Agora sim teremos Gina e Snape que havia prometido no capítulo anterior... Oh... odiamos o Draco? Vocês nem viram a Gina. Aqui todas as dúvidas permanentes sobre licantropia serão respondidas.
Ah... sexo animal a frente... sério!
Em homenagem ao show do U2 do qual sou uma fã eternamente
frustrada.. uma das mais lindas músicas deles... ONE.
LUAR MORTO. CAP-11
UM.
Is
it getting better Está melhorando
Or do you feel
the same? Ou você se sente o mesmo?
Will
it make it easier on you now Bem, as coisas vão ficar
mais fáceis para você, agora
You got someone to
blame? Que você tem alguém para culpar?
Well,
it's too late Bem, é muito tarde
Tonight Esta
noite
To drag your past out Para trazer o passado à
tona
Into the light Para a luz
We're one Somos
um
But we're not the same Mas não somos os
mesmos
We get to carry each other Temos que carregar um
ao outro
Carry each other Carregar um ao outro
One Um...
"-E porque ele saberia? Só porque trepam de vez em quando não quer dizer que tenham que saber onde o outro vai.- Disse Draco mau-humorado.
Lupin encarou o rapaz que sorriu venenosamente.
-Oh... você não sabia."
Severo estava medindo pó de enxofre quando sentiu o fogo da lareira de sua sala se acender sozinho.
Seus reflexos de duplo-espião, ou somente seu instinto de auto-preservação, fizeram com que estivesse com a varinha na mão quando Sirius Black apareceu como um animal insano na porta.
-Vou te arrebentar Snape.- disse Sirius puxando a varinha.
Mas fora mais rápido... o homem estava grudado ao teto e sua varinha estava caída no meio de meia dúzia de papoulas indianas quando rosnou.
-Você está passando dos limit...
Nesse meio tempo entre ser atacado e atacar, não percebera que Black não estava só, apenas quando sentiu um movimento ao seu lado virou-se apontando a varinha.
-EU vou mata-lo.- Disse Remo.
Severo só sentiu que o punho do lobisomem acertara em cheio na ponte de seu nariz.
Acabou indo para trás zonzo dando um encontrão na bancada, com o homem agarrando a frente de suas vestes... seu nariz latejava.
-REMO ESPERA!- berrou Sirius do teto.
Arregalou os olhos quando se deu conta que Remo John Lupin tinha o rosto transfigurado de fúria erguendo o punho outra vez.
-Petrificus totalis!
O lobisomem caiu duro para trás... Severo se desencostou da bancada e com a ponta dos dedos encostou no nariz dolorido.
-Que diabos está havendo aqui?-perguntou para Draco que encostara-se no batente da porta.
-Aparentemente Potter não dormiu em casa sabe...
Severo suspirou, encarou o afilhado, fazendo um gesto com sua varinha.
Sirius despencou no chão, batendo numa pilha de caixas de onde levantou um pó branco.
-Pra sala... os três...
Sirius espirrou e com a varinha soltou Remo que avançou a passos largos.
-Nem pense Lupin ou vou amarra-lo na poltrona.- disse Severo.
Remo se manteve encarando o homem de olhos negros de modo firme até uma par de braços segura-lo e forçá-lo a sentar, Sirius o largou e sentou no braço da poltrona espanando o pó do cabelo.
-Fazer essa cara, de "eu sei o que vocês estão pensando" não vai safa-lo Seboso.- disse.
-Certo... vou guardar sua ameaça no pacote junto com todas as outras... agora, podem me explicar o que diabos está havendo? O que eu tenho com o sumiço daquele...
-Como pôde ter dormido com ele?-Remo rosnou o encarando.
-Ah... isso...- disse Severo se virando para olhar Draco.- Imagino que você deu a entender que ele estaria aqui.
-Não, eu disse que não tinha obrigação de saber onde ele está... mesmo que durma com ele.- disse Draco sentado numa cadeira de modo indolente.
-Ah... entendo... Então quando esse pequeno tolo intrometido... –disse Snape apontando Draco e dando um olhar frio ao mesmo.- deu a entender que eu e Potter poderíamos ser amantes regulares, tudo que passou nas suas cabeças foi me atacar... e não procurar o cabeça de vento? Levando em consideração que no mínimo houve uma briga? Não houve?
