Capítulo 10_ Verdade

Disclaimer: Eu ainda tenho que falar? É eu acho que sim, vai que o Snape resolve vir me processar né. É tudo da J.K.

Assim que eu saí da sala eu olhei para trás e o Harry estava me fitando. Eu queria voltar lá e abraçá-lo, mas ao mesmo tempo eu não queria. Eu sentia que se eu fosse até ele, eu iria perder algo. Só não sabia o que.

Nós saímos do St. Mungus em silêncio e andamos pelas ruas de Londres. Era tão bom estar em Londres, eu sentia como se pudesse fazer tudo e ao mesmo tempo nada.

- Vamos para casa, Virgínia. – o Draco falou e segurou no meu braço. Rapidamente nós estávamos na casa dele em Nova York.

- E nós voltamos. – eu falei, sem animação.

- Você não poderia ficar em Londres. – ele falou.

- Por que? – eu disse.

- Eles realmente estão procurando por você, Virgínia.

- O que você fez com o meu irmão?

- O que?

- É, ele disse que foi você que o fez ir para o St. Mungus.

- Ele deveria estar delirando. – o Draco falou, com um meio sorriso.

- Draco, não minta para mim. – eu pedi.

- Não estou mentindo. – ele disse, eu ergui uma sobrancelha. – Eu não mentiria para você. – ele se aproximou mais de mim. – Você acredita em mim, certo?

- É, eu acredito. – falei e me afastei um pouco dele, indo em direção a cozinha. Ele me seguiu até a cozinha e eu comecei a preparar o nosso almoço em silêncio. Ele se sentou na cadeira e me observou preparar, até que alguém bateu na porta. Ele se levantou rapidamente e abriu o armário, pegando um frasco com um líquido verde e bebendo, voltando a ser ele. (n/a: Confuso, tipo ele voltou a parecer como o Draco Malfoy, sacou?)

- Vai lá e bebe mais um pouco da poção. – ele disse e eu não me movi, o olhando como se ele fosse louco. – Vai! – ele falou, enquanto andava elegantemente até a porta e a abria, eu corri para o banheiro enquanto eu ouvia vozes no andar debaixo. Peguei um frasco da poção e bebi tudo, arrumando rapidamente o meu cabelo e descendo as escadas. Eu vi o Draco sentado no sofá, com uma pessoa loira de costas para mim.

- Querida, venha aqui. – Draco disse, se dirigindo a mim e a pessoa loira se virou. Eu arregalei os olhos ao ver Narcisa Malfoy sorrindo para mim e andei até eles. Eu fiquei em pé próxima ao Draco. – Mãe, está é Victoria Woodsen. – ele disse e ela ficou de pé, me analisando.

- Narcisa Malfoy. – ela estendeu a mão. – É um prazer conhecê-la.

- O prazer é todo meu, Sra. Malfoy.- falei, apertando levemente a mão dela. Ela voltou a se sentar com classe e olhou para o Draco.

- Draco, querido, você já conseguiu aquele negócio que ele pediu? – ela falou. – Você sabe o que ele faz com aquelas pessoas que não fazem o que ele quer.

- Mãe, a Victoria sabe que eu sou um comensal. – o Draco falou e ela se virou para mim novamente.

- O que você acha do Draco ser um comensal, querida? – ela disse, com um meio sorriso e o Draco me encarou. Vi que ele também queria saber a resposta.

- Eu fico orgulhosa de tudo o que ele faz e vou o apoiar em tudo o que ele quiser fazer. – falei e ela voltou a me analisar.

- Boa resposta. – ela falou. Narcisa Malfoy olhou para mim e depois se virou para Draco, com um olhar sugestivo.

- Com licença, Sra. Malfoy. - eu disse, e me virei para o Draco. - Draco. - e então eu saí de lá indo para a cozinha.

- É uma moça bem educada e tem boas respostas, mas não é do nosso tipo, Draco. - eu percebi que ele falou alguma coisa. - O que exatamente você viu nela? - eu a ouvi perguntar assim que entrei na cozinha e voltei a fazer algo para comer. Então eles ficaram completamente inaudíveis.

Eu terminei de cozinhar, almoçei e também lavei tudo e eles deviam estar ainda conversando. Eu me sentei na cadeira e comecei a pensar.

