Capítulo 11 – Traduzido por Kary

Sawyer abriu os olhos lentamente, tentando ignorar a dor estúpida que vinha da parte de trás da sua cabeça. Ao tentar mover os braços ele percebeu que eles estavam presos atrás dele, amarrados por um mental frio e duro que ele conhecia muito bem. Algemas. Eles estavam atados ao redor de uma viga fina, que estava posicionada contra suas costas. Ele vagarosamente ergueu o queixo, que estava caído entre seu peito e espiou através das mechas de cabelo que caiam em seu rosto.O lugar era frio e escuro, seja o que fosse. A única luz vinha de um lampião que funcionava a bateria. Ele olhou acima dele, num espaço negro que parecia se estender para todo o sempre

"Um depósito de sementes," ele ouviu no escuro, num tom de voz um tanto baixo. "Se eu tivesse que adivinhar, ao menos."

Era Kate. Ele moveu os cabelos e a localizou, sentada ao lado dele, numa distância de aproximadamente quinze pés. Ela parecia estar na mesma posição que ele, algemada em outra viga, com os braços nas costas. Ele a observou atentamente procurando por sinais de danos, ficando imediatamente preocupado.

"Está tudo bem," ela assegurou a ele, antes que ele perguntasse. "Eu fique esperando você acordar"

"É," ele disse num tom entediado. "Engraçado como eu consegui pegar no sono depois de ter sido atingido por um pé-de-cabra na cabeça."

Isso mereceu um riso sarcástico dela. "Eu não acho que foi um pé-de-cabra."

"Então o que foi?"

"Se eu tivesse que adivinhar? A mira de uma arma."

Ele ficou mais sério. "Quem eram? Caçadores?"

A expressão dela mudou vagarosamente, como se ela estivesse tentando esconder algo. Infelizmente, a experiência o ensinou a reconhecer esse olhar. "Não," ela disse. "Eu acho que não."

Ele esperou, olhando-a atentamente, sabendo que ela não disse tudo. Ela tentou evitar o olhar dele, mas finalmente desistiu e olhou para ele.

"Eu conheço o cara."

Sawyer a assistiu tentando decidir por que ângulo levar isso. A mente nebulosa dele já estava flutuando em pensamentos contrários e ele não conseguia decidir se essa novidade era um alivio ou um perigo ainda maior. "Você o conhece?"ele ressoou um pouco sarcástico.

"Nós temos uma história" Kate disse contrariada. Ela não parecia particularmente preocupada, o que era estranho para ele. Ela tinha algum segredo com o cara para que ele não os machucasse? Porque até agora a situação não parecia boa.

Antes que ele pudesse fazer mais perguntas, ambos se voltaram ao fim daquela sala circular, onde passos podiam ser ouvidos vindos do lado de fora. Uma porta de metal foi aberta atrás deles e então fechada de novo enquanto um homem entrava na edificação. Sawyer podia ver que o homem tinha ombros largos e provavelmente deveria ser bem forte. Ela andou até eles, com uma casualidade deliberada.

"Bem... Fico feliz em ver que estamos todos acordados agora," ele disse com uma voz sinistra e sarcástica. "Talvez eu tenha batido um pouco forte demais em você." Ele olhou para Sawyer e confidenciou a Sawyer, "Muito difícil de julgar, sabe?"

Sawyer apenas o encarou com cautela, sem responder.

Em seguida, dirigiu-se a Kate. "Como está a cabeça, Maggie?"

Ela ficou com um olhar duro e indeciso sobre ele. "Está bem."ela disse num sopro de voz. "E eu já te disse, meu nome não é Maggie."

"Tudo bem," Jason repetiu. Ele olhou para Sawyer. "Ela é alguma coisa, não? Balançando a cabeça, ele apreciou Kate e murmurou, "Única no gênero."

Então fazendo uma pausa, ele disse, ainda olhando Kate. "Como tem passado?"

"Nunca estive melhor, "ela respondeu num tom suave. "E você?"

" Eu acho que não posso dizer o mesmo," Ele disse forçando um tom arrependido. "Eu sei que você entenderia, no entanto... Com tudo que aconteceu." Ele lhe deu um olhar significativo. "Não vai nem perguntar como está a minha perna?"

Kate continuou fitando-o sem responder.

"Bem, está muito boa. Muito obrigado pela preocupação. Eles tiraram a bala... Só dói de vez em quando, quando o tempo muda. Fora isso, está novinha em folha."

"Fico feliz em ouvir isso."

"Aposto que está." Ele disse num tom de voz mais baixo e assustador. O prazer dele está diminuindo.

Sawyer sentiu o perigo no jeito que ele olhava para ela. "Odeio interromper a reunião escolar, mas você se importa de me dizer, que diabos vocês estão falando?" ele finalmente cortou a conversa. Quando nenhum respondeu, ele disse num tom mais alto e insistente. "Kate?" Ela transferiu seu olhar para ele, olhando-o com culpa.

