Bem, finalmente estamos aqui. A segunda parte começando. hohohoho'. Tenho que começar devagar e depois ir colocando as coisas em seu devido lugar. Boa leitura!


Parte Dois.

Capítulo 11 - Castigo.

Edward's POV.

Minha vida estava prestes a se tornar um inferno. Mesmo perto de quem eu amava.

Depois de 1 ano e meio fora de casa, percebi que viver longe daqueles me amavam, não era uma boa coisa. O casal que denominara serem meus pais, demonstrava que esse era realmente o propósito deles.

Mas nem tudo fora um mar de rosas. Os dois haviam aprendido como era ter que controlar suas mentes perto de mim, o que chegava a ser um bom propósito, pois assim eu podia conviver mais perto deles. Eles se amavam muito. Era o pouco que eu podia perceber só com o afeto que eles compartilhavam.

Meu mar de pétalas murchas ficou mais murcho ainda quando Rosalie entrou para nossa família e os dois achavam que eu tinha que ter uma relação com ela. Do jeito que eles se encaixavam, eles achavam que nós dois íamos nos encaixar. Mas... Não era bem assim. Ela não fazia meu tipo e eu tinha plena consciência que na hora certa, minha companheira apareceria. Carlisle havia me convencido que Deus me deu o livre arbítrio, mas que ele sabia minha predestinação. Rosalie, na realidade parecia aquela irmã irritante com quem eu sempre estava brigando, contra seu mal humor, mas ela era legal.

Eles ainda não entendiam por que eu não gostava dela. Gostava, mas não do jeito que eles queriam. Ela não era a pessoa com quem eu compartilharia o amor que os dois compartilhavam. Pelo menos, eu tinha alguém para acompanhar a melação de Carlisle e Esme, mas eu ainda continuava vendo o que eles pensavam.

Minhas brigas com Rose "acabaram" quando ela conheceu Emmett. Era perfeito! Eles não tinham melação, mas pareciam ser carnívoros em todos os sentidos. Emmett era extremamente forte e ele sabia disso. Gabava-se também. Carlisle ficou piedoso quando viu que Rosalie não era meu destino, mas eu havia confessado para ele que daquela maneira era melhor. Ela não me amava do jeito que amava seu recém-casado-marido, Emmett. E do jeito que ele amava Esme. Mas eu estava contente com a entrada de Emmett na família. Eu tinha mais disposição para aprontar. E ele tinha disposição de aprontar com a vida pessoal de nossos pais, tirando totalmente a passividade de Carlisle. O lado maternal de Esme se apresentava com mais frequência quando aparecia um vaso quebrado ou uma barata no quarto de Rosalie e Emmett, enquanto só a loira estava no quarto. Emmett era o lado brincalhão da família, enquanto Rose o fresco, eu o artista, Esme a matriarca e Carlisle, o patriarca.

O outro dia mais marcante da história da nossa família foi quando o casal mais recente, superdotado apareceu. Quase do nada. Alice não era uma peste, mas irritante e ela se sentia quase como eu em relação aos poderes. Já Jasper, de passivo só tinha o rosto. Eu, ele e Emmett, formávamos a "turminha do mal" se assim podemos denominar. Já Alice, se juntava a Esme e Rosalie para discutirem as coisas delas. Carlisle, incrivelmente, não desgrudava dela se estivéssemos todos juntos. Ele não importava em ouvir uma grande história sobre os sonhos de uma garota, mas ele queria passar o seu tempo com sua mulher. Isso eu admirava nele. Se um dia eu tivesse essa relação com alguma mulher, eu seria daquele jeito também. Não podíamos querer fazer uma brincadeira com nossa mãe que ele mesmo tomava as dores. Por isso não arriscávamos brincar com ela.