-x-

Eu ouvi alguém me chamando e abri os olhos lentamente, a luz parecia me cegar.

- Virgínia.- o Draco sussurrava com um ar divertido. Eu observei onde eu estava e notei que havia dormido na cozinha.

- Que horas são? - eu murmurei.

- Devem ser sete horas da noite. - ele falou. - Tenho a noite de folga hoje, acho que poderíamos sair para comer alguma coisa. O que você acha?

- Eu acho uma boa ideia. - concordei, enquanto me levantava. - Vou me arrumar.

- Você tem dez minutos. - ele disse e eu subi as escadas rapidamente.

-x-

Um bom tempo se passou e eu estava terminando de arrumar o meu cabelo quando o Draco abriu a porta do quarto rapidamente e me observou.

- Vamos logo se não perderemos a reserva. - ele disse.

- Reserva? - eu falei.

- Claro! Você acha que eu iria comer em qualquer restaurante? - ele resmungou alguma coisa.

- Estou terminando de me arrumar. - falei e alisei o cabelo com os dedos, enquanto colocava meus brincos.

- Não sei por que você demora tanto. Não muda nada. - ele resmungou e eu lhe lancei um olhar ferido. Ele andou elegantemente até mim e me beijou na testa. - Você está sempre linda. - eu sorri.

- Ok, vamos. - eu segurei a mão dele e senti um leve puxão no umbigo.

Nós aparecemos em frente a um grande restaurante e entramos. Um homem andou até nós e parou a nossa frente nos encarando.

- A reserva dos senhores está no nome de quem? - o homem falou.

- Draco Malfoy. - Draco falou imponente e o homem pareceu tremer.

- Me acompanhem, por favor. - ele nos levou até uma mesa bem localizada e nós nos sentamos. - O Garçom já virá atendê-los. - ele saiu rapidamente.

- Você é respeitado em todo lugar que vai. - eu falei.

- Querida, eu sou Draco Malfoy. - ele disse e um homenzinho se aproximou de nós.

- Boa noite, meu nome é Pierre e eu terei o prazer de atendê-los essa noite... - o homenzinho começou.

- Menos fala e mais ação, Pierre. - Draco falou.

- Desculpe, Sr. Malfoy. - ele disse. - O que vocês gostariam de beber ?

- O melhor vinho que vocês tiverem. - Draco falou e o Pierre saiu rapidamente e tropeçando nos próprios pés. Em um segundo ele estava de volta com uma garrafa de vinho e duas taças. Ele nos serviu e saiu rapidamente com o pedido da comida. Eu bebi um pouco do vinho e o encarei.

- Quando isso acabar, o que será de nós? - eu falei para ele.

- Eu não consigo imaginar a minha vida sem você, Virgínia. - ele falou. - Eu acho que eu morreria.

- Não seja estúpido. - eu falei.

- Eu estou apenas falando a verdade. - ele disse, com a voz rouca enquanto bebia mais um pouco do vinho. Eu me remexi incomodada na cadeira e não falei nada. - Então você se orgulha de tudo o que faço? - ele estava com um sorriso divertido.

- Basicamente. - falei.

- Tudo mesmo?

- Menos matar e torturar pessoas, essas não são coisas para se orgulhar. - falei e ele resmungou alguma coisa.

- Depende apenas do seu ponto de vista. - ele disse. Pierre chegou com dois pratos de comida e depositou na mesa. Nós começamos a comer e ele ficou rígido de repente.

- O quê? - eu disse.

- Droga.- ele murmurou. - Eu tenho que ir. Sinto muito. - ele falou. - Você pode ficar aqui e terminar de comer se quiser.

- Não, eu não quero ficar aqui sozinha. É patético. Vou para casa.- falei.

- Ótimo, eu te deixo em casa e depois eu saio. - ele disse, colocando 500 dólares em cima da mesa e me segurando pela mão, enquanto saíamos do restaurante.

- Tenham uma boa noite.- o recepcionista falou assim que passamos rapidamente por ele e saímos para as ruas movimentadas de Nova York. Assim que eu ouvi uma buzina eu senti um puxão no umbigo e apareci na casa do Draco.

- Uau. Não é perigoso fazer isso? - eu falei.

