Alguns dias se passaram e Gaara estava cada vez melhor e nenhum incidente desagradável havia ocorrido novamente. Até mesmo porque Ino, como havia prometido era à sombra do Kage. Ela observando a evolução do quadro de Gaara resolveu autorizar o shinobi a retomar aos poucos seu trabalho de Kage, obviamente acompanhado por ela em qualquer situação. Os dias se passaram mais ou menos assim.
Flash Back Rotina Gaara e Ino On
Reuniões com Kankuro.
Kankuro entrou no quarto trazendo consigo alguns papéis.
— Ino, Kankuro chegou. — falou, fazendo sinal com a cabeça para que ela saísse.
— Ah...Oi Kankuro — sorriu — Estava tão entretida com meu livro que nem vi você chegar... — levantou-se da poltrona — Vem, pode sentar aqui.
Kankuro sentou-se a poltrona e em seguida os dois Sabakus observaram a loira arrastar o futon para próximo a uma parede no canto do quarto, atirou uns dois travesseiros sobre ele e sentou-se confortavelmente em posição de lótus. Com uma mão segurava o seu livro e com a outra bebericava o chá.
— Er..Ino — começou Kankuro — nos vamos trabalhar....
— Ah... Eu sei Kankuro, — direcionou as safiras ao das marionetes — eu estou bem confortável, acredite... Vocês não vão me atrapalhar. — deu um largo sorriso e voltou-se para seu livro. — Podem continuar... — disse sem fita-los acenando com a mão.
Gaara apenas suspirou e revirou os olhos...
No campo de treinamento.
Gaara, Baki e Ino encontravam-se num dos campos de treinamentos com cerca de cinqüenta homens integrantes do pelotão de elite de Suna, para um treinamento especial que seria assistido por Gaara. Ouvia-se um zunzunzum vindo dos shinobis do pelotão de elite que murmuravam os mais diversos comentários "Cara, o que uma garota esta fazendo aqui?", "Ela é uma ninja Konoha, será que vai participar do treino secreto?", "Ela é uma gata, não vou me concentrar com uma gostosa dessas aqui!", " "Ela anda grudada no Kage, será que ela é namorada dele?", " Se for mulher do Kazekage eu to fora, ela é uma gata, mas eu não quero morrer".
— Ohayo minna! — cumprimentou Ino arrancando suspiros e um "Ohayo" em coro dos shinobis.
— Ino, você não pode ficar aqui. Isso é um treino secreto! — argumentou Gaara baixinho e entre dentes.
—Eu não fico, você não fica! — sentenciou a loira.
— Ino-san, — argumentou Baki — esse treino é muito importante ele precisa ficar, eu prometo que cuidarei bem de Gaara-sama.
— Não Baki, ele não te obedece!....Hum...deixa eu ver...— ponderou a loira com um dedo no lábio inferior.— Já sei!! — andou em direção a uma pedra sentou-se nela e pegou seu livro.
— Eu fico aqui sentada de costas e você fica logo ali... — apontava com o dedo — ....virado pra lá, assiste ao treino e ainda fica ao alcance dos meus olhos. É só fazer o pelotão virar pra cá e posicioná-los logo atrás dessa pedra. — completou orgulhosa.
— Ino, você quer que eu desloque cinqüenta homens, por causa de um capricho? Isso não tem cabimento! — replicou o Kage.
— Ah... Gaara você põe dificuldade em tudo! — retrucou a kunoichi — É rapidinho olha só!! — Yo minna, você podem fazer uma favorzinho pra mim? — perguntou manhosa.
— H-Hai! — responderam em coro os shinobis de elite.
— Vocês podem posicionar-se aqui atrás dessa pedra?! — e segundos depois a nova formação estava feita. — Arigatou... — agradeceu cheia de manha.
— Viu só?! — sentou-se e pôs-se a ler o costumeiro livro. — Podem começar...
Gaara apenas suspirou e revirou os olhos....
No Banho.
— Gaara...Gaara... — chamava a Yamanaka sentada a beirada da cama do Kage penteando as madeixas loiras.
—...