Tinha assuntos que pareciam ser proibidos de serem tocados, como por exemplo, Richard Frank. Evitávamos falar sobre aquilo, mas em alguns dias, Carlisle ficava perturbado em deixar Esme sozinha. Eu prometia a ele que cuidaria dela. Ele era super protetor, mas não queria que ela soubesse sobre essa preocupação extra. Só que ela descobriu numa conversa minha e dele. Eu tive que retirar. Eles iam brigar. Eu me retirei para a sala e deixei os dois no escritório. Quando cheguei na sala encontrei meus irmãos com uma cara não muito divertida. Quando nossos pais brigavam, era tenso.



Carlisle's POV.

Eu não queria brigar com ela, era uma coisa que eu não suportava e nem conseguia elevar o tom de voz.

-Eu tenho um motivo... - Eu tentei argumentar.

-Para não me contar. - Ela resmungou. - Por que não me falar? Você tem medo do que? De que eu.. Sei lá! - Ela jogou as mãos no ar e eu fiquei em silêncio.

-Meu medo é de que ele apareça, Esme. Minha maior preocupação é seu bem estar. Eu não suporto e não suportaria ver alguém te machucando. - Eu disse honestamente sem mudar meu tom de voz.

-Então não me machuque escondendo as coisas de mim. - Ela falou no tom choroso. Doeu. Eu não sabia o que fazer, eu não queria vê-la soluçando. Doeria mais ainda.

-Eu... Eu não sei porque não falei para você, certo? Acho que meu instinto protetor falou mais alto. - Eu me aproximei com medo que ela recuasse, mas ela não o fez.

-Eu... Eu acredito que na base de nossa relação, que já tem mais de décadas, nós precisamos ser abertos. Eu não te dou motivos para esconder nada. - Ela soluçou levemente e minha primeira reação foi abraçá-la. Não, eu não escondia nada dela, fora mesmo motivo de preocupação, em meu sexto sentido, eu sentia que precisava daquela proteção por cima dela, mas ela estava certa. Eu tinha que concordar, mas eu também não tinha nada a esconder. Ela sabia de tudo. As décadas de casado, me mostraram que eu aprendi a confiar nela e vice-versa.

-Eu sou aberto com você, querida, eu só estava preocupado. Não tenho nada a esconder, me desculpe. - Eu a acolhi e ela ficou em silêncio. - Prometo nunca mais fazer isso. - Silenciosamente ela envolveu os braços em minha cintura e eu beijei sua testa, sabendo que já estava tudo certo entre nós.

-Eu odeio essas brigas, não são nada duradouras. Eu esperava ver talvez vasos quebrados ou paredes caidas, mas nada. - Eu ouvi Emmett resmungar e comecei a rir, olhei para Esme que esboçou um sorriso também.

-Sou contra a violência. - Eu respondi de volta, sabendo que ele ouviria e soltei Esme para que pudéssemos descer. Olhei pela janela, o sol já havia se posto.

Quando chegamos embaixo, Edward estava sentando no banco do piano, enquanto Jasper tentava ensinar Emmett a jogar xadrez, Alice e Rosalie discutiam sobre moda na mesa, com um monte de revistas e nós sentamos no sofá e encaramos o jogo de Jazz contra Emmett.

-Mesmo assim, é muito rápido. Você concorda com quase tudo que ela diz. - Dessa vez, Jasper resmungou sem olhar para nós. Quando ele se manifestava, devíamos acreditar, mais do que em Emmett.

-Wow, Emmett aprendendo a jogar xadrez. - Eu disse ironicamente e ele me olhou. Eu esbocei um sorriso e ele retribuiu com um olhar de criança.

-Jasper disse que tenho chances de ganhar. - Emmett estava esperançoso pelo que pudemos ver. Eu puxei minha mulher para meu colo e apoiei meu queixo em seu ombro. Aí sim ele esboçou um sorriso malicioso para mim.

-Xeque-mate e nunca acredite em mim. - Jasper disse vitorioso e começou a rir. Emmett fechou a cara e me encarou.

