Disclaimer: Naruto e nenhum de seus personagens me pertencem, e muitos OC's dessa fic são de outros autores.
Normal
"blábláblá" pensamento
-blábláblá- fala
Itálico – flashback ou sonho
- LUA DA MEIA-NOITE –
- Você está mesmo bem? – Perguntou Wiin, ao segurar de novo o braço de Yuuki, que tombara para o lado. – Parece que você está tonta.
- Não, não estou tonta. Acho que o chão está tremendo.
- Tem certeza?
- Pareço não ter?
- Sei lá.
- Então pronto. – As duas continuaram a caminhar, tentando desviar dos escombros no chão, ambas com as armas nas mãos, atentas a qualquer movimento. – Pra onde mesmo a gente está indo?
- Er... bom, com certeza, não vamos para o mesmo lugar pelo qual entramos, porque já deve ter um monte de gente lá, e estava tudo entulhado de pedras.
- Então...?
- Ah, sei lá. A gente dá um jeito.
- Tomara mesmo, porque eu não estou nem um pouco a fim de voltar para aquela cela.
- Yuuki, você falou alguma coisa? Alguma coisa importante?
- Acho que não. Procurei falar o menos possível, tentei enrolar um pouco... acho que consegui.
- Você comeu alguma coisa, ou bebeu? Porque eles costumam colocar drogas e alucinógenos nas comidas dos prisioneiros pra fazê-los falar coisas sem querer e não lembrar depois...
- Jura que eles fazem isso? Não, não comi nada. A água tinha cheiro de água sanitária e se eu juntasse aqueles pães eu ia construir uma casa bem resistente de tão duros que eram...
- Nunca pensei que essa sua cabeça dura fosse ser tão útil...
- Isso por acaso foi um elogio...?
- Bom... – Wiin olhou por um corredor e carregou a arma, sentindo o coração disparar. Estava muito animada com tudo aquilo. Era emocionante. – Vamos por aqui. Yuuki, você tá mesmo bem? Já deve ser a décima quarta vez que você tropeça.
- Não exagera. Foram só doze.
A garota deu uma cambalhota e parou de quatro em frente à porta. Massageou a cabeça e se pôs de pé, bufando de raiva. "Isso definitivamente não é para mim", pensou, enquanto olhava o número da porta. "Certo, eu sei que essa é a porta 12139C. E aí?". Ela suspirou, e esforçou-se para lembrar o nome que lhe haviam dito. "Como é que era mesmo...? Mas que porcaria, por que o desgraçado não tem um nome fácil tipo 'João'?".
Hime suspirou e passou as mãos pelo cabelo, como se quisesse desembaraçá-lo. Colocou a mão na maçaneta, ainda em dúvida se deveria ou não entrar naquele lugar. Então, ouviu um barulho próximo, e acabou decidindo que era melhor abrir logo a porta e se esconder.
Ao fechar a porta, ela se viu em uma sala cheia de arquivos espalhados. "Talvez o arquivo referente a mim esteja aqui", pensou. Percebeu que os arquivos estavam organizados de acordo com as datas, e concluiu que o seu deveria estar próximo à data em que foi seqüestrada. Não demorou muito, e logo achou o mês e ano certo, abriu a gaveta, e pegou várias pastas que estavam lá. Folheou uma por uma e não achou nada que lhe parecesse certo. Colocou as pastas no lugar e pegou outras. Mais uma vez, nenhuma delas parecia ter a informação que estava procurando. Era desanimador. Ela estava sem relógio, e não tinha idéia de quanto tempo já tinha passado lá.
Pegou outro grupo de pastas e começou a folheá-las. Aquela parecia ser uma tarefa bem
trabalhosa e cansativa.
Sayuri saiu de trás da porta, olhando em volta. Já estava com vontade de xingar alguém – todo o grupo havia se dividido. Como ela ia saber onde eles estavam ou se alguém tinha ido salvar a Yuuki ou o que ela deveria fazer? Colocou a mão no cinto, só para conferir se a arma ainda estava lá. Lembrou-se dos comunicadores, mas logo desistiu da idéia; ninguém ia sequer ouvi-la chamando. Checou novamente se havia alguém ali, e começou a andar, tomando o cuidado de encostar-se à parede.
