DISCLAIMER: Ai pessoas, 2010 chegou, eu não ganhei na mega-sena e não pude comprar os direitos sobre estes personagens... Então, só me resta chorar e dizer-lhes, mais uma vez, que estes personagens não me pertencem!
AmandaBBC: lovaa, poiseeh, a Lucy eh ótima atriz...ela bem q podia pensar nessa profissão!kkkkkkkkkkkkkkkkk =) e o Rox se dah bem com a sogra neeh?! Que Mara isso, ele ter descoberto os papis da Madge...qto ao (s) bebê (s), não posso garantir nada, mas (a princípio) não tenho aborto nos meus planos... o.O bjinhoS linda, feliz 2010!!!
Jéssica: o quêêê? Tu, com pena da Madge? =O eu devo ter me superado meeeesmo..kkkk siiim, e o Ned "verde" qse vomitou na Jess..kkkkkk soh rindo msm! bjoS flor, feliz 2010!
Sophie: oi minha linda! Nem me fala da Lucy, nuss, vai ser má assim lah na Inglaterra!!!kkkkkkk acho q sobra alguma coisa sim da Madge pros papis dela... eu disse ACHO hein?! Ah, o Summ e o Chall, junto com o resto da gangue, tão chegandoO!!!rsrsrsrsrsrs bjos linda, feliz 2010!
NinaMakea: feliz ano novo pra ti tbm flor! Que bom que gostastes do cap... aqui tem mais, como pedistes!!! bjoS
Anne: eu não to te enrolandoo!!!kkkkkkk qto a tu desidratar, bem, se tu chora fácil, eu te aconselharia a preparar uma caixa de lencinhos pq daqui pra frente tem mta emoção!!! (e violência gratuita, e sangue e vísceras...o.O)...bjinhOs flor, feliz 2010!
Lady Jeh: lovinhaa linda!!! Nem falaa, beijar a Madge e depois a sapa da Lucy???tadiin, tomara q não fique com verruga!!!kkkkkkkkkkkk Ah, o Dieter não eh nd perto dos outros "amiguinhos" dela q eu criei em minha mente diabólica!huahuahuahua [risada maligna...]siim, o Conde ficou com ciúme sim, magiiina, ver um gostosão como o Rox abraçando a mulher dele?! Aff! Qlqr um ficaria!!hehe =] bjoS linda, feliz 2010!
Luuuuuuu: babyyy!!! Oun, amei o teu scrap no Orkut!!! Ouun, *.* meigoo da tua parte se preocupar assim =D por isso q eu te amoOo!!! Hehe imagina a Madge descendo o braço na "desbotada"? nuss, q cena linda!!! \o/ não sei se vou matar o(s) bebê(s) da Madge... mas aborto não vai ter EU GARANTO!!! bjOs lindaa, feliz 2010 (dnv!).
Raphaela Blakely: ok, ok não discuto mais cntg...hehehehehe q bom q tu gostas tanto assim da fic! =D qto à Lucy enganar o Rox, bom ela tah se esforçando neeh? Mas acho q no cap 12 ele vai pra Alemanha e a Lucy será esquecida... \o/ bjoS floR, feliz 2010!
Marguerrite: meOdeOs, que lova mais estressada!!! Não me briga, nem me ameaça que não vai mais dexá review, senão eu choro... :'( eu demoro pra posta pq to sem PC, mas agora (se todo der certo) meu vizinho vai pra praia e eu vou ficar de caseira akee, daí tenho PC liberadoo!!\o/ a Madge não vai perder o baby, se acalma mulheer! Hehe... bjos linda, feliz 2010!!!
Lady K: Lovaaa másteer... Afff! Siiim cara, a Lucy se faz muitoo, pq de sonsa ela não tem nem os cabelos... galinha de macumba??? *ameeei* =] que bom q gostates da revelação... *.* amoO tu lova, e akee tah o 11!!! bjinhOs e feliz 2010 neeh!
