NARUTO NÃO ME PERTENCE, NEM A HISTÓRIA! CAPÍTULO ONZE
— Bela Adormecida, vai se queimar.
Hinata abriu os olhos e focou lentamente o corpo alto e bronzeado de Neji , vestindo apenas um calção de banho.
— Adônis em pessoa — ela murmurou.
— Obrigado, cara mia, e agora eu estou queiman do. — O olhar de Neji ficou mais escuro quando ele percorreu cada centímetro do incrível corpo de Hinata exibido à perfeição em um pequeno biquíni branco.
— Esse biquíni deveria ser censurado.
— Você que comprou para mim!
— Eu devia estar louco. — Ele a tocou com uma das mãos. — Mataria qualquer homem que olhasse para você vestindo isso.
— Somente para seus olhos, hum? — ela falou, se levantando.
— É melhor você acreditar nisso, Hinata. — Ele beijou o centro da palma da mão dela e seu coração voou nas alturas.
Queria se beliscar, ter certeza de que aquilo era real. Seu olhar se perdia na maravilhosa cena. A via gem de carro deles tinha sido uma rota direta até a casa de Neji , a magnífica casa de Neji .
— Estou lisonjeada. — Ela deixou a mão sobre a dele. — Mas o que está fazendo aqui fora? Pensei que tivesse que trabalhar.
— Mudei de idéia. — Os dedos dele giraram na pequena curva entre os seios dela e ele retirou as tiras de seu biquíni, deixando-a diante dele com os firmes seios revelados ao seu olhar brilhante. — Eu vi você da janela do escritório. — As mãos dele apalparam os globos cor de creme e Hinata se derreteu em um gemi do inconstante. — E falei a mim mesmo que viria nadar com você e me certificar de que não se quei masse. — Seus polegares roçavam os mamilos exci tados de Hinata. — Mas na realidade, só consigo pen sar nisso. — E ele abaixou a cabeça.
Hinata se inclinou para trás, afundando os dedos na cintura dele e gemeu de prazer quando ele brincou com os bicos de seus seios enrijecidos usando a lín gua e os dentes.
— Você gosta disso — murmurou Neji contra a pele dela, cobrindo seu pescoço de beijinhos, até che gar na boca. — Minha adorável e sensual Hinata. — A mão dele deslizou para baixo para apalpar suas náde gas e a puxou contra seu corpo excitado e ardente. — E eu também. — Seus olhos, resplandecentes de prazer sensual, arderam dentro dos dela e ela deliberadamente passou a mão no tronco dele, acariciando-o livremente. Ela sentiu o corpo dele estremecer e sorriu em retribuição.
— É o que parece — ela brincou. — Você é um homem muito decadente, Neji Hyuuga. — E ela o acariciou um pouco mais. — Deixar-me seminua em plena luz do dia. — Ela notou o rosto dele corar, viu os olhos dele se aproximarem e ouviu o gemido, sen tindo prazer com aquele som. — É justo que eu faça o mesmo — ela murmurou, e sua língua se movimen tou pela forte coluna do pescoço dele, prosseguindo mais baixo até seu peito...
— Não. — Neji de repente agarrou o braço dela e a afastou, seu forte peito arfante. — Você passou muito tempo aqui fora e está muito exposta para fa zermos sexo sob o sol. — Tomando-a nos braços, ele a levou para a casa, diretamente para o quarto.
— Neji , não — ela riu estridentemente, enquanto ele a jogava de uma grande altura na cama.
— Neji . .. — Ela gemeu novamente quando ele a prendeu sob seu corpo, e a beijou até deixá-la sem ar, com sua boca rígida, quente e ávida, deixando-a ar dente de desejo, enquanto suas mãos removiam ha bilmente o que restava de roupa.
Ele levantou um braço e seus olhos dança vam com um brilho pecaminoso.
