Gente, eu tive que postar hoje. Eu vou me formar sexta feira, oitava série, e amanhã vou fazer o meu cabelo, enfim, passar o dia todo envolvido nisso, e não vou ter tempo de postar, por isso, aqui está!

Capitulo dez - O chapéu seletor

- E fim – disse Alice - Quem quer ler, agora?

- Eu – pediu Tiago – O chapéu seletor.

A porta abriu-se de chofre. E apareceu uma bruxa alta de cabelos negros e vestes verdes-esmeraldas. Tinha o rosto muito severo e o primeiro pensamento de Harry foi que era uma pessoa a quem não se devia aborrecer.

- Sim. Nunca aborreça a Tia Minnie – concordou Sirius, o olhar maroto brilhando malicioso

- Tia Minnie? – questionou Neville

- A professora McGonagall – respondeu Remo – ele e o Pontas a chamam assim – e revirou os olhos.

Os gêmeos sorriram.

- Alunos do primeiro ano, Profª Minerva McGonagall – informou Hagrid.

- Obrigada, Hagrid. Eu cuido deles daqui em diante.

- Como sempre – disse Lily

Ela escancarou a porta. O saguão era tão grande que teria cabido à casa dos Dursley inteira dentro. As paredes de pedra estavam iluminadas com archotes flamejantes como os de Gringotes, o teto era alto demais para se ver, e uma imponente escada de mármore em frente levava aos andares superiores.

- É lindo! – suspirou Lice

Eles acompanharam a Profª Minerva pelo piso de lajotas de pedra. Harry ouviu o murmúrio de centenas de vozes que vinham de uma porta á direita – o restante da escola já devia estar reunido. Mas a Profª Minerva levou os alunos da primeira serie a uma sala vazia ao lado do saguão. Eles se agruparam lá dentro, um pouco mais apertado do que o normal, olhando, nervosos, para os lados.

- Ela deixa a gente nervoso – comentou Frank – ainda mais no primeiro momento.

- Bem - vindos a Hogwarts – disse a Profª Minerva. – O banquete de abertura do ano letivo vai começar daqui a pouco, mas antes de se sentarem as mesas, vocês serão selecionados por casas. A Seleção é uma cerimônia muito importante porque, enquanto estiveram aqui, sua casa será uma espécie de família em Hogwarts. Vocês assistirão a aulas com o restante dos alunos de sua casa, dormiram no dormitório da casa e passarão o tempo livre na sala comunal.

- Sempre o mesmo aviso – debochou Sirius

- Cala a boca Black! – disse Lene

"As quatro casa chamam-se Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina. Cada casa tem sua historia honrosa

- A Sonserina? Com honra? – Sirius perguntou incrédulo

- Pode não ser a honra das outras casas, Sirius. Mas eles, tem sim, do que se orgulhar. Não é só porque Voldemort foi de lá, que devemos achar que ela não presta – repreendeu Lily, sabendo que Severo era daquela casa

e cada uma produziu bruxas e bruxos extraordinários.

- Isso não há como negar – disse Tiago

Enquanto estiverem em Hogwarts os seus acertos renderam pontos a sua casa, enquanto seus erros a farão perder. No fim do ano, a casa com o maior numero de pontos recebera a taça das casas, uma grande honra. Espero que cada um de vocês seja motivo de orgulho para a casa a qual vier a pertencer.

- Sim!

"A Cerimônia de Seleção vai ser realizar dentro de alguns minutos na presença de toda a escola. Sugiro que vocês se arrumem o melhor que puderem enquanto esperam."

O olhar dela demorou por um instante na capa de Neville, que estava afivelada debaixo da orelha esquerda,

- Como que você fez isso? – Hermione perguntou

Neville deu os ombros corado.

e no nariz sujo de Rony.

Rony corou.

Harry, nervoso, tentou achatar os cabelos.

- Não vai adiantar! – riu Gina

- Voltarei quando estivermos prontos para receber vocês –disse a Profª Minerva – Por favor, aguardem em silencio.

- Nunca ninguém faz isso – comentou Fred

E se retirou da sala. Harry engoliu em seco.

- Mas como e que eles secionam a agente para as casas? – Harry perguntou a Rony.

- Devem fazer uma espécie de teste, acho. Fred diz que dói a cabeça, mas acho que estava brincando.

Rony corou. Os gêmeos riram.

O coração de Harry deu um pulo terrível. Um teste? Na frente da escola toda? Mas ele ainda nem conhecia mágica nenhuma – que diabo teria que fazer?

- Olha a língua – repreendeu Lily

Não previa nada do gênero assim logo na chegada. Olhou em volta, ansioso, e viu que os outros alunos também pareciam apavorados. Ninguém falava muito a não ser Hermione, que cochichava muito depressa todos os feitiços que aprendera, sem saber o que precisaria mostrar.

Hermione corou e deu um sorriso tímido.

Harry fez força para não escutar o que ela dizia. Nunca se sentira tão nervoso, nunca, nem mesmo quando tivera levar um boletim escolar para os Dursley dizendo que, não sabia como, ele fizera a peruca do professor ficar azul.

Todos caíram na gargalhada.

Ele manteve os olhos grudados na porta. A qualquer segundo a Profª Minerva voltaria e o conduziria ao seu triste fim.

- Pessimista você – disse Jorge com sarcasmo

Então aconteceu uma coisa que o fez pular bem uns trinta centímetros no ar – varias pessoas atrás dele gritaram.

-Que di...

- Harry!

- Não fui eu. Foi o Rony!

- Ronald!

