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Disclaimer: Harry Potter e todo seu universo e personagens não me pertencem; produto feito apenas de fã para fã.

História originalmente escrita com Sheila Farias.
Porque existem histórias que quando não são contadas ou finalizadas, ficam na sua mente lhe perturbando até que as deixem sair.

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Capítulo Dez – Fred se frode

"Gostamos de você como de uma irmã" "Você me lembra muito a Gina". Será essa a minha sina ou meu karma? O que eu fiz para merecer isso? Primeiro é o Arthur "Você é parte da minha família, é uma irmã pra mim", agora é a vez dos Weasley's me chamarem de irmã. Sem ofensas Morgana. – Morgana resmungou com certa raiva quando a ruiva lhe lembrou a coisa toda com Arthur.

Hermione já sabia da história de como Arthur fora o primeiro beijo e primeiro namorado de Sabrina. Elas haviam conversado sobre isso naquela tarde na casa dela, fazia parte da fatia de segredos de Sabrina. Assim como sabia o quanto Morgana odiava essa parte, os ciúmes Summers fazendo a morena cerrar as mãos em punho. Deu tapinhas consoladores nas costas da morena, enquanto Sabrina sentava na mureta perto do corujal, desanimada. Morgana respirou fundo e se aproximou da amiga, a cutucando no ombro.

– Você não disse que ele parecia sem graça?

– Sim. Quando pediu que eu mandasse isso para minha avó! Hermione... – Ela sentiu uma dor no fundo do peito, quase chorando quando olhou a amiga. – Você que os conhece. Qual a chance de um dos dois ter me beijado por causa...

– Esquece isso. Não é dos gêmeos. Não é dos Weasley. – Hermione negou com a cabeça com gravidade.

– Além disso ele te beijou antes de sequer saber que você era a dona da Penélope's Boom.

– Ele...ele quem? Porque, vamos lá: Fred ficava falando nós, mas ele estava falando. E eu tive certeza, naquela musica eu tinha absoluta certeza que era ele. A voz, o toque. Mas ele aparentemente me acha irmã dele! E ai...Jorge teve a idéia de mandar a varinha e...

– É, cruel. – Concordou Hermione.

– Ele te beijou, supondo que foi Jorge, e depois lhe pediu um favor. Isso são coisas separadas.

– Insensível da parte dele, porém. Supondo que foi Jorge, Morgana.

– Eu estou dando importância demais a esse beijo, vocês sabem. Ele provavelmente não dá.

– Isso é um ponto interessante. Não ele, mas o porque de você ficar pensando nisso. – Morgana concordou enquanto os pontinhos que eram Harry e Rony subiam pelo caminho do corujal. – Os meninos, depois falamos disso.

– Quando vocês viraram o clube da Luluzinha? – Rony reclamou quando as alcançaram.

– Roniquinho está com ciúmes de roubarmos a Mione. – Sabrina pestanejou com uma cara apaixonada. Rony a ignorou, ainda resmungando quando entraram no corujal.

– Obrigada por emprestar Edwiges, Harry. – A ruiva ajudou o garoto a prender o pacote na pata da coruja branca, que piou e o beliscou na orelha antes de tomar vôo. – Eu mandaria Heart, você sabe, o gavião de entregas de papai. Mas ele está na Animais Mágicos tratando de uma depressão. Angel não é coruja, conforme me lembra sempre.

– Sem problemas. Um gavião pode levar cartas? – Harry franziu o cenho curioso para ela.

– Papai o treinou, ele não gosta, mas faz por amor. Por isso chama-se Heart, papai dizia que ele tinha um grande coração.

– Você fala muito de seu pai, Sabrina. O que aconteceu com ele?

Morgana e Hermione desviaram os olhos, ao que Rony se apoiou na mureta trocando um olhar com Harry. Sabrina ficou em silêncio por um longo tempo.

– Acho que entendi, desculpe.

– Não tudo bem Harry, preciso falar disso um dia. – Morgana e Hermione também se sentaram na mureta olhando para o horizonte enquanto Sabrina fazia desenhos na pedra, pensando em como exatamente deveria contar.

– Do modo mais sincero, ele é Harry Potter. – Morgana respondeu seus pensamentos, algo estranho que ela fazia as vezes, e ela a olhou desconfiada, mas voltou a falar.

– Meu pai foi morto por Voldemort, na sala da nossa casa. Bem...na minha frente. – Ela tomou ar quando Harry desceu da mureta com cara de desagrado.

O garoto virou as costas para ela. – Você era muito nova também? – Ele disse sem virar para ela, observando o pontinho que era Edwiges.

– Não Harry, foi um pouco depois de Cedrico, alguns meses antes de que me mudasse, por isso fui transferida.

Harry virou-se para olha-la, com as mãos no bolso mas uma suspeita desagradável no olhar. Houve um grande silencio pesado, que Rony quebrou sussurrando, como para si mesmo.

– Então ela foi a ultima pessoa que viu Você-sabe-quem? Harry?

– Provavelmente o ultimo ataque, sim! – Harry se balançou nos calcanhares, olhando Rony com gravidade. Depois para Hermione.

