Capítulo 11 – Terceira Lei de Newton.

"Seja Bem-Vindo de volta à família! Esse é o meu garoto.

É claro que fiquei preocupado com o fato de talvez você ter que ir para Azkaban, mas depois que fui informado pela McGonnagal de que 'Filch está perfeitamente bem, apenas sem um dente e uma unha. E umas costelas quebradas. E uma perna. E um braço. Enfim, bem. Madame Nora está psicologicamente abalada a ponto de seus pêlos caírem, todinhos' fiquei razoavelmente feliz.

Meu humor melhorou ainda mais quando recebi a carta de Ted dizendo que o Mapa não havia sido queimado.

Em todo caso, pelo menos nem todos os meus genes foram perdidos.

Ainda resta esperança.

Seu pai, George.

PS: Amanhã terei que ir aí conversar sobre o seu 'comportamento'. Não olhe nos meus olhos, finja que está arrependido e eu fingirei que estou bravo.

Não deixe sua mãe ver essa carta.

Abraços.

PPS: Levarei uma câmera para eternizar a imagem daquela gata horrível parecendo um rato.

Este é um dia memorável."

Fechei a carta do meu pai e dei um farelo do meu bolinho para Athena, que bicava minha mão insistentemente.

A linda coruja negra (muito rara. Antes de encontrá-la não sabia que existiam corujas dessa cor), dada por satisfeita voltou para casa.

Suspirei.

- E aí? O George brigou com você?

- Não. Nos parabenizou. Ele chega amanhã.

- Adoro seu pai. – ele sorriu. – Sempre me inspirei nele.

- Sério? – sorri. – Nem havia notado.

Nossos sorrisos desapareceram quando vimos McGonnagal vindo em nossa direção.

- Ô-ou. – catuquei Ted.

- Minerva, minha querida! Céus! O que você fez com seu cabelo? Está di-vi-no! É aquele novo creme de óleo de dragão? E sua pele...está tão brilhosa. Quantos anos você tem? 21? – ele disse, fingindo estar encabulado. – Ops...esqueci que é falta de educação perguntar essas coisas a uma dama.

McGonnagal revirou os olhos.

- Chega de bajulações, Lupin. Vocês dois já foram visitar Filch na enfermaria?

- O que? Enfermaria? O que aconteceu com o pobre? – Ted fez cara de surpresa.

- Muito engraçadinho. Acho que o mínimo que podem fazer é visitá-lo. Ah sim...e depois virem até meu escritório. Tenho um trabalhinho para vocês. – ela sorriu malignamente.

Fomos até a enfermaria.

Filch estava enfaixado da cabeça aos pés. Única coisa que podíamos ver era seus olhos.

Quando nos viu, começou a se remexer e gritar coisas que, por causa das ataduras, se tornavam apenas sons abafados.

- Filch, amigo! – Ted sorriu – Como se sente?

Filch continuou gritando e nos olhou mortalmente.

- O que? Desculpa...eu não to ouvindo...

Olhei para a cama ao lado e segurei o riso. Cutuquei Ted e apontei para a cama.

- Olha.

Ted, diferente de mim, não conseguiu conter o riso.

- O que é isso? Uma experiência de laboratório que deu errado?

A Madame Nora estava totalmente sem pelo e nos olhava igual ao seu dono.

Parecia aquele gato que dizem que é uma raça rara, mas eu acredito que seja um álien disfarçado de gato para nos vigiar. Qual é mesmo o nome?

Ah é! Sphynx.

- Quando meu pai vir isso, vai me por de volta no seu testamento.

- Bem Filch...melhoras...estamos todos morrendo de saudades do seus gritos, lamentos e ameaças de tortura. – Ted bateu na perna de Filch o que o fez gemer mais ainda.

Depois da visita ao nosso nobre companheiro, nos dirigimos a sala da Megera.

Sim, era hora de encarar a verdade.

Uma detenção daquelas estava por vir.

Dei dois toques na porta e ouvimos um "sim?" vindo de dentro.

- Somos o Weasley e Lupin...

- Ah claro! – a porta se abriu rapidamente e um sorriso medonho na face de Minerva me fez engolir em seco. Eu só a vira sorrir assim uma vez. Foi quando Slughorn derramou sua poção de criar plantas pantanosas na própria barba, que a deixou verde, escamosa, úmida e com um cheiro de peixe morto por três semanas. E um sapo pulou de dentro dela. Para cima da McGonnagal. Bom, aí ela parou de sorrir.

- Entrem meninos. Chegaram na hora certa.

- Sentiu nossa falta, hein Minnie? – Ted usou seu sorriso de conquistar garotas, mas que apenas fez McGonnagal torcer o nariz.

- Sempre o insolente, Lupin. Por que não é como seu pai? Homem adorável.

- Está dizendo que não sou adorável? – seus olhos piscaram, seus cílios ficaram estranhamente longos e delicados e um biquinho surgiu. Sério, como ele faz isso?

Segurei o riso, mas não o suficiente, porque a fez virar-se em minha direção.

- Acha graça do seu bobo da corte, Weasley? Então tenho certeza que vão amar a detenção de vocês. – apanhou dois baldes grandes de metal e jogou em nossos braços. – Quero uma amostra de adubos mágicos advindos de acromântulas para a aula de Herbologia.

Fiquei sem acreditar.

- O que? Adubos...? Você quer dizer...?

- Isso mesmo, Weasley. Exato.

- E de acromântulas? Você já viu o tamanho daquelas coisas? Não vai caber nesse balde!

- O balde é mágico, meu querido. Você já acampou? Sim? Então...é como uma barraca, pequena por fora, grande por dentro. – o sorriso dela cresceu.

- Ótimo. Você acha que nos castiga com isso, Minnie? – Ted sorriu. – Isso não é nada.

- Oh! É mesmo? Esqueci de um detalhe. – McGonnagal virou-se, apanhou algo dentro de uma gaveta e pôs nos baldes. – Luvas.

- Para que?

Ela sorriu mais ainda.

- Accio varinhas! Estão confiscadas até o término do serviço.

- Mas e se as acromântulas nos atacarem? – falei espantado com a crueldade daquela mulher.

- Não irão. Acromântulas hibernam nessa época do ano. Deveriam estudar mais meus queridinhos. E vocês sabem que antes da hibernação ela precisam liberar toooodas as necessidades, não é mesmo? – falou cinicamente em tom de segredo.

Descemos em direção a Floresta Proibida.

Ted resmungava sozinho.

A única coisa que entendi foi:

- Nem sabia que acromântulas hibernavam! Só mamíferos fazem isso...


Hey hey! Olha eu aqui. Dessa vez vim no tempo certo! *dancinha de comemoração*

Não tenho muito o que falar, tenho pressa para voltar a escrever na minha atual fic. Quero logo postar.

Ah! Só um aviso. Se em alguma fic contemporânea, passada ou futura aparecer sem as novas regras gramaticais, é porque meu word ainda não está atualizado e eu esqueci de consertar, ok?

Então...beijos!