- As pessoas não são discretas em Nova York. - ele disse e me deu um beijo na bochecha.- Não me espere. - e então, ele sumiu. Eu olhei o lugar onde ele estava anteriormente e tirei minha sandália. Ótimo, mais uma noite sozinha.

-X-

Eu acordei e a primeira coisa que fiz foi ver se ele estava em casa. O quarto estava perfeitamente arrumado exatamente como ele havia deixado ontem. Eu desci as escadas e tomei meu café em silêncio, contemplando meu momento sozinha. Eu realmente não gostava de ficar sozinha, mas às vezes era até agradável.

Eu vi uma coruja cinza parada perto da janela e ela tinha uma coleira. Eu andei até ela e constei que ela não tinha nada escrito na coleira, então era completamente seguro usá-la para enviar uma carta. Peguei um pergaminho e tinta e escrevi.

Olá, Harry!
Estou lhe escrevendo apenas para dizer que estou bem e que você não precisa ficar preocupado comigo, estou na casa de uma amiga em Nova York. Soube o que aconteceu com o Rony, diga a ele que desejo que melhore rápido. Diga a todos que estou com saudades e que voltarei assim que possível. Oh meu deus, eu sinto tanto a sua falta. Queria que você estivesse aqui comigo.

Amo você,
Gina.

Eu li a carta várias vezes para depois entregá-la a coruja. A coruja pegou a carta.

- Entregue ao Harry Potter, n'A Toca dos Weasleys. - falei para a coruja e ela pareceu entender, pois logo em seguida voou.

-x-

Deviam ser quatro horas da tarde quando o Draco chegou nervoso e me viu sentada no sofá, lendo um livro que ele tinha.

- Você ficou louca? - ele disse e eu rapidamente fechei o livro.

- Desculpe, eu não deveria pegar o seu livro sem pedir. - falei.

- Livro? - ele disse. - Eu não me importo com livro nenhum.

- Então, o que é? - falei.

- O que diabos você tem na cabeça para mandar uma carta ao Potter e dizer que está sem Nova York? Milhares de comensais estão pelas ruas agora e entrando em casa por casa atrás de você! - ele disse e eu apenas o encarava boquiaberta. - E adivinha qual é a próxima casa do mapa? Aqui.

- O quê? - falei.

- Vá pegar as suas coisas. Estamos saindo agora! - ele estava nervoso e andava de um lado para o outro. Eu corri para o quarto e abri minha bolsa, que estava intacta desde quando eu vim para Nova York, e coloquei algumas roupas. Corri até o banheiro e coloquei todos os frasquinhos vermelhos possíveis dentro da bolsa, voltando para o quarto. Quando saí para o corredor eu ouvi uma movimentação no andar de baixo.

- Por que diabos vocês acham que eu abrigaria uma Weasley aqui e não falaria ao Lord? - ouvi o Draco falando. - Ótimo! Podem checar a casa inteira. Nos quartos tem uma porta do guarda-roupa que leva a um túnel que dá no Central Park! - ele disse e eu voltei lentamente para o meu quarto, deixando a porta aberta e abrindo todas as portas do guarda-roupa e fechando silenciosamente até achar uma porta onde havia um buraco no chão. Eu respirei fundo e fechei a porta, ao mesmo tempo em que pulava dentro do buraco tentando não emitir nenhum som.

Eu corri pelo túnel escuro na maior velocidade que consegui, até chegar ao fim, onde havia uma escada. Eu subi pela escada rapidamente e passei pela folhagem que tampava o buraco no chão. Eu observei o Central Park e tirei folhas do meu cabelo enquanto corria até ficar atrás de uma árvore. Me sentei no chão, para parecer uma pessoa normal que estava lá apenas passeando mais olhava para todos os lados, tentando ver algum conhecido.

Depois de algum tempo o Draco apareceu e caminhou lentamente pelo local como quem não quer nada até chegar um pouco perto de mim. Ele olhou de um lado para o outro e então ficou ao meu lado.

- Você escapou por pouco dessa vez. - ele disse.

- E agora? - eu falei.

- Você vai pra Itália.

- Como assim euvou pra Itália?

- Não discuta comigo. - ele disse, ficando atrás da árvore e pegando no meu pulso.