A garota não quebrara sua promessa de segredos, mas também entendera isso assim que Sabrina a contara. Se sentia aliviada por Sabrina ter dito, porque vinha se torturando. Isso era algo que Harry deveria saber, explicava algumas coisas que haviam acontecido nas férias, algumas coisas que ele ainda não tivera coragem de contar aos dois amigos, mas que significavam que ele devia trabalhar melhor sua Oclumência.

Nas férias, Harry trocara cartas com eles dois e Sirius. Nas cartas haviam muita amargura por conta dos ataques que aconteciam aparentemente a esmo com trouxas, mas uma delas trazia um conteúdo assustador. Ele vira o pai de Sabrina morrer, agora entendia tudo. Ainda podia sentir o suor frio empapando seu pijama enquanto sua cicatriz ardia e rachava sua cabeça, a dor quando cerrou o maxilar, chacoalhando os dentes para não berrar. Ele vira o pai de Sabrina, um homem ruivo e sardento deixar a xícara sobre a mesa da sala de estar, e fechar o roupão para ir até a porta. Na época achara que era um dos Weasley, mandara na carta perguntando para Rony se alguém de sua família sofrera ataques, alertara Sirius para ficar de olhos nos Weasley. Fazia sentido que Sirius lhe respondera com um cru: "Não era um Weasley."

Harry ergueu a cabeça para confrontar Sabrina que tremia, com lágrimas escorrendo pelos olhos, silenciosamente. A garota não era burra, captara algo de ruim em seu olhar confuso e hesitante.

– O que isso significa, Harry?

– Eu não... – Harry esfregou a ponte do nariz, ajeitando os óculos que escorregavam. Ela não merecia ouvir as ultimas palavras do pai. O medo, a conversa toda e o dialogo. Ele se lembrava do diálogo. Ergueu o pescoço muito rápido novamente, olhando Sabrina com um pouco de medo agora. – Sabrina, alguém da sua família se envolveu com...Artes das Trevas?

– O que? Não...meu pai não estava envolvido com isso se é o que você está tentando insinuar! – Ela berrou, cravando as unhas com força nas palmas da mão. Morgana deixou os lábios cair, chocada, e correu para abraçar Sabrina com força.

– Como você pode dizer isso, Harry? Tio Angelus era uma das pessoas mais boas que eu já conheci na vida!

– Não, não, não. Não foi isso que eu quis dizer. Não seu pai, não...

Ele girou nos calcanhares e se afastou rapído para longe das duas, a mente tomada pelas lembranças.

Surpresa, adivinha quem veio jantar? – Os olhos de Voldemort brilharam enquanto ele escancarava a porta com um feitiço. Prazer, e diversão.

Você! Saia da minha casa agora, não vou permitir que você tente se aproximar da minha família de novo. Não vai levar nenhum de nós mais para seu círculo, não vai mais destruir nossa vida! – Ângelus se arrastava pelo chão, girando de barriga para agarrar a varinha que voara de sua mão em um gesto de Voldemort.

Louvável da sua parte, típico dos filhos de Griffindor achar que podem proteger o mundo todo. Não estou hoje para exigir nada mais que sua morte, apesar de saber que é através dessa porta que vou reunir um grande aliado para meu circulo de poder. – Voldemort falava e avançava, sua varinha chicoteando feitiços em direção a Ângelus que se protegia e contra atacava, nenhum dos dois acertando os feitiços por muito pouco. Voldemort riu e cambaleou, girando a mão e o rosto novamente para a frente, um corte vertendo sangue negro no punho. As narinas fendidas se dilataram. – Farejo seu medo, agora, Ângelus. Se deu conta? Seus feitiços não podem me machucar!

Fique longe, fique longe de... – Harry viu através de outros olhos o vulto de fantasma se materializar ao lado da lareira. Sorriu, e gargalhou quando o homem ruivo balbuciou e cambaleou para frente, o rosto destroçado por dor. – Você...Você o está ajudando?

O amor nunca ficará na frente da sede de poder e dos laços de sangue. Os meus sempre voltam para mim, morra sentindo essa dor e fúria. Avada Kedavra!

NÃÃÃÃÃÃO, PAI, NÃOO. – O implorar dela o fazia rir mais e mais. Ele tinha sede e prazer com aqueles gritos angustiados. – Me leve, por favor, me leve, termine comigo, por favor. Oh pai, pai, não, pai fale comigo, por favor, pai...

Harry enxugou as lágrimas com força. Agora ele lembrava bem. Agora ele sabia. A garota era Sabrina e os berros angustiados que o acordara ecoando dentro de sua mente e na sua garganta, eram os dela.


– Sabrina... – Ele começou a falar e Sabrina estendeu as duas mãos, o impedindo.

– Está tudo bem Harry; Hermione e Rony me explicaram.