— Não quer brincar, minha querida? — Ele uniu o dedo indicador com o polegar, mexendo em um bigo de imaginário como um vilão do cinema mudo. — Então devo convencê-la.
Hinata caiu na gargalhada e naquele momento ela soube que jamais amaria outro homem na vida como amava Neji . O homem sombrio, o brincalhão, o amante passional, ele era tudo para ela, e ela sentiu o coração inflar tanto que teve que fechar os olhos para esconder as lágrimas.
— Quer brincar em silêncio, linda donzela?
Ela abriu os olhos quando a boca dele se fechou sobre o bico de seus seios arredondados e ondas de sensação foram descendo até o meio de suas coxas. Com as mãos e os lábios, ele fez uma viagem atormentadora de seus seios até sua barriga e depois mais abaixo.
Ela se agarrou com força aos amplos ombros dele e ele levantou a cabeça em sua direção, com os incrí veis e derretidos olhos claros colados aos dela, dese jando e prometendo, e então ela foi envolvida por uma bola de fogo de sensações, quando ele encontrou o centro pulsante de sua sexualidade. Ela não pensa va em nada, a não ser na excitação irracional, en quanto ele provocava um turbilhão ainda mais arden te, até ela quase chegar a ponto de gritar.
Ele se moveu em cima dela em um movimento fluido e a penetrou, fazendo-a gritar seu nome, com o corpo agarrado em uma possessão tão forte e profun da que em um instante ela sentiu o alívio confuso, enterrando os dedos na carne dele, relaxando suave mente.
Mas Neji não parou. A mão dele subiu pela espi nha dela, sua cabeça inclinou-se sobre seus seios e sua boca sugou os bicos ainda rígidos, seguindo o ritmo dos movimentos do magnífico corpo dela, e em Segundos Hinata estava fora de controle novamente.
Ela sentia cada músculo dele se apertando e então um segundo clímax a atingiu, quando o grande corpo de Neji estremeceu violentamente em um rompante de alívio.
— Fica cada vez melhor — sussurrou Hinata.
— E vai ficar ainda melhor — falou Neji suave mente. E acrescentou: — Você pode se mudar e vir morar comigo.
— Aqui, você quer dizer? — Hinata estava atônita e suas mãos caíram do pescoço dele. Ela o fitou, com o coração cheio de esperança. Ele estava propondo um compromisso pelo qual esperava tanto, ou...?
— Onde mais? Esta é minha casa — ele esclare ceu. — E você adora a casa, pelo que disse.
— Sim. — Mas Hinata sentia como se estivesse ca minhando em um campo minado. Não podia pensar em perder Neji , mas aquela era uma forma indireta de pedi-la em casamento ou ele estava oferecendo apenas um acordo temporário?
— Ótimo. — E então ele a beijou. Em momentos ela estava tonta e desorientada novamente.
Neji era pura determinação masculina quando ro lou sobre ela e se sentou, tomando-a nos braços.
— Vou voltar para a Inglaterra quando você partir, em três dias, e pegar suas coisas. Não deve demorar mais de um dia.
— Espere um minuto. — Hinata se soltou dos bra ços dele e virou para encará-lo. — Quando eu disse "sim" eu não quis dizer "sim, eu me mudaria para morar com você, Neji". Eu quis dizer "sim, adoro sua casa". Quem não adoraria? Mas isso não vem ao caso. Não posso simplesmente pegar minhas coisas e vir para a Itália. Tenho uma empresa para adminis trar.
— Posso cuidar disso facilmente — ele retrucou, com menosprezo.
— Como? — perguntou Hinata.
— Vou pedir que meu departamento pessoal pro cure um novo chef para você e meu pessoal verificará o lado comercial das coisas, contratará outra pessoa para que sua mãe não tenha que trabalhar, a menos que seja assim que você queira. Sua empresa ficará bem, esperando por você, se quiser voltar a trabalhar futuramente.
