Título: If I Had You
Disclaimer: Fanfic escrita por diversão. Os direitos autorais de Harry Potter pertecem a JK Rowling, a Warner Bros. e etc.
Avisos: Slash, slash e mais um pouco de slash. Se você não sabe o que é isso, talvez seja melhor nem ler.
Capitulo 11: Problemas e soluções
- Helena... – ouvi meu pai me chamando.
Eu queria saber o que estava acontecendo com as pessoas que eu conheço para me acordarem cedo no sábado. Abri os olhos e me sentei na cama, estranhando aquilo. Raramente meu pai entrava no meu quarto e se ele tinha se sentado na minha cama para conversar duas vezes era muito. Ele estava visivelmente nervoso e não olhava diretamente para mim, mas sim para o envelope em suas mãos.
- Que foi? – perguntei, tocando seu ombro. Sirius me olhou e me entregou o envelope. Eu o abri e dentro havia varias fotos. Peguei apenas uma e a raiva me tomou, tirei as outras fotos do envelope, as olhando rapidamente. Eram fotos de Harry e Draco, nada muito comprometedor, mas dava para perceber.
- Quem te mandou isso? – perguntei. Eu realmente tinha achado que os meus problemas tinham acabado quando Harry e Draco se acertaram há duas semanas.
- Não tem remetente... – falou meu pai. Houve silencio e eu não conseguia acreditar. Quem seria tão cruel a ponto de fazer esse tipo de coisa? Eles só tinham começado namorar de verdade no dia anterior! Me levantei e comecei a andar de um lado para o outro, com vontade de quebrar tudo – Tem uma carta também... – disse Padfoot, me dando uma folha de papel.
Passei os olhos no que estava escrito e me veio um nome na cabeça: Seamus Finnigan. Se aquele irlandês tivesse algo a ver com essa carta, ele iria pagar muito caro. A única coisa que realmente me chamou atenção naquelas palavras foi: "Não se preocupe, você não foi o único a receber essa carta". Isso queria dizer que a pessoa tinha mandado aquelas fotos para mais alguém e eu sabia que assim que Lucius Malfoy visse aquelas fotos, Draco estava fudido. Peguei o celular e liguei para o loiro.
- Tá tudo bem, Draco? – perguntei assim que ele atendeu.
- Claro que está, Helena... – disse irônico – Lucius acabou de me expulsar de casa, mas está tudo ótimo!
- Vêm para cá... – falei, sem me importar muito com a cara de nojo que meu pai fazia.
- Seu pai não gosta de mim...
- Foda-se... – Sirius me olhou, sorrindo amarelo. Ao mesmo tempo que ele não queria nenhum Malfoy pisando na nossa casa, ele estava orgulhoso de mim.
- Como você sabia? – perguntou Draco, curioso.
- Meu pai recebeu uma carta igual... – o loiro riu – Liga pro Blaise e diz para ele vir pra cá, também. – ele desligou e eu me sentei na cadeira da escrivaninha. Eu precisava de toda a ajuda que eu pudesse ter para botar as mãos naquele irlandês.
- Então é verdade? – me perguntou Sirius – O Harry está mesmo com o Malfoy?
- É... – falei mal-humorada – Você viu as fotos!
- Eu vi que eles estão bem próximos... – falou sorrindo.
- Pai, nós não temos tempo para brincadeiras! – disse, cansada – Você pode ligar para o Remus?
- Claro, Hel... – disse meu pai, se levantando e dando um beijo no topo da minha cabeça. Ele saiu do quarto e eu liguei para Hermione.
Depois de falar com ela, troquei de roupa e liguei para Harry. Só para me deixar mais nervosa, ele não atendia o celular. Desci a escada correndo e vi Padfoot terminando de falar com Moony, então fui para a cozinha fazer a única coisa me acalmaria: tomar café. Resolvi tentar ligar para Harry de novo, mas o moreno não atendeu o celular novamente. Então liguei para o telefona da casa e depois de chamar um pouco, Lily atendeu.
- É a Helena... – falei, nervosa – Posso falar com o Harry?
- Ele está conversando com o James... – eu tinha esquecido que Prongs também devia ter recebido a carta – Quer que eu diga para ele te ligar mais tarde?
- Pode ser...
- Isso tem haver com a carta? - Lily sempre tão perceptiva!
- Tem... Lily, pedi para ele vir pra cá quando eles terminarem de conversar.
- Claro, querida... – ela desligou o telefone e Remus apareceu na cozinha.
- Você devia morar aqui, Moony – meu padrinho riu.
- Não dê ideias ao Sirius, Helena... – eu sorri de lado. A campainha tocou e meu pai logo entrou na cozinha, seguido de Blaise e Hermione.
- Pra que tanta gente? – perguntou Padfoot, se sentando na bancada. Na realidade ele estava me falando: "Achei que eu ia ter uns momentos de privacidade com o Moony antes do Malfoy chegar".
- Como vocês chegaram tão rápido? – perguntei. Remus se sentou ao lado de Sirius, colocando a mão no ombro do namorado e sorrindo.