"Ahh..." Jason disse, jogando a cabeça para trás numa expressão de entendimento, como se tivesse acabado de descobrir algo. "Então esse deve ser o mais recente. Eu percebi que ele é o seu tipo. O que você designou para esse pobre bastardo, Mags? Seqüestro? Assassinato? Talvez um disfarce, no qual você use pouca roupa?" Enquanto falava, ele ficava andando em círculos na frente dela. "O que você tem na agenda desta vez?"

Kate fechou os olhos por um segundo sentindo-se miserável mas não podia dizer nada.

Jason se moveu na direção de Sawyer. Num tom piedoso, ele disse, "Odeio ter que dizer isso a você amigo, mas sua namorada aqui? Ela não exatamente aquilo que ela inventou ser."

"Obrigado pelo aviso, amigo. "Sawyer repetiu de maneira feroz. "Mas eu sei exatamente que ela é. Sinto muito pela perna, no entanto."Ele sorriu um pouco, maliciosamente.

"Oh, você acha que sabe quem ela é?" Jason perguntou, ignorando a última parte. Ele sorriu. "Deixe-me adivinhar... E me interrompa se eu estiver errado aqui,"ele adicionou, colocando a mão no queixo, de maneira pensativa. "Ela se fez de difícil no começo. Agindo como se não quisesse você perto dela... Bancando a misteriosa e distante? Fazendo você pensar que se pudesse quebrar aquele gelo você nunca mais ia querer nada com outra mulher na sua vida."

Ele falava devagar e com amargura. Baixando o olhar até Kate, ele continuou. "Então quando você está começando a perder as esperanças, ela vem com uma daquelas histórias, certo? Qual você ouviu? Trauma de infância? Acusações falsas?" Ele parou e olhou para Kate, perguntando calmamente como se estivesse se divertindo com aquilo, "Ela lhe contou algo sobre a mãe dela?"

"Cale a boca," Kate finalmente disse, apertando os dentes. A voz dela era vacilante.

"Oh me desculpe, querida," Jason disse com falso remorso. "Estou arruinando seus planos aqui? Depois de todo trabalho que você deve ter tido para colocá-lo nisso." Ele moveu a cabeça. "Mas que pena."

Sawyer escutou aquilo sentindo suas convicções balançarem. Claro que ele não acreditou naquilo. Ele já sabia que ela tinha usado outras pessoas, que ela foi uma mentirosa a vida toda. O que eles tinham era diferente, não importa o que esse patético bastardo dissesse que sabia. Rapidamente pôs na sua cabeça que cada instante de seu passado juntos apoiaria suas crenças.

Aquilo era apenas uma tática, um jeito de acabar com ela, de conseguir algum tipo de vingança doentia, por qualquer razão. Ele não tinha nada em comum com bonitinho burro. Graças a Deus.

"Porque você não está na cadeia?" Kate perguntou a Jason.

"Eu estava," ele disse. "Fiquei apenas um ano e meio."

"Como você arranjou isso?" ela perguntou com genuína curiosidade e Sawyer pensou, que admirável bagatela.

"Tive um bom advogado."Ele fez uma pausa mostrando-se hesitante ou talvez embaraçado. "Ele apareceu com uma defesa bem sólida. O juiz engoliu ao menos."

Kate mordeu o lábio lutando contra um sorriso. Ela mostrou-se lentamente. "Posso imaginar."

"É?" Jason perguntou, começando a ficar enfurecido.

Ela olhou para ele, claramente entretida. "Ele provavelmente disse a eles que você foi iludido, certo? Que você era apenas um pobre e traído perdedor que foi forçado a isso por uma namorada dominadora?"

"Você acha isso engraçado?" ele perguntou calmamente, dando um passo a frente dela, seu rosto estava escurecido. Sawyer ficou tenso, reconhecendo o perigo vindo de um homem no fim da linha. Porque diabos ela estava provocando ele?

"Como você a encontrou?"Sawyer perguntou de repente, para distraí-lo.

Jason parou, e então resolveu morder a isca. "Você não acreditaria se eu contasse." Ele disse.

"Tente."

"Tudo bem." Ele se virou para Kate. "Você lembra de Nick?"

"Sim,"ela disse tristemente."Eu lembro dele."

" Imaginei que sim, considerando que você deu um tiro no estomâgo dele."

"Ele...?" Ela parou, atormentada.

"Ele viveu."Jason fez uma pausa. "Sinto desapontá-la"

Kate baixou os olhos de novo e Sawyer pode ver o alívio que ela sentiu.

"Eu deveria ter ouvido o bastardo estúpido desde o começo. Ele me disse pra não confiar em você... Quando eu perguntava porque, ele disse que ele não colocaria um dedo nisso." Jason riu amargamente. "Quem diria que um idiota como aquele teria instintos tão bons? Ele fez uma pausa, perdido em suas memórias e continuou. "De qualquer maneira... Com todo o tempo que ele passou no hospital e o fato de que ele estava perto da morte... A sentença dele foi mais suave que a minha. Depois que ele saiu, voltou pra sua velha cidade para se recuperar." Ele olhou pra ela profundamente. "Eu não creio que você se lembre de onde Nick era, por acaso, não Maggie?"