-Não comece a deturpar as coisas para se safar seu sonserino...
-O que foi Black? Ainda não percebeu que seu afilhado não tem quinze anos? Que é adulto e sabe se cuidar? Ele não precisa de um sonserino grande e mau para desencaminha-lo.
-Do jeito que você fala... até parece que não tiveram nada...
-Não. Não... naquele dia em que vocês aparataram no Covil... foi depois de você sair de casa.
-Então é verdade?- Remo disse num tom rouco.
-Que dormimos? Claro, mas quanto a isso...
-Seu desgraçado...- Remo teve que ser segurado por Sirius de novo.
-Eu acho que você deveria ir falar com seu ...ex? Namorado... não me olhem assim... não foi um estupro, sabiam?
-Seu canalha.- Sirius rosnou.
-Canalha?- Severo encarou o outro.- Canalha Black? Canalhas são os dois que estavam traindo o Potter e nem se deram ao trabalho de falar com ele.
-Do que está falando?
-Não finja que não compreendeu a situação Lupin... vocês foram pegos... você foi pego... e sinceramente... tive pena do estado em que encontrei Potter naquele bar... no dia em que vocês aparataram no Covil... ah sim... Potter os pegou aos amassos... mas ele já sabia... já desconfiava, mas não queria ver... e sabe de uma coisa... isso quase matou algumas pessoas... já que o pequeno sonso não conseguia acordar da decepção... nem nos trabalhos para a ordem...
Severo passou de um rosto pálido para outro.
-Agora... vocês brigaram não é? Imagino que Dumbledore os convenceu a voltar para casa, mas você- ele encarou Sirius.- resolveu ir junto... quantos anos você tem Black? Porque mentalmente você é pior que muita criança.
Remo parecia mais calmo apesar do tremor nas mãos.
-Harry fez um exame em StMungus...- olhou de relance para Draco então decidiu passar o papel que trazia no bolso da veste para o outro.- O que deu errado?
Severo leu o papel e enrugou a testa arqueando uma sobrancelha.
-Impossível!- Disse Draco que havia esticado-se para ler.- Eu vi ele voltar ao normal... achei que estava doente.
Severo olhou para o jovem.
-Sabe... ele reclamou da lua e estava febril... achei que eram os chifres.-disse Draco olhando de lado para os dois marotos.
-Então.- Sirius disse um pouco alto.- O que aconteceu?
-Imagino duas possibilidades... uma má e outra péssima.
-Fale logo.- disse Remo.
-Potter pode ter mantido a capacidade de retornar a forma humana mesmo sob a lua cheia... por causa do processo de animagia... o que fizemos nunca foi feito antes...
-O que aconteceu?-Perguntou Sirius irritado por não compreender nada.-Fale de um jeito que dê para entender...
-É... Potter disse que você saberia explicar melhor.- disse Draco.
Sirius e Draco o olhavam intensamente.
-Quando Lupin o mordeu... estávamos com um problema, pouca, gente... como seu caso.- disse olhando para Remo.- Era mais grave... cuidei de você antes... quando fui tentar ministrar as poções em Potter era tarde demais ele já estava muito afetado... estava fraco e havia perdido sangue... a única chance para não se transformar definitivamente foi uma tentativa desesperada de torna-lo animago.
-Mas ele é...- Remo tentou convencer-se.
-Sim... e não...- disse acenando o exame.- o sangue dele acusa licantropia de modo definitivo, ele é um lobisomem.
-Potter é um lobisomem...- Draco falou de modo cínico.- Então como ele volta a forma humana?
-Porque a animagia assim o permite... entenda, um lobisomem não pode tornar-se animago, uma animago não pode tornar-se lobisomem... mas Potter não era nenhum dos dois previamente, ele foi exposto a ambas as possibilidades ao mesmo tempo.
-Qual a péssima?- perguntou Remo.
-Que a animagia só tenha tido um efeito temporário... que esteja se esgotando... que num momento Potter se transforme completamente, e se ele reclamou da lua, isso pode acontecer a qualquer momento... e seria terrível Potter se descontrolar e acabar atacando alguém... ele não só poderia morder... como efetivamente matar.
