Cap 11 - O retorno de Draco
Andando depressa pela calçada, ele não parou para olhar em qualquer uma das vitrines pelas quais passou.
Não entrou em nenhum dos cafés, como muitos dos outros londrinos, naquela manhã. Não entrou em nenhum dos muitos túneis subterrâneos, como o grupo de homens e mulheres à sua frente.
Ele cuidadosamente deu a volta num trecho congelado na entrada do Banco Barclay e abriu a porta, acenando para que uma jovem mulher passasse primeiro, que lhe sorriu em agradecimento.
No hall de entrada, ele desabotoou seu longo casaco de lã cinza, e o pendurou no braço. Qualquer um que passasse por ele iria vê-lo como um cliente rico: terno Armani, sapatos Brunomagli, gravata vermelha escura, pasta de couro na mão direita. Confiantemente ele caminhou até uma caixa e explicou que tinha uma entrevista com o gerente.
"Seu nome, por favor?", a loira atraente lhe perguntou, sorrindo para ele.
"Draco Malfoy".
"Por favor, sente-se e vou avisar ao gerente que você está aqui. Deseja alguma coisa?", ela normalmente não faria essa pergunta a um cliente, já que era caixa, mas ela podia ver que esse jovem tinha algum dinheiro e não era para ser deixado esperando.
"Não, obrigado. Eu estou bem. Vou apenas esperar por ele", Draco voltou-se para as cadeiras de couro e se sentou em uma, sua pasta a seus pés. O projeto de sua mãe estava prestes a sair do papel. Ele esperava que o conselho de Bill Weasley gerasse frutos no final de todo o negócio.
"Sr. Malfoy".
Draco levantou-se ao som do seu nome, curvando-se para pegar sua pasta.
"O gerente vai recebê-lo agora. Siga-me, por favor".
Duas horas depois ele estava de volta em casa, ainda impecavelmente vestido, sentado no que havia sido a mesa de seu pai, examinando o mais recente extrato bancário. Suspirando, ele atirou o extrato para o lado e descansou o rosto nas mãos, tentando diminuir a dor de cabeça que persistia nos seus pensamentos.
Ele puxou um envelope e o abriu com o abridor de cartas. Cuidadosamente, ele virou o envelope de cabeça para baixo e para fora escorregaram duas fotos. Virando as fotos para o lado certo, ele as colocou lado a lado em frente a ele. Draco pegou o bilhete de Colin Creevy escrito em um pedaço de pergaminho e o leu rapidamente.
Colin havia tirado fotos trouxas de todos no baile e estava enviando as imagens para os homens, que poderiam fazer cópias com um feitiço difícil de pronunciar. Draco pegou sua varinha e fez exatamente isso, observando dois outros conjuntos de fotografias aparecerem na frente dele. Guardando sua varinha de volta no bolso, ele jogou o pergaminho no lixo e olhou para as fotos.
A primeira era ele e Ginny dançando uma canção lenta, uma foto do perfil deles, olhando um para o outro, falando sobre algo, bem perto. Em um raro momento de emoção, Draco sentiu-se aquecido ao se lembrar de como ela ficou em seus braços e como aquele vestido ficava bem nela. Pigarreando, ele passou os olhos para a segunda foto. Ele a pegou pelo canto e olhou de perto, mal reconhecendo a si mesmo.
Ele estava tão distraído em absorver os detalhes da imagem que não ouviu a mãe parada na porta atrás dele. Ela estava de pé em um ângulo onde podia ver a imagem e, por um momento, ela viu seu filho tocar suavemente algo na mão. Forçando seus pés a se moverem, ela se aproximou dele, vendo-o largar a imagem quando a ouviu.
"Essa é a Ginny?", ela perguntou, alcançando ao redor dele para pegar a foto, enquanto apoiava uma mão no ombro do filho. Ele acenou com a cabeça afirmativamente e empurrou a outra foto para o lado, enquanto pegava o extrato bancário que tinha analisado antes.
"Eu me lembro do seu pai dizendo algo sobre o cabelo vermelho, mas ele nunca mencionou o quão bonita ela realmente é", disse ela, observando Draco para ver qualquer reação.
"Meu pai nunca olhou direito", ele disse friamente. Gentilmente, Narcisa pousou as fotos sobre o envelope em que vieram e deixou sua mão cair do ombro dele, sem acreditar muito no quanto seu único filho havia crescido nos meses em que estivera na escola.
"Isso é verdade, ele nunca olhava", ela concordou com ele, lendo a declaração sobre seus ombros. "Teve algum problema no banco?".
Draco balançou a cabeça negativamente e entregou o extrato por cima do ombro para sua mãe, que o leu.
"Tudo parece bem, talvez precisemos ir ao Barclay juntos somente no próximo mês", Draco respondeu, olhando para sua mãe. Silenciosamente, ela lhe entregou o extrato e seus olhos se encontraram.
"Isso significa que vou poder vê-lo enquanto estiver na escola, então ... seis meses é muito tempo", disse ela com cuidado. Draco desviou seu olhar do dela, sabendo que agora que seu pai tinha partido, ela estava sozinha naquela mansão enorme. Ela tinha amigos, mas ele sabia que eles tinham sido amigos de Narcisa e Lucius, não apenas mulheres com quem ela podia conversar ou fazer uma viagem juntas para fora do país.
