Disclaimer: Harry Potter não é meu, Voldemort também não, Lupin muito menos e o Snape, ah esse só nos sonhos.

Aviso: Capitulo longo.

Vamos lá!

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Capítulo 11

Sonserina e Grifinória

Hermione

Não estarei nas masmorras hoje. Saí com Lupin, então não se preocupe. Devemos estar de volta antes do café da manhã e não pretendo fazer nada de errado, até por que aquele lobo imbecil não o deixaria. Peço-lhe que se controle e tente dormir. Olheiras não vão lhe cair bem.

Severus Snape

Aquela era a milésima vez que lia o bilhete de Severus. E aquela era, também, a milésima vez em que não se conformava com o mesmo. Com quem Snape achava que estava falando? Com a mãe dele? Ele realmente achava que podia sair para passar a noite fora e ainda ter a cara de pau de pedir para que não se preocupasse? Até parece que isso seria algo possível. Como conseguiria dormir, sabendo que Snape estava na rua, de madrugada, em algum lugar que ela desconhecia acompanhado apenas por Lupin? Aliás, onde Lupin estava com a cabeça quando permitiu que Severus fizesse uma coisa dessas? Ou pior, quando decidiu embarcar com ele nessa "viagem noturna"? Onde estava àquela figura de homem responsável que ela conhecera há alguns anos? Havia simplesmente desaparecido? Morrido? Talvez. Há tempos não via mais aquele senso de responsabilidade que de outrora fazia parte da conduta do lobo. Na verdade, isso passou a acontecer desde o final da guerra; Desde a morte de Tonks. Muita coisa havia mudado desde então. O ex. Maroto que era conhecido por sua calma e passividade, agora podia ser tomado como um rebelde. Não ligava a mínima para as regras e o pior era que ele também estava inclinado a quebra-las. Hermione sabia que, se fosse outra época, ele jamais aceitaria seu relacionamento com Snape. Nessa parte tinha que ser sincera e, apesar de estar muito inclinada a quebrar-lhe as pernas e com uma vontade enorme de estrangulá-lo, agradecia a Lupin por entender e admirava muito o homem em questão. Como ele foi capaz de fazer isso com ela? Como o próprio Snape foi capaz? De qualquer forma, não havia conseguido dormir nem por um segundo. Isso acarretou um sério problema à sua aparência, dando a ela, o trabalho de realizar feitiços em seu rosto logo pela manhã.

Mais irritada do que jamais estivera em toda sua vida, Hermione saiu de seu quarto e rumou para o Salão Principal, onde Gina, Harry, Ron, Luna e Neville a aguardavam. Era bom que Rony ficasse com a boca fechada, pois não estava com a mínima paciência para aturar gracinhas hoje. Já havia ficado sabendo que os dois tinham ido falar com McGonagall sobre Snape, mas que não havia dado em nada. Os dois ficaram furiosos, é claro. Mas isso já era esperado, afinal. Ela não avisou que isso aconteceria? Sim, mas aqueles dois idiotas jamais a escutavam!

Enquanto caminhava pelos corredores parcialmente vazios, Hermione refletia sobre o que havia acontecido no domingo à noite. Primeiro a discussão entre Gina e Anna, depois Snape nu em seu quarto na Torre da Grifinória e a noite maravilhosa que passaram juntos. Pelo menos até a hora em que ele teve de partir, é claro. Naquela noite ela tinha plena consciência de que não resistiria às investidas do Sonserino. Ainda assim, acreditou nas palavras do homem, de que tinha uma ideia para manter a italiana longe de seu caminho; De que ele já sabia o que fazer para ela não mais importuná-lo. Se ele cumpriu? Lógico que não. Deveria saber que estava sendo iludida, mas preferiu confiar em Snape. A segunda feira logo se apresentou e com ela, as aulas de poções. Snape estava mal humorado como sempre, o que deixou Hermione confusa. Podia jurar que ele havia saído muito bem disposto de seu quarto há apenas algumas horas. Bem, isso não vem ao caso. O fato era que Anna, após ouvir o que quis e o que não quis, de Gina, resolveu atacar com tudo. Já não fazia mais questão de ser discreta, muito pelo contrário. Hermione viu quando ela puxou-o pela mão, sorrindo descaradamente, para que ele lhe tirasse uma dúvida. O que Snape fez? Depois de passado o choque, tirou trinta pontos de Grifinória e mandou a garota cumprir detenção com Pomfrey. Não é preciso dizer o quanto Hermione achou isso insuficiente, não? Na sua época, Snape mandava o Trio de Ouro cumprir detenções com Filch, o que era mil vezes pior do que com a velha bruxa. Então, por que diabos, com Anna ele era mais suave? Será que gostava de ver Hermione naquele estado? Aquilo era doentio e estava fugindo de seu controle. A menina balançou a cabeça, decidida a esquecer da aula de dois dias atrás. Não era saudável ficar relembrando disso, pouco antes de tomar seu café da manhã, concluiu ao chegar ao Grande Salão.