Ele pode ver a momentânia confusão de Kate e o reconhecimento dela por um segundo, do que aquilo se tratava. Ela baixou os olhos com um pequeno sorriso e balançou a cabeça. "Indiana."ela sussurrou.

"Dê o prêmio à dama," Jason disse. Um sorriso frio e irônico surgiu nos lábios dele. "Está certo, a boa e velha, Jasper, Indiana."

O nome era surpreendentemente familiar a Sawyer também. Foi a cidade que eles estiveram quando Casey os deixou e onde ele ficou doente. Eles ficaram lá por três dias, indo embora apenas essa manhã. "Essa história chega há algum lugar pra você?" ele perguntou impacientemente "Ou você sempre algema pessoas para fazê-las escutar suas anedotas chatas?"

Jason dirigiu um a ele um olhar cheio de raiva controlada, mas ele voltou a Kate e continuou. "Então, esses dias eu recebi uma ligação de Nick. Não falava com ele há mil anos então imaginei que ele queria por o papo em dia. Mas não, na verdade ele queria me passar uma informação." Ele disse olhando firmemente para Kate. "Sabe, Nick não teve exatamente uma vida fácil desde que você sumiu, Mags. A namorada chutou ele... Ele teve que se fixar numa merda de emprego e numa merda de apartamento... E pra piorar, o carro dele capotou. O que significa, é claro que agora ele tem que tomar o ônibus."

Uma luz de entendimento passou pelo rosto de Kate. Sawyer pode detectar arrependimento ali.

"Então Nick me contou que quando estava no caminho de casa, depois do trabalho, dia desses, notou uma coisa muito estranha do lado de fora de sua janela. Ele disse que viu Maggie, para todas as pessoas paradas no ponto de ônibus brigando com o motorista por algum motivo." Jason olhou para Sawyer de maneira incrédula. "Obviamente eu disse que ele estava louco... que deveria deixar suas mágoas para trás um pouco. Mas ele continuava insistindo que era ela. Ele disse que te reconheceria em qualquer lugar."

Kate não disse nada. Ela parecia infeliz.

"Eu sabia que era uma longa viagem." Jason disse. "Mas ai entendi, que diabos? O que eu tenho a perder? Então tomei o voô bem cedo e cheguei assim que pude. Andando pela área por uns dias, mantendo meus olhos bem atentos. Não vi nem a sua sombra. Exatamente como eu esperava." Ele soava amargo. "Então quando eu estava cansado d pagar pela porcaria de aluguel do carro eu decidi jogar a tolha. Imaginei que você já estava longe de qualquer maneira. Dirigi por todo o caminho até o aeroporto antes de parar para encher o tanque. E então," ele parou sorrindo com verdadeira alegria. "Quem eu vejo no posto de gasolina em plena luz do dia, parada perto da caminhonete mais feia que já vi na minha vida?"

Kate continuava em silêncio. Sawyer sabia exatamente o que ela estava sentindo, porque ele se sentia da mesma maneira. Eles ficaram confortáveis e baixaram a aguarda demais. Depois de chegar tão longe em total obscuridade, eles ficaram a mercê da segurança. E isso foi o que os pegou.

"Bem," Jason disse com uma risada fria. "Eu acho que as vezes as estrelas simplesmente se alinham."

"Você nos seguiu o dia todo?" Kate finalmente perguntou.

"É. Muito bom não? Oh, e eu devo agradecer a vocês, independente de qual de vocês teve a brilhante idéia de parar perto do rio, no meio do nada. Realmente facilitou meu trabalho."

"Eu tenho que dizer, eu estou impressionada." Kate disse num tom de voz frio e suave. "Eu não tinha que idéia que você era capaz de segurar um manter um rancor por tanto tempo, Jason. Pelo que eu lembro, você não era capaz de fazer nada por muito tempo."

"É mesmo?" ele perguntou seriamente, se ajoelhando em frente a ela, seus olhos azuis brilhavam com uma luz perigosa. "Então eu acho que você me subestimou." Seu tom se tornou ameaçador novamente. "Você lembra da última coisa que eu te disse no banco? Eu avisei você que deveria ter me matado, porque se não matasse..." Ele ergueu os braços e gesticulou em volta então se virou para ela e disse, "Mas não é muito tarde agora, não?"

Kate não respondeu. Ele se inclinou em direção a ela e ela se afastou dele o quanto pode. Com uma ternura perturbadora, Jason ergueu e penteu uma mecha do cabelo dela, empurrando-a do rosto. Kate virou a cabeça com uma expressão enojada.