Ela ouviu ele despejar seu brilhante plano com grande desânimo e, quando ele terminou, ela tinha saído da cama e estava olhando para o sorridente e arrogante rosto dele com toda a raiva de seu coração. Tinha vontade de bater nele, mas em vez disso falou:
— E o que exatamente eu faria enquanto seus em pregados estivessem assumindo meus compromis sos, Neji?
— Você ficaria comigo. Quando eu tivesse que viajar a negócios, você iria comigo. Seria perfeito. — Ele tentou tocá-la, mas Hinata se afastou.
— O que há de errado, Hinata? Pensei que fosse gostar. — Ele franziu o cenho. — Pense nisso: pode ríamos ficar juntos todas as noites.
Ele até se ofereceu para manter a administração de sua empresa para que, quando tivesse o suficiente dela, ela pudesse se dedicar a algo. Como era genero so, ela pensou sarcasticamente, baixando os cílios para ocultar seus olhos expressivos, de forma que ele não visse a raiva e o desapontamento que sentia.
— Seja sensata, Hinata, você sabe que quer. — Ele a pegou e puxou-a ao seu encontro, espraiando a mão na base de sua espinha, enquanto a outra levantava o queixo dela. — Então, o que me diz? Você será mi nha amante residente...? — Os olhos perolados brilha vam de prazer e algo mais e de repente Hinata percebeu que os dois estavam nus, e ficou tentada a... oh, céus, tão tentada...
Vários questionamentos diferentes inundavam sua mente e o mais importante era: suportaria perdê-lo? Ela o amava com toda a força e abraçada por ele ima ginava se o que Neji oferecia era tão ruim assim. Com o tempo, poderia vir a amá-la. Será que deveria correr o risco?
Ela analisou o rosto rígido e atraente dele e sentiu-se fraca, mas aquela era uma decisão muito importan te para ser tratada no meio do sexo.
— Você já morou com muitas mulheres? — Preci sava saber se seria apenas mais uma.
— Com nenhuma — ele confessou. — Nunca sen ti vontade.
— Lá vem você com sua arrogância novamente. — Hinata brincou, sentindo uma grande onda de alívio. Se ela seria a primeira, então havia esperança e, com amor e sorte, seria a última. — Mas e quanto a Tenten...? Vocês foram noivos.
Ela sentiu o corpo dele ficar tenso e viu as mãos dele caírem abruptamente, quando ele se afastou. Hinata ficou surpresa por sua pergunta inócua causar ta manha reação.
— Jamais fale de Tenten na minha presença nova mente — ele falou.
A ordem dele partiu seu coração rapidamente, des truindo toda esperança. Hinata percebeu que Neji amava Tenten, sempre amara e sempre amaria.
Como podia ter sido tão idiota de pensar que ele poderia gostar dela? Queria ficar com ela somente pelo sexo. A verdade é que não seria mais que uma amante a ser descartada quando ele se cansasse e a percepção deixou-a enjoada.
Quase se convencera a se mudar para ficar com ele, esperando que o amor pudesse crescer. Mas não havia esperança, já que ele amava outra mulher há anos. De repente a dor, a injustiça daquilo tudo a aco meteu.
— Não tenha medo, Neji — ela disparou. — Você jamais me ouvirá falando de sua adorável Tenten novamente. Porque você jamais me verá nova mente.
Neji virou, enfurecido, e ela viu quando ele dispa rou em sua direção, mas não se importou.
— Ela acabou abandonando-o no fim, não foi?
Bem, isso não me surpreende, porque nunca deu a mínima para você.
Neji levantou a mão e Hinata pensou que ele fosse bater nela. Mas com supremo controle, ele parou a mão no ar e, em vez disso, enterrou os dedos nos cabelos dela.
— Nunca bati em uma mulher e não vou começar com você. Mas o señor Uchiha tinha razão: realmente é uma maldita sem coração.
