Capitulo X

Hoje completa três semanas que eu e Lily terminamos; mas eu não dou a mínima, já que estou saindo com a Cindy há... há... um período de tempo que é, exatamente... hmmm... Bem grande.

E hoje é um dia realmente bom, porque estou às boas com meus amigos novamente; embora Sirius ainda ande um tanto frio. Ele resmungou algo sobre Anya não precisar ficar sabendo de detalhes íntimos da vida dele, e está meio que me dando um gelo. O engraçado é que Anny disse exatamente a mesma coisa em relação a ele, e não foi tão rancorosa comigo – talvez seja porque não foi ela quem broxou como primo mais gostoso e debochado da família, mas enfim. Bella vai zoar o Sirius por todo o sempre.

E eu estava pensando justamente nisso, recolhido à minha insignificância, quando a porta da minha sala abriu com um estrondo, e Prewett entrou como uma bala, quase me matando do coração. Ele estava acompanhado de um cara que eu não conhecia, e os dois estavam discutindo.

- De jeito nenhum! – ele rosnou.

- Apenas peça! – o outro tornou, revirando os olhos – Você já está aqui mesmo...

Fiquei encarando os dois, completamente confuso, até que me veio a luz.

Prewett precisa de mim para alguma coisa!

Sorri presunçosamente.

- Eu nem falei nada, e já olhe o sorriso dele! – Prewett deve ser subordinado a esse cara, porque apenas suspirou, derrotado – Certo. Escute, Potter, aquele problema que tivemos um tempo atrás em Essex se agravou. Tráfico de artefatos mágicos, e suspeitamos que aqueles tais Comensais da Morte estejam por trás disso. Dois trouxas morreram na noite passada, em eventos possivelmente relacionados a esse.

Fiquei calado, aguardando mais informações.

- Preciso que você leve uma equipe até lá e resolva o problema, já que fui designado para investigar essas mortes, em outra missão.

Estou comendo moscas há semanas, e ele acha que eu vou recusar só porque é ele quem está pedindo?

Ora, francamente! Eu tenho orgulho, mas também tenho cérebro.

- Então, o que me diz?

Não os surpreende saber que o meu orgulho é maior que meu cérebro, não é?

- Eu estou suspenso. – respondi, analisando uns relatórios antigos com profundo interesse. – Você bem sabe por quê.

- Já resolvemos esse problema, Sr. Potter. – o outro cara falou, com voz enérgica, pela primeira vez se dirigindo a mim.

- Ótimo. – sorri, entrelaçando as mãos – Quero o Longbottom, a Dickenson e a Evans. O resto fica a seu critério.

- Por que a Lily? – Prewett perguntou, com os olhos estreitos.

- Fechado! – o desconhecido cortou, meio que puxando Prewett para fora da sala, antes que eu mudasse de idéia. – Em meia hora eles estarão aqui, prontos para a missão.

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Essa é a tão famosa pontualidade britânica. Depois de exatos trinta minutos, Lily entrou na sala (completamente emburrada), seguida de Anny, Frank, Fabian Prewett e uma linda moça que infelizmente eu não conheço, mas me parece familiar.

- Hm, olá. – acenei, desviando os olhos de Lily para a moça nova.

- James, essa é Emmaline Vance – apresentou Frank – Ela é amiga da Alice, e foi transferida para a nossa equipe.

- Agora pergunte o motivo... – resmungou Lily, revirando os olhos, de braços cruzados.

- Comportamento agressivo – explicou Frank, um tanto receoso, olhando de soslaio para Emmaline.

- O QUÊ? – fiquei chocado. Ela tinha um sorriso tão bonito, e olhos brilhantes e... Nossa.

- O imbecil de assediou, ué. – ela disse, exasperada. – Você queria o quê? Que eu deixasse ele apalpar o meu traseiro?

- O "imbecil" a quem ela se refere é Rufus Scrimgeour. – sussurrou Anny, assombrada.

Meu queixo foi ao chão.

Scrimgeour é um dos melhores e mais experientes aurores da Divisão, e sério candidato a ocupar o lugar do Moody, assim que ele endoidar de vez e tiver que se aposentar. Como ela teve coragem de agredi-lo? E como não foi demitida? Eu deixaria ele pegar na minha bunda pra não perder o emprego!

