Jogo Perverso
Cap. X – Halloween: Doce ou Travessura?
O sonserino e a ruiva encontravam-se com cada vez mais frequência. Seu caso havia começado há apenas um mês, mas ela já poderia chegar de olhos fechados ao dormitório do rapaz, assim como os dois frequentavam a Sala Precisa mais do que qualquer outra sala do castelo.
Chegaram até a dormir acidentalmente na Sala Precisa uma noite. Na manhã seguinte, tiveram de inventar as desculpas mais esfarrapadas para os amigos de dormitório, que os questionaram sobre onde haviam estado a noite inteira.
A noite de Halloween, entretanto, era uma noite especial, e não haveria colega de quarto no mundo que os impediria de fazer muitas travessuras naquele dia. Teria, como de costume, um banquete farto seguido de um baile à fantasia. Draco e Gina, obviamente, não iriam juntos ao baile, nem sequer haviam cogitado a possibilidade, já estavam passando tempo demais juntos, o que apenas não os preocupava por passarem todo ele fazendo "sacanagem". Não queriam se acostumar demais um ao outro, ficarem acomodados enquanto casal, e até dependentes, assim, não deveriam ficar próximos em qualquer outra ocasião em que pudessem se conhecer melhor e estreitar laços emocionais, como o baile.
Entretanto, como mandavam as normas sociais, passariam uma meia hora no baile antes de seguirem para sua festa a dois. Passaram os últimos encontros dando indiretas um ao outro de que aquela seria uma noite para se aproveitar, estando não apenas a bruxa à solta, mas todos os deuses do sexo também, por nada desperdiçariam um só minuto além do necessário naquele baile cafona e sem uma gota de bebida alcoólica.
O sonserino chegou ao baile fantasiado de Drácula, com uma longa capa preta e presas postiças. Sua acompanhante, é claro, era Pansy Parkinson, o "estepe" que usava sempre que necessitava de uma mulher para alguma coisa e não havia outra opção mais interessante disponível. Seu comportamento para com a garota, embora reprovável, era por ela endossado, já que a jovem mesma se punha nessa condição, estando sempre à disposição e aquiescendo a todos os pedidos feitos pelo loiro. Já se submetera a todas as práticas sexuais imagináveis, bastava que Malfoy dissesse uma palavra que Pansy já estava lá, aos seus pés.
Isso jamais aconteceria com Virgínia. Nunca se submeteria a ele, ou faria qualquer coisa apenas porque o garoto queria. Tudo que fazia era por vontade própria, e isso nunca mudaria. Não se importava se tivesse que abrir mão de quem fosse, as únicas coisas que de que nunca abriria mão eram seu livre arbítrio, sua liberdade e sua independência.
Por falar na ruiva, esta realmente se superara naquele Halloween. Aparecera no baile vestida de diabinha, com direito a chifres e tridente. O corpo da fantasia era um vestido de material sintético que lembrava couro, só que na cor vermelha, e era curtíssimo, além de ter um decote generoso, deixando à mostra o contorno dos seios. Nas pernas usava uma meia arrastão, também vermelha, e nos pés, sapatos de salto agulha de um vermelho bem vivo, quase como se tivessem sido pintados com o sangue de alguém.
O loiro sorriu quando viu a ruiva, enquanto todos os outros pareciam escandalizados. A Profª McGonagall, corando como nunca se imaginara que pudesse, aproximou-se da garota Weasley.
- Srta. Weasley! Por favor! Isso é um baile de escola, não um clube para cavalheiros! – Gina riu pelo modo como a professora chamara uma casa de strippers – Vá trocar essa fantasia, por Merlin!
Com a maior cara lavada, a garota disse:
- O que acontece, professora, é que comprei a fantasia em um catálogo de uma loja barata, a senhora sabe dos nossos problemas com dinheiro, e eles a mandaram dois tamanhos menores!
