Chegada em Tortuga
Após algum tempo e uma viagem tranqüila o Venus chegou a Tortuga, antes mesmo de chegar ao porto visualizaram um grande navio de velas negras, toda a tripulação sabia qual era o navio e o que significava.
- Capitão o Pérola Negra esta se preparando para zarpar, talvez se diminuirmos a velocidade conseguiremos ancorar depois de sua partida e o menino ficar com a gente mais um pouco, o que o senhor acha da idéia?- Perguntou Smith pedindo apoio com o olhar para Jim.
- É uma boa idéia capitão. – Disse Jim dando forças, pois além de querer que o Jensen ficasse não gostava de saber que ele iria viver com Barbossa, que tinha uma fama tão ruim até para um pirata.
- Por mim o garoto ficava, mas não é justo, ele tem esse direito. Manobra para atracação Jim.
- Manobras para atracação. – Gritou Jim repassando a ordem do capitão.
Os homens estavam mais lentos que o normal, mas o capitão não reclamou.
- Capitão! Capitão! – Vinha um alegre Jensen correndo pelo convés. – O Pérola. Vou encontrar meu pai. - Estava tão feliz que não percebeu a tristeza em sua volta.
- Eles estão de partida, talvez não de tempo para alcançá-lo, caso isso ocorra você fica aqui no Venus até a próxima oportunidade. Ok?
- Vai dar tudo certo.
Assim que o Venus atracou antes de colocarem a rampa, Jensen pulou para o porto, ia sair correndo em direção ao lugar que o Perola estava ancorado, quando voltou para o Venus, abraçou e beijou o capitão agradecendo por tudo, fez o mesmo com o Jim, Misha, e com Smith dizendo que aquele abraço era para todos na tripulação e explicou o motivo de não se despedir um por um, e isso tudo muito rápido.
Quando chegou ao Perola, estavam recolhendo a rampa de embarque.
- Pai! Capitão Jack! - Gritou, Jensen acenava com alegria para um Barbossa surpreso.
- Essa menina é filha de quem? – Perguntou um dos homens dando gargalhada e sendo acompanhado pelos outros.
- Pai! Sou eu Jenny
- O que você quer menina, onde esta tua mãe é lá o teu lugar! – Disse Barbossa reconhecendo levemente as feições que lembravam ser de uma menina, sua filha.
- Não sou uma menina, sou um menino! E vim para ficar com o senhor e ser um grande pirata.
Toda a tripulação riu, e jogaram piadas por causa de seus modos afetados.
- Eu sempre achei sua filha uma menina estranha- falou o capitão Jack; - E agora que é um menino continua estranho.
-Menino ou menina não interessa teu lugar não é aqui, volta para tua mãe.
- Mas naquela noite o senhor não tinha ido me buscar para ser um verdadeiro homem se eu fosse um menino? Então eu sou um menino!- Falou Jensen chorando,
- Não sei o que tua mãe fez contigo, mas não tem lugar para fragilidades, não consegues nem segurar uma lagrima, vai embora, teu lugar não é aqui entre homens de verdade. Fora daqui. – E Empurrou Jensen para fora do navio.
- Não me olhes garoto, por mim você viria, mas não me meto em briga de família. – Disse Jack a perceber o olhar de Jensen. E Barbossa dê a espada ao garoto, afinal não era para seu filho homem, querendo ou não ele é seu filho e apesar de não aparecer muito, também é homem.
- Mas...
- De ao garoto, vai fazer bonito nos salões da corte.
- Suma daqui e não me procure mais. – Disse Barbossa jogando a espada para Jensen, que a pegou e ficou parado no mesmo lugar do porto até o Perola desatracar e seguir viaje.
Com a partida do Perola. Jensen por algum tempo, horas, minutos, segundos ele não lembra, ficou perdido, desorientado sem saber o que fazer voltar para casa estava fora de cogitação, então resolveu voltar para o Venus e fazer parte oficialmente a tripulação.
No Venus, os homens virão quando o Perola passou.
- Espero que Barbossa saiba o filho que tem! – Comentou o capitão Ackles.
- Acho que não sabe e nem vai descobrir. – Disse Jim batendo levemente no ombro do capitão, mostrando Jensen desolado em pé na prancha de embarque. Com um aceno de cabeça deu permissão para ele vim a bordo.
Os homens pararam de trabalhar ao perceberem sua chegada.
- Senhor! Gostaria de fazer parte permanentemente de sua tripulação. – Falou Jensen ao se aproximar do capitão, mas sua voz saiu tão baixa que quase não pode ser ouvida.
- Vamos conversar em meu camarote.
Quando entraram no camarote, o capitão fechou a porta e segurou Jensen pelos ombros o obrigando-o a encará-lo e viu tanta dor que o abraçou fortemente acariciando e beijando seus cabelos, enquanto o corpo de Jensen tremia de tanto chorar.
- Calma meu filho vai dar tudo certo! – O capitão o fez deitar e ficou com ele até adormecer exausto sempre o consolando.
No convés os homens esperavam notícias, afinal o Jensen se tornara uma espécie de mascote,
- Ele vai ficar, será parte de nossa tripulação! O desgraçado do Barbossa o rejeitou como filho. Estou feliz, mas estou triste, pois o garoto esta sofrendo muito espero que ele se recupere desse trauma.
- Vamos ajudá-lo, foi à melhor coisa que Barbossa fez por ele. - Disse Jim e que foi apoiado pelos outros que ali estavam.
Ao anoitecer Jensen acordou e se encaminhou para o convés encontrando o capitão sentado sobre o comando, enquanto alguns homens estavam jantando, os trabalhos no navio estavam parados, momentos raros, pois sempre tinha muito serviço para se fazer.
- Hei garoto sobe aqui! – Jensen subiu e sentou ao lado do capitão. – Gostaria de saber o que aconteceu se você estiver em condições de falar.
Jensen estremeceu.
- Esta com frio.
- Não senhor. – Encolhendo as pernas e apoiando a cabeça no joelho, contou toda a sua história desde a descoberta de que era um menino, até o encontro com o seu pai naquele dia. Durante todo o tempo lágrimas silenciosas escorriam por seu rosto. Quando terminou o capitão chamou Ruffus, o cozinheiro, e pediu um prato de comida mesmo contra os protestos de Jensen.
- Olha garoto! Se você comer tudo te darei o alimento dos deuses. – Disse Ruffus ao lhe entregar o prato de comida. Mesmo sem vontade Jensen começou a comer e percebeu que estava com muita fome, quando terminou Ruffus colocou em sua mão um pedaço de chocolate e na outra um copo com uma bebida quente. Jensen provou um pedaço nunca tinha comido algo tão delicioso e suspirou de prazer, e tomou o liquido que estava quente e delicioso.
- E ai garoto como você esta?- Disse Cliff sentando ao seu lado e aproveitando que o capitão estava conversando com o Ruffus colocou rum no copo de Jensen. Dizendo que ia ficar mais gostoso e nessa gostosura ele ficou completamente porre, passou por todos os estágios ficou alegre, cantou, dançou e por final chorou, quando acordo uma ressaca que não pode ver comida durante todo um dia, foi o primeiro e ultimo porre.
Fim do Flash back.
No convés do Colibri
- Desgraçado! Filho de uma cachorra pirenta.
A voz irritada do Jim Beaver o tirou de suas lembranças.
