Please, don't do this to me
Harry dedicou seu tempo, nos dias seguintes a evitar o loiro onde quer que esse estivesse.
Sempre que podia, andava com seus amigos ou com alguns de seus "ficantes".
Numa sexta á tarde, estava andando com Rony e Hermione.
- Vocês viram? As inscrições para aulas de aparatação estão abertas!
- Sério Mione? Nossa! Nós definitivamente temos que ir!- falou o moreno, alegre
- É! Vai ser muito legal! Finalmente vou poder pregar uma peça no Fred e no Jorge!
- Rony! Aparatar não é brincadeira. É para ser usado em emergências ou como meio de transporte para...
- Blábláblá, já entendi Mione!
Plaft! O ruivo recebe um tapa na cabeça. O trio ri por um bom tempo. Afinal, certas coisas nunca mudariam.
Continuaram conversando pelo caminho e pararam de repente. Draco também andava por ali com seus colegas slytherins.
O moreno tentou segurar os impulsos, mas não consegue. Se aproxima lentamente e olhando para os próprios pés tenta iniciar um diálogo.
- Ei, Draco... Espero que você e o bebê estejam bem.
- Não preciso da sua "bondade", "Oh Santo Potter". Isso não lhe diz respeito.
- Draco... Eu... Eu só...
Finas lágrimas começam a molhar o rosto de Harry, que o tampa com as mãos.
- Humpf. Poupe-me de sua choradeira, Potter. Não quero a sua compaixão.
E num repente eis que surge Michael Corner,puxando o moreno e o abraçando protetoramente.
- Fazendo o meu Harry chorar, Fuinha? Posso saber o motivo?
- Não é da sua conta, Corner.
- Vou deixar passar dessa vez, porque o Harry me fez prometer que não faria nada com você. Mas da próxima vez que o fizer chorar...
- Você vai fazer o que, Ravenclawzinho?
- Eu acabo com você. Simples assim. Vou socar tanto essa sua cara de fuinha que você vai ficar irreconhecível!
- Que medinho. - desdenhou o loiro.
- Ou quem sabe... Um chute bem na boca do seu estômago? O que acha disso?
Não tenho medo de fazer o que estou falando, Fuinha.
Draco estremece e toca o ventre.
- Não ouse tocar em mim!
- Chega Michael! Agora você foi longe demais!- Harry diz entre dentes.
- Está bem. Por hora vou deixá-la ir, Fuinha.
- Desgraçado... - murmurou Malfoy.
- Me desculpe pelo Michael. Ele é meio... Impulsivo.
Pediu Harry, ainda desviando os olhos para o chão.
O loiro olha para Harry com desprezo e cospe na cara deste.
- Não preciso da sua ajuda.
E assim foi embora com os colegas. Michael retira um paninho do bolso e limpa a baba, que por sorte atingiu apenas o óculos do moreno.
- Se eu pego esse loiro eu juro que...
- Pára com isso Michael. Isso não é justo! Ele está num momento frágil.
- Está bem, Harry. Só porque está me pedindo. Mas francamente, onde estava com a cabeça quando engravidou aquele loiro azedo?
- Amor. Agora pare de me interrogar. Não é nada legal.
- Me desculpa... Mas mudando de assunto... Quero curtir você agora, posso?
- Claro. Mas vamos esperar você se acalmar primeiro.
- Desculpa, fofo... É que eu me descontrolo quando vejo alguém machucando você.
- Own...
Enquanto isso, um grupo de slytherins passava pelos corredores. Draco chorava nos ombros de sua amiga.
- Que Ravenclaw mais nojentinho! Não acredito no que ele disse pra você!
- Pansy... Isso é tão injusto! Perdi as contas de quantas ameaças eu recebi!
- É o que recebe por seu "amorzinho" ser tão popular entre esses garotos.
- Dói tanto Pansy... Eu pensei que seria mais fácil se eu o ignorasse... Mas o que eu sinto por ele é forte demais.
- Oh pobrezinho...
- Ele me protegeu. Por mais cruel que eu venha tentando a ser com ele... Ele ainda pensa em mim...
- Não gosto de admitir. Mas o Potter até que é bonzinho.
- De que me adianta Pansy? Saber que ele é bonzinho... Ele não está mais comig... Ahhh!!!
O loiro grita de dor e se encolhe no chão.