Hinata empalideceu diante da opinião brutal que ele tinha sobre ela, mas quando ele continuou, a raiva dela aumentou.
— O pobre coitado do Sasuke pode ter cometido um erro. Mas ele a amava e venerava, ficando arrasa do quando você o deixou. Sua depressão acabou le vando à sua morte e à...
Os olhos de Hinata explodiram em raiva quando ela finalmente não agüentou e o interrompeu:
— Por que, seu estúpido e hipócrita? Seu amigo falou isso? Bem, deixe-me dizer-lhe, se Sasuke esta va deprimido por causa de alguém, não era por mim. Pergunte à sua adorável Tenten. Quem você pensa que encontrei rolando nua com ele? Eles eram amantes desde os 14 anos. Se alguém é um pobre-coitado, este alguém é você, por ainda amar aquela mulher. A úni ca coisa que me surpreende é vocês não terem se ca sado anos atrás, pois, de acordo com sua santa noiva, Sasuke a amava e queria casar-se com ela, mas ela pensou que você seria uma aposta melhor.
O rosto dele estava duro como pedra e seus olhos estavam paralisados vendo Hinata despejar sua raiva, continuando a fitá-la de uma forma que ele ja mais a vira.
— Não tem nada a dizer, Nejj? A verdade dói?
— Como você ousa mentir tanto sobre uma pessoa morta?
— Ah, não me venha com esse papo de bom santo. Sasuke morreu há muito tempo. — Ela pensava mais na outra mulher. Não era Hinata quem Neji queria, estava meramente usando-a, e isso doía. Doente de ciúmes, ela acrescentou:
— Se você não acredita em mim, pergunte a Tenten. Apesar de ser óbvio que ela abandonou você, e não a culpo.
Ele olhou para ela com o rosto distante, assusta dor.
— Sua desgraçada — ele falou, entre os dentes. — Tenten morreu, como sabe.
Toda a raiva e o ciúme desapareceram de dentro dela.
— Oh, não... Quando? Como?
— Dio, você é ótima atriz. — Neji sacudiu a ca beça em desgosto. — Não finja que não sabe. Você mesma disse que o señor Uchiha escreveu contando sobre o acidente e Tenten estava no carro com Sasuke.
— Ele nunca mencionou isso — murmurou Hinata.
— Era apenas uma linha: "Sasuke bateu o carro e morreu por sua causa. Espero que queime no inferno."
Ela olhou para Neji . Ele mantinha-se imóvel diante dela, com o rosto obscuro, e ela viu que ele recuou, apesar de tê-lo magoado. Mas não se impor tava mais. Todas as suas esperanças e sonhos de amor estavam arruinados de uma vez por todas.
— Obviamente, recomeçar nosso caso foi um grande erro. — Hinata se levantou com uma horrível certeza.
Já tinha sido bastante ruim quando ele pensou que ela quisesse apenas seu dinheiro. Ela olhou para a cama desarrumada e quis chorar. Durante todas as vezes que fazia amor, ele pensava que ela era indire tamente responsável pela morte da mulher que amou. Isso era impensável! Ela sentiu a mão dele em seu braço e se livrou dela sem olhar para ele.
— Preciso tomar um banho.
Neji ligou o carro e pegou a estrada a uma veloci dade estonteante. Somente ao ver que quase bateu em um caminhão ele começou a raciocinar e diminuiu, finalmente virando e dirigindo de volta para a casa. Foi até a antiga construção da fazenda. Estacionou o carro e caminhou sem parar ao redor.
Lá no fundo ele sabia que Hinata falara a verdade, mas também ficou muito enraivecido com a possibi lidade de ter sido traído por Sasuke e Tenten, e jogou toda sua fúria em cima de Hinata, a única pessoa ino cente em toda a história.
Tudo fazia sentido. Ele fora noivo de Tenten por quase cinco anos e, apesar de o sexo entre eles ser muito bom, não era muito freqüente, acontecendo so mente nas poucas semanas do ano em que visitava o Chile.