Harry a olhou surpreso, e ela se abraçou. Não, dizer que eles haviam explicado era um eufemismo meio barato. Na verdade eles haviam balbuciado um monte de informação incompreensível, obviamente muito leais a um segredo que Harry tinha e era só dele para dar maiores informações. "Não, não fora de seu pai que Harry estivera falando. Harry tinha as vezes essas coisas na cicatriz. Que coisas? Coisas. Ele sabia de algo. O que? Nada. Mas Harry nunca insinuaria que fosse seu pai. Porque ele estava agindo daquela forma? Você-sabe-quem. Ele se preocupava com novos ataques. Se sentia responsável. Porque? Ele era Harry Potter." O que explicava absolutamente nada. Mas eles não diriam mais nada, e ela via isso claramente. Lhe bastava saber que ele não dissera que seu pai tinha nada a ver com o lado das Trevas e quanto a outro membro da sua família...isso a assustava, ela não queria pensar nisso. Que Harry pudesse saber algo sobre ela, ou sobre seu passado.

Era por isso que ela não ia e não queria se aprofundar em nada mais daquilo. Sorriu para ele e corajosamente tocou em seu ombro o girando para a Torre de Adivinhações. Passou um braço pelos dele, outro nos de Rony e agora parecia um raio de sol enquanto caminhava para aula.

– O que será que aquela louca que agente chama de professora vai dar hoje?

– N-não sei. – Harry hesitava com essa mudança. Ainda angustiado.

– Eu acho que ela vai prever a morte do Harry de novo. – Disse a ruiva com um tom misterioso.

Rony e Sabrina gargalharam, Harry sorriu um pouco. Alguns alunos, como Parvati e Lilá já estavam lá esperando ansiosos, os rostos voltados para as escadas do alçapão gulosamente. Bem no horário ela desceu sozinha e os três suspiraram sem emoção diante dos gritinhos de algumas corvinais em coro com os de Parvati e Lilá.

– Sabe, nós tomamos coragem para pedir previsões hoje para ela, sobre o futuro de Lilá. – Confidenciou a Patil, enquanto a amiga ria. – Tem esse garoto por quem ela está apaixonada.

– Paty! Fique quieta. – Lilá apertou o braço de Parvati a carregando até o canto da sala.

Rony cheirou a gola da camisa, depois os braços discretamente, quando a loira o fitou com um olhar que ele achava que era um pouco estranho. Sabrina fechou a cara e Harry riu de verdade agora.

Não podiam ver a professora em lugar algum, o que já sabiam fazer parte de seu teatro, quando todos estavam acomodados ela deslizou de um canto escuro com um farfalhar dos xales diáfanos que usava. Seus dedos cobertos de anéis tilintaram junto com seus colares e brincos enquanto ela berrava.

– Boa tarde meus queridos. Oh não senhor Thomas, não se preocupe mais com seu familiar, ele está em segurança. – Ela pareceu tremer e choramingar atingida por qualquer coisa que a fazia pular entre arrepios. – Suas vibrações estão interferindo em minha aura energética. Nesse encontro daremos prosseguimento a nossa leitura de...

– Mão?

– Não senhor, Weasley. Você bem sabe que terminamos a quiromancia no ano anterior, a Iridomancia é uma arte complicada, visto que os olhos são...

– O espelho da alma?

Sibila apertou os olhos para Sabrina. – ...o espelho da alma. E vocês terão a oportunidade de praticar o que aprenderam nas outras aulas na frente dessa humilde filha de Cassandra. Gostaria que ninguém mais me interrompesse, senhorita Lair.

– Desculpe, professora.

– Claro, querida, entendo sua ânsia para por logo em prática toda esse peso de magia divinatória que vejo em você quando passa ansiosa pelas minhas portas. Meus queridos, vocês vão testar suas próprias fronteiras hoje, tomem seus apontamentos e formem duplas. Anotem tudo, tudo o que lerem, cada linha é uma constelação brilhante de significados. Podem começar.

– Harry posso ler seus olhos? – Rony virou-se para ele, se afastando um pouco de Lilá que vinha arrastando o banquinho para seu lado.

– Claro. Pelo menos eu me livro da profe...

– Irei ler seus olhos, senhor Potter!

– Ah, droga.

– Não se preocupe Harry, estamos todos preparados. Mandamos os convites.

– Que convites? Acha que ela vai prever um casamento, para variar?

– Sabrina quis dizer do seu enterro. – Rony ergueu as duas sobrancelhas.

Harry fez uma cara azeda enquanto se levantava e ia até o banquinho que a professora Trelawney indicava a sua frente, impaciente. Sabrina e Rony seguraram uma risada, observando a professora erguer as mangas e fazer tilintar as pulseiras, enquanto mexia as mãos em gestos fluidos a frente dos olhos de Harry, até que o garoto ficasse quase tonto. Ela agarrou de súbito os dois lados da bochecha dele, puxando para frente e baixo, o fazendo quase cair sobre a mesa, e com a cabeça de inseto meio distante começou a murmurar e balbuciar fitando suas íris.

– Vamos começar isso logo, Ron. – Sabrina bateu com o banquinho sobre o pé de Lilá que chegara quase no seu destino. – Desculpe, Lilá. – A ruiva girou a cabeça no ombro com uma voz doce. Depois fez uma voz de suspense e estalou os dedos.