Precisava se concentrar. Não podia sair por aí andando como se estivesse num passeio. Tinha que tomar cuidado e decidir logo o que fazer. Ficar indecisa definitivamente não era uma boa idéia. Suas mãos já estavam suando, e, apesar de andar com todo o cuidado que era capaz, já tinha perdido vários pedaços da sua calça. Ouviu passos no corredor e escondeu-se atrás de um dos escombros que estavam por lá. Um homem encapuzado passou, arma em mãos, andando sem nem tentar se esconder – obviamente, estava despreocupado com a situação. Pensou em segui-lo, mas quando estava quase se levantando imaginou que, para estar tão calmo, ele deveria estar indo se encontrar com alguém que fosse lhe dar reforço.
Parou e continuou pensando. Talvez descobrisse alguma coisa, e, se ficasse perigoso, poderia voltar. Começou a segui-lo, e logo viu que ele se dirigia a uma espécie de depósito. Mas nem pensou em entrar no depósito. Ao lado dele, havia uma porta, com uma janelinha minúscula pela qual ela conseguia enxergar um pedaço da rua. Não estava destruída nem havia nada no caminho. Claro que deveria estar trancada, mas era algo que poderia ser facilmente solucionado. E então decidiu o que ia fazer: procurar os outros e levá-los para a saída. Era uma boa tarefa.
Tsuki se atracava com o soldado que a havia atacado. Um homem estava morto, e o outro ela não tinha certeza se havia morrido ou desmaiado. O fato é que aquele conseguira atingi-la e a fez perder a arma. A sorte dela é que ele também estava desarmado. Ela conseguiu se soltar dele e arriscou colocar a mão em cima de uma mesa metálica para ver se havia algo que pudesse ser usado ali, mas ele a segurou e ela tombou no chão. Impulsivamente, deu um chute que acertou no rosto dele, e começou a sair sangue tanto de seu nariz quanto de sua boca, e ela se aproveitou da distração para se soltar e derrubar a mesa em cima dele.
Quando viu que ele não ia mais acordar, pegou uma arma qualquer no chão, verificou se estava carregada e colocou a mão na maçaneta. Antes de abrir a porta, porém, começou a ponderar se deveria mesmo sair dali, justo agora que estava tudo calmo. Claro que poderiam estar precisando dela, mas não era egoísmo. Havia se cortado na cintura, e era um corte bem generoso, que sangrava bastante. Ela ainda estava arfando, e havia vários vergões roxos por todo seu corpo nos lugares em que fora socada e agarrada. Abaixou a mão, decidindo primeiro estancar o sangue de seu corte. Só ia atrapalhar se saísse de lá para ser ajudada. Então era melhor estar em condições de fazer algo de útil. Rasgou um pedaço da camisa de um dos homens e começou a enrolar em volta de sua cintura.
Kanabi apontou a arma, tentando fazer mira. Não conseguia enxergar quem era, mas era melhor imobilizar quem quer que fosse antes de se aproximar. Porém, antes que conseguisse atirar, a pessoa se virou e deu um tiro no braço da cientista. Como não estava tão acostumada àquilo, deixou sua arma cair para estancar o ferimento. Assim que fez isso, lembrou-se do inimigo, e correu para fora do corredor. Entrou em uma sala e trancou a porta. Quem quer que estivesse lá, estava forçando a fechadura.
A garota respirava com dificuldade. Soltou a ferida, e viu que a bala havia passado só de raspão, portanto não estaria correndo risco de vida. Olhou ao redor para ver se encontrava alguma arma, e percebeu que estava na sala de rádio. Uma idéia então passou por sua cabeça: pedir ajuda, a qualquer um. Era boa com aquele tipo de aparelhos, mesmo eles sendo um pouco complicados de se usar. Calculou que a pessoa, se continuasse insistindo em abrir a porta, levaria uns sete minutos. Tinha que ligar o aparelho em dois minutos, e falar tudo em pelo menos três minutos, e o tempo restante teria que usar para encontrar e carregar alguma arma. É claro que havia a possibilidade da pessoa desistir e ir embora, e ela torcia para que isso acontecesse.