Sawyer sentiu uma onda de adrenalina surgindo dentro dele. Ele puxou os braços contra as algemas com toda força, num gesto inútil.

"Eu esperei por isso por muito tempo, Maggie." Jason sussurrou.

Kate o assistiu com cuidado, se inclinando mostrando agora um traço de medo real.

De repente, a tensão do momento se dissipou absurdamente com o som de uma música que vinha do bolso de Jason. Era o tema de "Star Wars". Todos congelaram por um momento. Kate e Sawyer olharam um para o outro, desnorteados. Um tanto desconfortável, Jason colocou a mão no bolso e tirou o celular.

"Campainha legal," Sawyer murmurou com desdém.

Jason ficou em pé, dando-lhe um olhar letal a ele. Ele levou o telefone até a orelha. "Sim?" Depois de poucos segundos, ele diminuiu o tom de voz. "Eu tenho que aceitar isso," ele disse, escorregando em sua conduta suave e malévola. "Tenho certeza que você entende."

Enquanto ele caminhava em direção a porta, Sawyer o chamou. "Nós esperaremos aqui!"

Kate deu a ele um olhar exasperado. Ele sorriu sarcasticamente para ela. Por alguns segundos nenhum dos dois falou qualquer coisa que seja.

Finalmente ela disse, com um olhar distante. "Sinto muito." Ela disse suavemente.

Sawyer não respondeu em seguida. "Bem, que diabos você estava fazendo num ponto de ônibus?" ele perguntou eventualmente.

Ela parecia surpresa ao constatar que era essa a resposta que o interessava mas respondeu mesmo assim.

"Pensei que você o banco de um parque."

"Um banco de parque?" Ele a olhou como se ela fosse louca. "Você tem alguma deficiência de aprendizado a qual não me contou, Freckles?"

"Foi no dia que você ficou doente,"ela disse em defensiva." E eu estava preocupada. Eu não estava pensando claramente."

Ele continou a encará-la.

"Eu cometi um erro, está bem? Eu não sou perfeita."

"Isso com toda maldita certeza." Ele resmungou.

"Você quer falar sobre erros? Está bem, ótimo... Porque você saiu?" Ela perguntou de maneira acusativa. "O que ele disse para convencer você a descer da caminhote sem uma arma?"

"Eu nem sequer vi o filho-da-mãe. Eu já estava fora da caminhonete!"

"Porque?"

"Porque eu estava pensando em começar procurar por você... Pensei que você tinha ido muito longe e algo pudesse ter acontecido." Ela soava taciturno.

Kate olhou para o chão, então voltou os olhos para ele novamente um tanto encabulada. Depois de alguns segundos ela disse, "Não nos traz nada de bom ficar culpando um ao outro. O que está feito está feito."

Sawyer ficou quieto por um minuto ou mais. Então ergueu a cabeça e olhou para ela com uma expressão dura. "Você dormiu com aquele cara?"

Ela olhou para ele, obviamente ofendida com a pergunta. "O que você acha?" ela perguntou com a voz baixa.

Ele não respondeu, apenas continuou a olhá-la. "Você viveu com ele?"

Kate inspirou profundamente num gesto entediado e claramente não querendo responder. "Sim," ela disse desviando o olhar.

"Por quanto tempo?"

Ela balançou a cabeça com descrença. "Sawyer..."

"Por quanto tempo?" Ele repetiu com enfâse.

Ela finalmente olhou dentro dos olhos dele. "Três meses," ela sussurrou.

Mordendo suavemente o lábio, ele desviou o olhar dela com uma expressão enojada, balançando a cabeça. Ele nem sequer replicou.

"Não aja tão surpreso," ela disse amargamente. "Você sabe como eu vivi… Você sabe o que eu tive que fazer."

"O que eu posso dizer, querida?" ele perguntou. "Ouvir sobre isso é uma coisa. Mas eu acho que é um pouco diferente ter que enfrentar cara a cara o que você fez," ele disse com ênfase nas últimas palavras.

"É mesmo?" ela disse num tom de voz emotivo. "Eu poderia dizer o mesmo sobre Norman. Você se lembra dele, certo?"

Sawyer a encarou.

"Ouvir sobre seus dias de glória como um golpista nato não foi o mesmo que assistir alguém dar um tiro na própria cabeça na minha frente. Mas eu suponho que isso seja diferente, não? Ela disse com sarcasmo. "Porque é sobre você."

Eles olharam um para o outro desafiadoramente entre a intransponível distância que os separava. A conversa parecia ter caminhado para um rumo mortal e nenhum dos dois sabia como voltar para um caminho seguro.

Antes que tentassem porém, Jason girou a maçanete e entrou novamente. Havia uma arma presa em seu quadril que não estava ali antes.

Saywer oscilou a cabeça em volta olhando a ele de uma forma penosa. "Encontrou sua luz, sabre? Ele perguntou.