Ele a amara de certa forma, mas, honestamente, tinha muito mais interesse em expandir suas empre sas do que em se casar. Metade da atração que tinha por Tenten era pelo fato de ela estar tentando construir sua carreira de cantora e, desde que ele ajudasse com dinheiro, ela não o atrapalhava. Era conveniente para ambos na época.
Mas tardiamente ele percebeu que Tenten também não tinha pressa em se casar com ele. Ele notou que ela só apressou a data do casamento depois que Hinata deixou Sasuke. Provavelmente porque quando Hinata fugiu e os planos de seu pai para o rancho foram por água baixo, Sasuke passou a pressionar Tenten para casar-se com ele.
O acidente do carro ganhava um novo aspecto. A situação mais provável era que dois amantes estives sem brigando enquanto dirigiam em alta velocidade.
Não era de se espantar que Hinata não quisesse nada com o rancho Hyuuga. O lugar e as pessoas só lhe causa ram dor de cabeça e ela era somente uma adolescente na época.
Ele se jogou no chão e se recostou no tronco de uma oliveira. Seu próprio comportamento desde que encontrara Hinata novamente há alguns meses fora diabólico, se pensasse nisso agora e, depois da dis cussão daquela tarde, ela jamais olharia para ele no vamente.
Neji imaginou, sem vaidade, como um homem brilhante, articulado e inteligente como ele podia ter se comportado de forma tão grosseira, presunçosa e boba com a única mulher no mundo com a qual se importava: Hinata.
Ela era a única mulher do mundo com a qual se importava... Ele obteve sua resposta e, se levantando com um sorriso de determinação no rosto, entrou no carro e dirigiu de volta.
Hinata só conseguiu um vôo para a Inglaterra na noite do dia seguinte, às dez.
— Você fica para o jantar? — Thomas, o mordo mo de Neji , perguntou.
— Sim — Hinata falou. Sabia que seria praticamen te impossível encontrar um hotel em Roma àquela hora. E não estava preparada para ficar as próximas trinta horas vagando em um aeroporto. Neji já cau sara dor e sofrimento suficientes em sua vida, mas não mais.
— Às oito horas está bem, Thomas — ela disse. Hinata sentia vontade de sumir, mas seu orgulho não a deixaria escapar. Não daria a Neji a satisfação. Ela já tinha arrumado as malas, alojando-as em um quarto de hóspedes. Não mais se inclinaria a cada capricho de Neji .
Entrando no quarto que escolheu, Hinata caiu na cama. Não arredaria pé dali até a hora do jantar. Não tinha a menor vontade de ver Neji antes disso. Descendo a escada um minuto antes das oito horas, Hinata imaginou se Neji apareceria.
Thomas avisou a ela que o jantar seria do lado de fora e ela saiu, respirando fundo o ar da noite.
Ele a esperava no pátio, onde uma mesa estava posta para o jantar. Vestido relaxadamente, alto, mo reno e incrivelmente atraente, ele observou a aproxi mação dela. O coração traidor dela acelerou e ela des viou a atenção para a mesa.
— Eu não tinha certeza se ainda a encontraria aqui — falou Neji .
— Não quero ir para a casa de seus pais e o primei ro vôo que consegui é amanhã às dez da noite. Acho que esta casa é grande o suficiente para acomodar nós dois, sem que tenhamos que nos encontrar. Afinal, somos maduros. O fim de um caso não significa gran de coisa.
— Muito sensível, Hinata. Sente-se e deixe-me ser vir uma bebida. Este vinho é muito bom e sei que você adora vinho tinto.
Thomas apareceu com a comida e ela soltou um breve suspiro de alívio. E para sua surpresa, desco briu que estava realmente faminta.
Neji estava estranhamente calmo, mas por que não? Quando um caso terminava, não havia muito o que dizer. A atmosfera tensa que havia entre eles cor tou seu apetite.