Luanaa: lovaa, nem foi tanta maldade assim... mas eu as pouparei do sofrimento de ver" a Madge ser torturada, eu não escrevi as "sessõezinha" pelas quais ela passou, deixo isso pra imaginação de vcs...kkkkkkkk ah, e TODOS odeiam a Lucy, não eh soh tu naao...kkkkkk bjOS flor, feliz 2010!
KIO: oiee! Ainda não defini o destino da Lucy, mas deve ser algo beeem interessante... =S ah, os papis da Madge são lindoOs mesmo... amoO =) ahh, Rox e Madge no prox cap provavelmentee!!hehehe bjinhos linda, feliz 2010!
Aline MAaguerite: bem-vinda flor... que bom que estás gostando... aqui está mais um cap!!! bjinhOs, feliz 2010!
Amanda: oie flor, bem vinda! É sempre bom saber que tem mais gente curtindo a fic (ainda mais qdo amam Rox e Madge!!!hehehe)... bjOS flor, feliz 2010!
Meninas lindas preferidaaas, mil perdões pela demora, mas uma série de fatores contribuiu para que eu não pudesse sequer digitar o capítulo o.O!!! Prometo que me esforçarei por não atrasar tanto os posts daqui pra frente! Por favor, me perdoem... [cara de cachorrinho que caiu da mudança!]
Capítulo 11 – Nossa Pequena Missão de Resgate
- É uma cidade bonita, não?- perguntou Malone à noiva, quando eles entraram no café onde se encontrariam com Challenger e Summerlee.
- É, mas as pessoas não parecem muito felizes.- comentou a loira.- Pelo menos a maioria delas não parece...
- É por causa de Versalhes. Penso que os alemães não esquecerão tão cedo os termos daquele tratado.
Antes que Verônica ou Jessie respondessem, dois homens se aproximaram da mesa em que os três estavam.
- George!- exclamou Jessie, levantando-se para abraçar o marido.
- Jess.- ele deu um beijo na testa da esposa.- Malone, Verônica, que bom vê-los.
- Summerlee, Challenger.- cumprimentaram o jornalista e a noiva.
Todos se acomodaram em volta da mesa e fizeram seus pedidos ao garçom.
- Então, novidades sobre Marguerite?- questionou Verônica.
- Não, há dias que não temos notícias dela e isso é inquietante.- começou Summerlee.- Ela não apareceu no hotel e nem em lugar algum desde que vocês chegaram à Europa.
- Como assim? Ela não viajou? Ela não pode ter simplesmente desaparecido.
- Eu sei Malone, mas parce que foi exatamente isso o que aconteceu.
Jessie, que permanecera calada até então, finalmente se manifestou.
- A conta no hotel foi encerrada?- perguntou.
- Aparentemente não.- respondeu Challenger.
- Isso exclui a possibilidade de Marguerite ter viajado.- disse a si mesma. Então, se dirigindo à todos:- Ela está com problemas, certamente alguém a raptou, algum desses antigos desafetos dela.
- Bem, é possível...- comentou Summerlee.- Mas como poderemos descobrir qualquer coisa a esse respeito? Ela nem ao menos sabe que estamos aqui para tentar se comunicar conosco.
- Eu irei até o hotel e entrarei no quarto de Marguerite, quem sabe haja algo lá que nos ajude.
- Seria uma ótima idéia, não fosse por um detalhe:- começou Challenger.- como você pretende entrar no quarto dela sem que ela esteja lá?
- George, meu querido, pressupõe-se que ela tenha uma mãe, não?
- A senhorita Stürmann não se encontra. Aliás, há alguns dias que ela não aparece por aqui.
- Eu sei, por isso preciso entrar no quarto dela. Será que você pode me dar a chave, ou não?
- Mas...
- Santo Deus! Eu sou a mãe dela, tenho todo o direito de entrar naquele quarto!- berrou Jessie.- Chame o gerente! Vamos, chame!
Assustada, a recepcionista já não sabia o que fazer, até que o sub-gerente do hotel chegou.