— Gaara...você está bem?
—...
— Gaara, você vai demorar muito ainda?
—...
— Gaara, eu não ouvi você responder....
—...
—Gaara, sai logo daí...você está demorando demais.....
Foi a gota d'água. O ruivo num acesso de raiva soca a parede e sai da água sem sequer desligar o chuveiro, afasta o box com força, e abre a porta com agressividade. E eis que surge um Sabaku completamente molhado, nu em pelo a frete da Yamanaka, que arregala os orbes e em seguida grita um "Ahhh.." estridente tapando os olhos com as mãos.
— Estou aqui, satisfeita! — vociferou o Kage. — Pareço vivo o suficiente pra você?! — o Sabaku abria os braços o que obviamente a loira não via, mas mesmo assim acenava um sim frenético com a cabeça.
— Vai me deixar tomar banho em paz agora ....— Ino balançava a cabeça em afirmativo — ou vai montar acampamento no banheiro? — e a kunoichi sacudia a cabeça de um lado para o outro em negativa.
Ao ouvir o "click" da porta fechando a kunoichi tirou a mão dos olhos, deu um suspiro e revirou os olhos caindo de costas sobre a cama.
Flash Back Rotina Gaara e Ino Off
OoooOooOOOooOoooO
O dia estava chegando ao fim quanto o treino diário do pelotão terminou. Ino estava cercada pelos shinobis que faziam uma algazarra a sua volta. Podia-se ouvir um "Ino-san eu me machuquei no treino", "Ino-san eu também me machuquei olha aqui", "Ah....nem vem! Ela vai me examinar primeiro" e Ino tentava inutilmente por ordem naquela bagunça " Rapazes acalmem-se assim eu não vou poder examinar ninguém".
Gaara que estava um pouco mais afastado conversando com Baki, viu o tumulto que se formava em torno da kunoichi, disse um "Depois conversamos" pra Baki e pôs-se a andar na direção da médica-nin.
— Ino, vamos! — sentenciou imperioso, o rosto sério e inexpressivo, o olhar perfurante, a postura imponente, poderoso, a aura assassina.
Ao ouvirem a voz de seu Kage os shinobis num rompante abriram passagem e faziam uma pequena reverência. Assim que viram a expressão assassina do Kazekage os shinobis recuaram imediatamente um passo de cerca de um metro de distancia de Ino.
— Hai. Ja né! — despediu-se dos shinobis com um sorriso. Gaara olhou-os de soslaio o que fez os shinobis engolirem em seco e murmurarem um quase inaudível "Ja né", mas nenhum ousou fitar Ino.
— Estranho...acho que eles devem estar cansados.— concluiu a loira — Gaara pra onde está indo a mansão é pro outro lado?! — indagou a Yamanaka confusa.
— Vou te levar a um lugar... Até porque você me seguiria de qualquer jeito. — usou da frieza habitual.
— Isso é um convite? — arqueou uma sobrancelha.
— Entenda como quiser!
Depois de andarem um pouco chegaram a umas ruínas onde provavelmente deveria ter sido um forte usado por Suna em guerras no passado. Gaara fez sinal para que eles subissem até o topo. O local era cercado por uma mureta de menos de um metro de altura por cinqüenta centímetros de largura, no centro havia uma coluna um pouco destruída que aparentava ter sido um farol usado para guiar os guerreiros na noite do deserto. Do alto era possível ver a saída da Vila e um conjunto de dunas magníficas onde o Sol começava a se pôr.
Gaara aproximou-se da mureta, os braços atrás das costas, e passou a fitar o espetáculo cheio de cores que era o Sol se escondendo por trás das dunas, dando lugar ao majestoso luar de Suna. Ino aproximou-se do shinobi boquiaberta.
— É lindo Gaara...
— Não é nenhum campo florido de Konoha.— retrucou o Kage.
— Mesmo assim...é tão...perfeito!
Gaara abriu o sobretudo de Kage e retirou de lá o diário entregando-o a kunoichi.
— Já acabou de ler? — indagou a loira, guardando o livro em sua sacola ninja.
— Sim.
—O que achou?
