Meus queridos leitores, me perdoem!

10 chicotadas para essa autora que passou tanto tempo sem aparecer aqui.

kkkkkkkkkkkkkkkkkk

Não me odeiem!

Vamos ler!


—Bella, você não escutou uma palavra do que eu disse! — Jacob colocou o cálice de vinho na mesa com tanta força que o liquido se espalhou pela toalha. Um criado imediatamente apareceu com um guardanapo e encheu outra vez o cálice.

— Eu já lhe disse que estou com dor de cabeça. — Ela mal tocara em seu jantar, e precisaria de sua forca no próximo confronto com Manse.

— Mesmo assim, eu apreciaria se fizesse o esforço de prestar atenção quando falo. Lorde Denali nos convidou para um jantar amanha. Aceitei em seu nome.

— Você...

— Aparentemente, lady Denali mencionou-me ao marido, e ela acha você charmosa. Por favor, esteja pronta na hora. Plimpton tem assediado lorde Denali, e essa talvez seja minha ultima oportunidade.

— Não prefere que mamãe vá em meu lugar? Ela e muito melhor nesse tipo de conversa do que eu. E...

— Não, eu quero que você vá comigo. Você é quem lady Denali conhece. — Jacob recomeçou a comer. — Graças a Deus eu a mandei conversar com ela naquele dia. Você parece ter causado uma boa impressão, afinal. Obrigado.

— Ha rumores de que lady Denali e aquele horroroso duque de Manse sejam amantes — a mãe comentou.

— Não mencione aquele patife na casa de Denali. Ele provavelmente teria um ataque, o que não me ajudaria em nada — disse Jacob.

— Mas você não se importa que eu faça amizade com lady Denali?

Jacob a olhou com cara feia.

— Ela é a razão de termos sido convidados.

— Mesmo que haja rumores de que ela tenha um amante e traia o marido? Achei que estivesse fazendo uma campanha pela moralidade.

— As pessoas gostam de dizer que apoiam a moralidade. E não vou dizer nada diferente. Manse tem estado atrás de você, também, se me lembro bem. Ou e você que anda atrás dele, apenas para me aborrecer?

— Nem uma coisa nem outra — respondeu friamente.

— Imagino por que as pessoas o toleram — disse a Sra. Swan.

— Provavelmente porque ele não finge ser o que não é— Bella retrucou.

— Se todos pudéssemos ter esse luxo... —Jacob suspirou. — São só mais algumas semanas, Bella. Por favor, vá comigo.

— Esta bem, Jacob.

Bella se retirou pouco depois. Ficou na biblioteca ate o irmão entrar no escritório e fechar a porta. Depois, seguiu discretamente ate o quarto dele.

Na penteadeira, encontrou a lamina de barbear, o creme e o pincel. Pegou tudo e envolveu em um lenço. Após escutar junto à porta por um momento, correu para próprio quarto. Colocou os itens sobre a cama e os observou.

Não poderia permitir que Manse tivesse acesso a lamina, o que significava que teria de barbea-lo. A masmorra estava equipada com algemas, mas seria necessário um incentivo para convencê-lo a coloca-las nos pulsos. E no que se referia a Saint, um incentivo seria oferecer seu corpo ou apontar-lhe uma pistola. Um arrepio a percorreu ao imaginar o que ele poderia pedir em troca. Porem, ele se lembraria de seu artifício anterior e não cairia outra vez em uma armadilha.

Teria de arranjar uma pistola. Contudo, como o marques sabia que ela jamais a usaria, um dos meninos precisaria aponta-la. Só de pensar em Randall ou Matthew com uma arma de fogo, ficava apavorada. Mas, claro, se Saint acreditasse que ela dera a arma para os meninos, não precisaria fornecer a eles a munição.

Bella sorriu. Pegaria uma das pistolas de Jacob, e Saint seria barbeado pela manha.

Talvez ela pudesse ate conseguir junto à cozinheira um bom pedaço do faisão servido no jantar para o café da manha do Duque.

Saint jogou outro papel amassado no balde. Já fizera esboços de Isabella, de se mesmo, de seus alunos. E lera tantas vezes o livro que Isabella lhe deixara que o tinha decorado, apesar de ser sobre etiqueta para damas. Se ela achara que o instruiria com aquilo, havia falhado, mas pelo menos ele rira um pouco.