- O que está havendo aqui?- perguntou.
- Essa, essa senhora... ela, ela...- começou a gaguejar a garota, mas a mulher a deteve com um gesto.
- Eu sou Madeline Stürmann, mãe de uma de suas hóspedes.- disse Jessie, absolutamente segura de si.- Anne Stürmann, minha filha, está desaparecida há alguns dias. Não recebo telefonemas, cartas, nada! Eu exijo que me deixem entrar no quarto em que ela está hospedada, ou então chamarei a polícia e entrarei com eles!
Assustado com a veemência dela, o sub-gerente, que era pouco mais que um rapazote, lançou um olhar feio à mocinha da recepção.
- Anabella, como pôde deixar a senhora Stürmann esperando?- ralhou ele.- Ela tem todo o direito de saber onde está a filha e, se para isso, precisa entrar no quarto da moça, não seremos nós que a deteremos!
"Vamos menina, dê a chave à ela."
Trêmula, Anabella entregou o chaveiro à Jessie.
- Humpf, obrigada!
A mulher rumou apressada para o elevador*, onde encontrou Verônica e Malone, que a esperavam.
- Prontos?- perguntou sorrindo, mostrando-lhes a chave.
O quarto estava impecavelmente arrumado quando os três entraram. Havia flores enfeitando a escrivaninha, o lixo fora retirado e a cama estava estendida.
- Céus! Se havia alguma coisa aqui, certamente já foi para fora, com o lixo!- disse Malone, desolado.
- Acalme-se meu caro jornalista, deve haver algo que possa nos ajudar.- retrucou Jessie.- Eu olho no banheiro, você fica com a escrivaninha e Verônica com as malas, pode ser?
Os dois acenaram que sim, e cada um foi para sua respectiva "área de ação".
- Phillip partiu para Berlim a noite passada.- dizia Catherine à Roxton, por telefone.- Estava furioso com o que você nos contou. Eu partirei logo após falar com o Chefe de Estado Maior do Exército Britânico, Lorde James.
- O que você quer com ele?- perguntou o homem.
- Quero que ele detenha essa insânia desse tal de Thorne.- respondeu.- Minha filha não é um pedaço de carne para ser atirada aos lobos!
- Você pensa que ele irá ouvi-la?
- Lorde James e meu marido são amigos há anos, creio que ele não poderá negar-me este favor. Ele sabe como Marguerite sempre foi importante para nós, estou certa de que não permitirá que essa loucura prossiga.
- Bem, me contate assim que conseguir alguma coisa, sim?
- É claro. Até logo.
Os dois desligaram ao mesmo tempo.
"Céus, não suportarei perder minha Marguerite de novo.- pensou a Condessa, sentando-se numa poltrona.- Não quando a tenho tão perto..."
- Vou apenas dar um beijo de boa noite em Marguerite, depois poderemos sair.
- Espere, eu vou com você.
O Conde e a esposa rumaram para o quarto da pequena. Iriam a uma recepção na casa de Lorde Henry Roxton, mas não conseguiriam sair sem despedir-se de sua filhinha de dois anos.
- Shh querido, não faça barulho.- murmurou Catherine.- Se ela acordar não conseguiremos sair.
- Ela não acordará, tem sono pesado.- respondeu ele.- Em Londres eu sempre a visito durante a noite e ela nunca acorda, por mais barulho que haja.
A Condessa sorriu.
- Eu sei, mas estamos em Avebury e ela não conhece muito bem a casa, ainda não acostumou-se...
- Ok, ok.
Os dois entraram pé ante pé no quarto e, quando s aproximaram do berço onde a pequena deveria repousar, tiveram a maior e mais terrível surpresa de suas vidas: Marguerite havia sumido!
- Não!- gritou a Condessa.- Brigitte, BRIGITTE!!!!- começou a chamar, desesperada.- Brigitte!
- Calma Cathy, ela deve estar no quarto ao lado.