Wiin ergueu a arma assim que ouviu aquele som estranho. Yuuki primeiro olhou a colega, e depois acabou concluindo que deveria fazer o mesmo, apesar de não ter percebido nada de diferente.
- Yuuki... tem alguém aqui, não tem? – sussurrou a loira, aparentemente assustada.
- Eu acho que não. – sussurrou Yuuki em resposta. – Mas eu posso estar enganada, não é? Afinal, você é a inteligente por aqui.
Wiin tentou sorrir como agradecimento, mas mal conseguia mover os músculos. Outro barulho chamou a atenção das duas, que instantaneamente viraram as armas para a origem do som. Porém, ao reconhecer o olhar azul-esverdeado, Wiin abaixou um pouco a arma. Sayuri levou os dedos aos lábios, e apontou, discretamente, para uma porta. Como ela estava ligeiramente escondida pelas sombras, Wiin não pôde identificar de imediato qual era a intenção dela, portanto só conseguiu concluir que havia alguém no local indicado por Sayuri.
Wiin virou lentamente a arma para a porta, e, ao olhar por cima do ombro para o lugar onde Sayuri estivera, percebeu que ela havia sumido. Yuuki também procurava pela colega, igualmente sem sucesso. Então, as duas ouviram o barulho da porta sendo repentinamente aberta, e voltaram as armas naquela direção. Sayuri estava parada na frente da porta, atirando, e uma fumaça forte saía do lugar. Quando a fumaça abaixou um pouco, ela foi à direção das outras duas, pegou-as pelo braço, e voltou para o corredor pelo qual tinha vindo.
- Wiin, é o seguinte. – falou, quando viu que as três estavam sozinhas. – Vá até o fim desse corredor, vire à direita, caminhe até metade do corredor, entre por uma porta de metal com um número de cinco dígitos, que é a única, porque todas as outras têm só quatro dígitos. Quando entrar pela porta, procure um que tem uma janelinha que dá para a rua, é fácil de encontrar. Saia por ela e leve a Yuuki pra longe daqui, entendeu?
- Final, direita, metade, cinco dígitos, janelinha... – repetiu Wiin. – Acho que entendi.
- Ótimo. Então, vai depressa. E quando vocês estiverem a salvo, tente entrar em contato com os outros, e se conseguir, me avisa, ok?
- Ok...
- Então VAI!
Wiin saiu de lá, puxando Yuuki pela mão, que não disse uma única palavra, mas ficou com a cara emburrada. As duas fizeram o caminho que Sayuri dissera, o mais rápido possível, pois tinha certeza absoluta de que ouvira tiros, e ainda estava pensando se os passos que ouvia eram apenas sua imaginação ou não.
Hime já estava folheando a décima sétima pasta quando encontrou o arquivo que, por acaso, falava sobre uma turista seqüestrada e usada em laboratório. Ela suspirou de alívio, enquanto suas mãos tremiam com a emoção de finalmente ter encontrado um resto de esperança para o seu tormento. Depois de tanto tempo, finalmente aquilo chegaria ao fim, de uma vez por todas. Ia poder voltar à sua vida comum, como qualquer outra pessoa, sem preocupações excessivas, sem pesadelos, sem medo.
Começou a pensar o que faria com a pasta – não havia levado bolsa alguma. Por fim, acabou dobrando a pasta, e a muito custo conseguiu colocá-la dentro de um dos bolsos, ainda se amaldiçoando por ter ido com um grupo de espionagem. O que tinha na cabeça, afinal? Ficava repetindo a si mesma o tempo todo "Eu sou uma cientista, não uma espiã", como se aquilo pudesse mudar a situação na qual atualmente se encontrava.
E foi com uma exclamação de horror que sentiu alguém segurar seu braço. Ficou um tempo paralisada de medo, não queria olhar para trás, não queria ver quem era... Se fosse algum de seus amigos, diria alguma coisa... Alguma coisa amigável, que a acalmaria... Mas se não fosse... Ela nem queria imaginar o que poderia acontecer. Porém, antes que ela decidisse o que fazer, uma voz aterrorizadora – e que ela jurava que conhecia – disse:
- O que pensa que está fazendo?