A Profª McGonagall ficou ainda mais desconcertada. O que fazer se a família da menina era pobre e a garota tivera de comprar sua fantasia em uma loja de quinta?
Enquanto a professora pensava, Gina ostentava um sorriso angelical no rosto. A desculpa estava colando, não apenas com a velha professora, mas com a escola inteira, que já suavizara as expressões escandalizadas.
- Está bem, Srta. Weasley, pode usar a sua fantasia, mas coloque uma capa, por favor. – falou a professora, que, com a varinha, fez aparecer uma capa preta comum. – Deixe a capa na minha sala depois.
Draco não se aguentou depois dessa, ainda que tivessem combinado de não se comunicar no baile, ele precisava cumprimentá-la.
- Weasley, você pode ter enganado todo mundo, mas sei suas reais intenções...
- É mesmo, Malfoy? E quais seriam elas? – provocou a garota.
O loiro aproximou-se da ruiva, o rosto bem próximo ao dela.
- Entre santos e pecadores, você já está além... Você não peca, Virgínia, incita ao pecado. Não apenas coleta almas perdidas do caminho do bem, você as corrompe, as destrói...
A jovem estava realmente ficando excitada com aquela conversa. Já estava para dar adeus àquela festinha cafona quando viu seu irmão e o Harry se aproximarem. Provavelmente pensaram que o Malfoy estava provocando Gina. E, de fato, estava...
- Protetores da virgindade bruxa à estibordo, Malfoy, é melhor nos comportarmos.
Draco entendeu o recado e começou o show.
- Ah, Weasley, a sua família só pode estar em completa crise financeira para você ter de comprar sua fantasia em uma loja de quinta dessas! Até o tamanho errado mandaram!
- Cala boca, Malfoy! – era Rony, já furioso – Esse é um acidente que pode acontecer a qualquer um!
- Não acontece se comprar nas melhores lojas... Só nas lojinhas de quinta nas piores ruelas do Beco Diagonal!
- E você com essa sua fantasia, Malfoy? Não acha que está muito realista? Afinal, você faz bem o tipo que suga o sangue de criancinhas... – foi a vez de Gina falar, afinal, seria estranho aguentar calada as ofensas do sonserino.
- O que foi, Weasley? Quer que eu sugue o seu sangue? Se for o caso, não vai ser difícil com tanta pele à mostra por causa dessa sua fantasia minúscula...
A garota ficou surpresa. Ele a provocara sexualmente na frente do Rony e do Harry, estava querendo morrer? No entanto, tinha de admitir, o comentário e a coragem a deixaram extremamente excitada. Ah, como ela queria que o loiro sugasse seu sangue, desse nela o beijo do vampiro...
Rony e Harry, contudo, ficaram furiosos. Quando deu por si, os dois já tinham partido para cima do Malfoy. Crabbe e Goyle foram em defesa do loiro, e a confusão estava formada. Os professores viram a briga e foram solucionar o problema.
No final das contas, Rony, Harry, Draco, Crabbe e Goyle foram expulsos do baile. Virgínia, pivô da discussão, nada sofreu, porém não queria ficar ali, e deixou o salão fingindo sentir culpa pela confusão, alegando estar transtornada e mortificada pelo ocorrido, uma vez que seu irmão e Harry não mereciam ser expulsos do baile.
Livre daquele baile sem graça, a jovem rumou para a Sala Precisa, onde combinara de encontrar o Malfoy. No entanto, quando já estava bem perto, foi interpelada por uma voz familiar:
- Gina, o que faz aqui?
Era Harry. A garota irritou-se, não bastava atrasá-la para sua noite de sexo selvagem, ainda tinha de chamá-la por aquele apelido ridículo, que ela tanto já tentara abandonar?
- Depois da briga, o baile ficou sem graça, então, resolvi sair e estava apenas dando uma caminhada pelo castelo para espairecer.
- Desculpe pela briga, mas o Malfoy mereceu. Você entende, não é?
