne perguntou curiosa.

-Porque a mulher é um espetáculo. –Evangeline respondeu.

-Mãe? –James chamou.

Eles ouviram passos apressados vindo do corredor do lado de fora da sala.

-Senhora, espera! –uma voz aguda chamou.

-Cuidado, Lina! –uma voz feminina falou.

-É, a tia Giulia está cheia de energia. –Sirius falou irônico –Como sempre...

-Pequeno senhor... –um barulho de vidro quebrando interrompeu a primeira voz.

Pequeno senhor? Todos se olharam confusos.

A porta da sala então se abriu e por ela entrou uma mulher morena, levemente corada e despenteada.

-James! –ela falou sorrindo.

-Essa é a senhora Potter. –Evangeline informou.

Lily arregalou os olhos. Não era possível. A mulher era linda e jovem! E ela não devia ter quarenta anos. Ela tinha os cabelos castanhos até a altura das costas, em ondas no momento bagunçadas e os mesmos olhos castanho-esverdeados de James. Lily já tinha dito que ela era linda? E jovem?

A mulher correu até James e o abraçou fortemente.

-Que saudade de você, meu amor! –ela falou enchendo o rosto do menino de beijos –Essa casa fica tão silenciosa sem você!

-Mãe, eu preciso respirar. –James falou tentando se livrar da mulher, o que não devia ser muito difícil já que ele tinha 20 centímetros a mais que ela.

-Não, você não precisa! –ela teimou –Você precisa beijar sua mãe!

James revirou os olhos, mas acabou sorrindo e beijando a testa da mãe.

-Eu também estava com saudade. –ele falou.

Giulia sorriu satisfeita.

-E onde estão meus outros meninos? –ela perguntou virando-se sorridente para os outros marotos.

-Mãe! –Sirius falou abraçando a mulher pela cintura e girando-a.

-Ah Merlin! Sirius! –Giulia riu –Céus, você parece mais forte cada vez que eu te vejo. O que eles dão pra você comer em Hogwarts? Ração de dragão?

Sirius riu, depositando a mulher de volta no chão.

-Oi Giulia. –Remus falou sorrindo para a mulher.

-Remus, meu anjo! Ainda tentando botar os meninos na linha? –ela brincou beijando o rosto dele.

-Na verdade atualmente nós conseguimos fazer ele sair da linha! –Sirius falou orgulhoso, fazendo Remus corar.

-Finalmente! –Giulia comemorou –Peter!

-Oi tia! –ele falou abraçando a mulher que era praticamente da mesma altura que ele –Quem fez o jantar hoje?

Giulia deu uma gargalhada.

-Claro que fui eu! –ela falou, falsamente ofendida –Meus meninos vindo para casa no Natal e vocês acham que outra pessoa ia cozinhar no meu lugar? Nunca!

Os meninos riram junto com ela mais uma vez.

Enquanto isso as outras quatro garotas assistiam a troca com muito interesse, mas totalmente fora de lugar e sem saber o que fazer. Até que finalmente os Marotos pareceram se lembrar de que elas estavam ali.

-Ah mãe, deixa eu te apresentar as meninas. –James falou –Você já conhece a Evangeline e a Elizabeth das férias.

-Claro, claro. –Giulia falou sorrindo e abraçando as duas de forma calorosa –Como vocês estão?

-Bem, senhora Potter. –Elizabeth respondeu educadamente.

-Quantas vezes eu tenho que falar para você me chamar de Giulia, querida? –a mulher perguntou sorrindo.

-Como você quiser, Giulia. –Elizabeth falou por fim, dando um pequeno sorriso.

-E pensar que o Andrew não teve que insistir para você chamá-lo pelo nome...

-Com todo respeito, Giulia, o Andrew é mais meu tipo do que você. –Elizabeth provocou com um sorriso de canto de lábio.

O queixo de todos, Marotos inclusive, caíram. Menos Giulia, que riu ainda mais.

-Ah você é tão terrível quanto eu me lembrava. –Giulia comentou –Clark esteve perguntando de você. Disse que viria passar o Natal conosco por sua causa...

-Eu imaginei. –foi a resposta de Elizabeth.

-E você, Evangeline, meu amor? –Giulia perguntou voltando-se para a outra morena.

-Eu estou bem, Giulia. Obrigada. –Evangeline respondeu sorrindo.

-Eu recebi uma carta bem efusiva da sua mãe, referente a sua estadia aqui. –Giulia falou irônica –Mas não se preocupe com ela, enquanto você estiver aqui. –ela acrescentou rapidamente –Enquanto você estiver nessa casa você vai ser uma Potter e vai ver como nós fazemos as coisas. –ela deu uma piscadela para Evangeline.

-Obrigada. –a morena sorriu mais uma vez.

-Tia, deixa eu te apresentar a Lucianne! –Peter falou, mostrando a Lufa para Giulia –Lucianne essa é a mãe do James, a Giulia. Tia, essa é a Lucianne Lutter, minha namorada.

-Muito prazer, meu anjo. –ela falou abraçando a menina –Pode me chamar de Giulia.

-Muito prazer. –Lucianne falou sorrindo.

-Lutter... –Giulia pareceu pensativa por um minuto, então realização pareceu iluminá-la –Não me diga que você é filha de Chase?

-É o que minha mãe fala... –Lucianne brincou.

-Ah Merlin! Eu lembro dessa história! –Giulia comentou –Nós ficávamos suspirando nos dormitórios de Hogwarts porque era deliciosamente romântico! Todas queríamos um homem como o seu pai! Capaz de largar tudo por amor!

-Deixa o papai ouvir essa... –James provocou.

-Ora, James... –Giulia revirou os olhos –Seu pai sabe que eu só amo ele, mas eu não sou cega nem boba...

Lucianne riu divertida.

-E você... –ela virou-se para Lily –Nem precisa falar. Ruiva, com esses olhos perfeitos... Lily Evans, monitora Grifinória, aquariana, nascida trouxa...

-Meu deus, como você sabe? –Lily perguntou espantada.

-Você não sabe o quanto ele fala de você. –Giulia falou apontando para James que pareceu repentinamente muito interessado em analisar o chão –Aposto que qualquer elfo doméstico da casa te reconheceria.

-Engraçado. Não é a primeira vez que eu ouço isso... –Lily comentou divertida.

-Pra você ver, Evans. –Sirius falou –Quando a gente fala que o James virou um frouxo por sua causa, a gente não está mentindo.

Giulia deu um tapa na nuca de Sirius.

-Não fale assim do meu filho, Sirius! Ele é um menino apaixonado e você devia fazer a mesma coisa.

-Obrigada, senhora Potter, mas eu prefiro manter minhas bolas. –Sirius falou irônico.

-Sirius! –James bronqueou.

-Ok, crianças sem brigas! –Giulia falou –Eu ainda tenho uma surpresa!

-O que? –os meninos perguntaram curiosos.

Giulia foi até a porta da sala e a abriu.

-Agora você pode deixar ele entrar, Lina. –ela falou.

Uma pequena elfa doméstica entrou na sala, seguida por... Michael.

-Michael! –Elizabeth falou feliz.

-Elizabeth! –o pequeno falou, saindo de trás da elfa e correndo até a irmã.

Elizabeth pegou o menino no colo e rodou-o, enchendo-o de beijos.

-Que saudade de você!

-Eu também! –ele falou animado –O Clak foi me pegar hoje! Ele disse que ia ver você! –ele contou sorrindo.

-E ele não estava mentindo meu amor. –Elizabeth falou sorrindo.

Então Michael olhou em volta e seu olhar se fixou em Sirius. Os olhos azuis do pequeno brilharam.

-O menino cachorro!

Os Marotos, menos Sirius, explodiram em risadas.

-Ah! Ele estava mesmo perguntando se o menino cachorro viria... –Giulia comentou –Eu estava na dúvida se era você, Sirius, mas aparentemente é o próprio.

Sirius revirou os olhos.

Michael estendeu os braços na direção dele. O maroto arqueou a sobrancelha.

-O que?

O pequeno apenas manteve os braços estendidos.

As meninas estavam tentando segurar a risada, mas Giulia já tinha desistido.

-Acho que ele quer que você o segure, Almofadinhas. –James falou rindo.

-Eu já percebi, gênio. –Sirius falou irritado.

Então ele estendeu os braços e Elizabeth passou o loirinho para ele.

-Oi. –Michael falou com um enorme sorriso.

-Oi. –Sirius respondeu desconfortável.

-Bom, já que todos estão onde queriam estar... –Giulia começou com um sorriso divertido –Que tal eu mostrar a vocês os seus quartos?

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Michael quis ficar no colo de Sirius o tempo todo. Até que Giulia mostrou a Elizabeth o quarto dela, daí o pequeno quis ficar la com a irmã.

-Eu pedi para colocarem uma cama para ele aqui, assim vocês podem dormir juntos. –Giulia falou indicando a cama no canto do quarto –Espero que esteja tudo bem.

-Claro que sim. –Elizabeth falou surpresa –Vai ser ótimo poder passar mais tempo com ele.

-Que bom. –Giulia sorriu –Eu vou deixar você se acomodar –O jantar é em uma hora.

Assim eles saíram, deixando Elizabeth e o pequeno para se acomodarem no quarto.

A Sonserina olhou em volta, surpresa para elegância de um simples quarto de visitas. No centro do quarto tinha uma cama de casal de dossel, com pesados cobertores azul marinho e lençóis brancos. Almofadas brancas e azuis estavam jogadas sobre a cama. Os tapetes, as cortinas e até as toalhas eram do mesmo exato tom de azul das cobertas. A madeira da cama era escura, do mesmo tipo que a cama destinada a Michael, que tinha grades na lateral. Mais adiante havia uma porta que levava a um armário e a outra a um banheiro.

Esse era um quarto definitivamente melhor do que ela tinha como hóspede na casa dos Lionel. Não que ela estivesse reclamando de nenhum dos dois.

Ela riu ao ver Michael tentando subir na cama de casal que era mais alta que ele. A morena andou até o irmão e o ajudou a escalar.

-Eu posso dormir aqui? –ele perguntou animado.

-Ah e onde eu vou dormir? –Elizabeth perguntou, fingindo-se de desconfiada.

-Aqui comigo. –ele falou como se fosse óbvio.

Elizabeth riu.

-Ok. –então ela olhou em volta e viu que uma bolsa estava sobre a cama de Michael, provavelmente com as coisas dele para passar os dias ali –A senhora Lionel só mandou essas coisas pra você? –Elizabeth perguntou confusa.

-A tia Giulia disse que não tinha que trazer nada. –Michael explicou, enquanto pulava na cama.