– O que você está fazendo? – O ruivo se afastou na mesa, desconcertado e com horror quando viu Sabrina sacudir as mãos em frente ao seu rosto, soltando Hâns e Huns. Ela o olhou feio.

– Fique quieto, está atrapalhando minha liberação de energia.

– Todos aprendam com a senhorita Lair. – Sibila gritou de repente, os assustando. Ela nem sequer olhou em sua direção, ainda girando a cabeça de Harry para todos os lados, o fitando por sob os óculos. Harry se segurava na beira da mesa para não tombar para a frente de queixo.

– Merlim. Ele nunca vai se recuperar da humilhação.

– Shhhhh. – Sibilou Sabrina rindo baixinho. De repente ela segurou as orelhas de Rony e o fez a fitar fixo. – Rony eu vejo que...você ama sua família mesmo com os defeitos dela. Interessante: você ama alguém em segredo! – Lilá soltou um guincho de felicidade, Rony corou. Sabrina voltou a falar. – Não é loira, que curioso, vejo bem aqui não é loira, piscando nesse risquinho nos 90° graus norte perpendicular a íris, diz que ela é muito inteligente. Ah, sim, sim. Você tem medo de aranha, e que quer muito crescer na vida. – A ruiva soltou suas orelhas, começando a escrever tudo o que havia dito.

Rony parecia impressionado. Ela apoiou os braços na mesa e descansou o rosto sobre os dedos trançados o olhando com um sorriso feliz.

– Sua vez.

-–Tudo bem, vamos lá. – Ele se concentrou e fitou o fundo dos seus olhos. Respirou lentamente por longo tempo. Um minuto. Dois. Sabrina ficou impaciente.

– Rony, você esta vendo alguma coisa?

– Não. Só que você tem olhos verdes. – Ele parecia derrotado.

– Você é péssimo nisso. Eu tenho olhos castanhos. Isso é lente.

– É o que?

– Eu uso uma membrana que muda a cor dos olhos, Rony. É um objeto trouxa muito mais prático do que usar magia, e menos perigoso que transfiguração avançada.

– Papai tem razão, as vezes os trouxas são impressionantes... ei! Pare, isso é nojento. – Ele se afastou quando Sabrina começava a retirar a lente com magia para o mostrar. Ela deu de ombros e voltou a posição.

– Então...?

– Nada. Isso não vai dar certo.

– Rony, maldição, apenas invente. É adivinhações! Pensa em alguma coisa que você sabe da minha vida e escreve. Por exemplo...que eu sofro ainda com a morte do meu pai...que eu amo a minha vó...que eu gosto de estudar em Hogwarts e...que eu estou meio confusa com as mudanças na minha vida. – Tudo o que Sabrina dizia Rony escrevia, e ria baixinho.

– Terminamos, professora. – Ele ergueu a mão enquanto a olhava novamente impressionado. – Você é boa nisso.

– Em inventar?

– Não em ler os olhos, você leu os meus, de verdade.

– Não, li não. A maioria eu deduzi, que você ama a sua família e quer crescer isso é óbvio. Que você tem medo de aranhas a Mione tinha me contado e que você gosta de uma garota, que não é loira e é muito inteligente: todo mundo sabe.

– Ai você errou. – Ele se mexeu desconfortável. – Sabrina, eu não gosto da Mione.

Ela sorriu maquiavélica. – Eu nem disse quem era a garota, Rooonie.

– Não? É...você...O que será que ela vai prever ao Harry?

– Provavelmente que ele vai se matar, algo assim. E quanto a Mione-

Mas Sabrina não poderia continuar o espicaçando por mudar de assunto, ou Rony se tornar mais vermelho berrante, porque a professora deu um berro de congelar ossos. Se afastando de Harry para agarrar as vestes sobre o coração.

– Não meu querido, não faça isso. – Agora a atenção de toda a sala estava nos dois, Harry parecia mais confortável agora que podia se sentar direito. Arrumou a gravata no lugar, puxando a camisa novamente para dentro das calças enquanto a olhava quase entediado.

– O que não devo fazer, professora?

– Não se mate. – Ela jogou as mãos para cima, as balançando no ar. Harry negou com a cabeça desolado.

– Você é adivinha. – Rony olhou Sabrina descrente.

– Sim, Rony, e daqui a cinco minutos a professora vai nos dispensar.

– Sério, emoção pela morte do Harry?

– Não a aula vai acabar. Quer ver algo engraçado? - Sabrina andou na direção onde estavam Harry e a professora.

– Nós estamos aqui querido, não faça isso, vamos marcar um aconselhamento para você!

– Mas eu não quero me matar. – O tom era automático depois das muitas vezes que ele repetira.

– Eu sei, a negação é uma estratégia, mas está ai, em seus lindos olhos verdes. Tão bonitos, pensar que você vai querer que eles se fechem para sempre.

– Francamente eu não-

– Professora posso ver?

Trelawney acenou para ela ir em frente, um lencinho conjurado para assoar o nariz. – Claro querida. Olhe no fundo dos olhos do Harry... – Sabrina com um ar calmo e sério fez o que a professora disse. – Você vê lá dentro dos olhos dele a morte e também uma coruja?