- Eu saí assim que o Draco me ligou e encontrei Granger na rua... – disse Blaise, pegando a caneca da minha mão e bebeu um gole.
- Ele me deu uma carona... – ela se sentou ao lado do professor – Por que a gente está aqui?
- Por causa disso... – eu tirei o envelope com as fotos e coloquei em cima da bancada junto com a carta, nisso a campainha tocou e eu fui atender. Quando abri a porta, meu celular tocou e eu atendi fazendo sinal para Draco entrar.
- Hey, Helena... – falou Harry no telefone, enquanto eu fechava a porta.
- Oi, Harry... – disse, fazendo Draco me olhar, intrigado. Apontei para a cozinha e ele foi para lá. – Você vai vir pra cá?
- Eu já vou sair...
- Então por que você ligou?
- Queria saber se você tem noticias do Draco...
- Ele acabou de chegar aqui... Lucius o expulsou de casa. – Harry ficou em silencio e desligou o telefone. Voltei para a cozinha e todos olhavam as fotos, enquanto Remus lia a carta em voz baixa. Sentei-me entre Blaise e Hermione, ambos extremamente confusos.
- Quem pode ter feito isso? – perguntou a menina, olhando para mim.
- Você não tem nenhuma ideia?
- Algumas... – disse Mione – Mas uma é mais impossível que a outra.
- Eu só tenho um nome na minha cabeça... – comentei e a campainha tocou novamente. Meu pai foi atender e Remus foi atrás dele, sendo que alguns minutos depois, Harry entrou sozinho na cozinha. Ele foi direto para o lado do namorado e se sentou ao seu lado, colocando a cabeça no ombro de Draco.
- Você está bem, Harry? – perguntou o loiro, carinhoso, abraçando o moreno de lado.
- Estou... – respondeu, sorrindo – E você, Draco?
- Ah, eu só fui expulso de casa... – falou, fazendo pouco caso.
- Você já tem lugar para ficar? – falei e o loiro fez que não com a cabeça. Harry tirou a cabeça do ombro dele.
- Por que você não fica lá em casa? – perguntou Blaise e Draco deu de ombros. Dei um tapa no negro, que me olhou sem entender, arrancando um sorriso de Hermione.
– Quem você acha que foi, Hel?
- O irlandês... – disse, distraidamente.
- Seamus não fez isso! – protestou Harry e nós quatro olhamos para ele – Sei que você... err, vocês não gostam dele, mas o Seamus não faria uma coisa dessas.
- Claro que não faria! – falou Blaise, ironicamente.
- Harry... – chamou Hermione – Sei que é difícil pra você, mas quanto mais eu penso, mais chego nessa conclusão.
- A gente pode falar disso depois? – perguntou Draco, olhando para mim.
- Claro... – sorri, malignamente - Nós podemos falar de como descobrir quem fez isso e no que nós podemos fazer com essa pessoa!
- Esse assunto é bem melhor... – falou Blaise. – Eu sugiro uma armadilha.
- Como nós vamos fazer uma armadilha nessa situação, Zabini? – perguntou Hermione, olhando para ele.
- Simples, é só acontecer algo que esse cara não vai resistir e vai tirara mais fotos...
- Mas ele não pode saber que nós sabemos... Nem que as cartas foram lidas! – falei, me levantando. - Ele tem que achar que tudo continua igual!
- Por que você está falando ele?
- Porque é mais fácil, Harry. – revirei os olhos. – Agora nós precisamos de um beijo cinematográfico em Hogwarts! – falei socando a bancada.
- Você está na faculdade certa, Hel... – brincou Blaise.
- Não acho que essa seja uma boa ideia, Helena... – disse Hermione – Desse jeito vamos expor os dois!
- É, talvez você tenha razão... – falei, me sentando novamente. – Mas não precisa estar acontecendo mesmo! - eu contei o que tinha pensado para eles e todos concordaram. Harry teve que ir logo e deu uma carona para Hermione, que ia para a Toca. Aproveitei que eles foram embora e que Remus e Sirius tinham saído para fazer compras, para discutir com Draco e Blaise o que faríamos com Finnigan.
- Você tem certeza que é ele? – me perguntou o negro.
- É meio óbvio, Blaise... – respondeu Draco, por mim.
- E se não for ele?
- Nós logo vamos saber isso... – sorri para os dois. – Então, eu estava pensando em humilhação publica.
- Vocês não acham que o Potter vai ficar irritadinho se a gente fizer algo com...
- É só ele não saber que o Draco está envolvido, Blaise.
- E você? – perguntou o loiro.
- O Harry não consegue viver sem mim... A gente briga, mas sempre volta a se falar. – houve um momento de silencio – Vocês querem ou não dar um jeito naquele irlandês de uma vez?
- Qual o plano? – me perguntou o loiro, com os olhos brilhantes.