-Por que? –Elizabeth perguntou confusa.

A única resposta de Michael foi apontar em direção ao armário.

Elizabeth andou desconfiada até o móvel e abriu a porta. Ela teve que segurar um gemido de frustração. Ali havia várias roupas para Michael.

-Ah droga...

-O que foi, Elizabeth? –Michael perguntou, parando de pular –Você não ficou feliz?

-Não é isso, Michael... –ela respirou fundo –É que isso é demais. A senhora Potter não é sua mãe, ela não devia se incomodar.

-Será que eu posso trocar por brinquedos? –ele perguntou esperançoso.

Elizabeth não conseguiu evitar de rir.

-Ela não te deu uma sala cheia deles também? –ela perguntou irônica –Eu achei que daria.

-Será que eu posso pedir? –Michael quis saber.

Elizabeth riu mais uma vez.

-Não, não pode. Vem. Vamos tomar banho. Daqui a pouco tem o jantar.

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Quando Elizabeth deixou o quarto com Michael Remus vinha vindo pelo corredor.

-Oi Ester. –ele falou com aquele sorriso de bom menino dele que já não convencia Elizabeth mais.

-Oi Lupin.

-Já estava descendo? Ta todo mundo na sala de estar, esperando o Andrew chegar para por o jantar.

-Ele ainda não chegou? –Elizabeth perguntou.

-Não. E a tia Giulia só serve se ele estiver aqui... Peter e Sirius estão quase subindo pelas paredes. –ele falou revirando os olhos.

-Homens. –Elizabeth resmungou.

-E você, grandão? –Remus perguntou para Michael –Com fome também?

Michael fez que sim com a cabeça, então ele parou por um minuto olhando fundo nos olhos de Remus.

-Lobo. –ele falou simplesmente, sorrindo ainda mais.

Remus se endireitou na hora, parecendo extremamente desconfortável.

-Não se preocupe, Lupin. Ele não vai contar a ninguém. –Elizabeth assegurou.

O garoto olhou para ela, com olhos arregalados.

-Como você sabe?

-Eu sou a princesa da Sonserina, esqueceu? –ela perguntou irônica –Sem contar que quando Snape descobriu ele contou para mim.

-Eu achei que ele não tinha contado para ninguém. –foi tudo o que Remus retrucou.

-Não se preocupe. –Elizabeth deu de ombros –Eu cuidei para que ele não contasse para ninguém. E eu também nunca contei para ninguém.

-Nem para as meninas? –Remus perguntou, desconfiado.

-Não. Eu não contei para elas. –ela respondeu tranqüila.

Remus ainda parecia duvidar das palavras dela, mas no fim aceitou a explicação.

-Obrigado por não ter contado a ninguém. –ele falou por fim.

-Não é um segredo meu, Lupin. Eu não tenho o direito de contar pra ninguém.

Eles ficaram em silêncio por alguns pesados segundos. Até Elizabeth limpar a garganta.

-Vamos? –ela perguntou.

-Vamos. –Remus respondeu em quietamente.

-E tire essa cara de enterro, Lupin, ou o Black e o Potter vão achar que eu joguei uma maldição imperdoável em você. –ela falou revirando os olhos.

Remus riu.

-E vai dizer que você não seria capaz? –ele provocou.

-Eu já disse e repito: se é pra ir pra Azkaban que seja por algo que valha pena. Ou seja: não vocês.

Remus riu ainda mais.

-Você é realmente imprevisível, Ester.

-É, Lupin. E pro meu azar vocês também. –ela falou, e nisso Remus teve que rir ainda mais.

XxX

-Já podemos comer? –Sirius perguntou.

-Ainda não. –Giulia falou tranqüilamente.

-Por favor. –Peter choramingou.

-Na-na-ni-na-não. –ela cantarolou tranqüila.

-Mãe... –James choramingou.

-Ta vendo? –Lucianne falou de repente –Ele parece bastante com a mãe dele. Até essa mesma boquinha de quem quer beijo

Os meninos pararam na hora a sessão de choramingos para olhar em choque para as quatro meninas que pareciam submersas em uma conversa.

-É, eles têm os mesmos olhos. –Lily cedeu.

-Vocês estão falando isso porque não conhecem o senhor Potter. –Evangeline insistiu.

-O Potter é a cópia cuspida do pai dele. –Elizabeth apoiou.

-Eu ainda acho que ele parece muito a tia Giulia. –Lucianne falou teimosa.

As meninas pararam imediatamente a conversa ao perceberem que todos olhavam para elas confusos.

-Nós estávamos... –Lily começou limpando a garganta –Debatendo pontos de vista.

-A Elizabeth e a Evy insistem que o James parece com o pai, mas a Lily e eu achamos ele a sua cara, Giulia. –Lucianne falou.

-Oras, essa é nova. –Giulia admitiu –James se parece tanto com o pai, que muito raramente eu ouço as pessoas falando que nós somos parecidos. Bom, tirando os olhos... Talvez a Evy tenha razão e vocês estejam falando isso porque ainda não conhecem o pai dele.

-Pode ser. –Lily cedeu.

-Mas sabe, a Lily falou e eu concordo, você e o James têm exatamente a mesma boca. –Elizabeth falou.

James arqueou a sobrancelha, divertido.

-Reparando na minha boca, Evans?

Lily revirou os olhos.

-Algumas vezes você não me deu muita escolha no assunto. –ela retrucou, mau-humorada.

-James Potter! –Giulia falou inconformada –Eu sabia que você era tão ruim quanto o seu pai, mas fazer até isso igual a ele já é o fim!

-O que isso quer dizer? –Evangeline perguntou confusa.

-Que o tio Andrew também agarrava a tia Giulia, antes de eles namorarem. –Sirius respondeu dando de ombros.

-Xi, Lily, já viu que é inevitável, então né? –Lucianne provocou baixinho, fazendo Lily corar.

-Certo, certo. Eu vou mandar uma mensagem pro seu pai e ver se ele ainda vai demorar muito. –Giulia cedeu.

Ela saiu da sala de estar onde eles estavam esperando.

-Então, Lily... –James começou como quem não quer nada –Quer checar minha boca mais de perto?

-Cala a boca, James. –Lily falou revirando os olhos.

-AH!

O grito vindo do corredor fez todos saírem imediatamente da sala, os meninos com as varinhas em mãos.

-Cuidado. –Lucianne sussurrou para Peter.

Eles viraram um corredor e se depararam Giulia e... Andrew?

-Andrew, você quase me matou do coração! –a mulher falou rindo.

Andrew tinha abraçado a mulher pela cintura e a tinha tirado do chão, beijando levemente seus lábios.

-Você é muita assustada, mulher. –ele riu.

James revirou os olhos.

-São só meus pais.

Lucianne e Lily olharam em choque para o pai de James.

Ele parecia estar na casa dos quarenta anos. Ele tinha um sorriso maroto enorme, essa era a primeira coisa que chamava a atenção nele. Depois vinha a massa de cabelos impecavelmente castanhos e totalmente bagunçados. Ele tinha bigode e cavanhaque e usava óculos. A imagem perfeita de James. E elas já tinham comentado que ele era lindo?

-Ora, essas são nossas adoráveis visitas? –Andrew falou finalmente percebendo as meninas.

-As próprias. –Giulia falou animada –Elas são umas bonecas.

-OK, vamos com calma, eu estou velho demais para muita comoção. –Andrew falou.

Giulia revirou os olhos.

-Quem dera você estivesse realmente velho, assim quem sabe você sossegava. –ela resmungou.

-Eu ouvi isso, hein mulher! –Andrew provocou, apertando a cintura de Giulia, fazendo-a pular.

-Andrew!

-Ok, ok. Antes de mais nada... –ele virou-se para James –Como vai meu moleque?

-Bem pai. –James abraçou o pai.

-E você, Sirius? Já bateu minha marca? –ele provocou.

-Chegando la, senhor Potter, mas eu passo com folga. –Sirius falou com um sorriso convencido.

-Seria seguro perguntar do que eles estão falando? –Evangeline perguntou olhando para as outras meninas.

-Andrew era mulherengo enquanto ia para Hogwarts. –Remus respondeu –Ele tem uma lista com nome de meninas e Sirius falou que ia bater essa lista saindo com ainda mais meninas.

-Sirius é um cretino desocupado. –Elizabeth falou, apenas para as meninas ouvirem, fazendo as três rirem.

-Peter, como vai essa força toda? –Andrew perguntou, dando um tapinha amigável nas costas do menor dos meninos.

-Muito bem, Andrew.

-E você, Remus? Aprontando muito?

-Pior que eu estou. –Remus respondeu com um sorriso maroto.

-Ahá! –Andrew comemorou –Já estava na hora!

-Por favor, senhor Potter... –Evangeline falou revirando os olhos –Já é difícil agüentar três, você acha que a gente sobrevive a quatro?

-Evangeline! –ele falou caminhando até a morena –Você está linda como sempre. E séria também. –ele completou brincalhão.

-Alguém tem que ser sério naquela escola. –ela sorriu para ele.

-Mas não precisa ser você. –ele falou, dando uma piscadela para ela –Para isso eles têm a McGonagall.

Evangeline riu.

-Elizabeth! Você também está linda. Ainda dona do par de olhos mais lindo que eu já vi. –ele sorriu para ela.

-Obrigada, Andrew. –ela sorriu educada –Obrigada por nos receber aqui.

-Onde está a ferinha? –ele perguntou olhando em volta, como que se estivesse procurando por Michael.

-Na sala. –Elizabeth falou -Brincando com blocos.

-Aquele vai ser um perigo quando crescer. –Andrew falou, sorrindo.

-Acredite, ele já é um perigo. –Evangeline riu.

Andrew virou-se para Lily.

-Nem precisa falar. Uma ruiva linda dessa, com esse par de olhos maravilhosos... –ele sorriu maroto –Você só pode ser minha futura nora, Lily Evans.

Lily corou inteira.

-Andrew, não deixe a menina sem graça! –Giulia bronqueou.

-Oh, desculpe, querida. –Andrew falou sorrindo gentilmente para Lily –Mas você realmente tem olhos lindos. Você tem uma concorrente e tanto, Elizabeth.

Elizabeth riu suavemente.

-E essa adorável, senhorita seria? –ele perguntou olhando para Lucianne.

-Lucianne. –ela respondeu sorrindo.

-Ela é filha do Chase Lutter, Andrew! –Giulia falou animada.

-Sério? –Andrew falou surpreso –Eu lembro do seu pai. Ele era um ano mais velho que eu, capitão do time da Lufa-Lufa. Um grande cara.

