Oi... Alguém ainda está por ai?
sim voltei (dessa vez realmente voltei) bem o fim do primeiro período na escola foi mais difícil do que eu pensei que seria! Acreditem estou realmente muito cansada, mas não poderia deixar vocês sem capitulo...
E relevem os prováveis erros de ortografia, irei edita-los amanha antes da aula, mas não queria demorar mais do que já tinha... por isso...ENjoy

Someone Like You

Bruna S. Caldas

'' O primeiro beijo, consagrado onde o cupido fez sua morada, solto na língua, preso nos lábios, o amor é o gosto que tempera a fome da boca de quem prova á felicidade pela primeira vez. '' (Bernardo Linhares)

Uma doce sinfonia invadiu o palco ecoando do piano de cauda, eram notas suaves que iniciavam o segundo ato da peça contrastando drasticamente com a mudança de ambiente é cenário que ilustravam o confronto travado entre as gangues da rua oeste. Era um arranjo complicado que balanceava ousadia e ameaça por parte dos dois times, o palco era tomado por todo aquele ar sanguinário e vingativo transpassado dos personagens à medida que os primeiros passos da coreografia explodiam no palco conforme os dois grupos se encontravam para o embate.

Aquela era sem duvida uma das cenas mais excitantes de toda a peça se levada em consideração toda à adrenalina passada aos espectadores que absorviam toda aquela energia vinda do palco, como se aquela dramatização conseguisse ultrapassar as barreiras do real levando consigo ás linhas imaginarias que envolvem nossa imaginação.

Porém havia algo de diferente no modo como a cena estava sendo conduzida desta vez, era como se uma parte da emoção estivesse faltando, como se algo vital para que tudo transcorresse bem não estivesse cumprindo seu papel. E não era preciso ser um especialista em musicais para identificar que uma das dançarinas em destaque na coreografia não estava cumprindo sua função com êxito, fazendo com que toda a cena acabasse perdendo sua essência característica.

Seus movimentos estavam pesados, fora de tempo e marcação além de não estarem exalando o brilho natural que a loira sempre transmitiu todas as vezes que dava vida à coreografia por meio de seu corpo. Sua expressão facial remetia ao cansaço, porém não era apenas aquele mal que a atingia naquele momento. Seus pensamentos desordenados unidos a tantos sentimentos confusos em seu peito estavam no topo da lista de coisas que eram responsáveis por deixa-la naquele estado de torpor. Era como se ela tivesse se perdido dos objetivos que a trouxeram ate aquele palco e desta vez nem mesmo dançar estava conseguindo guia-la no caminho de volta.

Com isso ela continuava a executar a coreografia mecanicamente visto que a apenas alguns metros de distancia a voz impaciente do diretor era ampliada pelo megafone branco á medida em que ele ditava os erros cometidos pela equipe durante aquele ensaio geral. Ao qual já era a sexta vez que estava sendo repetindo a cercar da mesma cena.

'' Eu espero que vocês não estejam cansados, porque ninguém será liberado até esse ato sair impecável! Vocês cometeram erros gravíssimos na semana de estreia e espero que isso não se repita hoje, pois é muito mais que uma critica do New York Times que está em jogo esta noite, por isso outra vez do começo... ''

A cena mais uma vez se reiniciou no momento em que todos voltaram aos seus lugares iniciais e a melodia doce voltou a preencher o palco sendo seguida pelos primeiros passos da coreografia. Brittany aspirou o ar com dificuldade sentido seu peito doer com o movimento, suas pernas estavam tremulas e a leve enxaqueca que antes era quase insiguinificante, agora se encontrava em uma proporção quase insuportável.

Ela retornou ao palco executando sua primeira sequencia de passos com dificuldade, porém antes mesmo que o diretor berrasse irritado o corpo da dançarina se chocou com assoalho do palco fazendo com que a cena fosse paralisada.

A escuridão tomou sua mente com rapidez, ela não sentiu dor, apenas uma sensação inexplicável de paz, como se algo a avisasse silenciosamente que tudo ficaria bem.

(...)

O copo de café sobre a mesa rodava ao ritmo de seu dedo indicador em uma dança silenciosa entre ela e seus pensamentos. Seus olhos negros se perdiam em meio a algum ponto qualquer na parede colorida em tons pastéis enquanto tentava não ser tomada pelo cansaço.