Remo levou as mãos ao rosto.
-Temos que procura-lo.- disse Sirius se pondo de pé.
-Sente-se Black!- Severo se irritou.- Não é você que deve acha-lo... o melhor seria você se afastar... por enquanto...
Houve uma batida pesada na porta.
Draco abriu-a com a varinha.
-O que foi?
-Maravilhoso que esteja aí Malfoy...- disse a ruiva que entrou em dois passos dando uma olhada ampla no estranho grupo reunido.-Ah... interrompi?
-Imagine.- disse Draco de modo cínico.
-Oh...- Gina cruzou os braços.-Estou atrapalhando o clube dos garotos... que pena, mas temos dois feridos e Pomfrey precisa de ajuda, quer dizer você- ela apontou para Malfoy.- E duas poções fortes de reposição de sangue.- ela disse para Severo.
-Draco.- Snape apontou a prateleira próxima da porta.-Mais alguma coisa Srta Weasley?
-Ah, sim... o senhor está sangrando...- ela apontou para o nariz.
-Imagine... eu não havia percebido Weasley...- Snape disse friamente.
-Quem são os feridos?- perguntou Remo.
-O idiota do Fred e o Mundongo... nada de imensamente grave... só trocaram uns feitiços com uns caras de capuz., sabem quem seriam?- ela disse sorrindo.
-Pensei que fosse ele.- disse Sirius.
-Ele?
-Potter... sumiu só para variar.- Draco disse irritado com dois frascos nas mãos.- Vamos Weasley...
-Harry? Sumiu?- disse Gina encarando Remo.
-Você sabe de algo... Weasley?- perguntou Snape.
-Claro... ele passou a noite com Carlinhos... se vocês me entendem... vamos Malfoy...- ela disse saindo.
-Seu irmão?- Draco perguntou passando pela porta.
-Naaããooo o trasgo de estimação do Grope... você é retardado Malfoy?
-Cale a boca ruiva...
Os três homens ficaram olhando a porta aberta, enquanto a troca de ofensas foi se perdendo na distância.
-Bom... como eu ia dizendo... creio que você Lupin deveria ir falar com ele... não olhe assim... vá falar com ele de uma vez... agora... com licença que eu preciso voltar ao meu trabalho, se conheço Pomfrey ela vai pedir um esquelesce em dois minutos... Mundongo sempre quebra alguma coisa...
Remo se ergueu e olhou Sirius.
-Ele... tem razão...
-Certo...- disse Sirius.
Lupin foi até a lareira e jogou o flú dizendo "Residência de Carlos Weasley."
Sirius suspirou e olhou na direção onde o outro bruxo fora... deixando um sorriso maroto instalar-se.
Severo estava ajeitando o estrago no laboratório ao mesmo tempo que pressionava o nariz...
"Pense... se ele quebrou posso dar um jeito e qualquer coisa ficaria melhor que o original..."
"Oh, não se empolgue Black... sabemos muito bem que seu amiguinho lobo não tem força para tanto... meu nariz continuará o mesmo, obrigado..." Snape disse o olhando.
"Então ainda terá um narigão para meter onde não é chamado... sorria."- disse enviando as caixas amassadas onde caíra para seu devido lugar.
Snape estreitou os olhos.
"Você é a prova viva de que não é preciso um nariz grande para ser um encherido Black... porque não volta ao mausoléu que chama de ah... casa?"
"Digamos... ah... que tenho coisa melhor para fazer..."
"Imagino..."Severo disse se voltando para o caldeirão onde estava uma poção arruinada.
"O que era?" Sirius perguntou olhando o caldeirão.
"Recuperadora de tecidos moles... "Severo soltou um grunhido baixo ao retirar o lenço de cima do nariz muito vermelho.
"Está doendo?"Sirius perguntou ainda com um sorriso maroto.
Severo o encarou sem saber ao certo que o o grifinório queria.
"É óbvio que está doendo... não seja obtuso demais Black."
Sirius apenas rolou os olhos, então encarou entortando o rosto na paródia exata do cão que olha fixamente de modo pidão algo que quer e disse inocentemente.