- Mas... - eu nem tive tempo de reclamar e senti um puxão no umbigo. Eu observei o lugar verde e sem nenhuma pessoa por perto. Estava extremamente frio. - Draco, onde nós estamos? - falei.

- Itália. - ele disse.

- E por quê não tem ninguém aqui?

- Não vou te colocar no meio de uma cidade, Virgínia. - ele falou. - E nós vamos andar até Londres, lá eu te mando para Hogwarts.

- Andar? - falei. - Draco, você enlouqueceu?

- Não. - ele disse, frio.

- Nós poderíamos aparatar!

- Aparatação é controlada pelo ministério.

- Desaparatar ? – tentei. Ele negou com a cabeça. - Fazer aquilo que você faz e diz que não é aparatação.

- Virgínia, isto é magia negra e o Lord modificou para apenas um comensal poder usar como meio de transporte, sem nenhum outro bruxo.

- Então como você nos trouxe para cá?

- Eu aparatei.

- Não é arriscado?

- Não, já que eu tenho que fazer um trabalhona Itália. - ele disse. - Vamos andando, pretendo estar em Paris ao anoitecer.

- Você é louco. - eu disse.

- Vamos logo, Virgínia. - ele começou a andar na minha frente e eu o segui.

- Isto não é justo. – eu resmunguei.

- A vidanão é justa. – ele respondeu. Nós andamos pela grama verde por horas, em silêncio.

- Draco... - eu falei, sentando no chão. Ele parou.

- Vamos, estamos quase lá. - ele disse.

- Eu não aguento mais. Estou com fome e meus pés doem. - falei e ele suspirou.

- Sobe nas minhas costas. - ele falou e eu subi nas costas dele. Ele começou a andar. - Só não se acostume.

- Eu vou tentar. - disse e ele pareceu me ignorar. Ele andou por mais alguns minutos até que avistamos uma cidade.

- Ali! - falei, apontando a cidade e ele me colocou no chão.

- É melhor irmos logo.- ele disse, e olhou para o céu escuro. Ele apressou o passo e eu o segui. Nós entramos na cidade e eu percebi que era Paris. Ele apontou para a Torre Eiffel. - Vá ver.

- Você não vem comigo? - falei.

- Eu tenho algo para fazer. - ele disse e eu abaixei o olhar.

- Ok. - eu disse, me abraçando numa tentativa inútil de me esquentar. Eu andei até a Torre e vi vários casais sentados no chão e rindo. Eu parecia ser a única pessoa sozinha lá. Olhei a torre e dei um sorriso bobo. Ela era realmente magnífica de perto. Me sentei na grama verde e esfreguei a mão para tentar me aquecer.

Eu vi uma fonte iluminada lá perto e corri até ela. Eu sou completamente fascinada por fontes iluminadas, acho muito lindo a água caindo pela luz. Eu me abaixei para colocar a mão na água e então eu caí. É, eu simplesmente caí na fonte, no meio de Paris. Oh, isso era tão típico de mim.

Eu resmunguei e saí da fonte completamente molhada. Todos estavam me fitando. Eu andei até debaixo da Torre e me sentei, quase congelando de frio. Levou algum tempo até o Draco aparecer e se sentar ao meu lado. Eu tremia de frio e estava completamente molhada.

- O que aconteceu com você? – ele falou, passando os braços por mim em uma tentativa inútil de me aquecer. Ele era ainda mais gelado.

- Caí na fonte. – respondi e ele me encarou.– Por favor, não ria.

- Vou tentar. – ele disse, e segurou a risada.

- Não tem graça. – resmunguei.

- Certo, certo. – ele falou. – Vir a Paris e cair em uma fonte, o que pretende fazer a seguir?

- Estava pensando em escalar a Torre. – eu disse e ele arregalou os olhos. – Estou brincando.

- É melhor mesmo. – ele disse, balançando a cabeça e olhou para a frente. Eu estava começando a me sentir aquecida.

- Que dia é hoje? - eu perguntei.

- Sexta-feira. - ele disse. - Eu amo sexta-feira de noite.

- Gosto mais dos sábados. – sorri.

- Eu não. - ele disse e apontou para o céu. - Nas sextas-feiras a lua fica bem no meio do céu e parece sorrir.

- A Lua não sorri, Draco. - falei.