O salão Principal estava cheio, como de costume. Isso nunca a incomodou, até agora. Todo aquele barulho estava acabando com a pouca paciência que havia lhe restado. Estava com sono, com fome e com raiva. Sendo assim, o mínimo ruído estava sendo capaz de tirá-la do sério. Agora sabia o que Snape sentia todas as manhãs. Mesmo assim, não podia deixar de culpá-lo por ser ele, o responsável por estar naquele estado deplorável. Respirando fundo, Hermione caminhou até onde estavam seus amigos. Uma única olhada para a mesa dos professores foi o bastante para lhe informar que nem Snape e nem Lupin haviam chegado. Bando de irresponsáveis! Além de passarem a noite na farra, ainda se achavam no direito de se atrasarem para suas respectivas aulas. Hermione suspirou, tentando manter a calma. Seus amigos não tinham culpa por Snape ser um safado de marca maior.

_ Bom dia Mi – Gina sorriu.

Hermione sorriu de volta, sem nenhum humor. A menina ruiva pareceu entender e apenas assentiu.

_ Bom dia galera – Hermione sentou-se.

O clima na mesa de Grifinória, aos poucos, estava voltando ao seu normal. Depois de uma tigela de cereais e uma caneca de suco de abóbora, Hermione já estava conseguindo mante uma conversa decente com Neville sobre algumas plantas aquáticas raras, enquanto o restante do grupo afundava-se em conversas sobre o próximo jogo de quadribol. Aquele assunto era definitivamente entediante, mas estava conseguindo distraí-la por um breve momento. Isso é claro, até chegar às masmorras onde teria, nos primeiros horários, a aula de poções.

_ Hei, acho que vamos ficar com horários vagos hoje – Rony disse animado.

Hermione voltou-se para o ruivo, assim como os demais.

_ E por que você acha isso? – Harry perguntou interessado.

_ É simples. Basta olhar na mesa dos professores. O morcego não está lá, sendo assim, sem aulas.

Os olhos de Neville brilharam por um segundo. Não tinha mais aquele medo incontrolável de seu professor, mas ainda sentia um profundo alivio quando era poupado de sua presença nas aulas.

_ Não sei não – começou Gina, incerta – Talvez ele tenha preferido tomar seu café da manhã em seus aposentos.

Ah claro! Só se agora os aposentos dele forem a rua, pensou Hermione.

_ Talvez. – Rony considerou – Mas ele nunca deixou de aparecer no Salão durante as refeições. Além do mais, Lupin também não está aqui.

_ É verdade – Harry sorriu – E ultimamente eles andam muito de conversa um com o outro. O que torna possível a possibilidade deles terem saído.

Harry, até que enfim você está usando sua cabeça para algo! É claro que aqueles dois estavam vadiando. Desde a noite passada, mais precisamente. Hermione só não sabia onde.

_ Mesmo com a falta de Lupin, eu vou para a sala de DCAT – Luna disse, dando de ombros – E acho melhor que vocês comecem a se apressar. Se o que Gina disse for verdade, vocês só têm dez minutos para chegarem às masmorras se não…

_ Snape escalpela a gente – Neville completou assustado.

Aquela frase foi seguida por um silêncio absoluto.

