Olá, amores. ~

Pra quem temia que o Sasuke ficasse cego e aleijado depois do capítulo anterior,

eis o fim da angústia de vocês.

Ou parte dela. hm

Obrigada, de novo, a quem está acompanhando e comentando. *-*

E agora,

enjoy. :*


11 – Estadia Hospitalar

"Eu estava totalmente ligada a você. Seu coração e o meu."


As luzes pálidas do hall de entrada do hospital recepcionaram-me melancolicamente. O lugar não tinha cheiro de nada e meu coração derramava-se cheio de dor a cada respiração. Eu só precisava ter Sasuke diante de meus olhos, e por mais que minhas pernas avançassem depressa pela grandiosa porta de vidro, eu sentia que ainda estava muito longe.

Ao vasculhar a recepção com os olhos, eu sentia que estava pronta para destroçar e atropelar o que cruzasse o meu caminho naquele momento, tão ou mais feroz — uma ferocidade triste — do que uma predadora defendendo o que é seu. O telefone da recepção tocou, e imediatamente eu soube que havia encontrado minha presa: a mulher de branco atrás do balcão.

Sem hesitar, lancei-me sobre o tampo do balcão — e pensei que se ele não estivesse ali, eu teria me agarrado na gola do uniforme daquela mulher. Canetas e folhetos com propagandas sobre saúde voaram para longe.

— Eu preciso vê-lo! — vociferei, encarando mortalmente a recepcionista que recuou um passo.

— Acalme-se, senhora. — pediu ela em um sussurro temeroso.

— Onde está Sasuke? — gritei em desespero, ignorando os olhares curiosos pelas minhas costas.

— Quem? – gaguejou ela, fitando-me com receio de ser estrangulada.

E quando eu estava realmente pronta para atacá-la, minha heroína interveio antes que minhas unhas se transformassem em garras. Eu não suportaria aquilo por muito mais.

— Sakura, não faça isso! — Ino segurou meus pulsos com firmeza.

— Ino, eu quero vê-lo! — disse numa voz chorosa.

— Vamos encontrar um médico, tudo bem? — prometeu ela, encarando-me.

— Eu... Não... — tentei, mas os soluços simplesmente abafaram minha fala.

Ino era como meu alicerce, pronta para me sustentar quando todas as minhas fortalezas desmoronavam. Meus braços caíram sobre seus ombros, e meu rosto molhado se perdeu nas ondas louras e macias de seus cabelos. Eu estava caindo, estava me desfazendo como um cubo de gelo debaixo do sol.

— Precisamos ver Uchiha Sasuke, ele foi internado recentemente. — Ino disse à loura que nos observava com espanto.

— Vou chamar um médico, aguardem um instante. — respondeu a recepcionista.

— Ele pode não ter tempo! — gritei absorta em minhas lágrimas.

Antes que alguém pudesse ser chamado para me conter ou simplesmente me dar notícias sobre Sasuke, eu já havia desaparecido. Lancei-me pelo longo corredor em busca de meu príncipe sombrio, ignorando completamente os gritos de Ino que ficavam para trás enquanto eu me entregava a uma corrida desesperada.

Cada passo era um segundo a menos que eu tinha com Sasuke, um segundo em que ele poderia não aguentar a espera. O que havia acontecido? Ele ainda estava bem? Vulcões entravam em erupção dentro de mim, todos ao mesmo tempo, queimando e corroendo cada gota de controle e sanidade que eu ainda tinha.

Portas, portas, e mais portas. Em nenhuma delas estava quem eu precisava encontrar.

— Ei, você não pode entrar aqui! — advertiu-me um médico pelo caminho.

Eu não queria ouvir nenhuma voz que não fosse a de Sasuke, não queria encontrar nenhum olhar além do dele. Era tão difícil de entender?