Ele ofegou. E as pessoas a sua volta também. Uns vinte fantasmas passaram pela parede dos fundos. Branco-pérola e ligeiramente transparentes, eles deslizaram pela sala conversando entre si, mal vendo os alunos do primeiro ano. Pareciam estar discutindo. O que lembrava um fradinho gorducho ia dizendo: Perdoar e esquecer, eu diria, vamos dar a ele uma segunda chance...

- Meu caro frei, já não demos a Pirraça todas as chances que ele merecia? Ele mancha nossa reputação e, você sabe, ele nem ao menos é um fantasma. Nossa, o que e que essa garotada esta fazendo aqui?

- Esperando o trem passar – disse Sirius sarcástico

Um fantasma, que usava uma gola der ufos engomados e meiões, de repente reparou nos alunos do primeiro ano.

Ninguém respondeu.

- Alunos novos – disse o frei Gorducho, sorrindo para eles. - Estão esperando para serem selecionados, imagino?

Alguns alunos confirmaram com a cabeça, mudos.

- Medrosos vocês! – exclamou Jorge

- O que você esperava? Nunca tínhamos visto fantasmas – disse Hermione

- Espero ver vocês na Lufa-Lufa! – falou o frei – A minha casa antiga, sabe?

- Bem antiga!

- Vamos andando agora – disse uma voz enérgica. – A Cerimônia de Seleção vai começar.

A Profª Minerva voltara. Um a um os fantasmas saíram voando pela parede oposta.

- Agora façam fila e me sigam.

- Tensão! – gritou Sirius

- Cala a boca Sirius/Black – gritaram Lene e Lily

Sentindo-se pouco á vontade como se suas pernas tivessem virando chumbo, Harry entrou na fila atrás de cabelos cor de palha

- Simas – disse Hermione

e na frente de Rony, e todos saíram da sala, tornaram a atravessar o saguão e as portas duplas que levaram ao Grande Salão.

Harry jamais imaginaria um lugar tão diferente e esplendido. Era iluminado por milhares de velas que flutuavam no ar sobre quatro mesas compridas, onde os demais estudantes já se encontravam sentados. As mesas estavam postas com pratos e taças douradas. No outro extremo do salão havia mais uma mesa compridas em que se sentavam os professores. A Profª Minerva levou os alunos do primeiro ano ate ali, de modo que eles pararam enfileirados diante dos outros alunos, tendo os professores as suas costas.

- É lindo! – suspiraram todos

As centenas de rostos que os contemplavam pareciam lanternas fracas a luz tremula das velas. Misturados aqui e ali aos estudantes, os fantasmas brilharam como prata envolta em nevoa. Principalmente para evitar os olhares fixos neles, Harry olhou para cima e viu um teto aveludado e negro salpicado de estrelas. Ouviu Hermione cochichar:

-É enfeitiçado para parecer o céu lá fora, li emHogwarts, uma historia.

- É um ótimo livro – concordou Lily

- Você leu?

- Milhões de vezes. E nunca me canso – ela disse

Hermione sorriu.

Era difícil acreditar que havia um teto ali e que o Salão Principal simplesmente não se abria para o infinito.

Harry abaixou depressa os olhos quando a Profª Minerva silenciosamente colocou um banquinho de quatro pernas diante dos alunos do primeiro ano. Em cima do banquinho ela pós um chapéu pontudo de bruxo. O chapéu era remendado, esfiapado e sujíssimo. Tia Petúnia não teria permitido que um objeto nessas condições entrasse em casa.

- Óbvio que não – resmungou Lily

Talvez tivessem que tirar um coelho de dentro dele, Harry pensou delirando,

- Um coelho? – questionou Neville

- Essa é a mágica dos trouxas – explicou Lily

Todos riram.

parecia apropriado – reparando que todos no salão agora olhavam para o chapéu, ele olhou também. Por alguns segundos fez-se um silencio total. Então o chapéu se mexeu. Um rasgo junto à aba se abriu como se uma boca – e o chapéu começou a cantar:

- Cante Tiago! – pediu Sirius

- Opa!

Ah,vocês podem me achar pouco atraente,

Mas não me julguem só pela aparência

Engulo a mim mesmo se puderem encontrar

Um chapéu mais inteligente do que o pai aqui.

Podem guardar seus chapéus-ocos bem pretos

Suas cartolas altas de cetim brilhoso

Porque sou o Chapéu Seletor de Hogwarts

E dou de dez a zero em qualquer outro chapéu.

Não a nada escondido em sua cabeça

Que o Chapéu Seletor não consiga ver,

Por isso e só me porem na cabeça que vou dizer

Em que casa de Hogwarts deverão ficar

Quem sabe sua morada e a Grifinória,

- SIM! – gritaram todos, exceto Luna

- Vai, vai Grifinória! – disseram os marotos e os gêmeos

Casa onde habitam os corações indômitos.

Ousadia e sangue-frio e nobreza

Destacam os alunos da Grifinória dos demais;

- Ele acabou de te descrever Harry – riu Gina

Harry corou.

Quem sabe e na Lufa-Lufa que você vai morar;

- Tonks gostaria de estar aqui, ela iria gritar – comentou Hermione

- Quem? – Remo perguntou

Os viajantes do futuro, exceto Luna e Neville que não sabiam do casamento, riram.

- Será? – perguntou Gina

- Ia ser melhor se nós lêssemos – sugeriu Hermione

- Mas vai demorar de mais – implorou Gina

- Tudo bem! – disse Hermione – Harry, Rony. As honras são suas.

Os melhores amigos riram.

- No final do capitulo – disse Harry sorrindo – vamos esperar acabar a seleção!