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Maldita a hora em que foi dar ouvidos a Lupin! Maldita a hora em que encheu a cara de uísque de fogo! Era para ser apenas uma simples visita ao povoado em busca do anel dourado que, agora, brilhava em seu dedo anelar direito. Mas não… Aquilo havia se tornado muito mais do que tinha planejado. Tudo culpa daquele lobo dos infernos! Lupin iria pagar bem caro. Isso iria.

Depois daquela aula na segunda feira, precisava se redimir com Hermione. Precisava fazê-la entender que não estava dando mole para a outra menina. Admitia que cometeu um erro ao aplicar a detenção na garota com Pomfrey e não Filch, mas o que poderia fazer? Foi pego de surpresa! Quando poderia imaginar que alguém se atreveria a lhe dar as mãos no meio de uma aula? Nenhum aluno jamais havia cometido tamanha loucura e isso o deixou atônito. Não sabia o que fazer e disse a primeira coisa coerente que passou por sua cabeça. Agora precisava consertar a besteira que havia feito. A única coisa em que pôde pensar foi na joalheria de Hogsmeade. Teria que fazer Anna entender que ele não a queria, que tinha outra. O que melhor do que comprar algo que demonstrasse isso sem ter que dizer absolutamente nada? Foi então que tomou a decisão de que teria de usar uma aliança. Não sabia como Hermione reagiria, mas aquilo fora o melhor em que ele pôde pensar. Não havia outro jeito. Logo após o jantar, na noite anterior, avisou à Minerva e Lupin que iria a Hogsmeade e que voltava em breve. Seria uma visita rápida e precisa ao povoado, isso se Remo não tivesse se oferecido para ir junto. Ali foi que começou toda a desgraça em sua noite, que tinha tudo para ser perfeita. Voltaria para Hogwarts e iria ao encontro de Hermione, mas não. Tinha que virar babá noturno de um lobo velho e bêbado. E isso o levava de volta à Lupin e a derradeira noite de terça feira.

Podia ter voltado para Hogwarts após ter achado o que queria, podia ter deixado Lupin se afundar em cachaça sozinho, podia ter ficado na sua e permanecido sóbrio, podia não ter dado ouvidos aquele lobo patético e dado meia volta quando ainda era tempo. Podia ter feito tanta coisa… Se tivesse escolhido qualquer uma dessas opções, talvez aquilo não estivesse acontecendo. Mas, quem disse que ele o fez? Que nada! Tinha que entrar naquele bar desgraçado, tinha que encontrar aquele velho miserável e o pior de tudo: Tinha que ter duvidado de sua capacidade e apostado sua dignidade, achando que já era um jogo ganho. Tolice! Jamais fora de se deixar levar por impulso, mas quando se está bêbado, acredite: São poucas as coisas que você consegue negar. Isso lhe trouxe problemas, muitos problemas. Ainda que quisesse desistir de passar por toda aquela humilhação, era um homem de palavra e cumpriria sua parte no trato. Além do quê, havia feito um voto perpétuo com o ancião em questão. Ele e Lupin. Parece que o velho Dumbledore não confiava nele… E a julgar pela sua aparência naquele momento, viu que o velho tinha toda a razão. Se não estivesse valendo sua vida, seria capaz de rasgar aquilo tudo e mandar aquela aposta para o inferno! Não fora ao Salão Principal tomar seu café e tinha quase certeza que Lupin tinha feito o mesmo. Era melhor que as pessoas os vissem aos poucos. Iriam ficar chocadas demais e era bom encontrar uma boa desculpa para poder dar à Minerva e Hermione. E não aparecer no Salão havia lhe dado mais algum tempo. Não podia simplesmente chegar para a diretora e lhe dizer:

"Bom dia McGonagall! Você pode estar estranhando a minha aparência no dia de hoje, mas saiba que tudo não passou de uma brincadeirinha com o irmão de Alvo, quando Lupin e eu duvidamos que ele seria capaz de seduzir Rosmerta."

