Os discursos eram intermináveis e com Sesshomaru sentado ao seu lado, Rin tinha dificuldades em se concentrar. Parecia a dança das cadeiras na mesa real, com Kagura convencendo alguém a trocar de lugar com ela para sentar ao lado de Sesshomaru. Ele era uma companhia expe­riente e charmosa para um jantar e parecia satisfeito em ter que se dividir entre Kagura e Rin

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A risada de Rin distraía Rin constantemente, fazendo-a lembrar que, apesar dos elogios que Sesshomaru lhe fizera inicialmente, nunca poderia competir com uma beleza internacional como a da princesa. Como que para amenizar a situação de tempos em tempos, Sesshomaru olhava para ela, talvez para se certificar de que estava se com­portando devidamente.

Depois de uma longa troca de olhares, Rin se re­costou com o coração disparado. Já deveria saber, antes de encará-lo ousadamente. Havia um sinal em sua ex­pressão que ela reconheceu de pronto. Não era o olhar de um patrão ou de um príncipe, era o olhar de um homem que desejava a mulher em sua cama.

Era assim que Sesshomaru sempre a via, Rin refletiu, olhan­do para as próprias mãos. A princesa Kagura, por outro lado, estava brigando por um investimento muito maior.

-# Você parece preocupada...

Rin olhou surpresa. Não percebera que era a sua vez de receber a atenção de Sesshomaru. Como sempre, o ra­ciocínio rápido para responder lhe escapou e ele se virou outra vez para Kagura.

O próximo que tomou a palavra recebeu toda a aten­ção de Rin. O velho rei deu as boas-vindas a Kagura em Niroli e, em seguida, continuou exaltando as muitas virtudes da princesa. Sesshomaru concordou com um murmú­rio, Rin notou, perdendo um pouco da autoconfiança. O rei Giorgio continuou seu discurso, ressaltando que um dia o neto assumiria p trono. Isso fora uma surpre­sa desagradável para Rin. Nunca imaginara que Sesshomaru aspirasse ao trono. Um rei não teria espaço em sua vida para um filho nascido fora do casamento e uma mulher descuidada o suficiente para se deixar engravidar só tra­ria vergonha para a Família de Niroli. Sesshomaru odiava fofo­cas e sempre evitara a possibilidade de ser atingido por elas. Se fosse rei, seria mais determinado com relação a isso?

Ela não se dera conta de que estava apertando as mãos quando Sesshomaru a interrompeu com um leve toque. Antes que pudesse perceber o que havia feito e por quê, os gar­çons, que deveriam ter recebido algum sinal para com­pletar as suas taças, se posicionaram entre eles.

Será que Sesshomaru se preocupava com os seus sentimen­tos? Acreditava nela agora? Rin desejava tanto que isso fosse verdade, que quando a orquestra começou a tocar e Sesshomaru se levantou, ela quase se levantou junto. Mas em vez de se virar para ela, ele ofereceu o braço a Kagura.

Rin sentiu-se humilhada quando saudaram o rei e Sesshomaru acompanhou Kagura para a pista de dança. Era a primeira dança, Rin lembrou a si mesma, determinada a não se deixar esmorecer. A princesa Kagura era a convidada de honra e era esperado que Sesshomaru dançasse com ela, era sua obrigação...

Mas nada aliviava o seu sofrimento e cada minuto parecia uma hora à medida que a dança continuava... Kagura estava tão orgulhosa e suntuosa nos braços de Sesshomaru, se mostrando para todo mundo, Rin tinha certe­za, como se aquele fosse o seu lugar de direito... Como ela poderia suportar isso?

A resposta veio imediatamente. Pela segurança de seu filho, suportaria qualquer coisa.

-# Muito bem. - A princesa Izayoi sussurrou tão dis­cretamente, que Rin nem sabia se ela realmente havia falado.

Ele retornou à mesa depois de cumprir sua obrigação com toda graça que poderia exibir. Rin estava pálida, ele notou, mal olhava para ele. Seu avô também parecia pálido e indisposto.

Durante o curto período que estava em Niroli, Sesshomaru percebera a piora do avô e podia entender sua pressa em encontrar um herdeiro. Ele poderia intervir e por um fim ao sofrimento nesse momento. A única coisa que seu avô lhe pedira era que aceitasse a coroa e a piora na saúde do rei Giorgio trazia à tona o seu instinto de proteção. Ele possuía razões infinitas para não aceitar a coroa, mas agora tentava encontrar razões para aceitá-la. Teria mais contato com a família e, quem sabe, no devido momento, poderia transferir a matriz do escritó­rio para Niroli e aprender a ser feliz dentro dos limites de uma pequena ilha...