– Vejo.

Nesse momento até Harry ficou assustado. A professora com cara de espanto se endireitou na cadeira e a olhou como se deliciando com um doce saboroso. Até mesmo deixou o lencinho cair em seu colo.

– Querida, vê o que isso significa? É que ele quer se ma...

– Significa que a morte dos olhos de Harry tem haver com seus pais, ele ainda sente muita saudades deles...e a coruja significa que o Harry não quer morrer antes de...coisas pessoais.

Todos da sala ficaram boquiabertos. Profª Sibila que parecia muito envergonhada mais orgulhosa ao mesmo tempo disse:

– Vinte pontos para a Grinfinória. Saiam em fila e cuidado nas escadas, senhor Longbottom. – Ela acrescentou bem quando Neville tropeçou para fora no primeiro degrau. – Senhorita Lair?

– Sim, professora?

– A senhorita tem um grande futuro na área da adivinhação.

– Ah...legal. Obrigada.

Eles já estavam fora da sala e Sabrina precisava se escorar pelas paredes para parar sua crise de riso. Harry e Rony, ao contrário, a olhavam como que pela primeira vez.

– Você realmente viu aquilo nos meus olhos? Você estava tão seria...

– Você realmente acreditou naquilo?

– Sabrina adivinha muitas coisas. – Rony balançou a cabeça sabido.

– Pra ser sincera, nem eu sei como consegui ficar séria daquele jeito...não se preocupe o que eu falei foi pra enrolar a Sibila...afinal ninguém mais acredita nas besteiras que ela diz, né? Espera só eu contar pra Morg e para a Mione. E vocês dois, acreditaram! Vou ser atriz bruxa! Suposição, meninos, usem os cérebros!

Morgana e Hermione já estavam no salão comunal quando chegaram, cada qual com seu enorme livro de Aritmancia no colo. Resmungaram qualquer coisa sobre trabalho da professora Vector, e voltaram a rabiscar e andar em volta da mesa traduzindo diagramas complicados.

Sabrina se jogou sobre a poltrona e começou a retirar alguns objetos quadrados com capas coloridas, e empilha-lo em três pilhas diferentes. Harry espichou os olhos curioso, enquanto ela puxava uma lista e pena da bolsa. Rapidamente ela retirou uma caixa quadrada cheia de botões, que lhe parecia uma vitrola em miniatura, e retirando o que ele achava ser um disco – multicolorido e brilhante – de uma das capas ela depositou-o na mini vitrola. Quando fez o disco girar com a ponta do dedo o som encheu o salão, assustando a todos.

– Legal um toca-música! – Rony se sentou ao lado dela, tomando um dos fones que ela retirara da bolsa e enfiando numa das orelhas, sob os olhares irritados de Hermione.

Morgana sacudiu os pés com a musica sem demonstrar mais nenhum sinal de perder a concentração. A musica parou de soar quando Sabrina girou um botão no toca-música.

– Desculpe, Mione. – Sabrina encolheu os ombros e se dedicou a riscar sua lista.

– O que está fazendo? – Harry inclinou a cabeça para as anotações curioso.

– Escolhendo musicas para treinar. – ela disse com simplicidade, observando um terceiro fone surgir do fio que estava em sua orelha. – Quer ouvir?

– Ah fique com o meu, são musicas de garota. – Rony se ergueu rapidamente coçando a barriga. – Vou tomar um banho antes do jantar. Nos vemos mais tarde.

Todos eles fingiram não notar Hermione olhando por sobre as pestanas a pele do estomago de Rony a mostra. Harry deu de ombros e se juntou a Sabrina enquanto puxava sua mochila e seu dever semi terminado de Astronomia.


Era sexta feira, e eles tinham adiantado uma boa parte dos deveres para o final de semana. Sabrina estava em aula vaga com Harry e Rony, enquanto Morgana e Hermione estavam em suas aulas de Runas antigas. Não tinha muito o que fazer, dessa forma os meninos a convidaram para ir ao campo de quadribol com eles voar. Rony precisava treinar mais um pouco de seus bloqueios, já que Fred e Jorge haviam sido taxativos quanto ao fato de não aliviarem em nada os testes dele para goleiro. Conhecendo os gêmeos, todos apostavam que iam dificultar. Cormac McLaggen, um sextanista, também demonstrara interesse, e Cormac era bom pelo que se dizia. Não demorou muito para Sabrina se retirar chocada para as arquibancadas. Se Rony a xingasse mais uma vez ela ia perder a paciência e azara-lo, portanto preferia deixar Gina e Harry serem vitimas do mau humor do ruivo e pensar em sua coreografia.

If you wanna be with me...– Ela cantava baixinho, observando os pontinhos no ar que eram seus amigos.