- Claro, Harry. – respondeu, já começando a ficar impaciente.
Nunca jogara o jogo com Harry, ou com qualquer dos amigos de seus irmãos. Preferia, até, que não fossem grifinórias as presas, afinal, não queria que Rony descobrisse suas aventuras. Sabia que as pessoas falavam, por isso preferia fazer tudo o mais longe possível dos conhecidos.
Sabia que Harry não era o tipo de cara jogador, pelo contrário, ele era o tipo de presa mais fácil que existia. Já fora apaixonada por ele há muito tempo, contudo o sentimento morrera. Agora, ele parecia nutrir algo por ela, uma pena não estar mais interessada. Além disso, Harry estava fora dos limites, era o melhor amigo de seu irmão, sequer sabia o que era o jogo, quanto mais como jogar, e lhe daria mais trabalho do que nunca, porque, com certeza, haveria envolvimento emocional.
- Ah, Gina, - ouvir aquele nome queimava seus ouvidos, mas ela fingia estar tudo bem – você está tão bonita, apesar da roupa do tamanho errado...
A ruiva estava se coçando para fazer um joguinho, provocar o grifinório modelo nem que fosse apenas um pouquinho.
- Você acha que está muito feio, Harry, o fato de a fantasia estar dois números menor? – perguntou, tirando a capa que a professora lhe emprestara – Estou feia assim?
Harry quase babou ao ver. Não que não tivesse visto antes, no salão, mas não havia observado tão de perto. As pernas da garota estavam de parar o trânsito, o decote, então, o estava deixando louco.
- Não... está, ah... quer dizer... – o garoto se atrapalhava, não conseguia juntar as palavras.
A ruiva aproximou-se provocante.
- Você acha que o decote ficou muito exagerado? – perguntou inocente.
Harry estava começando a suar.
- Não, não está.
- Que bom, então. Ah, Harry, - ela estava determinada a ser cruel – tinha um fio solto na minha meia, mas, com a confusão, não o encontro mais, você consegue ver? – disse levantando a perna esquerda.
"Agora, ele enfarta!", pensou a jovem, sorrindo.
Embora estivesse achando engraçado ver Harry tão atrapalhado, quem estava assistindo e não estava gostando daquilo era Draco. Então, era por aquele palerma que estava atrasando sua noite juntos?
- Que bonito, Potter, pegando a irmã do seu melhor amigo... Isso que é lealdade... Depois, falam dos sonserinos…
Harry se recompôs.
- Malfoy, não estou pegando a irmã do meu melhor amigo, sua doninha!
- Só porque ela não quer, porque, por você, já estava pegando...
- Ora, seu... – ia dizendo quando foi interrompido pela ruiva, que não toleraria mais atrasos em sua noite, e aproveitou aquilo para dar uma desculpa perfeita para sair dali.
- Será que vocês poderiam parar de brigar?! Já não basta o que fizeram no baile?! Garotos imaturos, isso é o que são! – exclamou, falsamente nervosa, enquanto saía, fingindo estar chateada.
Draco pegou a deixa e soltou um "até mais, Potter", rumando para onde sabia que a ruiva iria. Ao chegar na Sala Precisa, viu a jovem em frente, esperando por ele.
- O Potter, ruiva? Que mau gosto!
- Está delirando, Draco? Ele é o melhor amigo do meu irmão, é muita proximidade! Tenho uma reputação a zelar, e a manter secreta! Minhas regras são claras e rígidas para mim se quero manter meu estilo de vida: nada de pessoas próximas da minha família, principalmente, dos meus irmãos! Ninguém pode descobrir sobre o meu jogo! Estava só provocando o Harry, ele é tão ingênuo que não consigo resistir...
- Por falar em resistir, por que não entramos na sala, logo, hein? – sugeriu, abrindo a porta para a jovem.
- Quando quer, você é tão cavalheiro...