Hime virou o rosto, tentando controlar a tremedeira que atingiu seu corpo, e ao ver quem era, o medo começou a dar espaço à indignação. "O maldito que acabou com a minha vida!", pensou. Mas não era hora de sentir raiva. Tinha que sair dali, inventar alguma desculpa... Qualquer uma que distraísse ele minimamente...
- Tentando descobrir qual é o próximo horário de visitas? – falou, desesperada, e recebeu um olhar fulminante, enquanto procurava alguma coisa. E percebeu que ele estava bem em frente ao arquivo no qual ela remexera, que por acaso estava se desequilibrando. Se ela alcançasse o arquivo... Só precisava esticar o braço...
- Você acha que sou tão idiota a ponto de cair num truque desses? – e segurou a mão da garota, que ficou completamente paralisada. "Bem que poderia, né, querido... mas e agora, o que eu faço?"
Hime olhou para os lados, buscando por alguma esperança. Era o seu fim, nunca mais ia voltar para casa, nunca mais ia tomar sorvete. Estava acabada, e não havia nada que pudesse fazer para se salvar... "Tive uma idéia!"
- E isso? – e o que Hime fez em seguida foi muito rápido, quase um reflexo: agarrou-o e o beijou, apenas rezando para que aquilo a livrasse, que fosse surpreendente o bastante... E para sua felicidade, deu certo; ele afrouxou o aperto em sua mão o bastante para que ela se soltasse e saísse correndo. Ainda conseguiu ouvi-lo pegar a arma e disparar, mas já estava longe daquela sala, muito longe... Correndo com toda a sua energia... Precisava sair... Ir embora... Mas para onde ela poderia ir?
A garota abriu a porta, e olhou ao redor. Sentiu alguém cobrir sua boca, e já ia começar a distribuir socos, chutes e cotoveladas, até que ouviu uma voz conhecida dizer:
- Psiu, não faz barulho.
Ela moveu um pouco a cabeça, e viu Sasuke e Neji parados ali. Sasuke a soltou e, depois de respirar profundamente, ela se preparou para começar a reclamar, quando ouviram um barulho do outro lado da porta. Os três olharam para a origem do som, como se esperassem que alguém entrasse ali. Ficaram assim por um bom tempo, até um som sair de um dos comunicadores e assustar os três. Tsuki pegou seu comunicador tremendo do susto recém levado, e disse logo:
- O que é?
- Tsuki...? Você está bem?
- Estou, Wiin. Cadê você?
- Eu... achei a Yuuki, e a Sayuri ajudou a gente a sair daí. Eu estou em frente a uma espécie de bar. Achei que era o melhor lugar porque aqueles bêbados não vão perceber se a gente fala inglês ou se eles é que...
- Tá, tá. E a Yuuki está bem?
- Tirando o fato de que ela está pálida, magra e morrendo de fome, sim, está perfeitamente bem. Com alguns arranhões, mas...
- Como a gente faz para sair?
- Vocês têm que encontrar a Sayuri. Ela sabe como sair daí. Ela ia procurar por vocês, e seria bom se vocês tentassem se comunicar com ela.
- Ok, eu vou fazer isso. – e desligou o comunicador. Quando se virou para os outros dois, viu que eles já estavam entrando em contato com a Sayuri. Então, simplesmente se sentou no chão e respirou fundo. Estava começando a acreditar que não demoraria muito para saírem de lá.
- Hime?! – exclamou Sayuri, ao ver a colega tropeçar e quase cair no chão enquanto corria desesperada.
- S-s-sayuri! – gaguejou a garota, enquanto se recuperava do tropeção. – Que bom ver você! A gente tem que ir embora, eu tenho que voltar para casa e fazer uma anotação mental de nunca mais... nunca mais fazer isso, me arriscar desse jeito, é humilhante, perigoso e assustador! Eu... a gente vai procurar uma saída, né? Por favor, me diz que a gente vai!
- Não. – respondeu Sayuri, e antes que a outra reclamasse, continuou: - Não vamos procurar porque eu já encontrei uma saída, Hime.
- Já?
- Já.
- Então, o que a gente ainda está fazendo aqui? Vamos embora!