— Você é um mundo de sentimentos Ino.
A garota riu do comentário.
— Você ainda ama o Uchiha? — perguntou o Kage depois de algum tempo.
— Não. Pra falar a verdade eu não sei se de fato eu o amei ou se foi apenas algo de criança... Eu gostava dele, mas acho que fantasiei um pouco... Hoje eu sei que amor exige um algo mais.
Conversavam sem se fitar, ambos admirando o espetáculo que o cair da noite os proporcionava.
— Algo como o que teve com aquele Sai?
— Ah... também...— a kunoichi corou — Mas não é só isso....O Sai e eu descobrimos muitas coisas juntos, mas eu sentia que faltava algo...Acho que ele não me amava no final das contas.
— Eu acho isso improvável. — E Ino riu mais uma vez. — Talvez ele só não soubesse sentir.
— Gaara... A questão não é você saber ou não sentir é você querer ou não sentir e o Sai queria descobrir sobre sentimento e não vivê-los.
— Acho que entendo.
— Mais alguma pergunta Kazekage? — perguntou sapeca.
— Uma em especial.
— Vamos lá, pergunte!
— O que é exatamente esse vazio? Digo... aquele vazio que você não explicou.
Ino entendeu que daria uma resposta pros dois, o vazio dela e o dele. A loira silenciou por um momento refletindo.
—Eu imaginei que me faria esta pergunta....Até pouco tempo atrás eu não saberia te responder, mas acredito ter encontrado a resposta esses dias.
—Esse "vazio" Gaara é a falta de ter alguém para voltar quando o dia termina, de ter alguém que seja o primeiro e o último pensamento do seu dia, é a falta de ter alguém que faça seu coração doer de tanta saudade e faça você perder o chão a qualquer menção em perdê-lo. — Safiras fitaram verde-água.
— É a falta de ter alguém que te faça rir por nada e lhe tire do serio pelo mesmo motivo, que faça seu corpo queimar de tanto desejo e tremer ao menor toque. E mesmo que esse alguém seja o contrario de tudo aquilo que você achou que sempre quis, você queira passar todos os dias da sua vida com ele, por que é só assim que você deixa de ser só e passa a fazer parte de um todo, dando sentido a todos os seus dias.
A garota subiu na mureta, pôs uma mão na cintura e com a outra desmanchou o rabo de cavalo deixando os longos cabelos loiros balançarem ao vento. Gaara observava cada movimento da kunoichi. "No fim das contas, é só a falta de dar amor e receber amor..." e disto isto os orbes azuis se fecharam deixando a brisa suave lhe acariciar o rosto.
O shinobi sentou na mureta pondo uma perna de cada lado, inclinou o corpo para trás apoiando-se nas mãos. Mirava diretamente a kunoichi de cabelos esvoaçantes de um loiro esfuziante cuja cor se misturava àquela aquarela a céu aberto em amarelo, laranja e vermelho. Ficaram assim por algum tempo até que Ino se sentindo observada abriu os olhos e em seguida sentou-se ao lado do Sabaku na mesma posição do shinobi.
— Sabe...eu retiro o que disse sobre ser difícil uma garota se aproximar de você...basta desmanchar essa carranca aí e trazê-las nesse lugar lindo que elas vão se atirar em você. — riu-se gostosamente a Yamanaka.
— Quem diria que o cubo de gelo do Kazekage podia ser tão romântico e tão sensível assim....
— Já lhe disse que não preciso de nenhuma garota se aproximando de mim...—retrucou o Kage levemente zangado e um pouco corado pelo comentário. Pausou por alguns instantes. —... Até mesmo porque alguém como eu... não é capaz de sentir...
Ino se aproximou mais, estavam separados por centímetros e segurando o rosto de Gaara entre suas mãos perguntou — Sente isso... Gaara?
— Me refiro aos sentimentos que descreveu Ino. — explicou.
— E eu me refiro a isso aqui! — Selou os lábios do Sabaku.