-Pára tudo. –Lucianne falou confusa –Se você tem um ano a menos que meu pai... –ela olhou confusa para Giulia –Você não parece ter essa idade.

-Eu não tenho. –Giulia falou com um sorriso maroto –O velhinho ali tem onze anos a mais que eu.

As meninas olharam em choque para Andrew.

-Eu sei que eu pareço um adolescente em plena forma, mas...

-Ah cala boca, Potter. –Giulia falou revirando os olhos –Vamos jantar. Todos devem estar famintos.

-Eu com certeza estou. –Peter, Lucianne e James falaram exatamente ao mesmo tempo, fazendo todos rirem.

XxX

-James, Sirius, cuidado! –Giulia gritou exasperada quando os dois passaram correndo a centímetros de um dos vasos preferidos dela.

No momento os dois estavam correndo atrás de um sorridente Michael, em uma estranha brincadeira de pega-pega, que girava de acordo com a vontade do baixinho: se ele queria ser perseguido eles andavam devagar para não conseguir pegá-lo, se ele queria ser o perseguidor eles andavam ainda mais devagar para ele alcançá-los.

No momento eles eram os perseguidores, mas estavam correndo realmente pela sala, porque Michael parecia ter tido uma explosão de energia.

Enquanto isso as meninas assistiam de um dos sofás, falando quanto lindo Michael era, O casal Potter estava numa poltrona, com Giulia sentada no colo do marido, e Peter e Remus estavam em outro sofá.

-Ah te peguei! –James gritou vitorioso, levantando Michael do chão e jogando-o para cima.

-James! –Giulia falou nervosa.

-Deixa o menino, Giulia. Ele não vai derrubar o pequeno. –Andrew falou revirando os olhos.

Mal ele concluíra a frase Sirius derrubou os dois no chão. Todos prenderam a respiração, esperando pelo choro. No lugar disso, entretanto, veio uma risada e um sonoro "De novo!", por parte de Michael.

-Michael, já não está bom? –Elizabeth falou sorrindo.

O pequeno levantou-se do chão, pisando na barriga de Sirius e no pé de James no processo e correu para o colo da irmã. Elizabeth pegou Michael no colo e deitou-o, de modo que ele ficasse com a cabeça contra o ombro esquerdo dela.

-Vocês são uma bela dupla de irmãos. –Giulia falou sorrindo.

-Eu gostaria de ter uma relação próxima assim com todos meus outros irmãos. –Elizabeth falou num suspiro –Mas infelizmente não é possível.

Andrew se remexeu desconfortável em sua poltrona.

-Vocês todas têm irmãos meninas? –ele perguntou, para aliviar o clima.

-Infelizmente. –Lily respondeu.

-Como assim, querida? –Giulia perguntou curiosa.

-História longa e entediante. –a ruiva falou com um sorriso –Por que ao invés disso vocês não contam a história de vocês pra gente?

-Ah verdade! –Lucianne falou animada –Pelo que a gente ouviu por ai parece uma história divertida.

-Bom, é no mínimo uma história estranha. –Giulia falou pensativa.

-Você conta ou eu conto? –Andrew perguntou, com um sorriso maroto.

-Conta você. Você sempre conta melhor que eu. –ela cedeu.

-Bom, a Giulia vem de uma família bem tradicional como a nossa. –Andrew começou –E vocês sabem que essas famílias puro-sangue tradicionais sempre estão juntas. Meus pais conheciam a família dela e a gente passava bastante tempo na casa dela. Quando eu tinha um dez anos a mãe dela ficou grávida. Eu até hoje lembro dela recém nascida. Aquela carinha linda de joelho... –ele provocou apertando o nariz de Giulia.

Ela riu e bateu na mão dele.

-Muito engraçado, Potter.

-Bom,de qualquer jeito eu não estava em idade de achar bebês bonitinhos, então eu não dei muita bola... Um pouco depois eu estava em Hogwarts e as vezes que eu a vi depois disso foram muito raras. Então eu me formei em Hogwarts e fui fazer treinamento para auror na Austrália.

-Austrália? –Evangeline perguntou confusa –Por que tão longe?

-O treinamento la é o melhor. –Sirius falou animado –O mais conceituado e o mais duro. Dizem que eles usam Maldições Imperdoáveis nos alunos só para eles aprenderem o que é ser atingido por uma.

-A gente quer treinar la. –James falou, também claramente animado.

-Bom, o treinamento mais difícil é verdade, mas não a parte das maldições. –Andrew assegurou –Eles usam só a Imperius para você aprender a não seguir sugestões. A maioria de nós consegue ser bem sucedido nisso.

-Pula a parte chata! –Giulia pediu revirando os olhos.

Andrew riu.

-Calma mulher!

-Essa parte só é chata porque a tia Giulia tem ciúme. –Sirius cutucou.

-Por que? –as meninas perguntaram curiosas, ignorando o olhar assassino que Giulia mandou para Sirius.

-Porque antes de voltar pra Inglaterra ele deu um giro por ai e, bom, conheceu novos países e novas pessoas. –Remus falou com um sorriso sugestivo.

Andrew limpou a garganta, chamando a atenção de todos para ele.

-O que não vem ao caso no momento! –ele falou, parecendo levemente incomodado com o tópico, mas era mais pelo fato de que Giulia não parecia nada feliz com o assunto –Quando eu voltei pra cá eu já estava com 26, conhecia um monte de lugares no mundo, tinha trabalhado em várias agências, mas vi que finalmente estava na hora de voltar. Além do mais meus pais vinham pedindo há um bom tempo para eu voltar, então foi o que eu fiz naquele Natal.

-Nesse meio tempo eu e ele tínhamos nos visto pouquíssimas vezes. –Giulia falou –Até ele sair de Hogwarts nossas famílias passavam todos os Natais juntos, então eu cresci vendo ele. No começo eu falava que ia casar com ele e quando ele passou a encher meu saco eu falava que nunca ia casar com ninguém. Muito menos ele.

-Vocês acreditam que num Natal, ela tinha uns seis anos, ela fez orelhas de burro crescerem em mim, só porque eu roubei a boneca dela? –Andrew perguntou rindo.

-Você ficou bonitinho daquele jeito. –Giulia riu, travessa.

-Enfim... –Andrew falou revirando os olhos –Depois que eu fui para a Austrália eu nunca mais tinha visto a Giulia e já tinham passados uns bons oito anos. E naquele Natal a gente se viu de novo. E Merlin... Vocês não sabem a porrada que foi.

Giulia riu feliz.

-Ele fez uma cara impressionante de choque quando me viu. Foi ótimo. –ela comentou animada.

-Isso era porque eu tinha te visto de longe e achado que você era uma beldade de uns 18 anos com a qual eu poderia flertar. Imagina meu choque ao saber que ela tinha quinze anos e um namorado. –ele adicionou, nada feliz.

-Ele nunca superou, isso tadinho. –Giulia falou brincalhona.

-Então tia Giulia também era arrasa corações. –Lucianne brincou.

-Artilheira preferida da Corvinal desde o quarto ano, sempre em forma e cheia de inteligência? –ela brincou –Eu era o sonho de consumo de metade de Hogwarts.

Andrew deu um leve tapa na perna da esposa.

-Ta engraçadinha hoje, hein mulher?

-Você era Corvinal, Giulia? –Evangeline perguntou animada.

-A mais terrível de todas. No time de quadribol e eu aprontava junto com os meninos. Eu tinha mais amigo homem do que mulher, então eu acabei ficando assim toda desbocada.

-Pro azar de toda a humanidade. –Andrew comentou.

Foi a vez de Giulia dar um leve tapa no ombro de Andrew.

-Voltando a história... –Andrew falou um tanto impaciente –Ela tinha aquele namorado nada a ver dela, mas eu fiquei enfeitiçado a primeira vista.

-Eu tenho que admitir que eu também fiquei hipnotizada, mas eu me achava ridícula só por pensar nisso. Afinal ele era um cara mais velho que tinha viajado o mundo, o que ele veria numa menininha como eu? –Giulia completou.

-Só que ela estava redondamente enganada, porque eu não conseguia parar de pensar nela. E eu estava me martirizando, porque convenhamos ela era muito mais nova que eu, além de ainda ser menor de idade. Então eu passei todo o tempo tentando não pensar nela, mas claro que quanto mais eu tentava não pensar nela mais eu acabava pensando.

-Ai que fofo. –Lucianne falou emocionada.

-Daí... Nas minhas férias do quinto para o sexto ano meus pais alugaram uma casa na praia, em Nice. E adivinha quem era, convenientemente, nosso vizinho? –ela perguntou arqueando a sobrancelha.

As meninas lançaram um olhar incrédulo a Andrew.

-Juro que não foi 100% planejado. Meus pais já tinham alugado a casa e me convidado para ir. –ele se defendeu com um sorriso maroto –Tudo bem que eu só aceitei depois que eu soube que ela ia estar la.

-Só que essa anta fez tudo errado. –Giulia revirou os olhos –Ele chegou bancando o arrogante e eu fiquei irritadíssima com ele.

-Daí eu resolvi que irritá-la era realmente divertido. –Andrew falou, com um sorriso maroto –Pelo menos eu fazia ela ter uma reação.

-Isso ta começando a ficar estranhamente familiar. –Remus falou com um sorriso maldoso.

Lily ignorou-o totalmente.

-Daí um dia, do nada, no meio de uma discussão, esse infeliz me agarra. –Giulia falou rindo muito.

-Mas vocês têm que ver como ela fica bonitinha discutindo, essa boca dela pede beijo. –Andrew falou rindo, tocando o lábio inferior da esposa.

-Tipo a boca do Potter menor? –Elizabeth provocou.

Lily ignorou mais uma vez.

-E daí? –Lucianne perguntou animada.

-Ele passou a me agarrar em cada oportunidade que tinha. –Giulia falou tranqüila.

-Não que ela lutasse muito contra. –Andrew falou revirando os olhos.

-No fim das férias a gente tava namorando e quando eu formei em Hogwarts a gente já estava noivo. –Giulia falou –Pouco depois veio o casamento e meu bebê.

-E nós estamos vivendo nosso felizes para sempre ainda. –Andrew falou, sorrindo feliz, abraçando amorosamente a esposa.

-Ai que fofo! –Lucianne falou empolgada –Quase tão fofa quanto a história dos pais da Lily.

-Seus pais também têm uma história romântica, Lily? –Giulia perguntou curiosa.

-Dependo do ângulo pelo qual você olha. –ela falou com um sorriso maldoso –Mas é uma longa história, melhor deixar para outro dia.