No fundo do corredor de paredes brancas, uma porta se abriu e se fechou rapidamente, o suficiente para que eu ouvisse sussurros nervosos. Meu coração saltou pela garganta, e enquanto minhas pernas arrastavam-se para perto da porta em verde claro, eu detive-me a sufocar em minha própria angústia.

Bipes apressados de um aparelho no interior do quarto, vozes baixas e comedidas, estalos secos de objetos metálicos sendo largados ruidosamente. Um suspiro esquecido, o meu.

Minhas mãos trêmulas tocaram a porta fechada, e tomei coragem para ficar nas pontas dos pés para ver através da pequena janela de vidro circular um pouco acima de minha testa. Toda a minha estrutura vacilava terrivelmente, como se eu soubesse que do outro lado daquela porta estaria a pior visão de minha vida. Não. Eu precisava encontrá-lo. Eu precisava estar ao lado de Sasuke, e não pensaria duas vezes em oferecer metade de meu coração se o dele parasse de bater.

Eu queria estar ali.

E como se concordasse com meu desejo, meu coração partiu-se ao meio quando meus olhos alcançaram o interior do quarto. Rodeado por médicos, meu príncipe jazia sobre uma cama branca dentro de sua própria poça de sangue. Seus cabelos negros estavam parcialmente tingidos por vermelho escuro, enquanto seus lábios desbotados eram cobertos por um tubo de ar. Quase desacordado, quase relutante, quase morto. E como se ele soubesse que eu estava ali, chorando através do vidro esfumaçado por minha respiração ofegante, Sasuke deixou seu rosto ensangüentado cair para o lado. Seus olhos de escuridão encontraram os meus, e juntos, nos deixamos adormecer em um sono sem sonhos.

No limite do desespero, caí desacordada debaixo do pequeno letreiro vermelho que observava-me sobre a porta fechada: "SALA DE CIRURGIA".


Despertei com a triste melodia do telefone da recepção tocando. Minha cabeça doía, meus olhos apenas viam uma brancura interminável, e minha mão era aquecida pelo suave toque de outra mão. Percebi que estava atirada sobre uma das cadeiras do hall de entrada do hospital, e Ino preocupadamente acomodada na cadeira ao meu lado.

Então me lembrei do motivo para estar ali.

Sasuke.

Olhei para minha heroína loura, e ela imediatamente passou seus braços ao redor de meu pescoço. Eu poderia fechar os olhos e imaginar que tinha dez anos de idade, estava sendo abraçada por minha mãe no dia de meu aniversário, e aquilo tudo não passava de uma festa-surpresa. Eu poderia esconder a tristeza dentro de mim, se Sasuke não estivesse ferido.

— Ino... — comecei, engolindo os soluços que irrompiam em minha garganta.

— Eu sei, mas ele ficará bem. — consolou ela, apertando-me em seu abraço.

— Como você sabe?

— Eu falei com um dos médicos que operou ele, e... — eu a interrompi.

Operou? — arfei, ignorando minha lembrança de sangue.

— Uma das ferragens do carro entrou no abdômen dele. — disse ela, receosa.

Não...! — meus olhos se encheram de água.

— Além de três costelas quebradas. — continuou Ino, observando-me com medo.

— Eu... Eu preciso vê-lo. — chorei, fazendo menção de levantar da cadeira.

— Agora não. — e segurou-me pelos braços. — Nós precisamos esperar que ele seja medicado e levado para o quarto. A cirurgia acabou um pouco antes de você acordar.

— Por quanto tempo eu dormi? — perguntei, totalmente perdida.

— Quase duas horas. — Ino soltou um suspiro cansado.

— Ino... — choraminguei. — Eu não quero perdê-lo.

— Isso não vai acontecer. — prometeu ela, apertando-me num "abraço de urso".

Nas intermináveis horas que se passaram, eu só consegui abraçar meus joelhos sobre a cadeira da sala de espera e pedir com todas as minhas forças para que Sasuke ficasse bem. Nada mais, nem café, nem água, nem os biscoitos sem sal que Ino trouxe da cantina do hospital. Eu só precisava estar pronta para quando meu príncipe acordasse de seu sono doloroso, e então estaríamos juntos outra vez.