Odiava ficar entediado. Já gastara muita energia em sua vida evitando isso. Como Isabella observara, no momento ele não tinha nada, exceto tempo. E isso acarretava outro problema, pois ele era obrigado a pensar.

Jogou outro papel amassado no balde. Mesmo com uma grande vela para seu uso pessoal, o silencio e a solidão da noite pareciam nunca acabar. Concentrar-se nos seus desconfortos físicos era mais fácil do que ficar cogitando se os criados tinham feito alguma coisa alem de apenas notar sua ausência por mais uma noite, e se alguém em Londres sentira sua falta.

Quanto aos desconfortos, eles estavam aumentando. Sua roupa estava suja, a pele parecia pegajosa, o tornozelo alternava momentos de dor com câimbra, e o rosto precisava urgentemente ser barbeado. Mas o pior de tudo e que ele se sentia solitário.

Ele, o duque de Manse, sentia-se solitário.

Passava a mão pelo rosto quando a porta se abriu. O aroma de limão invadiu o aposento e, antes que ela entrasse, Saint soube que era Isabella.

— Bom dia — ela disse.

— Bom dia. Espero que tenha trazido minha ração de pão e água.

— Na verdade, consegui um sanduiche de faisão e chá quente.

— E mesmo? E com o que tenho de concordar em troca disso?

— Com nada.

Um dos meninos entrou carregando a bandeja e a empurrou ate ele com o cabo da vassoura. Tentando não agir como um esfomeado, Saint se levantou, pegou seu café da manha e sentou-se na cadeira. Duas outras crianças substituíram as velas gastas por novas. Ao ouvir Isabella tossir, ele percebeu que estava comendo o sanduiche de maneira incivilizada.

— Meus cumprimentos à cozinheira — resmungou, tomando um gole de chá. Preferia que estivesse mais doce, mas não reclamaria.

— Obrigada — ela respondeu, sorrindo.

— Ah, foi você quem preparou o sanduiche e o chá?

— Sim.

— Obrigado — disse ele, arriscando um sorriso. Devia estar parecendo um louco fugido de um hospício, estava morrendo de fome, e ela não sairá correndo, apavorada.

Isabella era bem mais corajosa do que tinha imaginado. Quando a viu caminhar ate a porta, levantou-se tão bruscamente que quase derrubou a travessa. — Já vai embora?

— Não. Eu lhe trouxe outro presente. Dois, para ser exata.

— Um deles e, por acaso, uma chave? Ou talvez eles envolvam você se despindo?

Ela ruborizou intensamente.

— Você não se encontra em uma posição que lhe permita dizer tais coisas.

— Estou acorrentado, não castrado. A não ser que seja essa a sua surpresa.

Isabella riu e desapareceu atrás da porta por um momento, voltando com uma pequena mesa e Randall. Saint manteve a atenção no rapaz. Não podia provar nada, mas tinha certeza de que fora ele quem o atingira na cabeça.

— Primeiro, preciso pedir sua cooperação. Aquilo não parecia promissor. Saint engoliu o ultimo pedaço de sanduiche.

— Minha cooperação em que?

— Preciso que se levante e coloque sua mão direita lá na parede.

Bella parecia nervosa. Saint apenas a fitou. — Agora, por favor.

Ele pensou em possíveis reações, mas acabou dispensando-as como inadequadas.

—Posso não estar em minha melhor forma, mas me permita assegurar-lhe, Isabella, que prefiro comer o meu próprio pé a permitir que você me algeme a essa parede. Ela empalideceu.

— Você não entendeu. E apenas por alguns minutos... enquanto eu faço a sua barba.

Bem. Aquilo era inesperado. — Posso me barbear sozinho.

— Não vou lhe dar uma lamina, Saint.

— E eu não vejo razão para estar barbeado.

— Estou tentando despertar suas melhores qualidades, Creio que será mais fácil agir como um cavalheiro caso se pareça com um.

— Mas eu não sou um cavalheiro.

— Mesmo assim, por favor, coopere. Randall tirou uma pistola do cinto.

— Faca o que a Srta. Bella mandou, milorde.

— Hum... — Saint colocou a bandeja de lado e se levantou. — Suponho que ate o diabo poderia fingir ser um cavalheiro se alguém lhe apontasse uma pistola.

Isabella não pareceu surpresa ao ver a arma. Provavelmente ela dera a pistola ao garoto. Saint imaginou se ela teria ideia de quantas leis estava infringindo no decorrer daquela pequena experiência.