Trabalhar e governar? Sesshomaru franziu as sobrancelhas. Ele sempre fora um homem "ou tudo ou nada". Ser so­berano de Niroli significaria abrir mão de seus negócios completamente. Mas quando a princesa se aproximou outra vez, ele sorriu discretamente... Se ele fosse rei, ba­niria Kagura do reino para sempre.

Livrando-se dela, pensou por quanto tempo mais teria de suportar seu perfume sufocante e seus modos atirados. Nesse momento, precisou jogar a perna para o lado, enquanto ela tentava tocar a sua panturrilha com o pé descalço. Essa mulher o revoltava. Já ha­via cumprido a sua obrigação para com ela, de acordo com o protocolo, mas só de pensar em levá-la para a cama...

Engolindo em seco, Sesshomaru se concentrou para resolver o problema da coroa. Não tinhas dúvidas de que seria um bom rei. Era um líder eficaz e, até então, não havia problema que não tivesse conseguido resolver. Tinha mais dois irmãos que poderiam ser herdeiros...

Quando Kagura fez um gesto dramático, ele olhou para Rin. Ela ainda estava olhando para o outro lado, mostrando o seu forte perfil, mas havia algo por atrás da­quela firmeza que o comovia. O contraste entre as duas mulheres não poderia ser mais marcante. Sesshomaru resolveu verificar suas idéias com a mãe. Inclinando-se para fren­te, atraiu a atenção da princesa.

-# Eu poderia resolver o problema da corte rapida­mente com Kagura ao meu lado, não acha, mamãe?

Sua mãe pareceu não ouvi-lo.

-# Nascida e criada como princesa - ele provocou de forma travessa. - Você não acha que ela se sairia bem no papel de minha esposa?

-# Sua esposa? - Sua mãe se virou abruptamente. - Por que, Sesshomaru? - ela exclamou, chegando mais perto para que ninguém pudesse ouvi-los. - Pensei que você pudesse distinguir uma jóia verdadeira de uma falsa, mas acho que estava errada.

Ele voltou a se sentar, mais satisfeito com o comen­tário do que esperava. Empurrando a casaca para o lado, contemplava Rin. Ela era tão quieta, tão modesta e discreta... ele ficou satisfeito em pensar que só ele co­nhecia o outro lado de Rin. E agora ansiava por estar sozinho com ela, ansiava estar dentro dela.

Sesshomaru sentiu uma onda de prazer quando ela se virou para olhá-lo. Rin pressentiu o seu interesse. Encaran­do-a, fez um discreto sinal indicando que gostaria de sair do banquete. Ela hesitou e então, como ele esperava, le­vantou-se e saudou o rei. O rei estava muito ocupado conversando para notá-la, e sua mãe estava fofocando outra vez. Ninguém daria falta se saíssem e Sesshomaru não se importava se percebessem.

Empurrando a cadeira para trás, inclinou a cabeça po­lidamente quando Rin o acompanhou. Então, ofere­cendo o braço a levou para fora do salão.

-# Sesshomaru? - Rin disse ligeiramente, quando ele, parado à porta de sua suíte, não dava indicação de que sairia.

-# Você não me convida para entrar? - Ele pergun­tou.

Deixá-lo entrar e arcar com as conseqüências? Cum­prir o papel de sua mulher por conveniência? Nem po­deria se considerar sua amante, Rin raciocinou. Não era nada mais do que sua parceira sexual, a mulher que aliviava as suas tensões quando estava chateado ou in­quieto.

-# Kagura não sentirá a sua falta?

Ele franziu os lábios, enquanto os olhos demonstra­vam desejo. Não pretendia dar uma resposta e Rin sa­bia disso, mas ainda assim desejava que ele respondes­se. Rin desejava se jogar sobre ele, deixá-lo marcado, para tirar de vez Kagura de cena.

Ela notou o tom divertido em seus olhos, como se soubesse o que se passava por sua cabeça. O seu senso de humor era mais potente do que a luxúria, por sugerir a intimidade que Rin tanto desejava entre eles. Era por isso que sempre conseguia vencer a sua resistência...