Queria pegar a musica e os ritmos, e quanto mais o fazia, mais surgiam idéias de movimentos. No colo tinha uma folha de pergaminho, e o livro "Estudo dos trouxas: Esportes", que achara na biblioteca. Não era bom, tremendamente bom, mas era alguma coisa. Ainda queria contrabandear alguns DVD's trouxas com seus amigos brasileiros, mas não valia a dor de cabeça de encanta-los para mostrar as imagens. A maioria das vezes essas experiências simplesmente falhavam e quebravam os dvd's. Morgana encomendara pela mãe livros mais específicos sobre lideres de torcida trouxas, e alguns da modalidade bruxa, que era desenvolvida em pontos da Europa, nas Américas e Austrália, em cima de vassouras. E Carla prometera uma memória de penseira de vídeos do Youtube, aos quais ela como bruxa mui moderna, tinha acesso em casa.

A Inglaterra era tão atrasada às vezes. Ela suspirou e voltou a cantar.

– "…Baby there's a price to pay, I'm a genie in a bottle, You gotta rub me the right way, If you wanna be with me, I can make your wish come true, You gotta make a big impression, I gotta like what you do."

– Se você dançar, eu faço o que a música pede.

– Fillipe...o que você está fazendo aqui? – Ela deixou cair o pergaminho, com o susto que tomou.

Fillipe estava olhando os pontinhos que ela olhava antes, distante. Sabrina o observou. Fillipe era bonito. Decididamente bonito. Não perfeito, mas era alguém interessante e com uma beleza confortável. O convidou a sentar.

– Eu tava querendo pensar um pouco em paz sabe...e você o que tá fazendo?

– Eu estava pensado na coreografia que vou dançar. Não queria atrapalhar seus pensamentos. – Riu baixinho falando meio sério.

– Tudo bem, terminei com uma namorada.

– Ouch. Difícil?

– Não, só não era o que eu queria. Então... você vai dançar a música que você estava cantando?

– Vou, algum problema?

– Pro...pro...pro...problema nenhum. A coreografia vai ter muito a ver com a música? – Ela notou o gaguejar dele, e achou fofo.

– Vai ter tudo haver com a música, senhor Jackmen. Por que?

– Hm...Eu vou estar na primeira fila: torcendo por você, é claro. Dar apoio para as colegas.

– Sei. – Sabrina riu enquanto Fillipe mexia com os braços como se fossem pompoms. – Sua garota não vai ficar ciumenta?

– Ela não era o que eu queria. – Ele repetiu, e coçou a testa casualmente. O olhar que lhe lançou a fez tremer um pouquinho pensando se tinha algum outro significado em suas palavras. Depois ele bateu sobre as pernas se levantando. – Vou te deixar continuar...pensando na coreografia. Nos vemos.

– Okay...O que deu nele? Ele bebeu cerveja trouxa? Cada doido que me aparece. "Ooh my body is saying let's go, Ooh but my heart is saying no."

– Você tem certeza do que está falando?

– Argh, não se tem paz aqui?

Rony riu. – Terminamos o treino e vamos comer.

– Bando de porcos, fedorentos e suados. Vou vomitar do lado de vocês na mesa!

– Me da um abraço. – Harry inclinou os braços para ela enquanto ela ria e se afastava.

Quando chegaram ao castelo avistaram os pesadelos de Sabrina tomando forma. Thaty, Fred e Jorge conversavam com casualidade, os gêmeos nem mesmo tentavam colocar feitiços de logros na loira, apenas estavam ali, conversando com muitas sobrancelhas erguidas e sorriso marotos. Ela sentiu vontade de ter aprendido melhor a transfiguração da árvore podre naquela semana. Respirou fundo uma e duas vezes e correu para alcançar Rony, Harry e Gina.

– Vocês viram a idiotinha da Lair? Tentando me enfrentar, que ingênua. – Os olhos de Thaty piscaram em malicia, agarrando o braço de um dos gêmeos com posse.

– Posso te enfrentar quando eu sentir vontade. Agora por exemplo! Prepare sua varinha, vamos duelar.

– O que? Pare de ser idiota, eu sei mais feitiços do que você sou um ano mais velha.

Todos aparentemente concordavam com Meyer, visto que travavam nos seus lugares, girando a cabeça com surpresa para Sabrina. Ela deu um ok para os garotos e abriu um largo e confiante sorriso.

– Não perguntei de que ano era, simplesmente prepare-se.

– Sabrina...- Começou a dizer um Harry apreensivo.

– Se meta com suas coisas, Potter podre. – Thaty Meyer aparentemente deixara sua surpresa de lado, muito animada em erguer suas manga. Sua voz soou doce. – Um de vocês, podem ser meu padrinho?

Os gêmeos franziram o cenho. Sério? Depois do que ela dissera sobre Harry?

Thaty teve a indecência de fazer um bico magoado. – Que seja, abdico de um padrinho, não preciso.

– Sou sua madrinha, Sabrina! – Gina se meteu entre os garotos, animada com tudo aquilo.

– Agora olha aqui, Gina-

– Não Gina, seus irmãos não querem que eu lhe influencie mal. – A ruiva se pos em posição de duelo, lançando um olhar cruel aos gêmeos – Abdico do padrinho também.

– Ótimo. Virem-se, no três vocês começam, um...dois...TRÊS.

Os relâmpagos retumbaram e com eles os gritos de um Rony estarrecido que puxava Gina para longe do cerne do combate.