Onde seus moradores são justos e leais

Pacientes,sinceros,sem medo da dor;

Ou será na velha e sabia Corvinal,

- O espírito sem limites é o maior tesouro do homem – disse Luna sonhadoramente

A casa dos que tem a mente sempre alerta,

Onde os homens de grande espírito e saber

Sempre encontrarão companheiros seus iguais;

Ou quem sabe a Sonserina será a sua casa

Todos, exceto Lily, Hermione e Luna vaiaram.

Snape estava quieto. Não ousava falar nada. "Bando de Grifinórios"

Harry congelou. Eles iriam descobrir que ele quase foi pra Sonserina.

E ali que fará seus verdadeiros amigos;

Homens de astucia que usam quaisquer meios

Para atingir os fins que antes colimaram.

Vamos, me experimentem! Não devem temer!

Nem se atrapalhar! Estarão em boas mãos!

(Mesmo que os chapéus não tenham pés nem mãos)

Porque sou único, sou um Chapéu Pensador

O salão inteiro prorrompeu em aplausos quando o chapéu acabou de cantar. Ele fez uma reverencia para cada uma das quatro mesas e em seguida ficou muito quieto outra vez.

- Esse chapéu era de Griffindor, não era? – perguntou Neville

- Sim!

-Então só precisamos experimentar o chapéu! – cochichou Rony a Harry. - Vou matar o Fred ele não parou de falar em uma luta contra trasgos.

O trio sorriu.

- Fred, você é vidente? – Harry perguntou

- Não. Por quê?

- Vocês vão descobrir – disse Hermione

Harry deu um sorriso sem graça. E, experimentar um chapéu era bem melhor do que precisar fazer um feitiço, mas desejou que pudessem ter experimentado o chapéu sem toda aquela gente olhando.

- Isso seria de grande ajuda – murmurou Harry

O chapéu parecia estar pedindo muito; Harry não se sentia corajoso nem inteligente nem outra coisa naquele momento. Se ao menos o chapéu tivesse mencionado uma casa para gente que se sentia meio nervosa, quem sabe teria sido sua casa.

A Profª Minerva então se adiantou segurando um longo rolo de pergaminho.

- Tan, tan, tan – disseram os gêmeos

- Quando eu chamar seus nomes, vocês porão o chapéu e se sentarão no banquinho para a seleção. Ana Abbott!

- Lufa-Lufa! – gritaram os gêmeos

Uma garota de rosto rosado e marias-chiquinhas louras saiu aos tropeços da fila, pôs o chapéu, que lhe afundou ate os olhos e se sentou. Uma pausa momentânea...

- LUFA-LUFA! – anunciou o chapéu.

- Sim! – disseram os gêmeos

A mesa á direita deu vivas e bateu palmas quando Ana foi se sentar a mesa da Lufa-Lufa. Harry viu o fantasma do fradinho Gorducho acenar alegremente para ela.

Eles riram.

- Susana Bones!

- Ela é Lufa-Lufa – disse Sirius – sua tia, Amélia Bones, foi uma Lufa-Lufa e sua mãe também.

-LUFA-LUFA!

- Viram?

- Ninguém discordou de você. – retrucou Lene

Sirius fez beicinho.

anunciou o chapéu outra vez, a Susana saiu depressa e foi se sentar ao lado de Ana.

- Teo Boot!

- Corvinal! – disseram os gêmeos

-CORVINAL!

- Sim!

Desta vez foi a segunda mesa a esquerda que aplaudiu; vários alunos da Corvinal se levantaram para apertar a Mão de Teo quando o menino se reuniu a eles.

Mádi Brocklehurst foi para a Corvinal também ,mas Lilá Brown foi a primeira a ser escolhida para Grifinória

Rony corou a menção de sua antiga namorada. Hermione bufou.

e a mesa na extrema esquerda explodiu em vivas; Harry viu os irmãos gêmeos de Rony assobiarem.

Os gêmeos repetiram esse ato.

Mila Bulstrode se tornou uma Sonserina.

Eles bufaram.

Talvez fosse a imaginação de Harry, mas depois de tudo que ouvira sobre a Sonserina, achou que eles formavam um grupo de aparência desagradável.

- Não é impressão sua – disse Sirius sombriamente

- Aqui, na época de vocês, qual a família de puro sangue que predomina? – Hermione perguntou curiosa

- Bem, do lado das trevas, os Black – disse Sirius sombriamente – e do bem, os Potter.

- Ham – disse Hermione – no nosso é os Malfoy do mal, e do bem, os Weasley!

Os Weasley ali presentes, coraram.

Estava começando a sentir decididamente mal agora. Lembrou-se da seleção para os times, nas aulas de esporte de sua velha escola. Sempre fora o ultimo a ser escolhido, não porque não fosse bom, mas porque ninguém queria que Duda pensasse que gostavam dele.

Eles bufaram irritados.

- Justino Finch-Fletchlev!

- Lufa-Lufa! – gritaram os gêmeos

- LUFA-LUFA!

- Sim!

Às vezes, Harry reparou, o chapéu anunciava logo o nome da casa, mas outras levavam um tempo para se decidir.

- É porque, às vezes, a pessoa pode ir para mais de uma casa – explicou Lene – comigo foi assim. Eu podia tanto ser uma Grifinória quanto uma Corvinal.

Simas Finnigan, o menino de cabelos cor de palha ao lado de Harry na fila, passou sentando no banquinho quase um minuto, antes de o chapéu anunciar que iria para a Grifinória.

-Hermione Granger!

- Vai, vai Hermione! – disseram Tiago e Sirius

Hermione saiu quase correndo ate o banquinho e enfiou o chapéu, ansiosa.

- Harry! – ela bateu na sua cabeça

- Ai!

- GRIFINORIA! – anunciou o chapéu. Rony gemeu.

Hermione lhe lançou um olhar.