- Não é tão simples assim, nós precisamos encontrar os outros, não vamos deixar ninguém para trás, não é verdade?
- Acho que sim... – respondeu Hime, desanimada.
- Escuta... a Wiin já saiu. Você pode ir atrás dela, eu te ensino o caminho.
- Mas aí eu vou ter que ir sozinha, não é?
- Vai. Mas o caminho estava vazio. Vai ser...
- Estava...?
- É, Hime. Eu estive lá já faz uma meia hora. Mas duvido que esteja muito perigoso, e eles estão atrás da gente.
- E não vão cobrir as saídas?
- Provavelmente, mas as que vão estar mais cobertas são as que eles sabem que a gente conhece, e nós não conhecíamos aquela até eu a vir. E também, qualquer coisa, sua arma ainda está carregada.
Hime suspirou. Lutar era o que realmente a assustava – não podia se dar ao luxo de que o sangue a fizesse perder o controle. Mas Sayuri tinha razão, com alguma sorte, não haveria necessidade de lutar, podia muito bem continuar fugindo, tinha feito aquilo muito bem até então, era só continuar...
- Qual é... qual é o caminho, Sayuri?
Kanabi quase pulou ao ouvir um som saindo do rádio. Apressou-se em falar, o mais rápido possível:
- Vocês têm que vir nos ajudar! Estamos sendo atacados!
- Envie os códigos da sua sede, por favor.
- Está bem. – Kanabi digitou os códigos no computador e enviou. Após algum tempo, veio a resposta:
- Em quinze minutos uma tropa de reforço estará aí. Câmbio.
Kanabi desligou o rádio, aliviada. As pancadas na porta haviam parado há quase dois minutos. Procurou por uma arma e, ao encontrá-la, carregou-a. Foi então que ouviu alguém mover a maçaneta da porta. Apontou a arma, tentando manter a calma, e esperou que abrissem a porta.
- Que droga! – exclamou Deidara, ao fechar a porta e sentar-se no chão e estancar um ferimento em seu braço. – Eles estão por toda parte, hn!
- D-deidara! – exclamou ela, abaixando a arma. – Você me deu um baita susto!
- Foi mal.
- Onde você se machucou?
- Eu estava seguindo a menina que salvou a prisioneira, aí uma companheira dela apareceu do nada e começou a atirar!
- E você não matou a menina que estava salvando a prisioneira porque...?
- Não quis, hn!
- ...
- Estava pensando em capturá-la também. Tinha jeito de ser mais esperta do que a outra, e não me olhe desse jeito, hn!
Kanabi suspirou e virou os olhos para o teto. Então, perguntou:
- E os outros? Quero dizer, dos nossos.
- Ah, tinha pouca gente, e os poucos que tinham estão lutando por aí. E você, o que esteve fazendo, hn?
- Pedindo reforços. – respondeu, indicando o rádio.
- WIIN!
O grito fez a loira virar a cabeça, assustada. Ao ver quem era, colocou-se rapidamente em pé. Hime vinha em sua direção, com uma expressão aterrorizada.
- Hime! Você conseguiu sair!
- É, consegui. – ela olhou para Yuuki, que dormia sentada no banco; então, voltou seu olhar para um bar, onde vários bêbados olhavam para elas e falavam coisas em russo que ela nem estava tentando traduzir mentalmente. – Ah, eu nunca mais vou fazer isso, nunca, nunca mais, Wiin! É... horrível! Assustador! Não me deixe fazer isso de novo, entendeu?
- Entendi... mas o que houve para você ficar assim, Hime?
- Além do fato de eu ter sido quase capturada, ter caído umas quinze vezes e ter sido obrigada a beijar um inimigo? - Wiin começou a rir gostosamente. – Não tem graça! Você ri porque não foi com você!
- Ahahaha, mas como você foi obrigada a... a... hahaha, a beijar um inimigo?
- Não. Ria. E foi uma idéia que eu tive. Foi o que fez ele me soltar. – respondeu Hime, sentindo as faces ficarem vermelhas. – E pára de dar risada, Wiin!
- Ahahahahaha, eu não consigo... como você pôde ter essa idéia... Essa idéia brilhante?
