*coro de aleluia no fundo* FINALMENTE ESTOU DE VOLTA! E com um capítulo novinho em folha pra vocês. Desculpe não ter avisado, mas meu hiatus foi de última hora. Tinha prova. A. Semana. Inteira, e ainda tenho mais uma semana de aula, mas está tranquilo. Eu adorei especialmente a Natalie nesse capítulo. AH, SIM! Vocês descobrirão quem é Vesper 1, enfim! Boa leitura.

Dan, com seus reflexos rápidos, só teve tempo de atirar-se pra cima de Natalie enquanto o teto caía sobre eles.

_ Mas que droga! – uma voz irreconhecível aos ouvidos de Dan berrou do outro lado do salão.

_ Você está bem? – murmurou Dan no ouvido de Natalie.

A garota apenas fez que sim com a cabeça. Suas mãos tremiam muito. Estava assustada.

_ Parece que o pequeno Dan tem reflexos rápidos... – disse uma outra voz no centro do salão. A intensidade que sua voz provocava era como se estivesse amplificada dez vezes mais que uma voz normal. – Vamos ver se você morre rápido, também.

Dan empurrou Natalie pelo salão de festas com toda sua força e saiu correndo pelo salão até alcançar o corredor.

Não! Não era assim que o plano deveria funcionar!, pensou Natalie.

Ela viu que seu irmão o resto dos convidados se aproximavam dela.

_ Você está bem, Natalie, querida? – perguntou Amy, preocupada.

_ Sim. – sua voz tremeu. Que mentira deplorável. – O que estão esperando?! Temos que ir atrás de Dan!

_ Natalie está certa! Não temos tempo a perder. Deixem seus celulares ligados para o caso de precisarmos manter contato. VÃO! - disse Amy se virando-se para o grupo e, logo após, correndo pelo corredor norte com Ian e Theo.

Natalie demorou para se levantar do chão. Conseguiu vislumbrar Sinead e Hamilton indo para um lado enquanto Reagan, Madison, Eisenhower e Mary-Todd iam para outro. O resto dos grupos se separaram igualmente, todos com um objetivo: distrair Vesper 1 ao confundi-lo pelo corre-corre nos corredores e, por fim, capturá-lo enquanto Dan estivesse com Natalie. A garota teria sido praticamente a isca da história e ela havia aceitado isso. Porém, como na maioria das vezes, Dan foi o que agiu mais rápido.

Que droga, Natalie pensou, ele podia ser mais burro.

O plano já estava arruinado. Mas Natalie não desistiria tão fácil. Afinal, ela era uma Kabra, acima de tudo.

Natalie correu até o corredor oeste e escorregou em seu salto (correr com salto era fácil pra ela, já que era totalmente treinada a isso, mas não quando estava nervosa).

Ela parou subitamente ao ouvir uma voz vinda de uma das portas trancadas no corredor e tropeçou, caindo e batendo a cabeça com força no chão.

Levantou-se o mais devagar possível para não ficar tonta ou cair novamente e automaticamente se recostou na porta para poder ouvir com maior clareza.

_ Você vai me entregar a fórmula do soro ou eu vou ter que torturá-lo primeiro, rapazinho? – disse Vesper 1.

Dan hesitou.

_ Está blefando, Ted Starling. – disse, finalmente.

Ted Starling?! Natalie abriu e fechou a boca, estarrecida. O irmão de Sinead e Ned era o Vesper 1?! Mas isso não fazia sentido nenhum! Como ele poderia ser o Vesper 1 se é cego?

_ Você não gostaria de me testar, garoto...

_ A propósito, como você conseguiu essa "grande proeza" de ser o Vesper 1 se é praticamente cego? – perguntou Dan tranquilamente, como se lesse os pensamentos de Natalie.

_ Nós, Ekat, somos extremamente inteligentes, se é que você e seus amiguinhos não se esqueceram – começou Ted. – Eu simplesmente criei escondido de meus queridos irmãos um aparelho visual que funciona 100%. Sou o maior gênio da história, não?

Não, Natalie pensou.

_ Não – disse Dan.

_ Você não viu nada ainda, pequeno Cahill. Eu tenho planejamentos... planejamentos que poderiam fazer você ficar de boca aberta. Eu serei o conquistador de um novo mundo.

_ É, na sua cabeça – Dan debochou.

_ Mas tudo o que eu mais desejo é a fórmula – continuou ele, como se não tivesse sido interrompido. – E você, meu caro, vai me dá-la. Agora.

_ Vai sonhando.

_ Você gosta do jeito difícil então, hein? Pois bem, se você não me der a estúpida fórmula do soro, eu vou matar... ele.

Houve um 'clique' e, só então, Natalie percebeu que até agora as luzes estavam apagadas dentro do cômodo. A garota estava quase derrubando a porta pra saber quem Ted havia capturado e feito de refém.

_ Ian?! – Dan gritou. – Solte-o! Solte-o ago-

Natalie foi mais rápida. Com toda força que ainda reunia em seus músculos, contraiu seu corpo para se chocar com força na porta.

_ NÃO! – berrava ela, em total desespero, chocando-se com a porta repetidas vezes. – NÃO SE ATREVA A ENCOSTAR UM DEDO NELE! NÃO SE ATREVA A ENCOSTAR UM DEDO EM NENHUM DOS DOIS!

_ Quem está aí?! – perguntou Ted, indignado.

_ DEIXE MEU IRMÃO E MEU PRIMO EM PAZ! – chorou Natalie. – EU TENHO A FÓRMULA! ELES NÃO SABEM DE NADA!

_ CALE A BOCA, GAROTA ESTÚPIDA! – Natalie percebeu que, ao gritar a ordem, Dan não havia falado seu nome para assim preservar sua identidade. – ELA ESTÁ BLEFANDO, TED. ELA NÃO FAZ A MÍNIMA IDEIA DO QUE HÁ NO SORO.

_ SIM, EU SEI! – berrava uma desesperada e furiosa Natalie para porta. – Pimenta, prata, solução de ferro, tugstênio, osso... eu... eu tenho que me lembrar...

_ PARE COM ISSO! VOCÊ ESTÁ DANDO OS INGREDIENTES PARA ELE! – dava para sentir que Dan estava se remexendo na cadeira, muito inquieto. – Ted, deixe-a. Por favor. Você já tem a mim. Liberte Ian também...

A garota do outro lado da porta ouviu o barulho de pele contra pele e só segundos depois percebeu que Dan havia recebido um tapa de Ted.

Natalie não conseguia pensar direito. Por que Ian estava tão calado? O que acontecera? Será que já estava morto ou Ted conseguira tapar a boca dele de algum modo? Ela estremeceu ao pensamento e chorou mais ainda.

De repente, não foi só seu corpo, mas todo o salão estremeceu.

Natalie só teve tempo de olhar para cima enquanto mais da metade do teto era arrancado sob sua cabeça.

_ E aí, precisando de reforços?! – gritou uma sorridente Amy, comandando um enorme autômato. – Ninguém encosta no meu irmão!