11. Sonhos
Severo Snape retirou lentamente a roupa que cobria o corpo de Hermione, deixando-a nua. Em as eguida levou-a para seu quarto, deitando a moça em sua cama. Enquanto retirava as próprias roupas Severo Snape deleitava-se com a sua visão, aquela era sua esposa, e pela primeira vez ele sentia que aquilo era real. Seu casamento não era mais uma farsa.
Hermione sorria para ele, os cabelos cacheados espalhando-se no lençol, tudo nela o convidava. Ele deitou-se ao lado da jovem, beijando vagarosamente seu pescoço, fazendo-a arrepiar. Depois desceu para seus seios, reverenciando-os. Sua barriga, beijando a pele alva de Hermione, enquanto ela se deleitava com seu toque e se inclinava para ele.
Quando ele chegou em sua intimidade, lambendo-a devagar, ela gemeu de prazer. A sensação prazerosa já conhecida fazia o corpo de Hermione tremer, as pernas esguias envolveram a cabeça do homem e as mãos de Hermione puxaram levemente os cabelos negros de Severo Snape na direção de sua intimidade. O homem enlouquecia ao tocar a esposa, amando-a com a língua, cobrindo-a de prazer. Hermione sentiu a língua hábil do homem a acariciando, fazendo-a atingir o auge, em um gozo incontrolável.
Em seguida, ela abriu-se para ele, convidando-o. Ele penetrou seu corpo quente, completamente molhado, ainda contraindo-se de prazer. Ele movimentava-se rápido, sentindo as contrações, a intimidade de Hermione apertando-o, proporcionando um inigualável prazer, até que ele atingisse, enfim, o orgasmo.
Os dois beijaram-se apaixonadamente e depois deitaram-se um do lado do outro, Severo de barriga para cima e Hermione de lado.
- Foi diferente dessa vez. – a moça comentou.
- Dessa vez, você era minha esposa. – ele disse. – Minha esposa de verdade, não apenas por um papel ou um acordo.
- Também me senti assim. – ela confessou. – Como sua esposa. Só sua.
Ele virou-se de lado e envolveu o corpo dela com um braço forte. Ela admirou os músculos definidos do corpo dele; ele era perfeito para ela, forte, inteligente, capaz de causar nela as mais profundas sensações de prazer e desejo.
- Te incomoda? – Severo questionou, a expressão séria.
- O que? – ela perguntou, distraída.
- A marca. – ele falou.
Hermione percebeu que ele olhava diretamente para a marca negra. A menina entendeu que ele estava imaginando que quando ela reparava em seu braço ele acreditara que ela estava olhando para a marca.
- Eu não estava olhando para ela. – a menina explicou. Depois, ruborizou levemente. – Na verdade eu estava pensando em como você é forte.
Ela acariciou o braço dele que envolvia seu corpo. Ele lhe sorriu contidamente, mas ela viu os olhos tristes dele na direção da marca.
- Isso ainda te deixa triste? – ela perguntou com doçura.
- Me causa muito arrependimento. – ele confessou. – Quando eu era jovem, eu quis essa marca. Acreditei que o Lorde das Trevas estava certo, quis servi-lo.
Ela percebia a angustia dele ao dizer aquelas palavras.
- Mas você mudou, Severo. Esse Comensal da Morte a quem você se refere não existe mais. – Hermione tinha a voz cheia de ternura. – Lutou tanto para que Voldemort fosse derrotado, salvou tantas vidas.
- Eu tirei outras tantas, também, Hermione. – ele disse, tristemente. – Você não merecia um homem tão maculado.
- Não quero que pense assim. – a jovem respondeu. – Para mim você é um herói.
Severo Snape dirigiu a moça um sorriso bobo. Ele a abraçou, sentindo-se feliz de repente. Ela era sua cura. Era capaz de curar a mácula que existia em sua alma, ela o ajudava a se perdoar. Ao lado daquela mulher, ele sentia-se aquele herói que ela via. Hermione estendeu a mão hesitante para o cabelo dele, acariciando-o devagar. Ele fechou os olhos para sentir aquele carinho.
- É a primeira vez que alguém me toca assim. – ele disse, um pequeno sorriso nos lábios.
- Você gosta? – ela perguntou, também sorrindo.
- Gosto. – ele assentiu.
- Se você me deixasse dormir com você... – ela disse timidamente. – eu poderia te acordar com um carinho, pela manhã.
O homem franziu a testa.
- Meu sono pode ser muito agitado. – ele avisou, sem dizer nem que sim nem que não.
- O meu também. – a jovem falou.
- Será que não a deixarei mais inquieta? – Severo preocupou-se. – Agora, principalmente, você precisa dormir bem. Ouvi falar que a gravidez pode dar bastante sono.
- Acho que não, desconfio que vou dormir muito melhor do seu lado. – Hermione comentou.
- E por que você pensa assim? – Severo perguntou, ternamente.
- Porque você me faz sentir segura, protegida. – ela falou. – Como se nada de ruim pudesse acontecer.
- Eu morreria antes de deixar que algo fizesse mal a você, Hermione. – Ele sorriu.