- Ah, eu não devia ter te contado! Pára de rir, a piada já perdeu a graça!
- Tá... tá bom. Parei. Parei. Ah, mas admita: se tivesse acontecido com outra pessoa você daria risada, não?
- Talvez. – respondeu Hime, sentando-se ao lado da amiga. – Mas comigo não tem graça!
- Ah, não se preocupe. Logo, logo, isso acaba. Eu já mandei trazerem um jato para vir nos buscar. Em uma hora vamos voar para casa, okay?
- Então, já estão todos bem? – perguntou Tsuki, enquanto Sayuri os guiava pelo corredor.
- Já. Já entrei em contato com todos, estão na fronteira, só esperando a gente para fugir da Rússia e subir num jato direto para casa. – respondeu Sayuri. – E eu particularmente mal posso esperar.
- Nem me fale. Mas a gente ainda tem um bom desafio. Atravessar a barreira vai ser bem difícil, não?
- É... eles provavelmente já chamaram reforços. O Gaara tem certeza de que atirou em uma cientista que se trancou na sala de rádio. Dá pra imaginar o que ela fez...
- Que droga...
Finalmente, uma porta surgiu no corredor, com uma janelinha. Sayuri suspirou, e indicou a porta, dizendo:
- É essa porta. Ela está com a fechadura quebrada, graças à Wiin. E ela também me disse que nós vamos sair exatamente ao lado de um lixão.
- Tudo bem, tanto faz. – respondeu Neji. – Só vamos... logo. Temos que lembrar que leva meia hora para chegar ao nosso ponto de encontro, que vai ser, provavelmente, a parte mais difícil.
- É... – concordou Tsuki. – Mas pelo menos vamos estar todos juntos, dessa vez.
Os quatro estavam reunidos em frente à porta derrubada. A cela estava vazia e cheia de entulhos. Kisame se aproximou do banco de pedra que tinha na cela, e ergueu vários pratos e copos jogados pelo chão, com seus conteúdos derrubados.
- É, ela não comeu nossa comida. – disse, erguendo um dos pães. – Eu sempre disse que precisávamos dar uma comida mais saborosa aos prisioneiros.
- Bem, isso explica porque ela parecia sempre tão relutante em dar respostas. – falou Kanabi, ignorando o ultimo comentário de Kisame. – Apesar dela sempre parecer meio alienada...
- Pois eu estou começando a achar que ela era assim mesmo, hn. – disse Deidara. – E que DROGA! Eles fugiram, todos eles, nem um morto, nem um capturado... nada. E tudo destruído, hn!
- É... tudo destruído. – falou Itachi, vagamente. – E eles pegaram mais do que uma prisioneira.
- Como assim?
- Eu vi uma das garotas que estavam com eles pegando as anotações sobre um dos nossos projetos... um projeto relativamente antigo.
- Que porcaria. – disse Kanabi. – Tá tudo destruído, tem pelo menos três homens nossos mortos, perdemos a prisioneira e eles ainda pegaram informações! O resto do pessoal da Akatsuki não vai ficar nada feliz...
- Não mesmo. Mas nós não tivemos culpa, que idéia ridícula deixar um número tão pequeno de agentes aqui! – exclamou Kisame. – Era de se esperar que desse tudo errado, não?
- Errado para nós, não é? – completou Itachi, desanimado.
- E quem além de nós sairia prejudicado numa situação dessas? – respondeu Kisame, jogando um dos pães no chão.
Então, os quatro ficaram parados dentro da cela, cada um com seus pensamentos, observando os pães, pratos, copos e pedras espalhados pelo chão.
- Bem, eu espero que eles sejam pegos na fronteira, hn. – disse Deidara, expondo o que todos os outros estavam pensando, apesar de, intimamente, desejar que um, ou melhor, uma escapasse.
Tsuki se abaixou abaixo de uma moita; Sayuri se escondeu atrás de uma árvore; Wiin, Hime e Yuuki ficaram atrás de uma grande rocha, enquanto os outros corriam e atiravam para todo lado, todos rezando para ficarem a salvo. O jato estava a alguns quilômetros da fronteira, mas tinha uma porção de soldados ali, era realmente complicado.