— É apenas uma precaução, Saint — ela disse com voz suave. — Por favor, faça o que estou lhe pedindo.

Ela respirou aliviada ao vê-lo dar um passo em direção à parede. Saint pós o pulso direito na algema e fechou-a com a outra mão. O olhar duro e frio que ele lhe lançou dizia que ela pagaria por aquilo. Bella voltou-se para Randall, notando a facilidade com que o garoto segurava a arma. Felizmente não estava carregada.

Prendendo a respiração, entrou na área de alcance de Saint. A mão esquerda dele ainda estava livre, e o Duque parecia tão bravo que ela não tinha certeza de que ele não a agarraria, mesmo sob a mira de uma pistola.

Bella poderia esquecer tudo aquilo e deixar que a barba crescesse ate os joelhos, mas seu argumento era serio. Queria vê-lo agir como um cavalheiro e, por tanto, ele precisava ter a aparência de um. Alem do mais, mesmo que ela mudasse de ideia agora,

ainda precisaria se aproximar para abrir a algema.

— Com medo de mim, Isabella?

— E apenas precaução — ela retrucou, vencendo a distancia que os separava. Sem o casaco, com as mangas da camisa arregaçadas e a gravata suja, ele de alguma forma parecia ate mais másculo e viril do que antes. Isabella pensou que fazia três dias que não se tocavam. E da ultima vez que isso acontecera, ele a beijara com ardor enquanto começava a afastar seu vestido.

— Seus dedos estão tremendo — ele observou, abaixando a mão esquerda.

— Tome cuidado, duque— avisou Randall.

—Não precisa tornar isto tão difícil — disse Bella, parando diante dele e segurando-lhe a mão.

— Oh, preciso sim. — Saint abaixara a voz, que não passava de um sussurro. — Sei o que você quer.

—E o que eu quero? — ela perguntou, agora mais ousada por se sentir segura.

Saint sorriu de leve e olhou para Randall,

— Mande o garoto sair. Não precisa mais dele agora.

Se ela tivesse bom-senso, não faria isso. Com Randall ali, porem, Saint nunca conversaria com ela sobre qualquer coisa seria ou importante. Alem disso, bem lá no fundo, ela queria uma desculpa para toca-lo outra vez. Voltou-se para o rapaz.

— Randall, esconda a pistola no porão, onde nenhuma criança possa acha-la. Você tem agora uma lição de leitura com a Sra. Aubry, não é?

— Sim. Não o liberte sem que eu esteja aqui.

— Claro que não. Você deve voltar em trinta minutos.

— Certo. — Randall saiu e fechou a porta.

— Tome cuidado com ele — Saint avisou. — Se você não fizer o que ele quiser, não ha nada que o impeça de trancar você também aqui dentro.

O encarou, surpresa.

— Esta preocupado comigo?

— Acho que você se encontra em uma situação mais perigosa do que imagina e que qualquer erro seu pode significar a minha morte.

— Você ameaçou tirar a casa dele. Como supôs que ele reagiria? Como qualquer um reagiria.

— Ainda não me convenceu. E, no momento, Isabella, você e preciosa para mim. — Saint sacudiu a algema.

— Portanto, tenha cuidado. Não quero acabar como um esqueleto no porão de um orfanato.

— Isso não vai acontecer.

— Isabella?

Ela ergueu o olhar e ruborizou de novo. Ninguém a fazia ruborizar como Saint. Provavelmente porque ninguém lhe dizia coisas que a faziam ter pensamentos com os quais não estava acostumada.

— Estava pensando em seu conselho, Saint. Vou manter isso em mente.

— Ótimo.

— E agora acho que precisa ser barbeado.

Respirando fundo, ela foi ate a pequena mesa. Felizmente escapara de casa antes que Jacob descobrisse que os utensílios de barbear haviam sumido. Sem duvida, ela o ouviria dizer que fora roubado quando voltasse para casa, e durante toda a noite com lorde e lady Denali.

— Oh, droga — resmungou, pondo o pincel de barbear na água com sabão.

— Eu disse que poderia me barbear.

— Não é isso. Estava apenas pensando em como será aborrecido meu compromisso desta noite.

— Conte-me a razão.

Bella aproximou o pincel do queixo dele.

— Por que quer saber?

— Por que não? Não tenho muito a fazer no momento, a não ser escutar suas historias.

— Meu irmão e eu fomos convidados para jantar com lorde e lady Denali.