— Mais vinho? — Ele sorriu brevemente.
— Sim, obrigada.
Por alguma razão, Hinata percebeu que Neji estava mais desconfortável do que ela. Ela olhou para a gar rafa de vinho vazia e então voltou a olhar para Neji .
— Você deve adorar este vinho mesmo. Bebeu quase toda a garrafa.
— E você me culpa, depois da revelação desta tar de?
— Falei a verdade. — Já estava satisfeita, tanto com a comida quanto com aquela farsa de jantar.
— Eu sei. Depois que superei o choque, tudo fez muito sentido.
Hinata olhou para ele desconcertada pela resposta.
— Você tem razão, Tenten nunca quis realmente se casar comigo — ele falou. — E quanto a Sasuke, ficou tudo óbvio quando consegui raciocinar.
Hinata podia sentir sua raiva e sua dor e quase senti pena.
— Eles não mereciam morrer, mas não posso fingir que sinto que se tenham ido. Meu único pesar por você ter se envolvido nesta complicada história triste tão jovem.
— Sim, mas está tudo acabado agora — falou Hinata. Devia se sentir vitoriosa por Neji ter acreditado nela, mas não se sentia. Porque isso não alterava o fato de ele ter amado Tenten. Estava perdendo tempo vivendo com esperança. Sabia que não conseguiria bancar a amante sofisticada. Não valeria a pena, trai ria seus próprios ideais. — E agora, se você me der licença — ela falou, se levantando.
— Não. — Neji se levantou, jogando a mesa lon ge, fazendo com que a louça e os talheres voassem por todos os lados. Então sua boca sensual se apertou em uma linha apertada e sem cor, enquanto seus olhos perolados capturavam e atraíam o olhar chocado dela. Passando por cima dos cacos no chão, ele agar rou seus ombros esguios. — E você quer casar comi go?
Se Neji não a tivesse agarrado, ela teria entrado em colapso e caído no chão, chocada. De olhos arre galados, ela o fitou, incapaz de acreditar no que dis sera.
— Você se casaria comigo, Hinata? — repetiu, com muita determinação. — Esqueça o que falei esta tar de. Esqueça tudo, pense apenas em nós dois.
Seu sonho estava se tornando realidade, mas tarde demais, percebeu Hinata. Se fosse se casar, queria um marido que a amasse e somente a ela. Não estava preparada para ser a segunda melhor.
— Não. Desculpe-me.
— Por que não? — perguntou Neji com uma fúria selvagem. — Você sabe que somos bons juntos.
— Sei, mas também sei que você ama Tenten, sem pre amou e sempre amará — falou Hinata. — E não posso competir com um fantasma...
— Um fantasma... Tenten? — Neji repetiu, incré dulo. — Nunca amei Tenten. Fiz mais amor com você em duas semanas do que jamais fiz com Tenten em todos os anos que passamos juntos.
— Sexo — Hinata falou. Tão típico de Neji .
— Não, sim — explodiu Neji . — Dio! Você está me deixando confuso! — Uma das mãos caiu dos ombros dela e envolveu sua cintura. — Não quis di zer sexo. Quis dizer amor. Amo você, Hinata.
Pressionada contra o maravilhoso corpo dele e com os olhos dele queimando dentro dos seus com uma intensidade de sentimento que ele não tentava esconder, Hinata sentiu a esperança crescer dentro dela. Ele falou as palavras que ela esperava ouvir, mas ainda tinha medo de acreditar.
— Mas vocês eram noivos — ela não pôde deixar de murmurar.
— Eu sei e, apesar de me envergonhar, nunca amei Tenten. Não da forma como um homem deve amar a mulher que quer como esposa. Não da forma que a amo. Você me conhece, Hinata. Não consigo deixar você. — E para ilustrar o que dizia, a mão que estava no ombro desceu para contornar a maciez dos seios dela revelados pela blusa decotada.