- Então, posso ficar? – ela pediu, sorrindo com ternura.
- Pode. – ele concedeu.
Os dois aninharam-se um junto do outro, Hermione apagou as luzes com um floreio com a varinha, e depois de alguns momentos os dois já respiravam mais calmamente, caindo em um sono mais tranquilo do que qualquer um deles havia tido há muito tempo. O calor, os braços e pernas que se envolviam, o cheiro dos dois que preenchia o cômodo, tudo isso afastou os pesadelos e ambos tiveram apenas bons sonhos a noite toda.
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As semanas foram se passando, e o casal se tornou cada vez mais unido. Os dois passaram a jantar juntos todas as noites, saindo mais cedo de Hogwarts, assim que as aulas terminavam. Dentro da escola mantiveram a descrição, como a diretora tinha feito questão, mas de vez enquanto eles se cruzavam pelo corredor e ele lançava para ela um olhar apaixonado ou um sorriso de canto de boca que a faziam estremecer.
Os exames estavam se aproximando e Hermione e seus colegas do 7º ano estavam cada vez mais enlouquecidos, tentando dar conta de todos os deveres e treinando para os NIEMs, que sem dúvida eram extremamente exaustivos. A grifinória pretendia formar-se em poções, feitiços, herbologia, transfiguração, DCAT, aritmancia e runas antigas; sendo as cinco primeiras fundamentais para que ela pudesse ingressar na Universidade de Medibruxaria de Londres.
Quando entrou o mês de abril e Hermione completou três meses de gravidez, ela estudava quase todas as noites e Severo a ajudava. Porém, aquele terceiro mês também tinha sido repleto de enjoos frequentes, que deixavam Hermione cansada e irritadiça. Naquela noite, Severo Snape a ajudava com a matéria de Transfiguração na casa de Hogsmeade, mas no meio de uma discussão sobre as regras e os limites da Transfiguração Humana, Hermione tapou a boca com a mão direita e saiu correndo para o banheiro.
Severo a seguiu e segurou seu cabelo com gentileza enquanto ela colocava todo o jantar para fora.
- Não é possível, Hermione. – o homem reclamou. – Há uma semana que nada para no seu estômago. Você precisa ir ao St. Mungus.
- Grávidas tem enjoo, Severo. – a moça argumentou enquanto lavava a boca na pia. – É normal.
- Mas você precisa se alimentar! – ele disse. – Pelo amor de Deus, deixe-me lhe dar um tônico para o estômago.
- Eu li no Manual da Mãe Bruxa que devemos evitar ao máximo esses tônicos... – apontou Hermione.
- Eu trabalho para a Mui Extraordinária Sociedade dos Preparadores de Poções, lecionei essa disciplina em Hogwarts durante mais de uma década, e de repente fui rebaixado pela Madame Liderox, uma senhorinha simplória que ganhou dinheiro escrevendo um livro chamado Manual da Mãe Bruxa. – indignou-se Severo Snape.
- Tem razão, acho que estou exagerando. – Hermione colocou a mão na pequena barriga que já se insinuava. – Tem certeza que não fará mal ao bebê?
- Tenho certeza, Hermione. – o marido disse, pela milésima vez naquela semana. – Por favor, tome a poção.
A moça sentia tamanho incômodo, com seu estômago revirando, que cedeu. Permitiu que o marido lhe estendesse a poção e tomou sem reclamar, sentindo um ligeiro alívio imediato, conforme a bebida lhe chegava ao estômago, acalmando-o. Ela se sentou na poltrona, recostando a cabeça, respirando profundamente.
- Em 24 horas você poderá tomar novamente. – o marido explicou. – Acho que o efeito não vai perdurar por tanto tempo, mas pelo menos vai te garantir uma noite de sono. Você já está com olheiras da noite passada.
Hermione continuava na mesma posição, sem dizer nada. Severo Snape seguiu falando como a esposa deveria confiar nele, que ele jamais faria nada que prejudicasse ela ou o bebê e que o tal livro da Madame Liderox não tinha qualquer base científica, era praticamente uma ficção para grávidas, com frases prontas de senso comum... Mas ele se interrompeu quando olhou de novo na direção da esposa e percebeu que sua cabeça pendera para o lado e ela já ressonava. Tinha adormecido com um livro no colo.
A menina estava exausta e sobrecarregada, ele concluiu, sentindo culpa. Os NIEMs eram cansativos para qualquer aluno, ainda mais no caso de Hermione que ia prestar o exame em tantas matérias. Somava-se a isso uma exaustão natural da gravidez e os enjoos que tinham aparecido por volta dos três meses de gestação.
Severo fechou o livro de transfiguração, colocando sobre uma mesinha, junto com outros materiais escolares de Hermione. Tomou nos braços o corpo da esposa, naquele momento ela lhe parecia tão frágil e vulnerável que ele fez de tudo para não acordá-la, levando ela até a cama e deitando-a em uma posição confortável. Ele a cobriu e deitou-se ao lado dela, permanecendo um longo tempo acordado, a observá-la. Aquela era sua esposa e ele faria todo o possível para que ela se sentisse bem e tivesse uma gravidez tranquila e segura.
