Notas do Autor
Um grupo de cientistas descobre...
Capítulo 11 - Descoberta inesperada
Há centenas de quilômetros dali, em alto mar, havia um navio de pesquisa onde se encontrava reunido os melhores cientistas e que naquele momento estava no local do epicentro, onde outrora um navio de estudo da vida marinha, alguns dias antes, havia detectado por sonar um objeto enorme no fundo do mar e que havia comunicado as autoridades o estranho objeto que inesperadamente, apareceu em seus radares.
Em uma sala enorme, onde se encontravam os cientistas reunidos, surge o auxiliar da líder dos cientistas que se aproxima e fala:
- Trouxe os pokémons aquáticos que podem nos auxiliar, doutora Burnet.
A cientista se vira e observa os compartimentos contendo pokeball´s, sendo que em cada uma tinha a etiqueta de qual Pokémon era.
O auxiliar dela estava feliz em trabalhar com ela, pois, ela era uma das mais famosas autoridades de estudo de pokémons, sendo que ficou famosa pelo seu trabalho ao detectar anomalias que podiam levar a criação de portais para outros mundos. Inclusive, havia detectado alguns portais, onde teve aparições de pokémons estranhos que receberam o nome de Ultrabeasts e que foram amplamente estudados por ela.
Porém, conforme a pesquisa se desenvolvia com as criações de pokeball´s especiais para captura-los, as beastball´s, estranhamente, todos os portais se fecharam e a ocorrência das aparições deles diminuiu drasticamente até desaparecer. Não havia mais nenhum relato deles, mas, havia evidências de sua existência. Inclusive, havia alguns que foram capturados graças ao trabalho em conjunto dos dois mestres pokémons mundiais, o do Ocidente, Satoshi (Ash) e do Oriente, Ryuusou.
Ambos capturaram, pelo menos, um exemplar de cada Ultrabeast e emprestaram eles a doutora Burnet, que os estudava em parceira com outras grandes autoridade no mundo Pokémon, inclusive o renomado pesquisador pokémon, o doutor Carvalho (Carvalho) e seu neto, Gary Carvalho (Gary Carvalho), que mesmo jovem, já se destacava no mundo Pokémon com as suas pesquisas, principalmente focadas em evoluções, despontando com a nova geração de pesquisadores pokémons e que sempre estava acompanhado do seu Umbreon, que normalmente ficava em seu ombro.
Além deles, estava o seu marido, o doutor Kukui, junto de seu fiel Lycanrock Midday form.
O doutor Carvalho e seu neto se juntam a doutora, assim como o seu marido, examinando as pokeball´s, para depois olharem os gráficos, sendo que a doutora Burnet fala:
- Considerando a profundidade e os aspectos físicos do estranho objeto, o wailord seria a melhor escolha.
- Bem, de fato, considerando a profundidade, ele é a melhor escolha. – o professor Carvalho comenta.
Eles observaram Gary pensativo e seu avô pergunta:
- Não concorda, Gary?
- Se observarmos a topografia em torno do objeto estranho e inclusive, o objeto em si, poderíamos usar wailmers com câmeras e todos os equipamentos necessários para colhermos mais dados. Eles vão conseguir manobrar em locais apertados e lidam perfeitamente bem com esse nível de pressão das profundezas. Protegendo eles, colocaríamos os wailord como escolta deles. Não sabemos quais pokémons habitam o chamado reino abyssal. Há muitos pokémons a serem descobertos, ainda e que são capazes de viver em profundidades tão extremas.
- Verdade. De fato, eles seriam os guarda-costas, por assim dizer. – a doutora comenta.
- Teremos o problema se houver algum ataque, pois, como iremos ordenar os ataques aos pokémons? – doutor Kukui pergunta – Afinal, o estranho objeto está demasiadamente próximo do reino abyssal.
Gary vai até um computador perto dali e digita alguns dados, falando, enquanto os outros cientistas se aproximavam dele:
- Pensando em explorações subaquáticas em que pode haver a dificuldade de transmitir ordens a um Pokémon e considerando o estudo do canto dos wailord´s e seus padrões, eu peguei um wailmer que capturei e que evolui para um wailord, na época que desejava ser um Mestre Pokémon e o treinei com comandos coordenados de acordo com o canto dos wailords, sendo que tenho um wailmer que não evoluiu e que treinei também. Graças a isso, basta enviar ondas sonoras na frequência de canto deles e assim, posso coordenar ataques, caso sejamos atacados por pokémons selvagens. Podemos ordenar que os demais wailord, obedeçam ao meu wailord e caso seja necessário, os demais wailmers, podem seguir o padrão de ataque e de defesa do meu wailmer.
Ele mostra os gráficos e o treinamento que fez com os seus pokémons.
- Interessante. Mas, os golpes teriam que ser equiparados. – a doutora comenta surpresa ao ver a visão inovadora do jovem especialista pokémon.
- Como os treinei para me auxiliarem em pesquisas, eles possuem técnicas padrões usados em todos os pokémons de pesquisa, dependendo do tipo de pesquisa que eles auxiliam ou o meio em que trabalham. Logo, todos têm as mesmas técnicas.