- Ok, deixa pra lá. – acenei com descaso, afastando o assunto. – Vamos até a Seção de Chaves de Portais, agora. E, depois, Essex.

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Essa cidadezinha é tão pacata... ¬¬

Olhei pra trás, enquanto andávamos pela cidade, e Emmaline – que conversava com Fabian – me deu um sorriso. Será que ela me bate se eu a chamar pra sair?

- Hey, James! – Anya se apressou a me acompanhar – Como estão as coisas com Sirius?

- Estranhas, ainda. – suspirei – Anny, posso te perguntar uma coisa?

- Claro, James. Até duas, se você quiser – ela sorriu.

- Por que você ficou tão chateada com o que contei ao Sirius?

O sorriso murchou, e ela foi chutando uma pedrinha. Depois de um tempo, decidiu falar.

- Sirius e eu tivemos uma...

- Uma... – incentivei.

- Coisa.

- Certo. Uma coisa.

- É.

- Hmm. – Ah, desisto! – 'Tá, e o que é "uma coisa"?

- É uma... Coisa. Sei lá! – ela disse, e eu só ergui uma sobrancelha – Ok. É tipo um caso, mas sem a parte física.

E, por acaso existe "caso sem parte física?". Tsc tsc... Loira maluca.

- ?

- Mas ficou mal resolvido, e eu não queria que ele soubesse que...

- Hey, James! – Fabian gritou, lá de trás – O lugar não é aquele?

Olhei para onde ele apontava, e vi um galpão enorme, sem janelas, que parecia não ver um balde e uma vassoura há anos. Chegamos mais perto, e Frank arrombou uma das portas laterais.

O que havia lá dentro me surpreendeu. Sinceramente, eu nunca tinha visto tanta coisa assim reunida: Sangue de dragão, pêlo de unicórnio, várias poções de difícil fabricação, e mais uma porção de artefatos mágicos. Em sua maioria não-perigosos, verdade, mas muito raros.

Lily me chamou de uma sala no fundo do galpão, onde havia uns ovos estranhos, e uma meia dúzia de animais que eu nunca vi na vida, enjaulados num canto.

- De onde vem tudo isso? – a ruiva indagou, analisando de forma receosa um animal que lembrava toscamente um cavalo, mas tinha o tamanho de um pooddle.

- Não faço idéia. – respondi com sinceridade.

Assim que voltamos à parte principal do galpão, ouvimos risadas e som de conversa, se aproximando a passos largos. Preocupados, nos separamos, e cada um se escondeu da maneira que pôde, com a varinha em punho.

Dois caras conversavam animados do lado de fora, sobre a facilidade de importações subversivas que bons contatos podiam proporcionar. Depois de um tempo, despediram-se, e um só entrou.

Ele caminhou, assoviando qualquer coisa, e largou a pilha de caixas que carregava ao lado do balcão em que Emmaline se escondia, mas por sorte não a viu. Assim que virou as costas, entretanto, ela investiu contra ele, derrubando-o no chão.

O homem ainda ficou se debatendo, mas parou ao ver cinco varinhas apontadas para seu rosto. Quando indagado, disse ser Augustus Fletcher.

- Eu sabia que o conhecia de algum lugar! – exclamou Frank. Apontou para ele mesmo e para Fabian – Pegamos ele e o irmão, Mundungus, tentando vender uma mecha falsa do cabelo de Merlin para uma senhora de 97 anos.

- É. – concordou Fabian – Mas parece que ele abandonou o irmão, e trocou a vida de reles muambeiro pela de contrabandista.

- Hey, eu não sou contrabandista! – reclamou Fletcher, ofendido – Sou um distribuidor alternativo. À margem.

- Da lei, você que dizer. – completou Fabian.

Um muambeiro inútil, era só o que me faltava.

- Bem, tanto faz. – resmunguei, mudando de assunto – Viemos atrás dos aliados do tal Lord Voldemort. Você até nem me parece um Comensal da Morte; mas nunca se sabe, não é? – sorri maldosamente – E como o lema dos aurores é "ataque primeiro, não pergunte nunca"...

