Teresa Lisbon
Seu cheiro de chá, doce e relaxante; seus olhos azuis... Oh Deus, estávamos tão próximos um do outro! Ele é tão gentil comigo. A música que tocava era perfeita, mas quando ouvi a última frase e considerei a minha situação: dançando com o homem que gostava de mim e eu dele, desviei meu olhar dos olhos dele, envergonhada, e com medo. Eu não podia tomar nenhuma decisão assim sem antes recuperar minha memória.
– Olhe nos meus olhos Teresa – ele disse tocando delicadamente meu queixo.
– Me desculpe Patrick... – estava tão emotiva que meus olhos se encheram de lágrimas pelo o que eu ia dizer – Eu não posso... – eu me afastei um pouco dele e retirei minhas mãos que estavam em volta do seu pescoço, e ele, vendo que eu acabaria fugindo, segurou-as.
– Não pode o que?
– Isso... Nós!
– Por quê?
– Eu preciso recuperar minha memória antes... – neste momento uma das lágrimas que enchiam meus olhos desceu pelo meu rosto.
Eu não esperei para ver a reação dele, pois agora mais lágrimas caíam de meus olhos deslizando pelo meu rosto. Precisei sair dali correndo. Chamei o primeiro taxi que vi e pedi que ele me mandasse para casa.
Chegando em casa, ainda com os olhos vermelhos, coloquei um pijama confortável, me sentei no sofá, abracei as minhas pernas e soltei todas as lágrimas que eu contive dentro do taxi.
Chorei tanto que acabei adormecendo no sofá, não por muito tempo. Uns quinze ou vinte minutos talvez. Até que a campainha me acordou.
Eu me arrependi por não ter olhado pelo olho-mágico para ver quem era, pois quando abri a porta, lá estava Patrick Jane... Com os olhos inchados e vermelhos. Acho que eu não fui a única a chorar afinal.
– O que você faz aqui? – eu perguntei
– Teresa, eu sei que é importante para você que você tenha sua memória de volta, e se for preciso esperar até lá, eu esperarei, mas... Quero que pense novamente sobre nós... Eu... Eu te amo Teresa!
Por essa eu não esperava. Fiquei surpresa. Um misto de medo e alegria, um sentimento confuso. Ainda assim, eu queria recuperar minha memória antes... Eutinha que recuperar minha memória antes, mas se eu dissesse isso a ele, ele encontraria milhares de argumentos para me convencer de que eu não precisava. E essa é uma decisão que eu tinha que tomar sozinha. Uma decisão às cegas, porque eu ainda não me lembro de nada!
– Eu... Eu vou pensar a respeito. Tudo bem?
Ele balançou a cabeça de forma positiva, caminhou a distância que nos separava e me deu um beijo no rosto.
Como pode alguém ser assim tão doce?
Com isso ele foi embora, e eu fiquei sozinha de novo. Fui para o meu quarto, deitei, dormi e tive os mais belos sonhos com o loiro mais charmoso e encantador que me lembro ter conhecido: Patrick Jane.
Grace Van Pelt
O dia já estava quase ao fim, mas ainda havia muitas coisas para serem feitas. Depois de uns trinta minutos pesquisando sobre os pais biológicos de Melanie, eu consegui descobrir quem eram, qual era a empresa que James disse que eles possuíam, e também qual foi a causa da morte... O que na verdade era para Wayne ter feito. Olho para a mesa dele, mas ele não está lá...
Pensando bem, eu não vejo o Wayne aqui no escritório já faz tempo... Depois que saímos da sala de interrogatório, eu vi Cho conversando com ele, mas depois disso... Nada!
Levanto da minha mesa para procurar o Cho e dar as novas informações sobre o caso, mas eu também não consigo encontrá-lo. Aonde será que eles estão?
Ligo no celular dos dois, mas cai na caixa postal direto...
Estava quase entrando em desespero quando vi os dois saírem do elevador.
– Onde vocês estavam?
– Como assim "onde estávamos"? – disse Cho. Ele estava sério e Rigsby, ao seu lado, tentava esconder alguma coisa atrás de si... Parecia uma sacola – Estávamos pedindo um mandado para revistar as contas da empresa e pessoal do sr. e sra. Lewis.
– Hum... – o que será que esses dois estão aprontando? Está na cara que eles estão mentindo, até porque não precisávamos olhar as contas deles - Eu encontrei o que me pediu... Os pais biológicos, sr. e sra. Parker, eram donos de uma empresa de contabilidade, a "Parker Accounting" e...
– Espera! – Wayne me interrompeu – essa não é a empresa que os sr. Lewis trabalha? – chequei os arquivos que estavam em minhas mãos
– É sim...
– Descobriu com quem ficará a herança agora que Melanie morreu?
– Com os pais adotivos.
– E a causa do acidente?
– O freio do carro estava danificado, foi cortado...
– Rigsby, ponha o sr. e sra. Lewis em salas separadas. – disse Cho
Prévia do próximo capítulo:
"(Jane) Entrei gritando seu nome, mas ela também não me respondeu. Subia as escadas e fui até seu quarto, mas ela não estava lá também. Sua cama estava bagunçada ainda, mas ela não estava lá! Não estava em lugar nenhum. Liguei para ela, mas o celular dela estava fora de área ou dava caixa postal."