-Ele roubou! - Ele esperava que eu fizesse algo? Ele tinha que ganhar honestamente. Olhei para o tabuleiro, Emmett havia comido quatro peças de Jasper, enquanto Jasper quase comeu o tabuleiro inteiro. Não podíamos dizer que Emmett era burro, mas ele levava mais jeito para esportes mais radicais do que para jogos de tabuleiros, mas ele havia insistido em querer aprender jogos de tabuleiro. Então... Era uma opção própria, mas as peças não estavam certas, era meio impossível Jasper ter ganho.

Eu balancei a cabeça, indicando que nada podia ser feito e ele voltou a encarar o irmão que mantinha os lábios curvados para cima, mostrando um sorriso um tanto quanto do mal.

-Não peça ajuda do papai, aí quem estará roubando é você. - Jasper voltou a arrumar as peça no tabuleiro. - Preste atenção, eu roubei, mas você não prestou atenção. Meu cavalo não podia ter te comido, ele só anda em "L", portanto, isso se resume em: Pare de pensar sobre o que Carlisle e Esme vão fazer ou deixaram de fazer e preste atenção no jogo. Pensando em outras coisas você nunca vai ganhar. - Eu sabia! Não era possível Jasper ter ganho, mas talvez era preciso trancar ele e Emmett numa sala para que pudessem jogar sem o grandalhão se distrair.

Eu sorri para Esme e ela beijou minha testa. Com o polegar da mão direita, ela fazia círculos em minha mão, e a a outra eu apoiava sobre a dela. Ela não havia se manifestado, mas quando ela ficava quieta daquele jeito, eu sabia que ela estava pensando.

-Sabe no que eu estava pensando? - Ela falou sorridente e eu ergui minhas sombrancelhas. - Na orquestra.

Orquestra? O que ela queria dizer com aquilo?

-Você quer ir assistir uma? Não prefere teatro ou cinema? - Eu perguntei com cautela e mordisquei o queixo dela.

-Não. Eu... Na nossa última orquestra eu não sabia que você gostava de mim. - Ela sussurrou e eu sorri. Era verdade, eu queria poder dizer para ela que eu a amava, mas eu tinha medo de que ela não me amasse. De uma forma ou de outra, devíamos agradecer as Denali, pois se não, não teríamos nos beijado no jogo de verdade ou desafio. Graças a Edward, também.
Eu olhei para meu filho mais velho que sorriu gentilmente. Eu sabia que ele estava feliz em ter ajudado em nossa relação.

-É como se fosse uma lembrança?

-Sim, mas seja honesto. Se não quer ir, não vamos. - Ela suspirou e eu pensei. Eu queria ir à uma orquestra. Seria bom relembrar, mas dessa vez, eu estaria juntamente a ela.

-Alguém mais quer ir? - Eu perguntei em geral e olhei para nossos filhos que não se manifestaram. Percebi Edward que ria "silenciosamente" para ele mesmo e que ninguém aparentemente queria ir.

-E depois ovuir o pensamento de vocês a sós? Não, obrigado. - Edward respondeu ao meu pensamento, me encarando e em seguida começou a tocar. Eu sorri levemente e depois suspirei. Ok, então. - Wow, e mamãe falou por que antes ela me consultou, juntamente com Alice. Vai ser no teatro depois das duas quadras do hospital. às 20h00.

Eles já tinham programado tudo. Ela sabia que eu aceitaria. Ah, por isso eu amava essa mulher! Eu a beijei, e nossos filhos fizeram o irritante "hhmmmmmmmmm". Eles sabiam que a casa teria que ficar livre depois que voltássemos. Eles ajudavam para que tudo desse certo, apesar de algumas vezes reclamarem. Olhei para o relógio que marcava 19h40. Tínhamos uma hora extra... Do nada, eu tirei Esme de meu colo e a deitei no sofá, voltando a beijá-la. O encaixe de nossas bocas pareciam perfeitos e eu nunca me cansava de tocar naqueles lábios.