- Desculpa!

Um pensamento horrível ocorreu a Harry, como fazem os pensamentos horríveis quando a pessoa esta nervosa.

- Sim! – disse Remo

E se ele não fosse escolhido? E se ficasse ali sentado com o chapéu na cabeça cobrindo seus olhos durante um tempão, ate a Profª Minerva arrancá-lo de sua cabeça e dizer que obviamente houvera um engano e era melhor pegar o trem de volta?

Eles bufaram.

Quando Neville Longbotton,

- Vai, vai Neville – disseram os marotos

Lice sorriu.

o menino que não parava de perder o sapo, foi chamado, levou um tombo a caminho do banquinho.

Neville corou.

O chapéu demorou muito tempo para se decidir sobre Neville. Quando finalmente anunciou "'GRIFINORIA", Neville saiu correndo com o chapéu na cabeça, e teve que voltar em meio a uma avalanche de risadas para entregá-lo a Morag MacDougal.

- Ele ficou indeciso em que casa? – Frank perguntou

- Grifinória e Lufa-Lufa – disse Neville

Malfoy se adiantou, gingando, quando chamaram seu nome e teve seu desejo realizado imediatamente: o chapéu mal tocara sua cabeça quando anunciou:

-SONSERINA!

- Que novidade – ironizou Tiago

Faltava pouca gente agora.

Moon..., Nott..., Parkinson..., depois duas gêmeas, Patil e Patil..., depois Perks, Sara... e então, finalmente...

-Harry Potter!

- Vai, vai Harry!

Harry não sorriu.

Quando Harry se adiantou, correu um burburinho por todo o salão como um fogo de rastilho.

-Potter, foi o que ele disse?

-O Harry Potter?

- Não, a Celestina Warbeck! – disse Gina revirando os olhos

A ultima coisa que Harry viu antes de o chapéu lhe cair sobre os olhos foi um salão cheio de gente se espichando pare lhe dar uma boa olhada. Em seguida só viu a escuridão dentro do chapéu.

- Difícil. Muito difícil. Bastante coragem vejo. Uma mente nada má. Há talento, há, minha nossa, uma sede razoável de se provar.

- Você podia ir pra qualquer casa? – perguntou Hermione

- Sim – disse Harry

- Uau! É realmente raro isso acontecer – disse Lily – muito raro.

Ora isso é interessante... Então onde vou colocá-lo?

Harry apertou as bordas do banquinho e pensou "Sonserina não, Sonserina, não".

- Isso mesmo, nada de Sonserina – disse Sirius

- Sonserina não, hein? - disse a vozinha. - Tem certeza? Você poderia ser grande, sabe, está tudo aqui na sua cabeça, e a Sonserina lhe ajudaria a alcançar essa grandeza, sem dúvida nenhuma, não?

- Você quase foi pra Sonserina? – Rony perguntou incrédulo

- Mas você é um Grifinória de gênero, numero e grau – disse Neville

Todos olharam pra ele.

- É um ditado trouxa – disse Hermione

Tiago o olhou como se nunca tivesse visto.

Bem, se você tem certeza,

- Sem duvida nenhuma!

ficará melhor na GRIFINÓRIA!

- Sim! Há! Toma essa chapéu – comemorou Sirius

Harry ouviu o chapéu anunciar a última palavra para todo o salão. Tirou o chapéu e se encaminhou trêmulo para a mesa de Grifinória. Sentia tanto alívio por ter sido selecionado e ter escapado de Sonserina, que nem reparou que estava recebendo a maior ovação da cerimônia.

Ele revirou os olhos.

Percy,

Os Weasley fizeram uma careta.

o Monitor, se levantou e apertou sua mão com energia,

todos reviraram os olhos.

enquanto os gêmeos Weasley gritavam "Ganhamos Potter! Ganhamos Potter!"

Eles cataram isso de novo.

- Ganhamos Potter! Ganhamos Potter!

Harry sentou-se defronte do fantasma com a gola de rufos que vira antes da cerimônia. O fantasma lhe deu uma palmadinha no braço, produzindo em Harry a sensação horrível e repentina de que acabara de mergulhar num balde de água gelada.

Caretas.

- Eu odeio quando isso acontece – murmurou Lice

Agora ele via bem a Mesa Principal. Na extremidade mais próxima sentava-se Rúbeo Hagrid, cujo olhar encontrou o seu e lhe fez um sinal de aprovação.

Eles sorriram.

Harry retribuiu o seu sorriso. E ali, no centro da Mesa Principal, em um cadeirão dourado, encontrava-se Alvo Dumbledore. Harry o reconheceu imediatamente pela figurinha que tirara no sapo de chocolate comprado no trem.

- Você deve ter sido a primeira pessoa a fazer isso – comentou Hermione

Harry corou.

Os cabelos prateados de Dumbledore eram a única coisa no salão inteiro que brilhava tanto quanto os fantasmas.

Risadas.

Harry viu o Professor Quirrell também,

Caretas do trio.

o rapaz nervoso do Caldeirão Furado. Parecia muito extravagante num grande turbante púrpura.

- Que gosto!

E agora só faltavam três pessoas para serem selecionadas. Lisa Turpin virou uma Corvinal e depois foi a vez de Rony.

- Vai, via Rony!

A essa altura ele estava branco esverdeado. Harry cruzou os dedos sob a mesa para dar sorte

Rony sorriu para Harry.

e um segundo depois o chapéu anunciou GRIFINÓRIA!

- Sim! Vai Rony!

As orelhas de Rony estava vermelhas.

Harry bateu palmas bem alto como os demais quando Rony se largou numa cadeira a seu lado.

