A moça estava submersa em uma banheira cheia de água, com a cabeça jogada para trás, os olhos fechados e uma expressão de pura felicidade em seu rosto.
Sasuke a observava da porta, em silêncio para não perturbá-la. Devia fazê-la perceber sua presença. Mas não o fez. Apreciava a vista.
Os cabelos dela estavam presos em cima de sua cabeça, mas fios caíam soltos pelo pescoço, grudando na sua pele. Ele estava particularmente fascinado pelas curvas de seus seios. Seios bonitos. Bonitos como o resto dela. Suas curvas eram suaves e agradáveis de se olhar.
Sakura se mexeu e por um segundo pensou que tinha sido descoberto. Mas ela não abriu os olhos. Arqueou-se o suficiente para que as pontas rosadas de seus mamilos se erguessem através da água. Sua boca ficou seca. Seu pênis se enrijeceu e apertou-se contra suas calças. Sasuke mexeu os dedos, inquieto com a reação feroz que ela provocou dentro dele.
Estava duro e dolorido. Um sentimento selvagem dentro de si. Não havia ninguém para impedi-lo de correr para o outro lado da sala, arrancá-la de dentro da banheira e jogá-la na cama. Era sua para tomar. A partir do momento em que pisou em suas terras, ela era sua. Independente se casasse com Sakura ou não.
Ainda assim, a parte perversa da sua natureza queria que fosse até ele. Queria que aceitasse seu destino e viesse por vontade própria. Sim, era muito mais gratificante quando a moça estava disposta.
Um suspiro assustado ecoou pela sala. Ele franziu a testa enquanto olhava para os olhos abertos. Não queria que a moça tivesse medo dele.
Mas Sakura não ficou com medo. Faíscas de indignação surgiram em seu rosto.
— Como se atreve!
Ela se levantou, tremendo na água, sem uma peça de roupa para obstruir uma visão completa de seu corpo. Ah, ela era uma visão deliciosa, cuspindo fúria,com o peito estufado. Cachos rosas situados no ápice de suas pernas guardavam o doce mistério.
De repente, percebendo que dera à ele mais coisas para olhar, afundou-se de volta na banheira. Cobriu os seios com os braços e se curvou para frente, tentando esconder o máximo possível.
— Saia! – ela gritou.
Sasuke piscou, surpreso, e depois abriu um sorriso. Ela era uma pestinha, enganosamente inofensiva, mas tinha uma força que não podia ser ignorada. Bastava perguntar a seus homens, já que todos estavam compreensivelmente cautelosos.
Ela mandava em Inari, Ichiro e Suigetsu o tempo todo. E no final do dia, Sasuke escutava uma lista de queixas sobre seus deveres. Suigetsu sugeriu que ela devesse assumir o treinamento de suas tropas. Ela mandava neles o tempo todo. E se questionada, simplesmente dava um sorriso doce e inocente e dizia que logo seria a senhora do castelo. Então, era dever deles obedecê-la.
Logo o padre McElroy chegaria e então Sakura daria sua resposta e faria seus homens pararem de se lamentar como mulheres. Era vergonhoso ver guerreiros reclamando assim.
— Eu já vi tudo o que há para ver. – Sasuke zombou.
Um rubor surgiu em seu rosto e Sakura olhou para ele com desaprovação.
— Não devia entrar sem bater. Isso é inadequado.
Sasuke arqueou uma sobrancelha e continuou a olhar para ela.
— Você estava dormindo na banheira, moça. Não ouviria nem um exército passar.
Ela bufou e balançou a cabeça em negação.
— Nunca dormiria na banheira. Ora, eu poderia me afogar. Isso seria estúpido, e eu não sou estúpida, lorde.
Sasuke sorriu novamente, mas não discutiu o fato de que ela estava dormindo profundamente quando entrou no quarto. Limpou a garganta e foi direto ao assunto.
— Precisamos conversar, moça. Já é tempo de me dar uma resposta. O padre deverá chegar a qualquer momento.
— Não falarei com você até que esteja fora da banheira e vestida.
— Poderia ajudá-la neste assunto. – ele disse, sem sequer pestanejar.
— É muito atencioso... – de repente percebeu o que ele havia proposto. Seus olhos se estreitaram e ela abraçou as pernas. – Não cederei até que saia deste quarto.
Sasuke suspirou mais para sufocar o riso do que mostrar exasperação.
— Você tem dois minutos. Sugiro que se apresse.
Sasuke poderia jurar que Sakura rosnou quando ele se virou para sair pela porta. Sorriu novamente. Ela estava provando ser digna de uma noiva e esposa de um Uchiha. Dependendo das circunstâncias, poderia se comportar como um rato assustado, mas era tão feroz quanto um de seus guerreiros.
Senhor, mas ela era bonita. E, caramba, estava ansioso para levá-la a frente do padre.
Sakura saiu da banheira e se enrolou firmemente em uma toalha. Lançando olhares furtivos por cima do ombro, ficou na frente do fogo para se secar e colocar o vestido. Seus cabelos ainda estavam bastante molhados, então vestiu sua roupa e sentou-se na frente do fogo para secá-los e penteá-los. Estremeceu quando um ar frio vindo das janelas soprou sobre os cabelos úmidos.
Quando a batida na porta soou, Sakura pulou e se virou para vê-lo entrar. Os olhos dele pousaram sobre ela como brasas. De repente, já não sentia o frio. Na verdade, Sasuke decididamente deixava seu quarto muito mais quente.
