Capitulo 12- Whitesnake
Dois dias depois Akito sai do hospital carregando sua filha, Akari em seus braços, Ayame a acompanha; os dois parecem radiantes e extremamente felizes. Hatori os espera na porta do hospital para leva-los para casa. Ele também sente-se feliz e aliviado por tudo der dado certo no final.
Hatori para o carro na frente da casa de Ayame, os dois ajudam Akito a descer do carro com a criança. eles tiram os sapatos e adentram a confortável casa. Akito sorri feliz por estar de volta com sua filha em seus braços.
- Seja bem vinda ao seu novo lar, querida!- ela sorri e beija o rostinho da filha que estava acordada.
Ayame se aproxima e abraça as duas.
- Akito, deixe sua filha com Ayame agora e vamos manter o que combinamos. Ayame não iremos demorar, voltamos em cerca de meia hora, no máximo.
- Hai- ele sorri – mas deixe Akari no berço por favor, tenho medo de pega-la e ela me abraçar- tem um olhar triste.
Akito beija os lábios dele e leva Akari para o berço, adentra lentamente o quarto e a coloca no berço- esse será seu quartinho, espero que goste!- sorri e volta para a sala- podemos ir Hatori.
- Sim- diz ele
- Cuide-se, amor- diz Ayame e a beija nos lábios.
Hatori e Akito entram no carro e ele dirige em direção à sede.
- Akito, sugiro que desfaça esse sorriso do rosto ou nossa mentira não será convincente, além disso deixei um sobretudo no banco de traz para você vestir, não seria apropriado você entrar na sede usando um vestido- sorri- fico muito feliz que você esteja bem e feliz.
Akito sorri, se vira e pega o sobretudo- sim, estou muito feliz. Em pensar que eu não queria ter esse filho.
Hatori sorri e estaciona o carro na sede, desce e abre a porta para Akito descer e então a ajuda a caminhar em direção à casa principal na sede. As empregadas na porta recepcionam Akito.
- Olá Akito-san, que bom que voltou, ficamos todas preocupadas com sua longa ausência.
Akito apenas sorri- Arigato, mas agora já estou bem.
- Vamos agora mesmo ajeitar seu quarto, não sabíamos que voltaria hoje- diz a governanta da casa
- Não precisa- diz Hatori- Akito–san passou por uma cirurgia séria no coração, por isso sua longa ausência na sede, entretanto ele não voltará para a sede ainda, permanecerá um tempo na minha casa se recuperando.
As empregadas olham assustadas- uma cirurgia? O senhor está mesmo bem, Akito-san?
- Sim, estou, obrigada. Vamos Hatori quero descansar.
- Sim- e Hatori a ajuda a caminhar até a casa dele, adentram a casa- pronto Akito, parece que nossa mentira deu certo, agora ficaremos uns minutos aqui e depois saímos pelos fundos, eu pego o carro e te levo de volta para sua casa. Enquanto isso , tem alguns cuidados após o parto que você deverá ter- e então ele começa a explicar à ela os cuidados que ela tem que ter consigo mesma e com sua saúde.
Cerca de meia hora depois os dois estão retornando para a casa de Ayame.
- Amanha eu volto para ver vocês duas, Akito-san, lembre-se de repousar bastante e me ligue qualquer coisa.
- Hai, Hatori, obrigada
Akito adentra a casa e vai direto para o quarto da filha, Ayame está ao lado do berço acariciando o rosto da filha, todo sorridente.
- Olá amor, deu tudo certo na sede?
Akito o abraça- sim.
-Quem bom. Agora trate de descansar, vou cuidar de vocês duas- sorri e pega Akito no colo- precisa repousar, enquanto isso vou preparar algo para você comer, está amamentando e precisa se alimentar.
Ayame deixa Akito no quarto e então vai preparar algo para ela comer.
Nos dias que se seguem, Hatori vem visitar Akito todos os dias e acompanha de perto sua recuperação do parto.