"Quer um beijinho pra melhorar?"
Severo não teve tempo para entender totalmente o que ele dissera... e muito menos responder.
"Uma longa história..."
Carlos olhara o rapaz atentamente, era fácil percebê-lo... e ao mesmo tempo uma tarefa complexa. Harry podia ser facilmente lido... estava preocupado e magoado, mas era impossível saber exatamente o que ele pretendia.
Ele era uma criatura de arroubos, e isso era fascinante.
-Você podia tentar contar essa história...- disse e se levantou.- Você está tremendo... vou pegar uma café especial... daquele meu café especial...
Harry o olhara então concordara com a cabeça o acompanhando até a cozinha, já tinham feito isso antes, antes de porem as cartas na mesa... quando ainda estava... preparando o terreno.
Com a varinha Carlos colocou a chaleira sobre o velho fogão á lenha e com outro aceno o fogo acendeu-se magicamente, não só aquecendo como iluminando a cozinha escura.
Aquilo parecia um clima para algo... interessante.
Pena Harry não perceber... oh, dificuldade para perceber o que era realmente bom na vida!
O café espesso com chocolate e uma dose de conhaque estava pronto e perfumando o ambiente.
-Você comeu algo?-perguntou quando passou a caneca para o moreno.
-Não se preocupe não tenho fome.
-Mas você sabe que não recomendo ficar de estômago vazio...
-Besteira.-disse Harry provando o café.- Bom... sempre bom...
-Eu sei... o melhor que existe...nem o pessoal que criou a receita faz tão bem assim.
-Você ás vezes é tão modesto...
Carlos sorriu... isso lembrava os dias de espera quando Rony e Hermione haviam sido feridos no meio do último ano deles em Hogwarts e proibido de ir a enfermaria, Harry ia a sua sala conversar... e desabafar seu sentimento de culpa.
Apenas atiçando sua paixão.
Malditos olhos verdes...
-O que houve Harry... eu vou perguntar pela última vez... mas acho mesmo que você deve desabafar...
-Na verdade eu não sei...
Não sabe... foi o que Harry disse... não sabe de nada, porque os acontecimentos não o deixavam pensar com calma, não deixavam esquecer.
Carlinhos escutou calmamente. Escutando a preocupação de Harry com a Ordem... sua incapacidade de decidir por algo no futuro, já que não seria auror...
Só pela terceira caneca é que Harry com os olhos enevoados acabou dizendo.
-Ele me traiu... eu o traí...
-Como?- perguntou pego de surpresa já que haviam ficado em silêncio por alguns instantes.
-Remo... me traiu... é o que todos tão dizendo não é?
-Bem, estão dizendo sim... parece meio... óbvio.
-É... bem óbvio.-Harry disse olhando o fogo.
Não queria dizer para ele pensar, ou ver se era verdade, não, não seria falso... apenas silenciou.
-Eu o traí... quando isso acontece... será que se pode dar um jeito... ou acabou de vez e eu não quero ver?
Harry o olhou implorando uma resposta.
"Acabou sabia? Pare de se enganar... eu cuido de você" Ficou preso na ponta da língua.
-Só você pode saber...- disse com a mão apertando o ombro do outro.
"Afinal... você o traiu com quem? Malfoy?" Mas resolveu não perguntar.
-Você... achou... bom?
-Quê?
-Dormir com outra pessoa?
Harry voltou a cravar os olhos no fogo.
-Não... sei... não tenho muita base para comparação... não foi... planejado...
Certo... Carlos olhou exasperado para o fogo, não bastava saber que Harry havia sido fiel...tinha que ouvir que o lobisomem fora o primeiro e não devia ser tão bom assim, já que Harry não tinha base de comparação.
"Quer ir ao meu quarto e aumentar sua base de comparação?" Era melhor se controlar ou logo iria acabar falando algo e fazendo Harry se encolher ou sumir como sempre.
-Na verdade... foi humilhante.- Harry disse baixo olhando para o fogo.
-Como é?-Acabou falando surpreso.
-Esqueça.- Harry disse baixo.
-Espere aí... humilhante, Harry? Com quem você...