Não estaríamos?

O relógio no alto da parede marcava três horas da madrugada, e o silêncio era perturbador. Eu não conseguia esquecer o rosto ensanguentado de Sasuke.

Ino estava no balcão da recepção preenchendo uma ficha e cuidando das burocracias. Doentes perdidos na madrugada entravam no hospital, em estado ótimo se comparado ao de meu príncipe. Médicos em seus jalecos brancos passavam de um lado para o outro, tão acostumados e calmos com a rotina torturante. Eu permanecia a abraçar meus joelhos aquecidos em jeans, encarando pensativamente meus tênis.

Os ponteiros moviam-se lentamente no relógio, e eu sentia que começava a enlouquecer, quando uma figura extremamente familiar entrou pela porta de vidro da recepção. Rosto pálido como a neve, olhos negros como a noite. Era alto e jovem, embora seu semblante estivesse tão cansado quanto o de um homem que carregou nas costas a vida inteira. Seus lábios desbotados e finos eram apenas uma linha reta no rosto quase inexpressivo, e os longos cabelos negros estavam presos frouxamente abaixo da nuca. Extremamente familiar, e ao mesmo tempo tão assustador.

Ele aproximou-se a passos firmes do balcão da recepção e parou ao lado de Ino, depositando silenciosamente sua maleta de couro reluzente sobre a bancada. Pude perceber o olhar atônito de minha heroína, que logo se recompôs.

— Boa noite. Meu nome é Uchiha Itachi, e recebi uma ligação informando que meu irmão mais novo está internado neste hospital. — disse ele com sua voz forte e pesada, imponente.

— Boa noi... — a mulher ia responder, se Ino não a tivesse cortado.

— Ah, você é o irmão de Sasuke? — interveio ela, observando-o.

— O que aconteceu com ele?

— Seu irmão sofreu um acidente de carro essa noite e foi trazido pra cá. Fui eu que tomei a liberdade de ligar pra você. Meu nome é Yamanaka Ino, e sou amiga da namorada de Sasuke. — uma pausa. — Encontrei seu cartão na carteira dele, então achei que deveria avisar alguém da família.

— Como ele está? — Itachi quis saber, sério e sombrio.

— Foi operado há pouco tempo, e agora deve estar sendo levado para um quarto especial. Ainda não pudemos vê-lo.

— Ele corre algum risco? — a tensão em seus olhos negros era evidente.

— Felizmente não, agora precisamos esperar.

Os ombros rígidos e largos de Itachi debaixo do terno caro caíram aliviados, enquanto um suspiro discreto, mas profundo, esvaziou-lhe o peito. Seus olhos permaneceram fechados por um instante, como se ele precisasse absorver rapidamente um pouco de equilíbrio. Ele passou a mão — uma mão grande a pálida — pelos cabelos, ainda cabisbaixo, e então voltou a encontrar o olhar de Ino. Eu quase pude afirmar que ela estava fascinada por aquele homem, mas em termos de percepção e amor eu era sempre uma aprendiz.

— Obrigado por ter me ligado, eu realmente não teria como saber.

— Sakura não tinha me falado que Sasuke tinha um irmão, então agradeça à ele por ter seu cartão na carteira. — ela abriu um sorriso tímido.

— Sakura? — repetiu ele, curioso.

— É a namorada do seu irmão. Ela está bem ali. — Ino apontou para mim, encolhida em uma das cadeiras perto da porta.

O olhar de Itachi me pareceu tão gelado e sem emoção que eu quase duvidei de que um dia ele tivesse sorrido. Ao contrário de Sasuke, seu irmão mais velho era rígido e frio, muito mais intimidante do que eu jamais havia imaginado. No entanto, os dois tinham aquela aura sombria que pensei ser "herança de família".