E ela? Poderia resistir àquele sorriso ou fingir que não ouvia os batimentos do próprio coração? Já estava se in­cendiando antes mesmo de ser tocada por ele. Perdia a razão quando Sesshomaru a olhava com desejo. A idéia de fazer uso do bom senso na relação deles não a incomodava mais. Tudo o que queria era sentir os braços de Sesshomaru a sua volta e seus lábios buscando os dela. Pertencia a ele, sempre seria dele e não lutaria contra isso...

Segurando-o pela mão, o puxou para dentro do quarto e fechou a porta. Era possível sentir a tensão dele, a exci­tação, a junção, que era tão crucial para ambos. Isso era tão vital quanto o ar para sobreviverem. Quando passou os dedos pelos seus braços, não suspirou, mas murmu­rou um som de amor, de necessidade e urgência. E Sesshomaru compreendeu tudo, claro que compreendeu.

-# Beije-me - Rin murmurou, inclinando a cabe­ça para trás oferecendo o pescoço. Já vibrava antecipadamente, estava pronta para ele de todas as maneiras. E quando a beijou, quando invadiu sua boca com a língua ela mal conseguiu manter-se de pé. Desesperada por um contato mais íntimo, pressionou o seu corpo contra o dele, se moldando e se deleitando na agitação da paixão que brotava entre eles, se deliciando com a força de seu abraço. A pressão da ereção de Sesshomaru entre as suas coxas não era suficiente. Ela queria possuí-lo. Ela o desejava em todos os sentidos...

Em todos os sentidos?

Não, virando a cabeça para o lado, suspirou suave­mente, então o empurrou, esforçando-se para fazer aque­le movimento.

-# Você não pode ter tudo o que deseja sob o seu co­mando, Sesshomaru.

Rin mal acreditava que havia dito aquelas pala­vras.

Sesshomaru não retrucou e, no momento em que deveria fi­car calada como sempre, encontrou os argumentos:

-# Eu não posso mais fazer isso, Sesshomaru. Não mais... - Isso está me destruindo. Ela não disse isso, apenas pensou e, de algum modo, Rin conseguiu manter-se firme quando Sesshomaru se virou e saiu.

Ela teve um sonho terrível naquela noite. Sesshomaru ficava com ela e estavam nus. Fizeram amor como ela sem­pre desejou, com carinho e emoção. Olhando bem fundo em seus olhos, Sesshomaru dizia que a amava e ela acreditava nele...

Encolhendo os joelhos, Rin cobriu o rosto e en­frentou a realidade. Bem longe de amá-la, Sesshomaru a deixará na noite anterior no momento em que percebeu que não estava a sua disposição para ser usada e descartada conforme o seu prazer. Quase desejou voltar o relógio para agir de forma diferente. Mas se fizesse isso, estaria apenas trilhando o caminho solitário que não a levaria a lugar nenhum. Tentou e conseguiu provar que era capaz, agora deveria continuar agindo da mesma forma, em um outro caminho solitário. Mas era melhor ser forte do que fraca.

Talvez se pudesse deixar Niroli e todo o sofrimen­to para trás... Mas sabia que o sonho de se esconder no campo era um fantasia tola que não tinha espaço em um mundo cruel onde uma criança com privilégios era o alvo principal. Ela não podia correr o risco de a verda­de sobre o seu bebê se tornar pública, não poderia fazer nada que o colocasse em risco.

Agora tinha um encontro às 10 horas com a princesa Izayoi. Já estava arranjado antes de tudo ter dado tão errado. "A iniciação de uma jovem à vida palaciana", fora assim que a princesa descrevera, sem saber das intenções ocultas e da mentira por trás da presença de Rin no palácio. Insistindo para que ela ficasse, a princesa Izayoi dissera que ela não sofreria se fosse preparada.

Continuar induzindo a mãe de Sesshomaru ao erro estava se transformando em uma agonia insuportável. E fora ela quem começara tudo isso, Rin refletiu, ajeitando-se. Manteria a promessa e se encontraria com a mãe de Sesshomaru como combinado. Como poderia não ir se ainda precisa­va agradecer a princesa pelo lindo vestido?