Ou melhor, olhar para Hermione e dizer com a cara mais lavada do mundo:

"Olá Hermione! Sei que não foi certo passar a noite fora, mas quanto a isso culpe Lupin. Em relação às roupas? Perdi uma aposta com o velho Dumbledore, depois de horas enchendo a fuça de uísque e achar que ele não poderia dar uns pegas na Rosmerta. "

Não, definitivamente não poderia fazer isso. Respirando fundo, Snape deixou suas masmorras para a primeira aula que daria naquele dia: Sonserina e Grifinória – 7º ano. Era hoje que seria desmoralizado! Além, é claro, de ter quase certeza de que Hermione estaria furiosa. Não era para menos. Ele também não ficaria contente se ela sumisse e só voltasse no dia seguinte. Só podia esperar que ela entendesse.

Sei que nunca fui um bom homem, mas Merlin me ajude!

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Dez minutos. Snape estava atrasado dez minutos! O que estava acontecendo com ele? Nem na época da guerra, quando vinha todo arrebentado das reuniões com Voldemort, ele se atrasava. Então por que estava fazendo isso agora? Lupin também não havia sido visto o que fez com que toda a raiva que Hermione estava sentindo se transformasse em preocupação. Será que aconteceu alguma coisa com os dois enquanto estavam na rua? Será que alguns dos Comensais que restaram os encontraram?

Para de pensar nisso Hermione!

Não adiantava. Nada seria capaz de amenizar aquela angústia que crescia em seu peito a cada minuto que se passava. Não queria pensar que eles pudessem estar feridos ou coisa pior, mas o que mais poderia achar? Snape nunca fora tão irresponsável.

A hora em que ele aparecer, vai me pagar!

Mal acabara de ter esse pensamento e Hermione ouviu a porta da masmorra fechando-se abruptamente. Snape chegara. Chegara e estava com cara de poucos amigos. Parecia estar mais irritado do que em qualquer outro dia. Hermione franziu as sobrancelhas, mas nada disse. A preocupação já estava dando lugar à uma raiva descomunal. Snape estava irritado? Pois bem! Ela estava furiosa.

_ Calem a boca todos vocês. Não estou com paciência para nenhuma graça. – Snape caminhou lentamente até sua mesa.

Foi nesse exato momento que começaram os comentários e risinhos abafados. Hermione trocou um olhar horrorizado com Gina e depois correu seu olhar para onde estavam Harry e Rony de olhos arregalados, parecendo petrificados. Olhou mais uma vez para Snape. Aquilo estava errado. Muito errado. Claro, estranhou o fato de o homem estar vestindo um blusão vinho por baixo do colete negro, mas aquilo já era demais. Pela frente era apenas um colete social, como todos os outros que ele vinha pondo desde que começaram as aulas. Mas só pela frente. Nas costas, havia um leão esmagando uma serpente com as patas dianteiras e uma pequena frase, em letras grandes e douradas, com os dizeres…

_"Grifinória arrebenta!" – A voz de Draco Malfoy pôde ser ouvida – O que o senhor pensa que está fazendo professor Snape?

Snape fuzilou o rapaz loiro com os olhos. A essa altura, quando o choque já havia passado na maioria dos presentes, o único som que podia ser ouvido era o abafar de risos ou um ou outro aluno cochichando no ouvido do colega ao lado.

_ Menos vinte pontos para Sonserina – Snape disse lentamente – É melhor você calar a boca Sr. Malfoy. O que estou fazendo não diz respeito a ninguém, muito menos ao senhor.

Malfoy baixou os olhos. Snape estava realmente muito irritado. Com razão, Hermione sorriu. "Grifinória arrebenta!" O que será que havia acontecido para ele estar vestido daquela forma? Hermione se permitiu rir baixinho, assim como Gina e Harry. Rony foi um pouco mais corajoso e decidiu fazer um comentário maldoso:

_ Ele deve estar bêbado – Cochichou para os amigos.

_ Vinte pontos a menos para Grifinória Sr Weasley – Snape sorriu – Podem começar. As instruções estão no quadro negro. Se eu ouvir mais uma gracinha a respeito de minhas roupas vou deixar toda a turma em detenção.