- É bem melhor imaginar que ela sorri. - ele disse.

- Por que? – falei e ele me ignorou. Ótimo. - Pretende passar a noite aqui?

- É melhor. - ele disse. - Você parece cansada.

- Estou cansada. - concordei e coloquei a cabeça no ombro dele.

- Vamos procurar um lugar para dormir. - ele disse. Nós nos levantamos e fomos andando em direção a alguns hotéis. Nós entramos em um, ele pediu um quarto e nós subimos. O quarto era no último andar do hotel e bem grande. Eu tomei um banho primeiro e enquanto ele foi tomar banho eu fiquei sentada na cama, secando o cabelo com a toalha.

Eram bem estranhas as condições em que eu vim parar em Paris. Eu sempre quis conhecer Paris, mas não fugindo e sim só vindo visitar. O Draco se sentou ao meu lado e me encarou por um tempo.

- Em que você está pensando? - ele disse.

- Em como eu vim parar em Paris. - falei. – Parece estranho demais e me incomoda.

- Não pense.

- Eu tento. Só que eu queria vir aqui a passeio.

- Eu te trago depois que a guerra acabar. – ele falou e eu o encarei.

- Promete? – eu disse

- É, nós nos casamos e eu te trago aqui. – ele falou, com a voz rouca.

- Draco, não estou brincando. – falei.

- Nem eu. – ele disse, eu dei de ombros e me deitei na cama.

- Draco... – falei.

- Hm? – ele murmurou.

- Você leu a carta em que eu dizia que estava em Nova York? – falei.

- Vá dormir, Virgínia. - ele murmurou.

- Não estou com sono. - falei.

- Eu canto para você dormir. – ele sussurrou e se deitou ao meu lado. Sua voz soou rouca e aconchegante ao meu ouvido: - This time, all I want is you. There is no one else, who can take your place. This time, you burn me with your eyes. You see past all the lies, you can take it all away, I've seen it all. It was never enough, it keeps leavin me needin you... (1)(2)

-x-

Eu acordei e vi o Draco de costas para mim mexendo em alguns papéis.

- Bom dia. – murmurei.

- Vamos logo, não temos tempo para perder. – ele disse, se levantando. Já mencionei que ele me confunde com suas mudanças repentinas de humor e comportamento? Se não, acabei de mencionar.

- O quê..? – comecei.

- Te espero na recepção. – ele saiu do quarto rapidamente, me deixando lá sozinha. Ele era louco ou algo assim? O que diabos ele tinha de errado?

-X-

Nós andamos sem parar o dia todo, até que minhas pernas cederam e eu cai no chão. Estava completamente dolorida, ele parou e se virou para mim.

- Vamos logo. – ele disse.

- Eu não consigo mais andar. – resmunguei.

- Ora, Weasley. São só mais alguns quilômetros.- ele falou.

- Draco, nós estamos andando desde cedo. - falei. – Vamos parar para descansar um pouco, sim?

- Temos que chegar o mais rápido possível em Londres.

- E nós temos que andar?

- É o modo mais seguro.

- E o mais lento também.

- Vamos logo. – ele disse, estendendo a mão para me ajudar a levantar.

- Meus pés não agüentam. – reclamei. – O que acha de me levar no colo?

- Ok, vamos descansar. Cinco minutos.- ele falou e revirou os olhos.

- Obrigada. – eu disse. Me deitei no chão. Ele balançou a cabeça como se desaprovasse o meu ato e sorriu fracamente.

-X-

Nós andamos por horas sem parar, eu estava cansada, com fome e com sede. O Draco não falava quase nada e tudo o que se via era grama, grama, grama e mais grama. Estava começando a escurecer, minhas pernas doíam e minha cabeça latejava.

Eu estava um pouco atrás do Draco enquanto ele andava rapidamente, sem parar nem um instante. Nem por um mísero segundo para me esperar, o máximo que ele fazia era dizer para eu andar mais rápido. Até que ele parou, e como eu não estava prestando atenção, eu trombei com ele. Ele me encarou como se me reprovasse e mudou de rumo, caminhando furiosamente em direção a algo parecido com um penhasco, que ligava nada a lugar nenhum.

- Eu estou cansada e com fome, podemos parar? – falei.

