Um incêndio colocou aquela madrugada em apuros. Não demorou muito para a fumaça escura poluindo o ar e quase tampar a visão pela escuridão da fumaça seca. E pelo tamanho dele, o fogo foi, sem dúvida, um grande problema para a família, que tentava lidar sozinha com as labaredas. Outros usavam extintor de incêndio, como Corazon fazia. Trébol usava sua habilidade com a gosma que produzia para amenizar o fogo. Melissa tirou seu xale e juntou-se aos outros, pegando baldes d'água e atirando sobre as chamas. Depois de um bom tempo, o fogo estava sendo controlado até desaparecer.
– Foi você, Corazon? – perguntou Doffy
Ele negou com a cabeça.
– De algum lugar veio esse fogo!
– As lareiras estavam acesas? – perguntou Lao G.
– Estavam sim. – confirmou Diamante – aliás, sempre ficam acesas. As janelas estão abertas aqui, talvez o vento fez algo inflamável cair perto delas.
– O incêndio começou na cozinha e se espalhou pelo resto do lugar sozinho? Pode isso? – perguntou Baby 5.
– Mas é claro. Fogo tem tendência a se alastrar. – disse Señor Pink, acendendo um cigarro para fumar – mas se manejar objetos com cuidado, incêndios podem ser evitados… – deu uma olhada para Corazon pelo canto dos olhos. O loiro correspondeu com uma mirada séria.
– Tem certeza que não foi você, Corazon? – perguntou Melissa, preocupada.
Ele negou com certa irritação, mas piscou rapidamente um olho para ela, para que ela não interpretasse ele mal, devido a sua resposta. Melissa demorou um pouco a entender aquele sinal, mas calou-se do mesmo jeito. Pica tomou a frente e foi até a lareira, pegando um longo pedaço de pano seco e queimado.
– Será que foi isso que principiou o incêndio?
Era a primeira vez que Melissa ouvia Pica falar. Levou um susto ao ouvi-lo, pois era incomum um homem daquele porte de gigante e robusto ter uma fina voz de boneca. Sentiu a vontade de rir vindo e, sem se controlar direito, pôs as mãos em sua boca. Todos perceberam, principalmente Pica que desconfiou logo do que se tratava.
– Que houve, Melissa? – perguntou Diamante.
– Cof cof… esse cheiro… está me tirando o ar, com licença… – ela disfarçou com uma possível alergia, até que Pica se pôs diante dela. Por um lado, isso foi bom para Melissa, que conseguiu controlar o riso quando o viu aparentemente nervoso.
– Você está rindo!
– Não! Só queria sair um pouco daqui… cof cof… essa fumaça… – ela voltou a tentar se controlar.
– Deixa ela, Pica! – Baby 5 foi até ela – está tudo bem como você?
– Sim…
– Melissa… você estava aqui antes do incêndio? – perguntou Diamante.
– Não estava, não. Ela estava conversando comigo lá em cima. – interveio Doflamingo.
– Meu pano! Ah, não! – Jora reconheceu um dos panos que havia desenhado e confeccionado.
– Ah, até parece que só tinha esse! – Buffalo ironizou o drama da mulher.
– Faço outro. – ofereceu-se Melissa.
– Ahh… obrigada, Melissinha! – disse a outra agarrando-a e dando-lhe um beijo longo na testa.
– Ai, faz cócegas… Jora… – A outra pode rir um pouco, simulando que estava sem jeito diante daquele paparico.
– Bem, acho que podemos voltar a dormir. – disse Lao G, que estava de pijamas.
– Espero que não haja outro descuido desse… – disse Doflamingo. – depois conversamos, Melissa… acho que já deve ser sua hora de dormir.
– Mas… posso terminar de limpar essa sujeira?
– Não… se sentia bem a ponto de querer sair daqui? – perguntou Pica.
– Começarei pela sala, onde está menos poluído, até lá, a cozinha estará com menos fumaça.