"Talvez seja hora de você fazer aquela viagem para a América que você me falou, no verão. Podemos agendar a visita ao banco a qualquer momento, mesmo após a sua viagem, se você quiser". Draco empurrou a cadeira para trás e levantou-se, voltando-se para um armário atrás dele e arquivou o extrato bancário. Virando-se, ele se inclinou contra o armário, avaliando a mãe. Ele era agora uns bons oito centímetros mais alto do que ela, aproximando-se da altura impressiva de seu pai. Ele podia ver que ela estava um pouco mais descontraída nos últimos meses e estava avidamente criando interesse nos assuntos financeiros que seu pai deixou para trás.
"Essa é realmente uma idéia maravilhosa. Talvez eu tenha que fazer umas pesquisas, o tempo tem que ser melhor lá do que aqui", ela sorriu para ele, beijou sua bochecha e saiu da sala. Voltando à mesa, sentou-se e, ao mesmo tempo, ouviu o som familiar de alguém na lareira. Ele olhou para cima e lá estava o irmão de Ginny olhando para ele, apenas a metade superior dele era visível.
"Weasley, de volta tão cedo?", Draco caminhou mais perto e olhou para ele.
"Eu acabei de ter a conversa das conversas com a Hermione e eu preciso chutar o seu traseiro no Xadrez", disse Ron, levemente, e Draco revirou os olhos.
"Eu gostaria de ver você tentar. Eu estarei aí em alguns minutos", Draco se virou quando a cabeça de Rony desapareceu, e voltou para a mesa, pegando o envelope das fotos. Concluiu que Ginny gostaria de ver as fotos deles no Baile de Inverno. Sem se importar em trocar o terno que usara naquela manhã para o banco, ele decidiu aparatar, não querendo entrar numa lareira empoeirada.
Ginny espreguiçou-se luxuosamente em sua cama, feliz que depois de duas noites de nervos ela tinha finalmente sucumbido ao sono. Rolando na cama, ela olhou para seu relógio, era quase meio-dia. Seu estômago a deixou saber que perdera o café da manhã e ela se levantou, se perguntando por que a casa estava tão quente. Ultimamente, a mãe costumava se queixar que estava com muito calor ou muito frio; Ginny adivinhou que ela sentira frio antes de sair para o trabalho naquela manhã. Depois de arrumar o top e amarrar o cordão da calça do pijama, escovou os cabelos, prendeu para trás em um rabo de cavalo, escovou os dentes e desceu as escadas.
A casa estava em silêncio, exceto pelo som da lareira acesa na sala de estar. Andando até o balcão, ela pegou um envelope com fotos em cima e viu duas fotos de Ron e Samantha no Baile de Inverno. 'Colin fez um bom trabalho com as fotos trouxas', pensou. Ela ouviu Ron suspirar na sala, e o familiar barulho da cadeira puxada para trás da mesa de xadrez.
Virando-se, ela disse em voz alta: "Ron, eu gostei da sua-", mas nunca terminou seu pensamento.
"Malfoy!". Ele estava de pé em sua cozinha ... outra vez ... em um terno de trouxa, que ela percebeu que era a melhor coisa que ele já havia usado. "O que você está fazendo aqui?", ela pousou as fotos no balcão e em seguida cruzou os braços sobre o top branco, não acreditando que ela estava ali em um top branco de alças e calça do pijama com elástico enquanto Draco estava vestido como um modelo de uma revista a nem cinco passos de distância dela.
"Seu irmão me desafiou para um outro jogo de xadrez e eu aceitei". Ele olhou para ela, que o observava, e levantou e sobrancelha. Corando, ela olhou para seus pés descalços.
"Eu acho que vou me fazer mais apresentável", disse ela baixinho, percebendo o tanto de pele que estava mostrando e o quanto se sentia nua sem sutiã. Ela caminhou até as escadas e parou quando Draco a chamou. Ele parou atrás dela e Ginny se virou, parando no segundo degrau. Pela primeira vez os seus rostos estavam nivelados. Ele enfiou a mão no casaco e entregou-lhe um envelope.
Ela reconheceu o envelope, que parecia com o do Ron no balcão, então ela o abriu, tirando duas fotos. Seu coração batia descontroladamente enquanto os via na pista de dança, os braços dele em volta de sua cintura, os dela sobre os ombros dele, ambos se olhando. Era uma foto de perfil e muito nítida. 'Bravo, Colin', Ginny agradeceu em pensamento. Draco tinha um olhar quase suave em seu rosto enquanto ele olhava para ela, concentrando-se em algo que ela estava dizendo. Ela cuidadosamente pôs uma foto sob a outra.
Ela sorriu para si mesma com a segunda foto, ao vê-los tão felizes. Era um close e ela se lembrava exatamente quando havia sido tirada. Foi no final da noite, depois de dois copos de champanhe cada, ambos estavam sorrindo para a câmera, as testas se tocando, os olhos glaciais azuis e os seus olhos avelã sorrindo juntos para a câmera. Via-se apenas a parte superior das roupas e Ginny olhava para a foto, seu coração capturado pelo sorriso de Draco e o seu próprio, ao lado do dele.