- Não. – ele disse, enquanto apressava o passo. Eu corri para alcançá-lo.

- Qual é o seu problema? – eu falei e ele parou de andar, se virando para mim e fechando o punho.

- Você. – ele falou.

- O quê? – disse, ele me jogou alguns papéis.

– Suas cartas são realmente divertidas. – ele disse.

- Você leu as minhas cartas? – eu falei, olhando para as cartas na minha mão. Droga. Por que eu não queimei aquelas cartas? Burra, burra, burra. – Olha, Draco, a aposta não significou nada para mim ok?

- Como é que é? Era tudo... uma aposta? – perguntou ele, com um ar levemente inocente. Eu apenas abaixei os olhos e assenti vagamente. – Estou decepcionado, Weasley. Pensei que você fosse algo melhor. – tinha algo na voz dele que eu não consegui identificar, ele não parecia triste e nem bravo comigo.

- Eu sinto muito. – falei e então ele riu. Sim, ele simplesmente começou a rir de mim.

- Você realmente acha que eu não sabia da aposta desde o começo? – ele falou.

- Você nunca agiu como se soubesse. – falei.

- Por que eu agiria assim? – ele disse. – Estava tudo dando certo, eu ganharia o que eu queria e você os seus preciosos vinte galeões. No fim, nós dois ganhamos.

- Mas você se apaixonou por mim. – falei. – Então, por que você está agindo assim?

- Eu acho que você não está entendendo, querida. Eu usei você para conseguir o que eu queria, agora que eu consegui eu não preciso mais de você. – ele parou um instante. - Você realmente acha que eu estou apaixonado por você? – ele zombou. – Não sou tão superficial assim! – ele riu. – E nem tão idiota.

Foi o suficiente para eu sentir lágrimas virem aos meus olhos e apertei os lábios em um esforço para não chorar. Assim que consegui recuperar meu autocontrole, falei:

- O que você ganhou com tudo isso? – disse.

- O Potter. – ele falou. – Assim que leu sua carta ele correu para Nova York e assim que chegou lá tinham centenas de comensais esperando por ele.

- Então, foi tudo uma mentira? – falei.

- Não tudo. – ele falou. – Você realmente estava sendo procurada pelo Lord e eu a escondi.

- Por quê? – falei.

- Você é bonitinha, Weasley. – ele disse e eu amaldiçoei todas as suas gerações. – Eu apenas uni o útil ao agradável.

- Cretino.- murmurei.

- Você deveria me agradecer. – ele falou e começou a andar para trás. – Eu te dei roupas novas, uma boa vida, te poupei da morte e ainda vou te deixar fugir. – ele riu. – Eu sou realmente uma boa pessoa.

- Eu acreditei que você era melhor do que isso. – falei.

- Parece que você estava errada, Weasley. – ele balançou a cabeça e eu notei que ele estava a um passo de cair do penhasco. – Eu sinto muito. – ele murmurou e eu vi um brilho em seus olhos, aquele que ele sempre tinha quando era fofo. Ele colocou o pé para trás. E caiu. Eu senti um grito subir pela minha garganta, mas eu não consegui emitir nenhum som.

(1) youtube/watch?v=OEH9GfYJT9M

(2) Dessa vez, tudo o que eu quero é você e não há ninguém que possa ocupar o seu lugar. Dessa vez, você me queima com seus olhos. Você vê superadas todas as mentiras, você se livra de tudo isso. Eu já vi tudo isso e nunca é o suficiente, isto continua me deixando precisando de você.

-x-

N/a: Oi gente! Desculpa a demora pra postar :( Eu vou parar com isso, juro! Vou tentar postar o mais rápido possível, ok? Se eu conseguir vou postar todo fim de semana ou todo mês! Mas em dezembro SEM FALTA eu termino de postar ok? Juro!

Josiane e Vanessa Wells: obrigada gente! Vocês não tem ideia do tanto que eu fico feliz quando as pessoas gostam *-*

Sayurichaan: awwwn brigada, querida! Eu também amo o Draco, sou apaixonada nele! MUITO MUITO MUITO! Sem noção o tanto kk

Lah Malfoy: :DDDDDDD

Bom, é isso gente. Lembrem de clicar em "Review this Chapter" aqui embaixo e me mandar reviews, seus lindos! Amo vocês!