Solitaire IV
Save me

DB

Ao ver Draco deixar a delegacia, decidido, não hesitou em correr atrás dele, abandonando Harry falando sozinho.

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Caminhou até o carro, que felizmente os policiais tinham rebocado até ali, mas antes que pudesse girar a chave e entrar, ouviu uma voz familiar chamar seu nome.

Virou-se e deu de cara com Ginny, que o olhava aflita.

- O que você quer? – perguntou, ríspido.

- Aonde você vai?

- O que você acha? Embora, é claro.

- Vai me deixar aqui?

Draco deu uma risada sarcástica.

- É melhor você voltar pra casa, Ginny.

- Não! – exclamou ela.

- Larga de ser cabeça dura. Não foi o suficiente tudo que acabou de acontecer? – disse ele. – Estou horas preso nessa droga de delegacia enquanto tem uma criatura solta lá fora, atacando pessoas – apontou para o caminho que levava à floresta. – Ou você acha que esses uivos são normais? É noite de lua cheia.

Dito isso, virou-se para abrir o carro.

- Eu salvei sua vida!

- E eu salvei a sua – disse, entrando e sentando. – Estamos quites.

Lançando um último olhar ao rosto sujo e incrédulo de Ginny, pisou no acelerador, dando a ré rapidamente, antes de pegar a estrada atrás do lobisomem que estava a solta.

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A neblina comprimia as janelas da pick up de Harry. Não sentia vontade de dizer nada. Olhava para fora, vendo a paisagem passar.

Ele resolveu ligar o rádio, mas só conseguiu estática.

Ouviu-o bufar.

- Como você está? – perguntou ele.

Não respondeu.

- Ginny, por favor...

- O quê, Harry?

- É melhor pararmos num motel para passar a noite – disse. – Você precisa de um banho.

Ginny deu de ombros.

- Eu prometi que te traria de volta.

Não sabia o que dizer para ele. Não queriavoltar.

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Carregou sua pistola com balas de prata e a colocou no banco do carona. Sentiu um vazio inexplicável ao ver aquele lugar vazio.

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Tudo lá fora era escuro e neblina. Estavam na estrada, longe da cidade e a mata ali perto era extensa. Ouviu novamente um uivo novamente, fazendo seu coração descompassar num momento. Olhou tudo à sua volta.

- O que houve? – perguntou ele.

- Acho melhor voltarmos – disse.

- Tem um motel daqui a alguns quilômetros.

- Harry, dê a volta.

- O que houve, Ginny? – ele perguntou alarmado.

De repente, um vulto passou rapidamente na frente do carro, fazendo Harry pisar no freio com força.

- O que foi aquilo?

- Dá ré – insistiu Ginny, olhos fixos onde o vulto tinha sumido.

- O que é aquilo?

Algo vinha da direção deles, rapidamente.

- HARRY, DÁ A RÉ!

Ele finalmente obedeceu, mas não foi rápido o suficiente, uma sombra corpulenta tinha pulado e amassado a frente do carro.

- O que di-

Harry não conseguiu terminar a frase. Ginny encarou os olhos amarelos da criatura, sentindo o medo tomar conta. O monstro quebrou o vidro do carro, fazendo os dois gritarem, enquanto o carro continuava a ir para trás desgovernado.

Foi então que uma luz apareceu, contra eles. Espiou pelo lado e viu que um carro vinha na direção deles. Era Draco. Viu ele tirar uma pistola brilhante para fora do vidro.

- ABAIXE-SE!

Um tiro. Harry perdeu o controle do carro. O lobisomem guinchou. Mais um tiro.

O carro bateu num árvore, no inicio da floresta. O monstro tinha ido embora.

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Correu até o carro, que estava bem destruído. Havia sangue no capo amassado e o vidro estava quebrado. Um pânico silencioso tinha se apoderado dele quando percebeu que era Ginny no banco do carona. Ela estava desmaiada.

Apressou-se em tirá-la dali. O homem de cabelos negros também estava desmaiado.

Carregou o corpo dela até o próprio carro, deitando-a no banco do carona.

- Pare aí.

O barulho familiar de uma shotgun pronta pra atirar o alertou. Virou-se e encarou os olhos verdes do homem que apontava direto para seu peito. Ele tinha machucado a cabeça, pois sangue escorria pelo lado esquerdo de seu rosto, até o pescoço.

Levantou as mãos, mostrando que estava desarmado.

- Traga ela de volta aqui.