Ele então se virou para a bancada e tirou uma carteira do bolso da calça.

Eu ainda podia ouvir a conversa.

— Eu pagarei todas as despesas do hospital. — disse ele.

— Podemos cuidar disso mais tarde, você parece cansado. — comentou Ino.

— Exausto, na verdade. — Itachi guardou a carteira de volta. — Eu não tenho tido tempo para quase nada na Europa, e a longa viagem até aqui foi excruciante.

— Vamos beber um café na cantina. Sasuke não deve acordar hoje, de qualquer modo.

Ino lançou-me um olhar que ordenava: "não saia daí".

— Tudo bem. — Itachi assentiu e os dois saíram em direção à cantina.

Imaginei se Sasuke gostaria de ver seu irmão de uma maneira tão repentina. Itachi não parecia nem um pouco simpático ou afetuoso, e eu duvidei de que fosse diferente com o irmão. Ao menos Ino parecia conseguir manter uma proximidade amigável com Itachi. Ela era realmente fantástica.

O relógio marcava quatro horas da madrugada, e através do vidro da porta, eu podia ver a neve caindo lentamente na escuridão. Se aquele acidente não tivesse acontecido, eu e Sasuke poderíamos estar juntos naquele momento. Teríamos nos deliciado com o jantar de Ino, nos divertido com conversas banais, e por mais uma noite continuaríamos sendo um casal feliz e imune aos desastres. No entanto, eu estava ali sozinha.

Minhas pernas não suportavam mais ficar dobradas, eu abandonei a cadeira da sala de espera. O corredor ainda estava vazio enquanto eu o desafiava em busca de meu namorado, como Ino havia dito. Eu mal sabia se éramos oficialmente namorados, mas gostei da idéia.

As portas em verde claro permaneciam fechadas e silenciosas, e pela primeira vez naquele hospital, eu estava sendo cautelosa ao invadir áreas proibidas para visitantes. No fim do corredor, quando ele se dividia em dois, eu encontrei uma grande porta de vidro fumê. Na metade da porta havia uma faixa vermelha com as letras "UTI", e eu imaginei que era ali que estavam os pacientes com situação mais complicada.

Meu coração doeu quando entrei pela porta, mas na verdade era ali que estava Sasuke. Um outro corredor estava diante de mim, mas diferente dos outros, este não tinha apenas portas em suas laterais, mas também janelas de vidro. Algumas estavam com as persianas abaixadas, impossibilitando a visão para o lado de dentro. Eu espiava pelas pequenas fendas cautelosamente, mas nenhum dos rostos adormecidos sobre camas brancas era o que eu procurava. Enfim, uma das persianas estava erguida pela metade do vidro, e naquele momento meus olhos nublaram-se de lágrimas.

Sasuke estava dormindo ali dentro, solitário e ferido. Haviam esfoliações em seu rosto pálido, o canto de seus lábios estava machucado e roxo, assim como suas mãos visíveis sobre as cobertas de cama. No alto de sua testa, um grande curativo sobressaía-se sobre seus cabelos negros. Lágrimas rolavam de meus olhos enquanto minhas mãos estavam sobre o vidro, desejosas por tocar o corpo quente e debilitado de Sasuke, ter certeza de que ele ficaria bem.

Tencionei abrir a porta e permanecer ao lado de meu príncipe até o momento em que ele abrisse seus olhos para mim, quando uma enfermeira arruinou meus planos.

— A senhora não pode entrar no quarto do paciente. — advertiu ela, séria.

— Me desculpe, eu só queria vê-lo de perto.

— Ele precisa descansar agora. Amanhã poderá vê-lo.

— Ele ainda vai dormir muito? — perguntei impaciente.

— Provavelmente sim. Mas não se preocupe, isso é normal no caso de cirurgias.

— Entendo. — murmurei, observando Sasuke através do vidro.