"Essas são suas cópias", disse ele, surpreendendo-a quando ela percebeu que o Draco real ainda estava a sua frente.
"Obrigada", ela limpou sua garganta tentando acalmar a voz trêmula. "Colin fez um bom trabalho. Eu gostei do jeito trouxa em que ele as revelou", Ginny passou a mão pelos cabelos tentando arrumar os fios que ela sabia que tinham escapado do seu rabo de cavalo, e depois cruzou os braços, segurando as fotos.
"Para um garoto chato, ele fez um bom trabalho", Draco entregou-lhe o envelope e ela guardou as fotos em segurança, o fechou e então olhou para ele.
"Por que você está vestindo um terno?", Ginny perguntou, curiosamente, puxando para baixo o top q usava.
"Eu tive uma reunião no banco, tem que se vestir a caráter, você sabe", Draco respondeu, e ela balançou a cabeça, sem pressioná-lo para obter mais informações. Ela deixou os olhos dela vagarem pelo terno de risca de giz azul-escuro que lhe vestia oh-tão-bem e percebeu que se não se segurasse no corrimão, cairia pela sensação de fraqueza nos joelhos.
"Há quanto tempo você está aqui?" Ginny perguntou, curiosa.
"Desde as 10h30, jogando xadrez", ele estendeu a mão e interrompeu a mão dela, que brincava nervosamente com o cós da calça.
"Pare de se mexer", a voz dele se suavizou um pouco e ela retirou a mão da dele, cruzando os braços. A mão dele deslizou até a cintura dela e ela sentiu os dedos dele sobre sua pele nua, um lugar que ele nunca tinha tocado antes. Aquele único toque produziu uma incrível sensação elétrica.
A sensação passou por todo o corpo dela, fazendo-a se afastar em surpresa. Pelo olhar no rosto dele, ele sentiu algo também. Quando ela recuou um passo, ele deixou cair a mão.
"E-eu vou... me trocar", e ela girou em seu calcanhar, dando dois passos de cada vez, deixando Draco olhando para ela, momentaneamente atordoado com a sensação incrível que fluiu em seu dedos. Ele se virou e voltou para a sala de estar ainda tentando entender o que acontecera.
Ginny, no andar de cima, nunca viu o momento entre seu irmão e Draco.
"Pronto?", Ron voltou para a sala animado e se sentou, enquanto Draco acenava afirmativamente. Ron rapidamente mudou seu cavalo e Draco, depois de um momento, sem ver que poderia facilmente comer o cavalo com sua torre, mexeu um de seus peões, que não fez nada exceto permitir Ron manter seu cavalo.
Ron olhou para cima e viu a cabeça de Draco se virar, olhando para a escada. Quando ele se voltou, encontrou olhar de Rony e Draco percebeu o movimento idiota que tinha feito. Enquanto eles se entreolharam por um momento, Ron se deu conta.
Ele tinha cerca de três segundos para pensar em algo a dizer antes que aquela desconfortável "troca de olhares" fizesse efeito.
"Malfoy, você tá ferrado".
E por um brevíssimo segundo, Ron podia jurar por Merlin, Buda, e todos os deuses em que as pessoas acreditavam, que Draco deu um aceno de cabeça. Aquele acenou transformou o que tinha sido um muro feito da pedra mais forte em uma porta a ser aberta um pouco mais facilmente - tudo por causa de Ginny.
A visita de Draco foi muito mais curta desta vez, partindo após o terceiro jogo, que também terminou em empate. Ele havia dito um rápido adeus a Ginny, ambos ainda confusos com o que tinha acontecido na escada. Ela ganhou um rápido abraço e ao sentir o terno sob as mãos, ela concluiu que talvez vestes fossem superestimadas.
O dia seguinte amanheceu brilhante e claro - o dia perfeito para Ginny encontrar Draco e a mãe dele no Beco Diagonal. Ela tinha falado com os pais sobre o almoço e eles não tiveram nenhum problema com isso, embora ela pudesse ver que o pai estava nervoso, sempre perguntando se Ginny realmente queria ir.
Nervosamente, Ginny se limpou do Flu da Floreios & Borrões, mentalmente xingando seu aniversário só no final de agosto, que atrasou a sua capacidade de aparatar legalmente. Ela correu pela rua, ocasionalmente acenando para alguns alunos da sua turma comprando materiais.
Hermione, sendo a boa amiga que era, apareceu por alguns minutos antes dela sair, dando seu apoio moral. Ron tinha passado a noite no Largo Grimmauld evitando Ginny e seu vai e vem por toda a casa, mas ninguém parecia entender que Ginny não estava nervosa, ela estava petrificada em conhecer Narcisa Malfoy.
Ao caminhar através da multidão de pessoas, ela o viu olhando para ela, que chegava na loja, quando, de repente, sua visão de Draco foi obstruída por um rosto familiar.
"Ginny! O que te traz aqui?", Lilá Brown veio até ela e lhe deu um abraço rápido. "Eu precisava de algumas penas para a escola e uma varinha nova. Minha irmãzinha quebrou a minha".
"Como você está, Lilá?", Ginny perguntou, rapidamente.
"Tô bem. Seu irmão está com você?", ela olhou ao redor e esticou o pescoço para olhar a esquina.