-Só esquece, tá?- Harry se pôs de pé colocando a caneca na mesa.
Carlos acabou passando a mão no rosto irritado e se levantou.
-Certo... é tarde, venha dormir.
-Eu fico no sofá...
-Você sabe muito bem que tenho uma cama de casal... e que não vou atacá-lo.
Harry suspirou.
-Olha Carlos... eu sei que não devia ter vindo... e que isso é injusto com você... eu fico com o sofá.
-Mas eu não vou deixá-lo dormir no sofá.- disse de modo bem sério. Você está cansado e eu também, então não ME obrigue a dormir no sofá certo?
Harry arrastou os pés como um condenado enquanto Calinhos o puxou para o quarto.
O quarto de Calinhos Weasley era tão sufocante quanto fora o quarto de Ronald Weasley na toca... só que era vermelho, e haviam pôsteres de Dragões em todo o espaço livre das paredes que tinham papel de parede vermelho, a madeira dos móveis era avermelhada, bem como o cobertor.
Nesse momento Harry sentiu um estremecer estranho... estava sentindo-se finalmente cansado... e ao mesmo tempo muito desperto.
Estranho.
-Você sente falta?- perguntou ao ruivo que entrara no banheiro.
-De quê?
-Dos Dragões?
-Um pouco.- disse ele saindo pela porta só com as calças de um pijama folgado.- Mas já tive minha cota de queimaduras... mas são legais... os dragões.
-É são legais.
-Anda Harry... eu não guardo nenhum deles embaixo do cobertor.- disse o ruivo se enfiando embaixo dos cobertores.
Acabou por ceder, estava mesmo cansado. Foi enfiando-se pelas cobertas, até ficar na beira da cama o mais próximo de cair dela.
Sabia que ás suas costas Carlinhos havia rolado os olhos antes de soprar um NOX.
E ficou tudo escuro.
Bem escuro.
Talvez fosse o cobertor pesado... mas estava abafado ali... Harry sentia o suor se formar nas suas costas... acabou virando-se incomodado.
Os olhos do ruivo estavam colados nele e Harry sentiu-se corar, felizmente estava escuro.
-Impressão minha ou ficou quente... eu sei que isso soa estranho...- murmurou Carlinhos.
-É muito estranho... melhor... sabe... dormir...
-É...
Mas não dava... tentou ser discreto... e deixou o moletom deslizar para fora da cama... ficando só com a calça... ficou imóvel quando sentiu o outro se virar... provavelmente lhe dando as costas...
Merda... ainda estava quente.
-Harry... se importa se eu tirar um cobertor?
-Não...
Sentiu o peso diminuir... mas não o maldito calor... que parecia subir em ondas por suas pernas até o peito... fazendo o suor escorrer pela nuca.
A calça do moletom foi pro chão... numa tentativa desesperada de se esfriar... e não só isso, sentia uma energia estranha.
Quase excitação.
-Harry... você é que está quente...- a voz veio se aproximando.- Você está com febre?
Ambos acabaram gemendo ao mesmo tempo quando Carlinhos o tocou.
Harry virou-se.
O ruivo parecia abobalhado... cativado... e no segundo seguinte, Harry havia lhe dado o bote.
Havia virado-se completamente e se jogado por cima do ruivo num beijo passional.
Carlinhos lhe agarrou pelo cabelo e pela cintura e não pareceu confuso com o ataque, não o quanto Harry mesmo estava...
Uma parte de si estava coberta de vergonha por tudo aquilo e se perguntava se era um tipo de maníaco que atacava pessoas... quando ficava "na seca."
Outra parte lhe mandava parar de pensar e agir porque já não era sem tempo de agir de uma vez...
Essa parte estava em ampla vantagem... afinal Carlinhos estava sem calças também... o encontro de peles em fogo foi mais brasa naquele calor todo.
Logo estavam sem cuecas também, rolando na cama como se fossem amantes de longa data, percorrendo avidamente a pele um do outro com a boca.
Num tesão desesperadamente indecente.