-Boa idéia. –Elizabeth falou –Tem um mocinho desmaiado aqui. –ela falou, indicando Michael adormecido em seu colo.

-Então camas crianças! –Lucianne falou levantando-se.

Pouco a pouco os jovens foram deixando a sala, até que apenas James e seus pais ficaram.

James sabia que a mãe estava tramando alguma coisa. Ela tinha o olhar perdido e estava mordiscando o canto inferior do lábio. E ele sabia pelo jeito que o pai a estava olhando que Andrew também sabia.

-O que você está pensando, mãe? –James perguntou desconfiado.

-Nada meu amor. –ela falou com um sorriso maroto –Absolutamente nada.

James abriu um enorme sorriso. Sempre que sua mãe abria um sorriso daqueles era diversão garantida...

XxX

Alguns dias depois era um ensolarado domingo. O chão la fora era um tapete branco de neve, mas o céu brilhava azul e havia ausência de vento, fazendo o frio menos torturante.

As meninas estavam andando pela casa, procurando por alguém, já que Giulia, Andrew e os meninos tinham desaparecido. Michael estava dormindo após horas de brincadeiras com as quatro monitoras-chefes que levaram Evangeline a afirmar que nunca teria filhos.

-Deixa, tia! –elas ouviram a voz de Peter de repente.

Elas seguiram pelo corredor até encontrarem uma porta semi-aberta. Lucianne empurrou a porta e encontrou o que parecia ser um enorme jardim de inverno.

Enormes paredes de vidro se erguiam, deixando a luz do sol entrar ali. Havia uma grande mesa que parecia impecavelmente arrumada para um café da tarde. Ali estavam Andrew, Giulia e os quatro marotos.

-Deixa a gente comer um pedacinho de bolo. –Peter choramingou para Giulia.

-Não. –ela falou tranqüila –Vocês vão ter que ser um pouquinho mais pacientes.

-O que foi? –Lucianne perguntou curiosa, fazendo a atenção todas se voltarem para elas.

-Ah, meninas! –Giulia falou animada –Eu já ia mandar alguém chamar vocês! Nós vamos ter um chá da tarde.

-Oba! –Lucianne falou animada.

-Mas nós vamos ter convidados, então vocês terão que aguardar um pouco mais. –a mulher falou com um sorriso.

-Convidados? –Elizabeth estranhou –Quem?

-Vocês vão descobrir em um minuto. –Giulia piscou para as meninas.

Confusas, as quatro olharam para os marotos, mas eles também deram de ombros. Eles não tinham nem idéia de quem a mulher tinha convidado. Andrew por sua vez parecia muito tranqüilo.

-Deve ser o Clark. –Evangeline falou –A Giulia é louca para jogar a Elizabeth no colo dele. No mínimo ela chamou a família dele pra vir pra cá.

-Eu não duvido. –Elizabeth falou.

-Por que você não usa seu dom e dá uma olhadinha? –Lucianne perguntou animada.

-E estragar a surpresa? –Evangeline perguntou arqueando a sobrancelha –De forma alguma.

Então alguém bateu na porta. Logo Lina entrou na sala.

-Senhora, seus convidados já chegaram. –a pequena elfa informou.

-Ah obrigada, Lina! Deixe-os entrar! –Giulia falou animada. Animada demais.

A pequena elfa abriu mais a porta e pela porta entrou um casal que para Lily era familiar demais.

-Pai? Mãe? –a ruiva perguntou em choque.

-Moranguinho! –a mulher ruiva falou animada indo abraçar a filha, apesar de Lily ainda estar em choque –Que saudade de você, meu amor!

Os quatro marotos olharam em choque para a mãe de Lily. Ela era, por falta de palavra melhor, deslumbrante. Ruiva, extremamente ruiva, de olhos intensamente verdes, ela era a cara da filha, tirando o fato de que ela era alta e Lily nem tanto. Ela se vestia de um jeito elegante, sem ser sério demais e tinha um sorriso iluminado.

-Ai como você está linda, meu anjo. –ela continuou falando, enchendo Lily de beijos.

-Monica, deixa a menina respirar. –o marido falou revirando os olhos.

-Ah Antony, ela nem precisa tanto assim de ar. –Monica respondeu revirando os olhos para o marido.

Se a mãe de Lily era linda, o pai dela era um charme. Cabelos castanhos, já um tanto grisalhos e fortes olhos castanhos, ele tinha uma expressão séria sem ser carrancudo.

-Oi pai! –Lily falou indo abraçar o pai.

Antony abraçou a filha, levantando-a do chão.

-Você está mesmo mais linda a cada dia que passa, moranguinho. –ele falou sorrindo e beijando a testa dela.

-Obrigada. –Lily sorriu para os pais –Mas o que vocês estão fazendo aqui? –ela perguntou confusa.

-A senhora Potter nos convidou para o chá da tarde. –Monica falou animada –Ela é tão educada e gentil! Até pediu para ligarem nossa casa até aquela tal Rede de Flú. Foi uma das viagens mais curiosas da minha vida.

-Ola, senhora Evans. –Giulia falou se adiantando na direção dos convidados, com o marido logo atrás de si.

-Ah olá! –Monica falou sorrindo –Pode me chamar de Monica, querida. Esse é meu marido Antony. –ela falou apresentando o homem.

-Então por favor me chame de Giulia. –senhora Potter falou com um enorme sorriso –Esse é Andrew.

-Muito prazer. –Andrew falou sorrindo.

-Meninas! –Monica falou animada virando-se para as amigas da filha –Vocês também estão lindas! Arrasando muitos corações em Hogwarts?

-Sempre que possível. –Lucianne respondeu com um sorriso maroto.

-Isso mesmo, meninas. –Monica aprovou –Na idade de vocês eu tinha um namorado por semana.

-Mãe... –Lily gemeu, constrangida.

-Você devia seguir meu exemplo, meu amor. –Monica falou tranqüila.

-Mãe, pai, deixa eu apresentar meus colegas de escola para vocês. –Lily falou ignorando a mãe.

Ela indicou os Marotos, que se aproximaram.

-Ah Lily! Agora eu sei porque você gosta tanto daquela escola! Que meninos lindos!

Lily corou fortemente. Antony apenas revirou os olhos.

-Deixa a menina, Monica. –ele falou, como se já estivesse muito acostumado a isso.

-Ah Antony as vezes você e a Lily não são nada divertidos. –Monica falou emburrada.

-Evans, tem certeza de que você não foi trocada na maternidade? –Sirius perguntou em choque.

-Infelizmente sim. –Lily falou num suspiro cansado –Mãe, esses são Sirius Black, Remus Lupin, Peter Pettigrew e James Potter.

-Muito prazer meninos. –Monica falou sorrindo, então seus olhos verdes pararam em James –James Potter... –ela pareceu pensar –Ah! Você é o menino que mandou as flores para Lily nas últimas férias!

James abriu um enorme sorriso.

-Eu mesmo. –James falou –James Potter, a seu dispor, senhora Evans. –ele falou beijando a mão de Monica.

-Ah Antony, olha que encanto. Lembra? Ele mandou uma dúzia de rosas vermelhas para Lily toda semana durante as férias do ano passado.

Antony lançou um olhar congelante a James e arqueou a sobrancelha.

-Então esse era você? –ele perguntou, a voz neutra de qualquer emoção.

James engoliu em seco. Os Marotos e as meninas estavam se segurando para não rir, enquanto Lily parecia querer sumir dali a qualquer minuto.

Monica revirou os olhos e deu um tapa no ombro do marido.

-Não seja bobo, Antony. –ela falou tranqüila –Antony é sempre assim com os namorados novos das meninas. –Monica explicou para Giulia, fazendo James abrir um enorme sorriso.

-Mãe, eu e o Potter não somos namorados. –Lily explicou.

-Você quer dizer "ainda não", né? –Monica falou com um ar de quem sabe tudo, que fez o sorriso de James ficar ainda maior.

-Eu quero dizer "nunca". –Lily falou por entre os dentes.

-Meu amor, isso era o que eu falava do seu pai e ele falava de mim e você sabe disso. –Monica falou tranqüila.

-Que tal nós nos sentarmos a mesa? –Giulia sugeriu –E daí vocês podem contar essa história toda para a gente.

Lily suspirou enquanto a mãe seguia Giulia. Aquela seria uma longa tarde...

XxX

Tudo correu bem nas duas primeiras horas. O café da tarde correu bem, Monica e Giulia conversando sobre tudo e mais um pouco e Andrew e Antony falando sobre esportes e comparando leis trouxas e bruxas.

Felizmente para Lily assim que as duas mulheres ficaram imersas em suas conversas elas esqueceram qualquer conversa sobre o não existente relacionamento de Lily e James.

As horas se arrastaram de maneira prazerosa e no fim das contas o casal Evans foi convidado para o jantar. No momento todos estavam numa das salas de estar conversando próximos a lareira. Os quatro marotos num sofá, as meninas em outro, Giulia sentada no braço da poltrona de Andrew e Monica sentada no colo de Antony.

-Mãe, já ouviu falar em cadeira? –Lily perguntou incomodada.

-Já sim, querida. –Monica respondeu tranqüila –Mas nenhuma cadeira nesse mundo é mais confortável que o colo do seu pai. –ela piscou para a filha.

Lily apenas revirou os olhos.

-Tia Monica contra pra tia Giulia como você e o tio Antony começaram a namorar! –Lucianne pediu animada.

-Ah é uma longa história... –Monica falou fazendo um gesto de dispensa com a mão.

-Duvido que seja tão longa quanto a nossa. –Giulia brincou.

Mais cedo ela tinha contado a Monica como ela e Andrew tinham se conhecido e se envolvido.

-Bom, não mesmo. –Monica riu –Posso contar, meu amor? –ela perguntou a Antony.

-Como se você não fizesse só que você quer, cerejinha. –Antony falou dando de ombros.

-Cerejinha? –Giulia perguntou divertida.

-Bom, ninguém mandou casar com uma ruiva. –Monica riu divertida.

-Conta pra gente, tia Monica. –Peter insistiu.

-Ok, ok... Deixa eu ver... –Monica pensou um pouco –Bom tudo começou no ano que eu entrei na faculdade. Eu fiz Direito em Oxford e o Antony também.

-Eles se conheceram estudando. Confirmado. –Remus cochichou para Sirius, com um sorriso maldoso.

-Existem dois tipos de pessoas que entram em faculdades: os que entram para zoar e os que vão para estudar a sério. –Monica explicou –Eu entrei pra zoar e o Antony para estudar.

-Total opostos. –Sirius cochichou para Peter –Confirmado.