O Kage estava surpreso, estático, mas tão logo a garota começou a mover os lábios o Kazekage não pensou em mais nada, cerrou os olhos e se entregou a sensação maravilhosa que era provar o sabor dos lábios de Ino. O beijo começou calmo, delicado, invadindo pouco a pouco os limites um do outro. Gaara sentia a maciez e a textura daqueles lábios cada vez mais úmidos, mais desejosos, mais convidativos e ansiando por algo que ele nem sabia o que era, exigiu passagem, o que Ino prontamente atendeu.
A língua curiosa e ávida do shinobi explorava cada canto daquela boca molhada. Ao pousar as mãos na cintura delicada da kunoichi viu a garota estremecer, sentindo aquela pele aveludada arrepiar sob seu toque. Ele a beijava calmo e fundo, mordendo, provando, sorvendo tudo que aquela boca tinha pra lhe dar. O beijo se tornava mais exigente, mais sofrido, mais intenso...lascivo. Os corpos exigiam, ansiavam por mais toques, por mais pele.
Ino sentia aos poucos o desejo tomar-lhe o corpo. Como podia um beijo mexer com seus sentidos assim? Estava quase por perder a razão com aquela boca que tinha o poder de incitá-la. Envolveu os braços no pescoço do shinobi agarrando-se decidida aos fios ruivos, como se com aquele movimento pudesse manter seus pensamentos em ordem. Mas quando Gaara escorregou as mãos da cintura para as coxas torneadas, segurou-as com firmeza e ergueu-a fazendo à Yamanaka sentar-se em seu colo, ela teve a certeza que era impossível manter sua sanidade a salvo. E com isso Ino gemeu aguçando a libido do Kage de Suna.
Com uma das mãos do shinobi tomou para si possessivamente a cintura delicada da kunoichi, levou a outra mão aos cabelos loiros agarrando-os, cerrando os dedos na altura da nuca. Aspirava aquele perfume perturbador, exigia mais daquela boca, deliciando-se com o calor da pele dela.
Gaara agia por instinto. Rendia-se a cada desejo imperioso. E a ordem agora era senti-la. O Sabaku forçou ainda mais seu corpo contra o corpo da médica-nin e em um súbito movimento levantou-se sem solta-la. Ino agarrou-se a Gaara envolvendo-o com as pernas, ele carregou-a com urgência até a coluna, prensando-a forte contra a parede. Não se separaram um segundo sequer.
O beijo era cheio de desejo, volúpia. Os corpos colidiam em pura luxúria. Gaara correu as mãos das coxas até o inicio das nádegas de Ino e tão logo a encontrou apertou, arrancando outro gemido da kunoichi. A loira tateava com urgência o peitoral do Kage de Suna procurando uma brecha no meio daquelas vestes todas. Assim que achou enfiou as mãos por baixo da regata do shinobi, cravando as unhas nas costas largas. E foi à vez do Kage gemer. Ah... E como era bom ouvir aquele homem gemer! Ino sentiu o ruivo prensá-la ainda mais contra parede, forçando o quadril entre as suas pernas, fazendo-a sentir sua excitação. Gaara movido por puro desejo correu a mão dos cabelos para o pescoço alvo da médica-nin encontrando a alça da blusa em volta do pescoço, cerrou os dedos ali, mas conteve o desejo de arrebentar a frágil peça.
Separaram-se por falta de ar e as pernas trêmulas de Ino encontraram o chão. O shinobi apoiou uma mão na coluna e a outra permanecia na cintura de Ino. O olhar era penetrante e lascivo, os lábios estavam entreabertos, o coração palpitava forte, mas fora isso não demonstrava nenhuma alteração. Já a kunoichi arfava sem controle algum, se não fosse os corpos ainda colados, provavelmente viria ao chão. A garota envolvia o pescoço do Sabaku com uma mão enquanto a outra agarrava forte o tecido que cobria o peito másculo do Kage de Suna.
Inspirou o ar com força tentando controlar a respiração, olhou direto nos olhos do Kage e falou com a voz entrecortada.
— Alguém que... que consegue b-beijar assim...— arfava ainda sem controle a kunoichi — Com certeza é.... é capaz de sentir...
— Já é noite Ino, precisamos voltar.