O Conde abriu a porta de ligação entre os dois quartos apenas para constatar que a enfermeira havia desaparecido também.
- Ela não está aqui! Catherine, Brigitte não está aqui!- ele começou a desesperar-se também.
Catherine correu escadas a baixo, gritando enlouquecida, acordando todos os que estavam na casa.
- Onde está? Cadê minha filha?- dizia ela.- Onde está Brigitte? O que ela fez com Marguerite?
Os empregados a cercaram e todos foram interrogados, mas nenhum deles sabia coisa alguma de Marguerite ou Brigitte.
- Chame a polícia Ferdinand, chame agora!- exigiu ela ao mordomo, que saiu apressado.- Ninguém sai dessa casa, entendido?
Todos concordaram.
O coração da Condessa estava contraído de medo. Onde estaria sua filha? Ela era seu maior tesouro, a pessoa a quem mais amava... Deus, por que aquilo estava acontecendo?
A polícia fez uma varredura completa do lugar, procuraram até mesmo no bosque da propriedade, mas não havia nem sinal da enfermeira ou da criança.
- Sinto muito Conde, mas não encontramos coisa alguma.- disse o delegado.- Espalharemos o retrato da enfermeira e a procuraremos por todos os lugares, certamente alguém deve tê-la visto.
- Eu quero minha filha de volta, não me importa como, mas consigam isso!- sentenciou o Conde.
Passava das três da manhã quando a polícia se foi.
Desanimada e completamente exaurida, Catherine sentou-se em sua cama, colocou a cabeça entre as mãos e deu livre curso às lágrimas.
- O que vou fazer sem minha filha? Como poderei sobreviver sem Marguerite?- perguntava-se ela.
- Nós vamos encontrá-la Cathy, Marguerite voltará para nós...- Phillip abraçou a mulher com carinho.- Precisamos ser fortes e acreditar que ela voltará...
Naquela noite nenhum deles dormiu. Menos ainda nas semanas seguintes...
Notícias desencontradas sempre lhes chegavam aos ouvidos, mas, com o passar do tempo, eles se tornaram mestres em separar a verdade dos golpes que tentavam lhes aplicar.
Cinco anos se passaram desde a fatídica noite, e, numa visita ao orfanato de Avebury (do qual eram patronos), o Conde e a Condessa conheceram um adorável garotinho: Edwin. Ele era louro e tinha um belo par de olhos castanhos e vivazes, logo se encantaram pelo pequeno e resolveram adotá-lo.
Dois anos depois da adoção de Edwin, o Conde Phillip recebeu um telefonema.
- Encontraram? Onde?- perguntou, desesperado.- Irei imediatamente.
Ao desligar o telefone, viu Catherine, apreensiva ao seu lado. Os olhos dela fizeram a pergunta, antes mesmo que as palavras pudessem sair dos lábios dela.
- Não, eles não referiam à Marguerite, mas à Brigitte.- disse.- Eles a encontraram num convento, parece que está morrendo. O delegado quer que eu o acompanhe até lá.
- Eu irei também.- disse Catherine.
- E Edwin?
- Podemos levá-lo, ou então o deixamos com seus pais.- respondeu.- Mas não tente me impedir de acompanhá-lo Phillip, não tente!
- Eu não faria uma coisa dessas...
Depois de decidido que Edwin ficaria com os pais do Conde (que estavam em Londres passeando), eles rumaram para a delegacia e, de lá, para o convento a que o delegado se referira.
- Delegado a mulher de que lhe falei está em meu gabinete, mas sua saúde está por demais debilitada por isso lhe peço que seja rápido.- disse a Madre Superiora, ao receber o delegado e o casal.- Eles irão entrar com o senhor?
- Sim.
Os três foram conduzidos para o interior do convento, passando pela área privativa das freiras até chegarem diante de uma maciça porta de carvalhos.
- Eu os deixo aqui meus irmãos e vos imploro para que não sejam muito duros com aquela mulher que, no final de sua vida, quer apenas o perdão.