- Muito bem, Rony excelente - disse Percy Weasley pomposamente por cima de Harry na mesma hora

Caretas.

em que Blás Zabini era mandado para a Sonserina.

- Não se perdeu grande coisa – disse Sirius

A Professora Minerva enrolou o pergaminho e recolheu o Chapéu Seletor.

Harry baixou os olhos para o prato dourado e vazio diante dele.

Acabara de perceber como estava faminto. As tortinhas de abóbora pareciam ter sido comidas havia anos.

Rony e Sirius quase babavam.

Alvo Dumbledore se levantara. Sorria radiante para os estudantes, os braços bem abertos, como se nada no mundo pudesse ter-lhe agradado mais do que vê-los todos reunidos ali.

- E não se duvida disso – sorriu Harry

- Sim. Ele ama isso tudo – disse Lily sorrindo

- Sejam bem-vindos! - disse. - Sejam bem-vindos para um novo ano em Hogwarts! Antes de começarmos nosso banquete, eu gostaria de dizer umas palavrinhas: Pateta! Chorão! Desbocado! Beliscão! Obrigado.

Os marotos caíram na gargalhada.

- Foi melhor que o nosso – eles disseram entre risos

E sentou-se. Todos bateram palmas e deram vivas. Harry não sabia se ria ou não.

- Ria!

- Ele é... Um pouquinho maluco? - perguntou incerto, a Percy.

- Não tinha ninguém melhor? – Jorge perguntou

- Maluco? - disse Percy despreocupado. - ele é um gênio! O melhor bruxo do mundo!

- Essa opinião durou muito – murmurou Gina

Harry passou seu braço pelos ombros dela, que sorriu.

Mas é um pouquinho maluco, sim. Batatas, Harry?

O queixo de Harry caiu. Os pratos diante dele agora estavam cheios de comida. Ele nunca vira tantas coisas que gostava de comer em uma mesa só: rosbife, galinha assada, costeletas de porco e de carneiro, pudim de carne, ervilhas, cenouras, molho, ketchup e, por alguma estranha razão, docinhos de hortelã.

Sirius e Rony babavam.

- Pare de falar em comida. Estou ficando com fome – disse Rony

- Você está sempre com fome – disse Hermione secamente

- E o Sirius também – completou Lene

Não é que os Dursley tivessem deixado Harry com fome,

- Ainda bem – resmungou Tiago

mas nunca lhe permitiram comer tanto quanto quisesse. Duda sempre tirava tudo que Harry realmente queria, mesmo que acabasse doente. Harry encheu o prato com um pouco de cada coisa exceto os docinhos

- Ah! São os melhores – disse Sirius

e começou a comer. Estava tudo uma delícia.

- Sim!

- Isto está com uma cara ótima - disse o fantasma de gola de rufos observando, tristemente, Harry cortar o rosbife.

- O senhor não pode...?

- Ele é um fantasma né, Harry – disse Neville

- Fica quieto!

- Não como há quase quatrocentos anos - explicou o fantasma. - Não preciso, é claro, mas a pessoa sente falta. Acho que ainda não me apresentei?

- Não!

Cavalheiro Nicholas de Mimsy-Porpington às suas ordens. Fantasma residente da torre da Grifinória.

- Eu sei quem o senhor é! - disse Rony inesperadamente. - Meus irmãos me falaram do senhor. O senhor é, o Nick Quase Sem Cabeça.

Todos baterão a mão na testa.

- Ele odeia que o chamem assim – disse Lice

Rony ganhou orelhas vermelhas.

- Eu prefiro que você me chame de cavalheiro Nicholas de Mimsy. - O fantasma começou muito formal, mas o louro Simas Finnigan o interrompeu.

- Sempre tem um. – disse Tiago

- Quase Sem Cabeça? Como é que alguém pode ser quase sem cabeça?

- Viu!

- Ninguém discordou – disse Lily sorrindo

Sir Nicholas parecia muitíssimo aborrecido, como se aquela conversinha não estivesse tomando o rumo que ele queria.

- Assim - disse com irritação. E agarrou a orelha esquerda e puxou. A cabeça toda girou para fora do pescoço e caiu por cima do ombro como se

estivesse presa por uma dobradiça. Era óbvio que alguém tentara decapitá-lo, mas não fizera o serviço direito.

- Sim! Eu já tentei ajudar ele a ficar sem a cabeça totalmente – disse Sirius – e não foi agradável – estremeceu.

Satisfeito com a cara de espanto dos garotos, Nick Quase Sem Cabeça empurrou a cabeça de volta ao pescoço, tossiu e disse:

- Então, novos moradores da Grifinória! Espero que nos ajudem a ganhar o campeonato das casas este ano! Grifinória nunca passou tanto tempo sem ganhar a taça.

- Como? – Tiago perguntou incrédulo

Sonserina tem ganhado nos últimos seis anos!

Caretas de desgosto. Snape deu um sorrisinho.

O barão Sangrento está ficando quase insuportável. Ele é o fantasma da Sonserina.

- Também. Olha o nome da desgraça – disse Remo irritado

Harry deu uma olhada na mesa de Sonserina e viu um fantasma horroroso sentado lá, os olhos vidrados, uma cara muito magra e vestes sujas de sangue prateado. Estava ao lado de Malfoy, que, Harry ficou contente de ver, não parecia muito satisfeito com a distribuição dos lugares.

- Obvio. Ele achou que Harry seria seu amigo – riu Hermione

- E obviamente. Eu conheci pessoas muito melhores do que ele. Sem duvida!

- Como foi que ele ficou coberto de sangue? - perguntou Simas muito interessado.

- Nunca perguntei - respondeu Nick Quase Sem Cabeça, educadamente.