Os dois entraram e notaram os incrementos. Aparentemente, ambos haviam trazido contribuições para a festinha de Halloween...
- Como conseguiu as bebidas, Draco? – perguntou a garota ao ver o mini-bar improvisado sobre uma mesa.
- Tenho meus meios... E esse baralho, ruiva?
- Strip poker.
- E isso aqui? – disse com uma sacola nas mãos – São doces mesmo?
- Por que escolher entre doces ou travessuras, se podemos ter os dois? – indagou a bruxa de modo provocante – Que tal começarmos pelo strip poker, só que, ao invés de apenas tirarmos uma peça de roupa para cada jogada perdida, poderíamos, também, tomar uma dose...
- Você tem idéias excelentes, Virgínia.
- Tequila, Draco? – ofereceu, servindo uma dose para os dois.
Quando o rapaz se aproximou para pegar a dose, a grifinória deitou na cama e colocou o copo no decote, sinalizando que era ali que o loiro deveria beber.
Ele apenas sorriu e bebeu como designado pela moça. Em seguida, beijou a pele macia do decote.
- Por que não pega as bebidas, Draco? Eu pegarei as cartas...
O casal começou um sensual jogo de strip poker. O loiro era um excelente jogador, e, em pouco tempo, a ruiva já estava meio bêbada e apenas com a calcinha e o sutiã vermelhos de renda. Ele, no entanto, mal tirara a capa e a camisa.
A jovem parecia determinada a, ao menos, deixá-lo de cueca antes que ficasse completamente pelada, mas precisava livrar-lhe dos sapatos e das calças. Teve, então, uma ideia. Era arriscado, porém ela agora era uma mulher que gostava de emoções fortes.
- Que tal apostar tudo nessa mão, Draco? Se eu ganhar, você tira tudo. Entretanto, se for você a ter sorte, tiro todo o resto de uma vez.
A jovem estava confiante, até demais, aparentemente, tinha uma boa mão. O loiro, no entanto, era um exímio jogador de poker. Era hora de derrubar a Weasley do cavalo.
- Tudo bem, vamos apostar tudo.
A ruiva mostrou o que tinha. Era uma mão excelente, mais até do que excelente, era quase imbatível. E foi por conta desse 'quase' que o sonserino levou a melhor...
- Pode ir tirando tudo, Virgínia.
A jovem não se fez de rogada. Retirou o sutiã e o atirou no chão, longe dos dois. Em seguida, tirou a calcinha e a jogou no rosto do rapaz, provocando-o.
- Não deveria ter feito isso, ruiva... – disse atirando-se sobre ela de modo selvagem e a beijando possessivamente.
- O Potter, banana como é, jamais seria capaz de dar o que você quer, de te satisfazer como eu...
Opa, sinal vermelho. Por que ele falava do Harry? A garota ficou com as antenas em pé. Teria o Malfoy ficado com ciúmes quando a viu conversando, quer dizer, provocando o outro? Já haviam conversado sobre isso, e achava que tinha sido bastante clara. Além disso, havia algo mais de estranho naquele comentário, uma intimidade da qual não gostava.
- Draco, por que fala sobre o Harry, sobre se ele seria capaz ou não de me satisfazer? Virou terapeuta sexual agora?
O sonserino viu que não deveria ter dito aquilo. Havia combinado de não se meter em assuntos que não lhe diziam respeito, em especial, sobre outros supostos amantes da garota. Todavia, vê-la com o Potter, insinuando-se para ele, despertara em si aquele sentimento de posse que tanto tentava reprimir. Não queria o Potter perfeito brincando com suas coisas, mas Gina jamais aceitaria ser qualificada como uma posse, ou mesmo ser qualquer coisa que lhe pertencesse.
- Foi mal, força do hábito.
Ele voltou a beijá-la, passando as mãos pelo corpo nu da moça, particularmente nas partes íntimas, tentando fazê-la esquecer do comentário idiota sobre o Potter. Começou a sugar-lhe os seios arrancando-lhe gemidos, que eram música para seus ouvidos.