-Até uma boa parte do primeiro ano eu e o Antony não tínhamos nenhum real problema um com o outro. –ela deu de ombros –Eu ia nas festas, arrasava corações, só fazia besteira e me divertia horrores. Enquanto isso o Antony tinha uma namorada insossa e estudava pra caramba. –ela lançou um olhar congelante ao marido –Mas éramos ambos ótimos alunos.

-Ela até hoje odeia minha ex-namorada da faculdade. –Antony explicou.

-E os dois eram ótimos alunos. –Peter cochichou para Sirius –Confirmado.

-Enfim... Um belo dia eu tinha ido nessa festa e na manhã seguinte tinha aula. Então vocês podem imaginar o bagaço que eu estava. –Monica falou como se não fosse grande coisa –Eu estava dormindo na aula quando o professor me chamou.

Lily revirou os olhos.

-Cara, você é mesmo filha dela Lily? –Sirius provocou –Certeza absoluta?

-Cala a boca, Black. –Lily falou mal-humorada.

-Bom, ele queria saber que ramo do Direito eu queria seguir e eu disse que queria ser advogada. –Monica explicou –E daí, esse chato... –ela falou apontando para o marido –Começou a rir na frente de todo mundo.

-E ela, como a boa ruiva nervosinha que sempre foi, quis saber qual era o meu problema. –Antony completou.

-E ele respondeu que era porque até fora da faculdade eu ia querer continuar lidando com delinqüentes. –Monica falou revirando os olhos –Então eu rebati perguntando o que ele ia querer ser.

-E eu disse que ia ser Promotor público. –Antony continuou tranqüilo –E ela fez questão de dizer que até fora da escola eu ia continuar fazendo questão de estragar a festa alheia.

-Implicância. –Sirius cochichou para Remus –Confirmado.

-E a partir desse dia a gente passou a viver em guerra. –Monica falou dando de ombros –Eu adorava juntar minha turma e zoar ele e ele fazia o mesmo do jeito dele. A gente falava que se odiava e a faculdade inteira falava que a gente devia arrumar um quarto e acabar logo com aquilo.

Os três marotos se olharam com enormes sorrisos maldosos.

-Tensão sexual não resolvida... Confirmado. –eles falaram juntos.

-O que vocês estão fazendo? –James perguntou, já incomodado.

-Só comparando. –Sirius respondeu com um sorriso maroto.

-E dizem que tinha até um bolão pra ver quando a gente ia finalmente chegar la. –Antony contou.

-Ta ai uma coisa muito familiar. –Lucianne falou com um sorrisão maroto.

Lily deu uma cotovelada na amiga.

-Bom, daí uma bela noite, quase no fim do nosso primeiro ano teve essa festa enorme e foi a primeira vez que eu realmente vi o Antony fora da sala de aula. Só que eu já tava meio passada nessa hora. –Monica admitiu como se não fosse nada –Daí a gente começou a discutir e a hora que eu me dei conta já não tinha mais ninguém em volta da gente.

Antony revirou os olhos.

-Ela estava tão mal que nem viu que nós tínhamos andado até outro lugar. –ele esclareceu.

Os meninos riram.

-Daí do nada, no meio de uma discussão, ela me beijou. –Antony contou.

-Ok, confirma mais essa. –Sirius falou em meio a risadas –Ruiva bêbada e beijoqueira.

-Como se você não tivesse aproveitado... –Monica revirou os olhos –De qualquer jeito na manhã seguinte eu fingi que não lembrava de nada.

-Só que eu tinha ficado louco por ela. –Antony falou, corando levemente.

-Ah eu ainda amo toda vez que ele fala isso. –Monica falou segurando o rosto do marido entre as mãos e dando um selinho nele.

-Daí vieram as férias e o começo do segundo ano... –Monica falou pensativa –E imagina minha surpresa! Ele tinha largado a namorada durante as férias!

-E daí eu fui falar com ela. –Antony falou –Sabe, como é... Me declarar. –ele admitiu corado.

-E eu quase cai pra trás. –Monica falou rindo –Mas eu fiquei tão nervosa que eu dispensei ele.

-Mas eu não desisti. –Antony falou, já sorrindo confiante para a mulher –E na metade do segundo ano eu finalmente consegui fazer ela me dar uma chance para sair.

-Então eu sai com ele uma vez e quem disse que eu queria largar ele depois disso? –Monica falou rindo.

-A gente casou assim que terminamos a faculdade. A Monica virou juíza da Vara da Família e eu virei juiz criminal.

-Daí a gente nunca brigou. –ela completou rindo.

-E a gente tem estado de boa até hoje. –Antony completou com um sorriso.

-Ah que lindo. –Giulia falou emocionada.

-E útil. –Sirius falou com um sorriso maroto.

-Como assim? –Evangeline perguntou confusa.

-Com base nos testemunhos do casal Evans e do Casal Potter, os excelentíssimos senhores Rabicho, Aluado e Almofadinhas chegaram a uma conclusão. –Remus falou sério.

-Que o senhor James Potter e a senhorita Lily Evans podem marcar o casamento para logo após a conclusão do curso de aurores. –Sirius falou com um sorriso maroto.

-Cala a boca, Sirius! –Lily falou arremessando uma almofada no maroto.

-Bom, então eu acho que se é o caso nós já devíamos começar a planejar o casamento, Giulia. –Monica falou pensativa –Quanto dura o treinamento para aurores?

-Três anos. –Giulia respondeu.

-Hum, isso nos dá um tempo. E também sabe o que? Aquela coisa fofa do seu irmão já vai estar grandinho o bastante para entrar de noivinho na igreja, não é Elizabeth?

-Tirem meu irmão desse circo. –Elizabeth falou, fazendo todos rirem.

-Ah, Elizabeth querida, as vezes você também não é nada divertida. –Monica falou com um bico.

-Monica, vamos com calma nos preparativos. –Antony falou revirando os olhos –Eu não lembro de a Lily ter dito que quer casar.

-Obrigada, pai. –Lily pediu agradecida.

-Mesmo porque, eu não lembro de ter dado permissão sequer para esse menino chegar perto da minha filha. –Antony falou lançando um olhar congelante a James, que engoliu em seco.

Andrew e Giulia trocaram olhares divertidos, enquanto os meninos estavam realmente tentando não rir do desespero do amigo.

-Senhor Evans... –James começou limpando a garganta –Eu garanto que as minhas intenções com a sua filha são as mais honradas possíveis. –ele falou extremamente sério.

Giulia e Andrew, os Marotos e as meninas viraram-se todos chocados ao mesmo tempo. Eles nunca tinham visto James falar tão sério em toda a vida. Ele parecia tão maduro que ninguém sequer acreditava que era ele quem tinha dito aquelas palavras.

-Ele acredita em você, James. –Monica falou, totalmente tranqüila –E não precisa ser honrado demais ou nós não teremos netos. –ela falou dando uma piscadela para James.

-Mãe! –Lily falou inconformada, corando.

-De qualquer jeito Lily vai ficar adorável de branco. –Monica falou, como se nada tivesse acontecido –Eu fui uma noiva linda, não fui, Antony?

-A mais linda. –ele afirmou.

-O jantar já está servido. –Lina declarou entrando na sala.

-Graças a Merlin. –Lily falou aliviada.

-Vamos jantar, todos. –Giulia falou –E durante o jantar, Monica, nós podemos conversar mais.

Lily bufou frustrada, esse dia estava demorando demais para passar na opinião dela...

XxX

Lily se jogou na cama, três horas mais tarde.

Giulia e Monica eram melhores amigas. E o casamento dela com James já estava parcialmente planejado. Só faltava decidir coisas como quais flores elas encomendariam e que tipo de vestido estaria na moda para elas mandarem ser costurados para as madrinhas.

Lily quis se afogar na sopa.

No fim das contas os Evans foram convidados para a festa de Natal. E eles viriam com certeza. Lily só rezava para que seus pais não trouxessem Petúnia. Isso seria desastroso.

Alguém bateu na porta do quarto.

-Entra. –a ruiva indicou de seu lugar na cama.

A porta se abriu suavemente e James entrou no quarto.

-Licença, Lily. –ele falou, estranhamente suave.

-Oi, James. –Lily falou sentando-se na cama –O que foi?

-Eu queria te pedir desculpas. –ele falou passando a mão nervosamente pelos cabelos –Desculpa se minha mãe passou dos limites hoje.

Lily olhou surpresa para James.

-Você não tem que se desculpar James. –ela falou, fazendo um gesto de dispensa com a mão –Por acaso minha mãe também estava la e ela adora se comportar como uma adolescente.

-Você está brava? –James perguntou receoso.

-Claro que não, James. –Lily falou como se a idéia fosse ridícula –E se eu estivesse brava certamente não seria com você.

James sorriu suavemente ao ouvir isso.

-Aliás eu gostaria de pedir desculpas pelo meu pai. –Lily continuou –Ele é muito ciumento no que se refere a mim e a minha irmã. Ele não gosta que outros caras demonstrem interesse.

-Ele só quer cuidar da coisa mais importante da vida dele. –James falou sorrindo para Lily.

Lily se viu sorrindo involuntariamente.

-Obrigada, James.

-Mas eu falei sério, viu Lily? –James falou de repente –Minhas intenções com você são as mais honradas possíveis.

Lily revirou os olhos.

-Capaz.

-Ei! –James falou com falso ultraje –Bom, tudo bem, eu concordo com a sua mãe e bebês são bem vindos, então talvez minhas intenções não sejam assim tão honradas...

-Seu tonto! –Lily riu, atirando uma almofada em James –Pode parar. Quem disse que eu quero saber das suas intenções? -ela desafiou arqueando uma das sobrancelhas.

-Ah é? –James provocou de volta –Você prefere que elas sejam surpresa?

-Eu prefiro que você leve suas intenções pra bem longe daqui. –ela falou apontando para a porta.

-Ah você está sendo cruel agora, Lírio. –James choramingou.

-Boa noite, James. –Lily falou revirando os olhos.

-Ok, mas antes de mais nada... –James se aproximou da cama de Lily e sacou a própria varinha, com um floreio de sua mão uma bela orquídea apareceu.

-Numa coisa minha mãe tinha razão. –ele falou sorrindo –Você foi feita para orquídeas. Delicadas como você. –ele sorriu, colocando a flor no cabelo da ruiva.

Lily sorriu.

-Obrigada.

-E que tal...

-Boa noite, James. –Lily falou jogando uma almofada no maroto.

-Mulher cruel. –James falou rindo, em direção a saída do quarto.

-Eu faço o que posso. –foi a resposta da ruiva.