Ela já tinha perdido a conta de quantos plantões tinha enfrentado naquela semana, o recomendado era que ela estive em seu apartamento, descansando naquele momento, mas simplesmente ela não sabia se conseguiria ser forte ao ponto de voltar para toda a loucura que a esperava fora daquele hospital.

Já tinha se passado quase três semanas após aquele jantar e todos os acontecimentos que o cercava. A confusão em sua cabeça, porém não tinha sido afetada pelo tempo visto que ainda permaneciam ás mesmas dúvidas, as mesmas inseguranças e os mesmos medos de antes. Não estava adiantando tentar ignorar, esquecer ou superar todos aqueles sentimentos e sensações dentro de si, era completamente inútil dessa vez tentar se focar apenas em seu trabalho ou transar com várias pessoas na mesma noite, nada fazia com que o amor em seu peito diminuísse um centímetro sequer. Pelo contrario, quanto mais ela tentava se afastar, mais o seu corpo clamava para que ela admitisse de uma vez que era impossível estar tão perto da mulher da sua vida sem que cada célula de seu corpo desejasse estar outra vez com ela.

Queria poder sentir novamente o gosto daqueles lábios, provar outra vez da felicidade que preenchia cada centímetro do céu corpo apenas por estar ao seu lado, ouvir pelo menos uma ultima vez aquelas três palavras saindo daquela boca carnuda, direcionadas apenas para ela.

A médica permanecia fintando a parede, ainda emergida por completo em tantas discussões internas, era incrível como ela sequer conseguia afastar a loira de seus pensamentos por isso sequer tentava apaga-la de seu coração, pois seria apenas tempo perdido com algo impossível de acontecer.

Continuou divagando entre varias reflexões até o momento em que sentiu uma batida leve em seu ombro, fazendo com que ela parasse de fintar a parede e então erguesse o olhar para a jovem enfermeira de uniforme azul que carregava consigo alguns papeis.

'' Desculpe incomodar seu intervalo doutora, mas uma paciente acabou de dar entrada na emergência e os seus acompanhantes requereram que somente a senhora a examine!''

Os olhos da morena passearam sobre o prognostico parcial enquanto levantava e jogava a embalagem de seu café na lixeira mais próxima.

Ela deu algumas instruções básicas a enfermeira acercar de alguns exames que deveriam ser realizados à medida que as duas caminhavam em direção ao andar onde ficavam os pacientes em observação.

'' A paciente já esta acordada?''

'' Sim, ela despertou assim que chegou e apenas foi administrado soro antes dela ser transferida para um dos quartos. ''

A Latina acentiu anotando algumas informações no prontuário em suas mãos enquanto dobravam o curto corredor chegando enfim ao quarto onde era requerida sua presença.

Ela ergueu as mãos a maçaneta da porta a entreabrindo, quando então escutou uma voz familiar, ou melhor, duas vozes que ela jamais seria capaz de esquecer. A morena engoliu em seco sentindo todo o ar ser sugado ao seu redor no momento em que abriu a porta e seus olhos se encontrou com os de sua nova paciente e os de sua acompanhante.

'' Nossa, pelos deuses, Santana! Finalmente você chegou e agora ao menos você pode tentar colocar um pouco de juízo nessa maluca que acha que já esta completamente recuperada e já pode tranquilamente ir para casa!''

A Latina permanecia com a testa franzida ainda tentando assimilar que era Brittany que estava sobre o leito a sua frente enquanto Rachel tagarelava nervosamente ao seu lado. Sua irís negra correu o papel sobre a prancheta outra vez relendo todas as informações que tinham acabado de se esvair por completo de sua mente assim que seu olhar cruzou com o da loira pela segunda vez.

'' Eu estou bem, foi apenas uma tontura não era preciso me trazer para o hospital, eu ainda tenho muito que fazer ainda hoje e não...'' A dançarina não continuou seu raciocínio pois quando percebeu seus olhos já estavam sendo analisados por uma pequena lanterna que permitia que a médica checasse suas seguida sentiu o choque elétrico invadir seu corpo conforme as mãos ágeis da Latina apalpavam seu pescoço lentamente enquanto verificava cada osso de sua traqueia par então descer os movimentos para seu tórax.