— Não creio que possa enviar meus cumprimentos a Tânia, não é?

— Não. — Ela pós o pincel no queixo de Saint com mais forca que o necessário, espirrando espuma no rosto e no pescoço dele. — Desculpe.

— Não peça desculpas. Agora me diga por que não gosta da querida Tânia.

— Diga-me por que você gosta dela.

— Seios macios, pernas longas e uma disposição incrível para...

— Pare com isso! Ela é uma mulher casada!

Saint deu de ombros, e a algema bateu na parede de pedra.

— Levo os votos de casamento de Tânia tão a serio quanto ela. Quanto todos eles. Você não pode ser tão ingênua.

— Não considero ingênua a minha opinião. Gosto de pensar que e uma questão de honra.

— O que você diria se eu falasse a mesma coisa? Acho um absurdo os homens só pensarem nisso. — Ela bufou com raiva — Lord Adam é bonito, se eu segui-se sua lógica eu iria para cama com ele por esse motivo. Ele olhou para ela em choque.

Adam? O fodido Ruddick?

Que porra era aquela de bonito?

Uma raiva animalesca se alastrou pelo corpo dele.

Que inferno!

— Roddick? É o que? — Ele grunhiu com raiva. Ela ficou vermelha.

— Bom... Ele é bonito — Ela deu os ombros como se não fosse se ela achar que o fodido Ruddick era bonito e por esse motivo ela poderia ir para cama com ele fosse normal. Um inferno que ela ia.

— Que porra é essa Isabella? Você tem algo com ele? Você o beijou ? É isso? — Uma raiva o deixou cego.

Será que quando saia daqui ela o via? Que ele a levara para cama? Inferno! Ele estava preso, mas quando ele saísse daquele calabouço ia mata-lo. Ia cortar cada para do corpo do filho da mãe do Ruddick por tocar na sua Isabella e ia matar ela por deixa que outro o homem tocasse nela, pois só ele tinha esse direito e...

— Deus não! Claro que não! Estar louco? — a voz dela dissipou a nevoa de raiva, ele olhou para ela e viu que ela estava toda vermelha, mas não era apenas de vergonha pelo o que ele lhe falou era de raiva pelo que ele tinha sugerido que ela poderia fazer.

— Deus, ele é um homem bonito todos falam isso! E eu só falei com ele uma vez, nada mais não sou igual a sua Tanya e a você, sou uma dama e nunca faria uma coisa dessas apenas por desejo e aparência, eu não sou assim — falou com raiva ele apenas olhava para ela em silencio — Não importa se você acha que eu faria isso era só um exemplo e...

— Eu sei. — Ele a interrompeu.

Deus, como ele poderia ter pensado diferente?Ela era um anjo. Delicada. Bondosa.

Oh inferno, ela o tinha sequestrado para que ele não colocasse o orfanato a baixo mesmo sabendo dos riscos. Ela suportava o irmão idiota, mesmo detestando tudo que ele a pedia, mais ainda fazia por ele ser o seu irmão. Mas bem, que vá para o inferno a lógica. Só de pensar nela com um homem o deixou cego. Ela não podia fazer isso.E ela não faria Ele sabia disso. Ela não iria para cama de um homem apenas por pelo ou desejo. Ela era melhor que isso. Melhor que ele.

Ele suspirou.

— Você é diferente, Isabella. Eu reconheço isso. Agora, vai me barbear ou continuar atirando sabão em mim?

— Você é horrível. — Bella abaixou a mão e apenas o fitou. Como podia sentir-se atraída por aquele homem?

— Nunca disse que não era horrível. Não é culpa minha que me veja como algo que não sou, minha querida.

Por um momento, ela ficou em silencio, pensativa.

— Prefiro pensar que o vejo como quem você poderia se tornar, sem o seu cinismo. — Devagar, ela levou o pincel ao rosto dele, deslizando-o pelo queixo. — E eu pretendo revelar essa pessoa.

— Ela morreu ha muito tempo. E ninguém, nem mesmo eu, choramos a sua morte.

— Pare de falar. Estou tentando fazer isto corretamente. — Bella encheu o pincel de sabão outra vez e o passou no rosto de Saint. Gostava de toca-lo quando ele não podia reagir, quando o contato se dava sob seus termos.

— Já decidiu quanto tempo minha sentença vai durar? — ele perguntou quando ela pegou a lamina.

— Prefiro pensar nisso como uma educação forcada.