Com os bicos dos seios enrijecidos em claro alívio contra o suave algodão e um calor queimando seu estômago, Hinata falou, sem ar:
— Isto não prova nada.
— Isto prova que a quero loucamente. Você real mente acha que eu manteria uma relação de longa distância como a que eu tinha com Tenten se realmen te a amasse? Eu estava trabalhando muito para ex pandir meus negócios e pensava que Tenten seria tão boa esposa quanto qualquer outra mulher. — Neji apertou os dedos espalhados no colo de Hinata. — Cer tamente isso diz algo a você, Hinata. Nunca acreditei no amor, até conhecer você.
Hinata olhou para ele, incapaz de falar, incapaz de sentir nada além de uma arrebatadora felicidade cre scendo dentro dela.
— Hinata, vamos entrar em casa — ele falou direta mente e ela deixou que ele a levasse para a elegante sala. Suas emoções estavam em estado tão caótico que mal podia pensar direito.
— Não estou fazendo a coisa da maneira certa, é verdade — Neji passou a mão nos cabelos dela. — Mas você precisa acreditar em mim, Hinata. — Ele se sentou ao lado dela, pegando uma de suas mãos.
— Amo você e quero me casar com você. — E para sua total e completa surpresa, ele tirou uma pe quena caixa do bolso da calça e a abriu. Os olhos dela ficaram fixos no reluzente anel com uma combinação incrível de perolas com diamantes e seu coração acelerou. Realmente queria se casar com ela e ela sentiu os olhos se encherem de lágrimas. Ela olhou para o rosto moreno dele e viu sinceridade e amor e, surpreendentemente, um brilho de incerteza.
— Você trouxe este anel para mim? — ela pergun tou, com a voz embargada. — Mas esta tarde...
— Esta tarde fui um idiota — falou Neji . — Esta va muito tenso, determinado a pedir que viesse morar comigo, mas com medo que recusasse. Depois tive medo que, se você viesse, me deixasse alguns meses depois. — Neji com medo era um conceito total mente novo para Hinata. — Eu não estava exatamente confiante.
— Você não estava confiante? —Hinata sorriu diante do absurdo, mas viu o brilho de vulnerabilida de nos olhos dele e seu coração se encheu de amor. Ele realmente teve medo e ela percebeu que ele era tão propenso a incertezas emocionais quanto ela.
— Eu superei rapidamente, depois que me achei totalmente idiota, ao ouvir o que você contou sobre Sasuke e Tenten. Dirigi furioso e depois parei e pen sei um pouco. Depois dirigi novamente até a joalheria mais próxima. — Ele tirou o anel da caixa e, olhando profundamente para aqueles olhos perolados, colocou-o no terceiro dedo da mão dela. — Você vai se casar comigo, Hinata, pois não aceitarei "não" como resposta.
— E não terá — Hinata falou, tonta de felicidade. Neji levantou a mão dela até sua boca, beijando o anel como uma bênção.
— Jamais acreditei que pudesse amar alguém como amo você.
Hinata curvou a mão em torno da linha da mandíbula dele, com os olhos brilhantes fitando os olhos escurecidos e possessivos dele.
— Você me excita, me enfurece e me enlouquece, mas me apaixonei por você desde o nosso primeiro beijo.
— E agora que você me fala —(Essa frase resumiu meus pensamentos em todos os romances que eu li, sério, sempre fico, "Fala logo, cacete, deixa de enrolação" kkkkkk) resmungou Neji , pegando-a no colo e beijando-a apaixonadamente, enquanto a levava para cima. — Sinto como se tives se esperado toda a minha vida só para amá-la. — E ele a beijou novamente, deitando-a lentamente sobre a cama.
— E quando você percebeu que me amava? — ela perguntou, entre os beijos.