- Como poderei perdoar a mulher que roubou meu bem mais preciosos, quando lhe dei tudo?- questionou a Condessa, mas a freira lhe deixou sem reposta.
O delegado abriu a porta e entrou, seguido de perto pelos amigos. Brigitte estava sentada num sofá gasto e puído e tinha um coberto grosso sobre as pernas. Seu rosto estava magro e descarnado e a pele flácida, parecia querer soltar-se dos ossos. Os cabelos, prematuramente embranquecidos, e o corpo magro e mirrado, bem diferente da mulher robusta e forte que fora a enfermeira/babá dos Lancaster. A única coisa na figura que denunciava haver vida naquele corpo era o brilho febril e fanático dos olhos azuis.
- Eu sabia que vocês viriam.- disse ela, dirigindo-se à Phillip e Catherine.- Sabia que iriam querer saber de toda a história.
O Conde precisou segurar a esposa para que ela não partisse para cima da mulher, que lhes lançou um sorriso estranho, um misto de escárnio e pena.
- Comece a falar senhora.- disse o delegado.- Onde está a criança?
- Aquela maldita!- começou a mulher, com raiva.- Eu vi, desde o primeiro dia eu vi, que ela era maligna... Aqueles olhos demoníacos, o sorriso mau e havia ainda aquela marca que estava se formando em suas costas... Tudo nela invocava o demônio, ela era o próprio demônio renascido para acabar com o mundo!
- Céus, não diga asneiras!- bradou a Condessa, furiosa.- Ela era um bebê, um adorável bebê! A marca de nascença não significava nada maligno sua doida!
- Por favor Condessa, acalme-se ou não poderei permitir que permaneça aqui.
Phillip abraçou a mulher para mantê-la calma e afastada da outra. Era ridículo demais o que Brigitte dizia, era loucura, fanatismo religioso... Mas nada justificaria o seqüestro de sua filha, nem mesmo a insânia daquela mente perturbada.
- Não são asneiras o que digo.- prosseguiu a enfermeira.- Uma criança que não chora, que encara os adultos nos olhos e que hipnotiza os pais, como ela fez com vocês, só pode ser má... Ela era pura maldade, eu deveria tê-la matado logo que tive chance...
- O quê? O que você está dizendo?- berrou Catherine.- Você matou minha filha? Onde está Marguerite?- ela debatia-se nos braços do marido.- Diga sua maldita, diga o que fez com minha filha!
Brigitte deu uma gargalhada desvairada, então encarou a Condessa e murmurou:
- Eu não consegui matá-la, o demônio a protegeu... Houve um vento muito forte e uma luz saiu do corpo dela, aquela amaldiçoada, então eu a levei para as freiras de Avebury... Elas a trancaram num quarto, iam exorcizá-la, mas o demônio ainda a protegia e elas não conseguiram nada...- ela inclinou-se para frente.- A maldita ficou trancafiada num quarto do orfanato durante anos, até que fugiu...
- Ela estava em Avebury todo esse tempo?- perguntou Phillip, incrédulo.
- Sim, fugiu há alguns meses... Espero que tenha voltado para o inferno!!!- berrou a mulher, desvairada, então caiu, morta, no sofá.
- Não! Não morra maldita!- a Condessa correu até ela e começou a sacudi-la.- Acorde!!! Diga-me onde está Marguerite! Acorde!
- Cathy, Cathy não...- ele a levantou.- Venha, não adianta mais, ela está morta...
- Não Phillip, não! Ela no pode estar morta, ela tem que me dizer onde está Marguerite...- chorava a mulher, abraçada ao esposo.- Eu quero minha filha...
- Nós a encontraremos querida, por favor seja forte, nós encontraremos Marguerite.
- Mamãe?
Catherine olhou para a porta do escritório e viu ali, emoldurado pela porta, seu filho, Edwin.
- Deus! Edwin! Você está aqui!- ela levantou-se e andou até ele.- Oh, como é bom poder tê-lo em meus braços novamente!