— H-Hai. Já devem ter dado por nossa falta.
—Consegue andar? — indagou malicioso, vendo o estado deplorável em que a ninja se encontrava.
— Só estou um pouco zonza, engraçadinho.
O Sabaku pegou-a no colo de repente. — Só até você voltar ao normal. —E dito isso carregou-a em direção a mansão.
Não falaram uma só palavra no caminho de volta e ao chegarem à mansão mal se olhavam. Temari fez um alarde berrando um "Onde diabos vocês estavam!" e um "Que diabos estavam fazendo pra demorarem tanto assim!". Gaara com sua habitual frieza respondeu "Fui obrigado a mostrar a Vila a Ino" e está por sua vez apenas sorria sem graça, sem acreditar em "Como ele pode ficar tão tranqüilo assim!". Jantaram e foram dormir separados. Era verdade que não dormiam todos os dias juntos, mas hoje com certeza teriam de dormir separados.
OoooOooOOOooOoooO
Acordou suado. A noite no deserto era sempre tão fria, mas estranhamente essa noite parecia fazer o calor de meio-dia. Decidiu tomar um banho relaxante de ôfuro. Tirou a regata preta e a calça da mesma cor e atirou-as num canto, a boxer que usava fez o mesmo percurso em seguida. Poucos minutos depois estava completamente relaxado. Escorregou um pouco no ofurô ficando completamente submerso para em seguida emergir sobre a água. Tirou o excesso dos cabelos com uma das mãos, deixando as gotinhas de água escorrerem por aquele rosto perfeito. Apoiou os braços nas laterais de madeira inclinando a cabeça para trás de olhos fechados.
A porta abriu chamando a atenção do shinobi.
— Ino, o que faz aqui?— indagou surpreso, correndo os verde-água sobre o corpo daquela mulher, os pés descalços, a camisola minúscula e transparente rente ao corpo, ressaltando aquelas curvas que por natureza já eram tão insinuantes.
— Oras Kazekage... — observou-a andar feito felina, o sorriso faceiro, os quadris gingando, vindo em sua direção. Acompanhou-a com os olhos entrar no ofurô, um pé em cada lado de seu quadril, curvou-se até alcançar seu ouvido apoiando as mãos em seus ombros. — ...Vim fazer você sentir... — sussurrou com voz sexy sentando-se sobre o shinobi e envolvendo-o num beijo sensual.
As bocas se prensavam forte, mordendo, sugando. Ino parou o beijo de repente o olhou lasciva sorrindo maliciosa. Lambeu-o dos lábios até a curva do pescoço onde aproveitou para dar-lhe um chupão. A boca sedenta correu ate o ombro do shinobi cravando-lhe os dentes. Gaara gemeu de dor e prazer, Ino sorriu e deslizou a língua até o lóbulo da orelha e sussurrou:
— Sente isso Kazekage...— e dito isso encarou-o escorregando a mão pelo peito, abdômen, baixo ventre até encontrar a intimidade rija do shinobi.
— Ino! — acordou num sobressalto, o peito resfolegando, o olhar atordoado percorrendo o quarto tentando achar alguma explicação. Viu a garota dormir tranqüila sobre o futon. Um sonho... Era isso, ele havia tido um sonho pervertido com Ino. Tão logo conseguiu raciocinar sentiu seu membro latejar, doer, tamanha era a sua excitação.
Ligou o chuveiro e entrou de uma vez. Apoiou as mãos contra a parede deixou a água gelada correr livremente pelo seu corpo. Riu de canto quando lembrou-se de uma vez que seu irmão e Naruto lhe levaram em um bar de baixo calão. Não imaginava naquela época que um dia estaria em uma situação parecida.
Flash Back On
— Oe...morena gostosa...hoje eu vou ter um sonho pervertido com você que vai me deixar de "pau duro"...é seu dever amolecê-lo." falava Kankuro com a cara mais safada do mundo ao ver a "moça" passar.
A garota parou no mesmo instante. — Vai ter de ficar pra próxima vez, bonitão. Respondeu ela dando uma piscadela cheia malicia.