- Incrível. É mesmo um jovem talentoso. – um dos cientistas fala e o professor Carvalho olha com orgulho para o seu neto.
- Isso é tudo graças ao fato de ter capturado vários pokémons e depois, treinar eles para ajudar em pesquisas de campo. – ele fala humildemente – Ainda bem que no passado quis ser um mestre Pokémon. Graças a isso, tenho vários pokémons e eles podem me auxiliar em minhas pesquisas.
Então, em um enorme tanque raso interno, eles tiram os wailmers das pokeballs, sendo que eles eram treinados para obedecerem ao líder de um grupo de pesquisa.
A doutora se aproxima e dá a ordem a eles, com Gary pegando uma pokeball sua e jogando:
- Vá, wailmer!
O seu Pokémon se junta aos outros que o identificam como sendo o pokémon que deviam seguir as ordens de ataque e defesa. Após ser instalado os aparelhos neles, eles são guardados nas pokeballs.
Eles vão para a proa do navio e os cientistas liberam os wailords, sendo que Gary pega a sua pokeball e exclama:
- Saia, wailord!
O enorme Pokémon sai e os cientistas orientam os demais a seguirem os ataques dele.
Após ser instalado o aparelho que usaria ondas de som embaixo da água para direcionar e ordenar os ataques dos pokémons de Gary, todos são liberados e submergem rumo ao local do objeto, sendo que eles o acompanhavam pelo vídeo instalado nas costas em cada um deles.
Os cientistas notaram um objeto instalado nos pokémons de Gary e ao chegarem à sala com as câmeras, o professor Kukui comenta:
- Vimos dispositivos em seus pokémons, além das nossas câmeras.
- Eu desenvolvi um dispositivo, que após derrotar o Pokémon, ele será capturado. Isso é para o caso de haver um encontro com um Pokémon desconhecido. Posso desenvolver um tanque especial para simular a pressão da água onde ele vive para libertá-lo da pokeball. Para garantir a captura, naqueles compartimentos tem Ultraball´s.
- Oh! Uma excelente ideia. De fato, eles precisam ser protegidos em pokeballs, para trazê-los a superfície em segurança e sem risco de vida para eles. Então, só precisará projetar tanques de água para reproduzir as condições que eles habitam nas profundezas do mar, permitindo o bem estar deles e suas vidas. – o avô comenta olhando com orgulho para o filho – Estou orgulhoso de você, Gary. Está saindo um excelente pesquisador.
- Obrigado, ojii-san. Quem sabe, com sorte, irei capturar um Pokémon desconhecido para estudar. – ele comenta com um sorriso no rosto.
Os grupos descem as profundezas, vencendo gradativamente a profundidade, até que os pesquisadores ficam estarrecidos ao verem o objeto, após identificarem o contorno dele.
- Não pode ser...! – um deles exclama.
- É isso o que está pensando... – Gary comenta – um esquife de gelo de formato irregular e bem denso na cor azul. Observem.
Nisso, eles observam para onde ele apontava o dedo e avistam os vários dados e dentre um deles, o mesmo demonstrava que estava fincando na parede de rochas. Era uma densidade extrema e ao olharem atentamente, um deles exclama:
- Isso... isso...
O doutor Carvalho se aproxima, junto de Kukui e de Burnet que fala:
- Não há dúvidas. Há seres e com certeza, vivos. Mas, pelos dados, parecem estar em uma espécie de coma.
- Considerando o fato que estão, virtualmente, dentro de um bloco de gelo, tem lógica. – o professor Carvalho comenta surpreso.
Os cientistas começam a digitar nos computadores, procurando identificar as formas de vida, ficando frustrados ao verem que havia uma forte interferência.
Após alguns minutos, um cientista que monitorava os dados que surgiam no monitor, exclama estarrecido:
- É gelo, mas, ao mesmo tempo não é gelo!
- O quê?! – a doutora Burnet exclama surpresa – Como assim?
- Tem a aparência e o aspecto de gelo de cor azul, mas, sua composição, não é de gelo. Quer dizer, é semelhante, mas, extrapola a composição química do gelo, mesmo aquelas encontradas em todos os pokémons de gelo catalogados!
- Será que é o trabalho de alguma ultrabeast desconhecida? – ela pergunta consigo mesma para depois ir até o painel.
- Doutora Burnet? – um cientista pergunta.
- Vou conferir com os dados que colhemos das ultrabeasts. Pode ser que esse gelo, que ao mesmo tempo não é gelo, possa ser de alguma ultrabeast. Mesmo sendo distintas, elas tem em comum algumas propriedades no nível molecular. Foi a partir dessas propriedades que pudemos desenvolver as beastball para captura-los, já que as pokeballs possuem a configuração para os pokémons desse mundo, reagindo apenas ao traço dos pokémons daqui.
- Esse gelo também pode ser de outro universo. A composição química não é nem remotamente próxima da que conhecemos. – o doutor Carvalho fala.
- Sim, ojii-san. A teoria dos universos paralelos é atualmente aceita. As ultrabeasts vieram de uma dimensão paralela...