Ele sorriu, depois desvencilhou-se dos braços da mãe e a encarou.
- Você estava chorando? Seus olhos estão vermelhos, o que houve?
- Não é nada querido. Recordações, apenas recordações...
- Marguerite?
Ela acenou que sim.
- Não perca a esperança mãe, nós iremos encontrá-la. Onde está o papai?
A Condessa encarou o filho e foi a sua vez de sorrir. A pele dele estava queimada de sol e os cabelos mais louros ainda, o que destacava seus olhos expressivos. A boca, rósea e carnuda, mostrava uma fileira impecável de dentes brancos e alinhados.
- Seu pai está na Alemanha, ele foi atrás de sua irmã.- disse ela.
- Minha ir... Espera aí, você quer dizer que encontramos Marguerite?- perguntou, confuso.
- Sim querido, nós a localizamos, mas é uma longa história. Eu estou indo ao quartel do Exército Britânico falar com Lorde James, você me acompanha? Assim poderemos matar as saudades e poderei lhe colocar a par de tudo o que aconteceu durante a sua ausência.
- É claro que a acompanho.
Os dois saíram de braços dados, Catherine absolutamente radiante por ter seu filho de volta antes do previsto, mas também apreensiva quanto ao futuro de sua filha.
Os dias naquele cativeiro estavam sendo horríveis para Marguerite, apesar da tortura física não estar sendo tanta, nem tão freqüente, os joguinhos psicológicos de seus algozes a estavam enlouquecendo.
"Eu preciso fugir daqui, preciso sair antes que descubram que estou grávida... antes que me matem...- pensava ela, e era apenas a vontade de lutar pela vida de seu filho que a impedia de sucumbir à eles."
De acordo com seus cálculos, a herdeira tinha quase certeza de que estava a caminho do quarto mês de gestação, sua barriga já estava discretamente maior e os seios, bem, nestes era visível a mudança, mas por sorte seus captores não haviam percebido nada. Certamente se houvesse uma mulher entre eles, seu estado já teria sido descoberto há muito.
- Seu almoço fraülein.- disse Germano, colocando um prato com uma substância que podia ser qualquer coisa, menos comida, à frente dela.
- Não vou comer essa coisa!- respondeu, petulante, e chutou o prato.- Exijo que me libertem!
Ele riu.
- Nós irremos liberrtá-la assim que nos disserr prra quem está trrabalhando...
- Eu já disse que não estou trabalhando para ninguém! A minha vinda pra Alemanha não tem nada a ver com vocês ou com a guerra, estou aqui por motivos pessoais!
- Nossa pequena "rreuniãozinha" também pode serr considerrada por motivos pessoais. Ou você acha que o Frrank gostou de terr a face defigurrada num ataque que você sabia que ia acontecerr?- ele aproximou o rosto do dela, ameaçadoramente.- Perrdemos a guerrra porr sua causa herr Marrguerrite, agorra é justo que sejamos rrecompensados...
- E o que minha morte vai trazer de recompensa à vocês?
- Prrazer minha carra, apenas um grrande prrazer. Afinal, verr você se contorrcerr e morrerr lentamente já bastarrá parra lavarr nossas almas...- ele ria com frieza.
- Vocês não têm almas!
Germano bateu no rosto dela com força, então levantou-se e saiu andando, sem olhá-la uma segunda vez.
- Estou perdida...- disse a si mesma.
Então algo a fez perder o fôlego completamente: seu bebê se mexera!
Sim, seu filho estava se movendo dentro de seu ventre e aquilo era, era maravilhoso!!!
- Oh meu Deus!- exclamou ela.- Você está aí dentro, realmente está!
A herdeira queria poder acariciar o próprio ventre para sentir seu bebê, mas tinha as mãos algemadas às costas e os pés presos por grilhões, que se prendia à parede por correntes. Sim, sua prisão parecia muito uma masmorra, embora fosse apenas um galpão abandonado na periferia de Berlim, e, como uma masmorra, lhe parecia inexpugnável.