- Eu já – disse Sirius – e também não foi agradável. Nem um pouquinho – e ficou totalmente branco a estremecido.

Depois que todos comeram tudo o que podiam, as sobras desapareceram dos pratos deixando-os limpinhos como no início.

Logo depois surgiram as sobremesas. Tijolos de sorvete de todos os sabores que se possa imaginar, tortas de maças, tortinhas de caramelo, bombas de chocolate, roscas fritas com geléia, bolos de frutas com calda de vinho, morangos, gelatinas, pudim de arroz...

Sirius e Rony babaram de novo.

- Eu quero – disseram em coro

Quando Harry se serviu das tortinhas de caramelo, a conversa se voltou para as famílias.

- Esse sempre é um assunto normal – suspirou Lily

- Eu sou meio a meio - disse Simas. - Papai é trouxa. Mamãe não contou a ele que era bruxa até depois de casarem. Teve um choque horrível.

Os outros riram.

- Não é engraçado – disse Snape secamente

Lily sorriu para ele, sabendo de tudo o que ele passa com a família.

Tiago emburrou.

- E você, Neville? - perguntou Rony.

- Bom, minha avó me criou e ela é bruxa, mas a família achou durante anos que eu era completamente trouxa.

- Isso se chama aborto – corrigiu Hermione automaticamente –e não é verdade. Você é um grande bruxo Neville.

Neville corou.

Meu tio-avô Algi vivia tentando me pegar desprevenido e me forçar a recorrer à magia.

Alice e Frank emburraram.

Ele me empurrou pela borda de um cais uma vez, eu quase me afoguei.

- Espera, porque nós não estamos ali com você? – Lice perguntou

O pessoal do futuro se entreolhou.

- Eu acho melhor contarmos – disse Neville respirando fundo. Luna segurou sua mão.

- Bem, ham, foi mais ou menos assim – disse Harry – vou falar resumidamente, pois os livros vão contar. O básico é que, no mesmo dia em que meus pais morreram, vocês dois, Alice e Frank, foram atacados por Belatriz e Rodolfo Lestrange. E como não queriam contar nada, sobre, bem, um assunto futuro, foram – Harry respirou fundo – foram torturados até a loucura por ela meio a maldição cruciatos. E... é isso.

As meninas, até mesmo Hermione, Gina e Luna, tinham a mão na boca, e tinham lágrimas caindo. Lice estava abraçada a Frank, que acariciava seus cabelos.

Os meninos, olharam incrédulos para Harry, como se o desafiassem a dizer que era mentira. Mas não era.

Lice se levantou e abraçou Neville. Que retribuiu o abraço. Frank se juntou a eles.

Snape estava impassível, embora ele estava surpreso com tudo aquilo. Chegava a sentir pena deles, ninguém merecia aquele destino, mesmo eles. E podia reparar que ele estava no mesmo buraco que o filho de Potter. Crescer sem o amor dos pais.

Levou uns bons minutos, uns dez no mínimo, pra todos se acalmarem. Lene se virou pra Alice e Frank.

- Posso ler? Ou...

- Leia. Vai ser bom dar umas risadas – mãe, pai e filho estavam juntos.

Mas nada aconteceu até eu completar oito anos.

- Foi que nem a minha magia – suspirou Lice – ela demorou a aparecer de verdade.

Meu tio Algi veio tomar chá conosco e tinha me pendurado pelos calcanhares para fora de uma janela do primeiro andar,

Alice e Frank ficaram vermelhos.

quando a minha tia avó Enid lhe ofereceu um merengue e ele sem querer me deixou cair. Mas eu desci flutuando até o jardim e a estrada.

- Sim!

- Dá-lhe Neville!

- Vai, vai Neville!

Todos ficaram realmente satisfeitos. Minha avó chorou de tanta felicidade.

- Dramática!

E vocês deviam ter visto a cara deles quando entrei para Hogwarts. Achavam que eu não era bastante mágico para entrar, entendem.

Todos reviraram os olhos.

Meu tio Algi ficou tão contente que me comprou um sapo.

Do outro lado de Harry, Percy e Hermione conversavam sobre as aulas.

Hermione corou. Ele reviraram os olhos novamente.

- Espero que elas comecem logo, tem tanta coisa para a gente aprender, estou muito interessada em Transfiguração,

- E obviamente, você é a aluna preferida da professor Minerva – disse Rony sorrindo

Hermione corou.

- E não é só por causa das aulas – disse Harry – elas pensem parecido. Literalmente.

- Sério? – perguntou Tiago

- Sim. Ambas odeiam adivinhação – disse Rony – e pensam que nossa professora é uma charlatona.

sabe, transformar uma coisa em outra, claro, dizem que é muito difícil, a pessoa começa aos poucos, fósforos em agulhas e coisas pequenas assim.

- Isso é verdade.

Harry, que estava começando a se sentir aquecido e cheio de sono,

- A comida sempre deixa assim.

olhou outra vez para a Mesa Principal. Hagrid tomava um grande gole de sua taça. A

Professora Minerva conversava com o Professor Dumbledore. O Professor Quirrell, com aquele turbante ridículo, conversava com um professor de

Tiago engasgou.

- Que foi? – Luna perguntou

- Eu não acredito!

cabelos negros e oleosos, nariz de gancho e pele macilenta.

Eles caíram na gargalhada. Nem Hermione, nem Lily deixaram de rir. Era um ótima e perfeita discrição.

- Essa... É... A... Melhor... Descrição... – Sirius não agüentou e gargalhou de novo

Depois que a crise de riso passou...