"Não. Ele está visitando Harry e Hermione. Foi bom falar com ... ", Ginny fez um movimento para ultrapassá-la.
"Você está aqui sozinha? O que você está fazendo?", Lilá olhou com ceticismo, sabendo que geralmente alguém estava com ela.
"Ela veio almoçar", disse uma voz atrás de Lilá, que pulou e virou-se, arregalando os olhos.
Ele caminhou em torno de Lilá e parou ao lado de Ginny.
"Você vai almoçar? Com ela?", Lilá apontou para Ginny, que não gostava de ser tratada com condescendência. Ela estreitou os olhos um pouco.
"Sim, Lilá. Vamos almoçar ... se você nos dá licença?", Ginny sorriu para ela e se mexeu para o lado, e aquele par improvável caminhou lado a lado até a Fortesques, que ficava do outro lado da rua.
Draco parou enquanto entravam e retiravam os casacos, pendurando-os no hall de entrada.
"Eu acho que preferia ter esbarrado em um fotógrafo do que nela, hoje", disse Ginny, respirando fundo, e Draco sorriu.
"Ela vai ter no que pensar", ele descansou a mão sobre as costas dela e a encaminhou para o final do restaurante.
"Nós estamos aqui". Draco virou para um lado e Ginny imediatamente identificou a Sra. Malfoy, que se levantou quando os viu chegando. Ginny apertou as mãos juntas para impedi-las de tremer.
"Olá, Ginny", disse a Sra. Malfoy e Ginny apertou a mão dela, dizendo 'Olá' e esperando que suas mãos não estivessem muito suadas ou tremidas.
"Obrigada por me convidar para o almoço, Sra. Malfoy", Ginny sentou-se quando Draco puxou a cadeira para ela e ele se sentou ao lado dela, de frente para sua mãe.
"Não há nenhuma necessidade de me agradecer. Eu realmente queria conhecer a jovem com quem meu filho tem passando tempo". Ela deu um pequeno sorriso para Ginny e parecia que ela estava prestes a dizer mais, quando o garçom apareceu com três menus, disse-lhes os pratos especiais e recuou para as sombras. Ginny não tinha idéia do que pedir, ela não achava que seria capaz de comer qualquer coisa com os morcegos que tinham feito residência em seu estômago. (As borboletas tinham voado há muito tempo).
Depois de alguns momentos de silêncio, Draco perguntou o que ela iria pedir e Ginny respondeu calmamente uma salada e metade de um sanduíche (e ela teria sorte se conseguisse comer os dois).
"E você, Draco?", Sra. Malfoy fechou o menu e o colocou na frente dela, olhando através da mesa com os mesmos olhos azuis.
"Bife e torta de rim", Draco pôs o seu menu de lado, recostou-se e colocou seu braço por trás da cadeira de Ginny.
"Deve ser bom comer o que quiser", Narcisa respondeu e depois olhou para Ginny. "Ele sempre foi capaz de comer e comer, e nunca ganhar peso".
"Parece o meu irmão. Devo ter perdido esse gene", Ginny respondeu baixinho, ainda no temor daquela mulher alta e magra a sua frente, que se parecia tanto com o filho, até os cabelos loiros, que caiam pelos ombros.
Sra. Malfoy deu uma pequena risada. "Quantos irmãos você tem? Seis, eu acredito?", seus olhos se encontraram e Ginny tentava manter o olhar firme.
"Sim, seis... todos eles mais velhos do que eu, só há dois de nós ainda morando lá em casa".
Ginny se recostou, sentindo o braço de Draco atrás dela, enquanto o garçom apareceu para anotar o pedido. Ginny nunca havia estado ali para refeições, apenas o sorvete ocasional e ainda estava tentando se acostumar com aquela sala de jantar. Estava cheia, o que deveria ser um bom sinal. Os três rapidamente disseram os pedidos e Ginny podia sentir que a Sra. Malfoy queria fazer mais perguntas, mas percebeu que ela era uma pessoa muito reservada, quase uma mulher da realeza, então parecia que as perguntas viriam calmamente.
"O seu irmão sabe o que quer fazer quando terminar Hogwarts?".
"Eu não tenho certeza. Ele mencionou algumas coisas que gostaria de fazer ... eu pessoalmente acho que ser um testador de comida em alguma cozinha iria servir-lhe muito bem".
Ginny sorriu quando Draco e sua mãe riram em voz alta daquele comentário, o que fez Ginny se sentir um pouco mais descontraída do que antes.
"E você? Eu sei que você tem mais um ano, mas você já tem idéia do que gostaria de fazer?", a Sra. Malfoy cruzou as mãos no colo.
Draco virou-se e olhou para ela, também sem saber a resposta daquela pergunta. Com aquele olhar direto ela podia sentir sua face corando ligeiramente nas bochechas. Tomando um gole rápido de sua água, ela sentiu o efeito de frescor imediatamente.
"Uma curandeira, talvez me especializando em crianças, se eu puder".
"Sério?", uma nota de surpresa na voz de Draco. Pela primeira vez desde que se sentara, ela virou a cabeça e encontrou o seu olhar.
"Sério". Ela disse com firmeza, então se sentiu impelida a perguntar "E você? O que você quer fazer?". Com esta questão, ela podia ver a Sra. Malfoy virar a cabeça para o filho.