- Não importa como, mas nós vamos sair daqui.- disse, olhando para sua barriga.- Você ouviu? Nós vamos sair daqui!
Então ficou bem quieta e encolheu-se o máximo que pôde para sentir qualquqer movimento daquele serzinho que estava crescendo dento de si.
"Céus Roxton, por que você não está aqui comigo? Conosco?- pensou, tentando reprimir as lágrimas.- Será que você ao menos pensa em nós?"
"Sofro, choro e sinto que resta alguma esperança..."
- Seqüestrada? E você, por certo, já descobriu onde ela está...
- Sim, já a descobri, mas ainda não pude resgatá-la porque o galpão aonde a esconderam é vigiado dia e noite.- respondeu Pinket.- Mas essa noite creio que os raptores de sua filha não estarão lá, pelo menos não estarão todos lá, então será mais fácil entrar e pegar Marguerite.
- Então eu irei com você.- sentenciou Phillip.- Agora tenho um encontro com Professor Challenger e alguns amigos, mas nos encontramos novamente aqui, às oito da noite.
- É claro senhor.
Eles trocaram um aperto de mãos, então o investigador voltou a seu posto de observação, enquanto o Conde rumava para o local onde encontraria seus amigos.
- Filha? Como assim?- perguntou Verônica, atônita.- Quem disse?
- Roxton.- Summerlee sorriu.- Ele telefonou para o hotel quando vocês estavam em sua missão de reconhecimento. Como vêem, vocês não são os únicos que têm novidades.
- Contem-no tudo. Todos os detalhes desta história.- pediu Malone.
- Não sabemos muito alem disso. Roxton apenas nos disse que Marguerite é a filha perdida do Conde de Avebury.- disse Summerlee.- Aliás, ele deve chegar aqui em alguns minutos.
- Ele quem? O Conde ou Roxton?
- O Conde.- respondeu Challenger.- Depois de descobrir Marguerite, o Conde embarcou para Berlim para leva-la para casa. O inspetor Pinket já a está procurando e...
Antes que o cientista terminasse a explicação, Phillip acercou-se da mesa em que os exploradores estavam.
- Professor Challenger.- disse, inclinando-se ligeiramente.
- Oh, Conde Phillip, que prazer.- o ruivo levantou-se e cumprimentou o recém-chegado.- Estes são Jessie, minha esposa; Ned Malone, jornalista; Verônica Layton, sua noiva; e o Professor Arthur Summerlee.
O homem cumprimentou cada um, então sentou-se no lugar que lhe fora destinado.
- Todos gostamos muito de Marguerite, queremos ajudar como for possível!- apressou-se em dizer Verônica.
Phillip sorriu.
- Vejo que já estão a par dos acontecimentos, e fico feliz em saber que minha filha teve quem cuidasse dela durante estes anos.- comentou.- Eu acredito sinceramente no carinho que sentem por ela, é por isso que me permito fazer-lhes um pedido: esta noite Pinket e eu iremos libertar minha filha, provavelmente será arriscado, já lhes aviso, mas gostaria muito que vocês viessem conosco...
Os exploradores se entreolharam.
- Eu vou.- disse Verônica.- Não era preciso nem o senhor ter falado nada!
- Pode contar comigo!- acrescentou Malone.
- Talvez meus velhos ossos não sejam muito úteis em ação,- começou Summerlee.- mas ainda dirijo muito bem...
- A que horas partimos?- perguntou Jessie, arrancando risos dos demais.
- Challenger?- chamou Verônica.
O cientista, que parecia não ter ouvido a conversa, coçava a barba, pensativo.
- Hã? Sim?
- Você vai conosco?
- Ora essa Verônica, que pergunta tola!- repreendeu-a.- É claro que vou, apenas estava pensando que teremos que levar alguns "itens indispensáveis de resgate".
- Itens indispensáveis de resgate?
- Sim, dê-me papel e caneta.
Ele começou a rabiscar uma lista enquanto os outros o encaravam, ansiosos.