– O que pensa que está fazendo? Dando corda para essa maluquice...

EXPELLIARMUS. - Gritou Sabrina.

Thaty nem sabia o que tinha lhe acontecido, Sabrina continuou. Eles observaram a varinha da loira voar em círculos tão rápidos que foi com espanto que não a viram partir quando aterrissou no chão, metros longe da sonserina. Mas Sabrina queria mais, muito mais.

MOBILIARBUS. – A goles voou das mãos de Harry disparando contra a caída Thaty Meyer. Ele tentou em vão agarra-la. – Aw, desculpa eu errei, mas não se preocupe agora eu acerto. - Sabrina tinha um tom calmo na voz, baixo e perigoso. - MOBILICORPUS.

– Não é possível que ela acerte tudo. – Jorge sussurrou aos outros.

Nem mesmo ousavam se mexer enquanto a ruiva mandava um feitiço atrás do outro muito rápido para que fizessem mais do que deixar os lábios despencarem. Thaty Meyer quicou como uma bola para longe na grama com o ultimo feitiço.

LOCOMOTOR MOR-

– Maldição! - Fred girou o corpo e o empurrou em direção a Sabrina, prendendo a mão com firmeza na boca dela antes que ela terminasse de berrar os feitiços. Ele a ergueu no ar, a mão ainda firme nos lábios dela e começou a arrasta-la por todo os lances de escadas. Thaty Meyer gemia enquanto aceitava a mão de Jorge que tentava amenizar os danos junto a Rony que se apoiava nos joelhos imaginando se ela estaria viva. Fred retirou a varinha da mão dela berrando em sua cara enquanto a punha no chão:

– Você é louca?

– Por que? – Sabrina ela o encarou, cínica.

– Você estava duelando, de forma ilegal, no meio da escola! Bem no meio da porra da escola!

– Mentiroso, eu estava duelando no começo de uma das escadas para os exteriores. Por falar nisso eu ainda não terminei o duelo, eu não a vejo sangrando, com licença. - Sabrina retirou a varinha da mão dele e ia descer as escadas quando ele barrou seu caminho com um braço a colocando prensada contra a parede.

– Uma ova que você vai.

– Cara, como você é chato. – Por um instante que doeu, ela realmente o achou perfeitamente parecido com Arthur. Toda a super proteção de irmão, estava bem ali.

– Desculpe, estou tentando fazer com que você não tome uma detenção! - tornou Fred que estava pela primeira vez, desde que Sabrina o conhecia, sério.

– Ainda é sobre eu parecer com a Gina e ser como uma irmã para você? Adivinha, Gina está ali, não sou ela, e não vou a influenciar com atitudes negativas. Gina, nunca faça isso. – Ela girou os olhos, entediada, para a ruiva Weasley que sorria marota em apoio para ela. – E afinal de contas, do que está reclamando, ela estava me provocando, estou resolvendo do modo bruxo!

– Eu sei e você cai como uma patinha nos jogos dela... – Sabrina tentou descer a escada pela segunda vez, sem nem mesmo responder a ele. Fred também a ignorou, apertando mais de encontro a parede com seu próprio corpo. - Já disse que você não vai e pronto.

– Isso esta ficando desconfortável. – Ele se afastou apenas para que ela parasse de se achatar contra a parede na ponta dos pés e ela ajeitou as roupas irritada para baixo. Em algum ponto atrás deles, e de toda a confusão, ouviram um abafar de risada e escândalo. – Quem vai me impedir...você? Pode esquecer, eu não obedeço nem o Arthur e o Richard que são como irmãos, imagina se eu vou obedecer você, Fred Weasley. Sua irmã está ali, e é ela não eu.

– Para de insistir nessa porcaria sobre a Gina, eu só disse aquilo porque não sabia o que dizer.

– Vem Harry, vamos dar a eles privacidade. – A supracitada puxou o garoto que sobreviveu pela manga em direção á Thaty Meyer esquecida entre Rony e Jorge.

– Não muda o fato de que-

– Quer saber? Não vai me obedecer, ótimo. – Ele agarrou as duas pernas dela e como se ela não pesasse muito mais que um saco de batatas a lançou sobre o ombro direito, caminhando pelo portal e o corredor logo depois dele para o interior da escola. Sabrina começou a esmurrar com força contra as costas dele, logo movendo as pernas e se contorcendo para sair do aperto. - Pode espernear o quanto quiser. Eu não vou te soltar!

Era humilhante e de alguma forma, também excitante que ele realmente não se movesse. Ela não estava pegando leve. Deviam ser todos os músculos de quadribol que ela sentia pressionar seu estomago. Se repreendeu com um gemido de frustração, depois quase os fez realmente caírem quando lançou todo o corpo para trás.

– Minha varinha!

– Deixa ai. Pelo menos você não vai duelar com ninguém no caminho.

– Eu vou berrar, juro que vou e Filch vai estar aqui mais rápido do que um furacão. Vou dizer que está tentando me sequestrar!

– Bom pra você. – Mas ele moveu a mão da sua própria varinha, sussurrando. – Accio.