Sem mais palavras, Snape sentou-se e pôs-se a corrigir os trabalhos de outras turmas, enquanto seus alunos preparavam suas poções. Vez ou outra deixava seu olhar correr para Hermione. Sua expressão mudava a cada segundo. Uma hora parecia divertida e na outra cheia de raiva. Engoliu em seco. Teria de arrumar um jeito para amansar a fera. Precisava fazer algo para que ela se acalmasse e ele conseguisse falar. Se bem lembrava, uma Hermione furiosa não era uma coisa a qual seria saudável ter ao lado. Ainda mais quando o objeto principal de sua fúria era ele próprio.

_ Professor? – Anna o chamou em um tom claramente desapontado.

Snape suspirou fechando os olhos antes de se voltar para a garota.

_ O quê?

_ Isso é uma aliança? – Anna apontava para sua mão direita.

Snape sentiu seu rosto queimar. Absolutamente todos os alunos naquela sala olharam para sua mão. Hermione olhava do pequeno anel para seu rosto sem entender nada. Gina olhava de Snape para Hermione rindo até não poder mais e Harry e Rony que acharam que não poderia acontecer mais nada naquele dia, apenas olhavam para o Mestre com descrença.

_ Isso não é da sua conta Srta. E menos dez pontos para Grifinória. Não dou liberdade para alunos ficarem me perguntando sobre minha vida pessoal. É um absurdo e se a Srta vier me fazer mais uma dessas suas perguntinhas ridículas, esteja preparada para cumprir detenção pelo resto do ano. – Snape sorriu maliciosamente – E vocês? O que estão olhando? Terminem a poção ou zero!

Snape sorriu satisfeito quando Hermione lhe sorriu e assentiu. Ainda havia raiva em sua expressão, mas a emoção mais presente era um profundo carinho. Já Anna não parecia muito satisfeita com a resposta do mestre. Não entendia por que fora tão grosso. Era só uma pergunta, oras! Custava ter respondido com educação?

Depois do incidente com a menina italiana, a aula se passou agradavelmente bem. Snape corrigindo e tirando pontos de Grifinória e os alunos com as cabeças baixas, atentos as suas poções. Quando o sinal tocou, todos correram para fora da sala, prontos para comentarem o que tinha se passado lá dentro. Snape sabia que antes de chegar a hora do almoço, toda a escola já saberia o estado em que se encontrava e especulações sobre sua mudança de estado civil já estariam sendo montadas.

_ Srta Granger – Snape suspirou, cansado – fique. Preciso resolver alguns assuntos com a Srta.

Hermione assentiu. Harry e Rony abriram a boca, prontos para argumentar, mas Gina deu um jeito de puxá-los para fora da sala antes que Snape os pusesse em detenção.

Trancando a porta com um feitiço não verbal, Snape caminhou em direção à Hermione que o encarava com uma leve irritação e, antes que ela pudesse protestar ele a abraçou com força e tomou seus lábios nos seus.

_ Pode me soltando – Hermione tentava se afastar.

_ Só se você prometer que vai me deixar falar – Snape sorriu.

Hermione fechou a cara. Não estava pra brincadeiras e Snape estava facilitando.

_ É justamente isso que eu quero que você faça – Hermione virou o rosto, quando ele tentou beijá-la – Por que dormiu fora do castelo?

Snape suspirou e soltou-a, puxando-a pela mão até uma cadeira em frente a sua.

_ Não era pra ter acontecido. Eu tinha que ir à Hogsmeade, pois como você bem disse, só poderia lhe procurar depois que tivesse dado um jeito na italianinha. Pois bem, achei que se ela pensasse que estou comprometido pararia com as insinuações.

Hermione revirou os olhos. Duvidada que ela parasse por tão pouco, mas gostou de saber que Snape fora capaz de colocar uma aliança no dedo por ela.

_ Não faz sentido. Você não ficou a noite inteira procurando um anel.

Hermione era esperta, mas disso ele já sabia. Passando as mãos nos cabelos negros, Snape assentiu.

_ Eu teria voltado antes das dez, mas Lupin insistiu em me acompanhar. Sei que vai se irritar quando disser, mas Lupin achou que poderíamos dar uma paradinha para beber algo. Quando te enviei aquela mensagem, aquele lobo patético já estava de cara cheia e eu… Bem... – Snape corou.