'' O que estava fazendo?'' A voz da ex-líder de torcida saiu um pouco rouca quase uma oitava abaixo do normal arrancando consigo um sorriso de lado da morena que não conseguiu se controlar com aquela proximidade somada ao efeito visível que ainda possuía sobre a dançarina.

'' Estou te examinando! No seu prontuário consta que você sofreu um grave desmaio, por isso estou analisando se não houve algum tipo de dano no seu corpo quando você perdeu a consciência. '' Ela tentava ao máximo se manter profissional, mas os constantes arrepios que cortavam sua coluna toda vez que sentia a pele da loira sobre seus dedos a fazia querer mandar sua sanidade para as profundezas do inferno.

'' Você esta sentido algum desconforto?'' A médica perguntou enquanto levantava um pouco a camiseta da loira para então poder verificar seus batimentos com o estetoscópio.

'' Não, eu estou bem. E sério, não é necessária tanta preocupação comigo. Foi apenas um desmaio e eu não preciso estar aqui!''

A dançarina tentou se levantar da maca não dando ouvidos á nenhuma repreensão vinda daqueles que estavam ao seu redor. Ela não queria estar ali, ela apenas queria ir para casa e dormir um pouco. Tentou por fim levantar, mas foi impedida de tentar continuar quando sentiu sua respiração acelerar rapidamente e suas pernas tremerem ao tocar o chão, sua cabeça ainda doía e ainda sentia seu corpo pesado.

Sentiu seu corpo cair outra vez sobre a maca, suas mãos estavam tremulas e sua expressão facial traduzia a todos que ela não conseguiria ficar mais tempo naquele quarto sem ter um ataque de pânico.

'' Brittany, eu sei que você nunca gostou de hospitais, mas é necessário que você fique e faça os exames necessários para todos terem certeza que você esta mesmo bem. Confie em mim, você não tem o que temer! ''

A dançarina não precisou mais de nenhuma palavra para que se sentisse melhor. Era um fato que ela sempre detestou ficar doente exatamente por isso, ela simplesmente tinha pavor de hospitais. Mas ela não conseguia dar ouvidos ao medo todas as vezes que aquele efeito calmante que Santana sempre teve sobre ela fazia efeito.

Sua mão esquerda automaticamente se agarrou a da médica e a mesma eletricidade de sempre atingiu ate as profundezas de sua alma. A Latina arfou com o contanto mais não fez nenhum movimento para quebra-lo, pelo contrario, ela apenas fortaleceu a ligação direcionando um de seus sorrisos mais sinceros a Loira.

'' Doutora Lopez, eu já posso retirar as amostras de sangue para os exames?'' Ela acenou em afirmativo para a enfermeira que segurava o quite branco em mãos.

Sentiu que à medida que a enfermeira se aproximava mais o aperto mantido entre suas mãos era intensificado pela dançarina, como se ela pedisse silenciosamente por proteção. Rachel indicou com um aceno rápido do celular para a porta, avisando silenciosamente que iria sair para atender uma ligação. Com isso a enfermeira abriu o quite pegando uma seringa e um pouco de algodão molhado ao álcool anticéptico, a loira fechou os olhos com força mordendo o lábio inferior com intensidade enquanto seu braço era analisado a procura de uma de suas veias para que o sangue fosse coletado.

A seringa foi posicionada contra a pele de seu braço enquanto ela sentia todo o seu corpo se contraindo de tensão, o medo da dançarina naquele momento chegava a ser palpável, e mesmo mantendo as mãos unidas as de Santana, somente aquele contato já não era suficiente para acalma-la.

E com isso a médica, mesmo ignorando todo o seu bom senso que gritava para que ela se mantivesse no total profissionalismo, foi impossível continuar participando daquela cena sem fazer nada para mostrar para a loira que estava segura ao seu lado.

Sua mão se manteve firme entrelaçada á de Brittany de uma forma tão intensa que foi como se por segundos o passado cruel que as separou nunca tivesse existido fazendo com que as duas nunca deixassem de ser apenas uma alma.

'' Já disse que não há nada para temer, estou aqui contigo B, acredite em mim!''

As palavras doces que saíram dos lábios de Santana fizeram com que os olhos da dançarina voltassem a abrir à medida que seus músculos relaxavam contra o colchão fino. Seu rosto ainda se encontrava temeroso, mas o fino sorriso em seus lábios e conexão que elas mantiam pelo olhar assegurava a Latina que Brittany estaria bem enquanto elas não quebrassem a ligação que ainda existia em seus corações.