— Agora peço que se retire da UTI, senhora. Este não é um lugar permitido para familiares.

— Ah, tudo bem. — assenti relutante.

E então eu o deixei em seu sono profundo e vazio. Não tardaria para que amanhecesse e eu pudesse visitar Sasuke sem precisar me esconder pelos corredores. Eu poderia estar ao seu lado o dia inteiro, e apenas esse pensamento era capaz de me manter acordada pelo resto da madrugada.

Encontrei Ino e Itachi em uma mesa da pequena cantina do hospital, envolvidos com suas xícaras fumegantes de café e uma conversa aparentemente interessante. Passei por eles sem arriscar interromper o assunto e postei-me diante do balcão da cantina, observando desanimadamente os biscoitos sem sal, bolos sem cor, pastéis solitários e rosquinhas razoáveis do lado de dentro do vidro. Eu só queria um pouco de chocolate.

— O que deseja, senhora? — perguntou uma atendente muito jovem.

— Ahn, duas rosquinhas. — decidi. — E uma xícara de café.

— O açúcar está na mesa, caso queira. — explicou ela, entregando-me o pedido.

— Obrigada. — minha voz saiu arrastada e baixa.

Quando me virei, minha heroína e sua mais nova companhia me encaravam. Ino com seu sorriso consolador e seu típico olhar de mãe zelosa. Itachi apenas com sua expressão indecifrável.

— Sente-se aqui. — chamou Ino, indicando uma cadeira ao seu lado.

— Não quero atrapalhar. — disse, procurando a mesa mais distante.

— Por favor, gostaria de conhecer você. — pediu Itachi, e eu gelei.

— Ah, certo. — sentei-me ao lado de Ino e larguei meu prato e minha xícara sobre a mesa.

— Essas rosquinhas parecem boas. — comentou minha heroína, observando-me.

— Garanto que não têm gosto. — dei de ombros, cabisbaixa.

— Te procurei na recepção. Onde você estava? — Ino quis saber.

— Fui ver o Sasuke. — respondi, bebericando meu café forte.

— Pensei que não podíamos vê-lo ainda. — comentou Itachi, fitando-me.

— E não podemos. — uma pausa. — Mas eu o vi através do vidro do quarto.

— Como ele está? — perguntou ele, e eu percebi que estava preocupado.

— Agora está dormindo. Ele ficará bem. — sorri para mim mesma, melancólica.

— Lamento não poder estar mais tempo com ele em função do trabalho. Isso nos tem afastado cada vez mais. — confessou Itachi, pensativo.

— A família deles tem uma empresa na Europa. — disse Ino.

— A empresa foi deixada por nosso pai, e então eu e Sasuke temos tomado conta dos negócios. É uma herança de família.

— Sasuke morava com você antes de vir pra cá? — perguntei.

— Sim. — assentiu ele, bebendo um gole de seu café.

— Posso pegar uma rosquinha sua? — perguntou Ino, olhando meu prato.

— Não. — engoli meu café quente.

— Obrigada. — sorriu ela, roubando uma rosquinha e comendo-a.

Mais tarde, depois de muitos outros cafés, Itachi levantou-se com o pretexto de procurar um hotel para descansar um pouco antes que Sasuke acordasse. Notando o estado sonolento em que Ino se encontrava ao meu lado, eu insisti que ela também fosse para casa e voltasse mais tarde. De qualquer maneira, eu não abandonaria aquele hospital sem Sasuke, mesmo que se isso significasse muitos outros cafés e madrugadas vazias.

Minha heroína despediu-se afetuosamente de mim antes de sair acompanhada de Itachi. E enquanto a madrugada não terminava, eu preenchia meus momentos sem Sasuke com café, rosquinhas e revistas desinteressantes na cantina do hospital. O sono não ousou me tocar, porque meu coração era a única chama de luz que eu precisava para me manter de pé.


"E então, tudo estaria bem outra vez."