_ Também estava! – Hermione gritou – Passou a noite todinha bebendo e, por Merlin! Quando volta, vem dar aulas vestido dessa maneira! Você odeia Grifinória, então, por que diabos está vestido dessa maneira?

_ Perdi uma aposta com Aberforth – disse dando de ombros – Lupin também. Espera só até vê-lo – riu-se com gosto.

Hermione franziu a testa. Snape estava todo encrencado e ainda tinha a capacidade para rir?

_ Que aposta? – Hermione perguntou – Não me diga que Lupin está vestido…?

_ Com as cores de Sonserina. Sim – o sorriso de Snape se alargou quando Hermione riu – Agora quanto à a aposta, é uma longa história. Se lhe contar agora, provavelmente vai se atrasar para a próxima aula.

_ Tudo bem. É aula de DCAT. Duvido muito que Lupin proíba minha entrada – Hermione cruzou os braços.

Snape suspirou assentindo.

_ Muito bem.

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Estava muito frio do lado de fora e com a quantidade de álcool que estava em seu corpo, Snape duvidava que pudesse dar um passo sequer de volta ao castelo. Bem, se tivesse que cuidar somente de si próprio, talvez conseguisse, mas se sentia incapaz de largar Lupin no estado em que se encontrava. E, definitivamente, não estava em condições de carregar o lobo pelo caminho de volta. Ainda assim, tinha que arrumar um jeito de voltar. Estava cansado e seu corpo pedia, desesperadamente, por uma cama. Já não era tão novo e o encosto duro da cadeira em que estava sentado, estava causando sérias dores em sua coluna. Olhou para os lados e franziu o nariz quando avistou Lupin conversando com Aberforth, irmão de Dumbledore. Quando ele havia chegado ali? Não se lembrava de tê-lo visto antes. Balançando a cabeça, foi em direção ao lobo, pronto para dar um fim em toda aquela baboseira.

_ Lupin – Snape começou – Consegue andar?

Lupin franziu a testa, sendo por alguns segundos, incapaz de reconhecer Severus.

_ Ah sim – ele assentiu.

_ Pois bem. Vamos embora.

_ Fique mais um pouco Severus – Aberforth interveio.

Snape se virou para o velho, claramente confuso. Não se lembrava de Aberforth já ter sido gentil com ele algum dia.

_ Precisamos ir pra casa – Snape deu de ombros – Amanhã temos de dar aulas.

Aberforth assentiu. Lupin de repente começou a rir, apontando em direção à Rosmerta. Snape e Dumbledore olharam na mesma direção, bastante curiosos. Qual era o motivo pra estar rindo tanto?

_ O que deu em você, seu idiota? – Snape perguntou, grosseiro.

_ Absolutamente nada – Lupin riu e virou-se para Aberforth – Sabe Abe, está vendo Rosmerta?

Snape e Aberforth reviraram os olhos. Parece que Lupin estava mais bêbado do que havia pensado.

_ Sim. O que tem ela?

_ Bem – Lupin sorriu malicioso – Vamos fazer uma aposta?

Snape sorriu. Aposta é? Até que não era uma má idéia. Já estava ali mesmo. Já teria que enfrentar toda a fúria de Hermione quando a encontrasse, então, qual era o mal de aproveitar pelo menos um pouquinho?

_ Uma aposta? – Dumbledore parecia considerar – Que tipo de aposta?

_ Simples. Se você conseguir seduzir Rosmerta e fazê-la lhe levar para seu quarto, darei o que você quiser.

Os olhos de Snape brilharam. Jogo ganho. Aquele velho babão jamais conseguiria algo com Rosmerta. Ela poderia ter o homem que quisesse, por que se daria ao desfrute de ficar com ele?

_ Muito bem. Eu aceito – Aberforth sorriu – E você Severus? Está nessa?

Snape arqueou a sobrancelha e sentou-se, parecendo pensativo.

_ Talvez. Se você perder, o que ganhamos com isso?

_ O que você quer?

_ Simples – Snape sorriu maldoso – Se você perder terá de sair com Minerva. Com direito a TUDO o que um encontro deve ter.