(...)

O tom alaranjado cobria todo o céu naquele aconchegante fim de tarde. Uma brisa suave envolvia os pedestres que já se começavam a usar seus longos casacos e sobretudos. No interior do hospital ás coisas também aparentavam estarem mais calmas durante a troca de plantões entre os funcionários.

Do lado oposto do corredor a médica observava silenciosamente sua paciente trocar os canais da televisão com uma expressão claramente entediada enquanto mexia várias vezes no celular em suas mãos. Suas pernas balançavam para fora da cama enquanto seus os olhos azuis pareciam distantes de tudo, como se ela também sofresse do mal silencioso que era emergir em pensamentos conflitantes.

A agulha de soro já não se prendia mais ao seu braço direito, assim como nenhum vestígio de medo das coisas ao seu redor poderia ser percebido em sua expressão serena. A Latina soltou um suspiro baixo se proibindo de pensar nas ultimas horas daquele longo dia, pois seria impossível relembrar tais fatos, ainda tão recentes, sem que ela se repreendesse veemente por ser tão fraca.

Brittany tinha passado toda àquela tarde em observação enquanto era examinada á medida em que passava por uma pequena bateria de exames. Por esse motivo a Latina permaneceu ao seu lado todo o tempo necessário, sem quebrar por nenhum minuto aquela ligação que as duas compartilhavam enquanto permanecia mantendo suas mãos entrelaçadas como se a vida de Brittany dependesse daquilo. É de certa forma essa afirmação era verdade, a dançarina precisava de Santana mais do que nunca ao seu lado lhe transmitindo segurança.

Porém não é por acaso que pregam os dizeres que toda ação irá requer uma reação, pois em resposta para toda aquela proximidade, todos aqueles sentimentos, pensamentos e desejos estavam fervilhando a flor da pele para ambas. As borboletas pareciam ter adquiridos tamanhos desproporcionais em seus estômagos, os olhares pareciam conseguir conter o significado de silenciosas conversas e seus corpos sentiam como se nunca tivessem se separado, pois ainda conheciam o significado de cada reação que provocavam uma da outra.

A Latina permanecia hesitante conforme dava os poucos passos que a impediam de chegar à maçaneta da porta. Abriu-a sentindo sua pele queimar com a ciência de que toda a atenção daqueles olhos azuis estava unicamente sobre si naquele momento.

'' Aconteceu algo? Que eu lembre já assinei sua alta faz quase uma hora. '' Brittany esboçou um sorriso doce assim que a sensação de seus olhares se encontrando fizesse-se presente em sua mente, parando com todas as suas discussões internas.

'' Bem, Rachel foi para o teatro e Quinn está com Valerie e não consigo falar com nenhuma das duas ou com qualquer companhia de táxi que esteja disponivel, por isso estou meio que presa aqui até que uma delas resolva me resgatar. ''

'' Bem meu plantão irá terminar em cinco minutos e se aceitar posso te levar em casa sem problemas. '' A morena falou dando de ombros enquanto acenava com a cabeça em direção a porta.

'' Não, tudo bem, eu realmente posso esperar, já fui um incomodo muito grande hoje e realmente não quero te dar mais esse trabalho!''

'' Estou falando serio quando digo que você não será um incomodo, afinal moramos no mesmo prédio, não será nenhum sacrifício te dar uma carona! ''

A loira buscou os olhos negros outra vez enquanto mordia o lábio pensando na resposta que daria para a médica. Chegava a ser obvio que Brittany sempre desejou com todas as forças ir a qualquer lugar ao qual Santana fosse. Era dessa forma desde quando elas tinham oito anos de idade e ainda nem faziam idéia do tamanho do amor que nasceria daquela inocente amizade.

E mesmo os tempos sendo outros, sua primeira reação sempre seria aceitar tudo que a morena lhe propusesse. Porém desta vez não eram somente seus sentimentos que estavam em jogo naquela nova partida que o destino tinha resolvido impor entre as duas por isso estava tão exitante em dar uma resposta positiva para a médica.

'' Muito obrigada por tudo S, eu realmente não faço ideia do que teria feito sem voce aqui esta tarde! Voce continua sendo incrivel comigo.''