A garota, entretanto, parou tudo. Não ia acabar tudo rápido assim, não naquela noite.
- Para que a pressa, loiro? Vamos nos divertir mais um pouco...
Livrou-o do restante das roupas e pegou algo na sacola que havia levado. Parecia um pedaço de tecido, não, na verdade, era...
- Uma venda? – indagou surpreso – Ruiva, o que vai fazer com isso? Você é um perigo...
A jovem riu, vendando o bruxo.
Na escuridão, tudo que o loiro sentia eram as mãos hábeis da grifinória pelo seu corpo. Em seguida, sentiu que um líquido viscoso e com cheiro doce era derramado pelo seu corpo. Parecia... chocolate?
O que veio em seguida fez o loiro suspirar. A ruiva lambia seu corpo, pedaço a pedaço. Seu tórax, abdômen... As pernas, a parte interna das coxas… Fazia um longo caminho, torturando-o, até chegar ao lugar que interessava. Foi quando ele sentiu a boca da moça em seu membro rijo. Sugou com ânsia, uma fome despudorada.
Ela parou, fazendo o loiro soltar um muxoxo em protesto. Sentiu o corpo da ruiva sobre o seu, o rosto bem próximo, até que ouviu um sussurrar em seu ouvido:
- Doces ou travessuras, Draco?
Gemeu quando sentiu a mão feminina segurar-lhe o pênis e massageá-lo. Aquela mulher sabia bem como unir os doces e as travessuras em um mesmo ato. Era a única garota que já conhecera que sabia brincar e jogar ao mesmo tempo.
Ela beijou-lhe a boca. Os lábios doces, com o gosto do chocolate que lambera de seu corpo. Mesmo vendado, segurou o rosto da jovem e pôs-se por cima da moça.
A garota, no entanto, afastou o rapaz, que protestou.
- Calma, Draco! Apenas estou vendando a mim, mesma. O objetivo é que nos concentremos apenas nas sensações outras que a visão, com foco no tato, é claro. Sentiremos cheiros, ouviremos gemidos e sussurros e experimentaremos toques, tudo sem o auxílio da visão, dando um quê de imprevisibilidade.
Momentaneamente privados da visão, os dois tocaram-se mutuamente. A bruxa, já embaixo do corpo de Draco novamente, beijava-lhe a boca e o pescoço, mordiscava-lhe as orelhas e as lambia, arrancando gemidos do seu amante sonserino.
O loiro também sabia bem o que fazia, tocando as partes pudendas da ruiva com uma mão, enquanto apertava suas nádegas e coxa com a outra. Quando sentiu que ela estava bem excitada, sem aviso, o bruxo, já entre as pernas da moça, levou seu membro à entrada da grifinória.
Esta, privada da visão, e sem ter recebido qualquer aviso, surpreendeu-se com a invasão, mas apenas por um segundo. Depois, já sorria e abria ainda mais as pernas.
O loiro a penetrou devagar, como se quisesse torturá-la. A ruiva perdia a paciência e, aproveitando-se da falta da visão do rapaz, segurou-lhe as nádegas, forçando-o mais para dentro de si, enquanto forçou seu corpo para baixo, completando a penetração. Ele até teria força física para impedi-la, no entanto não viu o movimento da garota, não sabia o que faria até que já estava sendo puxado, entrando completamente nela.
- Qual é a pressa, ruiva? Temos a noite toda...
- Exatamente! Podemos fazer mais de uma de vez! Fazer rápido não é muito bom, mas devagar demais, também, não! Tem de ser no ritmo certo! Para que passar a noite inteira em uma transa só?
- Nossa! Está no cio ou só na TPM mesmo? – provocou o loiro.
- Ah, cala a boca e me fode, Malfoy!