- Espera. Espera! – ele gritou, cada vez mais desesperado com a aproximação de Emmaline – Eu não sou um Comensal! – puxou as mangas da capa, mostrando os antebraços – Está vendo? Eu não a tenho.

- Não tem o quê? – perguntei, confuso.

- A marca. – ele disse, com assombro, num fio de voz – Todos eles têm.

Nos entreolhamos, confusos? Marca?

- Que marca? – perguntou Lily – Como ela é?

- Isso eu não digo... – ele respondeu, cantarolando, e levou uma bofetada de Emmaline.

- Se eu disser, eles me matam! – virou-se para a moça, com raiva – E pare de agredir o seu informante!

- Você não tem muitas opções. – ela sorriu, mas logo voltou a ficar séria – E quem disse que você é nosso informante? A gente tem as respostas, e você não apanha; só isso. – concluiu, simplesmente. Que medo dela oO

- Eu vou te indiciar por agressão! – Fletcher disse, apontando o indicador na cara dela.

Emmaline olhou para os lados, despreocupada.

- E alguém, aqui, viu alguma coisa? A gente tentou te pegar, você resistiu... Não tive escolha, certo pessoal? – sorrimos, e fingimos que nem era com a gente. Eu é que não ia discordar daquela louca, de qualquer forma. – Agora, anda! Que marca? O que mais você sabe? Anda, fala logo!

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Uma hora depois, saímos de lá levando todos os contrabandos confiscados, e – de quebra – conseguimos informações importantes, e até um endereço; enquanto Fletcher não foi preso, mas saiu com um prejuízo danado e uma porção de hematomas.

- Gosto do seu jeito de trabalhar. – falei a Emmaline, satisfeito. Foi até meio assustador, mas se não fosse por ela, eu possivelmente estaria sem emprego, agora. Se desse outra mancada, Moody arrancaria meu fígado.

Ela sorriu e piscou, mas não disse nada. Lily me fuzilou com o olhar, resmungou algo que eu não entendi, e foi conversar com Anya e Fabian.

- Então, Frank, como estão os preparativos para o casamento? – perguntei, virando-me para ele.

- Ah, tudo certo. Adiantamos um pouco, e vai ser em novembro, porque dezembro é muito frio, e Alice quer a cerimônia ao ar livre. – ele sorriu – Dia 17.

Emmaline começou a tossir e ficar vermelha.

- E não me avisam nada?! Daqui a pouco mais de um mês. E eu ia ficar sabendo quando, na véspera? Céus, vocês não podiam ter feito isso comigo!

Frank revirou os olhos, e começou a rir.

- Não se preocupe, Emma. Seu vestido já está pronto há eras, assim como o da Lily.

Emmaline bufou, fazendo um gesto displicente.

- Esqueci que a cenoura ambulante também era madrinha... – suspirou – Sinceramente, o vestido que eu desenhei especialmente para a ocasião vai ficar horrível nela. O tom de roxo que eu escolhi destoa totalmente do vermelho do cabelo dela.

- Lily também é madrinha? – perguntei.

- Alice faz questão. E eu gostei da escolha, afinal.

- Não sei por quê. – a moça despejou.

- O que elas têm? – perguntei, num sussurro, a Frank, referindo-me a Emmaline e Lily.

- Problemas no 7º ano, envolvendo um certo cara.

- Quem? – perguntei, já com ciúmes. A Lily, tão certinha, brigando por causa de macho? ¬¬

- Você nem faz idéia? – ele riu – Não queira saber...

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- E vocês deixaram ele escapar? – Moody perguntou, depois de ler o nosso relatório.

- Mas apreendemos a mercadoria toda, e conseguimos informações expressivas sobre Voldemort e os Comensais da Morte. – respondi – Ele era só um muambeiro de quinta, e colaborou bastante – concluí, trocando um olhar divertido com Emmaline.

- Que informações? – Moody questionou. Eu adoro essa cara que ele faz quando fica muito interessado em alguma coisa: ele fixa os dois olhos em você, e o olho mágico treme um pouco... É muito engraçado. E um pouco assustador.

- Os Comensais têm uma marca tatuada no antebraço. – Lily falou rapidamente – É tipo um crânio com uma serpente, ao que parece.