Jason parou e olhou para ele friamente. "Você realmente pegou as sobras no topo do barril ultimamente, não, Maggie?" ele olhou para Kate com alguma simpatia.

"Porque você continua me chamando assim?" ela perguntou com os olhos fechados, mostrando-se exausta.

"Do que você gostaria que eu te chamasse?" Ele se ajoelhou de frente para ela novamente. "Eu posso pensar em outros nomes que seriam apropriados, mas algo me diz que você não apreciaria ser referida como uma "piranha fria e sem coração"de qualquer maneira. Ele deu um leve sorriso e desviou o olhar.

Encarando-a desconfortavelmente ele continuou a examinando, correndo os olhos com aparente satisfação. "Você parece diferente. Onde está todo aquele delineador preto que você costumava gostar tanto?" Ela o ignorou e ele segurou o queixo dela e forçou-a na direção dele. "Deus, eu costumava amar quando você se fazia parecer como uma prostituta para mim,"ele sussurrou. Então riu amargamente. " Por acaso eu sabia até então que isso era tudo que você era? Quer dizer, se você quiser ser prática."

"O que você quer? Ela perguntou encarando-o.

"Como que é?" Ele largou o rosto dela.

"O que você quer, Jason? Você se deu o trabalho de nos trazer aqui... O que você quer de mim?"

"O que eu quero?" ele repetiu de maneira incrédula. "Ela quer saber o que eu quero. Bem deixe-me explorar algumas sugestões. Que tal todos esses meses perdidos da minha vida gastos com você? Que tal o dinheiro e a comida que você desperdiçou enquanto esteve comigo? Afinal, você praticamente viveu como uma parasita, não foi? E que tal o dinheiro do banco que você fdeu? Ou, ainda tenho uma idéia, Mags." Ele parou e começou a falar num tom baixo e perigoso, se aproximando dos olhos dela."Que tal o ano e meio que passei na cadeia por causa da sua traição? Você quer me devolver isso, não?"

Kate olhou para o chão tensamente, sem responder.

"Eu acho que não," ele sussurrou. "Mas sabe o que? Seria uma mentira dizer que esse tempo foi perdido, porque sabe como eu passei cada hora nesse celular? Eu passei pensando o que eu faria se encontrasse você de novo. Então não se preocupe... nós estamos cheios de opções para você escolher." Ele fez uma pausa sorriu um pouco. "Só por curiosidade… Não foi você que me disse uma vez que não gostava de supérfluos?"

Então ela o encarou novamente com uma sugestão de nervosismo na expressão.

Ele parecia satisfeito."Apenas pensando."

"Nós temos dinheiro,"Sawyer disse, ficando perturbado pelo jeito lunático que ele falava com Kate. "Seja o que for que ela tomou de você... Eu pago de volta."

Jason olhou para desdenhosamente. "Oh, isso não é meigo. Você acha que quero seu dinheiro? Isso é entre eu e ela. No entanto, eu não deixaria mais ninguém pagar a saída dela disso."Ele olhou para Kate novamente. " Eu acho que é hora de nós dois darmos uma caminhada. O que você me diz?"

Kate deu uma olhada rápida para Sawyer e ele pode ver o pavor que crescia dentro dela e ela tentava esconder. "Eu não vou a lugar algum com você,"ela disse calmamente.

"Você acha que não?" Jason perguntou. "Fique de pé."

Ela não se mexu.

Ele deu um passo mais perto dela. "Eu disse, fique de pé,"repetindo com uma voz mais baixa.

"Vai pro inferno,"ela murmurou.

Se abaixando, ele a fez ficar numa posição de pé violentamente, batendo as costas dela com força contra a barra na qual ela estava encostada. Ela estremeceu e fechou os olhos.

"Não se preocupe," Jason disse por cima do ombro para Sawyer, que também tinha levantado de pé com sua raiva impotente. "Ela gosta disso, sabe." Ele tirou do bolso as chaves para as algemas, ainda falando. "Como nos velhos tempos, certo Mags? Ah, você lembra do vídeo que fizemos?"

Kate aparentou ficar enojada por essas palavras.

"Eu imaginei que você lembraria. Eu lembro o quanto relutante você estava... E o quanto você tentou me fazer desistir dele... Fingindo ser toda tímida. Dizendo que você não era esse tipo de garota."Ele considerou. "No entanto, pensando bem, você provavelmente estava só fingindo, certo?"

Agora Kate olhou para ele com um sorriso que revelava traços maliciosos. "Quer saber a verdade, Jason?"ela perguntou suavemente. "Essa não foi a única coisa que eu estava fingindo."

Sawyer teve meio segundo para apreciar a perfeição do comentário dela antes que um estalo preenchesse o ar enquanto a mão de Jason pousasse no rosto dela. A cabeça dela caiu para o lado e então caiu para frente. Ele pode ver traços de sangue pingando do nariz dela, e então rangeu os dentes num acesso de raiva que na verdade perturbava a visão dele. "Seu filho da mãe," ele disse num tom selvagem.