Não demorou muito, e Gaara deu o sinal para que corressem. Todos saíram correndo, para longe da fronteira, atirando nos últimos soldados que pudessem impedi-los. De repente, uma enorme fumaça branca surgiu, fazendo-os tossir muito, mas nenhum deles parou. Continuaram correndo, sabiam para onde tinham que ir. Sayuri, Gaara e Wiin foram atacados na cortina de fumaça, mas, assim como eles, os inimigos não sabiam bem o que fazer, e só ficavam puxando. Eles logo se libertaram e correram para fora daquela confusão. Felizmente, todos estavam bem.
Continuaram correndo, sem trocar uma única palavra, até o jato parado no meio da estrada, já longe da Rússia. Subiram, e sentaram-se cada um em seu lugar. Yuuki encostou-se no banco e logo dormia a sono solto, aproveitando o acolchoado macio, muito diferente e bem mais confortável do que o banco de cimento em que dormira nos últimos dias. Foi Tsuki a primeira a falar:
- E o que será que aconteceu com o Shino, o Kiba e a Natsuo? A gente não devia entrar em contato com eles?
- Esteja à vontade para fazer isso. – respondeu Neji, jogando o comunicador nas mãos da garota. – E aproveite para avisar a ANBU que já estamos voltando para casa.
- Finalmente. – completou Hime, encostando a cabeça no vidro do jato, desejando muito conseguir dormir tão tranqüilamente quanto Yuuki.
N/A
Desculpem a demora para postar a fic, mas é que eu estava sem Internet u.u (é sério, foram os piores meses da minha vida T.T).
Bom, para compensar o atraso, eu já comecei a escrever o próximo capítulo e acho que ele fica pronto bem rapidinho n.n
Bom, aqueles que não apareceram nesse capítulo e/ou nos anteriores, é porque eu pretendo dar um destaque maior daqui para frente (é que eu sei que a gente sempre espera para ver os nossos, mas são 15 personagens e eu nem tenho cérebro pra colocar tanta gente assim, mais os seus pares, em todos os capítulos o.o). Bom, vamos responder as reviews:
Rodrigo no Batousai – obrigada por dizer que a fic está melhor n.n/ E quanto ao atraso, eu juro que nunca, nunca, nunca mais vai acontecer ç.ç
Hiei-and-shino – nhay, que bom que você gostou do capítulo n.n Pra falar a verdade, até eu estou começando a gostar da fic XD Deve ser por causa de toda essa bagunça (a que adora ver confusão).
Lecka-chan – eu, largar a fic? Jamais! Largo a vida, mas continuo a fic lá do além 8D (que coisa macabra o.o) Bom, o William a gente ainda vai conhecer, e acho que nesse capítulo a Yuuki ficou sendo ainda mais ela mesma XP E também descobrimos o que afinal aconteceu com a pobre Hime n.n
Miyo Kyouhei – Ah, você não sabe o quanto eu adoro ouvir que as pessoas amaram um capítulo, ou quando dizem que leram mais de uma vez n.n aquela cena do balanço foi uma dessas idéias que a gente às vezes tem, e que não tem nada a ver com a história mas simplesmente tem que colocar XD haha, ela ainda nem começou a se descabelar por causa do Gaara e.e E o que o sasuke fez foi realmente feio mas enfim... bom, vamos ver como a Yuuki reage a esse resgate, né XP
-|- Yuuko Ichihara -|- - bom, eu tardo mas não falho 8D e que bom que você gostou do capítulo, porque no próximo você vai ter uma participação mais ativa n.n/
Konoha Sisters – como eu disse lá em cima, ela vai ter o seu momento, viu? n.n E, se depender de mim (e não dos imprevistos da vida ¬¬) não vai demorar muito para esse momento chegar.
neko-chan X3 – hahaha, isso acontece comigo direto, demorar pra deixar review. E não precisa se preocupar porque eu sei que você lê a fic e quase sempre deixa um comentário pra mim XD
Bom, é só isso. Eu juro que o próximo capítulo sai ou na semana que vem ou na outra, depois disso não ò.ó vai ser antes e ponto final (digo isso a mim mesma o.o)
Beijos a todos, e té mais o/