Gary fala pensativo, até que tem uma ideia e vai até o painel, começando a digitar fórmulas e dados, sendo que o seu avô se aproxima e pergunta:
- Isso são fórmulas químicas...
- Sim. Não importa qual ser seja. Há uma regra universal aplicada aos seres desse planeta. Mas, a composição, baseada em estudos no campo da cosmologia, da astrofísica e do universo remetem a um padrão consiste no universo. Um padrão a um nível molecular, no caso dos arranjos moleculares. Mesmo tendo distinção no arranjo entre os objetos e seres, há uma base comum que se aplica a todos...
- Entendo... Então, deseja saber se é desse universo ou não. – doutor Kukui comenta pensativo.
- Sim. Afinal, essa base comum funciona como uma assinatura, por assim dizer. É o mesmo com as ultrabeasts e seu universo pelos dados que a doutora Burnet, juntamente com os seus auxiliares, conseguiram colher dos portais, comparando com a composição das ultrabeast. Eu li todos os artigos da professora Burnet sobre os seus estudos com esses seres. Há um padrão só deles. Em relação a composição desse material que lembra gelo e cuja composição remete ao gelo, mas, não sendo do gelo da natureza e o produzido pelos diversos pokémons catalogados, podemos definir se é deste universo, do universo das ultrabests ou de outro universo desconhecido. Estou carregando esses dados e pedindo uma análise do computador. Talvez demore um pouco.
Todos ficam fascinados pelo que o jovem disse, com o doutor Carvalho sorrindo orgulhoso, enquanto que a doutora Burnet, o olhava com visível admiração, assim como seu esposo, Kukui, sendo que ela fala:
- Excelente ideia, doutor Gary. Nossas pesquisas podem ajudar a definir a sua origem.
Alguns cientistas que estavam mais afastados do grupo observavam atentamente o que os demais conversavam, até que um cientista exclama estarrecido:
- Os wailmer que estavam colhendo dados nos setores A5 e A6, estão ficando enfraquecidos e não somente isso, os seus sinais vitais estão decaindo rapidamente!
Enquanto todos estavam estarrecidos, Gary, desesperado, corre até o painel e digita freneticamente o comando em forma de ondas, enquanto orava para que a ordem chegasse a tempo, pois, o seu wailmer teria que receber as suas ordens, para depois transmiti-las para aquele grupo, ordenando que eles se afastassem, antes que morressem, pois, seus sinais vitais estavam perigosamente baixos.
Eles observam que mesmo debilitados, os pokémons conseguiam se afastar e mais surpreendente ainda, era que os seus sinais vitais melhoravam, gradativamente, conforme se afastavam do local, fazendo Gary suspirar de alívio e murmurar:
- Ainda bem... deu tempo.
Os cientistas em um canto da sala demonstraram muito interesse nos acontecimentos recentes e depois que os demais cientistas suspiraram aliviados dos wailmer estarem bem, a doutora Burnet fala:
- Vamos marcar esse ponto para enviarmos sondas para fazer a varredura esse setor. Enquanto isso, manteremos os pokémons longe desse campo – após dar as ordens, ela vai até o jovem cientista e fala - Você reagiu rapidamente doutor Gary. Senão fosse pela sua ação rápida, eles podiam ter morrido pelo modo como os sinais vitais deles estavam caindo rapidamente. De fato, já ter sido um treinador Pokémon tem as suas vantagens em um momento em que é necessário haver uma reação rápida.
Após secar o suor de sua testa, ele fala:
- Sim. As batalhas Pokémon são assim. Um treinador tem que ser capaz de dar ordens rapidamente e de gerenciar os ataques do oponente, assim como pensar em uma estratégia para determinado ataque em questão de minutos, senão em segundos, além de formular estratégias para rebater a estratégia do oponente que pode mudar, sendo que um treinador de elite precisa ser capaz de lidar com essas mudanças, adaptando a sua estratégia original para as mudanças decorrentes durante a luta. A estratégia que adotei foi afastá-los do perigo.
- Não duvido que daqui a algum tempo, será normal para um cientista que estuda pokémons, ser um treinador antes disso. – o doutor Carvalho fala sorrindo ao se aproximar do neto.
- Seria bom. Isso ajudaria a evitar que muitos pokémons se ferissem em expedições ou quando auxiliam as pesquisas de um cientista. Muitos se ferem pelo responsável não tomar decisões rápidas para situações imprevistas. – o professor Kukui fala – E nem todos contratam treinadores pokémons para gerenciar o trabalho dos pokémons. Preferem fazer por si mesmos e por causa disso, há muitos casos de pokémons que se ferem, sendo que muitos desses ferimentos poderiam ser evitados.
Então, eles passam a observar alguns dados enviados pelos wailmers que se afastaram e Gary comenta suando frio:
- Esses dados... Por favor, que não sejam os mesmos...
Ele vai até um painel e digita algo, fazendo surgir dados na tela que fazem os cientistas olharem, arqueando o cenho, inicialmente, para depois ficarem estarrecidos ao interpretarem os diversos dados e gráficos.
Notas finais
Eu quero agradecer aos comentários de: Red Dragon Emperor V2 .