- Draco! Draco? Você está bem?- diz Zabini, ajoelhando-se perto do amigo.
- Ai Draquinho!!! O que houve??
Pansy gritava desesperada enquanto via o loiro se contorcer cada vez mais.
- Pansy! Me-Me ajude!Ah!! Está doendo muito...
- Blaise, Nott,me ajudem a levar o Draquinho até a ala hospitalar!
- Certo!- respondem os dois em uníssono, prontificando-se em segurar o loiro e levá-lo até Madam Pomfrey.
Foram o mais rápido que puderam e colocaram Draco numa cama.
- O que houve, Sr. Malfoy?- perguntou a medibruxa.
- Acho que é o bebê! Faça alguma coisa!
- Acalme-se senhor Draco. Me diga o que está sentindo?
- Muita... Muita dor... Minha barriga está me matando!
- Deixe-me ver... Oh Merlin!
Madam Pomfrey se assusta ao ver uma grande quantidade de sangue manchar os lençóis.
- O-O que houve?- Draco estava ainda mais assustado ao ouvir o grito da bruxa.
- Te-Temo que... O senhor esteja... Tendo um aborto...
- Não...Não... A senhora não pode estar falando sério? Não!!!
- Acalme-se mais uma vez. Vou examiná-lo para ter certeza. Respire,Sr. Malfoy.
Draco suava frio e ofegava. Sua pele estava ainda mais pálida que o normal.
A medibruxa levanta as mangas e retira as calças do garoto;logo depois faz uma pequena abertura nas pernas deste,observando e tocando o orifício.
- Oh! Graças á Merlin! Eu estava errada. É apenas uma hemorragia.
- Por Mordred... - Draco respira aliviado.
- O sangue em excesso veio devido a uma hemorragia interna. O senhor por acaso copulou essa semana?
- Mas o que? Como?
- Me desculpe por ser mais uma vez indiscreta. Mas está claro que a hemorragia se deu a intensa penetração.
- Nã-Não, Madam Pomfrey. Eu- Eu não.
Mais uma vez Malfoy mentia, pois havia se deitado com o pai há alguns dias atrás.
- Tem certeza? Nem mesmo com o Sr. Potter?
- Não, não...
- Uhm... Certo. Pois bem. Descanse aqui esta noite. Se quiser,um de seus amigos poderá passar a noite aqui com você.
- Pansy.
- Certo. Tome aqui esta poção que irá parar a hemorragia e essa outra para aliviar a dor.
- Sim. Obrigado.
Draco toma os dois frascos de poção e se cobre com os lençóis. Acaba caindo no sono, agora mais tranqüilo por não ter perdido o bebê.
Uma garota slytherin andava aflita pela escola, atrás de certo moreno.
O encontrou na biblioteca, lendo alguns livros sobre Quidditch.
- Potter.
- Olá Pansy... - Harry falou baixinho.
- Potter. Preciso de um favor.
- Fale.
- O Draquinho está na ala hospitalar.
- O que? O que houve com ele??- diz o moreno, completamente atônito.
- O bebê. Ele teve uma hemorragia interna e pensamos que estava tendo um aborto.
- Oh não!
- Não se preocupe. Foi alarme falso. Madam Pomfrey acha que isso aconteceu porque ele transou.
- Com quem?
- Ela não sabe. Nós também não. Mas algo me diz que eu sei quem é...
- Lucius.
- Foi o que eu pensei.
- Me diga em que posso ajudar.
- O Draquinho está dormindo agora e...
Pansy falou tudo para o moreno e o deixou perto da ala hospitalar.
Algumas horas depois, o loiro acordou. Tentou se espreguiçar, mas percebeu que sua mão estava sendo segurada pelas mãos de outra pessoa. Sorriu. Provavelmente Pansy ficara lá o tempo todo.
- Pansy? Que horas são?
Perguntou o loiro, esfregando os olhos com uma mão.
- Cinco e meia da tarde.
Se assustou ao perceber que era uma voz masculina e então viu: Era Potter.
- Potter?? O que faz aqui?
-Soube do que aconteceu. Fiquei muito preocupado e vim até aqui.
- Não me toque,seu imbecil!
Draco empurra as mãos do moreno e se cobre ainda mais.
- Draco... Não faz isso comigo... Eu sei que tem algo de errado...
- Fala comigo...
- Não me faça falar Potter... POR favor... Não me faça falar...
CONTINUA...