"Porque você tenta me magoar, querida?" Jason perguntou sentido-se culpado, ignorando Sawyer. "Porque sempre tem que ser assim? Você nunca aprende a manter a sua boca fechada, não?" Kate respirava com dificuldade, se recuperando da bofetada. Ela não olhou para ele.

"Você sabe que eu teria feito qualquer coisa por você?"ele continuou. "Eu era louco por você... Você tem que saber disso. Quando você apareceu com a idéia de assaltar um banco, Eu pensei que fosse estava fora do seu juízo perfeito. Mas também pensei que era o cara mais sortudo da Terra."Ele esperou um segundo, aparentemente perdido em pensamentos do passado. Pela primeira vez ele aparentou estar verdadeiramente triste. "É provavelmente uma má idéia, mas agora que você está aqui... Eu tenho que perguntar." Ele olhou para ela fixamente. "Pelo menos um pouco foi real? Ou você tinha tudo planejado desde o começo? Você me escolheu porque você pensou que eu era o candidato mais provável a conseguir o que você queria?"

Kate o encarou. A aparência dele tinha se suavizado um pouco, então ela observou quase com pena. Ela olhou de relance para Sawyer como se ela não quisesse que ele ouvisse isso e disse para Jason baixinho, "Chegue mais perto."

Jason parecia surpreso, mas tinha um vago olhar esperançoso em seus olhos. "Ah, então você quer contar segredos?" Ele se aproximou dela, inclinando a cabeça para que ela lhe falasse no ouvido.

Ele estava a uma distância de poucos milímetros dela, então ela trouxe o joelho até a virilha dele com toda força. Ele se curvou levemente, deixando as chaves caírem no chão. Imediatamente Kate moveu o pé e cobriu as chaves, tentando trazê-las para si. Jason se recuperou o suficiente para revidar, e Sawyer assistia com horror enquanto ele socava o estômago dela. Quase sem ar nos pulmões, ela se dobrou, caindo contra o poste. O rosto dela estava pálido de dor, e ela gemia com fraqueza, dobrando-se para o chão.

Sawyer o viu começar a levantar o pé com a intenção de chutá-la. "Hey!" ele gritou friamente, sua voz ecoando no interior do local. Jason se virou para ele nervoso. "Muito impressionante o showzinho que você acabou de dar. Nossa, eu com certeza queria ter a coragem para bater numa garota quando ela está caída," Sawyer continuou sarcasticamente, tentando mantê-lo longe de Kate. "Mas isso é que faz um homem de verdade, não?"

"Estou te avisando..."Jason começou num tom ameaçador, se movendo em direção a ele.

"Claro,"Sawyer o imterrompeu sem ouvir." Acho que não tem outro jeito de você fazer isso, não? Porque nós dois sabemos que se os dois braços dela estivessem livres, ela já teria acabado com você."

O punho que atingiu o rosto dele foi bem vindo, a dor soava como algum tipo de triunfo. Ele jogou o cabelo para trás e levantou os olhos até Jason com um pingo de divertimento nos olhos. "Olha você quase me machucou. Onde aprendeu essa manobra? No porão da sua mãe com figurinhas de luta?"

Ele bateu mais baixo dessa vez, separando os lábios dos dentes dele.

"Pare," Kate apelou num tom de voz vacilante.

Sawyer continuou falando, ganhando tempo. "Eu aposto que você tinha um desses sacos de pancada com areia no fundo, certo? Provavelmente tinha a forma do Darth Vader..."

Jason bateu nele de novo, a cabeça batendo contra a barra de metal atrás dele com um som estalado. A consciência dele oscilou e pontos cinzas tentavam engolir a visão dele.

"Pare!"Kate chorou desesperadamente. "Por favor…" Ela continuava chorando.

"Você tem algo mais a dizer, espertinho?"Jason perguntou, ainda de pé pronto para acabar com ele completamente.

Sawyer olhou para Kate."Não,"ela pediu com uma voz fraca, implorando para ele não levar aquilo mais longe. Ele a encarou de volta, agonizando. Ela parecia desamparada e miserável, as lágrimas se misturavam com o sangue no rosto dela e não havia nada que ele pudesse fazer. Ele estava a quinze passos de distância dela e não podia tocá-la. Era uma tortura maior do que qualquer outra coisa que ele tivesse experimentado. Não importava mais que tudo aquilo fosse culpa dela. Se ele pudesse simplesmente chegar até ela e livrá-la de tudo aquilo, ele a perdoaria por qualquer coisa no mundo.

"Deus.,"Jason disse quando ele não respondeu. "Então talvez nós possamos ajeitar as coisas aqui. Quer tentar de novo?"Ele perguntou a Kate. "Está pronta para ir dar uma caminhada agora?"

Ela não tinha mais coração suficiente para resistir, aparentemente. Ela ergueu a cabeça que estava virada sobre o ombro. "Ok,"ela sussurrou.