Tudo havia mudado em poucas horas, forçando-o a reavaliar seus sentimentos com relação a uma mulher que sabia ser uma mentirosa e que na noite passada ves­tiu o manto da integridade como disfarce. Ninguém o irritava mais do que Rin, assim como também nin­guém o tranqüilizava como ela. Mas havia retirado o seu consolo, sua presença calma e preferiu afastá-lo. Ele demonstrou tristeza e apreensão, lembrando-se de sua presença de espírito no momento em que estava certo de que a tinha nas mãos. Isso fazia com que a desejasse mais do que nunca e lhe permitiu vê-la com mais clareza pela primeira vez. Sesshomaru já presenciara o suficiente para fazê-lo mudar de idéia. O silêncio de Rin mascara­va sua determinação indomável em seu objetivo. Ele a subestimou nesse ponto. Ela podia parecer uma flor sel­vagem em comparação à mulher que seu avô escolhera para ele. Se ela não tivesse mentido para ele, talvez de­sejasse mais do que sexo dela, mas como poderia insistir em uma relação baseada na mentira? O fato de estar grá­vida de outro homem o estava deixando aos pedaços por dentro, mas mesmo isso não era suficiente para desejar vê-la longe de sua vida.

O passeio com a princesa Izaioy foi muito interessan­te e esclarecedor. Rin se sentiu mais culpada do que nunca. Tudo o que queria era contar a verdade sobre o bebê para a princesa, mas não poderia dizer uma palavra antes que Sesshomaru aceitasse o filho.

O nome da princesa Kagura veio à tona várias vezes durante o dia, e Rin ficou surpresa ao ouvir a princesa Izayoi dizer que achava Kagura enfadonha.

Ao forçar Sesshomaru a reconhecer seu filho, ela estaria con­denando o bebê a uma vida da qual tentava desesperadamente protegê-lo? Uma vida onde o seu filho estaria sempre aquém das expectativas na visão de Kagura? Não ser amado era a pior dor que poderia imaginar, e isso seria a última coisa que desejava para o ser que cres­cia dentro dela.

A perturbação de Rin crescia a tal ponto, que che­gou a pensar em sair de Niroli sem falar nada com Sesshomaru. Poderia deixar um discreto bilhete de agradecimento na penteadeira da princesa Izayoi... Poderia desaparecer de modo que ninguém jamais pudesse encontrá-los...

Mas ela precisava acreditar que Sesshomaru era o homem que pensava que fosse, o homem que sempre protege­ria os fracos, e que protegeria o seu filho com a própria vida.

Forçou um sorriso quando a jovem camareira se apro­ximou correndo com algumas flores que ela mesma co­lhera para enfeitar o vestido de Rin para a noite.

Quando estava pronta, a camareira insistiu que usasse uma tiara simples e deixasse os longos cabelos soltos.

-# Mas fico parecendo uma menina - Rin argu­mentou, e não estava certa se isso era uma boa idéia no que dizia respeito a Sesshomaru. Já que dera um grande pas­so para manter-se firme diante dele, Rin não gostaria que a confundisse esta noite com uma pessoa que ficasse agradecida por suas orientações. Mas percebeu a expres­são de desapontamento da jovem no espelho. O fato de estar usando os cabelos soltos não a deixava menos de­terminada.

A camareira sorriu satisfeita, quando Rin concor­dou com o estilo sugerido.

-# Espero que aproveite a noite, signorina. De certa forma, Rin duvidava, mas sorriu.

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Eu sei que prometi outro capitulo ontem, acontece que a bruxa da minha mãe começo a dar piti ontem, enchendo meu ouvido......
Prometo recompensar vcs hoje....

Agradeço de coração a;

Hukia-hime:Pode deixa que a kagura não tem vez, hahahaha o proximo capitulo o Sesshy vai saber que pode ser pai.

Jeh-chan: Pode deixa eu amo fazer homens se ano novo pra vc também, muita paz saúde, e muitas finc...rsrsrsr

Hachi-chan 2: Não deu pra coloca o capitulo no dia como pode ver más prometo colocar tudo que eu consegui hoje... Bom agora vc já viu que a Kagura estava na festa, e já percebeu o interesse de Sesshomaru pela Rin.

Integra-san: que bom que gostou do capitulo, espero que este a a grade também o próximo vai ser revelador....

Ana spizziolli: Oi moça aguardo a atualização das suas fincs... rsrsrsr

vc já deve ter percebido que parei de acompanha as fincs pelo Orkut, e que eu não to arrumando mais tempo, tá um caus aqui...... só da tempo de ver o Fanfi.