XxX

-Alguém sabe onde está a Elizabeth? –Giulia perguntou na manhã seguinte.

Eles estavam todos tomando café na sala de jantar. Andrew já tinha saído mais cedo para o trabalho.

As meninas olharam umas para as outras antes de balançarem as cabeças.

-Meninos? –Giulia perguntou, arqueando a sobrancelha.

-Não sabemos. –James falou.

-E não nos interessamos. –Sirius resmungou mais para si mesmo.

Mas Remus ouviu e arqueou uma sobrancelha para o amigo num silencioso "Até parece".

-Lina. –a senhora Potter chamou a pequena elfa, que imediatamente apareceu ao seu lado –Você viu Elizabeth?

-A menina Ester tomou café logo cedo com o Mestre Andrew e saiu para passear. –a elfa respondeu.

-Nesse frio? –Lily perguntou preocupada.

-Ela estava agasalhada. –a elfa respondeu.

Evangeline revirou os olhos.

-Deixem a princesa das trevas. –ela falou dando de ombros –Ela deve estar querendo ficar um pouco sozinha.

As meninas concordaram sem problemas. Já os marotos ficaram desconfiados. De qualquer jeito não era problemas dele onde a maluca estava...

XxX

Perto da hora do almoço Elizabeth ainda não tinha aparecido. As meninas não pareciam muito preocupadas com isso, mas Giulia estava a ponto de ter um ataque e Michael não parava de perguntar pela irmã.

No fim das contas os Marotos ficaram cheios de tanta choramingação e aceitaram procurarem pela Sonserina perdida.

Eles se separaram e cada um foi procurar num lugar.

Sirius, que não queria encontrá-la foi procurar nos jardins do fundo. La era muito frio, ela dificilmente estaria ali.

No quintal dos fundos dos Potter havia um labirinto. Ele fora construído pelo dono anterior da casa, mas Sirius sabia que Giulia odiava aquilo. Ela falava que trazia arrepios. E ele sabia que James também tinha bastante medo do local quando era mais novo. Mas quem não teria? Gárgulas adornavam a entrada e vários outros pontos da construção de pedras escuras.

Pensando bem... Esse devia ser um bom lugar para a princesa das trevas se esconder. Sirius decidiu que não havia mal em procurar ali.

O labirinto era extremamente confuso e desgastante. Não era como aqueles meio labirintos que são simplesmente circulares com alguns becos sem saída. Esse era retangular, cheio de passagens e enganos. Mas Sirius e James tinham decorado todos os caminhos através do labirinto. Ele não era um segredo para nenhum dos dois.

Quando ele estava se aproximando do centro do labirinto Sirius perdeu toda a vontade de encontrar Elizabeth. Ele ainda não se sentia confortável ao redor dela. Ainda parecia estranho. Algo dentro dele queria brigar com ela, mas alguma outra coisa queria... Bom, deixa pra la.

Ele então tomou uma decisão. Esperando que Elizabeth não fosse tão "observadora" quanto o irmãozinho ele se transformou em um enorme cão negro e continuou a avançar pelos corredores que pareciam não ter fim.

E realmente la estava ela. No centro do labirinto havia o que algum dia devia ter sido um pequeno jardim. Hoje parecia o cenário perfeito para um filme de terror. Havia uma fonte ali, totalmente seca e suja, com uma enorme harpia de pedra no seu centro. Esqueletos de plantas e árvores, vasos quebrados e a mais perfeita imagem do abandono. E tudo coberto por neve.

E Elizabeth ali no meio de tudo. Sentada na beirada da fonte, bem diante da assustadora estatua. Ela parecia o complemento perfeito para o cenário de terror. Vestida totalmente em preto, os olhos voltados para o chão. Ela não estava com frio? Será que ela estivera ali a manhã toda?

Sirius latiu, chamando a atenção da morena. Ela levantou os olhos, sobressaltada, mas sua expressão suavizou ao ver o cão diante de si.

-Olá. –ela falou –Perdido?

O cão latiu mais uma vez e se aproximou dela.

-Você não tem frio? –ela perguntou mais uma vez.

O enorme cachorro preto sentou-se diante dela e apoiou uma das patas na perna da morena.

-Se sentindo sozinho? –ela chutou.

Como que para responder a pergunta dela o cachorro tirou a pata da perna dela e apoiou sua enorme cabeça negra no colo da Sonserina.

Elizabeth riu suavemente.

-É, você está carente. –ela falou com um sorriso leve –Por qual outro motivo um cachorro do seu tamanho estaria perdido por aqui... Você é daqui de perto?

Ele apenas levantou os olhos para ela.

-Hum, você deve ser... Seu pêlo é muito bonito para você ser um cão sem dono. –ela correu os dedos pelo pêlo macio do cão. Ela estava sem luvas?

-Já sei. Você está com fome? –ela perguntou.

O cachorro latiu e abanou o rabo animado.

-Você só pode ser macho. –ela concluiu rindo –Apenas homens têm fome o tempo todo. –Elizabeth pegou uma barra de chocolate que tinha dentro do bolso do seu casaco –Aqui.

Ela desembrulhou o doce e deu ao enorme cachorro que em algumas mordidas engoliu-o inteiro.

-Uau. –Elizabeth comentou impressionada –Que fome.

O olhar da morena se perdeu mais uma vez no infinito. O cachorro pareceu choramingar e empurrou a mão dela com o focinho, como que implorando por um carinho.

Elizabeth riu sem humor algum.

-Você já se sentiu sozinho? –ela perguntou de repente –Realmente sozinho, como se ninguém no mundo nunca fosse capaz de alcançá-lo ou de entendê-lo? –ela suspirou, passando a mão pela cabeça do animal –Eu me sinto sozinha. Eu estou cercada de pessoas que me amam, mas eu me sinto sozinha. Eu sou diferente deles. Eu sou Escura, eu sou perigosa. Eu sou Trevas. Eu não pertenço na casa daquela família, cheia de amor, de calor. Eu pertenço aqui, entre gárgulas, nesse lugar medonho, no frio...

O cachorro ganiu, como se a tristeza dela o agoniasse.

-Você não devia ficar aqui. –ela falou de repente –Coisas malignas andam a solta por ai. Eu ando a solta por ai... –ela falou com um olhar distante. Então seu olhar voltou-se para o cachorro e ela sorriu suavemente –Obrigada pela conversa, mas talvez você deva ir. Seu dono deve estar procurando por você.

O cachorro latiu e puxou a manga do agasalho dela com os dentes.

-Não, eu vou ficar aqui. –ela falou suavemente –Ninguém deve estar me procurando.

Dessa vez o olhar que o cão lhe lançou pareceu ser de censura. Então ele levantou-se e latiu, balançando o rabo animadamente, antes de entrar em um dos corredores e desaparecer.

Elizabeth sorriu tristemente. Ela esperava que ele soubesse o caminho para fora dali. Ela não tinha certeza se sabia. Levara a manhã toda para achar o centro do labirinto, provavelmente levaria a tarde inteira para achar a saída...

Ela não soube quanto tempo tinha passado depois que o cachorro negro havia ido embora. Provavelmente apenas alguns minutos.

-Ester! –Elizabeth se sobressaltou ao ouvir seu nome ser chamado.

Ela olhou e surpresa encontrou Sirius ali, olhando para ela.

-Black? –ela perguntou surpresa.

-Finalmente! –ele resmungou –Nós estamos te procurando por todas as partes.

-Estão? –ela perguntou, parecendo realmente surpresa.

-Claro que sim. –Sirius revirou os olhos, impaciente –A tia Giulia está preocupada, o Michael só chama por você e suas amigas ficam estranhas sem você. –ele concluiu dando de ombros –Então vamos nessa.

Ele deu as costas para ela e começou a sair dali.

-Espera, Black! –Elizabeth chamou.

-Vem logo, princesa das trevas.

-Cala a boca, príncipe dos babacas. –ela falou, fazendo ele parar.

-Muito engraçado, Ester. –Sirius falou revirando os olhos –Tem certeza que você não congelou ficando aqui fora tanto tempo? –ele continuou, andando.

-Eu não congelo, Black. Não mais que o normal de qualquer jeito. –ela falou dando de ombros.

-Ah corta o papo "Eu sou um ser insensível e sem coração" Ester. –Sirius falou revirando os olhos –Essa conversa em você já ta velha.

Elizabeth arqueou a sobrancelha.

-Ah é, Black? Então o que você quer que eu diga? –ela desafiou.

-Qualquer coisa, Ester. Eu aposto que você tem um lado oculto em você. –ele provocou.

Elizabeth revirou os olhos.

-Você me pegou, Black. Por favor, não conte para ninguém que eu tricoto casacos para as freiras do convento para onde eu pretendo ir depois que me formar em Hogwarts. –ela falou irônica.

-Eu sabia. –Sirius falou vitorioso.

Elizabeth resolveu ignorá-lo.

-Vamos logo, Ester. –Sirius falou por fim –Eu to morrendo de fome.

-Você é um homem, Black. –Elizabeth falou tranqüila –Além de isso te fazer de você um perfeito idiota, faz com que você esteja sempre com fome.

-Ha ha ha. –Sirius ironizou. Pelo menos ele tinha achado a princesa...

XxX

Giulia tinha ficado muito aliviada com o fato de Sirius ter achado Elizabeth. Com isso todos puderam finalmente se sentar para almoçar.

-Giulia. –Elizabeth chamou de repente –Vocês têm algum vizinho por aqui perto?

-Por que? –a mulher perguntou curiosa.

-É porque eu encontrei um enorme cachorro preto la fora. Eu imaginei que ele devia ser de alguma casa próxima daqui.

Nesse momento os Marotos, menos Sirius explodiram em risadas, fazendo todos os olhares se voltarem para ele de forma curiosa.

-É o irmão gêmeo do Sirius. –James explicou entre risadas.

-O que? –Evangeline perguntou confusa.

-É o cachorro de um dos vizinhos. –Remus explicou entre risadas –E o irmão gêmeo do Sirius.

-Eu não estou entendendo. –Lucianne falou confusa.

-Veja bem... –James começou com um sorriso maroto e um olhar firme para Sirius –Aquele é o Almofadinhas.

-Eu achei que esse era o apelido do Black. –Evangeline perguntou arqueando a sobrancelha.

-Isso é porque ele é um cachorro. Então o Almofadinhas gentilmente cedeu o apelido para ele. –Peter falou, também lançando um olhar maldoso para o amigo.

Giulia parecia claramente confusa com a história toda, mas não disse nada. Elizabeth por outro lado parecia muito desconfiada, mas também não falou nada.