'Provavelmente se perguntando por que eu não sabia disso até agora', era o que se passava pela cabeça de Ginny enquanto prendia o olhar dele.
"Bem, meus planos ... eles mudaram", disse ele, depois se virou quando o garçom apareceu com os pratos. Ele tirou o braço por trás de Ginny, os dedos tocando sua pele por um segundo. Ginny não tinha certeza se fora acidental ou proposital. De qualquer maneira, ela sentiu arrepios pela espinha.
Os momentos seguintes foram silenciosos, enquanto comiam. Ginny conseguiu recuperar o apetite enquanto comia.
"O que a faz querer ser uma curandeira?", Sra. Malfoy perguntou, em seguida bebeu de seu copo de vinho. Ginny terminou de mastigar sua salada e limpou sua boca.
"Bem, minha cunhada vai ter gêmeos em poucos meses e reparar na saúde dela e escutar tudo associado a bebês me interessa muito. Uma amiga minha vai se tornar uma curandeira quando terminar Hogwarts no verão, então eu vou ser capaz de obter informações em primeira mão sobre se isso é realmente para mim ou não".
"Quem é sua cunhada?".
"O nome dela é Katharine Warren. Ela se formou um ano antes do Charlie, que é meu segundo irmão mais velho e marido dela".
"Estou familiarizada com esse nome. Eu acredito que eles são um dos poucos sangues puros ".
Ginny ergueu as sobrancelhas em surpresa "Eu não sabia disso. Eu nunca pensei em perguntar".
Sra. Malfoy assentiu com a cabeça "Sua família também".
"Como é que você foi nos NOM's ? Você mencionou que pegaria Poções avançadas", Draco perguntou, terminando a sua torta.
"Consegui oito NOM's, por isso tenho um ano movimentado no ano que vem com isso e Quadribol".
"Oito?", as sobrancelhas de Draco subiram.
"Quadribol?", a Sra. Malfoy perguntou, surpresa. Ginny balançou a cabeça.
"Que posição você joga na equipe?" .
"Artilheira, às vezes Apanhador se o Harry achar que eu preciso".
"Bem", Narcisa se recostou na cadeira e apoiou o queixo nas mãos. "Não seria interessante se vocês dois fossem Apanhadores num jogo?".
Ginny baixou os olhos e reprimiu um sorriso, tendo o mesmo pensamento do outro dia. Ela jurou que viu Draco fazer o mesmo.
"É muito provável que isso nunca vai acontecer, mãe", Draco resmungou e Ginny achou interessante ouvir a palavra "mãe" sair da boca dele.
"Draco te contou sobre a carta que recebeu esta manhã?", a Sra. Malfoy terminou seu almoço e empurrou o prato para o lado.
"Eu não tive chance ainda", Draco se justificou enquanto Ginny balançava a cabeça.
Sua mãe olhou para ele esperando ... e Draco descansou o garfo e se virou para Ginny.
"Dumbledore me enviou uma carta dizendo que Longbottom não é mais Monitor Chefe, porque sua avó ficou doente, então ele ofereceu o cargo pra mim".
"Bom para você, mas não tão bom pro Neville, suponho", Ginny sorriu para ele, se perguntando se Hermione ouvira algo sobre isso.
"Ele disse que enviou uma carta para ... Hermione ... dizendo a ela também".
Ginny agarrou a borda de sua cadeira para se manter firme. Ela acabara de ouvir "Hermione" sair da boca de Draco, hesitante, como se soubesse que sua mãe reprovaria se ele usasse seu sobrenome ou o insulto que ele havia usado por muitos anos. 'Espere até que ela saiba disso, ela não vai acreditar!', Ginny pensou, animadamente. Pensamentos giravam em torno de sua mente e ela sabia que ele estava esperando pra ela dizer algo.
"Bem, agora você não terá que dividir o quarto com mais ninguém. Hermione diz que é bom... ser capaz de ir e vir como quiser", Ginny sugeriu, movendo os olhos de Draco para Narcisa Malfoy.
"Hermione é uma de suas amigas? Assim como Harry?".
"Hermione é provavelmente minha melhor amiga, os pais dela são trouxas. Harry você conhece, Neville Longbottom, Luna Lovegood, que está na Corvinal e algumas outras pessoas com quem eu tive aula desde o meu primeiro ano também são meus amigos", respondeu ela, empurrando o prato, tendo terminado o sanduíche. Um garçom pareceu aparatar na frente deles e recolheu os pratos, perguntando se eles gostariam de sorvete.
"Por que não?", Sra. Malfoy sorriu e pediu um sorvete de abacaxi laranja e esperou os outros dois pedirem. Ginny decidiu tentar Pimenta e Hortelã e Draco pediu Pistache, um sabor que Ginny nunca tinha experimentado e nunca pensara em Draco pedindo... mas também, ela nunca pensou que estaria sentada ali tomando sorvete com ele e sua mãe.
Draco moveu o braço e o colocou na parte de trás de sua cadeira novamente e desta vez Ginny sentiu os dedos contra seu ombro. Naquele momento ela viu um flash brilhante e piscou rapidamente, e entre manchas brancas dançando na frente dos seus olhos, ela viu a Sra. Malfoy levantar, andar até a pessoa com a câmera e dizer algo raivoso pela forma como gesticulava para ele.