- Descobrimos, também, um endereço – acrescentou Anya – Um local onde eles se encontram pra fazer... Sabe-se lá o quê. – acrescentou, na dúvida.

- Ótimo. – Moody nos direcionou algo parecido com um sorriso – Potter, escolha mais uns quatro ou cinco reforços e leve sua equipe até lá.

Argh, odeio quando ele se empolga desse jeito e não percebe que o expediente já acabou faz tempo. Cindy vai me matar.

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Integraram nossa equipe, ainda, Sirius, Prewett ¬¬, Marlene McKinnon e Alice; e nós fomos até o local indicado por Fletcher. Encontramos uma casa muito bem cuidada, numa zona periférica da cidade. (não posso esquecer de verificar quem é o proprietário.)

Entramos e encontramos alguns Comensais. O resto vocês já sabem: feitiços pra cá, azarações pra lá, maldições por ali, feridos por todos os lados, e eles sumiram como fumaça num dia de vento.

FLASHBACK

James e sua equipe arrombaram a porta e invadiram o local, com suas varinhas em punho. As pessoas dentro da casa se surpreenderam; não esperavam uma batida no fim da tarde, mas logo se recuperaram.

- Aurores, galera. Sujou!

Se eram ou não Comensais da Morte, não ficou explícito, mas pareciam iniciantes.

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- Expelliarmus! – gritou um dos supostos comensais, meio sem saber o que fazer, apontando a varinha para Anya.

- Protego. Impedimenta! – ela retrucou, e o garoto, paralisado, caiu no chão com um baque surdo.

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Do outro lado, James desviava da maldição Cruciatus de uma moça enquanto tentava estuporá-la, e Sirius andava de um jeito estranho.

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Lily acabou sendo atingida por um feitiço de desarmar, e só não foi atirada longe porque Emmaline a amparou com um feitiço de levitação.

- Obrigada. – murmurou a ruiva, sem encarar a outra.

- De nada. – ela respondeu, da mesma forma.

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- Protego. – disse James mais uma vez – Vai ter que fazer melhor, mocinha.

- "Mocinha" é a senhora sua avó! Crucio.

- Ela já morreu faz tempo! – retrucou o Auror, desviando de mais um feixe de luz.

- Então, junte-se a ela. Avada Kedavra!

James desviou no último instante, e a luz verde atingiu em cheio o peito de um dos jovens Comensais, que caiu no chão sem dar um grito se quer, com os olhos fortemente cerrados.

FIM DO FLASHBACK

Por sorte, a moça não era boa em Maldições Imperdoáveis, e o garoto só desmaiou. Com isso, eles bateram em retirada, deixando-nos com o jovenzinho inconsciente.

- Droga, é como perseguir um fantasma! – Reclamou Lily, exasperada, cuidando de alguns ferimentos de Sirius.

- AI! Pelo menos, AI, a gente tem um comensalzinho pra, AI, fazer... PÁRA COM ISSO, LILY!

- Devemos "enervate" ele? – perguntou Marlene McKinnon, indicando o corpo estirado no chão.

- Não, deixe-o do jeito que está. Assim o fedelho incomoda menos.

E voltamos para o Ministério, com vários ferimentos e um projeto de comensal inconsciente.

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N/A - Olá pessoas! Eu sei que eu demorei, e nem foi por uma boa causa... xP é que uma certa pessoinha aí me disse que faltava alguma coisa na fic, e eu concordo, e tava tentando consertar... xD Apesar de eu achar que não deu muito certo.. HAHAHAHAHAHAH Tá faltando emoção, sabe? Mas eu definitivamente não sei escrever lutas com comensais, ou algo do gênero... Mas to trabalhando nisso, né, começando aos poucos... AIUhaiuHAOihaIUHA xD

E eu preciso agradecer mais uma vez pelos comentários... Vcs são anjos na minha vida, meus amores... Leitoras fiéis, e que nem brigam tanto cmg pela demora das atualizações... hahahah xD

Ahh, IT 2, vem assim que eu conseguir escrever... ¬¬ Tá sendo o cap mais difícil até agora :

Beijão pra vcs! xD