— Eu podia dizer que foi hoje à tarde, na casa da fazenda, mas isso não é verdade — admitiu. — Acho que já sabia há meses, mas não queria reconhecer. Provavelmente quando a vi novamente. Lembrei de você no passado como uma menina pequena e de pele clara, com grandes olhos inocentes e que parecia jovem demais para pensar em se casar e senti muita pena de você. Mas no dia que você entrou no meu escritório em Santiago e a vi altiva e estendendo a mão para mim, não consegui desviar os olhos. E você fez o que pôde para me ignorar.
— Eu tinha certeza de que tinha se casado com Tenten e, sabendo o que eu sabia, também senti pena de você, e nem sequer ousei encará-lo.
— Você sentiu pena de mim! Acho que ninguém mais na vida sentiu pena de mim e não tenho certeza se gosto desta idéia.
— Não se preocupe. — Hinata deu um beijo nos lábios dele. — Eu rapidamente superei isso e algu mas vezes pensei que fritá-lo em óleo fervente pode ria ser uma boa alternativa.
— Quando penso em como me comportei não a culpo, mas você me fascinou e confundiu tanto que não conseguia pensar direito. Não tinha qualquer in tenção de ir adiante com um casamento por conve niência, mas quando você me ignorou, me peguei in sistindo várias vezes seguidas. Acho que eu sempre soube que a amava, mas tinha muito medo de admitir para mim mesmo.
Hinata imaginava isso, mas ela parou de imaginar quando fez amor com ele de forma lenta e tátil, reali zada com a intensidade das sensações originadas por eles terem confessado abertamente seu amor, transportando-os para uma nova dimensão, em que exis tiam somente como um.
Certamente nada mais poderia dar errado, pensava Hinata, olhando ansiosamente pela janela da sala de estar. Os amigos e a família haviam chegado nos dois últimos dias: Sanchez e Donna com o bebê, Hizashi e Kurenai, e amigos de Neji de todo o mundo. Era o dia de seu casamento. Tina, sua madrinha, saíra para a igreja há meia hora.
Hinata voltou-se para a mãe. — Tem certeza de que o carro de noiva foi alugado para as duas horas? Sei que existe um certo charme no atraso da noiva, mas isso não se aplica ao carro. Eleja está quase vinte minutos atrasado.
Hikari sorriu para a filha com lágrima nos olhos. Hinata nunca estivera tão linda, com um vestido de cetim branco classicamente cortado e bordado com peque níssimos cristais em torno do pescoço e de mangas curtas. A saia seguia o contorno de seu corpo e se ostentava na parte de trás em uma elegante cauda, também cravejada de cristal. Seu magnífico cabelo era um volume de cachos deixados soltos seguindo as estritas instruções de Neji e uma tiara de cristal sus tentava o delicado véu.
— Mãe, pare de ficar tão nervosa. O que vamos fazer?
Uma batida na poria e o problema estava resolvido e cinco minutos depois sua mãe murmurava:
— Chegamos, querida.
Quando mãe e filha saíram do carro de noiva no portão da antiga igreja de Chipping Beecham, foi possível sentir uma grande animação pelo que seria sem dúvida o casamento do ano.
Hinata sorriu diante de todos os rostos sorridentes enquanto seguia até a igreja. Tina estava esperando e rapidamente ajeitou seu véu e a cauda do vestido, antes de Hinata entrar na igreja com os braços dados à mãe.
Mas depois de entrar na igreja, a noiva não tinha olhos para ninguém, além do alto, moreno e incrivel mente lindo noivo que a esperava no altar...
Todos concordaram que a cerimônia foi muito emocionante e, quando o padre falou "pode beijar a noiva", um suspiro coletivo foi ouvido diante da be leza do momento e eventualmente o beijo se tornou uma gargalhada o que despertou o convidado mais novo, o filho de Donna, que começou a chorar.
Mas quando Hinata registrou o barulho, ela já estava caminhando para a saída da igreja de braços dados com o homem de seus sonhos e feliz demais para se importar...