"Foi o que eu pensei," ele disse encorajando-a. Girando as chaves ele circulou e se pos atrás dela se agachando. "Vai ser uma boa garota dessa vez?" ele perguntou no ouvido dela.

Kate olhou para Sawyer, e ele pode ver imediatamente o que ela iria fazer. Ele balançou a cabeça para alertá-la. Era perigoso demais para se dar ao trabalho. Mas ele sabia que seus esforços tinham sido inúteis. Era da natureza dela fazer tudo que fosse preciso para se defender, sendo arriscado ou não.

Jason virou a chave, tentando segurar ambos os braços de Kate para que ela não pudesse movê-los. Mas num instante, ela trouxe a mão direita para trás e agarrou a arma na cintura dele. Antes que ela pudesse trazer a arma para si, ele agarrou-lhe a outra mão e a jogou no chão, o rosto esfregando contra o concreto com uma força cruel. A arma caiu na direção de Sawyer, mas não perto o suficiente para que ele a alcançasse.

Com o joelho esmagando as costas dela, Jason apertou as algemas novamente aos pulsos de Kate, respirando com dificuldade. "Ela é uma megera não é?" ele perguntou a Sawyer, quase com orgulho. "Algumas coisas nunca mudam."

"Eu vou matar você," Sawyer disse numa voz séria e perigosa, olhando fixamente nos olhos do outro homem. Não era um aviso ou uma ameaça, simplesmente uma afirmação do inevitável. Uma chama de medo cruzou os olhos de Jason, mas ele se recuperou imediatamente. Arrancando Kate do chão, puxando-a pelos cabelos ele replicou, "Veremos."

Ela estava titubeando a principio, a dor a fazia oscilar, mas sua força voltava aos poucos. Jason a amparou, levantando-a e instruindo, "Diga adeus ao seu amigo."

Sawyer a olhou e os olhos de ambos se encontraram. Ela o encarou miseravelmente, sem tentar dizer nada. Quanto a ele, não conseguia formar pensamentos coerentes. Simplesmente a assistiu de longe, sentindo-se impotente e desamparado com relação a tudo que poderia acontecer, ele sabia que havia falhado com ela.

"Você não acha que deve pelo menos isso a ele?"Jason perguntou. "Bem, tenho que dizer que estou surpreso." Inclinando-se ele ajuntou a arma do chão. "Ande." Ele ordenou apontando-a na direção da porta. Quando ela hesitou, ele a empurrou com força, obrigando-a a começar. Ela tropeçou, mas conseguiu se equilibrar para não cair e então continuou andando por conta própria. Jason a seguiu, empurrando-a novamente quando ela parou e se virou para olhar para Sawyer.

A maçaneta girou, abrindo a porta novamente e eles passaram por ela. Quando fechou novamente, o trinco estalou e ele pode ouvir os passos deles desaparecendo aos poucos.

Então houve o silêncio.

Por um tempo, Sawyer forçou os pulsos contra suas algemas com toda sua energia, desesperado, rangendo os dentes num ato frustrado como um louco. Ele forçou a corrente contra o metal violentamente tentando arrebentá-la. Ele tentou passar os punhos pelas aberturas não se importando, caso rasgasse sua pele ou quebrasse algum dedo no processo. El deu chutes contra a barra, tentando se livrar da coisa toda então ele poderia deslizar para fora dela. Nenhuma dessas atitudes provocou efeito algum. Não havia maneira nenhuma de sair dali.

Eventualmente, ele pode sentir sua força abandonando-o aos poucos. Era muito tarde da noite agora, e ele estava exausto. Ele podia sentir a fraqueza em suas juntas, os indícios do vírus que tinha recém o deixado. Sua cabeça latejava devido a todos os golpes que tinha recebido nas últimas horas, e a umidade lhe causava arrepios, o ar estava frio. Quanto mais ele tentava manter-se acordado e ouvir, mais ele percebia que estava perdendo a batalha. O lugar estava mortalmente silencioso, e contudo, ele forçava seus ouvidos, tentando ouvir qualquer barulho lá fora, mas não conseguia ouvir absolutamente nada além de alguns pingos de água vindos de algum lugar. Isso o fez perceber quanta sede ele tinha e como ele devia estar ficando desidratado. Ele estava tão louco de preocupação com Kate que seus pensamentos adquiriram uma qualidade febril e distorcida. Ele não tinha noção de quanto tempo havia se passado, poderiam ter sido horas ou vinte minutos.

Quando ele ouviu a porta pesada, abrindo-se novamente, ele estava convencido a principio que era apenas sua imaginação, que era alucinação como ele teve algumas noites atrás. Mas ele se distanciou desses pensamentos e se concentrou na sólida e palpável realidade que estava acontecendo.