Carlinhos tinha notado que havia algo estranho quando olhou nos olhos verdes, Harry tinha um brilho estranho no olhar, mas tentou se controlar, era difícil... então aquele calor... como se houvesse uma bolsa de água quente por baixo dos cobertores... acabou tirando um deles... mesmo assim ainda estava quente, livrou-se das calças tentando tirar certos pensamentos indecentes da cabeça, quando se deu conta que era de Harry que vinha o calor... ficou sinceramente preocupado, pois Harry viera á noite, com roupas úmidas, poderia estar mesmo febril...
Ah, se todos os febris dessem beijos assim... seria o primeiro a recomendar banho gelado no inverno para trazer paz e amor ao mundo...
Mas como era uma pessoa que levava o lema de aproveitar as chances ao pé da letra... já estava tocando a pele a tanto desejada... o corpo que realmente estava quente, desfazendo a última barreira de pano e tocando a carne firme e macia do traseiro de Harry.
Harry o mordera... traçando um rastro molhado de saliva em seu pescoço e orelhas... fez o mesmo provando do sal daquela pele, descendo a mão ao membro já bastante rijo, como se o seu também não estivesse...
E para alguém franzino e pequeno, Harry era bem forte...
Encarou os olhos verdes quando ele novamente escapou de sua investida e se alojou por cima, insinuando uma perna entre as suas coxas.
-Impressão minha... ou eu vou ficar por baixo?- disse num gracejo.
-É, vai.- Harry disse rouco o tocando.
Não era bem o que tinha planejado... mas a atenção oral que Harry estava lhe dando, fazia qualquer coisa valer a pena.
Harry alternava lambidas a um leve sugar até fazê-lo expor-se todo, arquejante.
E quando Harry traçou com a língua seu orifício percebeu que era um preparativo...
-Eu tenho lubrificante...
-Onde?- a voz do moreno foi urgente.
-Calma...- Carlinhos sorriu.
Porque talvez tivesse a chance de trocar de posição ainda... desejava tanto possuir, não que tivesse preconceito quanto ser possuído... mas era uma questão de desejo... no entanto assim que tirou a bisnaga do criado-mudo, Harry lhe tomou da mão e o prensou novamente contra a cama.
Deuses...
Harry se esfregava contra sua pele deixando-o ainda mais excitado e quase gozou ao sentir a umidade viscosa em seu pênis enquanto Harry o masturbava e em seguida abaixo, quando sentiu um dedo romper sua carne de modo deslizante...
-Posso?- Harry gemeu.
-Sim! Oh, Vem logo!
Não precisou implorar mais, logo sentiu-se preencher... e muito bem preenchido, pelo calor do corpo do moreno, em uma investida firme.
Começou a achar que uma sessão de sexo animal era mesmo muito bem vinda... e não deixou por menos.
Seus corpos se roçavam em movimentos brutos e intensos e Carlinhos se deixou gritar, morder e arranhar, escutando os quase rosnados de Harry em seu ouvido... a cama rangeu sem piedade.
Era uma benção que o velho do apartamento abaixo fosse muito surdo e o vizinho do de cima tivesse viajado com a namorada.
Os deuses eram bons... e Harry era maravilhoso.
Fora forte... e Carlinhos se deixou levar num gozo como nunca tivera antes, principalmente estando por baixo.
Ficou incrivelmente surpreso ao sentir que Harry tinha ânimo para mais, e ele mesmo logo estava participando de um sessenta e nove intenso...
E quase protestou quando Harry parou e se afastou um pouco antes de ir novamente ao clímax...
E quase foi só em escutar Harry pedindo pra ser possuído...
Possuído com força.
Não deixou por menos, fez Harry gritar como ele mesmo gritara, só que Harry agarrara-se ao encosto da cama, levantando o traseiro bem feito.
Era mais do que poderia pedir... será que estava sonhando ou ia descobrir que era seu último dia de vida e algum deus perdido dos ruivos solteiros tinha resolvido lhe dar um presente de despedida?
Devia ser sonho...
Era sonho, chegou a conclusão quando Harry investiu contra si uma segunda vez, deixando-o rouco e num certo ponto incapaz de mover-se sob as estocadas fundas que o moreno lhe dava.
Harry parecia possuído... era isso... um sonho...