O galpão estava silencioso e escuro, parecia que a haviam deixado sozinha, finalmente.
Marguerite ficou imóvel, quase sem respirar, e se concentrou em ouvir algum som.
Nada, somente o silêncio imenso daquele lugar.
- É agora! Se não sair deste lugar agora, com minhas pernas, sairei carregada, dentro de uma caixão!- disse a si mesma.
Então começou a forçar a mão esquerda para fora da algema e, como havia uma pequena folga (ela emagrecera naquele tempo ali, sem comer quase nada), ela deslizou até travar no primeiro osso do polegar.
- Droga!- suspirou.- Mas isso não vai me impedir.
Depois de respirar fundo, ela voltou à carga. A pele começou a ficar vermelha e sensível, mas a herdeira não parou, até que, de tão sensível, sua pele abriu-se num rasgo e começou a subir, juntamente com a algema.
Sim, estava conseguindo livrar-se daquela maldita pulseira metálica, mas com ela ia também a pele de sua mão. Mas, apesar da dor excruciante, Marguerite continuou até ver-se livre daquele incômodo acessório.
Quando finalmente ficou completamente livre, percebeu que a pele estava enrugada e desprendera-se muito da carne e era-lhe praticamente impossível mover dos dedos mínimos e anelar. O sangue já lhe empastava a roupa e formava uma pequena poça ao seu lado.
- Eu preciso continuar.- disse, para manter-se consciente.- Preciso acabar com isso...
Devagar, Marguerite apanhou um pequeno arame que estava ali perto e começou a tentar abrir os grilhões que ainda a prendiam, mas era difícil fazer aquilo com a mão esquerda, ainda mais estando ela naquele estado deplorável.
- Um pouco mais...- murmurou, concentrando todas as forças em sua tarefa, mas então o arame escapou-lhe da mão.
Então um barulho fez-se ouvir ao longe, alguém estava entrando ali!
- Não!- murmurou desesperada, tateando para encontrar o arame.
O tempo parecia correr e, a cabeça da herdeira girava na mesma velocidade vertiginosa dos batimentos de seu coração. A perda de sangue somada à falta de alimentação adequada e ao nervosismo em que se encontrava, a faziam tontear.
- Não desmaie Marguerite, não desmaie...- dizia, ansiosamente.
Então passos se aproximavam de onde ela estava, rápidos e ansiosos. Estava morta! Sim, eles voltaram para acabar comigo de uma vez.
- Marguerite? Marguerite onde você está?- chamou uma voz muito conhecida sua. Mas era impossível que ela estivesse ali... Verônica estava longe, do outro lado do oceano...- Maarguerite!!!
A morena esforçou-se, reuniu todas as forças que lhe restavam, e deu um grito rouco em resposta:
- Aqui...
Um tropel de passos correu na sua direção, então, quando divisou os seis vultos que se aproximaram a herdeira deu um sorriso fraco. Estava salva!
- Oh, Marguerite!- Verônica correu na direção da amiga e ajoelhou-se a seu lado.- O que você fez sua maluca?
Um sorriso débil assomou aos lábios da herdeira quando encarou os olhos azuis da amiga, então, sentindo-se finalmente em segurança, Marguerite mergulhou no mundo da inconsciência.
CONTINUA
N.A: plagiando DDT, momento fic tbm eh cultura on:
Os egípcios já utilizavam elevadores rudimentares lah por 1500 a.C.
Em 1853 o empresário americano Ellis Graves Ottis, criou o primeiro elevador de passageiros.
Em 1889 surgiu em NY o primeiro elevador movido à eletricidade.
*momento fic eh cultura off*
Beem, e aqui finda-se mais um emocionante capítulo desta epopéia épica!!!
"Atirei o pau no gato-to, mas o gato-to não morreu-rreu-rreu!"
E quem não deixar review será responsabilizado pela morte da fic!!!
Huahuahuahuahua
bjOs minhas favoRitas... amo vocês demááááS!