Naruto gargalhou alto debochando — Kankuro, parece que hoje vai ter que ficar só na imaginação e fazer justiça com as próprias mãos. — e voltou a gargalhar.
Flash Back Off
Fechou os olhos. As lembranças do sonho se misturavam as do beijo de algumas horas atrás confundindo os sentidos do shinobi. Era inútil tentar se acalmar, o banho não faria o "efeito" necessário. Não com Ino gingando os quadris em sua direção, não com ela sussurrando atrevida com voz sexy em seus ouvidos, não com aquele beijo voraz e molhado, não com ela cravando as unhas, mordendo-lhe os ombros, com os corpos colidindo contra parede, com ela envolvendo-o com as pernas, descendo furtiva pelos seus músculos, alcançando a sua intimidade rija.
Kuso! — praguejou com voz baixa, era isso, não iria se "acalmar" antes que se livrasse daquele desejo que o consumia. Levou a mão ao membro pulsante masturbando-se.
— Maldito seja aquele sonho, aquele cheiro perturbador que emana dela, aquele jeito atrevido... — a mão subia e descia com mais vigor.
—... Aquela pele macia, aquelas mãos furtivas, aqueles gemidos em meu ouvido, — Sentia o ápice chegando ficando na ponta dos pés, o ritmo frenético. — E maldito seja... — Gozou. Imaginado as bocas coladas num beijo sôfrego.
—... Aquele bei... — Ofegante, não continuou. Não, ele não amaldiçoaria o beijo.
Saiu do banheiro direto para a varanda, o vento frio da noite de Suna seria de grande ajuda. Estava saciado de sua natureza de homem, mas não daquele desejo insano provocado por ela. Ficou a fitar a lua tentando por os pensamentos em ordem. Respirou fundo cerrando os verdes-água, deixando o vento gélido de sua Suna tocar-lhe a pele que tornava a queimar em brasa. Seduzido por aquele cheiro perturbador que o chamava, aguçando sua libido, a vontade de tocá-la.
Entrou no quarto e o cheiro embriagante invadia-lhe as narinas, resolveu por dormir em outro quarto. Já havia notado que seu autocontrole e sua racionalidade eram quase inexistentes quando estava tão perto da kunoichi. E permanecer no mesmo quarto que Ino e aquela camisola "propositalmente", em sua opinião, tão minúscula e provocante era arriscar demais a sua pouca razão.
Depois de um rápido banho embrenhou-se nos lençóis. Virava-se de um lado para o outro inquieto. Como era possível que o cheiro dela estivesse ali? No quarto que ela nunca entrou, nos lençóis que nunca a envolveram, até o seu corpo parecia emanar o cheiro dela. Só podia estar ficando louco, concluiu. Aquele perfume perturbador estava impregnado em tudo! Tirando-lhe o sossego, minando sua razão. E logo o shinobi estava em brasa outra vez. Sentou-se na cama irritado. Eram cinco horas da manha e teria de tomar outro banho gelado novamente. O terceiro da noite! E tudo por causa daquele cheiro. Se ele pudesse se livrar daquele cheiro....Era isso! Precisava se livrar daquele cheiro. Rumou para o seu quarto imediatamente, num misto de irritação e ansiedade.
— Gaara! — disse num sobressalto, assustada, a voz sonolenta. O shinobi pegou-a no colo bruscamente, empurrou a porta do banheiro com o pé e depositou-a no chão frente ao box.
— Gaara, o que você está fazendo?! — Ele afastou o box bruscamente, agarrou forte o braço da kunoichi e sem nenhum tato arrastou-a para dentro.
Agarrou a camisola sobre os seios de Ino e rasgou-a em dois movimentos, a frágil peça intima teve o mesmo destino.
— VOCÊ ESTÁ LOUCO?! — vociferou a loira enquanto tentava cobrir sua nudez coma as mãos. Gaara indiferente ligou o chuveiro segurando a garota embaixo da água gelada. — Ahhh...! — soltou um gritinho estridente ao sentir aquela água gélida em contato com sua pele.