"Desculpe", Draco deu um sorrisinho e Ginny deu de ombros e sorriu de volta.
"Você me avisou! Agora eu vejo o que você e Harry passam e não invejo nem um pouco."
Ela o sentiu descansar a mão no seu ombro.
"Estou acostumado, mas minha mãe odeia, como você pode ver", ele virou a cabeça e viu sua mãe vir andando em direção a eles, com os olhos cheios de raiva... algo que Ginny já tinha visto nos olhos de Draco muitas vezes nos últimos seis anos.
"Enfim, o que estávamos dizendo antes de sermos tão rudemente interrompidos?", sua voz estava presa e Ginny tomou um gole de sua água, sem saber como responder à pergunta.
"Estávamos pedindo sorvete. Então, mãe, conta pra Ginny sobre a viagem que você vai fazer na próxima semana".
Draco direcionou a mãe para tomar um assunto diferente e Ginny viu um sorriso surgir no rosto da Sra. Malfoy, enquanto estendia a mão e tocava a do filho.
"Estou indo para os Estados Unidos por um mês. Eu nunca fui e sempre quis ir, desde que era criança".
"América? Tenho certeza que você vai ter uma ótima viagem. Onde você quer ir?",Ginny perguntou.
"Vou voar para Nova York. Depois gostaria de ir para Washington, DC, Florida, eu tenho uma amiga que estudou em Hogwarts que vive no Texas, então vou visitá-la, em seguida irei para alguns estados da Costa Oeste. Foi-me dito que existe uma escola de bruxos e bruxas na Califórnia, que talvez eu procure. Estou interessada em saber como a educação deles se compara à nossa". Pelos minutos seguintes, eles receberam os sorvetes e conversaram sobre a viagem e os locais que ela gostaria de ver.
Ginny deu uma mordida no seu sorvete e olhou para Draco, que a viu olhando para ele.
"Você não vai dar uma de Weasley e roubar meu sorvete de debaixo do meu nariz, vai?", Draco brincou, cobrindo o sorvete com as duas mãos. Ginny deu uma risadinha, esquecendo por um momento que a mãe dele estava sentada ali.
"Não, eu nunca faria isso. É que eu nunca provei Pistache ... o nome não soa apetitoso para mim. "
Ela encarou o sorvete dele com cautela. Ele colocou um pouco na colher e segurou em sua direção.
"Experimente".
Hesitando por um momento, um milhão de pensamentos passando por sua cabeça, desde a partilha de um alimento com ele à forma como ela deveria lamber o sorvete da colher sem parecer boba. Ela alcançou a colher, que ele segurava firmemente, então ela segurou a colher sobre a mão dele, sentindo o anel da Sonserina sob a palma da sua mão; ela abaixou-se e tomou o sorvete de sua colher, soltando a mão dele em seguida.
"É bom!", ela disse, deixando o sorvete descer pela garganta. "Muito bom".
Ela riu quando Draco protegeu o sorvete com as mãos novamente e ela voltou a tomar o dela, sem perceber o olhar de diversão da mãe dele do outro lado da mesa.
O almoço terminou depois do sorvete, a conta foi paga por Draco, que deu uma olhada para Ginny quando ela pôs a mão no bolso. Os três caminharam até onde estavam pendurados os casacos, Draco ajudou a mãe com o dela enquanto Ginny rapidamente vestiu o dela, e o abotoou.
"Draco, faça com que ela chegue em casa com segurança. Eu tenho que cuidar de alguns negócios no hospital", disse a Sra. Malfoy, enquanto caminhavam para o ar de inverno.
"Eu tenho que comprar algumas coisas antes de eu ir para casa, de qualquer maneira", disse Ginny, vestindo as luvas.
"Meu filho também, então ele cuidará para que você chegue em casa com segurança", Sra. Malfoy puxou o capuz de seu caríssimo casaco de veludo preto. "Foi um prazer conhecê-la, Ginny", ela disse e estendeu a mão, que Ginny apertou com firmeza.
"Obrigada, a você também. Novamente, obrigada pelo almoço e o sorvete", Ginny deixou a mão cair ao lado. Draco deu um beijo na bochecha da mãe e disse que iria vê-la mais tarde, e com um suave POP, ela se foi. Ginny olhou para o local por um minuto, depois virou na direção da Floreios e Borrões.
"Sua mãe é ótima, eu vejo muito de você, nela", disse Ginny enquanto caminhavam lado a lado na rua.
"Eu disse que ela não mordia", disse ele levemente, segurando a porta para ela, que entrou no interior quente e dirigiu-se para as penas. Rapidamente, ela encontrou algumas que gostava de usar, comprou alguns pergaminhos e encontrou Draco no balcão... insistindo em pagar por suas próprias coisas quando ele pagar novamente.
Poucos minutos depois, eles saíram e Ginny não tinha certeza do que fazer então. Olhando para o relógio na janela, viu que ela tinha estado no Beco Diagonal por uma hora e meia.
"Você precisa voltar para casa logo?", Draco perguntou, balançando levemente sua sacola de compras ao seu lado.
"Ummm ... não, eu só preciso estar em casa para jantar e fazer as malas".