-Onde você encontrou o Almofadinhas, Ester? –James perguntou ainda entre risadas.

Sirius não parecia nada divertido com a conversa toda.

-Na verdade foi ele quem me encontrou. –a morena falou –No labirinto.

-Ah Elizabeth, querida, o que você estava fazendo la? Aquele lugar é horrível. –Giulia falou incomodada.

-Eu precisava ficar um pouco sozinha. –Elizabeth deu de ombros –E foi quando esse cachorro me achou. Ele parecia sozinho também.

-Ah o Almofadinhas adora um agrado. –Peter falou com um sorriso maldoso.

-Bom, ele comeu uma barra inteira de chocolate em uma mordida só. –a morena falou.

Os marotos começaram a rir ainda com mais força.

-Espero que isso não tenha estragado o apetite dele. –Remus falou malicioso.

James lançou um olhar ao prato de Sirius.

-Não se preocupem. –ele falou tranqüilo –O Almofadinhas sempre está com fome.

-Agora ja chega dessa conversa sem senso! –Lily falou cansada –Ou vocês falam coisa com coisa ou não falam nada!

-Calma ruiva. –James pediu rindo –Ta nervosa hein?

-De qualquer jeito, eu tenho uma noticia maravilhosa! –Giulia falou chamando a atenção de todos –Clark está chegando hoje.

Elizabeth mal conseguiu conter um gemido de frustração.

-Agora sim a festa está cada vez melhor. –James falou com um sorriso de canto de lábio.

Sirius definitivamente não precisava disso. Os amigos não iam deixá-lo em paz pela história do cachorro. E agora Clark ia voltar para ser o herói de Elizabeth? Mas de novo... Por que será que isso o incomodava tanto?

XxX

-Vocês são uns idiotas! –Sirius falou jogando uma almofada em James.

-Oh, o Almofadinhas está bravinho. –James provocou, maroto –Pra mim você rosna, mas pra Ester você abana o rabinho né?

Peter e Remus caíram na risada.

-Cala a boca, James! –Sirius falou irritado, jogando outra almofada no amigo.

Assim que o almoço tinha terminado os três marotos haviam arrastado Sirius para o quarto de James. E antes que qualquer um deles tivesse a chance de abrir a boca e começar a sessão encheção que Sirius sabia que continuaria por horas, ele já entrou em modo defensivo...

-Vamos, Sirius, nós só estamos curiosos... –Remus falou tranqüilo –Para saber como foi seu passeio romântico com a Lizzie no labirinto... –ele caiu na risada.

-É. A gente quer saber os detalhes sórdidos. Ela pediu pra você sentar e dar a patinha? Ou ela jogou uma bolinha pra você buscar? –Peter provocou.

-CALEM A BOCA! –Sirius gritou furioso.

-Brincadeiras a parte, Sirius, a gente realmente só quer entender. –James falou tentando controlar a risada –Por que você foi até o labirinto atrás da Ester?

-Eu achei que ela não fosse estar la. –Sirius falou, num suspiro –E seria uma boa chance para ficar um pouco sozinho.

-Ta, até ai a gente até pode engolir essa história, mas isso ainda não explica porque como um cachorro, Sirius. –Remus lembrou –O que deu em você para mostrar isso pra ela?

-Vocês não viram a cena que eu vi. –Sirius falou, passando a mão pelos cabelos, em meio a um suspiro cansado –Quando eu cheguei naquele labirinto ela estava la sentada em meio a neve e as pedras, parada naquele frio, como uma estatua sem vida. Qualquer um que olhasse rápido para ela veria apenas mais uma escultura solta ali.

Os meninos olharam em completo silêncio para ele.

-Ela parecia perdida, sozinha... Distante. Era como se eu ficasse olhando demais ela iria simplesmente desaparecer da minha frente. –ele suspirou –Eu sabia que não tinha como eu falar com ela, ou fazê-la sair dali. Foi a coisa mais cabível que eu consegui pensar, pelo menos naquele momento. Ela pareceu não perceber quem eu realmente era. Ela sorriu, por mais leve que tenha sido, e ela foi gentil.

-Ah... Sirius... –James falou, sem saber o que mais dizer.

-E vocês precisavam ouvir as palavras dela. –Sirius continuou, sem ouvir o amigo –Quanta tristeza e quanta dúvida ela tem. Ela disse que ela é Escura, que é Trevas. E por mais que eu não vá com a cara dela e não confie nela, esse é o tipo de coisa que você não quer ouvir. Dá uma agonia só de lembrar dela falando isso.

Sirius parou de falar e nenhum dos amigos dele ousou dizer nada. Eles passaram alguns segundos em silêncio, até que Peter, Remus e James começaram a trocar olhares.

Quando os dois outros marotos olharam para Peter esse apenas deu de ombros. Então Remus lançou um olhar fixo para James e fez um gesto com a cabeça na direção de Sirius. James fez imediatamente que não com a cabeça e apontou para Remus.

Remus por fim revirou os olhos e bufou.

-Sirius... –ele começou com calma –Já está mais do que na hora de você admitir que não odeia a Ester. Não! –Remus falou firme, ao ver que Sirius estava a ponto de protestar –Eu não estou falando que você a ama, ou que você quer passar o resto da sua vida com ela. Eu só estou dizendo que você não é nem de longe tão indiferente a ela como você era antes.

Sirius abriu a boca, mas nenhum protesto saiu dali.

-Já ta na hora de você admitir, Sirius, que alguma coisa mudou. Que esse ano está diferente. Que você não odeia a Ester. Mesmo porque você sequer tem motivos pra fazer isso. Ela não é uma má pessoa, apesar de ser assustadora ocasionalmente, mas a Lily também é e o James gosta dela mesmo assim.

-Ei! –James protestou, inconformado.

-O que nós queremos dizer é que você não precisa amar a Ester, mas também não precisa odiá-la. –Peter cortou.

Sirius suspirou fundo.

-E que... –ele respirou fundo –É estranho. Eu tenho um certo... Receio de me aproximar dela. –ele admitiu.

-De se aproximar de quem? –Clark perguntou, entrando no quarto.

XxX

-Por que você está tão quietinha, Elizabeth? –Lucianne perguntou curiosa, olhando a amiga.

Elizabeth tinha o olhar fixo em Michael que brincava no tapete, apesar de parecer que ela não o via realmente.

-Eu estou com uma suspeita... –ela falou, a voz baixa.

-Que seria? –Evangeline perguntou curiosa.

-De que o Black me enrolou. –ela falou por fim.

As três amigas olharam para ela em choque.

-Como um ser acéfalo como ele conseguiu essa proeza? –Lily perguntou, parecendo não convencida.

-Bom, lembram-se de que eu disse que encontrei um cachorro la fora?

As amigas fizeram que sim com a cabeça.

-Eu acho que era a forma animaga do Black.

-Mas você não teria percebido que era ele, por baixo da forma animaga? –Lucianne perguntou confusa.

-Eu também achava que sim, mas eu nunca tinha realmente encontrado um animago. Talvez as essências sejam diferentes e por isso eu não tenha percebido. –a morena falou pensativa.

-Algum problema com isso? –Lucianne perguntou maliciosa.

-Claro que sim. –Lily falou como se fosse óbvio –Ela gosta de animais, ela deve ter sido toda boazinha com o totó e agora ta arrependida porque pode ser que seja o Black e ele agora sabe que ela tem um coração.

-Calem a boca. –Elizabeth falou, revirando os olhos.

-E qual o problema se o Black souber que você é uma boa garota? –Lucianne quis saber.

-O problema não é esse. –Elizabeth admitiu.

-Então qual é? –Evangeline perguntou, meio entediada.

-Eu preciso contar para vocês, uma coisa que aconteceu no Halloween...

XxX

-De quem o Sirius tem receio de se aproximar? –Clark perguntou, parecendo obviamente divertido pela idéia.

-Oi Clark! –James falou, tentando esconder o nervosismo –Quando você chegou?

-Não faz cinco minutos. –o outro Potter respondeu –E ai? Quem é a pessoa?

-A Lily. –Sirius falou como se fosse óbvio.

Os outros Marotos olharam para ele em choque.

-A senhorita Evans? –Clark perguntou confuso –Ela parece um doce...

-Dá pra ver que você não conhece a Evans direito, Clark. –Sirius falou com um sorriso maroto –Tenta estudar com ela por alguns anos na mesma escola e fazer ela alvo de suas peças. A menina é um perigo.

Clark riu suavemente.

-É que como o James pretende conquistar a Lily nós queremos todos nos dar bem com ela. –Remus emendou, já recuperado do choque inicial –Mas ela e o Sirius não são la muito chegados...

-A ruiva é psicótica! –Sirius falou, revirando os olhos –Se o Clark conhecesse ela como nós conhecemos eu tenho certeza de que ele também teria medo dela.

Clark acabou rindo.

-Mas o James não tem medo dela. –ele provocou.

-O James é um mané apaixonado. –Sirius deu de ombros –A opinião dele não conta.

Todos riram, menos James.

-Muito engraçado, Almofadinhas. –o moreno falou, meio mal-humorado –Mas acho bom você começar a se dar bem com ela logo, afinal você vai ser o padrinho do nosso casamento e do nosso primeiro filho.

Clark revirou os olhos.

-Eu acho que o James está um pouco a frente de todos nós.

-Um pouco? –Peter perguntou incrédulo –Ele já sabe até o nome dos filhos dele e que cor vai ser a casa que eles vão comprar.

James corou constrangido, enquanto Clark rolava de tanta risada.

-Eu só... Penso no meu futuro. –o maroto tentou se justificar.

-Certíssimo você, James. –Clark falou divertido.

XxX

-Ah-meu-deus! –Lucianne falou claramente em choque.

-Ai ai ai ai! –Lily exclamou, também chocada.

-Eu não acredito! –Evangeline concluiu por fim.

-Podem acreditar. –Elizabeth falou tranqüila –Foi com o Black que eu dormi aquela noite.

-Ah meu deus! –Lucianne falou, dessa vez com um enorme sorriso malicioso –Ele é tão bom quanto dizem? –ela perguntou curiosa.

-LUCIANNE! –Evangeline e Lily bronquearam ao mesmo tempo.

-O que? –a Lufa perguntou com um falso sorriso inocente.

-Eu não acredito nisso. –Evangeline falou.

-Você já disse isso, Evangeline. –Elizabeth falou calmamente –E não sei porque tanto barulho.

-Por que de todos os homens naquela escola tinha que ser justo o Black? –Lily perguntou em choque.

-Porque ele era novidade e fácil. –Elizabeth falou, como se isso explicasse tudo.