Draco não passou nem dois dias na casa do Blaise. Narcisa Malfoy havia comprado um apartamento no nome do filho e tinha mandado as coisas dele que ainda estavam na mansão, direto para lá (além de ter conseguido que o loiro não fosse demitido da empresa Malfoy nem deserdado). Ao mesmo tempo, Sirius pediu para Remus ir morar com a gente e ele aceitou de cara. James deu um jantar em comemoração (Lily disse que era só mais uma desculpa para encher a cara) e convidou o novo namorado do filho, que recusou o convite quando ficou sabendo que o sogro havia chamado o Weasley. O ruivo quase desmaiou quando entendeu o motivo da comemoração e o resultado disso, foi que Harry finalmente contou para o melhor amigo sobre sua sexualidade (acho que ele não comentou sobre Charlie, para poupá-lo).
- Oh, Helena... – disse Hermione, enquanto nós saiamos do refeitório, em voz alta – Aqueles dois não têm jeito.
- O que foi agora? – perguntei, também em voz alta. Nós estávamos passando ao lado da mesma onde Finnigan estava sentado, terminando de almoçar.
- Você acredita que... – ela sussurrou qualquer coisa, para atiçar a curiosidade do irlandês.
- Isso eu preciso ver! – exclamei. Fomos andando em direção a campo de futebol, sempre nos certificando que ele estivesse nos seguindo.
Chegamos ao local combinado e nos escondemos. Harry e Draco logo passaram no meio do pátio e eu vi flashes vindos da onde Finnigan estava. Blaise surgiu do nosso lado, piscou para mim e foi falar com o loiro, que não estava tão longe da gente. Então os três sumiram do nosso campo de visão, sendo que o negro apareceu do meu lado novamente. A gente esperou mais um pouco e Finnigan saiu de seu esconderijo.
- É melhor você sair daqui, Mione... – falou Blaise. A menina olhou para mim e eu assenti, então ela foi andando para longe da gente.
- Que pena que o Draco não vai poder assistir... – falei, tirando um controle de garagem do bolso.
- A gente conta pra ele... – o rapaz riu e eu apertei o botão. Houve uma pequena explosão perto da onde o irlandês estava e ele coberto de tinta colorida. Eu e Blaise saímos do nosso esconderijo e passamos bem a vista de Finnigan.
- Isso é pra você não se meter com gente mais esperta que você... – falei, sorrindo para ele. – Com cortesia das Gemialidades Weasley.
O plano só havia dado certo no final das contas, porque Hermione tinha descoberto que os gêmeos Weasley também não gostavam muito do irlandês. Foi só explicar para Fred e George o que eu queria que eles fizeram acontecer. Finnigan saiu dali todo sujo e bufando. Eu sabia que ele não ia mais mexer com a gente. Joguei o controle numa lixeira e fomos andando até o café. Quando chegamos à porta, Blaise me puxou para um canto, um pouco escondido. Ele respirou fundo e vimos Harry, Draco e Hermione (arrastando o namorado) entrando no estabelecimento.
- O que houve? – perguntei.
- Agora que você já resolveu a vida amorosa de todo mundo... – ele mordeu o lábio inferior – Eu queria pedir a sua ajuda. – olhei para ele sem entender – É que eu gosto de uma garota já tem um tempo, mas não sei como falar com ela.
- Bem... – falei, tentando me manter calma. Por que aquela noticia tinha me quebrado meu coração? E me dado uma raiva imensa de alguém que eu nem sabia quem era? – Você já tentou chamar atenção dela? Mostrar que está interessado nela?
- Algumas vezes, mas acho que ela ainda não percebeu o quanto é especial para mim... – falou, olhando nos meus olhos.
- Já que ela é tão lerda, você tem que chegar para ela e falar que gosta dela! – ele concordou com a cabeça e se afastou um pouco. Depois voltou, andando bem devagar e segurou na minha mão.
- Helena, eu gosto muito de você... – meu queixo caiu. Blaise sorriu ansioso, esperando a minha reação. Dei um tapa no braço dele.
- Bobo... – falei sorrindo e juntei nossos lábios. Logo ele pediu passagem com a língua e eu permiti, curtindo.
- Finalmente... – eu olhei para o lado e vi Draco sorrindo. Nós paramos o beijo e Blaise olhou para o lado também, sorrindo para ele.
Eu andei até o loiro e dei um soco no braço dele. Então entramos no café, Draco primeiro e eu de mãos dadas com Blaise. Assim que Hermione nos viu, sorriu de orelha e orelha. Sentamo-nos a mesa com eles e Draco sussurrou no ouvido de Harry, que sorriu e piscou para mim. Deitei minha cabeça no ombro de Blaise e Hermione apertou o braço do Weasley, criando um clima de romance na mesa do café. Clima que fez Harry dar um selinho no loiro, que sorriu. Eles separaram os lábios ao ouvir o corpo de Ron Weasley chegar ao chão, sem consciência.
Notas: Decimo primeiro capitulo.
O último, o final, o derradeiro.
Esse capitulo destroi meu coração.
Quero esse Blaise pra mim!
Muito agradecida a CathSPotter e a Deh Isaacs pelas reviews maravilhosas. (Inveja da Helena, até eu tenho!)
Bem, não precisam ficar tristes pelo último capitulo... TEM UM EPILOGO.
(Adoro epilogos! De verdade. Dá uma sensação de o fim chegou, mas ainda não acabou.)
Desculpem os erros.