Logo ia acordar, achando que estava nu no salão principal de Hogwarts e iria acordar de susto em sua cama...
Não tinha feito quatro vezes com Harry... cinco se contasse aquela hora que Harry o fizera gozar só usando a boca.
Devia ser um sonho... daqueles molhados que tinha com Harry de vez enquanto.
Abriu os olhos fatigados e sentiu um peso em sua barriga...
Olhou e viu uma perna branca sobre a sua em um braço sobre sua barriga...
Uma cabeça de cabelos negros espetados encostada no seu braço.
Carlinhos sorriu satisfeito.
Não fora um sonho.
E se ajeitou para dormir com a mão pousada na coxa do moreno.
Ouvindo um leve ressoar baixo... e calmo.
Ah... poderia ser assim para sempre.
Poderia... mas não seria... não era bom em se enganar.
Harry abriu os olhos sentindo-se dolorido, cansado e também satisfeito...
O que o deixava com um peso culpado no peito.
Não sabia direito o que fizera, mas parecia que era algo que desejava a tempos... ao mesmo tempo tinha conciência de que nunca desejara exatamente ter uma noite com Carlinhos...
Snape o fizera sentir-se humilhado... apesar de aliviado.
Carlinhos, apesar de deixa-lo satisfeito... o fazia sentir-se sujo.
Uma pessoa ruim.
Fungou e levantou, olhando o outro completamente adormecido.
Ergueu-se nú e pegou a calça do moletom vestindo-a de modo atordoado.
Sentia-se mal... muito mal.
Sentia-se mal por Carlinhos... que lhe tinha um sentimento legal... e fora usado.
Sentia-se mal por Remo... que apesar de tudo ainda tinha uma parte grande cativa em seu coração.
Sentia-se mal por si mesmo... sem saber porquê.
Entrou na cozinha... e parou de chofre, um pouco assustado.
A garota derrubou a caneca.
"HARRY! O que cê tá fazendo..." Ela lhe deu um olhar de cima abaixo." Ah... não me responda!"
Harry apenas suspirou, consciente que era inegável o que acontecera, sabendo muito bem como estava arranhado e mordido... e consequentemente com uma cara indecentemente amassada... com calças largas de moletom que pertenciam ao dono da casa.
"Gina... o que você tá fazendo aqui?"Perguntou com o que restou de sua voz rouca.
Ela o encarou parando a sua frente com um olhar que Harry reconhecia desde o meio do seu último ano quando ela soubera...
"Uma vez por semana a boa maninha vem cuidar da cozinha do irmãozão porque ele não tem capacidade para tanto... engraçado no entanto que ele lembre de comer outras coisas..."
"Não comece Gina..." Disse de modo cansado enfiando uma das mãos no cabelo de forma cansada e nervosa.
"Eu? Eu não começo nada Harry Potter... só me pergunto se tem mais alguém na minha família que você vai atacar? Jorge?"
"Eu sinceramente não sei mesmo porque você tomou minha vida como ofensa pessoal Gina... nunca tivemos nada. Eu nunca te prometi nada..."
"Então é verdade que você deixou o Lupin, melhor... que ele te trocou por Sirius? E você correu para o Carlinhos... vocês nunca tem um pouco decência?"
"Não é indecente amar, e você troca de namorados como troca de roupas... o que lhe incomoda é que sou... bicha, como você fala pelas costas não é?"
"Nunca falei pelas suas costas o quanto acho indecente o que você chama de vida..."
"Minha vida... e não tem nada de indecente nela..."
O som da porta do banheiro se fez presente. Harry se virou e parou quase no corredor incerto sobre o que fazer... ouviu-a dizer:
"Você que sabe..." Disse Gina o olhando parado na entrada do corredor e se virando para as sacolas de compras "mas eu não sou a única que acha isso."
Carlinhos abriu a porta do banheiro escutando a última frase... Harry evitou encará-lo, repentinamente sentindo-se tão indecente quanto Gina dissera.
"Vou tomar um banho..." Foi tudo que conseguiu grunhir.
Precisava de um banho... sentia-se nojento.
Pelo menos o Carlinhos tirou sua casquinha... ah e Sirius tamém né! E quando Harry e Remo vão se encontrar?