-Por Deus, arrumem um quarto! - Jasper finalmente me encarou e sorriu. Eu o encarei e pensei que ele podia estar envolvido naquilo. Eu não deitaria minha mulher a toa na frente de nossos filhos. Olhei para Edward e pensei "foi Jasper?" Edward somente assentiu com a cabeça.

-Jasper, isso não tem graça. - Eu falei e Esme me olhou com uma cara interrogativa. - Ele está mudando nosso humor. Como se estivesse "passando" luxúria para nós. - Eu sussurrei e ela olhou o filho.

-Jasper, pare com isso. Agora. - Ela me empurrou e se sentou. Ele ainda tinha um sorriso do mal nos lábios. Eu estava me segurando para não me deixar levar pelos sentimentos que Jasper queria que eu tivesse naquele momento, mas eu queria, eu queria minha mulher naquele momento, mas não podia. Era cedo. Parecia que haviam o diabinho e o anjinho no meu ombro falando comigo. - Jasper Withlock Cullen, você está de castigo! - Esme falou irritada. Ele olhou para minha mulher e eu não falei nada. Ele não podia brincar com nossos sentimentos. - Você... Você está de castigo e de diversão só pode jogar xadrez com Emmett durante 2 semanas!

-Hey! - Emmett falou mais alto e eu deixei um rosnado escapar para meu filho. - Isso é injusto! Por que não faz ele tirar uma queda de braço comigo para perder ou um esporte mais violento?

Esme parou e ficou pensativa.

-Feito. - Ela disse repentinamente e a sala ficou em silêncio. - Ah, eu sou péssima para dar castigos. - Ela me abraçou e choramingou. Eu a apertei contra meu corpo, mas realmente, castigos eram raros vindo de nossa casa.

-Eu já sei. - Falei. - Jasper, você me ajudará durante uma semana no Pronto Socorro. Fácil. - Eu sorri vitorioso para ele e a cara dele de felicidade se desmoronou.

-Ele ainda vai ter que jogar comigo? - Emmett falou empolgado e eu assenti com a cabeça. A felicidade do rapaz se tornou maior. Ao contrário da felicidade de meu filho mais novo que ainda não havia se manifestado.

-Assunto encerrado. - Eu encerrei para que nada mais se prolongasse. Esme decidiu ficar sentada do meu lado e Jasper começou a mostrar novamente como que se jogava xadrez. Aquilo ia longe.

-Ainda vamos na orquestra? - Esme virou para mim com um olhar esperançoso. E eu confirmei com a cabeça. - Só nós dois? - Ela sussurrou e eu a beijei como resposta. Dessa vez, eu sentia que Jasper não se atrevera a nos controlar. Nossos lábios se tocaram com leveza e eu agradeci aos Céus por ter aquela mulher que eu amava tanto, mas não podíamos enrolar ali, pois se não pararíamos no quarto e não chegaríamos a tempo na orquestra. E para um vampiro, não chegar a tempo, a coisa tinha tinha que ser boa. Mais do que sangue...


Aha! Eu vou ter que controlar os capítulos, pois estou louca que a história fique mais intrigante, mas eu tenho que ir devagar, pois se não, eu mesma vou ter um ataque cardíaco. Tenho que ir postando em quantidades razoáveis, pois estou tentando prolongar a história, juntando minhas one-shots. Bom, assisti Eclipse, e realmente, não tem casal melhor que Esme&Carlisle, Peter&Elizabeth, sei lá, eles parecem que são perfeitos um para os outros. Acho que os diretores podiam explorar mais nos dois. *-*, se bem que em Eclipse foi levemente explorado. Os dois são simplesmente... Magníficos!. Espero que tenham gostado, reviews & coments & críticas, são sempre benvindas (é assim que se escreve agora, certo?) - ou bem-vindas, tanto faz - e espero que continuem acompanhando a fic, e por favor, esqueçam um pouco do Richard para ser mais emocionante!. kkkkkk' *-*. Obrigada. Beijos, Vitória.