Ela o olhou em silêncio, com a boca seca e, pela primeira vez, sem palavras. Havia algo diferente nele e não tinha certeza do que. Ele a estudava. Não. Sasuke não a estudava. Devorava-a com os olhos. Como um lobo faminto se aproximando de sua presa.
Sakura engoliu em seco e cobriu o pescoço com as mãos como se quisesse proteger-se de seus dentes. Sasuke percebeu o gesto e a diversão brilhou intensamente em seus olhos.
— Por que você tem medo de mim agora, moça? Não demonstrou nenhum medo quando chegou. Não consigo imaginar o que fiz para mudar isso.
— Acabou. – ela disse calmamente.
Sasuke inclinou a cabeça para o lado e, em seguida, aproximou-se dela.
— O que acabou, moça?
— O tempo. – ela murmurou. – Fiquei sem tempo. Era tola por querer me preparar melhor. Na verdade, esperei por muito tempo. Já deveria ter escolhido um marido, mas fiquei quieta, na abadia. Estava atraída por uma falsa sensação de segurança. A madre Senjuu sempre falava do futuro, mas a cada dia que passava, o futuro ficava mais perto.
Sasuke balançou a cabeça e olhou para ela, intrigado.
— Você apenas fez a coisa certa, Sakura. Esperou.
Confusa, ela franziu o nariz e perguntou.
— O que esperei, lorde?
Sasuke sorriu e Sakura viu a arrogância gravada em cada parte de seu rosto.
— Você esperou por mim.
Oh, mas o homem sabia como arruinar seu humor. Na verdade, ela achava que fazia isso de propósito. Suspirou. Sabia que se casaria com ele. Não havia outra escolha. Mas Sasuke queria ouvir as palavras.
— Eu me casarei com você.
Os olhos dele brilhavam em triunfo. Sakura pensou que ele iria provocá-la um pouco mais. Mas não fez nada. Simplesmente a beijou.
Num minuto, ele estava a uma distância respeitável. Em outro, estava tão perto que ela podia sentir-se envolvida pelo seu cheiro.
Sasuke segurou seu queixo e inclinou-o para que pudesse colocar a boca sobre a sua. Morno... não... quente, cada vez mais quente, seus lábios moviam-se como veludo.
Era impressionante como ele a deixava quando a beijava. Para um homem que estava sempre lembrando que ela deveria ter juízo, Sasuke parecia ter prazer em fazê-la perdê-lo.
Sua língua roçou os lábios, mas como ela os mantinha bem fechados, ele insistiu. Provocou a linha da boca, lambendo, mordiscando. Desta vez não mandou que ela abrisse a boca e, apesar a determinação de não fazê-lo, Sakura acabou cedendo.
Assim, com os lábios entreabertos, a língua dele deslizou para dentro, investigando e acariciando com delicada precisão. Cada carícia incitava uma resposta profunda que ela não conseguia explicar. Como podia um simples beijo fazer seus seios doerem e seu corpo formigar e inchar até quase sentir dor?
Sasuke provocou-lhe uma inquietação que a fez querer sumir. E quando ele ergueu as mãos para deslizá-las sobre seus braços, Sakura tremia, tremia por todo o corpo, até os dedos dos pés.
Quando ele se afastou, ela estava atordoada e o olhou com absoluta confusão.
— Ah, moça, o que você faz comigo. – sussurrou.
Sakura piscou rapidamente quando tentou ficar de pé. Aquele beijo a transformou em uma idiota.
— Você não beija da maneira correta. – deixou escapar.
Envergonhada pelo que disse, Sakura fechou os olhos e se preparou para a censura. Quando abriu, tudo o que viu foi um olhar divertido. O homem estava quase rindo. Seus olhos se estreitaram. Era óbvio que ele precisava de instrução sobre o assunto.
— Então, me conte. Como é a maneira correta?
— Você deve manter a boca fechada.
— Sei.
Sakura balançou a cabeça para reforçar sua afirmação.
— Sim, não há línguas envolvidas no beijo. Isso é indigno.
— Indigno?
Novamente ela concordou. Estava indo melhor do que imaginava. Sasuke estava entendendo suas orientações muito bem.
— A madre Senju me disse que os beijos são para o rosto e ou para a boca, mas só em situações muito íntimas. E não devem durar muito. Apenas o suficiente para transmitir a emoção adequada. Ela nunca mencionou nada de língua. Não pode ser bom para você me beijar e enfiar a língua dentro de minha boca.
Os lábios dele se contraíram. Colocou a mão sobre a boca e esfregou firmemente por alguns instantes.
— E sua madre Senju é uma autoridade em beijar, não é?
Sakura balançou a cabeça vigorosamente.
— Oh, sim. Ela me disse tudo o que precisava saber para a eventualidade de meu casamento. Levou seu dever muito a sério.
— Talvez você deva me ensinar pessoalmente sobre beijar. – ele disse. – Poderia me mostrar como se faz.
Sakura franziu a testa, mas depois se lembrou que este era o homem que seria seu marido. Nesse caso, achou que poderia ser adequado, e mesmo esperado, que ela o ensinasse sobre o amor. Foi muito decente da parte dele agir assim. Ora, ficariam muito bem.
Sentindo-se muito melhor sobre seu casamento iminente, Sakura se inclinou e apertou os lábios contra os dele. Assim que o tocou, Sasuke a segurou pelos ombros e puxou-a ainda mais perto. Ela se sentiu engolida. Consumida. Como se ele estivesse absorvendo sua essência. E apesar de todo o seu discurso, ele usou a língua.