– Posso ajudar? – ofereceu-se a garotinha.
– Uma mão na roda é sempre bem-vinda, Baby 5…
– Venha, Buffalo! Venha ajudar a limpar essa bagunça.
– Ah, não! É muito serviço… – o menino enorme parecia preguiçoso.
– Ora, não seja preguiçoso! Vai ajudar as meninas! – ordenou Doflamingo. – Ah, Law… vai ajudá-las também…
– … – Law não protestou, apesar de não gostar da ideia.
Quando todos saíram, ficaram Melissa e as outras crianças cuidando de limpar a cozinha e a sala. Melissa combinou que Law e Baby 5 limpassem a sala, enquanto ela e Buffalo tomariam conta da cozinha. A sós, Law perguntou algo para a menina com quase a idade dele.
– Parece que Doflamingo protege muito a Melissa…
– Chama-o de Jovem Mestre, Law! Jo-vem-mes-tre! – terminou de soletrar batendo na cabeça dele com um pano, fazendo o outro olhá-la zangado – ...desculpa. – disse a garotinha, aparentemente assustada.
– Estou falando sério… quase ninguém gosta dela aqui… com exceção do Jovem Mestre… está bem assim para você? – ele se referia ao fato dela exigir o modo de chamar Doflamingo.
– Sim… mas eu também gosto dela, ela é muito legal!
– …de fato, ela não é uma ameaça. Mas ele sempre cuida dela… ele parece diferente com ela…
– Mas tem que ser assim, senão os outros ficam chatos com ela! Eu mesmo a protejo!
– Sei… hah, também tem o Corazon.
– Corazon… ah, mas foi ele quem tirou Melissa das ruas.
Comentaram um pouco mais sobre isso até Melissa chegar ali para verificar o serviço dos garotos. Cada um em seu canto, os irmãos Donquixote ficaram observando Melissa, jeitosa e paciente com um preguiçoso Buffalo que, com todo o jeito dela, acabou "despertando" de sua moleza e ajudou-a animadamente. De repente, ambos se flagraram observando a morena. Trocaram olhares. Silenciosamente, era como se estivessem desafiando um ao outro. Mas nenhum deles poderiam tomar à frente, nada era totalmente certo. E também não queriam escândalos perante os outros membros. Mas uma coisa era certo para Doflamingo: descobriria quem era realmente esse tal que havia conquistado Melissa antes, e daria um jeito deste sumir. Estava disposto a conquistar e ter a morena para si, embora não quisesse provocar-lhe sentimentos opostos ao amor. Sabia que era um bruto quando resolvia as coisas, mas não queria de modo algum magoar ou afugentar a bela de si.
Os quatro gastaram apenas quatro horas para deixar tudo "novo". Depois, ambos puderam descansar o resto da madrugada que não puderam dormir. Melissa foi para seu quarto e desabou em um choro contido antes mesmo de começar aquele incêndio. Já sentia certo medo dele. Lembrou-se do beijo roubado dele. Pensou em Corazon também. Tinha medo que ambos começassem uma briga por causa dela. Sabia que ambos eram poderosos, mas temia mais por Rocinante. O Corazon que ela tanto admirava e amava.