Ele riu, contudo não ousou desobedecer a jovem. Começou com os movimentos cadenciados de entra e sai. Entretanto, ele ainda era um sonserino e, ainda por cima, um Malfoy, então, não facilitaria tanto assim... Completamente no controle de seu corpo, intensificava os movimentos e, quando percebia que ela começava a gemer loucamente, aproximando-se do clímax, tornava-os mais lentos, frustrando a garota.
Com a boca no ouvido da bruxa, ele disse:
- Isso é por todas as vezes que me chupou e parou na hora 'h', ruiva cruel...
"Ah, seu sonserino de alma! Vamos ver...", pensou a garota que, aproveitando-se da imprevisibilidade que as vendas lhe proporcionavam, lançou as pernas em volta do corpo do loiro e girou com ele na cama, ficando por cima. Ficando ereta, começou a cavalgar no jovem.
- O que você estava dizendo, Draco?
O bruxo não gostou nada, segurando os quadris da ruiva, em uma tentativa de ditar o ritmo. Sua posição, contudo, não lhe permitia usar toda a força que possuía, pois, enquanto tinha apenas a força dos membros superiores em uma posição desprivilegiada, a garota tinha a força do corpo inteiro. A solução, então, era voltar à uma posição em que dominasse. Firmou as mãos na cintura da jovem e a jogou de volta na cama, deixando-a de lado.
Obviamente, o encaixe foi desfeito, porém o loiro logo posicionou-se de lado, atrás da dama, que já não era mais donzela há um bom tempo, penetrando-a novamente, os dois na famosa posição conhecida como "conchinha". Os dois, certamente, não eram fãs de dormir nessa posição com ninguém, mas transar já era outra história...
A grifinória não estava pronta para desistir, mas o jovem segurava forte o corpo curvilíneo à sua frente enquanto estocava de maneira ritmada. Vendo que ela não se daria por vencida, embora estivesse adorando a disputa, resolveu usar outra tática, pois queria a vitória de uma vez, além, é claro, de desejar chegar lá. Pôs uma das mãos entre as pernas da moça, acariciando-lhe a intimidade enquanto a penetrava. A outra mão continuava segurando firme a moça pela cintura, não queria novas gracinhas. A ruiva, que até então, gemia baixo, ao sentir os carinhos da mão do sonserino, começou a quase gritar.
- Ah, Draco, como você é bom! Perdi a batalha, mas... ahhhhh... é a melhor transa que eu já tive!
Ele sorriu satisfeito, também gemendo de prazer. Do jeito que estavam, não demoraria para que gozassem. E, realmente, chegaram juntos ao clímax, os dois soltando gemidos altos de satisfação.
Passaram um tempo recuperando o fôlego, aquela disputa os cansara. Um pouco depois, ela se virou para ele e sorriu:
- Acho que é 1x0 para você, coração de gelo... Terei de fazer algo em relação a esse placar...
"O coração pode ser de gelo, mas todo o resto é quente...", pensou Gina.
- Em que está pensando, ruiva? Melhor de três?
- De três? Por que não de cinco?
- Que ruiva insaciável... Quer me matar? – brincou, sorrindo.
- Ah, então, você não dá conta? Acho que vou ter de procurar outro alguém para completar a noite... – provocou.
O loiro ficou sério. Sabia que ele procuraria mesmo outro se não ficasse satisfeita. Jurara que deixaria o sentimento de posse e o egoísmo desenfreado para trás, porém lhe apertava as entranhas saber que sua melhor jogadora, seu melhor brinquedo iria ficar com outro. Sorriu e disfarçou a expressão aborrecida para que ela não percebesse.
- Não fale sobre o que não sabe, Virgínia. Quem disse que não dou conta? Você vai ver quem é que não dá conta...
"Oh, you don't mean nothing at all to me
No, you don't mean nothing at all to me
But you get what it takes to set me free?
Oh, you could mean everything to me"
"Say It Right" by Nelly Furtado