Ginny tremeu quando um sopro de ar frio atingiu seu rosto. Draco tomou seu braço e a conduziu para a calçada.
"Vamos, eu tenho que escolher um presente de aniversário para minha mãe, então podemos ir a algum lugar, a livraria ou algo assim".
Ginny não tinha escolha além de caminhar ao lado dele, que a conduziu para um joalheiro na esquina do Beco Diagonal com a Travessa do Tranco e entraram na loja.
"Sua mãe gosta de jóias?", Ginny olhou na vitrine ao seu lado e perdeu o fôlego quando viu um colar de diamantes que custava 13.000 galeões.
"Muito, é algo que meu pai sempre lhe dava", disse Draco distraidamente, andando pela loja, perdido em pensamentos e parando numa prateleira de broches.
Ginny gentilmente tirou seu braço do dele e olhou para uma vitrine cheia de anéis: noivado, casamento, mais simples, com pedras, alguns berrantes com todas as cores do arco-íris. Ela nunca tinha estado ali, não possuía nenhuma jóia cara e ficou surpresa com o preço de um simples anel de pedra vermelha ... 120 galeões.
Ela podia ouvir Draco conversando com o assistente de trás do balcão sobre um pingente que ele gostara e Ginny, não querendo ser rude e ver ou ouvir o preço, andou pelo corredor de vitrines, olhando os anéis. Ela sempre admirara o anel de safira de Hermione e seu anel de noivado.
Vendo um anel semelhante ao de Hermione, mas sem as formas da Lua Crescente, ela se abaixou e olhou o preço, espantando-se ao ver um preço de cinco dígitos associado ao anel de noivado. 'Harry deve ter mais dinheiro do que eu pensava', Ginny disse para si mesma, brevemente se perguntando como Ron pagaria por um anel para a Samantha. Ele tinha mencionado mais de uma vez e Ginny insistira para que ele comprasse.
Movendo-se para o fim da vitrine, havia uma fileira de anéis de prata esterlina com configurações simples de pedras embutidas nele ... ela deixou os olhos vagarem pelos anéis até que ela ouviu Draco se aproximar dela.
"Pronto?", ela olhou para ele e viu que ele estava olhando dentro da vitrine.
"Quando é o seu aniversário?", ele perguntou e Ginny piscou.
"Por quê?", ela deixou escapar antes de pensar. Ele olhou para ela.
"Eu ia te mostrar sua pedra de nascimento".
"Ah, é em Agosto, então," ela murmurou e ele apontou para uma pedra verde clara.
"Peridot, ali", ela seguiu o dedo que ele apontava e olhou para a pedra, espantada de que uma pedra tão verde pudesse sair da terra. Havia diferentes matizes na pedra mostrando que tinha sido polida muito suavemente.
"E a sua?", ela perguntou.
"Eu sou de junho, Alexandrite," ele apontou para uma pedra azul que parecia azul até que ela se inclinou e a cor mudou para verde. Ela jurava que a pedra tinha ficado vermelha também.
"Ela muda de cor", ela disse, mais para si mesma, movendo a cabeça fascinada pela forma como a luz refletia na pedra.
A cor favorita dela era verde.
Draco parecia ter muitos lados que ela não conhecia, como um camaleão, que muda de cor.
Como a pedra do nascimento dele, Alexandrite.
'Isto está ficando muito estranho', Ginny pensou e se afastou da vitrine. Draco olhava para ela estranhamente, quase como se conseguisse sentir os pensamentos dela. Ginny balançou a cabeça e caminhou para fora, forçando Draco a segui-la.
Ginny saiu, segurando a porta para Draco e ao se virar ela esbarrou em alguém. Não demorou muito para Ginny perceber que esbarrara em Pansy Parkinson. Draco esbarrou em Ginny quando ela parou de repente e os três se entreolharam em silêncio.
Ginny deduziu que talvez devesse praticar boas maneiras primeiro e quando ela estava prestes a dizer "Olá", Pansy olhou de Ginny para Draco e para a sacola na mão dele.
"Já está mimando a Weasley com presentes, não é mesmo? Nenhum que ela pudesse comprar ela mesma", Pansy desdenhou e Ginny fechou a boca, repensou sua frase inicial e sentiu a mão em torno da varanda tensionar em seu bolso. Draco puxou Ginny alguns passos de distância da entrada, o que não impedia que Ginny encontrasse friamente os olhos de Pansy.
"Na verdade, ele estava comprando um presente pra mãe dele", disse Ginny com indiferença antes que Draco sequer conseguisse formar uma resposta na sua cabeça.
"É o que ele diz", disse Pansy, com um olhar ameaçador em Ginny. "O que você está fazendo aqui? Olhando para as coisas que você não pode pagar? ".
Ginny ouviu Draco começar a dizer algo, mas ela o interrompeu.
"Na verdade, vim almoçar... com a mãe dele e jóia não é algo de que eu precise", Ginny acenou incisivamente para os brincos de diamantes nas orelhas de Pansy que apareciam sob o chapéu verde da Sonserina. "Por isso não me incomoda que eu não tenha nada disso", a voz de Ginny foi diminuindo de volume, algo que seus irmãos teriam reconhecido como o 'hora de recuar', mas Pansy insistiu em provocá-la.