_ Me parece justo. – Aberforth coçou a barba – Mas eu não vou perder, meu jovem rapaz.

_ Não deveria estar tão confiante – Lupin gargalhou – Rosmerta pode lhe dar um fora.

_ Pode, mas não vai. – Dumbledore riu – Quanto a vocês, só vou dizer o que quero depois que tiver ganhado. Mas, antes, faremos um voto perpétuo. Não quero ver nenhum dos dois desistindo depois.

_ Feito – Disseram Snape e Lupin juntos.

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_ Então, Aberforth conseguiu? – Hermione levou as mãos à boca, espantada.

Snape assentiu.

_ O que posso fazer? A mulher é uma desfrutável!

Hermione riu com gosto, apontando as vestes de Snape.

_ E é por isso que você está vestido assim.

_ Nós dois estamos. Aquele velho tem talento para humilhar as pessoas.

Passado algum tempo, toda a raiva de Hermione havia sido dissipada e agora ela se encontrava com a cabeça apoiada no peito de Severus, enquanto este se distraia com a curva de seu pescoço.

_ Então quer dizer que agora você está noivo? – Hermione riu.

_ Me parece que sim – Snape tocou-lhe os lábios, suavemente – Eu não deveria estar aqui com você. Minha noiva é muito ciumenta, sabe? E já tenho problemas demais com uma tal garota italiana pra quem ela acha que estou dando mole.

Hermione deu um leve tapa no braço de Snape, ao que o homem riu.

_ Eu preciso ir. Já abusei demais da paciência do nosso lobinho.

Snape assentiu, tirando uma caixinha de veludo do bolso.

_ Antes de ir, tome. Comprei pra você. Não acho que seria aconselhável pôr um anel em seu dedo. As pessoas poderiam ligar uma coisa à outra, mas acho que não teria mal algum se estivesse usando uma pulseira.

Hermione abriu a caixa e se deparou com uma pulseira de ouro branco, com cinco pequenos pingentes pendurados. Um H, um S, um leão, uma serpente e, por último um coração. Ela olhou Snape com os olhos cheios de lágrimas.

_ É lindo. Bastante sugestiva, mas não acho que vão ter a capacidade de lhe ligar a ela.

_ Sabia que iria gostar - ele puxou-a para um beijo – Agora que consegui acalma-la e você já me desculpou, vá. Vá para sua aula.

Hermione assentiu, sorrindo.

_ Eu vou, mas queria te pedir um favor.

_ Peça.

A menina sussurrou algumas palavras ao pé de seu ouvido. Snape sorriu, arqueando a sobrancelha.

_ Conte comigo. É só me avisar quando e onde.

Hermione deu-lhe mais um beijo antes de desaparecer das masmorras.

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_ Vocês dois podem me contar o motivo dessa palhaçada? – Minerva perguntou. – Um Sonserino Grifinório e um Grifinório Sonserino. O que aconteceu?

Após o grande estardalhaço que houve durante o horário do almoço, devido ao estado em que os dois professores se encontravam, Minerva decidiu que era a hora de trocar uma palavrinha com Snape e Lupin e tirar toda aquela história a limpo. Afinal, por que razão Remo estava parado diante de si com um blusão verde musgo e um colete cinza, no qual havia uma serpente enforcando um leão dizendo: "Sonserina é dez!" e Snape com o blusão vermelho, uma serpente esmagada e as palavras "Grifinória arrebenta!" gravadas em seu colete preto.

_ Não vou lhe contar nada. Você não tem que se meter com as roupas que uso – Snape disse.

Minerva bufou.

_ Lupin?

_ Perdemos uma aposta com Aberforth ontem, após passar algumas horas bebendo – Lupin corou.

Traidor!

_ E você não podiam simplesmente descumprir o trato? Isso está causando uma balburdia dentro desse colégio!

_ Pensa que estou gostando de estar assim? – Snape rosnou – Aquele velho miserável nos fez fazer um voto perpétuo para só depois nos dizer o que queria!

Minerva balançou a cabeça, visivelmente abalada.

_ Vocês deveriam estar cheios de si. Não tem outra explicação para terem se submetido ao voto perpétuo.