Para seu total assombro, kate entrou primeiro sem algemas e com os braços livres. Jason a seguia. Ambos se moviam casualmente e sem pressa. Ela havia lavado o sangue do rosto e ele estava aliviado ao ver que já havia alguma cor em suas bochechas. Ela encontrou os olhos dele, mas desviou rapidamente, como se sentisse culpa por algo.

"Parece que tivemos uma pequena mudança de planos," Jason anunciou. Ele parecia animado. Voltando-se para Kate, ele perguntou, "Você quer contar a grande novidade ou deixa para mim?"

Ignorando-o Kate se ajoelhou de frente para Sawyer. Ela olhou para o chão a principio, mordendo o lábio. Então inspirou profundamente e o olhou. Ele percebeu a confusão evidente em sua expressão.

"Eu sinto muito," ela sussurrou, balançando a cabeça um pouco. Ela tinha um olhar sincero. Fazendo uma pausa por um segundo, ela adicionou tristemente, "Mas você sabia que isso aconteceria eventualmente."

"Que diabos você está fazendo?" Sawyer perguntou calmamente, tentando ver sentido naquilo.

Ao invés de responder, ela se inclinou na direção dele, levando os lábios aos dele. Ela o beijou profundamente, e ele a beijou de volta, ignorando a insanidade da situação. Diabos, ele estava vivo não estava? Mas alguma coisa era perturbante e familiar. Então veio um flash em sua mente e isso era quase como o exato retrato de como o primeiro beijo deles aconteceu, com as mãos presas nas costas, sem poder alcançá-la. Assim como antes, ele tinha gosto de sangue nos lábios e sabia que ela podia sentir também.

Quando ela se afastou, levou um segundo para que abrisse os olhos. Ele a encarou com um olhar de dúvida. "Kate..."ele disse. Jason assistia tudo com interesse.

Então com quase um delicadeza suave, ela adentrou a frente da jaqueta que ele estava usando e lentamente puxou para fora o pequeno envelope de papel que ele carregava ali, perto de seu corpo. Ele a observou com espanto. Abrindo o envelope ela observou o que havia dentro.

"Está tudo ai?" Jason perguntou, se aproximando.

"Sim," ela disse com um meio sorriso, virando a cabeça para ele.

Jason assobiou de maneira apreciativa, pegando o envelope e contando. Sawyer o assistiu em transe. De repente ele sentiu uma pressão em sua perna. Ele voltou sua atenção a Kate que o encarava fixamente. Havia outra expressão em seus olhos agora, diferente da aparente satisfação anterior. Era significativo e direto e ele sabia que ela tentava dizer algo. Ele fez esforço para tentar ler a expressão dela e entender o que ela queria comunicar. Isso normalmente era fácil para eles, mas agora ele não entendia nada dessa cena. O senso de traição o roía por dentro como um ácido.

Jason levantou os olhos e Kate rapidamente parou de encarar Sawyer e resumiu sua expressão anterior. Lentamente ela ficou de pé e se afastou. "O que eu posso dizer, cara?" Jason perguntou a Sawyer. Ele colocou um braço sobre Kate possessivamente, depositando a mão sobre sua barriga. "É engraçado as voltas que acontecem as vezes não?" Empurrando o cabelo dela para trás, ele levou os lábios ao pescoço dela. Ela não mudou de expressão, parecendo não se importar nenhum pouco. Seu rosto tinha uma expressão distante e serena.

Erguendo a cabeça novamente, Jason apontou a arma para Sawyer.

"Espere," Kate disse rapidamente, num tom calmo e com uma voz tremida. Ela se virou para ele. "O que você está fazendo?"

Ele olhou para ela como se ela fosse uma idiota. "Você acha que vou deixá-lo ir? Ele vai direto a policia!"

"Nós não vamos deixá-lo ir,"ela disse com a conduta anterior. Calmamente, ela parou em frente a Jason e empurrou a arma para baixo. "Eu pensei que deixaríamos ele aqui. Não há ninguém por perto... Esse lugar está no meio do nada."

Jason a olhou com cuidado. "Então ele morrerá de fome... pode demorar semanas até que ele morra."

"O que significa," Kate disse cuidadosamente, tirando a arma dele e colocando num lugar seguro. "que economizaremos uma bala."

Um lento sorriso cresceu no rosto de Jason e ele balançou a cabeça. "Diabos, você continua pervertida como sempre. Eu amo isso."

Ela deu um sorriso maldoso. "Vamos embora," ela disse, soando animada.

"Tudo que você disser, querida,"ele concordou, virando-se para a porta e esquecendo de Sawyer. Ele tinha os ares de um homem que não podia crer em sua própria sorte.

Kate deu um último olhar a Sawyer, aquele olhar significante surgindo mais uma vez. Jason segurou a porta aberta para ela, ela passou por ela, não olhando para trás novamente.

Sawyer foi deixado sozinho uma segunda vez aquela noite.

Ele fechou os olhos, miseravelmente, escutando o som da água que pingava, esperando para ver se ela voltaria.

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