A Latina sorriu tímidamente enquanto era seguida para fora do quarto pela dançarina. A médica se dirigiu a recepção por breves minutos, apenas para dar baixa em seus horários e entregar uma pequena pilha de prontuários de seus últimos pacientes. Brittany correu seus olhos pelas portas vidro da saída que exibiam a corrida silenciosa das nuvens negras pelo céu Nova-iorquino á medida que o forte vento batia entre as arvores sem folhas do estacionamento.

(...)

Apesar de a chuva desabar forte, tingindo com cores turvas o céu ate então alarajando, o transito não estava congestionado como o esperado. Pelo contrario, não demorou cerca de vinte minutos para que ambas já estivessem indo em direção ao elevador do estacionamento do prédio no qual residiam.

A loira tremia levemente com o ar gélido que bateu em seu corpo antes da porta de metal se fechar, ela ainda permanecia com as roupas folgadas do ensaio da manha, ais quais eram ótimas para executar a coreografia do espetáculo, porém eram péssimas para uma tarde terrivelmente fria e chuvosa. E com isso, inesperadamente sentiu o casaco negro que antes caiam pelos ombros da Latina agora esquentando os seus. Ainda tentou relutar a gentileza, mas os olhos negros pareciam mais ocupados em correr entre os botões do painel, que se acendia conforme o elevador começava a passar pelos andares, para prestar atenção na loira relutante em aceitar a peça de roupa ao seu lado.

O elevador parou subitamente, mas não abriu suas portas para o oitavo andar como era de se esperar. Foi então quando a luz vermelha se acendeu iluminando a escuridão ao qual foram submetidas por alguns poucos segundos indicando que o elevador estava em modo de emergência por uma a provavel falta de luz no prédio devido a tempestade.

As mãos da neurocirurgiã apertavam freneticamente o ultimo botão do painel fazendo a Campânia de emergência soar repetidas vezes sem obter qualquer resposta do meio externo.

'' Algum fuzil do gerador deve ter queimado, ou a chuva derrubou algum poste ou algo do gênero e deve ter afetado todo o prédio por isso é inutil tentar pedir ajuda antes que a energia volte. '' As palavras da dançarina saíram arrastadas por um leve suspiro. Realmente aquele dia estava sendo bastante cansativo e cheio de surpresas em todos os aspectos possíveis. Deixou suas costas se escorarem na parede fria de metal enquanto fintava a ex-namorada permanecer com o olhar fixo no painel do elevador desligado.

(...)

Os ponteiros do relógio continuaram a girar sem se importar com as duas mulheres presas no pequeno espaço de metal. A dançarina se encontrava sentada no piso metálico, ignorando o longo silencio que vinha sendo compartilhado com a Latina durante todo o tempo no qual permaneceram presas. Ela tentava falhamente desviar sua atenção da Latina tão próxima ao seu corpo naquele espeço abafado mexendo em seu celular, que a qualquer momento desligaria por conta da bateria fraca.

Seus olhos azuis passeavam pela tela sentindo o coração se apertar de saudades á medida que as várias fotografias, muitas delas tiradas ainda em Los Angeles, onde ela é Valerie faziam diversas poses enquanto esbanjavam sorrisos de pura alegria. Poderia até parecer um pouco estúpido sentir falta de alguém que não se ve apenas há poucas horas de um dia, porém para Brittany significava estar separada do seu único alicerce, aquilo que a impedia de cometer uma loucura em meio a aquele cenário louco, cercado de mascaras e encenações, que erroneamente denominados de vida normal.

'' Ela parece muito com voce, quando tínhamos essa mesma idade!'' Santana finalmente resolveu se pronunciar enquanto retirava o suéter branco de lã já sentido os efeitos do ar abafado dentro do pequeno cubículo. Permanecendo coberta apenas pela regata preta que vestia por baixo.

'' Realmente ela parece. '' respondeu a loira com uma pequena risada descontraída acompanhando seu tom de voz calmo.

'' Do que está rindo?''

'' Nada de relevante, eu apenas lembrei-me das coisas que costumávamos aprontar!'' A dançarina mantinha o tom sereno enquanto acrescentava com um dar de ombros. '' Voce era especialista em nós colocar nas piores encrencas!''