Snape revirou os olhos, dando um muxoxo. Lupin baixou a cabeça, constrangido.

_ Quando podíamos imaginar que Aberforth seria capaz de conseguir levar Rosmerta pra cama? – Lupin perguntou.

Minerva arregalou os olhos e Snape corou. Ele não precisava dar esse tipo de detalhe!

_ Então foi isso que vocês apostaram? – Minerva perguntou, descrente – Estão parecendo duas crianças.

_ Se ela não fosse tão vadia não estaríamos desse jeito. – Snape bufou – Jamais vou conseguir entender como Aberforth conseguiu fazer isso.

_ Talvez agora vocês pensem muito bem antes de duvidar da capacidade de um Dumbledore – Minerva disse por fim.

_ Era só isso? – Lupin perguntou.

_ Não! – Minerva exclamou – Não quero mais saber de vocês se metendo em apostas depois de ficarem bêbados! E você – ela se virou para Snape – Sai para encher a cara e volta noivo! Está de compromisso com alguma prostituta? Claro, por que é só isso que você pôde arrumar em questão de algumas horas.

Lupin riu. Snape estreitou os olhos, furioso. Como ela ousava dizer uma coisa dessas? Queria só ver a cara dela quando soubesse que comparou Hermione com uma prostituta.

_ Bem que tentei – Snape disse, estranhamente clamo – Mas, infelizmente, todas as mulheres da sua família já tinham algum compromisso.

Minerva ficou vermelha de repente e Lupin arregalou os olhos. Tudo bem que fora ela quem começara, mas jamais pensou que Snape fosse capaz de dizer uma coisa dessas.

_ O que quer dizer com isso?

_ Exatamente o que você ouviu – Disse, desafiador.

_ Não deveria dizer uma coisa dessas. Você nunca sabe quando vai vir o troco.

_ Estou morrendo de medo – Snape ironizou.

Lupin interveio, antes que as coisas ficassem piores do que já estava.

_ Podemos ir agora, diretora?

_ Sim – ela disse – E, Severus, procure controlar mais sua língua.

_ Eu sempre controlo, Minerva. Entretanto, você começou. Se falou uma coisa dessas é por que estava preparada para ouvir algo à altura.

Minerva encarou, perplexa, a porta de sua sala, onde os homens rumavam em busca da saída. Snape não tinha e nunca teria jeito. Só esperava que a tal noiva misteriosa fosse uma mulher decente e que endireitasse Severus, por que isso foi um coisa que nem Lily, nem Dumbledore haviam conseguido fazer.

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Acabei galera! É isso.

Sei que tinha dito que este viria mais rápido e, no entanto, demorou mais que o último. O problema é quando você fica sem criatividade, escrever uma só linha se torna um desafio. Ainda assim, isso foi o máximo e o melhor que consegui fazer. Está bom assim? Espero que relevem esse meu pequeno deslize. Agora, em uma tentativa barata de me redimir, queria dizer que o capítulo 12 já está quase pronto. Amanhã ou quarta – no máximo – devo postá-lo.

Viola, sim. Pensei em algo que se Ron e Harry fizerem, vi trazer um grande problema. Masssss, nada que uma boa Grifinória não resolva!

B. Andrade, Snape de toalha realmente deve ser uma "coisa" e, mesmo que Gina tenha ficado daquele jeito, creio que no fundo tenha gostado.

Rafinha sinto decepcioná-la, mas o que Gina disse só serviu para deixa-la pior. Conquistar Snape, agora, virou um desafio pessoal. Muita coisa ainda vai rolar antes de Hermione perder o controle e fazê-la ficar quietinha na dela. Quanto ao seu aniversário e seu capítulo, é claro que vou escrevê-lo! Você merece e vai ser um grande prazer. Vou tentar deixa-lo o melhor possível. Entretanto, queria saber de umas coisinhas. O que você gostaria de ver nesse cap? Digo isso, pq como ele vai ser p vc, achei que seria legal se vc desse uma sugestão de o que quer que aconteça nele. Devo postá-lo no dia 20, acho…

Bem meninas, é isso! Bjs e até o próximo!

Para dúvidas, criticas ou sugestões, mandem reviews.