…
Corazon sabia que sua jogada em incendiar propositalmente a cozinha foi literalmente infantil e irresponsável de sua parte, mas não havia jeito. Tinha alguns planos para Melissa e ele, mas não era tolo de fazer tudo sem pensar antes. Precisava manter a segurança dela. Queria fugir com ela, mas era totalmente impossível. Precisava manter a Marinha informada de todos os planos dos piratas Donquixote. A prioridade era a justiça, e não aquela "família". Um irmão insano que foi capaz de tirar a vida do próprio pai na sua frente e levar a cabeça dele para Marijois, com o auxílio daqueles três outros agentes oficiais, incluindo Vergo que estava sumido e que sequer conhecia Melissa. Por um lado, agradecia aos céus por isso ser fato, pois já imaginava que Vergo seria pior com ela, e talvez arranjasse algum tipo de conflito que pudesse prejudicar a jovem desamparada. Era sorte por um lado e azar pelo outro, seu irmão mais velho se apaixonar por ela. Também temia por aquele garoto Law, cujo passado foi desastroso e suportava a angústia de sua vida limitada pela sua doença, e ainda estava sendo orientado para se tornar dos piores daquele bando… como Trébol, Diamante e Pica fizeram com Doflamingo e Vergo quando crianças. Foi sábio e arriscado em fugir das mãos deles… não se imaginava como eles. Havia senso de justiça e bondade em seu coração, coisa que queria manter… o laço mais forte que tinha dos seus pobres falecidos pais. O loiro atrapalhado nunca os viu como "camaradas", mas ele não tinha nenhum problema em esconder sua verdadeira natureza deles – até chegar aos dias recentes. Se eles o flagrassem com ela, provavelmente contariam tudo para Doflamingo. Com exceção de Law, que parecia ser tão frio e distante até mesmo dos outros e que, aos poucos, parecia ter certa confiança nele. Ambos já não implicavam mais um com o outro.
Tomou uma ideia como plano definitivo: ajudaria Law primeiramente, procurando a cura daquela doença do Chumbo Branco e, assim, podendo tirá-lo da trilha daquele bando e depois raptaria Melissa, levando-a para junto de si para viver eternamente com ela, longe do irmão e do bando. Era uma total loucura, tranando-se de enganar seu irmão e o resto do bando – mas era a solução. Sentia-se parado demais, vendo as coisas acontecerem e da pior forma. Mas explicaria todo o plano para ela, para que não se assustasse com seu repentino desaparecimento.
– Isso… é loucura, Corazon! – Melissa não parecia concordar – Algo me diz que não vai dar certo!
– Não deixa esse pessimismo te acomodar! – ele sacudia-a sem machucar – precisamos nos livrar de tudo aqui.
– Mas eles vão sentir a falta do Law! E você ainda vai voltar para me sequestrar? Aí que vai ser pior! – ela abraçou-o – não quero te perder!
– E não vai se eu agir logo. Não vai dar tempo para explicar tudo para o Law, mas, pelo menos, você já sabe o que vou fazer.
– Não tem como eu ir junto com vocês? Assim, se quer que eu vá viver junto com você, fuja de uma vez só!
– Não dá… e justamente com essa fuga que vou fazer com o garoto, eles ficarão preocupados em recuperá-lo, e assim aproveito e tiro você daqui. Coisa mais fácil, te tirar daqui! Mas… preciso também ajudar aquele menino… acho que já soube da história dele, não?
– Soube sim… o incidente da Síndrome do Chumbo Branco. Mas, por sorte, não é contagioso. E… ele disse que só tem mais algum tempo de vida… parece assustador quando o ouvi pela primeira vez… é triste ver uma criança falar daquele jeito...
– Ele perdeu tudo, viu toda a família ser morta e ainda teve que fugir para se salvar. E dentro desse bando que se diz família, ele terá um péssimo destino para quem já sofreu muito! Quero muito salvar vocês dois… muito mesmo… – acariciou a face rosada dele com a ponta dos dedos.
Ela fechou os olhos. Curtiram aquele momento de carícias em silêncio, por alguns segundos.
– ...não sei o que será de mim sem você… e sozinha aqui… – disse Melissa, em um tom bem baixo e suave, fazendo o outro abraçá-la novamente, apertando-a contra o peito.
Perto dali, mesmo Corazon usando a habilidade de bloqueio sonoro para não deixar pistas sonoras, alguém os flagrou naquela forma. Jora, que passava pela área ao ar livre do castelo, flagrou os dois abraçados.
– Ooooh! Não sabia que Melissa andava de amores com aquele desajeitado com maquiagem de palhaço! – disse para si mesmo. Atrás dela, vinha Lao G, curioso em saber o porquê da outra em se exaltar como uma criança que entra em um parque de diversões.