As três amigas olharam para ela em choque.

-Pelo bem da minha sanidade eu vou fingir que não ouvi isso. –Lily decidiu por fim.

-E você sabia que era ele, desde o começo? –Evangeline quis saber.

-Sabia. –Elizabeth admitiu –Eu acho que ele não sabia que era eu, e eu pretendo que continue assim. –ela avisou.

-Claro, como se eu fosse sair daqui, ir até o Black e falar: "Ei fiquei sabendo de você e da Elizabeth no Halloween. Pegador hein?" –Lily falou irônica.

-Ta engraçadinha, né Evans? –Elizabeth provocou.

-De qualquer jeito... –Evangeline cortou –O que você pretende fazer agora?

-Nada. –Elizabeth respondeu com simplicidade.

-Nada? –as outras repetiram incrédulas.

-Exato. –a morena afirmou tranqüila –Eu faço o que eu quero e o Black não tem nada a ver com isso.

-Meio estranho de se afirmar considerando que ele teve um grande envolvimento nisso. –Lucianne comentou divertida.

-Vocês estão todas cheias de amor para dar né? –Elizabeth falou irônica –Por que vocês não vão procurar os meninos e gastar um pouco desses hormônios?

-Opa, eu ouvi direito? –James falou, colocando a cabeça para dentro do quarto –Vocês querem gastar hormônios com a gente?

-Só nos seus sonhos, Potter. –Lily falou revirando os olhos.

-Nos meus sonhos, todas as noites, lírio. –James falou, piscando para a ruiva, que corou intensamente.

-Fora assediar a Lily você tem algum propósito vindo aqui, James? –Evangeline perguntou revirando os olhos.

-Visita pra vocês. –ele falou abrindo a porta para que Clark pudesse passar.

-Olá meninas. –Clark falou sorrindo.

-Clark! –as meninas falaram animadas.

-Cark! –Michael falou animado, levantando-se de seu lugar no chão e correndo até o rapaz.

-Fala grandão! –Clark falou animado, pegando o garoto no colo -Como você está?

-Bem. –o menino respondeu sorrindo –Você tem doce?

-Michael! –Elizabeth chamou a atenção do pequeno, mas Clark apenas riu.

-Sempre. –o rapaz falou para Michael, entregando a ele algum tipo de chocolate, antes de colocá-lo no chão –E vocês meninas, como estão?

-Muito melhor, agora que nós temos mais um homem bonito pra olhar. –Lucianne comentou rindo.

-Lucy! –Peter bronqueou.

-E você é certamente o numero um da minha lista, meu amor. –ela falou piscando para o namorado que apenas revirou os olhos.

-E você, Lily? –Clark sorriu para a ruiva –Fiquei sabendo que seu casamento já está totalmente planejado.

-Nem me fale. –Lily suspirou –Ninguém pediu minha opinião no assunto.

-Claro que pedimos. –Sirius falou em falsa ofensa –Nós perguntamos se você queria um buquê de rosas ou de lírios. Você que não quis responder.

A ruiva lançou um olhar assassino a Sirius.

-Eu falei que ela sabia ser assustadora. –Sirius falou para Clark.

-Não fala assim, Almofadinhas! –James bronqueou –Ela só é assim porque você provoca.

Todos lançaram olhares chocados para James.

-O que? –ele perguntou desconfortável.

-James, você é um fofo e quando você e a Lily casarem eu quero estar na primeira fila! –Lucianne falou animada.

James deu um pequeno sorriso.

-Não seja boba, Lu. –Lily falou revirando os olhos –O dia que eu casar você vai ser madrinha.

Todos olharam em choque para Lily, que só percebeu tarde demais que ela não tinha negado que ia se casar com James. A ruiva imediatamente levou as mãos a boca.

-AH! –Lucianne gritou animada.

-Eu sabia! –Remus comemorou.

-Ah Lily! –James abraçou a ruiva e levantou-a do chão, rodando ela no ar –Eu sabia que você ia aceitar.

-Ei pode parar por ai! –a ruiva protestou, batendo nos ombros de James –Eu não disse que ia casar com você.

-Mas também não disse que não. –James comemorou, ainda abraçando ela.

-É, o Potter tem um ponto. –Evangeline cedeu.

-Evangeline! Você devia estar do meu lado! –a ruiva choramingou.

-Eu só estou atestando um fato. –a corvinal falou, com um pequeno sorriso maldoso.

-Ah é? Eu vou atestar um fato pra você também! –Lily falou mal-humorada –Você e o Black estão parados debaixo de um azevinho.

A sala inteira caiu num silêncio chocado e todos os olhares viraram-se para Evangeline e Sirius.

A morena olhou para cima e viu que realmente estava embaixo de um ramo de azevinho. Então ela olhou para o lado. É, Black realmente estava do lado dela.

Todos olharam para os dois em expectativa. Lucianne e Elizabeth com sorrisos maldosos no rosto.

-Bom... –Sirius falou espreguiçando-se –O que nós não fazemos por tradições natalinas, né?

-Black, nem sonhe com isso. –Evangeline avisou.

-Oras, vamos la, Lionel. –ele falou com um sorriso maroto –Não custa nada.

-Ah custa demais. –ela falou dando um passo para trás, mas percebendo que estava presa entre um sofá e Sirius.

-Almofadinhas, deixa ela em paz. –Remus pediu.

-Por que Aluado? –Sirius provocou –Algum motivo em especial?

Remus corou, mas se recusou a perder a compostura.

-Ela não está interessada –ele falou por fim.

James arqueou a sobrancelha, claramente divertido.

-Só por isso, Reminho? –ele provocou.

Remus lançou um olhar assassino ao amigo.

-É! –ele afirmou.

-Beija logo ela, Sirius. –James encorajou.

-Potter! –Evangeline bronqueou.

-Vai Evy. –Lucianne falou rindo –Um beijinho não mata ninguém.

-Eu não quero nem... –Evangeline foi cortada quando os lábios de Sirius colaram nos dela.

Ela sentiu uma onda de calor que durou... Dois segundos. Então ela tateou cegamente até achar uma almofada e acertar com toda a força na cabeça de Sirius.

-Ai! –Sirius reclamou se afastando dela.

-Isso é pra você aprender a não beijar garotas a força! –ela falou irritada.

Remus não conseguiu conter um sorriso extremamente satisfeito.

-Ai que menina nervosa... –Sirius falou revirando os olhos.

-Agora que o show já terminou... –Elizabeth falou entediada –O que nós podemos fazer?

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-Aqui, Evy! Aqui! –Michael gritou animado.

Com um movimento simples de varinha Evangeline transformou a montanha de neve que o pequeno estava apontando em um perfeito boneco de neve.

-Oba! –ele gritou animado.

-Ei Evy! –Lucianne chamou.

-O que... –Evangeline virou-se para encarar a amiga, mas foi atingida por uma bola de neve.

-Larga a mão de ser exibida. –Lucianne provocou com um sorriso.

-Agora você vai ver! –Evangeline falou irritada.

A morena corvinal correu atrás da amiga, enquanto as outras meninas riam.

Eles estavam no jardim da casa, brincando na neve. Bom, na verdade as meninas estavam brincando, enquanto os meninos estavam observando.

-Eu acho, Sirius, que você tem algum desejo de morrer. –Remus falou por entre os dentes, sem tirar os olhos da cena.

Sirius espreguiçou tranqüilamente.

-Não sei do que você está falando. –o moreno falou em meio a um bocejo.

Remus virou-se para ele com um olhar fulminante.

-Claro que você sabe. –o maroto acusou.

-Você fala de ter beijado uma garota perfeitamente solteira e atraente? –Sirius, provocou.

Remus soltou um som muito parecido com um rosnado.

-Ou! Quem soltou os cachorros ai? –James perguntou rindo de leve –Calma la os dois, ou vocês vão ficar sem ossinho depois do jantar.

-Cala a boca, James. –Remus resmungou, voltando a ver as meninas brincando com Michael.

-Eu perdi alguma coisa? –Clark quis saber.

-Ah só o Aluado bravo porque o Sirius beijou a Evangeline. –Peter explicou calmamente.

-Eu vi o Sirius beijando a Evy. –Clark lembrou –Só não entendi porque o Remus ta bravo.

-Ora, meu caro primo. –James falou com um sorriso maroto –O que mais deixa um cara irritado fora ver o melhor amigo beijando a garota dos seus sonhos?

Clark abriu um sorriso maroto também.

-Eu não sabia que você gostava da Evangeline, Remus. –o Potter mais velho provocou.

-Eu não gosto. –Remus afirmou categórico.

Os outros três marotos viraram para ele com olhares do mais puro deboche.

-Opa, espera ai. –James pediu –Acho que eu não ouvi direito.

-Não gosta dela? –Peter repetiu –Certeza? Não quer mudar a frase não?

-Quem foi que agarrou a dita cuja no meio de uma discussão? –Sirius perguntou.

-E ficou se agarrando com ela numa festa de máscaras? –James insistiu.

-Quem morre de ciúme do Linch, de todas as pessoas daquela escola? –Peter perguntou.

-E agüentou a morena mala bêbada? –Sirius reforçou.

-E que acha lindo o fato de ela ser vidente? –James continuou.

-E acima de tudo: quem bolou um plano para ela vir pra cá passar o Natal perto da gente? –Peter terminou com um sorriso vitorioso.

Remus ficou calado, mas se recusou a parecer constrangido.

-Então, diante do silêncio do acusado eu só posso considerar esse caso fechado e esclarecido. –Clark concluiu com um sorriso maroto.

-Clark, não ajuda eles! –Remus falou levemente irritado.

-Eu só estou aqui para analisar friamente os fatos, Remus. –Clark falou, lançando a Remus um olhar que pedia desculpas –E no caso todas as evidencias estão contra você.

-Obrigado pelo apoio moral. –Remus falou irônico, revirando os olhos.

-A disposição. –Clark respondeu tranqüilo, como se Remus tivesse sido sincero.

Remus abriu a boca para retrucar, mas uma bola de neve atingiu-o em cheio no rosto.

-Ei seus chatos! –Lucianne gritou, animada –Vocês vieram só pra ficar olhando ou vocês vão fazer alguma coisa hein? –ela desafiou.

-Ah você disse todas as palavras erradas, Lutter! –Sirius falou com um sorriso cruel no rosto.

-Ta na hora de mostrar pra elas quem manda! –James falou, igualmente divertido.

-Opa... –Michael falou olhando para os meninos.

E foi assim que a maior guerra de neve da história da mansão Potter começou.

XxX

Amanhã tem mais!!!!