- Espera ai, isso significa que ele é um professor? – perguntou Lene incrédula

- Exato – disse Luna

- E como Dumbledore deixou um idiota desse calibre chegar a professor? – Sirius questionou

Snape estava surpreso. Nunca pensou que ia ser professor, e sim, bem... Um comensal, como estava..., mas, não existiam mais comensais expostos, então, esse emprego veio a calhar.

Aconteceu muito de repente. O olhar do professor de nariz de gancho passou pelo turbante de Quirrell e se fixou nos olhos de Harry,

Os olhos de Lily – Snape pensou tristemente

e uma pontada aguda e quente correu pela testa de Harry.

- Que?

- Hã?

- Como?

- Essa foi a primeira vez que ela doeu – murmurou Harry

Gina lhe apertou a mão.

- Ai! - Harry levou a mão à testa.

- Que foi? - perguntou Percy.

- N-nada.

- Muito convincente – riu Tiago

- Ele não sabe mentir. Nem pra salvar sua própria vida – disse Rony

A dor se foi com a mesma rapidez com que viera.

- Ufa!

Mais difícil foi se livrar da sensação que Harry teve sob o olhar do professor. Uma sensação de que ele não gostava nada de Harry.

Lily lhe lançou um olhar magoado.

Snape desviou o olhar.

Tiago lançou um olhar culpado a Harry, que sorriu.

- Quem é aquele professor que está conversando com o Professor Quirrell? - perguntou a Percy.

- Não tinha ninguém melhor pra perguntar? – Fred perguntou rabugento

- Ah, você já conhece Quirrell é? Não admira que ele pareça tão nervoso, aquele é o Professor Snape.

- E ele mete medo, no Quirrell? – questionou Remo

- Podemos dizer que... nesse momento sim – disse Hermione

Ele ensina Poções, mas não é o que ele queria. Todo o mundo sabe que está cobiçando o cargo de Quirrell.

O pessoal do futuro que teve aula com Snape, suspirou tristemente.

Conhece um bocado as Artes das Trevas, o Snape.

- Um bocado? Eu diria um monte – disse Sirius

Harry observou o professor por algum tempo, mas Snape não voltou a olhar em sua direção.

- Ainda bem!

Finalmente, as sobremesas também desapareceram, e o Professor Dumbledore ficou de pé mais uma vez. O salão silenciou.

- Como sempre – disse Neville

- Hum... Só mais umas palavrinhas agora que já comemos e bebemos. Tenho alguns avisos de início de ano letivo para vocês. Os alunos do primeiro ano devem observar que é proibido andar na floresta da propriedade. E alguns dos nossos estudantes mais antigos fariam bem em se lembrar dessa proibição.

Os olhos cintilantes de Dumbledore faiscaram na direção dos gêmeos Weasley.

Todos riram.

- Aqui eles faíscam na nossa direção – disse Sirius brilhantemente.

- O Sr. Filch o zelador, me pediu para lembrar a todos que não devem fazer mágicas no corredor durante os intervalos das aulas.

- Coisa que ninguém respeita – disse Remo

Os testes de Quadribol serão realizados na segunda semana de aulas.

Os fãs de quadribol suspiraram.

Quem estiver interessado em entrar para o time de sua casa deverá procurar Madame Hooch.

- Você está no time, no seu segundo, ano, não é? – perguntou Tiago ansioso

Harry sorriu.

- Sim! Há!

A fez uma dancinha da vitória com Sirius.

E, por último, é preciso avisar que, este ano, o corredor do terceiro andar do lado direito está proibido a todos que não quiserem ter uma morte muito dolorosa.

- Ele está brincando, certo? – perguntou Lily assustada

- Eu diria que não. Ele não brincaria com assuntos assim – Tiago franziu a testa

O trio se entreolhou.

Harry riu, mas foi um dos poucos que fez isso.

- Não tem graça!

- Ele não está falando sério! - cochichou a Percy.

- Deve estar - respondeu Percy franzindo a testa para Dumbledore. - E estranho porque em geral ele sempre nos diz a razão porque somos proibidos de ir a algum lugar A floresta está cheia de animais selvagens, todo o mundo sabe disso. Acho que poderia ter dito aos monitores, pelo menos.

- Lá vem ele se achando – resmungou Jorge

- E agora, antes de irmos para a cama, vamos cantar o hino da escola! - exclamou Dumbledore.

Harry reparou que os sorrisos dos outros professores tinham amarelado.

Todos riram (exceto Snape. PS: Quando eu colocar todos, é sem o Snape. Pois quando ele for mencionado, ele será mostrado, tipo Snape, ou Severo. E quando ele rir, o que vai ser muito difícil, será mencionado. Tipo, todos, incluindo Snape.)

Dumbledore fez um pequeno aceno com a varinha como se estivesse tentando espantar uma mosca na ponta e surgiu no ar uma longa fita dourada, que esvoaçou para o alto das mesas e se enroscou como uma serpente

- Não compare nosso hino a uma serpente – disse Sirius

formando palavras.

- Cada um escolha sua música preferida - convidou Dumbledore - e lá vamos nós!

E a escola entoou em altos brados:

- Canta! – pediu Sirius

- É pra já. E me acompanhem!

Hogwarts, Hogwarts, Hogwarts, Hogwarts,

Nos ensine algo por favor,

Quer sejamos velhos e calvos

Quer moços de pernas raladas,

Temos às cabeças precisadas

De idéias interessantes.

Pois estão ocas e cheias de ar,

Moscas mortas e fios de cotão.

Nos ensine o que vale a pena.

Faça o melhor, faremos o resto,

Estudaremos até o cérebro se desmanchar.

E todos cantaram juntos, exceto Snape. Que revirou os olhos.

Todos terminaram a música em tempos diferentes.