– O que viu aí, Jora?
– Ah nada, nada, nada! – disse ela, empurrando o outro contra a direção que poderia flagrar os dois.
– O que há com você? Que está havendo?
– Eu.. estava procurando por você! – deu essa desculpa sem saber o que explicar ainda.
– Para quê?
– Queria...er… uma ajuda!
– No quê, Jora?
– Vem cá, eu te explico melhor! – inventou uma desculpa qualquer esfarrapada fora do jardim.
– É melhor voltarmos para dentro… – disse Melissa, ainda agarrada ao corpo bem maior dele.
– ...sim…
Soltaram-se. Levantando-se do bando onde estavam sentados, tiveram uma surpresa desagradável. Doflamingo estava diante deles.
– Por que… estão me olhando assim? – disse com um sorriso simples no rosto.
– Er… nada… só estávamos conversando aqui e já tínhamos terminado. Mas bom em vê-lo, Jovem Mestre! – Melissa manteve o controle.
Uma única veia apareceu mais alta na testa do Jovem Mestre. Parece que ele também estava se controlado ali também.
– Hum, apenas… vim chamar todos para comer. – disse Doflamingo, agora olhando o irmão, que concordou com a cabeça com se não estivesse acontecendo aquele clima tenso que os três mantinham para si.
– Que bom, mas por que não me chamaram para arrumar as coisas? Vou na frente ver o que precisam! – disse Melissa, indo na frente como se nem estivesse sendo acompanhada por Corazon, mas foi repentinamente segura pelo braço por Doflamingo. Corazon tomou um passo a frente, prestes a defendê-la se fosse preciso. E não foi à toa que o loiro do grande casaco rosado fez isso: testou os dois como queria ali mesmo.
– Eu não vou fazer nada demais, Melissa… mas… queria lembrar de uma coisinha, vocês dois…
Corazon deu mais um passo à frente, como se quisesse dizer para soltar a mulher.
– Somos uma família, certo? E como uma família, não fica bem seus membros manterem segredinhos entre si. Além disso, não suporto isso! E… espero que não escondam nada sério de mim… pois não costumo perdoar certas traições… – soltou o braço da outra, que o olhava espantada.
– Desculpa-me… se passamos essa impressão. Mas não estamos tramando nada…
– Espero mesmo… – ele cortou a fala dela – Bem, vamos?
Ironicamente (para Corazon), ele ofereceu o braço de forma cavalheira para Melissa, que hesitou por uns segundos e colocou sua mão por baixo do braço dele, disfarçando-se diante do possível ciúme do amado. Mas sabia que ele entenderia. E Corazon sabia o porquê ela corresponder ao gesto cortês e provocativo do irmão.
À mesa, todos comiam como sempre. Mas entre os irmãos e Melissa, havia trocas de olhares diversos: Doflamingo que flertava a moça para testar o irmão, tentando confirmar se era ele aquele que Melissa amava a ponto de rejeitá-lo. Corazon ignorava os dois, mas estava com uma leve gota de suor escorrendo em sua testa. Melissa viu o outro observando-a, apenas mudou de vista de forma comum, como se quisesse estar concentrada na pizza que todos degustavam ali.
E dali em diante, Doflamingo não escondia mais seu interesse nela. Sempre era dócil com ela, dando-lhe pequenos mimos, dirigia afáveis palavras, afagava-lhe a cabeça, tudo na frente de todos. Mas fazia com muito respeito a ela, também não era um estúpido qualquer em demonstrar imposição. Corazon observava calado, pois nada podia fazer ali, até se ele notasse que o outro estivesse avançando demais. Mas suas "investigações" chegaram a uma conclusão quando Jora, particularmente com ele, comentou casualmente o dia que flagrou ambos abraçados de forma íntima.
– Sério isso? Com a minha garota?