—Ino, esse seu cheiro incomoda! — arrastou a kunoichi completamente molhada, pegou-a no colo e praticamente atirou-a dentro do ofurô. Pegou uma mecha dos cabelos dela trazendo próximo ao rosto. Inspirou profundamente o ar procurando o cheiro.
— Assim está bem melhor! —sorriu satisfeito e saiu dali.
Rumou para cozinha, não estava com paciência para ouvir as reclamações quando ela saísse dali. Abriu a porta do quarto e deu de cara com Temari, em seguida ambos ouviram "SABAKU NO GAARA, EU JURO QUE ASSIM QUE EU TE CURAR EU TE MATO!!!".
— O que você fez dessa vez pra Ino estar gritando desse jeito hein Gaara? — Indagou com tom reprovador, estranhando o sorriso que o irmão tinha nos lábios.
— Como eu posso saber... Ela grita comigo por qualquer coisa...— e saiu com o sorriso mais cínico possível.
A porta do banheiro se abriu e assim que avistou a Yamanaka, Temari se apressou em perguntar.
— Ino, o que aconteceu aqui?
— O que aconteceu?!— repetiu indignada enquanto saia completamente ensopada do banheiro. — Argh.....Temari, aquele seu irmão é um...um pervertido!
— O quê? Gaara? — questionou surpresa. — Está aí uma coisa que eu nunca pensei em ouvir "Gaara" e "pervertido" na mesma frase.
— Existe outro grosso, arrogante, baka, maluco, pervertido e..........e pervertido chamado Gaara por aqui?
— Oe Ino... Fica calma. Me conta o que aconteceu por aqui. — E alguns minutos depois ouvia-se risadas estrondosas da Sabaku saindo dali.
Ino passou o dia inteiro irritada, lançado olhares assassinos para Gaara. Imaginando uma maneira e um momento oportuno pra dar uma lição naquele "Maluco pervertido!". Encontrou a ocasião perfeita as onze da noite quando o shinobi tomava uma ducha quente e Kami-sama parecia estar do lado dela, pois estava sendo uma das noites mais frias de Suna. Abriu a porta do banheiro bruscamente, fazendo o shinobi correr a porta do box para verificar o que estava acontecendo.
— Cubra aquilo que não quiser que eu veja. —falou audaciosa lançando uma toalha de rosto minúscula para o shinobi.
—Que pensa que está fazendo sua loira maluca?
Ino enchia um recipiente com água da torneira. Com a baixa temperatura que fazia essa noite em Suna a água deveria estar com cerca de 10 C°.
— Isso foi por ter me acordado daquele jeito! — atirou o líquido gelado no shinobi.
— Isso foi por você ter me deixado nua! — lançou-lhe a água gélida novamente.
— Ino, pare com isso! — vociferou o Kage fazendo menção em ir até ela.
— Não se mova Kazekage, essa toalha é muito pequena para cobrir todos os seus atributos... — advertia carregada de cinismo. — Além do que, se eu gritar em quanto tempo você acha que Temari, Shikamaru, Kankuro, Baki e até alguns serviçais chegariam aqui? — Gaara cerrou os dentes.
— Imagine só a cara que eles vão fazer ao ver seu Kage nu, com uma garota usando apenas sua camisa... — exibia a camisa preta dele que conseguia ser mais curta que a sua antiga camisola. — Até você explicar tudo, os boatos já se espalharam... E você sabe como esse tipo de boato se espalha rápido, especialmente em se tratando de um Kage. — Gaara recuou e ela sorriu satisfeita.
— Esse vai ser em dobro, por aquele insulto horroroso que você me fez! — atirou-lhe o líquido outra vez.
A Yamanaka virou de costas pro Sabaku e girou a maçaneta, mas antes de sair por completo virou-se para o Kage mais uma vez e exigiu imperiosa.
— A propósito, você me deve uma camisola! Ela era uma ótima camisola e eu quero outra já! — E dito isso saiu, deixando um Gaara perplexo, de cenho franzido, sem acreditar em como aquela loira podia ser tão atrevida e desaforada.
Continua....
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O Próximo tem hen***....