- Sempre é assim – sorriu Luna

E por fim só restaram os gêmeos Weasley cantando sozinhos, ao som de uma lenta marcha fúnebre.

Todos riram (lembrem-se. O Snape não.)

Dumbledore regeu os últimos versos com sua varinha e, quando eles terminaram, foi um dos que aplaudiram mais alto.

Eles aplaudiram também.

- Ah, a música - disse secando os olhos. - Uma mágica que transcende todas que trazemos aqui! E agora hora de dormir.

- Andando!

Os novos alunos de Grifinória seguiram Percy por entre os grupos que conversavam, saíram do salão principal e subiram a escadaria de mármore. As pernas de Harry pareceram chumbo outra vez, mas só porque estava muito cansado e saciado. Estava cansado demais até para se surpreender que as pessoas nos retratos ao longo dos corredores murmurassem e apontassem quando eles passavam,

Eles reviraram os olhos.

ou que duas vezes Percy os tivesse conduzido por portais escondidos atrás de painéis corrediços e tapeçarias penduradas. Subiram outras tantas escadas bocejando e arrastando os pés, e Harry começou a se perguntar quanto ainda faltava para chegar quando de repente pararam.

- Sim!

Um feixe de bengalas flutuava no ar à frente deles, e quando Percy avançou um passo em sua direção, começaram a assaltá-lo.

- Pirraça

- Pirraça! – gritaram Tiago, Sirius e os gêmeos. E sorriram.

- cochichou Percy para os alunos do primeiro ano. - Um Poltergeist. - E falou em voz alta - Pirraça, calma.

- Isso vai adiantar muito – disse Fred revirando os olhos.

Um som alto e grosseiro, como o ar escapando de um balão respondeu.

- Quer que eu vá procurar o barão Sangrento?

Ouviram um estalo e um homenzinho com olhos escuros e maus e a boca escancarada apareceu, flutuando de pernas cruzadas no ar, segurando as bengalas.

- Oooooooooh! - disse com uma risada malvada. - Calourinhos! Que divertido!

- Não é não. – resmungou Lily

Ela não era nem um pouco fã de Pirraça.

E mergulhou repentinamente contra eles. Todos se abaixaram.

- Vá embora, Pirraça, ou vou contar ao barão, e estou falando sério! - ameaçou Percy.

- Vai adiantar muito. – ironizou Jorge

Pirraça estirou a língua e desapareceu, largando as bengalas na cabeça de Neville.

- Sempre eu – ele suspirou.

- Era você – corrigiu Hermione

Eles o ouviram partir zunindo, fazendo retinir os escudos de metal ao passar.

- Vocês tenham cuidado como Pirraça - recomendou Percy, quando retomaram a caminhada. - O barão Sangrento é o único que consegue controlá-lo, ele não dá confiança aos monitores.

- Obvio que não, pateta – disse Sirius

Chegamos.

No finzinho do corredor havia um retrato de uma mulher muito gorda vestida de rosa.

- Senha? - pediu ela.

- Cabeça de Dragão - disse Percy e o retrato se inclinou para frente revelando um buraco redondo na parede. Todos passaram pelo buraco. Neville precisou de um calço. E se viram na sala comunal da Grifinória, um aposento redondo cheio de poltronas fofas.

Os Grifinórios sorriram.

Percy indicou às garotas a porta do seu dormitório e, aos meninos, a porta do deles. No alto de uma escada em caracol era óbvio que estavam em uma das torres encontraram finalmente suas camas, cinco camas com reposteiros de veludo vermelho-escuro.

- Cada sala comunal contém as cores da casa – comentou Tiago – é realmente engraçado a diferença delas. Cada uma ao seu estilo.

- Não quero nem saber como você sabe disso – disse Lily

As malas já haviam sido trazidas. Cansados demais para falar muito, eles enfiaram os pijamas e caíram na cama.

- Comida de primeira, não foi? - comentou Rony para Harry pelos reposteiros. - Se manda, Perebas!

O trio rosnou. Gina apertou a mão de Harry.

Ele está roendo os meus lençóis.

- Queria saber, porque ele fazia isso – comentou Harry a Rony

Harry ia perguntar a Rony se ele provara as tortinhas de caramelo, mas adormeceu quase imediatamente.

- Meu doce preferido – disse Harry

Talvez Harry tivesse comido demais, porque teve um sonho muito estranho.

- Normalmente comer demais dá pesadelos – disse Lene

Estava usando o turbante do Professor Quirrell,

- Eca!

que não parava de conversar com ele,

o trio se entreolhou.

dizendo que devia se mudar para Sonserina imediatamente, porque era seu destino.

- Bláh! Um Potter Sonserino? – riu Tiago

Harry disse ao turbante que não queria ir para Sonserina, o turbante foi ficando cada vez mais pesado, Harry tentou tirá-lo, mas ele começou a apertar sua cabeça até doer e aí Malfoy apareceu, rindo do esforço dele. Depois Malfoy se transformou no professor de nariz de gancho, Snape, cuja gargalhada ecoou alta e fria, houve um clarão verde e Harry acordou, suado e trêmulo. ]

- Espera, a gargalhada fria e o clarão verde, seria de quando...? – Lily perguntou

- Sim – concordou Harry

Lily abraçou Tiago.

Mudou de posição e voltou a dormir, e quando acordou no dia seguinte, nem se lembrou que tinha sonhado.

- Meninos – disse Hermione revirando os olhos

- Esse era um bom momento pra uma pausa – comentou Lily – temos muitas coisas pra falar – e olhou magoada para Snape.

- Sim – Hermione pigarreou – claro.

Feliz Natal!

Semana que vem, tem mais um capitulo do livro e o especial de ano novo!

Bjs