"Deve ser sério, se ele te apresentou a mãe dele. Devo esperar para ver um anúncio de noivado em breve? ", Pansy olhou para Draco,"Quero dizer, ela tecnicamente é puro-sangue, então manterá sua linha de sangue no futuro".
Draco deve ter antecipado o movimento de Ginny, porque ele estendeu a mão e agarrou a mão direita dela.
"Pansy, talvez você deva ir embora agora. Ginny tem uma varinha e ela sabe como usá-la, assim como eu", a voz de Draco era baixa e clara.
"É 'Ginny ' agora?", Pansy sorriu de lado, puxando seu chapéu um pouco para baixo.
"Vocês dois, divirtam-se; bem, não muito, porque Draco não vai até lá", e com isso Pansy virou-se e continuou a andar.
Ginny soltou um suspiro profundo, que ela não percebeu que estava segurando. 'Lá? O que isso quer dizer? ', Ginny pensou.
"Você está bem?", Draco a virou para si. "Ela-", ele começou, mas Ginny o interrompeu novamente.
"Tô bem. Ela tenta me provocar de vez em quando, já tô acostumada".
"Ainda assim, ela tá com raiva de tudo o que aconteceu ou não aconteceu entre nós e Pansy nunca foi muito boa em manter suas emoções sob controle".
"Tá tudo bem, de verdade. Estou acostumado a me defender, ela não me assusta ", disse com firmeza e Draco olhou para ela por um momento, depois assentiu com a cabeça ... e saltou um pouco quando flashes surgiram a direita deles. Ginny virou-se e viu alguém correndo com uma câmera.
"Zero privacidade quando você sai, hein?" Ginny perguntou, olhando para a pessoa virar a esquina na Travessa do Tranco.
"Você já está pronta pra ir embora?" Draco perguntou, ainda segurando o braço dela, mas não com tanta força.
"Na verdade, não". Ela se virou e olhou para ele. "Vamos na livraria."
Ginny estava deitada na cama, bem depois da meia-noite, com tudo embalado; o bloco de desenho na parte de cima de suas vestes, no baú. Ela estava pronta para voltar para Hogwarts com o irmão e os amigos em menos de dez horas.
Estirada sobre a cama, as mãos cruzadas sob a cabeça, ela olhou para as sombras no teto, relembrando seu almoço com o Malfoy e as duas horas que ela passou passeando com ele. Depois de dois fotógrafos e um encontro com Pansy e Lilá, o tempo deles juntos correu bem. Eles tinham ido à livraria, olhado os animais em gaiolas na calçada e em seguida Ginny percebeu que provavelmente deveria voltar para casa ... sabia que Ron provavelmente precisaria de ajuda com a bagagem, que estava toda espalhada em duas casas diferentes.
Apesar de sua insistência de que poderia usar flu de volta pra casa, ele insistiu em aparatar lado a lado. Um pouco intrigada, ela permitiu que ele colocasse o braço em volta dela, fechou os olhos e estava na porta da frente.
"Te vejo amanhã, e parabéns pelo cargo de Monitor Chefe", Ginny se pôs nas pontas dos pés e beijou sua bochecha. O braço dele envolveu sua cintura e por um momento, e então a soltou.
"Obrigado. Te vejo no expresso amanhã".
"Talvez, mas sendo Monitor Chefe e um Sonserino normalmente significa que você vai estar ocupado", Ginny não tinha idéia do que a tinha feito dizer aquilo ... talvez quisesse saber como as coisas seriam de volta à escola, sabendo que a Lilá com certeza teria passado a fofoca adiante, sobre os dois almoçando juntos.
Ela viu um lampejo de algo ... incômodo? ... na forma como sua boca se mexeu.
"Não digo coisas que eu não quero dizer", disse ele friamente e ela ficou surpreendida com esta mudança em sua personalidade.
"Eu não quis dizer ... Desculpa", ela tropeçou em suas palavras, "É só que eu vi o quão ocupados Hermione e Neville estavam em Setembro", Ginny pegou a maçaneta da porta. Draco inclinou-se e deu um beijo no canto da boca de Ginny, deixando os lábios se demorarem por um momento, produzindo os já familiares movimentos no estômago dela.
"Eu vou te ver", Draco disse com firmeza e silenciosamente ele aparatou.
Ginny virou para o outro lado da cama brevemente se perguntando o que diabos estava acontecendo entre eles. Ambos admitiam certos sentimentos fortes, mas não havia nenhum rótulo neles.
Poucos minutos depois, ela rolou sob o estômago, afofando o travesseiro. Ginny pensou em Hermione e Harry, se perguntando como a conversa com os pais dela, sobre o aborto, tinha ido. Ela ouviu Ron aparatar em seu quarto, naquele momento, mas estava cansada demais para ir perguntar. Finalmente, ela caiu em um sono profundo, se mexendo pra lá e pra cá a noite inteira.
N/T: Gente, eu sei que faz eras que não atualizo, mas perdi os arquivos em que tinha salvado a fic, e a autora tirou a fic original do ar. Agora ela está repostando, então vou salvar all over again. Torçam pro meu computador não morrer de novo. Próximo capítulo é MA-GA-VI-LHO-SO. Workin'on it. Beijos.