Ela estava se recuperando bem do parto e estava completamente mudada, seu semblante era tranqüilo, maternal; estava sempre sorrindo e ali, naquela casa, parecia existir realmente felicidade. Ayame sempre ajudando Akito a cuidar da filha e fazendo de tudo para a felicidade delas, entretanto entristecia-se toda vez que lembrava que não podia abraçar a filha, já tinha pego ela algumas vezes no colo mas sempre com medo que ela pudesse abraçá-lo, sempre devolvia-a a logo para Akito.
Akari vinha crescendo saudável e já estava com dois meses. Akito, nesse tempo, tinha esquecido-se completamente da maldição, da família, da sede, ela parecia viver agora uma nova vida, um novo mundo, uma nova realidade.
Um certo dia ela estava deitada na cama brincando com a filha quando Ayame adentra no quarto voltando da loja, sorri ao ver as duas juntas.
- Olá meus amores- beija os lábios de Akito e o rostinho de Akari- como passaram o dia?
Akito sorri- estamos bem, venha nos fazer companhia um pouco.
- Sm, vou só trocar de roupa- então ele adentra no closet e sai de lá usando um quimono branco- sabe Akky, estive pensando uma coisa, quero descobrir se nossa filha tem medo de mim.
- Como assim?
- Quero que ela me abrace e eu me transforme, quero ver se ela sente medo de mim, você segura ela na hora que eu me transformar?
- Sim, mas tem certeza? Não vai ficar arrasado se ela sentir medo de você?
- Não, eu preciso descobrir.
- Já que insiste, mas sente aqui no meio da cama- pega Akari no colo e entrega para Ayame.
Ayame pega a filha no colo, fica brincando com ela um pouco para distrai-la e depois a abraça, ouve-se um estrondo e Ayame se transforma em uma serpente branca. Akito que estava por perto pega a filha imediatamente que assustada havia começado a chorar.
- Não chore filha, é o papai, ele não vai te fazer nenhum mal- embala Akari e a aproxima da serpente.
A serpente olha triste- eu devia imaginar
Akito não se conforma, se aproxima da serpente, pega na mãozinha de Akari e faz ela tocar a serpente- viu filha, a serpente não vai te fazer nada, é o papai, ele não vai te fazer mal.
A principio Akari tira a mão rapidamente sentindo a serpente gelada, mas depois estica a mãozinha e toca na cabeça da serpente novamente, pára de chorar e sorri. Um pouco mais aliviado, ele com a cabeça faz carinho na mão da filha
- É o papai, posso parecer um pouquinho diferente mas sou eu, não precisa ter medo, e sempre que você quiser me ver assim é só me abraçar.
Instantes depois Ayame volta a sua forma normal.
Akito sorri- viu, ela não tem medo de você, apenas se assustou porque achou que ia cair, nossa filha te ama e te aceita como você é.
Ayame abraça Akito envolvendo sua filha no abraço também- eu amo vocês duas. Nesse instante o telefone da casa de Ayame toca, ele vai correndo atender, parece um pouco tenso e preocupado ao ouvir as noticias.
- O que foi, Aaya?- pergunta Akito notando a preocupação dele após ele desligar o telefone
- Não sei ao certo, era da sede, tinham um recado para você. Querem que você compareça amanha a um almoço de família no mesmo lugar de sempre ao meio dia.
Akito olha assustada- nossa eu me esqueci completamente da função de patriarca, nos últimos meses de gravidez e agora nos dois meses eu me esqueci completamente das minhas obrigações. E agora o que eu faço?
- Vá nesse almoço e mantenha a mentira da cirurgia do coração e da sua saúde.
- Sim, mas estou com medo, com um péssimo pressentimento.
Ayame a abraça- não pense nisso agora, é só amanha.
Akari também tenta trazer a atenção da mãe de volta, ela fica puxando a gola do quimono da mãe e começa a chorar lembrando-a de que está com fome. Akito sorri e começa a amamentar a filha esquecendo-se momentaneamente do pressentimento e do almoço em família.