– Eu ainda vou berrar!

Mas não o fez, consciente demais de que tinham sorte de não terem sido flagrados assim por todo o caminho até a Torre da Grifinória.

– A senha?

Salamandra Rastejante.

– Isso mesmo...mas deixe a menina andar!

– Se eu soltar ela, pode ter certeza que pelo menos metade do castelo vai ser destruído, com a raiva que ela está.

– Ok, ok passem.

Fred ainda segurando Sabrina entrou no salão comunal e colocou ela sentada em um sofá. Ela bufou e encarou os olhos dele com intensidade. Ouve um segundo de puro ódio entre os dois, ele inclinado para a frente ainda a cercando com os dois braços sobre o estofado, ela de braços cruzados e bochechas estufadas. Em seguida ela desviou o olhar, ajeitando as pernas cruzadas e a saia decorosamente sobre os joelhos. Quando terminou de assentar os cabelos ruivos e até mesmo deu uma arrumada na franja sobre os olhos ela sorriu para ele, com ameaça velada.

– Eu quero a minha varinha.

– E o que eu tenho a ver com isso?

– Eu não estou brincando, Fred Weasley. Eu quero minha varinha.

– Não! A varinha caiu porque você não ficou quieta e perdeu a razão. Ela vai ficar comigo, onde está segura. – Ele ergueu a mão acima da cabeça e o corpo lentamente, pondo a varinha dela longe de seu alcance, mas ainda a cercava com as duas pernas, como para prevenir uma fuga.

– Não ela caiu porque você me segurou, contra minha vontade, interrompendo um duelo bruxo, o que é contra todas as leis de etiqueta, bom senso e cortesia.

– Você está desatualizada. Não sou um sangue puro bem educado. Sou um pobretão, que gosta de quebrar todas as regras e inventar artimanhas para destruir qualquer tipo de bom senso, com nenhuma cortesia, para qualquer um. No entanto... – Ele se apressou a dizer a fitando apaziguador. – Minha razão funciona perfeitamente, e eu vou concordar em lhe devolver sua varinha, desde que você jure que não vai voltar para os exteriores do castelo para fazer Thaty Meyer sangrar.

– Tudo bem, sou uma bruxa de palavra.

– Ótimo.

Ele estendeu sua varinha ao que o quadro se abriu e Gina desembestou por ele seguida de perto por Morgana e Hermione que haviam acabado de saber do que tinha ocorrido. Thaty Meyer estava na ala hospitalar agora, aparentemente atordoada mas aproveitando cada segundo de atenção que tinha, mesmo que ela fosse de Harry Podre Potter, e dois pobretões Weasley. Que se mantinham ali para se certificar que ela não fosse dizer absolutamente nada sobre o porque de estar daquele jeito, claro.

– Acabamos de saber. Sabrina o que você estava pensando?

– Maravilhoso. Me diz exatamente a cara dela quando você a atingiu?

Dava para perceber uma séria discordância entre as duas quando Sabrina alargou o sorriso agarrando sua varinha da mão de Fred.

Incendio. - Fred deu um pulo para trás e o fogo não conseguiu atingi-lo.

– O que diabos- ?

– Errei de novo, que saco! Sou uma bruxa de palavra, Fred. Não vou voltar para terminar com Meyer. Férula. Ah isso! – Ela vibrou com uma dançinha enquanto observava o corpo de Fred se cobrir de ataduras apertadas da cabeça aos lábios. – A cara dela, era mais ou menos assim, Morg.

– Ah não...você está bem, Fred? - Hermione perguntou sem graça, enquanto corria para girar o gêmeo Weasley que derrapara com um baque surdo de cara para o tapete.

– Mmhhhpphh.

Gina pôs a mão sobre a barriga, ajoelhada para ajudar a girar o irmão até que ele ficasse de barriga para cima. As mãos na barriga eram porque ela gargalhava pra valer.

– Deixa ele ai até o jantar, Gina. Vai ser bom para a humildade dele. – Ela girou para os dormitórios.

– Vocês, parem de encarar, não tem mais briga aqui para ver. – Hermione se lembrou entre a confusão de seus deveres de monitora. Intimamente ela quase agradecia não ter estado lá para ser obrigada a tirar pontos de Grifinória e por Sabrina em detenção.

– Nunca achei que pudesse ver alguém assim. Precisam ver o que ela fez com a Meyer. – Gina pontuou ajudando o irmão a livrar os lábios.

Por prazer próprio, ela estava gostando de tirar aquelas ataduras do modo trouxa. Não era muito ruim ouvir os gritos dele quando sua cabeça escapava do colo de Gina e batia com força no chão enquanto ela desenrolava cada uma das ataduras.

– Hm, imagino. Ela fazia parte do clube de duelos. Ah, essa parece ter um esparadrapo. – Morgana se aproximou animadamente de Fred puxando uma das ataduras grudadas entre sua sobrancelha e raiz do cabelo. – Nunca tive a oportunidade de te desculpar pelos apelidos. Agora estamos quites.

Ela sorriu satisfeita enquanto ele choramingava de dor com um tufo de pelos arrancados pela raiz.