– Sua?… Jovem Mestre, ela é sua namoradinha?
– Não ainda… mas gosto dela. Então… ela realmente tem um affair com ele…
– Ahh… mas talvez ela o esqueça, se você insistir com ela. Não sei como ela foi se interessar por aquele. Você é melhor e mais bonito!
– Ufufufufu… ai, ai… vocês mulheres…
…
Melissa estava cuidando do jardim quando começou um rebuliço lá dentro. Baby 5 veio gritando para ela.
– O Corazon fugiu com o Law!
– O quê? – ela deixou cair o borrifador de vidro no chão, quebrando-o. Por sorte, nenhum caco havia cortado ela. Ela fitou por poucos segundos aqueles cacos.
– Eles acabaram de chegar com essa notícia! Vamos ter que ir atrás deles! – disse Baby 5, puxando-a pela mão, fazendo com que ela fosse com ela até os outros.
– Mas… como isso? Por que Corazon faria isso?
– Não sei. Mas o Jovem Mestre está muito zangado, e se pegar ele, vai dar uma boa lição!
Melissa se lembrou daquele plano dele. Ela sacudia a cabeça, sem acreditar. Sozinha ali, nas mãos dos outros. Dele.
Os agentes oficiais e Doflamingo estavam sentados em roda. O loiro tinha um bilhete nas mãos, escrito por Corazon. "Estou partindo para encontrar a cura da doença de Law." - essa eram as palavras do bilhete que parecia ter sido escrito às pressas.
– Parece que meu irmão querido está se movendo demais! – disse ele, virando-se para trás. Viu Melissa, com a mão dada a garotinha, e sorriu – você imaginava que seu tutor fugiria com um dos nossos por uma simples ocasião?
– … Que ocasião?
– Certeza que não sabe de nada? – ele encarou-a virando o rosto de lado.
– Não… mas… e ele está bem?
– Não sei… o jeito é ir atrás dos dois, não posso perder aquele garoto de vista! Vamos partir hoje mesmo atrás deles.
Todos entraram no grande navio em formato de um flamingo e novamente partiram em busca deles. Não voltariam para a terra firme antes de achá-los. Vivos ou mortos.
…
– Então é isso?
– Sim. Meu irmãozinho fugiu com aquele garoto que te falei em busca da cura da doença dele… estupidez. – disse o loiro, apertando o fone do den den mushi.
– Será fácil encontrá-lo.
– Vergo! Ele anda suspeito demais para o meu gosto, principalmente nesses últimos meses.
– Fugiu só com ele?
– Sim.
– E a tal mocinha que é protegida dele?
– Está aqui… não sei como ele não a levou junto. Mas sinto que ele trama alguma coisa envolvendo ela. Ele quer tirá-la de mim e da família.
– E ela é assim tão importante?
– Lógico. – ele não se estendeu em explicar nada que demonstrasse sua paixão.
– Entendo… bom, tenho que desligar, há gente por perto.
– Até!
Doflamingo desligou o den den mushi. Com o ar pensativo, foi até a janela do seu camarote do navio, olhando o lindo céu azul.
– Você está usando o Law para me intimidar, não é, Rocinante? – perguntou para as poucas nuvens no céu – Sei muito bem o que quer! Mas não deixarei tomá-la de mim com esses golpes indiretos. Não mesmo… mas, por que diabos não levou-a consigo também? Não… está usando esse pretexto com o Law para despistar seu plano… quer tomá-la enquanto estamos distraídos atrás do garoto. Já entendi tudo, seu idiota! …
– Falando sozinho, Jovem Mestre? – batendo à porta, Jora apareceu entre a porta meio aberta – desculpa interromper seus pensamentos, mas os outros lhe chamam lá fora.
– Ah… estava falando sozinho, sim… – esfregou os olhos sem tirar seus óculos em nenhum momento – realmente, não dá para trocar ideias com as nuvens, vou até os outros!