— Se nossas posições estivessem invertidas, eu pensaria em varias formas de educa-la. — Ele sorriu. — Estou a sua mercê, Isabella. Barbear-me e o ato mais ousado que passou pela sua cabeça?

O sorriso sensual deixou-a arrepiada. Seus dedos tremiam, e ela recuou um passo, tentando se controlar.

— Comporte-se — ela disse. Saint baixou o olhar para a lamina.

— Pelo menos, me de um beijo de adeus antes de cortar meu pescoço com isso.

— Shhh... — Pressionando os dedos da mão esquerda no queixo de Saint para mante-lo parado, deslizou a afiada lamina por seu rosto. — Isto seria mais fácil se você não fosse tão alto — reclamou, suspirando.

— Use o banquinho — ele sugeriu.

Isabella obedeceu sem hesitar. Apenas quando subiu no banquinho percebeu por que Saint subitamente fora tão prestativo. Encontravam-se agora no mesmo nível, com os rostos muito próximos.

— Eu...

Saint não a deixou falar. Capturou seus lábios em um beijo ardente e ensaboado.

Tudo o que ela precisava fazer era dar um passo para trás e sair de seu alcance.

Saber disso a fazia sentir-se... poderosa, mesmo que o beijo a deixasse sem fôlego, ansiando por coisas que não poderia dizer em voz alta.

Bella correspondeu, enfiando os dedos nos cabelos despenteados de Saint e ousadamente deslizando a língua por entre os dentes dele. Ao ouvi-lo gemer, uma sensação perturbadora percorreu sua espinha e provocou um calor entre suas coxas.

Oh, ele tinha razão! Havia tantas coisas que poderia fazer com ele, em vez de barbea-lo... Beijou-o de novo, com ardor. As algemas em volta dos pulsos dele rangeram quando Saint tentou abraça-la. Ele lhe pertencia, e ela podia fazer o que quisesse com seu prisioneiro. O que quisesse.

De repente, voltou a si.

— Pare — murmurou, mais para si mesma do que para ele.

— Por que, Isabella? Toque-me. Coloque as mãos em mim.

Ela queria fazer isso. Queria tanto que chegou a sentir dor física quando recuou, descendo do banquinho. — Não.

— Você me deseja tanto quanto eu desejo você. Venha aqui.

Ela balançou a cabeça, tentando clarear a mente do torpor que a presença dele lhe provocava.

— Isso não diz respeito ao que nos queremos, e sim do que é melhor para aquelas crianças.

— Não engane a si mesma. Você achou mesmo que me barbeando iria me transformar em sua versão de um herói? Você queria me tocar. Ainda quer, e por isso esta tremendo.

— Não estou. — Ela levou as mãos as costas.

— Solte-me,Isabella. Esqueça toda essa bobagem, e eu a levarei a algum lugar com lençóis de cetim e pétalas de rosas. Eu quero estar dentro de você, e onde você me quer.

— Esta enganado. Sim, você e bonito, e eu tenho certeza de que é... hábil em suas seduções. Mas precisa se lembrar de que não esta algemado a uma parede porque suas melhores qualidades superam as piores.

— E?

— E então é melhor parar de me seduzir e começar a ouvir o que estou lhe dizendo.

— Ela subiu novamente no banquinho. — Agora fique quieto.

— Enquanto estiver com essa lamina no meu pescoço, minha querida, farei o que me pede. Mas não estou aqui porque quero ser convencido de alguma coisa. Estou aqui porque você mentiu e me trancou. Você é alguém com uma missão. E não planejo ficar

aqui por muito mais tempo. Assim, e melhor acabar logo com isso.

Pelo menos, ele a deixara com raiva suficiente para não pensar mais em beija-lo.

Bella respirou fundo.

— Não tenho duvida, dado o seu senso de autopreservação, de que você tentara escapar. — Deslizou a lamina pelo rosto dele, tentando ignorar o olhar penetrante. — Pela mesma razão, eu também acredito que escutara o argumento que vou lhe apresentar.

Um leve sorriso surgiu nos lábios do duque.

— Antes que comece a me apresentar o seu argumento, deve tirar o sabão do rosto, Isabella Marie.


Autora escondida com medo. Posso Falar? ou me odeiam? kkkkkkkk

Bom, o que acharam?

Eita que o Edward é ciumento. Já imaginou um monte de coisa.

Gostaram? Comentem! E não me xinguem! kkkkkk

Beijos!