Santana riu junto com Brittany ao fim da sentença da dançarina também se deixando relembrar dos seus tempos de criança quando tinha como única preocupação quanto tempo levaria para que crescesse o suficiente para vestir o moletom azul de Yale que seu pai havia lhe presenteando sem tropeçar em seus próprios pés.

'' Eu nunca fui muito boa em obedecer a regras, por isso sempre acabava sendo a garota impulsiva de castigo!''

'' Bem às vezes o seu impulso te recompensava!'' A atenção da dançarina estava voltada ao seus pés tentando desviar do possivel olhar interrogativo que a Latina lhe lançaria. '' Afinal se voce não fosse impulsiva nós nunca teríamos dado nosso primeiro beijo.'' falou um pouco vermelha não sabendo responder se era uma reação de seu corpo ao calor que tomava todo o abafado elevador ou se era em decorrencia a lembraça citada.

Seus olhos azuis resolveram outra vez voltar suas atenções apenas para Santana, em um dialago no qual não eram necessariamente preciso o uso de palavras.

A Morena sentiu sua respiração se tornar um pouco mais descompassada assim que se deu conta de que estava calculando quantos passos eram necessários para que pudesse avançar nos lábios carnudos da dançarina da mesma forma que tinha feito quando ambas eram apenas pré-adolecentes. Ela umedeceu os lábios sentindo todo aquele sentimento dentro dela ordenando para que ela saciasse de uma vez aquela sede infeliz que estava tendo dos lábios da ex-namorada.

Seus olhares se cruzaram outra vez fazendo com que ela finalmente percebesse que não conseguiria se controlar.

É um fato provado que o ser humano consegue sobreviver 72 horas sem água é quarenta dias sem comida, mas nem mesmo ela saberia responder de que forma tinha conseguido aguentar quase nove anos sem aqueles lábios sobre os seus.

Ela aprendeu desde muito cedo que era preciso controlar seus impulsos para que não fosse por eles controlada. Mas foi no momento em que sentiu a língua macia da dançarina entorpecendo seus sentidos conforme percorria aquele caminho decorado por elas duas em anos de pratica como ''amigas com benefícios'' que ela agradeceu a si mesma por pelo menos desta vez escutar os impulsos do seu coração sem medo das consequências que se sucederiam quando respirar fosse outra vez nescessario.

(...) Continua...

Notas finais do capítulo

Bem vocês devem estar se perguntando porque raios a previa do capitulo que postei da ultima vez não teve a ver com o que aconteceu nesse aqui... Bem é simples eu resolvi dividir esse capitulo aqui em dois pra deixar vocês absorvendo esse momento fofo antes das coisas serem reveladas, enquanto algumas coisas ruins irão acontecer ou seja a previa do capitulo passado que seria para esse está valendo para o próximo okay? pra quem não lembra mais e essa aqui a seguir ;
Capitulo 12: REVIVENDO OS VELHOS TEMPOS
As lagrimas foram diminuindo de intensidade gradativamente, mas não por terem se esgotado ou pela médica as terem forçado a parar, e sim pelo simples fato da vontade ter cessado.

Os braços delicados permaneciam firmes ao seu redor e após toda aquela relutância da sua consciência ela se permitiu relaxar inebriando-se pelo prazer daquele calor e contato. Seus músculos pareciam reagir por instinto e sem mesmo perceber suas mãos fizeram um caminho que conheciam como ninguém pelo corpo da dançarina e pousaram na cintura delicada.

O frenesi de sensações quadruplicou e naquele instante ate mesmo a voz da sua razão se calou por completo. Não existia certo ou errado quando se tratava de Brittany.
'' Agora me diz o que aconteceu!'' seu tom era preocupado e ao mesmo tempo cuidadoso, como se não quisesse que as palavras atrapalhassem aquele momento.
'' Eu preciso ir para Lima.'' disse por fim Santana sentindo o choro voltar.

bem é isso, sim realmente já voltei ao normal com a regularidade das postagens gente,(promessa de uma garota que sempre Quiz ser escoteira)! bom qualquer coisa é só me mandar uma MP ou mention no twitter que responderei com prazer. BtunaH2O
Espero ter agradado...

aciosa pelos reviews...
(Hey leitoras fantasmas, também quero saber o que vocês estão achando de tudo :)))